terça-feira, dezembro 30, 2008

Acordei descansado.
Vi que eu estava bem, que meu corpo tinha entusiasmo, quando desci minha escada pra ir na quitanda comprar banana pra mamãe.
Dorinha veio.
Ajudei-a na arrumação da geladeira e deixei que arrumasse o resto das coisas sozinha, o que Dorinha continuou fazendo com grande concentração.
Daqui a pouco, depois que eu almoçar, vou para casa de Pedro.
Eu gostaria que Dorinha viesse mais vezes, para que, assim, eu pudesse me envolver mais com minhas próprias coisas e não tivesse que ficar tanto à mercê da casa que é por demais monopolizadora, por demais cansativa, por demais exigente, por demais cruel.
É isso, silencioso leit@r.

domingo, dezembro 28, 2008

Depois que eu já havia colocado o “Palavra Sem Carne” no youtube foi que me lembrei de pedir ao Marcolino que colocasse uma guitarra na gravação do Leo. Mas, refiz tudo e Marcolino colocou. Veja como ficou legal, silencioso leit@r:

palavra sem carne (guitarra)

sábado, dezembro 27, 2008

O que temos chamado, de há um tempo, de o nosso condomínio, está silencioso nessa manhã chuvosa e abafada. Não abri a cortina sobre minha janela, sobre minha cama, para que pudesse ver algum movimento de minha vizinha de janela, que hoje, sábado chuvoso, não deve ter saído com seus quadros gigantes para vendê-los no Campo São Bento.
Estou na penumbra de meu quarto, iluminado pela luz da tela de meu jurássico e querido computer.
Na sala, mamãe ligou a tevê. Acabou o silêncio.
Vou fazer uma comidinha pra gente e, depois, vou alimentar os gatinhos do Pedro.
Vou fazer inhame, com bastante molho...

quinta-feira, dezembro 25, 2008

Paulo Baiano, que ta produzindo meu Cinema Íris, mandou meu presente de Natal, que repasso aos meus silenciosos leit@res:

"Amigos, estava eu aqui, encasquetado, pensando em como mandar uma mensagem natalina pros amigos, até que recebi o link abaixo do youtube, com um vídeo SENSACIONAL. Pronto: para mim esta é a mensagem que quero mandar pra vocês.

Espero que, em meio a tantas crises que nos esperam, tenhamos um 2009 de união, solidariedade, alegria e música, todos nós, juntos, trabalhando pelo bem comum, construindo um futuro melhor, por nós mesmos, nossos descendentes, e nosso planeta.

um FELIZ 2009 pra você e sua família.

Paulo Baiano

agora, vamos ao vídeo:

Playing For Change: Song Around the World

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Eu tinha pensado em fazer, apenas, um bacalhau para o nosso Natal, como se eu tivesse sendo mais ou menos original, e ter uma boa mesa, sem aquele monte de comida que a gente nem come direito, mas vi, na televisão, que bacalhau é um prato típico de Natal aqui no Rio de Janeiro, daí, silencioso leit@r, estou a fazer meu bacalhau imbuído de muito conforto interno, bebendo devagarinho o vinho tinto que comprei, porque, afinal, não estou desafinando a harmonia desse dia, assim, tão cheio de força coletiva, como um carnaval.
Au...au...au...au!

domingo, dezembro 21, 2008

Palavra Sem Carne

As gravações do Cinema Íris deram um tempo nesse final de ano.
Além de finalizarmos a maioria das músicas que escolhi para estar no CD, duas delas precisam ser totalmente iniciadas: a “Parado Aqui” e a “O Cigarro que Você me Deu”.
Talvez, façamos isso no mês de janeiro, não sei. O certo é que o disco está andando e isso é muito bom. Também, em janeiro, quero fazer uns ajustes no meu livro e deixar o “Mamãe me Adora” melhor acabado, caso role de eu encontrar uma editora.
Também quero me aventurar na feitura de um vídeo para minha música com o Leo “ Palavra Sem Carne” e outro para uma de minhas músicas com Kali “São Flores”.
Renan ficou de fazer o “São Flores”, mas Renan, por que você ta demorando tanto?

sábado, dezembro 20, 2008

Estamos com um show marcado para o dia 29 de janeiro, na Tijuca, no Centro de Referência da Música Carioca, que já me mandou o serviço:

Dia : 29 de janeiro de 2009, quinta-feira
Hora : 18h30
Valor do ingresso : R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia.
Ingresso promocional para grupos acima de dez pessoas com compra antecipada : R$ 8,00

Rua Conde de Bonfim, nº 824 – Tijuca.

Estarei na voz e violão
Marcolino na guitarra
Paulo Baiano no teclado

O repertório inclui músicas de meu primeiro disco “Lua Singela” e também algumas outras que estarão no “Cinema Íris”, disco que estou a fazer sob direção artística de Marcos Sacramento e produção de Paulo Baiano.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Tive que jogar minha cama fora, silencioso leit@r!
Algum bicho começou a roê-la por dentro e minhas caixas de guardados que esqueço por baixo dela ficaram cheias de mínimos grãos. Acho que de broca, sei lá. Foi Dorinha quem descobriu, porque Ana não via nada, então, joguei a bichana fora.
Eu via que a cama estava se ajeitando a meu corpo de um modo muito gostoso e curtia os seus estalidos, os ruídos dela, cada vez mais moldada no meu corpo, fazendo eu ficar tendo as minhas lembranças, os meus devaneios, eu ficava adorando estar na cama macia a se desfazer de sua rigidez, e meu bom leit@r há de achar esquisito isso, que eu estivesse a curtir a cama tornar-se a cada dia mais confortável, porque ela estivesse se deteriorando. Mas era isso...
Aproveitei e joguei fora também os guarda-roupas, que estavam se esfarelando pelo mesmo motivo.
É o fim...

terça-feira, dezembro 16, 2008

A configuração de minha vida cotidiana está toda diferente, daí que não mais consigo vir escrever no meu blog azul, coisa de que gosto muito, assim que acordo. Mas como dizem os mais antigos, no que a minha nova configuração continua sempre a me transformar, tudo continua na mesma, tudo vai indo, a gente vai levando, silencioso leit@r, e os dias em Nikity City têm sido muito gostosos, fresquinhos, orientados pelo Natal que se aproxima e tenho de ir, bom e generoso leit@r, lavar louça, com a minha cabeça, onde está meu céu, cheia de pensamento e lembrança, ouvindo o entorno do que Pedro e mamãe chamam de meu condomínio, enquanto deixo minha louça um brinco!
Fui!

domingo, dezembro 14, 2008

Dia fresquinho em Nikity city!
Os passarinhos engaiolados do vizinho de baixo gritam acompanhados dos pardais soltos em torno ao nosso sobrado. A vizinha de trás ta colocando roupa no varal. Minha vizinha de janela modificou os quadros da sua parede e daqui dá para ver uma mata de árvores sem copa, com apenas os caules entrando pelas nuvens.
Vou preparar nosso almoço...

sábado, dezembro 13, 2008

No que Pedro tem chamado de meu condomínio e no que mamãe também agora diz ser o nosso condomínio, coisa que estou aqui, sem categoria, a reafirmar, diante de meu jurássico computer com meu imenso e matutino pote de café, embora seja próximo de duas horas da tarde e eu já tenha almoçado, lavado a louça e transformado uma camiseta velha em pano de chão para secar com ela o chão encharcado do banheiro, porque depois de ter conseguido desentupir o cano que escoa a água do tanque lá fora, na área, vi que o cano da pia do banheiro começou a vazar e eu terei de me empenhar agora em consertá-lo, estou aqui com meu pote de café como sobremesa, a ouvir a gravação de “Palavra sem Carne”, música do Leo e minha que ele me mandou num mp3.
Liguei pro Léo.
Valfredo chegou. Fui!

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Grandes nomes da MPB gravaram para o Natal de 2008 o CD Natal Bem Brasileiro com repertório de compositores que se debruçaram sobre o tema, como Assis Valente, Vinícius de Moraes e Luiz Gonzaga.
O disco já está nas lojas e seu lançamento será no Sesc Mariana, em Sampa, nos dias 13 e 14 desse mês. Entre os intérpretes estão Marcos Sacramento, Maria Bethânia, Leila Pinheiro, Jane Duboc, Zezé Motta...
Votee veja, silencioso leit@r:
http://www.overmundo.com.br/agenda/natal-bem-brasileiro

quarta-feira, dezembro 10, 2008

É verão em Nikity City!
Recebi um e-mail da Andréia, querida:


“Amigo escrevo para lhe fazer um convite, para visitar um blog de um escultor mais que querido: Marcelo Hatada. Ele faz esculturas em papel e já publicou algumas obras no estilo nipponico.
http://tesourosdepapel.blogspot.com/ E aproveito para lhe pedir um favor, caso vc aprecie a arte. Que divulgue entre seus contatos.
Em breve as obras estarão sendo expostas no Brasil.
Desde já agradeço, amigo
Beijo grande Andréia”


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terça-feira, dezembro 09, 2008

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Meu tanque está entupido.
As veias da perna de mamãe estão entupidas, por isso as feridinhas sem a drenagem de sangue por sua carne da canela, não ficam curadas.
O fluxo da vida por onde eu quis correr entupiu.
Faz dias, tirei uma aliança e uma colherzinha de plástico, dessas de aniversário, de dentro do cano que escoa a água de meu tanque, mas, depois, descobri um caco de vidro lá dentro que não consegui que fosse tirado. Isso fez com que ciscos fossem se sedimentando rapidamente dentro do cano, que entupiu de vez.
Tenho corrido com mamãe a uma porrada de médicos e mamãe acordou hoje hiper mal- humorada, porque médico algum consegue curar sua ferida e sanar suas dores noturnas. Daí, ela não quer mais ir a médicos. Quer ir na macumba!
Penso que, se eu conseguir desentupir o tanque, isso vá auxiliar para que o fluxo da vida por onde eu corro com mamãe, se desentupa. E como conseqüência disso, por um mistério qualquer, vindo sei lá de onde, as feridas da perna dela ficarão curadas, bondoso leit@r.
É isso aí, se liga!

