sábado, novembro 30, 2013

Marcos Sacramento - A ultima estrofe



Então, devo começar hoje outra daquelas telas em que cabem quatro Carinhas.

Comecei a espalhá-las pela casa, já que na sala não tem mais pregos e quando vou pregá-los na parede, eles entortam. Comecei a colocá-las no quarto de mamãe. Os pregos novos que comprei, também entortam pra ser pregados na parede do quarto. Daí, que começarei a entulhá-las na estante, enroladas num pano, leit@r, que as proteja.

Então, a cidade já começou a se enfeitar para o Natal.

E o leit@r que quiser se presentear ou a um amigo com algum de meus livros, discos ou Carinhas é só falar, para que combinemos como fazer.

Fora isso, meu parceiro e amigo Marcos Sacramento dará show, no Rio.

Veja:

"ALÔ GENTE!! DIA 13 DE DEZEMBRO ESTAREI COM LUIZ FLÁVIO ALCOFRA CANTANDO AS VALSAS BRASILEIRAS NO CASARÃO AUSTREGÉSILO DE ATHAYDE, 20 HS - O CASARÃO FICA NA RUA COSME VELHO, 599. FÁCIL NÉ? VAI SER NOSSO SHOW DE FIM DE ANO!!! ESPERO TODOS LÁ."

sexta-feira, novembro 29, 2013



Na parte em que Jean Genet escreve uma carta para Jean Paul sartre, de quem ficou amigo e curtia conversar, e teoriza sobre o que seja a homossexualidade. No final das contas, o que diz na carta imensa é que as bichas se recusam a dar continuidade ao mundo, por um trauma sofrido em algum momento da infância. E ao final diz ser esse o motivo da alienação política dos viados, que não se importam com o futuro da humanidade.
Acho que aí deve estar o centro nervoso do que na obra de Jean Genet é tido como Traição. É um Foda-se constantemente ligado, sem interesse algum em dar continuidade ao viver. No bojo desse Foda-se, está que os viados traem o projeto divino da procriação, ta ligado, bom leit@r?
Mil coisas...
Fui.

quarta-feira, novembro 27, 2013

terça-feira, novembro 26, 2013

"Caras e Bocas" - Caetano veloso e Gal Costa (1978)



Mais uma de minhas Carinhas prontas.
Mais Vizinhas de Trás vêm pra superfície, com suas carinhas que invadem a cena, rasgam a vida....
Quando fui comprar um novo pincel, não encontrei do mesmo que estava utilizando antes e comprei um parecido.
Aconteceu de os avanços que havia conseguido com o pincel antigo, não consigo repetir com esse, que avança pra outra direção, ta entendendo leit@r?
Daí, que mesmo que as Carinhas sejam as mesmas, como resultado desse pincel, elas são outras.
É que a loja em que eu comprava pincéis, fechou. Quero encontrar daqueles, porque estava curtindo o caminho por onde eles me levavam, porque mostravam um brilho mais agudo.
Fui.


Chuva!

segunda-feira, novembro 25, 2013

As Vizinhas de Trás

Um “Mamãe me adora” para Icaraí!

Está ficando bonita a tela que comecei no sábado, com quatro carinhas.

Estou curtindo muito repetir sempre as mesmas várias mulheres, quadro a quadro, lado a lado, sempre as mesmas, leit@r.

E, então, já achamos um fundamento para elas.

Elas vêm da tradição desses quadros a partir de fotos 3x4 que faziam no interior do ES, onde nasci, quer dizer, acho que existem no mundo todo. E que usei na capa do “Mamãe...”.

Será mamãe o que estou pintando infinitamente, leit@r?

Pedro deu a ideia de colocarmos um nome para cada uma das telas. E cheguei a um nome para todas elas, um nome para minha primeira exposição, que não sei quando nem onde ainda. Mas vai ser “As Vizinhas de Trás!”. 
Isso vem de um dos versos da música “Os gatinhos de Pedro”, que tá no disco que estamos aprontando: Poema Maldito.

Diante delas, em minha sala, tentei explicar, ontem, para o André, que comprou um “Mamãe...”, o porquê do nome “As Vizinhas de Trás”, mas não conseguia achar a palavra.

