sábado, julho 31, 2021

Hoje, à noite, farei um voz e violão no Instagram, na minha sala. Tenho pra mim, que as músicas vão se modificando com o tempo, que vão se adaptando ao tempo em que estamos, se atualizando e esse é um movimento bonito delas porque, assim, nunca sabemos quando é que vão aparecer mais completadas, não sabemos quando é que baterão completamente, se o ponto delas já foi ou se ainda será.

Dito isso, fiz um roteiro:

1 – Escova de dentes nova (luís capucho)

2 – A Primeira vez que eu vi um japonês (luís capucho)

3 – Posição (luís capucho)

4 – Vida Nua (luís capucho)

5 – Parado Aqui (luís capucho)

6 – Savannah (luís capucho/Suely mesquita)

7 – Eu Quero Ser Sua Mãe (luís capucho)

8 – Aula (luís capucho/cazuza)

9 – Bateria (luís capucho)

10 – Tava na noite (luís capucho)

11- Malthus refestela-se em seu púlpito na igreja (luís capucho/bruno cosentino)

12- Balada da Paloma (luís capucho/Rafael Julião)

13- Algo Assim ( Mathilda Kóvak/luís capucho)


 

quinta-feira, julho 29, 2021

 Acho que melhorei muito a forma como me coloco sentado ante o computador, porque tenho me colocado diante dele, principalmente, a partir dos anos 2000. Antes disso, assim como tenho me colocado diante do computador, era a cadeira da sala de aula. E a minha conclusão é, com tudo isso, a de que a cada dia mais eu tenho corpo. Porque, por exemplo, na minha lembrança de estar atravessando a ponte que dava para o outro lado da cidade, onde eu subia o morro para chegar até à escola, o Polivalente Aquidabã, em Cachoeiro de Itapemirim, nessa lembrança, é sem corpo. Eu me lembro de minha respiração mais quente e mais forte para subir o morro, mas a lembrança é sem corpo. É apenas uma sensação e tinha um sentimento também, uma alegria, de ver lá embaixo, na água, os peixes, dava pra ver as piabas na água muito rápida do rio, onde se criavam os remansos, porque é um rio de muitas pedras. Mas o assunto é sem corpo que tenho a cada dia mais corpo. E que a cada dia eu o melhoro diante do computador, sentado aqui.

segunda-feira, julho 26, 2021

Não gostei da enfermeira que me aplicou a vacina. Ela não deixou que eu escolhesse o braço onde eu queria que a vacina fosse aplicada, disse que era uma orientação do ministério da saúde, com certeza, mais uma loucura dessa gente bozista.

Daqui a mais ou menos um mês estarei imunizado.


 

domingo, julho 25, 2021

O prediozinho que avisto de minha cozinha, tomado pelo sol da manhã, me parece uma lembrança de pasto com árvores e vacas nas sombras delas, na beira do rio. Um prediozinho muito antigo, cheio de frescor e de muita verdade, real como a pedra que eu tinha como lembrança no meu corredor, no meio desse meu apezinho, e que coloquei, hoje, embaixo de meu chuveiro, para que quando eu tome banho, esfregue o meu pé nela. Esse meu apezinho também, pensei hoje, quando estava deitado em minha cama, ainda pela manhã, tem um quê da lembrança desse mesmo lugar que vejo, pela manhã, derramado em torno ao prediozinho que avisto de minha cozinha. Eu tirei uma foto dele, agora, à tarde, mas o sol vai caindo por trás e não está iluminando-o o suficiente. Mesmo assim, para que o leitor tire uma linha do que estou a dizer, vou postar a foto:


 

quinta-feira, julho 22, 2021

velha - cifra

Nesse mundo retardado e violento, tenho colocado minhas canções no youtube comigo no violão, para os que gostarem possam fazer em casa. Ontem, pedi ao Pedro que filmasse minha mão esquerda onde faço as posições da Velha, que está no Poema Maldito.

sexta-feira, julho 09, 2021

Minha Camisa de Apresentação a cada vez fica mais bonita de se vestir. Porque acredito não ter ainda errado na porção de coisas que costurei nela. Agora, minha mão esquerda, a que faz as posições no braço do violão, sai do mesmo conjunto de cores de onde sai meu pescoço, onde tenho minha cabeça.


 

quinta-feira, julho 08, 2021

 

O homem que mora na esquina, na casa velha com a mangueira em frente, no ponto do ônibus, ontem, quando saltei e passei na frente dele, disse que me invejava.

- O quê? – eu gritei.

- A perna – ele apontou.

- Ah! – e olhei pras minhas pernas sem pelos, de Crixivan. Depois, chegando em casa, lembrei que ele usa bengala e que não a uso mais.

Era por isso.

quarta-feira, julho 07, 2021

 Não tenho conseguido me mexer.

Eu sei que tudo está acontecendo ao meu redor, eu vejo que o tempo não parou e que por isso, eu também conseguiria me mexer, bem, estou me movendo aqui, faço esse post, agora. Mas não estou conseguindo movimento em direções importantes pra mim, movimentos que sejam iniciativas minhas. É mesmo confuso isso.