domingo, dezembro 07, 2008

Embora, muito no íntimo, meus livros tenham, todos, um mesmo narrador, eles dialogam entre si, cada qual em seu tom de voz muito particular.
Esse diálogo existe entre meus livros, entre eles e a música que faço, entre elas, entre eu e elas, e é, assim, como se em todas as minhas tentativas de expressão, eu também estivesse a conversar comigo próprio, solitário, silencioso leit@r, se liga.
Achar o tom de voz particular de um narrador é fundamental para que se abra o fluxo por onde ele irá seguir, assim, como achar o tom em que irá seguir uma canção é como encontrar e seguir um leito de rio serpenteando entre os montes, pela planície, onde as aves voam pairando na brisa.
Por tudo isso, porque dialogo só, felizmente, decidi nomear meu novo disco de “Cinema Íris” para formar com o meu primeiro livro, “Cinema Orly”, e nomeei meu terceiro livro, ainda inédito, “Mamãe Me Adora”, para formar com uma de minhas primeiras canções, e que tem esse mesmo nome.
Foi “Mamãe Me Adora”, a música, que me rendeu ser chamado nos anos 90 pela imprensa paulista de o Jean Genet da MPB. Porque como uma vez me disse minha parceira Mathilda Kóvak, rock and roll é literatura e literatura, bem, literatura é rítmo, eu digo.
Daí, bom leit@r, Vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Está um dia lindo em Nikity City!
Há muito penso em comprar um pincel para começar logo a pintar os meninos abraçados, o primeiro dos quadros da nova série que quero fazer, mas sempre me esqueço.
Os pincéis com que pintei a série de carinhas eram do Pedro e eu os usei para fazê-las, mas pintando, vi que o tipo de pincel, pode fazer com que eu tenha essa ou aquela intenção e será isso que procurarei, hoje, numa loja, um pincel que facilite a minha intenção, se liga, silencioso leit@r, e não me esquecerei.
Fora isso, fiz duas músicas por esses dias: uma com letra de meu parceiro Marcos Sacramento e outra com letra de Clovis Struchel, um menino que me mandou uma letra há muito tempo atrás, indicação de Kali e que, finalmente, decidi fazer...
Além disso, Leo-poeta fez uma música linda para uma de minhas letras...
Eu adoro comer X-Tudo nas carrocinhas de camelôs.
O Sacramento falou que isso daria uma música, então, pedi que ele me fizesse a letra. Ele demorou para caramba a me dar a letra e eu, tinha prestado atenção em um comentário dele sobre as palavras serem a carne dos pensamentos e juntei isso ao meu X-Tudo e quis fazer uma letra.
Resultado: saíram duas letras e duas músicas:

X TUDO
(luís capucho/ marcos sacramento)

A carrocinha iluminada diz, orienta
Dá a direção
Eu paro ali e peço tudo
Mas o x da questão é que tenho fome de amor
Eu paro em péE peço, por favor, o pão
E peço ao pão que me alimente
E peço ao céu o calor da chapa quente

A carrocinha é rampeira
Tem um pouco de sujeira
É tudo assim, meio no chão
Parado em pé, pensando em músicas de amor
minha fome de cão
a carne, o ovo, o pão
Hão de saciar
Mas meu coraçãopobre horror
Não vê nadaE pra mim
A carrocinha diz com a luz da madrugada
Que o x da questãoÉ a fome de tudo
E o chão meio sujo em que me sento
Me joga idéias ao vento
E vou-me embora
Estofado de dúvidas.

Palavra Sem Carne
(leo-poeta / luís capucho)



Pensamento sem palavra não tem carne
Palavra sem pensamento é carne morta
Eu imagino peixes barrigudos
Descendo fortes, descendo mansos
No rio vão de minha cabeça

A cidade está cheia de gente pelas ruas, morros e edifícios
Muitos pensamentos que morrem entre gritos, passarinhos, pipas
Muita palavra sem carne
Eu vou sentado dentro do ônibus
Vendo tudo
Ouvindo tudo
Peixes barrigudos, luzidios
Descendo fortes, descendo mansos
No rio vão de minha cabeça

Pode ser que a perfeição das ruas por onde eu passe no ônibus
E por onde passem os meus pensamentos vãos e os pensamentos de todas as gentes pelos morros da cidade, pelos prédios, automóveis, ruas, no sol
Peixes barrigudos e fortes, mansos, luzidios
Esteja em não ser dura, ser mole,
Em ter buracos, rasgos, furos
Por onde os peixes barrigudos possam entrar e se esconder
Ignorantes, afetuosos, sensíveis, delicados
Depois de descerem fortes, depois de descerem mansos,
Luzidios, escorregadios,
Fora da correnteza de minha cabeça morrer
Porque pensamento sem palavra não tem carne
E palavra sem pensamento é carne morta.


Mesa de Jantar
( luís Capucho / Clovis Struchel)

De minha árvore genealógica
Eu herdei a loucura latente
Os hospícios sempre me foram tão presentes
Feliz natal, mamãe.
Maçãs envenenadas
Meu deus é negro quando apago a luz
Lágrimas ensaiadas envoltas em gargalhadas
Eu rio e choro descompassado
Eu rio e choro por nada
Não tenho nome agora
Não tenho hora nem morada
Meu tempo é um conjunto de descontentamentos
Eu dissimulo, aprumo o faro, eu desconserto, eu minto, invento
Tem comprimidos na estante
O meu instante não existe
Feliz natal, mamãe
Feliz natal, mamãe

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Ontem, fui nadar.
Assim que Nice abriu-me o portão e fui para o balcão digitar minha senha e passar na roleta, ela abriu a janela de vidro que a deixava enclausurada no ar condicionado, aproximou o rosto da abertura, para o bafo de calor em que eu estava, e perguntou:
- Te telefonaram, Luís?
- Não – eu disse e esperei por uma resposta.
- É que tiraram sua bolsa, não te ligaram?
- Hummm...não.
- Então, hoje, pode nadar, já que não te ligaram e você veio. Mas acabou sua bolsa.
- Ta bom – eu disse – não vou entrar, vou embora - e vim embora a pé, pensando.
Para minha recuperação absoluta, motivo pelo qual comecei a nadar, resta-me apenas correr, que não consigo. Mas pra que correr, bom leit@r, pra que eu vou sair correndo feito um louco?
Mas preciso me exercitar...e vim embora pela orla da praia de água limpa e mansa, ontem, pensando.
Depois, quando cheguei na Gavião Peixoto, peguei o 30, para minha casa.

sábado, novembro 29, 2008

Dormi até um pouco mais tarde, hoje.
Costumo dormir muito, porque me sinto feliz se posso ficar na cama até quando eu queira. E, hoje, está um dia fresquinho, ventando, sem sol, muito bom pra ter ficado na cama.
Depois, o vento pela janela batendo na cortina, adentrando o quarto, começou a fazer ranger o velho ventilador de teto e eu quis levantar.
Apavorei mamãe. Disse:
- Temos que jogar esse ventilador de teto fora, mãe! Não presta mais! – e fui fazer nosso suco de luz.
Mas aí, o liquidificador estragou.
Abri o bichano pra ver se eu entendia a confusão de fios dentro dele. Nada. Vou jogar fora!
Preciso me organizar...

sexta-feira, novembro 28, 2008

- Não está entrando chuva aí na sua cama, não, Luís?
- Ta não.
- Ta entrando, sim, olha só, ta tudo molhado.
- Ih, nem vi.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Nosso almoço no morro, ontem, foi maravilhoso.
O sol se abriu e mamãe e Pedro e minha vizinha de janela ficaram lindos sentadinhos na mesinha do bar que dava, entre as frestas das casas do outro lado da rua, para os picos dos edifícios de Icaraí, lá embaixo, iluminadíssimos, e um pouco mais distante, o mar da Baía da Guanabara reluzindo com o Pão de Açúcar, o Corcovado, as praias, o centro da cidade, tudo.
Quando chegamos para almoçar, o bar já estava vazio, e ocupamos uma das mesas na beira da rua. E o vento, assim, uma brisa constante, confortava a gente, embaixo das telhas baixas de amianto, no sol abrasante. Mamãe disse:
- O Bob poderia ter vindo.
- Na próxima vez, trago ele – minha vizinha de janela disse.
Conversamos coisas bobas, alheias, desimportantes, que achei gostosas, como a comida.
E, silencioso leit@r, outra vez em casa, a vida nos pegou em seu tranco e, agora, Dorinha faz faxina.
Que coisa!

quarta-feira, novembro 26, 2008

Níver do Pedro, silencioso leit@r!
Ano passado estivemos em Paquetá nessa data.
Neste ano, subiremos o morro aqui de meu bairro para almoçar.
Minha vizinha de janela quem deu a dica, que no morro tem uma comidinha deliciosa e baratinha.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

terça-feira, novembro 25, 2008

Eu queria ver o filme do rei Arthur, ontem.
Eu gosto de histórias religiosas, cheia de simbolismos, como estava imaginando ser a história do rei e tal.
Convenci mamãe e minha vizinha de janela para que vissem, juntas, aqui, e fui para a casa do Pedro assistir.
Quando voltei a pé, sem entender nada, minha rua deserta, fria, e cheia de cachorros passeando no vazio da madrugada, ao entrar em minha casa, perguntei:
- E aí, mãezinha, curtiu o filme?
- Eu gostei, vimos todas as lutas, mas não entendemos nada!
- Hummmm...nós também não.

segunda-feira, novembro 24, 2008

João Carlos Rodrigues, um escritor carioca, escreveu uma resenha muito bacana sobre o Rato para o Cronópios, um site literário de Sampa.
João Carlos terminou seu texto assim:
“Ele, que tem uma atividade paralela de cantor e compositor de baladas pop (interessantes, sem dúvida, mas pouco mais que isso) parece ter encontrado na literatura uma verdadeira vocação. Seja bem vindo ao mundo inóspito dos escritores.”
Pois é, silencioso leit@r, o Rato voltou à Copa, acompanhe:
http://copadeliteratura.com/

domingo, novembro 23, 2008

Dia escuro, embruscado, céu pesado.
De vez em quando peneira uma chuvinha.
Pedro costuma dizer que dias assim não combinam com a cidade.
Ele tem os olhos mais turísticos do que os meus.
Ontem, estivemos lindos, na beira da rua, a esperar o ônibus.
Estávamos prontos para a festa da Márcia, na floresta.
Iríamos até a casa de Kali, que nos levaria mato adentro, de carro.
Mas, final de semana, noite, o ônibus demora.
Voltamos pra casa e ligamos a televisão.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sábado, novembro 22, 2008

