quinta-feira, abril 15, 2021

 

Essa etiqueta de maldito – eu nem me dei conta dela – apareceu pela primeira vez numa matéria do Antônio Carlos Miguel para o jornal O Globo, isso faz muito tempo, eu tinha acabado de sair do coma. Depois, isso foi ficando – eu não dou conta – e gosto de me aliar a tanto artista bom, benditos, aqui, de vanguarda. Fiquei feliz, ontem, que o Raphael me incluiu nessa seleção:

 

 Cinema Íris” (balada, 2012) – Luís Capucho
Quando Cássia Eller o gravou, em 1999, pouca gente procurou saber quem era o autor dos versos de “Maluca”. Quando Ney Matogrosso anunciou que o gravaria em 2013, muita gente foi atrás do homem do “
Cinema Íris”. Por conta de versos sobre masturbação e mudanças no projeto, Ney não registrou a música de Luís Capucho. “O disco mudou de rumo, ele achou dificuldade no projeto e não sei se irá retomá-lo”, explica o entrevistado. Natural de Cachoeiro do Itapemirim, no interior do Espírito Santo, Capucho, que é cantor, músico, artista plástico e escritor, não vê ligação da arte que pratica com os outros filhos ilustres do município. “Não sou parte dessa tradição de artistas em Cachoeiro. Não sinto que eu faça parte de um núcleo que a cidade tenha produzido. É uma coincidência”, afirma. Além de Capucho, os músicos Roberto Carlos, Sérgio Sampaio e Raul Sampaio nasceram lá. Capucho também é autor de vários livros.

 

https://esquinamusical.com.br/34-cancoes-de-vanguarda-da-musica-popular-brasileira/?fbclid=IwAR0m0H0Awxvv4m8HFNpqxeStbcTkbwuFLrhrAXMITwj4Ux5mcdrCsN9850M

quarta-feira, abril 14, 2021

 

Eu soube que os remédios para o olho estavam alterando o funcionamento do meu corpo, pelo regulamento do meu cocô, que ficou assim a qualquer hora e de qualquer jeito, mole, e pouco, inconsistente. Mais ou menos como saber que há algo de errado com o  funcionamento da nação, quando olhamos para um presidente, assim, um cocô merda, o meu.

E, ainda tive que repetir o tratamento por três vezes, que não estava funcionando para o que era.

Moral da estória: já engordei 10 kilos com a pandemia.



segunda-feira, abril 12, 2021

 

O Tulio, quando perguntado pelo complexo arte livre, poeque estava fazendo essas calçolas com títulos e partes das letras de música do meu Crocodilo, disse que era porque nós queríamos ver as pessoas com as calçolas ao mesmo tempo em que as músicas, que nas palavras dele – luís é tudo que a gente quer e precisa, um velho viado que escreve poesias eróticas gostosinhas de compartilhar com nossos amores, uma pessoa que quando canta sobre a vida é tão lá do fundo “e não entendemos tudo’ – então, nós pedimos aos amigos que se fotografassem, porque nós queríamos ver e é de verdade uma alegria imensa olhar pra vocês artistas Vitor Lampert, Marcia Romano, Tulio Buffe, Abou Mourad, Julia, Gustavo, que compartilhamos juntos, aqui. Agora, é a vez de um casal.

Ela veste Antigamente e ele a Cérbro Independente, a primeira e segunda faixas do CD.

Para ouvir o disco, pode aqui:

https://www.youtube.com/channel/UCadM7zbVb-HfOgv_9uaP3Rg



sábado, abril 03, 2021

 

Ainda sobre o modo como me organizo sob a ordem das coisas, eu me lembro de ter isso de organizar, por exemplo, selos, bichinhos de plástico, coisinhas, como parte de minhas brincadeiras de menino, então, hoje, que sou, assim, no bom sentido da palavra, praticamente, um albardeiro, considero sempre as pessoas mais organizadas como pessoas infantis, por conta de me lembrar dessas minhas brincadeiras de garoto.