Não sei, uma criança move-se por suas iniciativas dentro de um espaço pequeno de permissão pelos mais velhos. Na idade em que estou consigo me mexer muito mais que isso, não tenho quem me diga o movimento que eu possa fazer, quer dizer, não tomaria iniciativa de assassinar outra pessoa, assim, não cometeria um crime e tal.

Contudo, continua valendo pra mim, pelos lugares onde transito, que não tenho conseguido me mexer, onde eu gostaria de avançar. É uma sensação que não estou sabendo explicar direito. Uma situação inexplicável, um negócio, como um toco.



terça-feira, julho 06, 2021

Na foto que o Pedro tirou e que postei, ontem, estava dizendo como foi se construindo o lugar onde me posto para mostrar minhas composições. Na foto, eu disse sobre a construção de uma posição pra mim. Essa foto e esse post de ontem é um desdobramento do filme Peixe, de Rafael Saar.  E a minha posição foi se colocando a partir das vezes em que comecei a mostrar o disco Poema Maldito.

Também é a construção de um lugar pra mim, a construção de minha Camisa de Apresentação. E que vem se fazendo desde essas mesmas apresentações do Poema Maldito, em 2014, 2015.

No mesmo lugar da foto do Pedro e que postei, ontem, nas gravações do filme de Rafael Saar, pedi ao Andre Morback que me fotografasse.

Aqui estou em minha posição, com a Camisa de Apresentação que estou construindo pra mim:


 

segunda-feira, julho 05, 2021

Acho bem bonito o modo como, porque eu gosto muito de mostrar minhas músicas, foi se construindo uma cena pra que eu faça isso, como se tivesse sendo construída uma posição pra mim, pra que a partir dela eu começasse a cantar minhas melodias e letras.

Nessa foto que o Pedro tirou, enquanto nos preparávamos para uma cena do filme Peixe, do Rafael Saar, estou ainda sem a minha Camisa de Apresentação, que tem esse mesmo clima de construção de um lugar para a apresentação delas, das minhas composições.



 

domingo, julho 04, 2021

Eu quero ser sua mãe - cifra

Ontem, pedi ao Pedro que filmasse os acordes de minha música “Eu quero ser sua mãe” pra que eu colocasse na internet e, assim, os que conhecerem a música e quiserem tocá-la em casa, possam fazer isto.

“Eu quero ser sua mãe” é o mesmo sentimento de “Mamãe me adora”, o mesmo sentimento separado por duas décadas, mais ou menos. Porque “Mamãe me adora” é dos anos 90 e “Eu quero ser sua mãe”, dos anos 10. O mesmo sentimento com pontos de vista diferentes e o mesmo sentimento resultando em ficções diferentes.

As duas canções ficaram bonitas, de modo que uma e outra se equivalem, seja em qual década for:

sexta-feira, julho 02, 2021

Acho que começamos a gravar o filme Peixe, de Rafael Saar, em 2015. Temos uma estória do filme pra contar. E, ontem, a sua equipe esteve aqui, para gravarmos uma das cenas. No fim, Pedro pediu para tirarmos esta foto. Rafael tem feito uma carreira de filmes com artistas da música e fico feliz demais de ser um deles. Quando tudo terminar, não sabemos o que vai ser. Tudo amor!


 

segunda-feira, junho 28, 2021

domingo, junho 27, 2021

A Música do Sábado - cifra

Já falei sobre A Música do Sábado, minha música com Kali C Conchinha, que está no meu segundo disco, o Cinema Íris. E que se desdobrou, depois, na Mais uma canção do sábado, um poema do Alexandre Magno que musiquei e que ficou no disco Poema Maldito. Então, porque eu já falei dela e porque tudo vai se ligando dentro de um mesmo assunto, os discos, os parceiros, as canções, o assunto aqui, com todas as suas ligações e interferências, é ela, A música do sábado, cifrada, que eu coloquei ontem no youtube para mostrar como são seus acordes no violão.

Pra quem quiser tocar em casa:

sexta-feira, junho 25, 2021

Cheio de vida, o lume do coração acende, vivência de HIV/AIDS a partir d...

Fico muito cheio de orgulho, porque a minha produção artística tem sido objeto para questões estéticas e sociais na universidade e, aí, por causa da pandemia de covid, trabalhos mais recentes tiveram de vir, ao vivo,  pra internet. E, com isso, tudo ficou mais livre, ampliou tudo pra quem quiser ver e pensar ou sentir. Também, falando de outro ponto, esses trabalhos e todos os outros que descubro na internet, sobre minha obra, são para mim como presentes mágicos, tipo, eu não entendo as coisas, exatamente como elas são.