Ontem, estivemos reunidos na sala, eu, mamãe, minha vizinha de janela, Bob e Pedro.
Enquanto eu e minha vizinha estivemos envolvidos em colocar as luzes e bolas numa planta, eleita esse ano para nossa árvore de Natal e mamãe via novela, Pedro correu até sua casa e trouxe os filhotinhos da Shininha para que ela os visse.
No caminho até aqui, conseguiu interessados para dois dos filhotinhos, mas, primeiro, é preciso desmamá-los para que, então, sejam entregues aos novos donos.
Colocou os bichanos no meio da sala e ficamos curtindo suas carinhas lindas, de dentro da caixa, espiando pro alto.
Bob ficou nervoso, choramingando, sem saber como lidar com os bichinhos.
Pedro colocou um dos gatinhos na sua frente.
Bob estirou-se de barriga no chão e chorou impotente diante do filhotinho lindo.
A ninhada de Shininha, dessa vez, foi de quatro gatinhos.
A gente fica querendo ter um gatinho aqui em casa e, desse jeito, conseguir espantar os ratos que invadem nossa varanda, vindos da laje. Mas teríamos que ter um quintal, silencioso
leit@r.
Ó, nossa árvore:



sexta-feira, novembro 21, 2008

Está frio!
Meu computer está lentíssimo. Quando visualizamos o gráfico que mostra se ele está cheio, ele está cheio. Mas não sei de que, ele não tem quase nada...rs.
O ônibus que faz a linha de minha rua, matou a Lassie, bom leit@r.
Minha vizinha de janela explicou assim:
- Ela entrou embaixo da roda... – e colocou as duas mãos sobre o rosto para esconder as sombras. Bob, que estava deitado em nossa frente, choramingou um pouquinho e silenciou. Parece que entende...

quinta-feira, novembro 20, 2008

Depois que a barra lateral de minha cama, a que se encosta à parede do quarto, abaixo da janela, rachou-se( sem cair) e, que, em todas as noites que me deito para dormir, ouço, ao me ajustar na melhor posição para o sono, os estalidos de seu estrado ruindo, estalando, gravitando ainda sem se despencar, minha cama ficou um delicioso ninho.
Tão gostoso que fico a me lembrar das melhores camas em que me deitei quando criança. E quando me viro, quando movo minhas pernas, quando ajeito minha cabeça, quando recoloco meus braços à frente do corpo com as mãos entre as pernas e, tudo, todo movimento sonolento que eu faça, imagino ninhos de filhotes de cachorros, ninhos de filhotes de gato, feno macio, trepadeiras, tudo, flores, e, silencioso leit@r, o lance é torcer para que ela perdure assim, sem cair, pelo máximo de tempo possível para que, então, eu possa curtir a maravilha de minha caminha velha.
Que gostoso!

quarta-feira, novembro 19, 2008

Cristina Braga, ontem, esteve conosco na Gávea, no estúdio do Kassim, para que colocasse sua harpa no "Céu", uma das músicas de meu novo Cd, Cinema Íris.
Ela trancou-se num dos cômodos do estúdio e nós, eu, Pedro, Baiano e Ruth, subimos um cômodo acima e ficamos olhando, com o Gabriel, para as telas dos computadores, onde se riscavam os sons celestiais que ela fazia.
Baiano, enquanto ouvia os sons que Cristina tirava da harpa, com entusiasmo e empolgação típicos dele, disse:
- Que maravilha, que maravilha! - e a voz da Cristina saiu de uma das caixas de som, sorrindo:
- Calma, gente, tem mais por vir, calma! - e aí, fez a música toda e fez um segundo take, melhor que o primeiro. Eu estava feliz para caramba, bom leit@r, porque a Cristina, no disco, com sua harpa, vai iluminando o Céu.
Eu disse:
- É um céu com demônios!
- Pára! - Pedro disse.
Gabriel passou os arquivos para o pen driver e entregou ao Baiano.
E Cristina subiu para onde estávamos, quando Pedro nos colocou em pose de foto. Kassin tinha ido jantar.
Veja, silencioso leit@r:

Gabriel, Cristina Braga, eu e Ruth Castro

Baiano, Gabriel e Cristina Braga

Cristina e eu

terça-feira, novembro 18, 2008

Depois do Ceará e Pernambuco, Sacramento se apresentará, hoje, em Salvador, silencioso leit@r, numa das salas do teatro Castro Alves.

segunda-feira, novembro 17, 2008

O pêlo da Lassie é realmente lindo, assim, tipo um doce de leite bem clarinho. Minha vizinha de janela diz que ela é apaixonada por Bob, porque ela não sai do portão do que Pedro chama de nosso condomínio. E quando minha vizinha de janela leva Bob para fazer xixi e cocô na rua, Lassie fica ao lado e vai onde minha vizinha for, pula nela, suja a roupa dela, late pra ela e Bob, assim, bom leit@r, um grande amor.
Inicialmente, minha vizinha de janela deu vários nomes para Lassie, mas ela não atendia por nenhum, nem por Verônica, nem Margarida, nem Piranha, nada. Mas quando minha vizinha gritou Lassie, Lassie olhou e é Lassie, silencioso leit@r, se liga.
Estranho como Lassie seduz mais ao povo de minha rua do que seduzia ao povo aquele homem que morreu dentro do carro abandonado. É porque Lassie procura o povo, late pra ele, quase sorri. O homem era indiferente a nós, tinha ligado o FODA-SE!
É isso aí!

domingo, novembro 16, 2008

Domingo embruscado em Nikity!
Minha vizinha de janela entregou-me a tela que pedi e rascunhei um desenho que irei pintar. Vai ficar bonito!
Demorei um tempo para chegar no resultado que quis. Minha vizinha de janela foi quem desfez meu empaque. Ela disse:
- Faça um ombro mais alto que o outro que vai dar o efeito que você quer! – dito e feito, silencioso leit@r, uma das carinhas abraçou a outra, como eu queria.
Procurei o pincel que eu tinha, mas sumiu. Amanhã, tenho de arrumar outro.
Foi minha mãe quem me chamou pra ver, era a Lassie, uma cachorra de rua, que tinha subido nossa escada e estava na porta da sala, trêmula, a olhar para fora, para a janela de minha vizinha, onde mora o Bob.
Fui até ela para um carinho, mas a bichana foi embora, desceu a escada cheia de medo e saiu portão afora, para a rua. Mamãe disse:
- Ela é linda!
Que coisa!

sábado, novembro 15, 2008

Sábado lindo em Nikity!
Quando acordei e olhei para as estrias esbranquiçadas de nuvens no final do céu de meu vale, pensei, hoje, vai dar uma praia maravilhosa!
E me entretive a fazer um suco de luz para mamãe.
Depois disso, preparei nosso almoço, li um pouco e tirei um cochilo.
Agora, à tarde, estou pensativo e curtindo ficar em casa.
Mamãe vê o Raul Gil...

sexta-feira, novembro 14, 2008

Minha cama está dando formigas, bom leit@r.
Já faz um tempo que mamãe ao sentar-se na sala frente à tevê, muni-se de uma faca comprida, que usa para abanar as pequeninas que lhe sobem pelas costas.
E, agora, vieram para minha cama.
Ontem, Dorinha disse que havia muitas embaixo dela, quando arrastou a cama para limpar o chão e disse pra eu comprar um spray inseticida.
Não liguei, sou um morto, quando durmo.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Fui nadar.
Ana nunca mais veio ajudar mamãe, e mamãe ficou com raiva dela.
Em seu lugar, hoje, veio a Dorinha ajudá-la.
Saí de casa e vim para o Pedro.
Vou recomeçar a pintar quadros. Estou querendo fazer uma série diferente da série de carinhas que andei fazendo. Acho que ficará muito bom. Minha vizinha de janela já encomendou a tela do tamanho de que preciso para as bichanas.
Enquanto Sacramento está em turnê pelo Nordeste, os trabalhos do disco, Cinema Íris, pararam.
Sacramento me disse que vai cantar "Homens", entre as outras músicas, por lá. Fiquei animadíssimo!
Aqui, vai cair um toró, agora.
Cristina Braga, de quem, ontem, eu e Pedro, fomos assistir ao show, no Sesc Niterói, quando lhe pedi que colocasse sua harpa numa das músicas de meu disco disse:
- Sou sua escraaaaava, Luís! - que maravilha, bom leit@r, com a harpa da Cristina, o "Céu" vai ficar o Paraíso com Adão, Eva, cobras, anjos, maçãs, flores, tudo...

terça-feira, novembro 11, 2008

Ontem, estivemos, eu e Pedro, na livraria Argumento do Leblon para assistir à leitura dos contos do gaúcho Henrique Schineider feita pelo próprio. O Henrique publica semanalmente os contos num jornal de sua cidade e foram esses contos que leu pra gente no gelado da livraria.
Eu estava entusiasmado por assistir a um brasileiro vindo de tão longe pra ler seus contos por aqui, então, levei-lhe um Cinema Orly e um Lua Singela meus, para presenteá-lo.
Pedro ficou rindo de meu jeito, quando me sentei num banquinho isolado e fiquei à espera do começo da leitura. Depois, quando o Henrique começou a ler, nos distraímos com as histórias e o tempo passou rapidíssimo.
Lá fora, no bafo de calor da cidade, uma tempestade se prometia, mas não caiu.
Antes de virmos embora, tentei ver se conseguia um Pocket Show pra eu fazer na livraria, mas a menina me disse que eu teria de levar os aparelhos de amplificar o som e desanimei. Além de não ter bilheteria nem cachê.
Porém, como é sabido que tudo é possível, a idéia não morreu. Estertora ainda tentando algum último alívio, quem sabe...

sábado, novembro 08, 2008

Pedro fez uma edição maneiríssima da canja de Cristina Braga no Programa do Jô Soares e colocou no youtube. Coloquei no post abaixo para que meu silencioso leit@r possa apreciar.
Conhecemos Cristina Braga, quando ela veio tocar no Teatro Municipal de Niterói. Ruth foi quem nos chamou. Cristina estava tocando músicas do repertório da Bossa Nova.
Meu bom leit@r sabe que não vejo graça nas músicas da Bossa Nova, mas, no show, as músicas foram elaboradas de um modo tão mais bonito, que ao final, quando fui cumprimentar a Cristina, disse:
- Eu não gosto dessas músicas, mas, do modo como elas foram apresentadas, ficaram lindíssimas!
- Pois é, estas músicas são eternas! – ela respondeu.
Veja:

sexta-feira, novembro 07, 2008

Estivemos no Sus, eu e mamãe.
Dessa vez os motoristas de táxi foram ótimos, tivemos sorte.
A discussão do dia ficou por conta do médico, o angiologista. E da secretária, uma nojenta maluca.
O meu silencioso leit@r há de pensar que o problema seja meu, que eu é quem sou maluco e me irrito com o sistema empacado de saúde do município, com as pessoas da máquina burocrática dos ambulatórios.
Mas não é.
É que neguinho não quis me ouvir. Mais importante que me escutar, é seguir a ordem com que, depois que entramos no prédio do ambulatório, somos mastigados pelos dentes de sua engrenagem. Se liga, fiquei puto e me alterei!
Que merda!