Também sobre isso de ter as lembranças e de com isso ver que estou preso no tempo, que é concomitantemente, algo que me aprisiona e algo que me presenteia, tenho olhado na tevê os quadros do jornal, sempre com um homem muito bonito, elegante e sério, falando dos números organizados com todas as mortes por covid-19, os infectados nos estados, a lotação dos leitos de UTI. Tudo amor e medo!



quinta-feira, abril 01, 2021

 

Umas épocas mais, outras menos, gosto de me envolver na organização das coisas. Uma coisa que me vem à cabeça e que, pra mim, é exemplo disso, é uma apostila que veio parar em nosso quarto, meu e de mamãe, quando eu tinha 8 anos, e que tinha desenhadas nelas muitas figurinhas de posições de ginástica de solo. Era um corpo de rapaz, no chão, que fazia abdominais, flexões e que, às vezes, ficava de pé flexionando braços, tronco, cabeça e pernas. Eu nunca fazia os exercícios do modelo, mas tinha a apostila como algo preferido, gostava de ficar folheando e vendo as figuras.

Parte desse meu gosto, hoje, vou colocar em ordem, as 15 músicas mais visualizadas em meu canal de youtube:

 https://www.youtube.com/channel/UCadM7zbVb-HfOgv_9uaP3Rg

1-      Savannah (luis Capucho/suely mesquita) – 57.106 visualizações

2-      Maluca (luis capucho) – 34.941

3-      Eu Quero ser sua mãe (luís capucho) - 3.021

4-      Máquina de Escrever (luís capucho/mathilda Kovak) - 2.769

5-      Poema Maldito (luís capucho/tive martinez) – 1.464

6-      Vida Nua (luís capucho) – 1.464

7-      O Amor é Sacanagem (luis capucho)  – 1.050

8-      Céu (luís capucho) – 990

9-      Romena Luís capucho/suely mesquita)  – 936

10-   Homens Flores (luís capucho/marcos sacramento) – 685

11-  Mamãe me adora ( luís capucho)  – 506

12-   Palavra sem Carne (luís capucho/leo poeta)  – 465

13-   Humilhante (luís capucho) - 454

14-  Virgínia e eu (luís capucho) - 383

15-  Aristocracia (luis capucho/Suely Mesquita) -  378



quarta-feira, março 31, 2021

 

As rolinhas com suas vidas independentes, quando o dia ta bonito, vêm se amontoar na antena que vejo aqui de minha janela a duas casas pra atrás da minha, pra dentro do meu quarteirão:



sábado, março 27, 2021

Savannah

Minha música mais assistida no youtube é a Savannah. Acho que por conta de suas fotos – e também, modestamente, é uma música muito bonita, pra mim – que montei no antigo movie maker. Esse vídeo, andou tirado do ar por um tempo, mas voltou, agora. Eu conto sobre essa música no meu livro Cinema Orly, de como eu pedi a Suely Mesquita que me ajudasse com a letra. Também, ela tem uma música irmã, que é a Cinema Íris, que dá título ao meu segundo disco:

quarta-feira, março 24, 2021

Vitor Wutzki - Titanic (Part. Luís Capucho)

Eu agradeço demais aos tantos presentes de felicitações dos amigos para mim, no meu aniversário. Eu adoro ganhar presentes. Também, vibrando no fluxo dele, além dessas vibrações de vocês, aqui, me sinto presenteado pelo Festival Dobradinhas 2021, que me juntou a tanto artista bom, especialmente a Ana Frango Elétrico e Joana Queirós:

 https://www.youtube.com/watch?v=9NO1qk0oQbE

E por coincidência, ontem, a artista Lari Finocchiaro restabeleceu seu canal de youtube, postando a minha Maluca, em sua versão autoral, isso foi mágico:

https://www.youtube.com/watch?v=70YCT0WWLbQ

E, não bastasse, emocionei com Vítor Wutzki com sua versão para o Poema Maldito, essa perfeição aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=xMtO7PDYi2g

E ainda, por cima, hoje Vitor lançará a Titanic, num video que me chamou pra participar, filmado por ele e Pedro e feito pela Helena Lessa.