Então, por causa da pandemia, pude assistir ao “Homoerotismo e Cânone Literário: a subjetivação homoerótica na obra de Luís Capucho”, do Sandro Aragão - https://www.youtube.com/watch?v=nnRBMIQaP4M – e, mais por agora, também, “Cheio de vida, o lume do nosso coração se acende: a vivência de HIV/AIDS a partir de encontros com luís capucho”, da Jacqueline Figueiredo - https://www.youtube.com/watch?v=U7bno0UjRDI – e prestem atenção n’A Música do Sábado (kali C Conchinha/luís capucho) com que Vitor Wutski inicia tudo de importante que se vai falar depois:


segunda-feira, junho 21, 2021

IMAGINEI - luís capucho e Marcos Sacramento

Ainda me lembro que fazia minhas músicas sentado numa pedra embaixo do abacateiro, que ficava quase na entrada de nosso quarto, colado ao banheiro, na parte de trás da cabeça de porco onde morávamos, eu e mamãe, no centro de Niterói. Eu tinha feito apenas a melodia, quando o Marcos Sacramento encaixou sua letra nela. Isso foi em 1980, mais ou menos. E a canção está valendo até hoje.

Em janeiro de 2016, mais de 30 anos depois dela feita, Sacramento me visitou e Pedro registrou ele cantando. Achei lindo demais he he he! Na época da gravação subi num canal de youtube errado. Agora, está no certo:

quinta-feira, junho 17, 2021

A Acalanto do Amor é a única canção do Crocodilo que foi feita em parceria, com Douglas Oliveira. Ela tem uma estória cheia de voltas, fez um percurso bem tumultuado, desde o seu entorno ao vir para o mundo, pura e virgem, até quando o Bruno Cosentino produziu-a e foi alinhavada pelo Vovô Bebê. E, aí, pra mim, ela ficou linda, ficou lindíssima, como a Quando é Noite, que, aí, já é outro tumulto!

O Tulio, voltou a fazer as calçolas com motivos poéticos das letras das músicas do Crocodilo. Quem quiser, pode encomendar com ele no Instagram @oratulio


 

terça-feira, junho 15, 2021



Apesar de que, em 2022, completarei 60 anos e apesar de, com a pandemia, com os remédios para o olho, com os 59 anos, com o Bozo, com os bozistas, eu ter reparado que o meu corpo se configura, definitivamente, como o corpo de um senhor e que tudo, o meu apezinho, a Linda Evangelista, o meu bairro, tudo o mais, me obrigam a uma posição, me empurram à equilibrar nesse arame, que é o arame onde se equilibram as pessoas adultas, eu, outro dia, participei de um grupo on line de rapazes que conversavam sobre masculinidade. Então, nessas conversas eu senti isso, que eu tinha entrado para o mundo adulto e que outros rapazes podiam participar disso muito mais jovens, rapazes de 23 anos eram adultos, de 29 eram adultos e eu tava me equilibrando ali chegando nos 60.
Eu tou falando isso, porque, outro dia, o Rafael Amorim ganhou um concurso literário do Sesc e me pediu pra fazer a orelha do seu “Como Tratar Paisagens Feridas”. Então, senti que tinha sido jogada uma bola pra mim, quer dizer, eu tinha a posição de estar com a bola dentro desse cercado onde estão as pessoas adultas e, aí, eu quis pegá-la pra jogar, avisei pro Rafael que eu queria, avisei que noutras vezes não quis, mas que, agora, eu queria e fui jogar. Eu sempre aviso que eu quero jogar não sabendo e, aí, eu jogo e participo do mundo adulto de 23 anos, de 29 anos, de 40.
Foi assim também que joguei a bola do “Conjugado” do Luiz Ribeiro e a bola do “Elvis e Madona” do Luiz Biajoni. Também, faz muitos anos, joguei a bola de A Intratável, de Kali C Conchinha, que faz um crowdfunding agora, para publicação. Também, no time, a bola da "Paganíssima Trindade" de Mô Ribeiro. Também "Um grifo-pedrês" de Murilo Guimarães.
Pra os que gostam de literartura:
https://www.catarse.me/a_intratavel

domingo, junho 13, 2021

A Klaudia Alvarez, a Laerte e atrás deles, as minhas As Vizinhas de Trás. Pedro achou essa foto no Instagram da Klaudia e era um show meu no Loki Bicho, SP. Que lembrança!

 

quarta-feira, junho 02, 2021

Lua Singela (cifra)

A música Lua Singela encabeça o meu primeiro disco, onde com outras músicas, algumas parcerias, inaugurei esse lance de construir um disco. Depois, fiz outros, estou no quinto deles, o Crocodilo, sempre um trabalho coletivo, de modo que eu deveria estar usando a primeira pessoa do plural, vocês sabem.

O caso é que o registro da música no disco, ganha o meu nome de autor e, esse primeiro registro, parece definir a canção e, aí, todas as outras interpretações dela, ficam versão, inclusive o seu original, em voz e violão, que essa semana coloquei no meu canal de youtube, para que os que curtem, possam tocá-la em casa, nua, como veio ao mundo.

Esse texto introdutório e, absolutamente, dispensável, posto que a Lua Singela é o que importa pra o post. Mas, assim como uma canção tem de acabar, introduzi-la com um textozinho, pode servi-lhe de melhor início.

Ouçam! Pra tocar em casa!

Mamãe me adora

Minha mãe:

quinta-feira, maio 27, 2021

 Finalmente, consegui deletar todas as páginas que eu tinha para divulgar, individualmente, cada um dos meus livros ou discos e As Vizinhas de Trás para essa única página. Peço aos amigos que estavam nas páginas deletadas e que desejarem continuar recebendo as notificações do que venho construindo, que venham para cá. Estou satisfeito por me concentrar aqui. Também estou curtindo a ideia de juntar meu perfil pessoal à essa página. Vamos ver...