quinta-feira, novembro 06, 2008

Amanhã, acordaremos outra vez na madrugada para irmos ao médico.
Estive no posto hoje para remarcar o angiologista, mas não deu. A mulher falou que eu remarcasse amanhã, já que estaríamos por lá.
Além da ferida na perna de mamãe que não cicatriza e das muitas idas ao médico sem que se resolva o caso, minha mãe está bem baqueada, pois sua irmã mais nova faleceu há poucos dias.
A morte é um troço doloroso e cruel, um horror verdadeiro e tenaz, mas a gente tem que se consolar com a bichana. Fazer o que, silencioso leit@r?
Ainda há pouco, estive esperando diante da porta da assistente social para que ela aprontasse o Cartão do Sus de mamãe.
Antes que eu entrasse, ela atendia a um rapazinho acabado de entrar para a universidade, para o curso de medicina. A porta estava aberta e pude ver o entusiasmo com que a assistente social atendia ao rapazinho, pude ver a linha que ela lhe dava e ele voava inocente a sua frente, fazia gestos curtos com as mãos enormes, de dedos muito compridos e lisos, voando, viajando. E a assistente alimentava mais o assunto interminável.
- Ah, é?- ela dizia. E ele desfiava mais um pouco de assunto, envolvido, absolutamente, na alegria de ter entrado na universidade. Ela dava linha, absorvida na masculinidade recente, que brotava no rapaz.
Quando o vento acabou e ele não pode mais se sustentar na linha que ela dava, saiu.
- “Demorôo...” – eu pensei.
Entrei sem vento algum e sem linha nenhuma, curto e grosso, mas educado.
Saí de lá com o Cartão do Sus de mamãe, que ela fez rapidíssimo no ar parado da sala.
Amanhã, vou precisar...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, novembro 05, 2008

Acordamos muito cedo para ir ao angiologista, mas quando chegamos na portaria havia um cartaz: GREVE.
Que merda!
Acordar muito cedo já deixa a gente de mal-humor. E ainda isso.
Me irritei com os motoristas dos táxis de ida e volta, me irritei com o grevistas.
- Vocês têm de organizar melhor a greve! Como é que não avisam e viemos pra cá, esse bando de gente desavisada, adoentadas, minha mãe nem anda direito e veio! Avisem, pow!
Um senhor que estava ao lado esperando aproveitou o lance e invadiu a portaria. O grevista que barrava a entrada deu uma gravata nele e o trouxe de volta pra fora do prédio.
O pessoal que tava ali se alvoroçou.
Deixei pra lá, pegamos um táxi de volta pra casa.
O motorista pegou o caminho mais congestionado.
- Que que é isso, silencioso leit@r!

terça-feira, novembro 04, 2008

Caído entre papéis, cds, vidrinhos, no compartimento sob a impressora, entulhado entre os objetos que vou deixando acumular sobre a mesa de meu computer, o viadinho que trouxe da Austria e que mamãe colocou de bunda para o alto virado para mim, aqui, hoje, está mudado de posição e com os seus olhinhos estrábicos a me olhar.
Preciso arrumar isso. Que zona!
Vou nadar...

segunda-feira, novembro 03, 2008

Nossa!
Eu tinha me esquecido, absolutamente, que fizemos esse vídeo na Boca Maldita de Curitiba. Que o Silvio e o Maven subiram num edifício e me deixaram ali tocando com um pedido de dinheiro ao lado. No fim um casal de apaixonados parou e deixou 50 centavos caírem dentro da minha sacola.inha me esquecido, absolutamente, que fizemos esse vídeo na Boca Maldita de Curitiba. Que o Silvio e o Maven subiram num edifício e me deixaram ali tocando com um pedido de dinheiro ao lado. No fim um casal de apaixonados parou e deixou 50 centavos caírem dentro da minha sacola.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

domingo, novembro 02, 2008

Está um domingo lindo.
Minha vizinha de janela entrou na sala e começou a conversar com mamãe. Quando descobriu que eu estava em casa, disse:
- Ué, Luís, você está em casa? Pensei que você estivesse na praia!
- Nada! Estou aqui – eu disse sem aparecer na sala.
Estou no meu quarto, no computer, e o meu leit@r mais novo ainda não conhece o Senhor Mavinho, que voltou a aparecer, aqui, no Blog Azul.
Conheci o Maven depois de uma entrevista para o Mix Brasil, talvez, tenha sido em 2003. Era uma entrevista em que eu falava de meu primeiro disco, o “Lua Singela”.
Daí, começamos a nos falar por e-mail e o Maven me mandava umas músicas que fazia e que ele próprio produzia em seu quarto e tudo. Já nos falávamos há um tempo, quando eu disse:
- Você não fica afim de produzir um segundo disco pra mim? – O Maven, prontamente, respondeu que isso seria uma responsabilidade grande para ele, disse, não, mas um pouco depois, disse, sim, que produziria o meu disco no seu esquema caseiro.
E eu fui para Curitiba, que é onde o Senhor Maven mora para gravar. O disco ainda não tinha nome.
Gravamos em seu computer mais de 10 músicas, voz e violão, e voltei para minha casa, onde esperei que Senhor Maven aprontasse os arranjos.
Mas sei lá o que acontece com o tempo, com a sua correnteza imprevisível, que eu não consigo acompanhar, quer dizer, eu até acompanho a bichana, mas não consigo conduzir, se liga, silencioso leit@r, que aí, que juntando tudo, a preguiça, a correnteza, a distância que há entre Curitiba e Niterói, o dinheiro, os acontecimentos, a minha vida, a do Maven, o Blog, o leit@r, tudo, tudo, tudo, o disco não saiu daquela vez.
Mas não o perdi de vista até que, quando, de novo, estive em São Paulo para uma outra entrevista com o Mix Brasil, dessa vez, a respeito do lançamento do livro Rato, combinei de recomeçar a fazê-lo com Raquel Martins. E também ainda não tinha nome.
Então, a correnteza dos acontecimentos que não conduzo levou-me a nomeá-lo “Cinema Íris” e a fazê-lo aqui no Rio mesmo, com o Paulo Baiano, que produziu o “Lua Singela”. E com a direção de meu amigo de infância Marcos Sacramento.
Além da força especial do Pedro.
O Cinema Íris está cozinhando por esse tempo todo, bom leit@r. Que coisa!
E o que será que o Senhor Mavinho cozinha pra mim?

sexta-feira, outubro 31, 2008

Eu gosto para caramba desse meu livro, “Mamãe Me Adora”.
Daí que pensei mesmo no que o Shiraga sugeriu: fazer uma edição independente.
Antes, porém, como fiz com os meus outros livros, vou tentar ainda algumas outras editoras. Se não rolar, farei.
Ana não veio mais ajudar mamãe.
Estou na cozinha, silencioso leit@r!

quinta-feira, outubro 30, 2008

Ontem, estivemos, outra vez, reunidos, Sacramento, Baiano, eu e Pedro, no Cobaia, o escritúdio do Baiano, para fazermos um pouco mais de meu disco.
Avançamos nas músicas “Cinema Íris”, em “Os gestos das Mulheres” e com “Eu Quero Ser Sua Mãe”.

A Rocco, pra quem eu havia mandado o meu terceiro livro, respondeu-me, ontem:

Lemos o seu livro Mamãe Me Adora.
Como no caso do Rato, seu novo trabalho tem muitas qualidades, a
começar pelo título, que foi uma escolha muito acertada. A história parte de uma premissa boa, que é explorar a relação de mãe e filho em uma viagem até Aparecida .

Apesar de todas essas prerrogativas, achamos que esse não é um livro para a Rocco. Ficaria difícil encaixá-lo em nossa linha editorial e achamos que ele, depois de pronto, não seria tão bem trabalhado em termos comerciais, como já acontece no caso do Rato. Há trabalhos que merecem um processo de distribuição que vá além do convencional. O seu é um deles.”

Sendo assim, silenciosos leit@res, estou com o “Mamãe Me Adora”, como estou com o “Cinema Íris”: correndo atrás...
É isso aí!


terça-feira, outubro 28, 2008

Vou nadar.
Ontem estivemos na praia, Piratininga.
Sempre tenho a sensação de que preciso organizar minha vida, de que ela está de pernas para o ar.
Deve ser por isso que me torno a cada dia mais disciplinado, que é pra eu ter a sensação de rumo, ta ligado, silencioso leit@r?
É isso aí.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Dia sem sol e muito calor.
De vez em quando passa uma brisa no fundo do vale onde estou, entra pela janela.
Mamãe vê televisão.
Vou tomar um banho e sair...

domingo, outubro 26, 2008

Se ligarmos o nosso FODA-SE, como naquela música do Zeca Pagodinho, ”Deixa a Vida Me Levar”, fica tudo muito mais fácil. Se ficarmos ao Deus dará, tipo, uma tábua no mar, assim, seja o que Deus quiser, escolhendo sempre dizer, “SIM”, fluindo a favor da maré, usufruindo de sua força, somando-se a ela, isso facilita para caramba.
Esse tipo de escolha é típico de quem não tenha o que perder e fica sempre no rasinho ou na superfície, boiando.
Mas também pra quem não tem o que perder e quer mais aventura, fazer força, se jogar mais pro fundo e mergulhar ou cavar buraco nas pedras, aí o troço complica, se liga, silencioso leit@r, o bagulho fica mais doido.
Agora, que entra o verão, Pedro disse que quer ir mergulhar no mar de Itaipu.
Eu disse, “NÃO”:
- Eu não vou, tenho claustrofobia de ficar mergulhado. Melhor ficar no rasinho e na areia, enquanto você pesca de molinete eu leio na sombra.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sábado, outubro 25, 2008

Ana não veio mais ajudar mamãe.
Por isso, sou eu quem tenho ido para a cozinha.
E meu tempo para o blog diminuiu.
Vou me reorganizar de forma que consiga vir aqui todos os dias, como gosto.
Eu durmo bem mais do que fico acordado, gosto de dormir cedo e acordo tarde. Isso é uma coisa que adoro fazer: dormir.
Daí, silencioso leit@r, que o pequeno espaço de tempo que tenho de acordado precisa ser reorganizado de forma que eu consiga fazer tudo de que gosto.