Então, fiz um gesto, leit@r:

- As Vizinhas de Trás, entende? – e levei as mãos espalmadas para trás e acima de minha cabeça.

- Entendo, sim, luís. São todas mulheres... – ele disse.

O meu bom e silencioso leit@r sabe que tudo está em rede, que é tudo a mesma coisa se expressando. E que não devo dizer aleatória e sem fundamento.

Fui.


domingo, novembro 24, 2013

Comecei a fazer mais uma tela pequena de Carinhas, das que têm quatro delas justapostas.

Estive pensando sobre o fundamento delas, porque o silencioso leit@r sabe: embora as coisas nos apareçam como que ao acaso, todas, sem exceção, têm seu fundamento, quer dizer, nada vem do nada e tudo está no seu fluxo, se liga...

Então, às minhas Carinhas: 
A capa de meu livro “Mamãe me adora” tem uma foto de mamãe, leit@r...

A capa foi feita pela Rachel Braga, mas a foto tem outra história:

Mamãe trabalhava num bar-restaurante, mais ou menos na cabeceira de uma ponte que dava para a subida do morro Aquidabã, em Cachoeiro do Itapemirim. Um dia, passou um vendedor ambulante, pegou uma foto 3x4 dela, ampliou, coloriu, emoldurou numas tábuas enroliçadas azuis, colocou umas latas arabescadas nas emendas e revendeu o quadro lindo de volta para mamãe.

Naquela época, as casas nas vilas das cidadezinhas – as periferias são chamadas em cidade pequena de vila – tinham em suas salas essas pinturas das fotos emolduradas, mas Mamãe nunca colocou essa moldura em parede de casa alguma.

Coloquei no livro.

Acho que vem daí minhas Carinhas.

Fui.


sábado, novembro 23, 2013

No ano passado, anunciei, aqui no Blog Azul, a venda de meus livros e discos, para aqueles que acaso quisessem se presentear ou a um amigo com algum exemplar de minha obra ou com ela inteira. Esse ano repito o anuncio, generoso leit@r, e acrescento a tudo minhas Carinhas, que ficaram boas de olhar.
Quem se interessar, é só fazer contato e combinamos de eu mandar pelo correio.
Pedro tirou umas fotos:
Então...
Ahê, quem vai quereeeeeer?!?
Obs: quem quiser ver fotos de outras Carinhas é só dizer...





sexta-feira, novembro 22, 2013

Adriana Calcanhotto - Por Que Você Faz Cinema?



Em minha comunidade-condomínio vem um som bom de algum vizinho mais longe. É Tim Maia.
É feriado em Nikity City.
Ouvi o esboço do que o Paulo Baiano inventou para a música “Cavalos”, música parte da narrativa de meu Cinema Orly, e que escolhi para fechar o disco “Poema Maldito”.
Teremos um link lindo com minha literatura e com meus discos anteriores.
Eu tava conversando com o João e ele me disse uma coisa muito legal:
- Na verdade, o que eu sinto e senti quando fizemos o "Antigo", é que a cada novo trabalho fosse como se tivéssemos que "relançar" toda a sua obra...porque é preciso retomar sua produção como um todo e tentar levar não apenas seu último produto, mas toda a sua produção, para o público. E correr o risco de ser desmascarado...rs...conhece a música da Adriana?

quinta-feira, novembro 21, 2013

Sandra de sá - bye bye tristeza



As pistas aleatórias da internet têm um sentido, leit@r.
Outro dia estava pensando comigo mesmo: ué, mas no final, é fácil dizer que uma coisa é resultado de outra, porque, em elas já estando acontecidas, olhando pra trás, podemos ver os fios condutores que as produziram, mesmo que essa produção tenha parecido, a princípio, ao acaso e tal.
Isso me faz lembrar duas coisas:
1-     Minha professora de ginásio dizia que depois de aprendermos uma palavra nova, a palavra começava a aparecer pra gente.
2-     Numa conversa com uma amiga, ao duvidar de que os acontecimentos tivessem um sentido, ela disse:
- Tudo tem seu fundamento, luís!
Esse meu papo leit@r, é pra dizer, que hoje de manhã, cheguei a essa música:

quarta-feira, novembro 20, 2013



Quando eu ouvia música pra valer, quero dizer, em quantidade, não ouvia Jards Macalé. Eu sabia dele de sua fama, porque naquela época, não me interessava pelos autores das músicas. Nem nome de autor de novela. Escritor de livro. Nome de ator, tudo. Não me interessava pela verdade, silencioso leit@r, tudo era ficção, assim, carne saborosa, sem querer saber do osso, do esqueleto estruturando a beleza por dentro.
Eu ouvia música na casa dos amigos e os amigos mais próximos não ouviam Jards Macalé, ele mesmo, embora todos soubéssemos dele.
Um dia, em que eu passava no rumo de um desses prédios de cultura que têm muitos no centro do Rio de Janeiro, reconheci que era ele quem passou por mim.
Mas só fui assisti-lo cantar, faz alguns anos.
E, leit@r, achei bom demais, porque há uma invenção muito bonita no jeito como ele mostra as músicas, na voz e violão.
E, ontem, fui assistir a Abertura do Araribóia Cine, quando passou um documentário sobre ele, Jards.
As duas últimas edições do Araribóia Cine, as que fui, têm enfatizado compositores populares. O ano passado foi Jorge Mautner e nesse Jards Macalé.
Então, é isso, sou fã.
Fui.

terça-feira, novembro 19, 2013

segunda-feira, novembro 18, 2013



Estou na parte em que Jean Genet, bicha e ladrão, depois de Jean Cocteau, é assimilado também por Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Desses últimos, é uma assimilação estranha, leit@r. Porque que cada um fica na sua, me parece...mas o que estou querendo? Humm?
Fui.

domingo, novembro 17, 2013

Felipe deu mais um tapinha no Poema Maldito.
Ouvindo...
De cada vez, vou curtindo mais as músicas, as interferências que ele fez e as nuances de aperfeiçoamento que ele vai imprimindo às gravações de cunho imperfeito. Tenho ouvido de tuberculoso, bom leit@r, por isso curto ouvir baixinho.
Além disso, acho que se pode olhar as músicas de modo panorâmico, se eles estão baixas e no silêncio.
E leit@r, minhas músicas não são de dançar, são de ouvir, ta ligado?
Quer dizer, não sei, são de dançar quietinho.
Fui.


quinta-feira, novembro 14, 2013

Há textos, que na forma que os concebo, são pra livro e não são pra internet.
É que são longos.
E não é apenas por isso, leit@r... o Blog Azul é um livro?
Fui.


quarta-feira, novembro 13, 2013



terça-feira, novembro 12, 2013

Se não estou enganado, um dos textos perdidos de Jean Genet chama-se Heliogábalo, sobre um imperador de origem síria, logo do início do Império Romano. A atração de Jean Genet para contar a história do Heliogábalo, é que ele era um imperador jovem e trans, bom leit@r.

Achei na internet uma pintura de um holandês do século XIX, sobre ele.

Ele era maluca, veja:

segunda-feira, novembro 11, 2013



Tensão com as assistentes sociais, na Fiocruz.

Elas não estavam sabendo ao certo sobre como se conduzir com o papel que levei para ser preenchido. Uma foi chamando a outra e eu também não estava entendendo. Aí, eu tava muito nervoso, bom leit@r, eu ía ficando mais nervoso, porque, segundo elas, no sistema tava dizendo isso e tal. E eu falei, mas o sistema ta errado, vocês não tão sabendo, no sistema ta dizendo que a minha gratuidade nos ônibus foi indeferida, mas não é verdade – e, aí, leitor, mostrei pra elas o meu Passe Especial. E disse do coma de um mês que me deixou com sequelas motoras e que a gratuidade era importante pra compor minha renda e tal.

Eu estava nervoso e eu tremia, quer dizer, eu estava totalmente sem razão e as assistentes sociais ali, sem entender nada e me deixando sem razão, porque o sistema e tal.