Obrigado, gente! <3

https://www.facebook.com/luiscapuchooficial/?ref=pages_you_manage

domingo, maio 23, 2021

live instagram22maio21luís capucho

Eu adorei demais fazer essa live, ontem. E consegui baixar do Instagram pra colocar no meu canal do youtube. Eu até fiz uma playlist só das lives que tenho feito, as lives patrocinadas e as lives que faço por minha conta, cada qual mais gostosa e mais cheia de amor.

Vejam:

quinta-feira, maio 13, 2021

 

Acabo de receber um dos trabalhos mais legais que li a respeito de minha obra! Não sei se o tempo ter passado me fez entender melhor o que é dito ou se o tempo ter passado melhorou mesmo o entendimento do que fiz. Está muito bonito, profundo e simples. O Anselmo arrasou demais!

 

Saudações, Luís!

 

Finalmente, saiu publicado meu artigo, na revista Moderna Sprak, mantida pela Uppsala Universitet, na Suécia.

 

Ele pode ser baixado gratuitamente no seguinte link:

Acabo de receber um dos trabalhos mais legais que li a respeito de minha obra! Não sei se o tempo ter passado me fez entender melhor o que é dito ou se o tempo ter passado melhorou mesmo o entendimento do que fiz. Está muito bonito, profundo e simples. O Anselmo arrasou demais!

 

Saudações, Luís!

 

Finalmente, saiu publicado meu artigo, na revista Moderna Sprak, mantida pela Uppsala Universitet, na Suécia.

 

Ele pode ser baixado gratuitamente no seguinte link:

https://ojs.ub.gu.se/index.php/modernasprak/article/view/4879/3977

 

Um grande abraço!

 

Anselmo”

 

Um grande abraço!

 

Anselmo”

 

domingo, abril 25, 2021

 

Eu dou muita importância aqui, ao facebook. E faz um tempinho reduzi os meus mais de 4000 amigos daqui a pouco mais de 300. Também comecei a ser mais criterioso aos novos pedidos de amizade. Meu critério é óbvio e simples: se tem amigo em comum ou, sei lá, se não tem nada estranho, vocês sabem. De lá pra cá, com algum critério, estou com 545 amigos, antes, não tinha critério nenhum. E tou reduzindo também o meu número de páginas. Para cada trabalho meu, abri uma página. Estou reduzindo todas a Luís Capucho, apenas. Também voltei a escrever no Blog Azul, onde tenho muito pouco visitante. Já reparei que tem alguém de Uberlândia, que vai sempre. E alguém da Califórnia. Eu dou muita importância Blog Azul também.

sábado, abril 24, 2021

 

O Crocodilo é um disco saído do mesmo movimento de disco Poema Maldito, mas ele é mais pra fora. Acho que foi por conta disso que surgiu de o Tulio fazer as calçolas, que é ao mesmo tempo um movimento pra dentro e pra cima, de a gente querer ver no corpo de todo mundo as frases das músicas. Então, é algo que vai pra longe e que vem pra perto. Aqui estamos com a música Crocodilo e a música Antigamente.

Encomende a sua!

https://www.youtube.com/channel/UCadM7zbVb-HfOgv_9uaP3Rg




segunda-feira, abril 19, 2021

Antigamente - luís capucho

Ontem postei “A Masculinidade” - registrada pelo Pedro, na casa do Bruno Cosentino e falei sobre tocar com o Vitor Wutzki e o Felipe Abou e embora tivesse conseguido expressar todo o indizível que havia nessas apresentações com eles – o texto não ficou bom, me faltaram os palavras – quero repetir hoje a “Antigamente’ – também registrada por ele - que fizemos em Limeira a convite do Limeira Colorida e que foi um prolongamento desses show De Casa em Casa.

É muito legal o registro das coisas. É quando podemos olhar de fora, sabendo que nada vai dar errado, porque já aconteceu. Ao mesmo tempo, é quando podemos ver os erros todos, os erros imaginários, subjetivos, que só a gente vê. E ser melhor da outra vez.

Também ver as surpresas que não vimos na hora em que aconteceu.

Vejam:

domingo, abril 18, 2021

a masculinidade - luís capucho

Eu gostava demais, quando estávamos fazendo os shows De Casa em Casa, com o Vitor Wutzki e o Felipe Abou. Para mim, os shows com eles, me faziam lembrar de uma estória que mamãe me contava de ter encontrado uma nova patroa num banco de rodoviária, quando ele cansada de uma patroa ruim, tinha pegado as suas trouxas e estava indo para Alegre, pra casa de seu irmão.

Porque tinha a mágica de o Vítor estar am Campinas, o Felipe em Vitória, e quando nos encontrávamos para os shows, ser meio uma celebração de tudo na sala dos amigos, meio uma estão com gente de todo lugar, amigosde amigos de amigos...rs.