Quer dizer, tudo amor:

https://www.youtube.com/watch?v=z_w2LdKK2Jk

  

 

domingo, março 21, 2021

poema maldito (luís capucho)

Oportunamente, ouvi de alguém que o posicionamento do planeta Júpiter no céu desse ano de 2021 deixaria todos um pouco mais gordos e, por conta dos corticoides pra tratar o olho esquerdo, Júpiter está me deixando mais bonito, com a carne redonda e dura! Pode ser de suas vibrações também que têm me vindo os presentes inesperados pra eu ficar ainda mais feliz no meu níver, depois de amanhã. Primeiro a live Dobradinhas que em meio a tantos outros artistas ases da música brasileira de agora, me juntou a Ana Frango Elétrico e Joana Queiroz pra tocar. E, hoje, o Vitor Wutzki me mandou uma versão mais que perfeita do Poema Maldito(luís capucho/Tive Martinez).

Êta caramba:

quinta-feira, março 18, 2021

 Ana Frango Elétrico, eu e Joana Queiroz daremos nossa graça no canal do Festival Dobradinhas, no youtube, sábado, dia 20, a partir das 15 h, junto a muitos outros artistas da música popular contemporânea do Brasil, não percam!

Foto de de Marina Andrade

quarta-feira, março 17, 2021

Boi que fala - Luís Capucho

Faltam 6 dias pra que eu complete 59 anos. É uma sensação muito boa a que tenho, de que, finalmente, sou perdidamente um cara adulto. Primeiro, achei que fosse ter a sensação aos 20, mas nada. Aos 40 também não veio. E veio agora pertinho dos 60. E acho bem bonitas as pessoas que se formam adultas mais cedo, porque isso parece ser uma decisão sexual, quer dizer, é excitante, cheia de contração e força. Tem a ver com ser socializado, em não ser clandestino e ter o foda-se ligado, enquanto se vai apreendendo todas as coisas que vão chegando na gente.

Fora isso, estamos preparando um disco de parcerias, eu e Bruno Cosentino. E vou cantar essa música dele – Boi que Fala – aqui, do jeito que lhe mostrei, voz e violão:

domingo, março 14, 2021

Fiquei muito contente com o convite do Festival Dobradinhas para me apresentar junto a Ana Frango Elétrico e Joana Queirós, duas artistas livres como eu e que foram generosas demais comigo, enquanto tocávamos juntos. Nós tocamos embaixo das árvores, com um varal de camisas tie dye por trás de nós. Vai ao ar dia 20 de março e colocarei o link aqui pra vocês assitirem.

Pedro tirou foto:



 

sexta-feira, março 12, 2021

 

Faz um ano, o Bruno Cosentino me chamou para fazer umas fotos com a Ana Rovati, na Praia de Botafogo:




quarta-feira, março 10, 2021

 

Com o tratamento o estômago fica ruim, por isso as minhas olheiras. É que estou tratando do olho esquerdo com  corticóide e comprimidos antibióticos, consecutivamente, pela terceira vez, não me lembro direito, mas deve ter começado no final do ano passado. Desde 2015, a uveíte por conta da toxoplasmose ocular tem sido recorrente e, agora, por três vezes seguidas.



terça-feira, março 09, 2021

Quando eu era criança e mamãe trabalhava na casa de Dona Odaléia, além do mundo em torno à casa com as ruas, as plantas, os morros, tudo muito iluminado pelo sol muito amarelo da cidade de Alegre, ES, havia o mundo escuro de dentro de casa, cheio de gavetas na sombra, de armários, coisas na despensa, televisão que não se acendia, pena de pavão como flor no vaso, na sala.