Aí, chegou uma assistente social aleijada, mais coroa, com aquela máscara de maquiagem que as funcionárias públicas têm, e ficou escorada na muleta, assistindo. E eu ía ficando nervoso com a falta de entendimento entre a gente e tal. Então, uma das assistentes sociais começou a atender o celular e cruzou uma conversa entre o meu atendimento, eu disse que não estava sendo entendido e que estava sendo mal atendido. Então, a assistente social com a muleta, se jogou numa cadeira atrás da mesa à minha frente, e disse pras outras, meio que em tom de desafio:

- Deixem, agora é comigo! Deixem comigo, que não estamos aqui de brincadeira! O que é que o senhor não está entendendo?– e aí foi minha oportunidade de dizer pra ela o quanto sério era pra mim o benefício da gratuidade e tomei fôlego na calma de dizer pra ela o que eu não estava entendendo enquanto ela armou uma fisionomia de descaso pra me ouvir falar, quer dizer, ela estava me deixando falar, mas pela cara, era só um idiota falando, porque ela estava certa de que o sistema dentro do computer, era o que elas iriam seguir.

Uma dentre as três assistentes sociais, a que não estava entendendo e que tinha chamado as outras pra tentar entender, eu vi, pela fisionomia dela, que ela estava me acompanhando, que ela tava cúmplice de meu nervoso, mas ela, como eu, estava vendo que o sistema é que iria conduzir a todos nós, e me olhava piedosa e quieta.

Eu fiquei com muita raiva da assistente social aleijada, porque o aleijão dela, naquela situação, ficou como o símbolo do poder do sistema dentro do computador.

Então, eu disse pra ela que elas não estavam confiando em mim, como outros médicos que já tive na Fiocruz, pra quem não importava o que eu dissesse, porque eles, clinicamente, sempre se conduziam pelo que estava dentro do sistema, no computador! E que eu não era menos confiável que o tal sistema e tudo, leit@r!

Então, aconteceu o que eu temia. Elas, as Três Graças que faziam aquela dança confusa em torno a meu atendimento - quer dizer, quem fez isso foi a aleijada – não quiseram mais me ouvir. Me madaram direto para conversar com a minha médica.

Eu fui.

Mas ela não me atendeu, leit@r.

Não estava no sistema que fosse dia de me atender, ta ligado? E me mandou de volta pras Três Graças...

Vim embora...

Que merda!

sábado, novembro 09, 2013

Já faz um tempo, tenho reparado, nas vezes em que estou na sala, que uma taruíra sai de baixo do sofá e atravessa o chão, rápida, se escondendo outra vez, no móvel do outro lado, leit@r, mas ontem, quando os cupins entraram pela janela e, antes que perdessem as asas começando a se malocar pelos cantos, vi que tenho em minha casa uma família inteira de taruíras. Quer dizer, não é a mesma taruíra que atravessa a sala, são várias delas, quer dizer, cada hora é uma...
E no alvoroço de cupins na casa, elas saíram todas ao mesmo tempo, o pai, a mãe, os filhos. Fiquei contente, porque ao menos, dos que vi, de cinco a seis cupins, foram devorados ainda enquanto com as asas. Elas subiam nas paredes e conseguiam, incrivelmente, comê-los.
Depois disso, fiquei pensando comigo mesmo, porque motivo alguns animais têm o pequeno, o grande, o enorme, e outros não têm.
A taruíra tem o camaleão, o lagarto, o jacaré, o crocodilo.
Esse pensamento me levou a pensar que o homem, que parece ser único, deve ter seus similares em outros universos, leit@r.
Fui.
Olha que lindinha:


sexta-feira, novembro 08, 2013



Impaciente para ver o que seja longo na internet.
Vontade de fazer tudo ao mesmo tempo e nada ao mesmo tempo.
Muita coisa esquecida que passou pela minha cabeça.
Dessas coisas que esqueci, algumas quis pegar e não peguei.
Daí, já eram.
Vou pintar um pouco...