Esse foi na casa do Bruno Cosentino, a gente tocando A Masculinidade (Kali C Conchinha/luís capucho):

quinta-feira, abril 15, 2021

 

Essa etiqueta de maldito – eu nem me dei conta dela – apareceu pela primeira vez numa matéria do Antônio Carlos Miguel para o jornal O Globo, isso faz muito tempo, eu tinha acabado de sair do coma. Depois, isso foi ficando – eu não dou conta – e gosto de me aliar a tanto artista bom, benditos, aqui, de vanguarda. Fiquei feliz, ontem, que o Raphael me incluiu nessa seleção:

 

 Cinema Íris” (balada, 2012) – Luís Capucho
Quando Cássia Eller o gravou, em 1999, pouca gente procurou saber quem era o autor dos versos de “Maluca”. Quando Ney Matogrosso anunciou que o gravaria em 2013, muita gente foi atrás do homem do “
Cinema Íris”. Por conta de versos sobre masturbação e mudanças no projeto, Ney não registrou a música de Luís Capucho. “O disco mudou de rumo, ele achou dificuldade no projeto e não sei se irá retomá-lo”, explica o entrevistado. Natural de Cachoeiro do Itapemirim, no interior do Espírito Santo, Capucho, que é cantor, músico, artista plástico e escritor, não vê ligação da arte que pratica com os outros filhos ilustres do município. “Não sou parte dessa tradição de artistas em Cachoeiro. Não sinto que eu faça parte de um núcleo que a cidade tenha produzido. É uma coincidência”, afirma. Além de Capucho, os músicos Roberto Carlos, Sérgio Sampaio e Raul Sampaio nasceram lá. Capucho também é autor de vários livros.

 

https://esquinamusical.com.br/34-cancoes-de-vanguarda-da-musica-popular-brasileira/?fbclid=IwAR0m0H0Awxvv4m8HFNpqxeStbcTkbwuFLrhrAXMITwj4Ux5mcdrCsN9850M

quarta-feira, abril 14, 2021

 

Eu soube que os remédios para o olho estavam alterando o funcionamento do meu corpo, pelo regulamento do meu cocô, que ficou assim a qualquer hora e de qualquer jeito, mole, e pouco, inconsistente. Mais ou menos como saber que há algo de errado com o  funcionamento da nação, quando olhamos para um presidente, assim, um cocô merda, o meu.

E, ainda tive que repetir o tratamento por três vezes, que não estava funcionando para o que era.

Moral da estória: já engordei 10 kilos com a pandemia.



segunda-feira, abril 12, 2021

 

O Tulio, quando perguntado pelo complexo arte livre, poeque estava fazendo essas calçolas com títulos e partes das letras de música do meu Crocodilo, disse que era porque nós queríamos ver as pessoas com as calçolas ao mesmo tempo em que as músicas, que nas palavras dele – luís é tudo que a gente quer e precisa, um velho viado que escreve poesias eróticas gostosinhas de compartilhar com nossos amores, uma pessoa que quando canta sobre a vida é tão lá do fundo “e não entendemos tudo’ – então, nós pedimos aos amigos que se fotografassem, porque nós queríamos ver e é de verdade uma alegria imensa olhar pra vocês artistas Vitor Lampert, Marcia Romano, Tulio Buffe, Abou Mourad, Julia, Gustavo, que compartilhamos juntos, aqui. Agora, é a vez de um casal.

Ela veste Antigamente e ele a Cérbro Independente, a primeira e segunda faixas do CD.

Para ouvir o disco, pode aqui:

https://www.youtube.com/channel/UCadM7zbVb-HfOgv_9uaP3Rg



sábado, abril 03, 2021

 

Ainda sobre o modo como me organizo sob a ordem das coisas, eu me lembro de ter isso de organizar, por exemplo, selos, bichinhos de plástico, coisinhas, como parte de minhas brincadeiras de menino, então, hoje, que sou, assim, no bom sentido da palavra, praticamente, um albardeiro, considero sempre as pessoas mais organizadas como pessoas infantis, por conta de me lembrar dessas minhas brincadeiras de garoto.

Também sobre isso de ter as lembranças e de com isso ver que estou preso no tempo, que é concomitantemente, algo que me aprisiona e algo que me presenteia, tenho olhado na tevê os quadros do jornal, sempre com um homem muito bonito, elegante e sério, falando dos números organizados com todas as mortes por covid-19, os infectados nos estados, a lotação dos leitos de UTI. Tudo amor e medo!



quinta-feira, abril 01, 2021

 

Umas épocas mais, outras menos, gosto de me envolver na organização das coisas. Uma coisa que me vem à cabeça e que, pra mim, é exemplo disso, é uma apostila que veio parar em nosso quarto, meu e de mamãe, quando eu tinha 8 anos, e que tinha desenhadas nelas muitas figurinhas de posições de ginástica de solo. Era um corpo de rapaz, no chão, que fazia abdominais, flexões e que, às vezes, ficava de pé flexionando braços, tronco, cabeça e pernas. Eu nunca fazia os exercícios do modelo, mas tinha a apostila como algo preferido, gostava de ficar folheando e vendo as figuras.