Meu computador é como esse mundo escuro que era a casa de Dona Odaléia. Com a diferença de que eu posso chafurdar nele com meu focinho de porco. Vou pegar alguma coisa nele e colocar aqui, agora:


 

domingo, março 07, 2021

 

Luanna e Marcia produziram a foto, em que @maromano modela as calçolas transex de Crocodilo com um trecho da letra de Cérebro Independente. A Cérebro independente, no disco, foi produzida pelo @looksdepaiva é uma das músicas que eu mais gosto, e tem uma coisa que me fez gostar mais, porque a @#floranakazone ouve o verso ‘e que um dia vou morrer” como “e o diabo morreu”, quer dizer, melhorou muito a letra.

Queremos ver você de calçola transex de Crocodilo! Encomende a sua com o @oratulio.



sexta-feira, março 05, 2021

 Gente! Parece que aquela istória das desaposentadorias deu um passo grande. Houve um julgamento no Supremo para a uniformização das sentenças. Acho que agora é só cada advogado juntar esse julgamento aos seus processos para os clientes voltarem a receber. Tomara que isso ande rápido!



quinta-feira, março 04, 2021

 A primeira vez que fiz um’As Vizinhas de Trás”  tentando fazer um retrato, foi As Vizinhas de Trás – roser, a pedido do Tive Martinez, que queria presenteá-la, em namoro. Eu lhe disse que iria perseguir o retrato e acho que peguei algum clima, misturado ao clima que é próprio d’As Vizinhas... eu sinto que fui no clima, não, clímax, não sei.

Depois eu fiz outr’As Vizinhas de Trás – Janaína, As Vizinhas de Trás – Rafael Julião...

... e, agora, peguei um prumo para fazer As Vizinhas de Trás – autorretrato. Fiz até agora três autorretratos, mas a vontade é fazê-los para sempre. Também farei numa tela 60x30cm um único retrato, fora do padrão das Vizinhas. Será As Vizinhas de Trás – bruno cosentino.





 

quarta-feira, fevereiro 24, 2021

Além das calçolas transex de Crocodilo, o Túlio tem bordado roupinhas para bebês. Os que gostam da idéia de ter uma roupinha íntima transex, podem entrar em contato com ele no @oratulio, no Instagram. Seguirei mostrando os medelos. Vejam essa:


 

sexta-feira, fevereiro 19, 2021

Pedro me ajudou a recolocar os quadros d’As Vizinhas de Trás” na sala, para que eu tenha espaço de colocar “As Vizinhas de Trás – autorretrato” que estou fazendo, na parede. Estou esperando “As Vizinhas de Trás - autorretrato II” secar, para colocá-la, lá. O que fizemos foi colocar “As Vizinhas de Trás – santa moema” mais para o alto na parede, para que as novas caibam ali, abaixo dela:



 

quinta-feira, fevereiro 18, 2021

 Já é depois do carnaval. Estou tomando água com metade de um limão espremido nela. As escadas começaram a ser lavadas com um produto de limpeza com um cheiro muito forte e ruim. Os barulhos do quarteirão também entram aqui no terceiro andar. Também entrou pela janela uma abelha-cachorro. Veio do terreno baldio aqui ao lado, onde tem a venda abandonada embaixo da amendoeira que lembra um pedaço de Marapé.

Estou fazendo uma série de As Vizinhas de Trás – autorretrato:





sábado, fevereiro 13, 2021

 Eu sou do meu tamanho. Esse é o meu tamanho. E não causo nenhuma impressão. A quantidade de homens estranhos que me desafiam por nada na rua faz parecer que sou um moleque e que não sou capaz de revidar com muita porrada! Ontem mesmo me apressei pra pegar o 30 e o motorista no ônibus disse, quando parei esperando uma senhora achar o dinheiro da passagem para atravessar a roleta, ele disse assim: você estava com pressa e agora ficou parado aí, rapaz? Passa logo!

Eu queria ser maior!

quarta-feira, fevereiro 03, 2021

 Como todos sabem sou um dos que adora o verão. Às vezes, estou absolutamente dentro da situação, às vezes, completamente fora. Nada disso parece interferir no andar da carruagem, porque se estou dentro de sua penumbra ou fora, a céu aberto, seu andar parece ser por ela mesma, quer dizer, não posso pará-la.