Tudo descansado...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, outubro 22, 2008

Em entrevista para o site Ziriguidum, no post abaixo, Marcos Sacramento fala sobre seu trabalho e seu prazer de intérprete, de compositor e sobre a escolha do seu repertório. Veja, silencioso leit@r:

segunda-feira, outubro 20, 2008

Iríamos cortar nossos cabelos hoje.
Até ligamos para o Tony, mas ninguém atendeu.
Mamãe ficou muito preocupada e quis telefonar para casa dele.
Resultado, hoje, é feriado para os comerciários e Tony está em casa descansando.
Ruth envolveu-se também na produção de meu disco.
Amanhã, iremos para Ipanema, para a inauguração da loja do figurinista Luiz de Freitas, o Mister Wonderful, como parte dos planos para a capa do Cinema Íris.
Jorge Ferreira também envolveu-se a começou a tirar fotos do cinema.
Eu disse para Ruth:
- Eu queria ficar bem elegante na capa do disco, assim, como se eu fosse pra missa!
- Nossa! Que ótimo! – Ruth respondeu – Amanhã, será a inauguração da loja do Mister Wonderful! Vamos lá pedir roupas!
E iremos.

sábado, outubro 18, 2008

Ainda sobre a gravação de meu disco, “Cinema Íris”, quando estávamos chegando no prédio do Odeon, naquela esquina hiperventilada da Cinelândia, peguei, virei pro Pedro e disse:
- É muito charmoso gravar um disco num prédio tão lindo, né?
- Éeeee... – Pedro concordou naquele seu jeito de falar de homem antigo.
Naquela esquina, ultimamente têm ficado, sempre trabalhando com os arames, alicates, pedrinhas e linhas, diante da toalha onde expõem e vendem suas bijuterias, cabelos ao vento, muitos hippies com suas mulheres.
São pessoas muito sujas, sentadas orgulhosamente pelo chão, descansadas, enquanto atrás delas, num cercado que forma como que uma varanda para a entrada do cinema e no mesmo chão da praça, estão as pessoas mais elegantes e modernas do centro da cidade, sentadas em mesinhas de café, cabelos caídos sobre o crânio, tranqüilos, protegidos do vento.
São tipos intelectuais, que curtem arte, mas que a despeito de estarem quase que num mesmo lugar que os hippies ali, vivem num outro mundo, mais limpo, silencioso leit@r, mais seguro, com mais grana e tão orgulhoso quanto.
Eu e Pedro, que somos de um terceiro mundo, nem de hippies nem de modernos com grana, atravessamos os mundos do chão da Cinelândia ao vento, orgulhosos também e entramos no prédio charmoso do estúdio do Baiano.
Estamos gravando o Cinema Íris!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quinta-feira, outubro 16, 2008

Andamos bastante com as músicas, ontem, que os brotos de penugem engrossaram, ficaram firmes, para, em muito pouco, alçarem vôo.
Baiano e Marcolino se entusiasmaram e a guitarra dele, do Marcolino, ao invés de em duas músicas, foi colocada em quatro: A Música do Sábado, Eu Quero Ser Sua Mãe, O Motorista do Ônibus, Peixe.
E ficou de colocar em Céu, mas como não deu tempo, vai ser n’outro dia.
Eu fiquei quieto, calado, sentado numa poltrona olhando os movimentos das fisionomias, interpretando, ouvindo os movimentos das músicas, e, mesmo que eu estivesse a interpretar, se liga, silencioso leit@r, sem conseguir compreender o que se passava.
Enquanto eu não compreendia, Marcos Sacramento parecia compreender e ágil, alçando vôo sobre tudo, dava sugestões que eu estava achando ótimas e que depois de realizadas tinham, de verdade, ótimos resultados. Submerso, eu disse:
- Você tem tido ótimas idéias, deveria aproveitar essa sua fase.
- Eu sempre tive ótimas idéias, faço isso nos meus discos – ele disse.
- ? – eu fiquei.

E, depois de um tempo de silêncio, prestando atenção em tudo sem compreender, eu disse:
- Sou um cara estranho – Sacramento chegou-se a mim:
- O quê?
- Sou estranho – repeti.
- ? – ele ficou.
Que coisa!

terça-feira, outubro 14, 2008

Algumas das músicas que escolhemos para fazer parte de meu disco, “Cinema Íris”, estão começando a perder a penugem e ficar com asas mais firmes para vôos mais distantes.
A primeira delas que já se armou para alçar vôo é “Pessoas São Seres do Mal”. Depois, quando julgarmos que a bichana estiver, definitivamente, pronta, abandonaremos ela a sua sorte e seja o que deus quiser.
Amanhã, Marcolino vai colocar guitarra em outras duas: A Música do Sábado e Eu Quero Ser Sua Mãe.
N’A Música do Sábado estamos pensando colocar um batidão de funk no solo final, idéia de que gosta minha parceira Kali C.
Vamos ver se dará certo, silencioso leit@r...
É isso.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Com a manhã de sol, os passarinhos estão serelepes em torno a minha casa.
Mamãe esta um pouco deprimida com a ferida da perna.
Ontem, estivemos na parada gay e Pedro panfletou um pouco meus livros e discos. Quando vínhamos embora, no ponto de ônibus, sentou-se uma pomba-gira a meu lado. Ela tinha um vestido rodado vermelho repleto de pequenas medalhas de ouro, e puxou conversa.
Fui monossilábico, como costumo mesmo ser. Ela não se importou. Disse:
- Sou uma bicha operada. Tive um marido italiano por muitos anos, mas depois que operei, ele foi embora.
- Ahhhhhhhhhhh....- eu disse surpreendido.
Ela pegou um ônibus para Triagem.
Quando ela caminhou para entrar no ônibus, as medalhas douradas faiscando na luz dos postes da rua, com a imensa bunda fofa e rebolante, fiquei imaginando as mucosas de sua buceta se roçando entre as pernas.
Fiquei impressionado, silencioso leit@r!

sexta-feira, outubro 10, 2008

"Este vídeo foi gravado em 2005 (?) para um documentário que nunca foi finalizado.
Quando vim pro Japão, trouxe algumas das fitas que eu tinha comigo e, dentre elas, a que continha uma entrevista de Suely Mesquita sobre o cantor e esta performance.
O restante do material gravado para o documentário está em local desconhecido".

Roberto Maxwell


"Romena" by Suely Mesquita & Luís Capucho
voz: Suely Mesquita
violão: Luís Capucho
teclados, efeitos e produção: Paulo Baiano
imagem, direção e edição: Roberto Maxwell
câmeras: André Martins e Flávio Bueno

gravado no Rio de Janeiro, Brasil

Veja silencioso leit@r:

http://www.youtube.com/watch?v=3atpovif2HM

quinta-feira, outubro 09, 2008

Frio.
Minha vizinha de janela trouxe-me uma borboleta com asas de pedra translúcida verde, contornadas por um fio de ouro, para que eu colocasse na fonte. Coloquei-a entre as pedrinhas foscas e a fonte está ficando um mimo, bom e silencioso leit@r.
Além disso, eu tinha entre os meus guardados um sapinho minúsculo que ganhei de algum amigo da época do Buraco, por ter feito a música do príncipe. O sapinho de cerâmica, rolando entre as coisas guardadas e efeito do tempo, perdeu o verde da pele. Minha vizinha de janela pintou-o e ele ficou novinho outra vez, úmido, brilhante, como da primeira vez em que o vi.
Coloquei-o jururu na pedra da beira da fonte. Que fofo!
Não me lembro mais qual amigo me deu ele, que coisa!
Essa fonte com que presenteei mamãe está a tornar-se um pedaço encantado de minha varanda. Recebe a visita de rolinhas e ratos...que horror!

terça-feira, outubro 07, 2008

Estou criando um ambiente legal de plantas na minha área.
Minha vizinha de janela, que faz quadros no estilo Gigantismo e que os expõe no Campo São Bento, vai me ajudar a arrumar.
Coloquei uma fonte no meio das plantas. Minha vizinha me deu um sapinho e um caracol pra colocar lá. Consegui umas pedrinhas...
Vou conseguir uns santinhos, tipo, Caboclos, Iaras, bichos de água e mato.
Estou matando os ratos. Acho que vou dar uma festinha...rs.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

segunda-feira, outubro 06, 2008

domingo, outubro 05, 2008

Domingo chocho, em Nikity.
Mas, no que Pedro tem chamado de meu condomínio, muita animação.
Na casa de baixo, Bruno e Marrone gritam.
Na casa de trás um jogo de futebol.
Minha rua, o vale de que tanto falo pra meu silencioso leit@r, está cheia de gente com bandeiras de candidatos, distribuindo santinhos dos políticos, os botecos estão cheios de homens e mulheres bebendo cerveja, muitos olhares animados entre as pessoas, mas o domingo ta chocho, nublado, embora com pessoas radiantes, nesse dia em que escolhem os políticos pra cidade.
Coloquei as músicas do meu cd Cinema Íris, que estou gravando no Baiano pra animar o post de hoje.
A música “Peixe”, que estou ouvindo agora, fiz, quando morava na casa de baixo, onde agora toca Bruno e Marrone.
Na casa de cima, onde moro agora, morava uma senhora, bem mais velha que mamãe e que não saía mais de casa. Moravam ela e a filha e quando a filha ia rapidamente à rua, eu curtia ficar tocando violão imaginando a velha como ouvinte, porque o som, entrando pelo banheiro, ia, através do respiradouro da casas, direto para o quarto da velha, onde ela ficava sempre deitada.
Um dia ela me chamou aqui em cima e disse:
- Você toca violão e canta muito bem, Luís! Eu ouço tudo daqui!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sábado, outubro 04, 2008