Parte desse meu gosto, hoje, vou colocar em ordem, as 15 músicas mais visualizadas em meu canal de youtube:

 https://www.youtube.com/channel/UCadM7zbVb-HfOgv_9uaP3Rg

1-      Savannah (luis Capucho/suely mesquita) – 57.106 visualizações

2-      Maluca (luis capucho) – 34.941

3-      Eu Quero ser sua mãe (luís capucho) - 3.021

4-      Máquina de Escrever (luís capucho/mathilda Kovak) - 2.769

5-      Poema Maldito (luís capucho/tive martinez) – 1.464

6-      Vida Nua (luís capucho) – 1.464

7-      O Amor é Sacanagem (luis capucho)  – 1.050

8-      Céu (luís capucho) – 990

9-      Romena Luís capucho/suely mesquita)  – 936

10-   Homens Flores (luís capucho/marcos sacramento) – 685

11-  Mamãe me adora ( luís capucho)  – 506

12-   Palavra sem Carne (luís capucho/leo poeta)  – 465

13-   Humilhante (luís capucho) - 454

14-  Virgínia e eu (luís capucho) - 383

15-  Aristocracia (luis capucho/Suely Mesquita) -  378



quarta-feira, março 31, 2021

 

As rolinhas com suas vidas independentes, quando o dia ta bonito, vêm se amontoar na antena que vejo aqui de minha janela a duas casas pra atrás da minha, pra dentro do meu quarteirão:



sábado, março 27, 2021

Savannah

Minha música mais assistida no youtube é a Savannah. Acho que por conta de suas fotos – e também, modestamente, é uma música muito bonita, pra mim – que montei no antigo movie maker. Esse vídeo, andou tirado do ar por um tempo, mas voltou, agora. Eu conto sobre essa música no meu livro Cinema Orly, de como eu pedi a Suely Mesquita que me ajudasse com a letra. Também, ela tem uma música irmã, que é a Cinema Íris, que dá título ao meu segundo disco:

quarta-feira, março 24, 2021

Vitor Wutzki - Titanic (Part. Luís Capucho)

Eu agradeço demais aos tantos presentes de felicitações dos amigos para mim, no meu aniversário. Eu adoro ganhar presentes. Também, vibrando no fluxo dele, além dessas vibrações de vocês, aqui, me sinto presenteado pelo Festival Dobradinhas 2021, que me juntou a tanto artista bom, especialmente a Ana Frango Elétrico e Joana Queirós:

 https://www.youtube.com/watch?v=9NO1qk0oQbE

E por coincidência, ontem, a artista Lari Finocchiaro restabeleceu seu canal de youtube, postando a minha Maluca, em sua versão autoral, isso foi mágico:

https://www.youtube.com/watch?v=70YCT0WWLbQ

E, não bastasse, emocionei com Vítor Wutzki com sua versão para o Poema Maldito, essa perfeição aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=xMtO7PDYi2g

E ainda, por cima, hoje Vitor lançará a Titanic, num video que me chamou pra participar, filmado por ele e Pedro e feito pela Helena Lessa.

Quer dizer, tudo amor:

https://www.youtube.com/watch?v=z_w2LdKK2Jk

  

 

domingo, março 21, 2021

poema maldito (luís capucho)

Oportunamente, ouvi de alguém que o posicionamento do planeta Júpiter no céu desse ano de 2021 deixaria todos um pouco mais gordos e, por conta dos corticoides pra tratar o olho esquerdo, Júpiter está me deixando mais bonito, com a carne redonda e dura! Pode ser de suas vibrações também que têm me vindo os presentes inesperados pra eu ficar ainda mais feliz no meu níver, depois de amanhã. Primeiro a live Dobradinhas que em meio a tantos outros artistas ases da música brasileira de agora, me juntou a Ana Frango Elétrico e Joana Queiroz pra tocar. E, hoje, o Vitor Wutzki me mandou uma versão mais que perfeita do Poema Maldito(luís capucho/Tive Martinez).

Êta caramba:

quinta-feira, março 18, 2021

 Ana Frango Elétrico, eu e Joana Queiroz daremos nossa graça no canal do Festival Dobradinhas, no youtube, sábado, dia 20, a partir das 15 h, junto a muitos outros artistas da música popular contemporânea do Brasil, não percam!

Foto de de Marina Andrade

quarta-feira, março 17, 2021

Boi que fala - Luís Capucho

Faltam 6 dias pra que eu complete 59 anos. É uma sensação muito boa a que tenho, de que, finalmente, sou perdidamente um cara adulto. Primeiro, achei que fosse ter a sensação aos 20, mas nada. Aos 40 também não veio. E veio agora pertinho dos 60. E acho bem bonitas as pessoas que se formam adultas mais cedo, porque isso parece ser uma decisão sexual, quer dizer, é excitante, cheia de contração e força. Tem a ver com ser socializado, em não ser clandestino e ter o foda-se ligado, enquanto se vai apreendendo todas as coisas que vão chegando na gente.