Por exemplo, não se pode curtir a brisa que vem pela janela e atravessa o apezinho, se não estiver verão. Não se teria a lembrança deliciosa da sombra da árvore na beira da estrada beirando o morro. Muita delícia não haveria sem o verão.

Eu sei que parece sem sentido a relação entre eu adorar o verão e não conseguir parar sua carruagem. O que uma coisa tem a ver com a outra? Nada. Aliás, qual o sentido dessas minhas frases aqui? Nenhum! Nem mesmo que sou um cara de sorte!

Literatura em Tempos de Pandemias, por Anselmo Peres Alós (UFSM)

Di Holanda - “Maluca”

Maluca - Lucila e Monique Reis

Minha playlist de música nacional | Vitrolada Podcast #06

Quem ama faz lista! Qual é o seu Top 20 nacional de todos os tempos? O nosso você confere neste episódio. Apostamos que vai ter pelo menos uma música que você nunca ouviu! Então aproveita e abra a cabeça para novas oportunidades sonoras.

sábado, janeiro 30, 2021



Nessa foto que tirei de um vídeo que Pedro fez comigo para um clipe de uma música do Vitor Wutzki, Titanic, estou repetindo uma expressão de uma foto 3x4 que tirei para a identidade em 1978, talvez. Também, lembra outra foto de minha primeira comunhão, em Alegre, ES, quando eu tinha 7 anos, em 1969, quando ainda não era formado o peso nos olhos e nos cantos da boca que fazem o meu rosto, aí, agora, nessa foto que eu tirei do vídeo da Titanic do Vitor Wutzki e que Pedro filmou comigo.

 


 

sexta-feira, janeiro 29, 2021

Eu já contei aqui sobre a motivação de criar a Camisa de Apresentação, depois de Bruno Cosentino ter me chamado pra uma participação em show dele. Minha memória é ruim para que eu me localize no tempo – e isso é tão importante – mas, se não me engano comecei a fazê-la em 2015. Portanto são cinco anos de estórias coladas e contadas nela. Infelizmente, não tenho um registro disso e, por isso, minha memória é tão importante, quando eu quero descrevê-la. Então, não é apenas combinar os detalhes brilhantes no seu pano, numa proporção. Porque além dessa superfície que a gente vê com os olhos, tem uma vibração em seu entorno. E que formam sua estrutura e aura, sua carne de objetos brilhantes afetivos.

Seu nome, Camisa de Apresentação, é uma dobra do Manto de Apresentação do Arthur Bispo do Rosário e, como ele, sistematizado no conjunto embalsamado de suas peças, está sistematizada em muito do que faço, desde as outras coisas com que me apresento, o corpo sutil da músicas, os tótens, os livros e tudo o mais que vai se abrindo em ondas e que vão morrendo, depois.

É isso.

Veja:


 

quarta-feira, janeiro 27, 2021

sábado, janeiro 23, 2021

sexta-feira, janeiro 22, 2021

Saiu a primeira calçola de Crocodilo, de Túlio.
Interessados nas encomendas, um box!


 

quinta-feira, janeiro 21, 2021

 O Tulio borda. Quando estivemos em Limeira e Nova Odessa ele bordou nas camisas frases do meu repertório de músicas: A vida é livre, a transcendência da matéria, a substância da ilusão. E agora, ele tinha postado no Instagram o que ele chama de suas calçolas, que elogiei. Ele perguntou se eu queria uma. Então, leit@r, vêm aí, as calçolas de Crocodilo, de Tulio:




quinta-feira, janeiro 14, 2021

 Eu era criança e mamãe trabalhava na casa do Seu Eulâmpio e da Dona Dinalva, em Magalhães Bastos, muito perto da Vila Militar. Foi nessa época que aprendi a dizer oi para alguém que se aproximasse. Ou, pelo menos, que isso era o que as pessoas faziam. Seu Eulâmpio ou Dona Dinalva, tinha um irmão com filhos de minha idade que moravam na mesma rua, então, quando ía para lá brincar, ouvia o oi. Eu me lembro da primeira vez, uma menina, sobrinha do Seu Eulâmpio ou de Dona Dinalva, entrou na sala onde eu estava e disse: oi.

