terça-feira, setembro 27, 2016

Luís Capucho - Poema Maldito (full album)

Ainda sobre esse lance de sono, de cama, que é uma coisa que
no frio que ta fazendo em Nikity City, vou dizer que tenho me deitado muito
cedo e que, como disse ontem, começo o quicar no rio do sono, na madrugada,
ainda de noite, quando os homens da garagem começam a chegar, a ligar os
ônibus, a passar na rua, na frente do prédio...
E num dos quiques, fiquei pensando nisso, de a garagem ser
um mundo de homens, uma corporação deles, com uma bicha ou outra contratada
para cobrador, nunca motorista, e mulheres apenas para os serviços internos de
faxina e tudo. Aí, isso me fez lembrar de quando eu acordava cedo pra ir pra
escola e havia os caras indo pro trabalho no meu caminho solitário e...
E com isso de computador, de internet, em que todos postam o
que querem postar, eu que, não por natureza, me tornei esse cara pensativo e
que venho falando de mim mesmo por todos esses anos aqui, hoje vou ouvir o
Poema Maldito que ta no youtube, porque, no dia 6, a gente está pra conversar
sobre o disco na Letras da UFRJ.
Também, vou retomar um pouco a pintura de minh’As Vizinhas
de Trás...


Vejam:

segunda-feira, setembro 26, 2016

O leitor que seja desconfiado, que não esteja apenas passando os olhos em meu Blog Azul, pode supor que eu esteja dichavando, que eu na verdade não queira dizer tudo.
Desde a madrugada que eu vinha acordando, essa noite. Foi como se eu viesse quicando, sabe, aquelas pedras redondas que jogamos inclinadas na água do rio e ela vai costurando a água até mergulhar de vez. E, agora, eu tou aqui, mergulhado no dia!
A cada quicada deve ter havido um sonho, mas sou aquele tipo que não se lembra. Às vezes, consigo me lembrar dos que aconteceram no restinho do sono, que no caso essa noite, seria a lembrança do sonho no último quique.
Mas, dessa vez, não rolou lembrança.
Mergulhado aqui.


sexta-feira, setembro 23, 2016

Já faz um tempo que eu vejo que um e outro, de algum lugar do país, se antena no meu trabalho literário ou na minha música. Fora do Rio de Janeiro, os primeiros que se antenaram, foi uma turma de Salvador, ligada ao Rock and Roll. Aí, eu conheci o Tarcisio Buenas e fui tocar num bar da cidade, no Rio Vermelho, de um conhecido dele. Era a época do Lua Singela.
Ainda nessa época, estivemos também em Brasília e tinha o Vitor Valentim e o Cabeto. Aproveitamos pra lançar o Rato(Rocco/2007) e mostrar o Lua Singela.
Então, muito aos pouquinhos e sem ser um artista conhecido, uma e outra antena vai se ligando nos meus sinais, como foi o caso do João de BH, o Silvio de Belém do Pará, o Fabrizio de Vitória, e na época do Cinema Íris, o Alexandre de Franca, onde devo voltar outra vez, agora, em novembro, para o 1º Festival Amálgama Brasis, para mostrar o Poema Maldito.
E tem São Paulo maravilhosa, cheia de gente que se antena e tudo.
Tem gente de Curitiba, de Poa, gente de Campinas –onde apresentei o Cinema Íris na calourada do pessoal de filosofia e letras - gente de Natal, de Fortaleza, Arapiraca, gente que se antena no meu trabalho artístico.
E, outra vez, o pessoal de Salvador, que me chamou pro Desfazendo Gênero e não vou falar das pessoas que não me curtem, porque elas têm antenas também e escrevem isso por aí, que eu sou um bosta,  e que eu vejo.
Mas, o post é pra falar que outra vez o Rio de Janeiro e o Poema Maldito.
É um convite, de grátis.

Vejam:

Fui me deitar, ontem, era bastante cedo. Fiquei na cama pensando, tava bem frio, e logo desapareci no sono mais comum. Hoje de manhã, o dia ta lindo aqui em Nikity City, sem eu me lembrar dos meus sonhos.
Eu gosto muito de ler os sonhos da Aline, quando eles aparecem pra mim, na minha timeline, no facebook. São sonhos muito vivos, fortes, assim, cheios de energia e de gente envolvida e tudo mais.

