sexta-feira, janeiro 23, 2009

Saiu no Jornal do Brasil, hoje, na coluna do Tarik de Souza:

Foto Pedro


Capixaba de Cachoeiro do Itapemirim, como o Rei, dono de obre original e corrosiva, Luís Capucho ainda trafega no underground, a despeito de gravado por Pedro Luís (Máquina de escrever) e Cássia Eller (Maluca). Prepara o segundo disco, com temas como “Pessoas são seres do mal”, “O cigarro que você me deu”, “Eu quero ser sua mãe”, e faz rara aparição, dia 29, no Centro de Referência da Música Carioca, na Tijuca.

1) Aos 15 anos de atividades musicais, sente que já poderia ocupar um espaço maior na midia, palcos e gravações?
Sim. Tenho uma obra musical que me permite, tranquilamente, estar mais dentro do mercado da música, participar de sua engrenagem e ter a música como profissão. Acho que minha história pessoal me alheou de tudo. É uma estrada difícil e sem volta. Muito aos poucos vou furando o cerco...não sei.
2) Quem o influenciou e como definiria seu estilo?
Ouvi sempre a música brasileira de toda classe e essa é minha influência.Minha voz grave, rouca, meus temas poéticos e poucos acordes, definem meu estilo, que certa vez chamei de MPB Suja.Faço Música Brasileira.
3) Acha que "Cinema Íris" tem posibilidades de projetar sua obra para um público maior? O que o disco trará?
Não posso supor o alcance de uma música, um disco.Quando compus a música "Maluca", não podia imaginar que tempos depois, ela fosse gravada pela saudosa Cássia Eller. Achava-a cheia de defeitos e, isso, era o que eu mais enxergava.O "Cinema Íris", com direção artística de Marcos Sacramento e produção musical de Paulo Baiano, será um resumo do que compus nos últimos anos e que dialoga com meu primeiro disco "Lua Singela", além de meus livros, "Cinema Orly" e "Rato".
Resta-nos encontrar um selo ou gravadora que o comercialize.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

terça-feira, janeiro 20, 2009

Para Cora Ronai!

Muito, muito calor em Nikity City.
Já faz um tempo que começou a ficar assim, faz que chove, faz que refresca, mas a chuva não cai nem vem o frescor.
Eu estive dizendo, outro dia, que na cidade em que morava, na roça, o frescor que aqui na cidade ficamos esperando chegar do mar, que dá vontade da gente se jogar nele, na roça, a gente tinha a expectativa de que viesse do mato.
Por isso eu ficava querendo me jogar no matagal, como fosse a água do mar, tinha esse ensejo sempre que o avistava ao longe, cobrindo as colinas ou se via as grandes moitas de mato ao sopé dos picos de pedra, como pentelhos.
Mas eu ficava na minha, silencioso leit@r, porque eu sabia que ele me pinicaria feito o fogo do inferno, se cometesse a insanidade de me jogar, então, me refrescava só olhando, imaginando a brisa e as sombras, silencioso leit@r, se liga.
Ante-ontem, estive na casa do Pedro pra tirar fotos pra o Flyer do show do dia 29. Pedro, quase nu, clicando-me que estava todo embecado, tirou uma porrada de fotos, um mar ou matagal de fotos, enquanto derretíamos de calor.
Escolhemos a que ta aí abaixo.
Que coisa!

sábado, janeiro 17, 2009

A essa hora da manhã e já começam a brotar pequeninas bolhas de suor na minha pele, sobretudo em torno a minha boca, no bigode por fazer e nos pêlos abaixo de meus beiços.
Penso que eu seja mais sensível ao que aconteça em mim e que esteja mais próximo de meu cérebro e que essas gotículas transparentes de suor estejam a explodir também junto às dobras de minha virilha, aos pêlos de meu saco, meu pau, meu púbis, meu cu, mas que eu não sinta e imagine, se liga!
Ainda estou às voltas com as feridinhas da perna de mamãe, às vezes, me irrito com suas reclamações, embora esteja sempre solícito a cuidar dela.
Talvez, estejamos na reta final, mais alguns dias e conseguiremos uma internação pra que cuidem de suas feridas com mais aparato, num hospital.
Vou tomar um banho e fazer uma comidinha!

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Começou o tempo em que anseio por dias ventilados, dias de chuva, dias que refresquem um pouco a minha casa sem quintal, sem árvore, sem riacho nos fundos que baixe um pouco a temperatura dos dias de sol e ar parado, porque eu gosto de ficar em casa, gosto de ler uma revista, de estar absolutamente envolvido nos vãos de minha cabeça e com esse calor, fico inquieto, o corpo sem lugar, e como o Daniel Peixoto, do Montage, dançando no vídeo que o Walter me mostrou no youtube, minha alma quer dar o fora, quer sair daqui, desse meu corpo quente, dessa casa quente, exatamente como fez o Johnny, no vídeo que Pedro adora e que me mandou essa manhã.