Na varanda em que esperamos pela médica, ontem, na Fiocruz, havia um grupo de jovens travestis, também esperando por atendimento. Veio a enfermeira e chamou:
- Vaneeessa! – e entrou uma mocinha que era sexo puro, muito bem montada, bonita, feminina à beça, mas no rosto, encoberta por uma máscara de maquiagem, a pele mais escura, onde os pêlos da barba foram raspados. Eu fiquei intrigado, olhei para todos os jovens travestis e todos tinham uma crosta de barba raspada na pele do rosto, embaixo da pintura. Num deles, no mais branquinho, o tom mais escuro de onde despontavam os pêlos, formava um bigode e um cavanhaque.
Fiquei intrigado, bom leit@r, porque os travestis que vejo, quando trabalham no sexo das ruas ou nas vezes em que os via no cinema, não deixavam aparecer esses sinais de homem.
Talvez, ali, porque estivessem na luz do dia, ou num ambiente hospitalar, tivessem deixado de lado esse cuidado e estavam quase como num carnaval, assim, meio caricatos.
No banco ao lado do que estávamos, estavam sentados duas bichinhas pequeninas, bom leit@r. E estavam muito mais pequeninas ainda, porque usavam aqueles colores de bolas enormes, tipo, os Flinstones, que os adolescentes de hoje usam e porque o grupo de travestis avançava seus vapores pelo ambiente da varanda.
Eu e Pedro ficamos ali sentados lendo e sentindo o clima e fomos chamados pra consulta muito rápido. Não sei se rápido, porque eu gostasse de observar mais ou se rápido mesmo.
No consultório, Dra Juçara recebeu-nos com festa. Nosso cd4 subiu.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sexta-feira, outubro 03, 2008

Acordei bem cedinho, hoje.
Eu fico feliz em dias assim, quando eu, depois de acordar, fico um tempo olhando pra luz do dia, ainda dentro do lençol, ainda tudo no silêncio da manhã, um barulho de ônibus, o meu vale começando o dia e eu sinto vontade de sair da cama.
Mamãe já tava acordada.
Dei-lhe os remédios de homeopatia, pequei os vegetais na geladeira e fui pra varanda fazer o suco de luz.
A ferida de mamãe ta na mesma, bom leit@r.
Ontem, minha vizinha de janela, aconselhou-se com uma enfermeira que ensinou um curativo diferente e comprei. Chama-se placa hidrocolóide. Colocamos. Vamos ver no que vai dar...
Enquanto eu fazia o suco, mamãe fez um café delicioso, que gosto de tomar puro, um café forte, com pouco açúcar, que maravilha!
Ana chegou e começou a cantar pela casa, arrumando tudo.
Liguei meu lentíssimo computer. Depois que eu almoçar, Pedro vem aqui para irmos no médico.
Que coisa!

quinta-feira, outubro 02, 2008

A próxima partida para o Rato será o jogo 10 e, dessa vez, vai concorrer com o livro de Carola Saavedra, “Toda Terça”, vencedor do jogo 4.
Meus amigos entenderam o espírito da Copa e fizeram uma torcida barulhenta, fiquei feliz e nervoso, angustiado, jogo é foda , eu nem gosto.
Não esperava e não poderia ser coisa diferente, neguinho aproveitou pra brincar à vontade, torcida é isso mesmo, que horror!
Acabo de chegar do correio, onde postei o projeto do meu CD, “Cinema Íris” para o Projeto Pixinguinha - 2008.
E começo a torcer para que ele seja aprovado.
Estivemos na portaria do Cinema para que autorizassem tirarmos fotos de detalhes do prédio muito antigo que é o Íris, para irmos pensando na capa do CD, mas virou um troço burocrático e não deixaram.
Vai rolar, sim...

quarta-feira, outubro 01, 2008

Daqui a pouco iremos com Ruth ao Cinema Íris.
E começaremos a pensar numa capa pra o disco...

terça-feira, setembro 30, 2008

Ana veio e mamãe ta envolvida com ela na cozinha.
Colocaram comida no fogo.
Ajudei com a roupa pra lavar, fiz os remédios de mamãe, renovei o curativo em sua canela, tomei meus remédios, fiz cocô e, agora, coloquei pra ouvir os esboços de minhas músicas que estamos a fazer no estúdio do Baiano.
Nesse momento estou a ouvir “Atitudes Burras”, que está praticamente pronta. Nela ficaram apenas meu violão e o teclado do Baiano. Depois, Sacramento colocará uns vocais, acho.
A Expressão da Boca também ficou apenas comigo e Baiano, mas o timbre do teclado é outro e a intenção das notas também, como bruma envolvendo a letra, se liga, bom leit@r. E haverá vocais...
Embora eu seja suspeito em dizer, o disco, o Cinema Íris, vai ficar muito bonito!
Diferente do que eu quis no “Lua Singela”, o “Cinema Íris” tem apenas uma das letras que não fiz. Foi Mathilda quem fez pra mim. Não me lembro ao certo, mas ela fez, mais ou menos, depois de ter lido o meu “Cinema Orly”. É sobre o aprendizado do feminino, coisa de mulher, e é linda a música!
Outra, foi Kali quem fez a melodia do refrão pra mim.
O resto é meu, mas, ultimamente, tenho pensado sobre fazer um disco.

Um disco, diferente de, por exemplo, um livro, é menos de uma pessoa sozinha. É muita gente que faz, que participa da idéia dele...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

segunda-feira, setembro 29, 2008

O Rato continua na Copa, bom leit@r, venceu o primeiro jogo.
Confira a resenha muito linda da Luciana Araujo:
http://copadeliteratura.com/

sábado, setembro 27, 2008

Porque nos hospitais que estivemos para tentar resolver a ferida na perna de mamãe, é tudo tão, assim, feito hospital de guerra, estivemos, ante-ontem, na Drª Luísa Perret, médica homeopata, que passou umas gotinhas e um pozinho, conversando longamente com mamãe, mas mamãe desanimou, queria os efeitos imediatos.
Estamos fazendo o suco de luz já faz uns dez dias e, por enquanto, nada.
Às vezes, acho que está minimamente melhorando, às vezes, acho que está piorando, às vezes, que estacionou e, resultado, não sei, bom leit@r!
E, hoje, mamãe quer fazer uma festinha de São Cosme e Damião. Já chamamos algumas crianças, encomendei um bolinho, Pedro vai trazer a churrasqueira, comprei bolas pras paredes...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quinta-feira, setembro 25, 2008

Coluna Social

Ontem, estivemos assistindo, no Teatro Rival, ao show do Jards Macalé e Adriana Calcanhoto em homenagem ao Waly Salomão. Vejam:

Eu, Hélio, Sônia Braga e Marcos Sacramento



Eu, Hélio, Maria, Sônia Braga e Marcos Sacramento.

O segundo jogo da Copa também já rolou. Confira, bom leit@r:

http://copadeliteratura.com/

quarta-feira, setembro 24, 2008

Hoje, teremos reunião no Cobaia, escrutúdio do Baiano, para ouvirmos o que já foi feito de meu disco e avançarmos um pouco mais na sua construção.
Estou ansiosamente feliz por ouvir as novidades que Baiano tenha aprontado.
Uma ou outra música nós pensamos deixar o mais crua que ela possa ficar, assim, no esqueleto, apenas com uma penumbra de carne. N’outras pensamos dar muita luz, e elas ficarão cheias de movimento e relevo, profundidade, carne, tudo...
Sobre isso é que iremos conversar ou nisso é que penso, mas lá, na reunião, com a presença dos amigos e das coisas, dentro da sala, nem sempre consigo dizer, ou mesmo, essas coisas terminam por perderem a necessidade de serem ditas, essas coisas ficam desimportantes, meu silencioso leit@r, e as músicas seguem o seu rumo, porque elas como que têm um destino, leit@r, elas como que são designadas, têm força, e o disco vai se construindo meio que à revelia de nós, mesmo que tenhamos formado essa equipe somente para construí-lo, se liga...

terça-feira, setembro 23, 2008

O Amor Não Tem Bons Sentimentos, de Raimundo Carrero, foi o vencedor do primeiro jogo da Copa, silencioso Leit@r, veja:

http://copadeliteratura.com/

segunda-feira, setembro 22, 2008

Estava pensando, agora, vindo para casa, de ônibus, que a língua portuguesa é,
meu silencioso leit@r, a rede, o circuito, assim, como o encanamento, as ruas, por onde a gente movimenta o nosso pensamento, e me veio à imaginação muitos peixes luzidios, escorregadios, gordos e fortes, descendo pelo rio, navegando, muitas pessoas caminhando pela estrada de sol, luz, e eu achei muito bonitas as imagens que me vinham e continuei a pensar, pensando que não é possível um canal, por onde passe tanta força, com velocidades tão diversas, tanta abstração, peixes, e tanto gás, pessoas, beleza, manter-se inalterado, um sistema fechado e fixo demais, duro, que não admita rasgos, furos, buracos, atropelos, dependentes da força com que vêm as idéias, que, às vezes, elas vêm rasgando feito ondas, tudo, surpreendentes e fortes, não é possível que o canal não seja flexível, elástico e fui pensando que a perfeição das ruas, das águas por onde passe o pensamento está em não ser dura, em ter buraco e rasgo, furo, onde ele escorra em sua pureza e, selvagem, possa ser ignorante, sensível e afetuoso ou escapulir da correnteza, feito o peixe fora d’água, morrer.

Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

domingo, setembro 21, 2008

Abrindo as gavetas da exposição da Clarice, fiquei com nostalgia da época em que eu escrevia cartas. Não que eu não possa ainda escrevê-las, mas os e-mails me seduzem.
Embora cartas tivessem muito mais substância, muito mais limites, limites que a gente podia conter com as mãos, curto fazer e-mails. O e-mail é etéreo, meu silencioso leit@r, e vai viajar no éter virtual, tão etéreo quanto rápido, e é isso o que temos pra degustar, se liga.
Tudo bem, fazer o quê?
Viva o século XXI!

sábado, setembro 20, 2008

Fomos ver a exposição da obra de Clarice Lispector no CCBB.
Mas Claudia e Marília estavam apressadíssimas.
E Altivo estava alheio, emburrado.
Tive tempo de abrir duas gavetas numa das salas:
Na primeira havia uma carta do escritor Caio Fernando Abreu pra Clarice. Era uma carta de fã e, tipo, a primeira que lhe mandou. Não sei se única.
Na segunda havia uma carta do escritor Lúcio Cardoso. E aberto, ao lado, o diário impresso desse escritor.
Nisso elas já estavam me chamando pra virmos embora.
Que coisa!