quinta-feira, novembro 07, 2013

Felipe Castro deu mais um tapa no que será o meu disco novo Poema Maldito.
Comecei a gostar mais do resultado, eu não tava gostando direito, leit@r. Você sabe, música é um troço subjetivo, quer dizer, tudo é subjetivo, mas música é subjetivo demais. E a gente pode ter um pouco mais de ilusão de objetividade, se está ouvindo, quietinho ouvindo e tudo, tentando não deixar que os panoramas, as estradas luminosas de som, se abram a nossa frente e, assim, conseguir ver as alturas, as combinações, sem estar ofuscado para o bem ou para o mal e tal.
Então, o Felipe, lá com os conhecimentos dele da máquina que ajusta os sons, deu mais uma afinada nos encontros deles, e, aí, ficou mais bonito. O leit@r sabe, é como os tapas que ficamos dando na massa de fazer o pão, certo? Pra ele ir chegando no ponto.
É um disco “voz e violão” e, como eu já disse, não resistimos a ocasionais intervenções.
Além disso, para linkar meus outros discos produzidos pelo generoso amigo Paulo Baiano, Lua Singela e Cinema Íris, pedimos a ele que produzisse uma das faixas, a Cavalos, música parte da narrativa de meu Cinema Orly.
E ele topou com carinho.
Leonardo Rivera, da Astronauta Discos, também orbita o bichano e dá os socos na massa.
Chegamos a uma ordem.
Veja:
1-     La nave va – luís capucho/manoel gomes
2-     Poema maldito – luís capucho/tive
3-     Generosidade – luís capucho
4-     Os gatinhos de Pedro – luís capucho
5-     Mais uma canção do sábado – luís capucho/alexandre magno jardim pimenta
6-     Soneto – luís capucho/marcelo diniz
7-     O camponês – luís capucho/marcos sacramento
8-     Formigueiro – luís capucho
9-     Meu bem – luís capucho
10-  Velha – luís capucho
11-  Cavalos – luís capucho



quarta-feira, novembro 06, 2013



Os dias sem sol me enganam e não acordo na hora certa, de todos os dias.
Estou para começar outra tela de Carinhas...
Quando eu e Pedro estivemos em Marapé, em setembro, e fiquei doente, me dei conta de que Marapé não está mais em Marapé. Tinha uma amendoeira – que em Marapé são chamadas de castanheiras - que ficava ao lado da gruta de Nossa Senhora de Fátima, no sopé da encostazinha onde está a igreja, castanheira que não está mais lá, cortaram.
Esta castanheira, com suas franjas de folhas e galhos, era o lugar onde o pessoal que vinha dos cantos de roça, deixavam os cavalos amarrados, descansando, enquanto entravam nas vendas pra dar um trago.
Quando vim morar aqui na minha rua, era o ano 2000, vi que a castanheira de Marapé – que em Niterói chamam de amendoeira – está ao lado de minha casa, quer dizer, bom leit@r, eu só me dei conta disso, verdadeiramente, depois que vi ela não estar mais em Marapé.
E ela está solitária aqui, sem cavalos em baixo de sua sombra.
E, me lembrei que da vez em que estivemos em Paquetá, que tinha pensado isso, que Marapé está agora em Paquetá, leit@r!
E que as cidades e as árvores são como sombras que mudam de lugar! Que dependem de, como que, onde o olho de sol está a vê-las, ta se ligando?
Até pensei em me mudar pra Paquetá, enquanto Marapé estiver por lá. Só que não sou um homem que esteja com toda essa bola, então, fico aqui, quer dizer, enquanto estou aqui e, enquanto não não sou possuído de outra coisa, de outra pessoa?
As coisas todas mudam de lugar, ta ligado? Não são fixas!
Os significados da gente também. Por isso é que é esse caos, caldo maravilhoso. As pessoas deixam de significar um certo sentido e aquele sentido aparece noutra pessoa. Tudo se movimenta grandemente na caldeira. É tudo leviano e profundo, quer dizer, tudo é tudo, como diria meu amigo Ciro. E nada é nada, como diria um outro amigo.
Mora na filosofia, leit@r!
Fui.

terça-feira, novembro 05, 2013

Bem satisfeito como os meus dias têm sido.