domingo, janeiro 11, 2009

sexta-feira, janeiro 09, 2009


Estou curtindo muito o estilo do Eduardo Ochs escrever.
De verdade seu texto é produto de um blog secreto que ele agora resolveu divulgar, o RRJ, que é uma sigla de uma frase inglesa.
O narrador é um cara desajustado no seu corpo de homem e detesta sexo, e porque o sexo é que socializa a gente mais comum, ele é anti-social.
Estou curtindo bastante.
Pedro mandou um e-mail dizendo que o vídeo que fizemos há tempos atrás, aqui no meu quarto, sob a música do Bronsky Beat, foi bloqueado do youtube por que a banda cobrou direitos autorais.
Que merda, eu adorava aquele vídeo!
Vou arrumar uma comidinha pra mim, porque minha vizinha de janela, hoje, trouxe uma sopa de fubá pra mamãe comer e me deu fome.
Depois, quero ir no Pedro fazer a filipeta virtual do show na Tijuca, dia 29.
Fui...

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Ontem, minha vizinha de janela fez o aniversário de Bob aqui em casa.
Vieram meus vizinhos de baixo, dos fundos e cantamos parabéns pro Bob em minha laje, enquanto ele latia feliz.
Eu comia avidamente meu cachorro-quente e mostrava para Bob os pedacinhos que caíam no chão para que ele comesse.
Eduardo Ochs que veio me trazer seu livro de presente chegou a tempo de cantar o Parabéns conosco e tomar um gole de coca com bolo de chocolate.
Acabou de chegar uma música da Vange Leonel linda em meu computer.
Chama-se Meninas e foi o Eduardo que me mandou.
Pedi a ele que me ajudasse na divulgação de meu show: falei-lhe da compra antecipada a 8 reais. Ele disse que vai dar uma força!
O show será bem simples, enxuto.
Eu na voz e violão e Marcolino na guitarra!

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Silencioso leit@r,
Farei um show no Centro de Referência da Música Carioca e os ingressos comprados antecipados para um grupo de 10 pessoas saem a 8 reais. Veja mais informações abaixo.

O mês de janeiro será em homenagem a Lamartine Babo:
Hóspede do Mês – LAMARTINE BABO
O CMRMC homenageia a cada mês artistas que são referência no cenário musical carioca.
O sorriso franco e o bigodinho insinuante não negam: ele fez de tudo um muito, e sempre muito bem feito, pra lá e pra cá, trá-lá-lá, seu Lalá. O homenageado deste janeiro nasceu em 1904 neste Rio (no dia 10, bem no centro da cidade, na Rua Teófilo Otoni) que ele cantou como ninguém, em valsas, salsas, marchas e contramarchas, pois jogava nas onze. Tanto que vestiu a camisa de quase todos os times cariocas, criando para eles os hinos que até hoje repetimos nos butecos ou nos estádios. Lamartine Gonçalves Babo, filho de seu Leopoldo e de dona Bernardina, foi compositor, revistógrafo, humorista, radialista, produtor, um moleque indigesto de olho nas lindas morenas, subiu, desceu, compôs e cantou até para inglês, sem jamais perder o rebolado. E viva Lalá, no futuro, no presente e no passado.
Luís Pimentel”.


A Bilheteria abre sempre 2 horas antes do show.
Ingresso antecipado é somente para grupos com +10 pessoas, Vendidos até 24 horas antes do Show.
Centro Municipal de Referência da Música Carioca
Rua Conde de Bonfim, 824 - Tijuca
Esquina com Rua Garibaldi
Não aceitamos cartões
Tel 3238-3880

LUÍS CAPUCHO
Inteira R$ 20 / Meia R$ 10
"Gravado por Cassia Eller, Pedro Luís e A Parede, Daúde, Clara Sandroni, Wado, entre outros, e incluído nos anos 90 num movimento musical denominado Retropicalismo, Luís Capucho apresenta suas singelas composições, acompanhado pelo teclado de Paulo Baiano e pela guitarra de Eduardo Marcolino. Como bem disse Tárik de Souza: "Luís Capucho é uma voz no avesso da MPBoamoça. Cose o sublime e o sombrio, com a mesma linha devolutiva de quem não teme o augusto vitupério dos anjos. Sua caligrafia, navalha na carne, rasga flambada por estações no inferno e viceja entre flores do mal."
5ª Feira, 29 de Janeiro 18:30 horas




Estivemos na queima de fogos de Icaraí, que esse ano não bombou emocionante como nos dois últimos anos, porque os fogos explodiram muito, muito distantes da orla e não nos envolveu, fazendo-nos sentir que estivéssemos perdidos no céu, entre as estrelas, algo assim, silencioso leit@r.
Enquanto nós, os pobres, ficávamos ali, sujos de areia, olhando as bolas de fogo sobre o mar, atrás de nós, na muralha de edifícios que cerca a praia, muita gente fazia festa nas grandes salas dos apartamentos que davam para a baía, num clima de baile de carnaval sem fantasia e super colorido.
Quando acabou o show da Viradouro, viemos embora.
Foi muito lindo ver o pessoal sambando na luz da madrugada...
Feliz 2009, silencioso leit@r!