sexta-feira, setembro 19, 2008

Em minha rua tem pessoas muito loucas, que se transformam, assim, na imaginação de gente, em personagens cheios de drama e comicidade.
Uma vez, próximo ao carnaval, criei uma Escola de Samba da Martins Torres, aqui, no blog, e o meu generoso leit@r saiba, que minha rua é enorme, como um bairro.
Coloquei em destaques, nos carros alegóricos, aquela bicha que era como uma criança solta em minha rua e que fora assassinada, em frente à padaria, dizem, que por ter envolvimento com o tráfico.
Era destaque também, eu me lembro bem, o Julinho, um bêbado que vive na esquina e passa as noites num carro sem portas abandonado no final de minha rua e que parece viver sem nunca sair dos limites de um quarteirão.
O travesti, que é uma negona dos seios mais perfeitos que já vi sugeridos sob o pouco pano da camiseta de malha, sem barriga e sem bunda, mas com um enorme culote.
O homem barrigudo do jogo do bicho, que olha tudo em silêncio clandestino.
O menino lindo, sarará, cheio de dreads que vive de bicicleta pra cima e pra baixo na rua, tudo.
E ontem, foi um dia triste, porque o bêbado que não sai dos limites de meu quarteirão, amanheceu morto dentro do carro abandonado em que dorme.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Pedro voltará pra Nikity no domingo.
Mamãe disse:
- Vou fazer uma galinha com angu pra esperar ele!Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, setembro 17, 2008

Frio, outra vez.
Estou ouvindo as músicas que estamos, aos poucos fazendo, no estúdio do Baiano. Temos um primeiro esboço d’A Música do Sábado, de Atitudes Burras, de Céu, Cinema Íris, Eu Quero Ser Sua Mãe, A Expressão da Boca, Peixe e Pessoas São Seres do Mal.
Tudo é ainda muito insipiente, mas já é possível sentir como as músicas ficam mais belas quando ganham carne no corpo, quando corre sangue por elas e ficam cheias de luz, redondas, com movimentos largos, abrangentes, sugeridos pelo esqueleto de som que é o meu violão.
Nossa idéia é colocar o menos carne possível, a carne apenas como sugestão, sei lá, mesmo que a gente vá se empolgando, queremos o mais simples, mais espiritual, mais Céu, feito a moça do Cinema Íris!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

terça-feira, setembro 16, 2008

Eu adoro dias assim, como o dia de hoje, sem sol, frio.
Se fizer silêncio, então, é o meu paraíso.
Não que eu seja um cara mórbido, débil, desses que as coisas agridem. Minha imunidade até que está bem legal, apesar dos vírus hiv, porque eu tomo os meus remédios direitinho.
E me sinto um cara bem forte, quando estou de pé, assim, sem mais nem menos, sinto que tenho um ataque na vida, bom leit@r, minha presença tímida na vida, sem que eu seja um cara agressivo, tem ataque, se liga.
É que eu não gosto mesmo de barulho nem de sol quente em torno a minha casa.
Meu disco novo deverá chamar-se Cinema íris!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sexta-feira, setembro 12, 2008


Luis, abaixo vai a notícia sobre o Projeto Pixinguinha 2008, que prevê a produção de um Cd e três shows, coom a verba de 90 mil por artista. As inscriçõesvão até 3 de outubro:


www.funarte.gov.br

Projeto Pixinguinha 2008 - Prêmio Produção
A edição 2008 do Projeto Pixinguinha traz inovações para um dos mais importantes programas de circulação de música popular do país. Até a última edição, a Funarte selecionava os artistas participantes e centralizava a produção de todos os shows. Agora, dois músicos ou grupos de cada estado brasileiro serão contemplados com um prêmio de R$ 90 mil, para produzir seus próprios espetáculos e gravar um CD. As inscrições estão abertas até 3 de outubro de 2008. O edital do PROJETO PIXINGUINHA 2008 - PRÊMIO PRODUÇÃO permite a inscrição de compositores, intérpretes, instrumentistas e grupos que atuem em todos os gêneros da música popular brasileira. Os contemplados terão seis meses para produzir um CD e apresentar espetáculos em pelo menos três municípios de seu estado. Em mais uma iniciativa inédita, a Funarte vai promover oficinas de capacitação para os participantes, ministradas por especialistas nas diversas etapas de desenvolvimento dos projetos, de forma a contribuir para a profissionalização do setor. O investimento total da Funarte no projeto é de R$ 5 milhões. Segundo o diretor de Música da Funarte, Pedro Müller, com o novo formato, a instituição pretende não somente fomentar a produção artística, mas também estimular toda a cadeia produtiva da música. "No ano passado, a edição comemorativa de 30 anos do Projeto fechou um ciclo e agora estamos iniciando outro. Artistas, produtores, técnicos e demais profissionais da área podem produzir seus próprios trabalhos, em todo o território nacional. Ao conferir mais autonomia ao artista, o Pixinguinha se adapta às novas formas de produção de música no Brasil", define. Os interessados devem enviar à Funarte, por correio, o projeto acompanhado de currículo e ficha de inscrição, até 3 de outubro de 2008. Na proposta deve constar um CD com no mínimo três gravações inéditas do artista ou grupo. As inscrições aptas a concorrer serão julgadas por cinco comissões - uma em cada região brasileira - formadas por três membros de notório saber em música popular. Os principais critérios de avaliação são a qualidade, a originalidade e a contribuição para o desenvolvimento artístico e estético da música popular no país. O PROJETO - Muitos artistas que hoje integram o primeiro time da música brasileira, como Djavan, Zé Ramalho e Adriana Calcanhotto, começaram a ganhar projeção nacional a partir de suas participações no Projeto Pixinguinha, desde que o programa foi criado, em 1977. Cartola e Elizeth Cardoso são alguns dos artistas que, já consagrados, também subiram ao palco do Projeto. Interrompido em 1998, o Pixinguinha foi retomado em 2004, com patrocínio da Petrobras, reunindo até o ano passado um público aproximado de 250 mil pessoas. HOMENAGEM - Para muitos críticos, Pixinguinha é um nome-chave da música brasileira. À frente do grupo Os Oito Batutas, foi o protagonista do cenário musical brasileiro no início do século 20, período em que o samba se tornou um dos símbolos da identidade nacional. Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, foi também um dos primeiros artistas a levar o samba e o choro às platéias européias.

quinta-feira, setembro 11, 2008

Quando eu morava em Cachoeiro de Itapemirim, eu não tinha casa.
Mas eu morava, por um ou dois, talvez, três, cinco meses, em casas tão legais, quanto a casa que vi na Internet e que era do meu conterrâneo, Rubem Braga.
Já morei em tanta casa que eu já nem me lembro maaaaisss la la la la...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

segunda-feira, setembro 08, 2008

O Governo do Rio de Janeiro teria que doar uma casa pra mim, aliás à toda a gente. Na minha casa eu teria uma cozinha cheia de panelas e o cozinheiro serei eu. No quintal eu teria um bicho e mamãe poderia pegar sol.
Poderia pegar ar fresco acompanhada do gato.
Com as janelas abertas e uma cortina serpenteando na brisa, eu dormiria nas tardes pensando em quais palavras eu agradeceria ao Estado do Rio de Janeiro tamanha benção.
O Estado do Rio de Janeiro teria uma caixa de e-mails entupida de agradecimentos à graça dada aos moradores de suas terras e os seus políticos todos teriam cara de boa gente.
Chove hoje.
Vou tomar um banho quentinho.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

domingo, setembro 07, 2008

Tenho dormido muito cedo nos dois últimos dias e acordado um pouco mais cedo também. Além disso, durmo à tarde, como se eu estivesse a precisar guardar energia. Esse meu desânimo não está mal. Não estou sofrendo, bom leit@r. Estou bem...
Nessa manhã, eu e mamãe fomos para a varanda e começamos a fazer um suco inspirado nas receitas vegetarianas de Ana Branco. Fizemos isso, porque queremos melhorar a vascularização de sua perna e, desse modo, acelerar o processo de cicatrização de sua ferida.
É certo que o sangue não esteja drenando direito na canela de mamãe, por isso a ferida não cura.
Além disso, estamos fazendo os banhos que Walter ensinou, os banhos que aprendeu com sua avó.
Kali me chamou para tocar um pouco de violão em sua casa, à noitinha, mas estou muito desanimado. Vamos ver...
Finalmente, amanhã, Marilu me trará o Contramão, livro do Henrique Schineider que está na Copadeliteratura junto com meu Rato.
Meu vizinho de baixo resolveu colecionar passarinhos presos em gaiolas.
Que merda!

sábado, setembro 06, 2008

click

Sacramento disse que devo ouvir bastante a música no click para depois sair tentando tocar. Eu disse:
- Mas já entendi o click, minha cabeça já entendeu. Quem não ta entendendo é minha mão! Tenho de treinar...
- Não. Você tem de ouvir primeiro! – Sacramento disse.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Levantei cedinho para levar Pedro até à rodoviária, onde ele pegou o ônibus para Sampa, rumo ao interior do estado, onde moram seus familiares. Depois, fui ao banco pagar meu aluguel e voltei pra casa, onde fiz curativo na perna de mamãe.
Sua ferida não melhora nem piora e é aflitivo este estado estacionado dela.
Mamãe disse:
- Vai curar, Luís! Eu não nasci com ela!

quinta-feira, setembro 04, 2008

Ontem, estivemos no estúdio Cobaia, do Baiano, para que eu gravasse violão em alguma música.
Tínhamos feito um cronograma inicial, onde estavam decididas, das músicas que escolhemos para entrar no disco, quais seriam aquelas em que o meu violão entraria e, também, em quais eu precisaria manter um tempo, um ritmo definido e, assim, decidimos que o violão deveria estar em oito delas.

Em cinco, o bichano deveria se manter prisioneiro do tempo, nos compassos. Em três, livre.
Quatro músicas ficariam sem meu violão para que o disco ganhasse alguma dinâmica, sabe como?
Ontem, fizemos essas em que ele poderia pulsar na intuição, sem matemática comum, se liga, soltas...
Para bem da verdade, essas decisões técnicas não têm, para mim, importância alguma para o ouvido de meu bom leit@r, porque os ouvidos são libertos, os ouvidos são intuitivos e quando há um erro, percebem. Daí que, mesmo que eu esteja fora do click, mesmo que os meus compassos sejam dispersivos e arrítmicos e que não consigam se prender a uma matemática comum, não há erro, porque os ouvidos não percebem hahahahahah....é uma lógica intuitiva...rs...e se o ouvido não percebe, não há erro...hahahahha.