Ainda demorei muitos anos, muitos anos depois, é que disse meu primeiro oi, porque eu nunca dizia nada ao chegar perto de alguém. Ainda hoje não digo tanto o oi ou o bom dia. Não sou de dar bom dia com facilidade. Devo ser o tipo sisudo, talvez. Mas, não. Quer dizer, tenho algum juízo.

Bom dia!

 

quarta-feira, janeiro 13, 2021

 Fazia um bom tempo que não ía ao centro da cidade. Fui fazer um exame de sangue para saber melhor sobre o meu rim. No laboratório fiquei um pouco na dúvida sobre qual das partes, se os clientes ou as atendentes, estavam a lidar melhor com o mau humor da manhã. Leit@r, fiquei na dúvida sobre qual das partes desarmava o mal humor da outra. No fim, cheguei a ter dúvida, se havia mal humor.

Moral da estória: É nóis!

terça-feira, janeiro 12, 2021

 Chegaram pra mim mais quatro dos Cadernos de Música, dos quais o número 4 – recebi desta vez os números 10, 11, 12, 13 - foi um presente pra mim, quer dizer, sou o seu assunto. Eu estava me lembrando nesta semana da vez em que morei com a tia Maria e com meus primos no Caiçara, em Cachoeiro do Itapemirim. Nós morávamos em nove pessoas, entre adultos e crianças, numa casa de um cômodo, um barraco de pau-a-pique, sem móvel algum, um fogão a lenha do lado de fora da casa – era uma casa – e me lembro de muitas coisas dessa época, mas o que eu estava me lembrando era o modo como eu olhava para a situação, o modo louquíssimo como eu olhava pra tudo aquilo, quer dizer, sem ver. Porque eu estava posicionado num lugar de fantasia, que era o olho de mamãe na minha vida. Então, eu estava ali na minha tia com meus primos, mas estava separado daquele lugar, porque eu tinha mamãe, que era de todos os meus primos e que era de minha tia. Mas a minha posição era mais poderosa, se liga, então, o poder que vinha de mamãe me subia na cabeça e eu não via mais nada. Porque minha mãe sempre me tinha numa posição protegida e eu não via mais nada. E era mesmo uma época de loucura cega, ninguém via aquilo, estávamos abandonados ali, na época do Pra Frente Brasil!

Então, essas lembranças têm a ver com ser o assunto, pra mim, de um dos Cadernos de Música em par com o Tom Zé, porque é a mesmo posição cega essa a minha de ser artista. Eu sempre falo assim nas vezes em que penso nisso, dessa posição cega e de fantasia em que estou, quer dizer, todas as coisas estão rodeadas de outros mundos possíveis.

Essa foto é da Ruth:



segunda-feira, janeiro 11, 2021

Triste

Engraçado, por todo esse tempo de covid-19 não apareceu mosquito aqui no apezinho para atrapalhar o sono. Sempre me lembro disso com alegria. Mas, agora, mais cedo o fumacê deu três voltas no quarteirão espirrando um líquido no ar com muito barulho. Tomara funcione!

Fora isso, a próxima música mais ouvida do Crocodilo, e que é a preferida de muitos, é a Triste. Foi produzida pelo Marcos Campello e fiquei surpreendido em ver como a melhorou tanto, modificando o acento dela no meu violão. Ele trocou esse meu acento colocando uma guitarra que faz ele em outro lugar, ausente leit@r, entre as outras coisas, a cigarra e a caixa de fósforo, o cavalo, charrete, floresta:

domingo, janeiro 10, 2021

Mais uma Canção do Sábado e Vai Querer? - luís capucho

Eu gosto muito de cantar e de ficar olhando, depois, nos vídeos que o Pedro fez, como é que ficou. Eu já pedi ao Sacramento, uma vez, pra que ele me ouvisse cantar e me dissesse no que ele achava que eu pudesse melhorar minha performance. Ele, então, me disse que era pra eu fazer exatamente como faço e não sei se me disse que era pra eu mesmo me assistir e olhar. Então, eu gosto de me ver.