Fora isso, estamos preparando um disco de parcerias, eu e Bruno Cosentino. E vou cantar essa música dele – Boi que Fala – aqui, do jeito que lhe mostrei, voz e violão:

domingo, março 14, 2021

Fiquei muito contente com o convite do Festival Dobradinhas para me apresentar junto a Ana Frango Elétrico e Joana Queirós, duas artistas livres como eu e que foram generosas demais comigo, enquanto tocávamos juntos. Nós tocamos embaixo das árvores, com um varal de camisas tie dye por trás de nós. Vai ao ar dia 20 de março e colocarei o link aqui pra vocês assitirem.

Pedro tirou foto:



 

sexta-feira, março 12, 2021

 

Faz um ano, o Bruno Cosentino me chamou para fazer umas fotos com a Ana Rovati, na Praia de Botafogo:




quarta-feira, março 10, 2021

 

Com o tratamento o estômago fica ruim, por isso as minhas olheiras. É que estou tratando do olho esquerdo com  corticóide e comprimidos antibióticos, consecutivamente, pela terceira vez, não me lembro direito, mas deve ter começado no final do ano passado. Desde 2015, a uveíte por conta da toxoplasmose ocular tem sido recorrente e, agora, por três vezes seguidas.



terça-feira, março 09, 2021

Quando eu era criança e mamãe trabalhava na casa de Dona Odaléia, além do mundo em torno à casa com as ruas, as plantas, os morros, tudo muito iluminado pelo sol muito amarelo da cidade de Alegre, ES, havia o mundo escuro de dentro de casa, cheio de gavetas na sombra, de armários, coisas na despensa, televisão que não se acendia, pena de pavão como flor no vaso, na sala.

Meu computador é como esse mundo escuro que era a casa de Dona Odaléia. Com a diferença de que eu posso chafurdar nele com meu focinho de porco. Vou pegar alguma coisa nele e colocar aqui, agora:


 

domingo, março 07, 2021

 

Luanna e Marcia produziram a foto, em que @maromano modela as calçolas transex de Crocodilo com um trecho da letra de Cérebro Independente. A Cérebro independente, no disco, foi produzida pelo @looksdepaiva é uma das músicas que eu mais gosto, e tem uma coisa que me fez gostar mais, porque a @#floranakazone ouve o verso ‘e que um dia vou morrer” como “e o diabo morreu”, quer dizer, melhorou muito a letra.

Queremos ver você de calçola transex de Crocodilo! Encomende a sua com o @oratulio.



sexta-feira, março 05, 2021

 Gente! Parece que aquela istória das desaposentadorias deu um passo grande. Houve um julgamento no Supremo para a uniformização das sentenças. Acho que agora é só cada advogado juntar esse julgamento aos seus processos para os clientes voltarem a receber. Tomara que isso ande rápido!



quinta-feira, março 04, 2021

 A primeira vez que fiz um’As Vizinhas de Trás”  tentando fazer um retrato, foi As Vizinhas de Trás – roser, a pedido do Tive Martinez, que queria presenteá-la, em namoro. Eu lhe disse que iria perseguir o retrato e acho que peguei algum clima, misturado ao clima que é próprio d’As Vizinhas... eu sinto que fui no clima, não, clímax, não sei.

Depois eu fiz outr’As Vizinhas de Trás – Janaína, As Vizinhas de Trás – Rafael Julião...

... e, agora, peguei um prumo para fazer As Vizinhas de Trás – autorretrato. Fiz até agora três autorretratos, mas a vontade é fazê-los para sempre. Também farei numa tela 60x30cm um único retrato, fora do padrão das Vizinhas. Será As Vizinhas de Trás – bruno cosentino.





 

quarta-feira, fevereiro 24, 2021

Além das calçolas transex de Crocodilo, o Túlio tem bordado roupinhas para bebês. Os que gostam da idéia de ter uma roupinha íntima transex, podem entrar em contato com ele no @oratulio, no Instagram. Seguirei mostrando os medelos. Vejam essa:


 

sexta-feira, fevereiro 19, 2021

Pedro me ajudou a recolocar os quadros d’As Vizinhas de Trás” na sala, para que eu tenha espaço de colocar “As Vizinhas de Trás – autorretrato” que estou fazendo, na parede. Estou esperando “As Vizinhas de Trás - autorretrato II” secar, para colocá-la, lá. O que fizemos foi colocar “As Vizinhas de Trás – santa moema” mais para o alto na parede, para que as novas caibam ali, abaixo dela:



 

quinta-feira, fevereiro 18, 2021

 Já é depois do carnaval. Estou tomando água com metade de um limão espremido nela. As escadas começaram a ser lavadas com um produto de limpeza com um cheiro muito forte e ruim. Os barulhos do quarteirão também entram aqui no terceiro andar. Também entrou pela janela uma abelha-cachorro. Veio do terreno baldio aqui ao lado, onde tem a venda abandonada embaixo da amendoeira que lembra um pedaço de Marapé.

Estou fazendo uma série de As Vizinhas de Trás – autorretrato:





sábado, fevereiro 13, 2021

 Eu sou do meu tamanho. Esse é o meu tamanho. E não causo nenhuma impressão. A quantidade de homens estranhos que me desafiam por nada na rua faz parecer que sou um moleque e que não sou capaz de revidar com muita porrada! Ontem mesmo me apressei pra pegar o 30 e o motorista no ônibus disse, quando parei esperando uma senhora achar o dinheiro da passagem para atravessar a roleta, ele disse assim: você estava com pressa e agora ficou parado aí, rapaz? Passa logo!