Mas é bom que eu consiga me prender a um compasso definido para poder tocar junto com os outros intrumentos, ta se ligando, bom leit@r?
Fiquei um tempão para conseguir colocar “Eu Quero Ser Sua Mãe” no click, porque no click ela fica cheia de erros e tive que fazer ela toda certa no click, se liga...( esse papo ta parecendo meio débil. Veja o que a matemática comum faz parecer meus assuntos...rs). Então...decidimos colocar meu violão na matemática de compassos cronometrados pelo click somente nas músicas:
1- Peixe
2- Eu Quero Ser Sua Mãe
3- Cinema Íris
4- A Música do Sábado
5- Céu
e deixaremos os compassos livres em:
1- Pessoas São Seres do Mal
2- A Expressão da Boca
3- Atitudes Burras
e não colocaremos o bichano em:
1- Os Gestos das Mulheres
2- O Cigarro que Você Me Deu
3- O Motorista do Ônibus
4- Parado Aqui
Já colocamos voz guia e meu violão nas músicas em que ele participará.
O passo inicial está dado. Na quarta-feira próxima teremos outra reunião e decidiremos quais serão os outros passos.
Estou contentíssimo!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, setembro 03, 2008

terça-feira, setembro 02, 2008

O show de ontem foi super bom, generoso leit@r!
O clima no Arte Jovem Brasileira é agradabilíssimo, fomos muito bem tratados, o lugar é aconchegante, as pessoas, o clima, simples, tudo, tudo arrumadinho, adoramos... e a pequena platéia era receptiva para caramba, o que fez com que tudo fluísse muito legal.
E tínhamos nela as presenças maravilhosas, às vezes, ilustres, de mamãe e minha vizinha de janela, além de Simone, Leonardo Rivera, Juliana Martins, Alexandre Magno, Marcos Sacramento, Clara Sandroni, Mário Newman, Carol, Pablo...
Pedro fez a documentação. Depois mostro...
Ele disse:
- Muito bom...
Marcolino, que tocou muito entrosado com meu violão, escreveu:

“Capucho, fiquei muito satisfeito com o show. Gostei mesmo! Pra mim, foi um prazer.

Forte abraço e parabéns pela ótima apresentação :)
Quero ver as fotos, ok?”

segunda-feira, setembro 01, 2008

sexta-feira, agosto 29, 2008

Marcos Sacramento abrirá o show de Emílio Santiago, hoje, 18:30h, na Praça XV. Pedro disse que ele cantará minha música. Nós vamos....

quinta-feira, agosto 28, 2008

Ultimamente, tenho me sentido inquieto, como um animal de manada que vislumbrasse a aproximação do predador, assim, uma galinha no galinheiro pressentindo o cachorro brincalhão, a iminência de um temporal, uma coisa assim que me exigisse tomar uma atitude outra que não seguir o fluxo natural da minha vidinha mais ou menos, ta se ligando, bom leit@r?
Eu sempre tive essa sensação, mais dia, menos dia e ela volta, já me liguei.
Lembro-me de ter seis anos de idade e essa sensação me vinha, então, imediatamente, corria para a cozinha e pedia:
- Mããããêê! Eu quero um negócio! – ao que mamãe já sabia: me dava alguma coisa pra eu comer e parecia me satisfazer por um momento e me perdia outra vez no fluxo, ia brincar...
Eu sei que tenho de ficar zen, envolvido no volume de coisas ao meu alcance e seguir o plácido rio dos meus dias, porque não há mais que isso, bom leit@r, eu sei, não há cachorro brincalhão, temporal ou predador à volta. Ou se há, se eles estão em torno prontos pra agir, não há o que eu possa fazer e, talvez, a salvação mesmo seja que eu continue como estou a ir, bom leit@r, porque assim, se eu vou no bojo das coisas, fico mais forte, mais forte que ficar parado olhando, pensando, afastado, porque estarei junto, ligado ao movimento todo das coisas, se liga, uma andorinha só, voando não poooooode...
Por isso é que fui ensaiar, ontem, com Marcolino, o pocket show que faremos na segunda-feira no Arte Jovem Brasileira. Chegamos a um roteiro, veja:


Roteiro:

1- Fonemas – luís capucho/ marcos sacramento
2- Vai Querer? – luís capucho/ Suely mesquita
3- Máquina de Escrever – luís capucho/ mathilda kóvak
4- Maluca – luís capucho
5- Céu- luís capucho
6- Peixe – luís capucho
7- Eu Quero ser sua Mãe – luís capucho
8- A música do Sábado- kali c./luís capucho
9- Cinema Íris – luís capucho

terça-feira, agosto 26, 2008

Espaço Convés - Luís Capucho


Ontem, estivemos por cinco horas nos bancos de espera no corredor do Azevedo Lima.
Parecia que nós, eu e mamãe, vivíamos numa cidade em guerra ou, assim, numa cidade que estivesse passando por alguma calamidade, um acidente físico qualquer, em que os pacientes eram despejados pelos corredores do hospital e ali, com os poucos enfermeiros e quase nenhum médico, ficavam a esperar o recurso sem saber se viria ou quando.
Depois de cinco horas esperando, eu e mamãe decidimos vir pra casa.
Ela veio muito lentamente pelo corredor até à saída, onde alguns policiais faziam plantão, quando veio correndo para nós o rapaz que esperava, como nós, para que seu pai fosse atendido e batendo em meu ombro quase gritou:
- O médico acabou de chegar! – então, esperamos mais um pouco e fomos atendidos.
Hoje, pela manhã, refiz o curativo na perna de mamãe, segundo as orientações do médico. Vamos ver...

segunda-feira, agosto 25, 2008

Minha entrevista para o Programa Revista Brasil desse domingo foi limada na edição. Não devo ter dito o que se esperava que eu dissesse. Eu, mamãe e minha vizinha de janela ficamos esperando a hora em que apareceríamos (minha vizinha de janela também foi filmada no Campo São Bento, onde expõe seus quadros).
Quando o programa chegou ao fim, mamãe disse incrédula e brava:
- O que vimos nesse programa sobre Niterói? Aquela piranha arreganhada não te convidou para a entrevista e não disse que passaria hoje?
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quinta-feira, agosto 21, 2008

Como eu disse para meus leit@res, deixei de fazer meu 2º disco em Sampa e comecei a fazê-lo com Paulo Baiano, que produziu o Lua Singela. Isso manterá certa unidade no meu trabalho com discos e é muito bom.
Lançamos o Lua singela no ano de 2003 e é muito legal ter a oportunidade de começar a fazer um segundo, estou bastante feliz com isso.
O estúdio do Baiano é o mesmo Home Studio de antes, mas com o algum avanço tecnológico que ele foi aos poucos adquirindo com a passagem desses cinco anos.
E também, não é mais em Santa Teresa, mas no charmoso prédio do cinema Odeon, na Cinelândia.
Em nossa primeira reunião eu, Pedro, Sacramento e Baiano, decidimos quais músicas, de início, estarão nele.
Não temos ainda uma ordem, mas serão as sequintes:

1- A Expressão da Boca - luís capucho
2- Pessoas São Seres do Mal - luís capucho
3- Os Gestos das Mulheres – luís capucho/ mathilda kóvak
4- Peixe – luís capucho
5- Cinema Íris – luís capucho
6- O Cigarro que Você Me Deu – luís capucho
7- Céu – luís capucho
8- Eu Quero Ser Sua Mãe – luís capucho
9- Atitudes Burras – luís capucho
10- A Música do Sábado – kali c./ luís capucho
11- Parado Aqui – luís capucho
12- O Motorista do Ônibus – luís capucho

quarta-feira, agosto 20, 2008

Eu tenho sido um leit@r muito, muito lento, embora esse devesse ser o meu norte.
Por isso, ainda estou às voltas com Leonardo Pataca e seu filho, que conheci na leitura do Era no Tempo do Rei, do biógrafo Rui Castro, livro que junto a meu Rato está a competir na
http://copadeliteratura.com
Depois do Era no tempo do Rei, comecei com Memórias de um Sargento de Milícias, do Manuel Antônio de Almeida, que fala dos mesmos personagens.
Sobre o meu norte, preciso com urgência, agora, de uns cds virgens e me perdôe o generoso leit@r, mas terei de ir na rua comprar.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

terça-feira, agosto 19, 2008

Estava lendo numa revista na casa do Pedro que um cara dos Beatles, ao ser convidado para a trilha sonora de um filme a respeito de William Blake, disse que não curtia a poesia inglesa e que não conhecia a poesia de William Blake, o que muito decepcionou ao roteirista, em se tratando de um poeta Beatle.
Quando da entrevista do Revista Brasil comigo, fui entrevistado como a um poeta. E a Crhis perguntou:
- Niterói inspira o poeta? – pensei, rapidamente, em dizer que eu não era um poeta, mas a pergunta me instigou e pensei nos poetas de um modo geral e mesmo que eu não fosse um leit@r assíduo, contumaz, de poesia e tudo, respondi que o inspirante eram as pessoas e fui me envolvendo com a resposta e terminei por passar por um poeta. E concluí:
- Niterói é uma cidade linda! Niterói é o Rio!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Vejam:
http://br.youtube.com/watch?v=YGlrLiXfjrA

O TIGRE

Tigre, Tigre, viva chama
Que as florestas da noite inflama,
Que olho ou mão imortal podia
Traçar-te a horrível simetria?
Em que abismo ou céu longe ardeu
O fogo dos olhos teus?
Com que asas ousou ele o Vôo?
Que mão ousou pegar o fogo?
Que arte & braço pôde então
Torcer-te as fibras do coração?
Quando ele já estava batendo,
Que mão & que pés horrendos?
Que cadeia? que martelo,
Que fornalha teve o teu cérebro?
Que bigorna? que tenaz
Pegou-lhe os horrores mortais?
Quando os astros alancearam
O céu e em pranto o banharam,
Sorriu ele ao ver seu feito?Fez-te quem fez o Cordeiro?
Tigre, Tigre, viva chama
Que as florestas da noite inflama,
Que olho ou imortal mão ousaria
Traçar-te a horrível simetria?

segunda-feira, agosto 18, 2008

Minha vizinha de janela, que faz quadros de Gigantismo, trouxe um suco de inhame pra eu tomar agora pela manhã. Mamãe não pode tomar o suco, porque uma amiga dela, da vizinha, disse que o inhame por ser uma raiz crua e tal e tal, não poooooooooode!
Enquanto eu tomava meu suco, que ela fez muito melhor que eu, porque mais gostoso, ficamos em torno à ferida da perna de mamãe fazendo considerações a respeito da bichana.
Ficamos falando coisas positivas a respeito, porque diante das coisas ruins temos mesmo tendência a dourar a pílula, todo mundo sabe. Mas a verdade é que teríamos de tomar providências melhores que ficar cuidando da ferida em casa e com os recursos que temos cuidado. E falando as coisas que falamos, não pooooooooooode.
Temos que ter uma atitude, bom leit@r, mas qual?
Aí, ficamos os dois ali falando da ferida e nos sentindo impotentes.