Os meus, que são tênues e esbranquiçados, assim, esmaecidos, deles não me lembro. Não tenho a prática de me lembrar...

quinta-feira, setembro 22, 2016

Quando me deitei pra dormir, ontem, tinha um cachorro chorando, pro lado dos Vizinhos de Trás. Quando eles estão uivando, o que eles fazem assim meio em grupo, é bonito, embala o som da noite com uma capa de melancolia e tudo, um lance assim que corresponde a meu estado, sem ferir, mas, ontem, um cachorro sozinho e chorando, era muito mais que melancolia, silencioso leitor, era triste demais, aí, cortava o coração e fiquei rolando na cama, sem conseguir relaxar a cabeça e devanear pra dormir.
Depois, ouvi que alguém falou com o cachorro, foi um lance rápido, de alguém que chegou nele e tudo. E parou o choro.
Eu já disse aqui no Blog Azul, esse meu lance meio de paranóia de achar que todas as coisas têm a ver comigo, um lance meio paranóico e meio egocêntrico, de achar que tudo está em sincronia comigo, nos meus sentidos, um lance infantil de, por exemplo, achar, quando chove, que alivia a gente também. Então, eu tenho sentido esses sinais dramáticos a meu redor, que ficam me dizendo coisas tristes.

É isso.

terça-feira, setembro 20, 2016

Eu queria fazer fotos que me representassem agora, nesse momento.
Aí, pedi a minha Vizinha de Baixo, em sua fase de abstratos, se ela faria as fotos pra mim, em seu celular. E desci, com meus livros e discos.
Como estava muito cansado, para os livros, coloquei-os em minha cabeceira e me fingi de morto, assim, um Brás Cubas.
Para os discos, coloquei minha camisa de fazer show - ainda sem a pedra de pirita que apareceu pra mim para o show de SP e ainda sem a âncora que Hayge Mercúrio me deu, no show de lá. Pintei meu olho, como tenho feito para apresentar as músicas, desde quando gostei de o Rafael Saar ter me dado esse risco meio Ney Matogrosso num olho. Então, coloquei os discos , incluindo o disco coletivo “Ovo”, na borda de uma tela que minha Vizinha ainda não tinha pintado, e como se eu mesmo fosse um seu abstrato, me sentei na frente da tela e ela fotografou.
Fora isso, ontem, Pedro deu mais uma atualizada no site. É um trabalho minucioso, demorado, aí, ficaram ainda algumas coisas por fazer -  http://www.luiscapucho.com/musica



segunda-feira, setembro 19, 2016

Cada show tem uma energia, um fluxo, uma mágica diferente, e quanto mais a gente estiver esquecido disso, mais entramos em sua correnteza. Então, eu gosto de ensaiar muito, de estar acertado com tudo, pra que na hora da apresentação das músicas, a rédea possa ser solta e correr tudo bem.
Então, isso, de deixar correr, é um outro tipo de treino. E é necessário fazer muitos shows, pra conseguir saber sobre isso. Na minha lembrança, essa é a época em que mais tenho embicado os shows, daí é que sinto que mais tenho aprendido com eles. Por que o leitor sabe, para se colocar no centro da atenção de outras pessoas, enquanto mostramos as músicas, é necessário que estejamos muito seguros de nós mesmos e delas, quer dizer, que nós, com as músicas, iremos fazer sentido pra todas as pessoas que estão a nos ver, de uma a uma, e tudo. E que a gente tenha coragem de estar inteiro ali, porque já aconteceu muito de eu ligar o automático e ficar pairando na paralisia, enquanto a música corre por baixo, e eu trancado em cima, na nuvem negra, estanque.
Então é isso, eu tou aprendendo a ficar ali, com meu violão e meu corpo mesmo, no fluxo das músicas, no seu movimento, junto delas, sem escapulir e me prender por fora da sua corrente, parado, escondido, mas ali, por fora, se liga.
E foi especial pra mim, participar do Bem-me-cuir junto ao Prática de Montação, que está montando para encenar a peça Cabeça de Porco, baseada em minha obra lítero-musical.
Tudo muito lindo, os menin@s demais!

Pedro fez uma foto pra mim:

sábado, setembro 17, 2016

Conheci o Diêgo Deleon de uma vez que ele esteve aqui no apezinho, com o Rafael Saar e o Érico. Depois, ele me mandou um in box, dizendo que para trabalho de final de curso em direção teatral na Unirio, tava pensando encenar meus textos e música, porque minhas buscas tinham a ver com as dele e se eu gostava da ideia.
Então, eu gosto muito de estarmos todos num mesmo fluxo e, hoje, a gente vai experimentar tudo junto no bem-me-cuir, assim, de pronto, os menin@s do Prática de Montação intervindo em momentos de minha apresentação das músicas.
Primeiro, eles farão o espetáculo Prática de Montação, depois, Theodoro Oliveira apresenta suas músicas autorais e, depois, eu.
Tudo num único módico preço.
Quem cuir?