Também, a Rubia, uma vez, quando eu lhe disse que gostava de me assistir, disse que achava bom que eu me visse, disse uma coisa assim, que bom que você se vê.

Gosto muito dessas duas canções que estão gravadas nesse registro do Pedro, a primeira em parceria com Alexandre Magno e a segunda com Suely mesquita. É de 2018 e estamos tocando, eu, Vitor Wutzki e Felipe Abou.

Quando a gente toca uma música outra e outra vez, isso vai melhorando-a. Então, quando a música já foi gravada, a impressão é de que ela fica melhor que no disco a cada apresentação. Isso de algum ponto de vista.

Eu gosto de me ver e sou bom comigo mesmo.

Essa apresentação foi na casa do Bruno Cosentino:

 

sábado, janeiro 09, 2021

Acalanto do Amor

A sexta música mais ouvida no youtube, do disco Crocodilo é a Acalanto do Amor, que é uma música, desde o início, cheia de estória. Sempre fico muito pensativo sobre contar as estórias, porque as pessoas gostam que falemos sobre elas, mas gostam que falemos delas, as coisas boas. Tem aquele chavão, ne, falem mal, mas falem de mim. Acho justo, assim. Embora é questão nem seja o mal, mas o bom.

De qualquer forma, não irei falar de ninguém para contar a estória dessa música, agora. A não ser que é a única parceria do disco, com Douglas Oliveira, e que foi construída por Bruno Cosentino, Pedro Fonte e Vovô Bebê. É uma das que eu mais gosto e chamei ao Rafael Saar e a Alira Silva pra fazermos um vídeo com ela!

sexta-feira, janeiro 08, 2021

Girafa

A quinta música mais ouvida do Crocodilo, no youtube, é a Girafa, que tem o classudo piano da Claudia Castelo Branco. Essa é uma música de que tenho recebido resposta de pessoas bem interessantes e sobre esse disco, que foi construído a muitas mãos, eu me lembro de ter dado pitacos na construção dos arranjos de algumas músicas e em outras já fui surpreendido com elas inteiras, sem mais nenhum vazio que eu quisesse sugerir recheio.

Sobre a Girafa, me encontrei algumas vezes com a Claudia e lhe disse o que eu imaginava pra música e fiquei feliz com a sua expressão ao me ouvir, eu senti ter sido entendido e tal. Mas aí, quando ela construiu a música, o que apareceu foi nada igual e muito superior ao que eu tinha imaginado. Ela construiu a maravilha, vejam:

quarta-feira, janeiro 06, 2021

 Eu me sinto feliz, a despeito de tudo mais, tenho me sentido estranhamente feliz. Teve um dia no mês passado que eu estava tão feliz por nada desde a manhã, uma alegria completa e cheia, e nem cabia fazer um post, nem cabia outra coisa qualquer. Era só aquela alegria sem motivo, aquela admiração dela, mas porque é que eu estou assim. De qualquer modo, em hoje tendo post, a alegria não é pior, só que não é tão cheia.

Quer dizer, eu gosto de tudo na vida, desde dormir de um sono só, até dormir de sono picado. Por exemplo, outro dia estava vendo os galos quando começam a cantar, acho que falei aqui, não me lembro ao certo. Mas vi que eles respondiam a um galo que cantava mais grave, mais choco, mais triste, mais agourento, e aí, antes que caísse uma tempestade na madrugada, esse canto de galo mais agourado e rouco foi o último que se ouviu. Depois só o barulho da chuva.

