Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Minha tia Maria era inteligentíssima, ela dizia:
- Depois que a gente morrer, acabou!
Mas eu não acho isso. Por isso é que eu tenho mantido uma luz acesa, sempre, para ajudá-la e a minha mãe no percurso delas, porque deve ser assim a comunicação com os que já morreram, sei lá, com luz!
Fora isso, estou indo para o Pedro, silencioso leit@r, tomar banho de esguicho.

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Quando eu cheguei no ponto do ônibus, ele estava já encostado e ainda se enchendo de passageiros. A fila de gente ia sumindo dentro dele que estava ficando lotado, com as pessoas espremidas.
Que bom, eu pensei, (uma das coisas que me distrai a cabeça é não chegar atrasado, fico distraído, com a atenção voltada para não me atrasar e o tempo avança muito melhor do que, quando se arrasta num atraso, se liga, bom leit@r. O foda disso é que, quando o compromisso que temos se arrasta atrasado, aí, claro, ficamos fodidos) com o ônibus já ali, vou chegar na hora certa, eu pensei.
Isso era ali no Mergulhão, na Praça XV, e quando eu terminei de descer a escadaria e mergulhei na luz quebrada, enfraquecida do subterrâneo, onde tudo estava mergulhado, quer dizer, os automóveis no trânsito e as pessoas esperando nas filas de ônibus, virei para uma mulher mergulhada naquela fila e perguntei se aquele ônibus me deixaria no hospital.
A mulher, então, pegou e virou, virou, virou de costas pra mim.
Eu vinha num pique só e aquilo de a mulher não me ter dado atenção, de ela me ter embarreirado o pique, porque era uma dessas mulheres neurotizadas com a violência da cidade, me deixou sem paciência e eu fui lá pra frente da fila, achei um buraquinho em que eu pudesse gritar pro motorista se aquele ônibus me deixaria no hospital, ele respondeu que sim.
Então, voltei pro final da fila, pra trás da mulher neurotizada e fui sumindo com ela pra dentro do espremido do ônibus.
Aí, eu tinha ficado tão neurótico com a confusão de entrar, que minha cara deveria estar triste e como um homem tinha me ouvido gritar impaciente para o motorista se aquele ônibus passaria no hospital, ele deve ter pensado que eu estava doente e me ofereceu o lugar dele.
Claro, eu aceitei!

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

O implicante Senhor Mavinho voltou nada implicante:

"No ano em que Luís Capucho veio para Curitiba, tive a honra de poder cantar uma de suas canções. Embora eu não seja cantor, a beleza real da música não depende disso, apenas que a sua mensagem seja entendida.
E a mensagem é bem simples: todos nós somos peixes, e queremos achar alguém especial para nadar ao nosso lado."
Senhor Maven.

Peixe - Maven - Autor: Luís Capucho

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Hoje madruguei pra ir no médico.
Nada de mais...exames.
Que coisa!
Círia falou de mim AQUI!

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Fiz duas novas músicas com letras de Marcos Sacramento, meu parceiro mais antigo.
Fiz “Azarão” e “Dentro de Mim”.
E, ontem, na casa de Pedro, Simone estava com um pandeiro e ficamos brincando e, aí, quis gravar pra mostrar pro Sacramento, mandar por e-mail.
Na brincadeira, Pedro aprendeu mais um pouco sobre o programa que usamos.
Cada aprendizado é mais um truque que melhora a edição da música, o seu resultado final.
E, agora de manhã, li uma entrevista de um escritor chamado Paulo Lins, no Verbo21, site de cultura baiano, e me lembrei de minha infância.
Dorinha veio limpar minha casa.
Está um dia gostoso em Nikity. Sem sol.
Estou fazendo feijão. Ainda preciso me organizar melhor sobre fazer comida.
Eu já tinha pensado na minha infância de noite e também nessa madrugada, antes de ler a entrevista do Paulo Lins, mas a entrevista reavivou a lembrança.
A lembrança é só como a ponta de um iceberg, porque a infância mesmo está submersa e não emergirá, a não ser que eu invente.
Vejam as letras:


AZARÃO


Falei de amor, abri o coração
Joguei no ar o bafo
Do que, pra mim, era razão

A razão me arrasou
A razão me arrasou

Os passos, todos eles
Pedaços de rua
Becos, becos, becos
Pedaços de amor

A razão me arrasou
A razão me arrasou

Agora indo ali
Indo em frente, ali
Sem amor
Abafar o tempo
Rever os pedaços
Pedaço s de rua
Desabafo:

A razão me arrasou
A razão me arrasou

Azar da razão
Ali na frente deve ter amor
Ali no tempo da frente
Ali no vento
Dali da frente
Do pedaço de rua
Ali a diante tem amor

A razão me arrasou
A razão me arrasou
Azar da razão.


DE NTRO DE MIM

A bagunça do meu peito
Do fundo do peito
Que é o leito da bagunça
Não tem jeito
O que foi feito de mim?
Quem abrirá a cortina
Da íris enfumaçada
Esse embaço de memória
O peito
Quem descortina?
Quem disse que era pra fechar
Por causa da bagunça?
Quem é esse que manda fechar?

Descortina-se o fundo do peito
Pra que eu chegueO rei da bagunça
E a íris apontada pra você.

Domingo, Novembro 15, 2009

Para Pegar, vídeo do Pedro, anuncia o CD Cinema Íris, no Cronópios, de Sampa:

Nas vezes em que Pedro faz comida aqui em casa, ele diz:
- O arroz está chegando, ele já pegou o 30. Em quinze minutos estará na mesa.

Então, o Cinema Íris já esteve na coluna do Tarik de Souza, do Jornal do Brasil e na Discolândia, do Antônio Carlos Miguel, n’O Globo.
E já foi anunciado no 3º Festival da Canção, em São Luiz do Paraitinga, nos shows esporádicos que fiz com Baiano ou Marcolino.
Em seu périplo de anunciação, já passou pelo Goiabada, blog da Luciane, pelo On the Rocks, do Tarcísio, vai estar no Verbo21 de Salvador, e o Pipol a meu pedido, anunciou no Cronópios, de Sampa.
Veja outra vez, silencioso leit@r:

http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=4290

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Depois que eu almoçar, irei ao DETRAN.
Vou a pé...
Será uma caminhada boa pela Noronha Torrezão, uma rua feia e de trânsito intenso que dá a volta pelo Cubango até ao Fonseca, onde está o DETRAN.
Minha decisão de ir a pé é um tanto sem sentido, mas é isso, o único sentido é chegar ao DETRAN e resolver o erro de identidade.
E combinei com Simone e Pedro de, mais à tardinha, sentar num bar de São Domingos para ficar conversando, os três.
Não gosto mais de beber nem de clima de boteco, não sou extrovertido e não falo alto. Não tem que fazer sentido...
Que coisa!