Eu sei que há uma área, uma direção, pra onde não se deve avançar com o pensamento, por exemplo, na direção daqueles entulhos ao pé da cama e por maravilha do acaso do mistério, não tenho avançado por lá. O bom e silencioso leit@r sabe, há áreas de risco que em meu caso não são situadas na consciência, mas em lugares precisos como aquele cantinho e sei que um leit@r descolado não haveria de ver risco nenhum, onde me assombro e tal. O que quero dizer é que dou graças ao acaso do mistério por não estar a transitar com o meu pensamento por áreas entulhadas e, ao contrário, tenho acordado bem e tudo.

Fora isso, tenho andado com Jean Cocteau na cabeça. Era um cara muito chique e tem entre suas obras, duas, cujos títulos me deixaram curioso:

1 – A Voz Humana.

2- A Máquina de Escrever.

Mas de presente de Natal, pedi para o Pedro o livro Nossa Senhora das Flores, de Jean Genet.

Finalmente, uma foto, como sugestão, para aquele leit@r que queira presentear um amigo querido com alguma de minhas obras. O silencioso leit@r, pode entrar em contato comigo, se quiser:


segunda-feira, novembro 04, 2013

Hoje termino mais uma de minhas Carinhas e vou pendurar no último dos parafusos ainda livres da sala. Todos os outros que Pedro colocou nas paredes estão ocupados de Carinhas. A idéia é fazer um estoque para uma exposição. Tinha pensado em 15 delas para inaugurar minha primeira exposição. Mas minha Vizinha de Janela, que faz Gigantismo, e que tem uma barraca na Feira do Campo São Bento, me disse que por causa do tamanho de minhas telas, 15 delas, irão sumir numa sala de exposição. Elas são, em sua maioria, com 20 cm de altura e um metro de cumprimeto, leit@r. Quer dizer, tem umas maiores, mas eu gostei desse formato e vou ficar nele, ta ligado? E minha Vizinha de Janela me disse que tenho de ter no mínimo 30. Então, tenho pintado bastante, porque além do estoque, quero conseguir vender algumas pra os presentes de Natal.
No final de semana que vem, verei se consigo com Pedro que ele venha fotografar as bichanas novas.
Eu sei que eu posso encher as paredes de parafusos e ter muito onde pendurar minhas Carinhas. E quando eu estiver tocando minhas músicas na sala, ter um público de Carinhas a me prestigiar. Com os parafusos que Pedro já colocou e com as Carinhas que já tenho, já tenho um público interessante entre o assustado, o curioso, o perspicaz, o emocionado, o pobre, o rico, o velho, o novo e tudo o mais. Mas é que quando aluguei essa casa, a relação com a imobiliária foi tão tensa e me causou tanto horror, leit@r, que fico pensando sobre isso e adiando colocar mais pregos!
Fui.


domingo, novembro 03, 2013

Saiu, ontem, a’A Gazeta, em Vitória – ES, o artigo que Fabrício Fernandez escreveu a respeito de meu livro Rato. Devagarinho, o meu trabalho de artista, vai se fazendo notar no estado onde nasci.

Vejam:


sexta-feira, novembro 01, 2013



O calor que nos amedrontou chegar com a primavera, ainda não veio.
Que bom!
Seguindo na leitura da biografia de Jean Genet, presente maravilhoso do Miguel.
Ontem, assisti ao The Voice.
É muito legal o mundo mais padronizado da música, muito bonito mesmo! Eu vi que não é aquilo o lugar pra onde vou. É uma outra coisa.
Não sei se pode ser parada, se chegou onde tinha de chegar, no sentido de ter público. Ou se tem ainda mais percurso de amplificação daqui pra diante. Não sei se vou produzir uma obra, de repente, do nada, que vai ter força, como eu sei que têm força, por exemplo, o Cinema Orly. Ou a Maluca. É uma incognita. Eu não páro de pensar. Tenho pensado muito, depois que cheguei da viagem de Minas/Espírito Santo. E não consigo concluir nada. E enquanto isso vou fazendo o “Poema maldito” com o Felipe Castro, vou fazendo as Carinhas... acho que preciso pegar o "Diário da Piscina", mas fico adiando...preciso saber se ele presta...rs.