Também numa outra madrugada eu vi, quando os bem-te-vis começaram a gritar no céu, eu vi que as galinhas respondiam, com o seu canto mais baixo, mais embaixo, mais curto, mais fosco e rude, entretanto, igual e em resposta ao que os bentevis voavam mais acima, livres e rápidos no ar.

E a impressão é a de que esse entusiasmo meu, ta rolando com mais pessoas. Eu até estava falando pra o Pedro sobre as matérias das festas gays, de aglomeração nos cercadinhos dos clubes, de aglomeração sem máscaras nas festas da praia, a juventude masculina e forte, gay, sem máscara, festejando a epidemia. Eu disse pra o Pedro que eu estava adorando, porque parecia uma resposta à epidemia da AIDS, onde a gente foi tão estigmatizado e, agora, vai todo mundo pra rave na praia, como se todos precisassem, gritando junto em belford roxo, em piabetá e em Manguinhos: Chuuuuuuuuuuupa!

terça-feira, janeiro 05, 2021

Já contei, talvez, no Blog Azul, sobre o rolo de onde saiu a “Edson do Rock” Ela desenrolou-se do mesmo episódio de onde surgiu também a “Pessoas são seres do Mal”, que está no Cinema Íris, e que também já contei para o silencioso, aparentemente, ausente leit@r. É uma música bem fácil de tocar e no Crocodilo, foi aprontada pelo Vovô Bebê.

Pra tocar em casa:

 https://www.cifraclub.com.br/luis-capucho/edson-do-rock/


segunda-feira, janeiro 04, 2021

Lives

Como eu disse num post anterior fiz uma play list no youtube com a minha modesta retrospectiva do chocante 2020. Porém ficaram faltando duas lives que foram muito legais: uma musical, de um voz e violão pela Prefeitura de Niterói feita numa lona cultural do Horto do Barreto e uma entrevista, no programa Love Live, do Marcos fanz, no Intagram.

Mas hoje baixei a entrevista do Marcos Araujo e subi no meu canal. É um resumão muito bonito, através das perguntas dele.

Curtam e se inscrevam em meu canal para receber notificações das novidades que eu postar. Façam-me popular, o mundo é enorme!

Sim! 


domingo, janeiro 03, 2021

Cérebro Independente

A quarta música no youtube mais ouvida do disco Crocodilo e a Cérebro Independente. Ela é a segunda música do álbum e foi construída pelo Lucas de Paiva. Eu adorei muito o jeito como ficou essa versão, é uma das que mais gosto no disco. E tem uma outra coisa a respeito dessa música que também adorei. O leitor sabe que tem músicas que a gente não entende bem a letra e só muito tempo depois é que vai descobrir que cantamos a música errado. Aconteceu comigo uma vez com uma música do Chico Buarque que tocava demais no rádio quando eu tinha uns 17, talvez. Eu cantava “Miriam ensina o exemplo daquelas mulheres de Atenas” ao invés de “Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas”... há há há!

E quando eu fiz aquela live pro #artenasredes do governo do RJ, Flora falou que só naquele dia tinha entendido. Porque ela cantava “Sorte minha que nasci e o diabo morreu” ao invés de “Sorte a minha que nasci e que um dia vou morrer”. Quer dizer, a Flora melhorou demais a música... há há há!

sábado, janeiro 02, 2021

 Fiz uma playlist com os vídeos subidos no youtube e que foram importantes de serem visualizados para a construção do meu perfil de artista. Isso é uma coisa que vem se construindo na minha vida há muitos anos e começou mesmo a pegar pé, quando morava na Cabeça de Porco, no centro de Niterói, e pedi a mamãe um violão, que o Zequinha tinha pra vender. Mas a lista que fiz é apenas de 2020, uma retrospectiva desse ano chocante.

Obs: curtam o meu canal e recebam as notificações de novidades.

Veja:

https://www.youtube.com/watch?v=MdLwRqQxWqw&list=PLgKrU4qrSULrb4_GWclx8KsHygUqEHqvN