Eu queria ser maior!

quarta-feira, fevereiro 03, 2021

 Como todos sabem sou um dos que adora o verão. Às vezes, estou absolutamente dentro da situação, às vezes, completamente fora. Nada disso parece interferir no andar da carruagem, porque se estou dentro de sua penumbra ou fora, a céu aberto, seu andar parece ser por ela mesma, quer dizer, não posso pará-la.

Por exemplo, não se pode curtir a brisa que vem pela janela e atravessa o apezinho, se não estiver verão. Não se teria a lembrança deliciosa da sombra da árvore na beira da estrada beirando o morro. Muita delícia não haveria sem o verão.

Eu sei que parece sem sentido a relação entre eu adorar o verão e não conseguir parar sua carruagem. O que uma coisa tem a ver com a outra? Nada. Aliás, qual o sentido dessas minhas frases aqui? Nenhum! Nem mesmo que sou um cara de sorte!

Literatura em Tempos de Pandemias, por Anselmo Peres Alós (UFSM)

Di Holanda - “Maluca”

Maluca - Lucila e Monique Reis

Minha playlist de música nacional | Vitrolada Podcast #06

Quem ama faz lista! Qual é o seu Top 20 nacional de todos os tempos? O nosso você confere neste episódio. Apostamos que vai ter pelo menos uma música que você nunca ouviu! Então aproveita e abra a cabeça para novas oportunidades sonoras.

sábado, janeiro 30, 2021



Nessa foto que tirei de um vídeo que Pedro fez comigo para um clipe de uma música do Vitor Wutzki, Titanic, estou repetindo uma expressão de uma foto 3x4 que tirei para a identidade em 1978, talvez. Também, lembra outra foto de minha primeira comunhão, em Alegre, ES, quando eu tinha 7 anos, em 1969, quando ainda não era formado o peso nos olhos e nos cantos da boca que fazem o meu rosto, aí, agora, nessa foto que eu tirei do vídeo da Titanic do Vitor Wutzki e que Pedro filmou comigo.

 


 

sexta-feira, janeiro 29, 2021

Eu já contei aqui sobre a motivação de criar a Camisa de Apresentação, depois de Bruno Cosentino ter me chamado pra uma participação em show dele. Minha memória é ruim para que eu me localize no tempo – e isso é tão importante – mas, se não me engano comecei a fazê-la em 2015. Portanto são cinco anos de estórias coladas e contadas nela. Infelizmente, não tenho um registro disso e, por isso, minha memória é tão importante, quando eu quero descrevê-la. Então, não é apenas combinar os detalhes brilhantes no seu pano, numa proporção. Porque além dessa superfície que a gente vê com os olhos, tem uma vibração em seu entorno. E que formam sua estrutura e aura, sua carne de objetos brilhantes afetivos.

Seu nome, Camisa de Apresentação, é uma dobra do Manto de Apresentação do Arthur Bispo do Rosário e, como ele, sistematizado no conjunto embalsamado de suas peças, está sistematizada em muito do que faço, desde as outras coisas com que me apresento, o corpo sutil da músicas, os tótens, os livros e tudo o mais que vai se abrindo em ondas e que vão morrendo, depois.

É isso.

Veja:


 

quarta-feira, janeiro 27, 2021

sábado, janeiro 23, 2021

sexta-feira, janeiro 22, 2021

Saiu a primeira calçola de Crocodilo, de Túlio.
Interessados nas encomendas, um box!


 

quinta-feira, janeiro 21, 2021

 O Tulio borda. Quando estivemos em Limeira e Nova Odessa ele bordou nas camisas frases do meu repertório de músicas: A vida é livre, a transcendência da matéria, a substância da ilusão. E agora, ele tinha postado no Instagram o que ele chama de suas calçolas, que elogiei. Ele perguntou se eu queria uma. Então, leit@r, vêm aí, as calçolas de Crocodilo, de Tulio:




quinta-feira, janeiro 14, 2021

 Eu era criança e mamãe trabalhava na casa do Seu Eulâmpio e da Dona Dinalva, em Magalhães Bastos, muito perto da Vila Militar. Foi nessa época que aprendi a dizer oi para alguém que se aproximasse. Ou, pelo menos, que isso era o que as pessoas faziam. Seu Eulâmpio ou Dona Dinalva, tinha um irmão com filhos de minha idade que moravam na mesma rua, então, quando ía para lá brincar, ouvia o oi. Eu me lembro da primeira vez, uma menina, sobrinha do Seu Eulâmpio ou de Dona Dinalva, entrou na sala onde eu estava e disse: oi.

Ainda demorei muitos anos, muitos anos depois, é que disse meu primeiro oi, porque eu nunca dizia nada ao chegar perto de alguém. Ainda hoje não digo tanto o oi ou o bom dia. Não sou de dar bom dia com facilidade. Devo ser o tipo sisudo, talvez. Mas, não. Quer dizer, tenho algum juízo.

Bom dia!