sexta-feira, setembro 28, 2012

Luís Capucho - Eu quero ser sua mãe



Houve um mal entendido. Inscrevi no Festival virtual as músicas “Eu quero ser sua mãe”, “Céu” e “Cinema Íris”. Também inscrevi o clipe que Rafael Saar fez para “Eu quero ser sua mãe” com Pedro de ator.
O festival não entendeu, como eu havia entendido, que a música “Eu quero ser sua mãe” é diferente do vídeo “Eu quero ser sua mãe”, e eliminou o vídeo por considerar que tenham sido feitas inscrições repetidas numa mesma categoria, música.
Mandamos e-mail na tentativa de que isso seja revisto.
Que coisa!
Pra o bom leit@r que não tenha visto e para os que queiram rever:

quinta-feira, setembro 27, 2012



Frio.
Passeio pelos blogs a partir do link alí em cima: próximo blog.
Não sei se os cliks nos levam a blogs aleatórios ou se todos farão o mesmo caminho. Encontrei um blog interessante, que me respondeu a uma pergunta que fiz ao Symon Simão um dia desses e que não tivemos tempo de uma resposta. Era um papo em que se falava muito do devir e perguntei a ele o que era. E, aí, o blog em que fui explicava o devir com o famoso aforismo de Heráclito, de Éfeso:
"Não poderias entrar duas vezes no mesmo rio."
Também poderia ser acrescentado esse, também de Heráclito:
"O sol é novo a cada dia."
Fui.

quarta-feira, setembro 26, 2012

Cia Dani Lima - História da Bacia part. III



Achei na net um show antigo de André Masseno.
É que no final de semana irei assistir ao solo de dança "Outdoor Corpo Machine", espetáculo atual dele, em cartaz no Caixa Cultura.
Tiago disse:
- O que tá no youtube é bem diferente dos trabalhos atuais. Os de agora são autorais...
As apresentações serão 28, 29 e 30 de setembro, às 19h, no Teatro Arena. Avenida Almirante Barroso, 25 - Centro do Rio. Ingressos R$ 20 à venda no local de terça a domingo, das 10h às 20h.
Após as apresentações, André Masseno participa de debates com o público que discutirão Dança, sexualidade e gênero, no dia 28 de setembro; O espetáculo solo e outras políticas corporais, no dia 29; e Paisagens da carne e imagens midiáticas, no dia 30.
Nos dias 25 e 27 de setembro o projeto promove ainda as oficinas "Processos de Criação e Performatividade", das 17h às 21h.


terça-feira, setembro 25, 2012

Cinema Íris - Luís Capucho



Inscrevi no Festival Virtual de Clipes e Bandas o vídeo que Rafael Saar fez para Eu quero ser sua mãe, além das músicas Céu, Cinema ìris e Eu quero ser sua mãe, do disco Cinema Íris. Poderia inscrever músicas do Lua Singela e, acho que eu poderia inscrever qualquer outra música de álbum algum, mas inscrevi apenas as três do Cinema Íris que mencionei no início. Agora é esperar que a curadoria do Festival pontue as obras inscritas em péssimas, fracas, regulares, boas, ótimas ou excelentes. 
Depois disso será a vez de o público fazer o mesmo.
Fui.

segunda-feira, setembro 24, 2012

Pessoas São Seres do Mal - Luís Capucho - Solar de Botafogo



No processo de concepção do que veio a se transformar no que hoje é o CD “Cinema Íris”, muitas coisas das que foram confluindo para o disco ficaram grudadas e muitas outras coisas que chegaram a ele, passaram batidas e vão aos poucos sumindo no éter do tempo.
Como vinha falando no post anterior, sobre arte ou artista não assumidos, agora que o disco está formado com as músicas em torno a seu centro, magnetizadas entre si, fazendo um todo único de nome “Cinema Íris”, é provável que isso de que falei no post anterior, contribua para o seu desaparecimento mais ou menos rápido, assim, um esfacelamento, na medida em que o acaso conflua ou não para o seu centro.
Isso está um assunto muito abstrato, mas quero continuar tentando dizer.
Ainda é possível que o disco, com suas atrações internas e com suas outras atrações, se adiante por si só com as músicas orbitando em torno a seu centro. E que o artista e a arte, assumidos ou não, não tenha controle algum sobre seu destino, quer dizer, se ele vai rapidamente evaporar-se no éter do tempo ou se irá manter-se posicionado adiante em algum lugar visível, como penso serem visíveis em suas posições os meus primeiros livros Cinema Orly e Rato. E como ainda penso ser visível em sua posição o meu primeiro CD Lua Singela.
Quanto ao “Mamãe me adora” isso também é uma incógnita, bom leit@r...
Por hoje é isso!
Aproveitando o ensejo para mais uma das canções do Cinema íris:

sexta-feira, setembro 21, 2012

Peixe



E estão lançados Mamãe me adora e Cinema Íris!
Então, Nathalia Kleinsorgen d’O Fluminense, há pouco tempo, chegou ao título cheio de sentido “A arte não assumida de Luís Capucho” para a entrevista muito legal que fez comigo na revista de domindo do seu jornal.
Daí, tenho pensado em como pode um artista ter lançado dois trabalhos de arte  simultâneos, sem se assumir? Sou eu o não assumido ou, como diz a Nathalia, minha arte não é assumida?
O que é uma arte não assumida?
E se for o artista que não assume seus trabalhos, como as pessoas irão conhecer as músicas e livros? Eles vão andar sozinhos, ao leo?
E o mercado, e as empresas, e a ordem pública?
Qual a participação do modo como as coisas ao redor são organizadas para que um artista e a sua arte sejam assumidos?
O que é isso?
Daqui de meu ponto de observação, a cada tempo me chama a atenção que um lugar, com as pessoas interessadas desse lugar, voltam-se atentas a um livro que fiz, a uma música minha. E como tudo e as coisas não param nunca e gira, fico olhando para esse foco de atenção que fica mudando de lugar, ora em Salvador, ora em Brasília, ora em Belo Horizonte, ora em Porto Alegre, Recife e ... vou mudando minha posição também, onde estou, quem sou, pra onde vou?
É uma engrenagem louca, silencioso leit@r...
Aproveito o ensejo pra assumir uma de minhas canções do Cinema Íris, com vídeo editado por Pedro e feito em Sampa, com Raquel Martins e Bia Clemente:

quinta-feira, setembro 20, 2012



Depois do dia de muito sol, abafou a vai chover, porque o dia escureceu.
Vendi livros e discos pra outras cidades e vou ao correio postá-los.
Porque o Pessoal de Trás foi embora, está uma delícia dormir em minha comunidade ou no meu condomínio, como queiram. Meus outros vizinhos são como eu, entram pra casa mais cedo e ficam quietos.
Ficou um clima bom pra mim aqui. De verdade, eu ficava muito aporrinhado com a falta de noção de que nossas casas ficam amontoadas nesse pedaço de vale e de que é preciso um pouco de cuidado com quem mora ao lado.
Fui...

terça-feira, setembro 18, 2012



Já não estamos no inverno, que mesmo em dia de sol, como hoje, no entorno da gente é um frescor de não se tirar a roupa. Prefiro assim...
Fui.

segunda-feira, setembro 17, 2012



Dorinha trouxe seu radinho, colocou na Nativa, e assumiu o comando da casa.
Coloquei algumas de minhas músicas num Festival Virtual.
Quem quiser participar clique AQUI.

quinta-feira, setembro 13, 2012

Luís Capucho - Mamãe me adora



Rafael Saar fez, sobre a capa do “Mamãe me adora”, esse vídeo muito lindo e emocionante pra mim, que Pedro compartilhou hoje no facebook.
Ontem, fiz um post em que dizia sobre o Dudu, que ao tentar me acompanhar tocando minha música, ter se atido a meu egocentrismo musical. O Naldo Miranda, por exemplo, que me acompanhou  o violão que toquei no “Mamãe me adora”, estava sempre tão envolvido na sua performance que nunca reparava nisso, quer dizer, silencioso leit@r, o Naldo agia como um afluente que caía no meu ritmo como um tributo. O Rafael também. Ele sequer se credita nos vídeos que fez pra mim.
Então, bom leit@r, quem é egocêntrico, se a música é pra fora, para os ouvidos? E se o vídeo e livro são pra fora, para a alma e olhos? Sei lá...quem é?

quarta-feira, setembro 12, 2012



Já faz um tempo Suely Mesquita me mandou uma letra chamada Estágio da Audácia. Preciso aprender a colocar música aqui no blog para mostrar ao meu silencioso leit@r as gravações caseiras que ultimamente tenho curtido fazer aqui no meu computer. Quando fiz o Estágio da Audácia, isso há anos, fiz uma gravação dela e me acompanhava o Dudu Caribé, na guitarra. E o Dudu ficou me acusando de egocêntrico, por eu fazer umas músicas com um tempo ritmico que só eu entendia e que os músicos não tinham como acompanhar, assim, de primeira. E, ontem, fiz uma outra gravação aqui sozinho, sem Dudu. Então, vi que ficou bem diferente. E eu queria mostrar ao bom leit@r, porque para os ouvidos de quem não seja músico, o que o Dudu chamava de meu egocentrismo, não aparece. Porque o tempo da música flui gostoso como córrego descendo a montanha. Um tempo que flui que é uma beleza! E para um córrego correndo não existe egocentrismo.
O mesmo vale para a letra de Suely, veja:

Estágio da Audácia
(luís capucho/suely mesquita)

O estágio da audácia é atingido, quando uma pessoa perde o medo de ficar com medo e pode assim aproveitar a oportunidade de morar num corpo humano, que num dia se dá bem e noutro entra pelo cano. Aparelho vulnerável, flexível, mortal, fonte de prazer e dor, cartilha de um milhão de ensinamentos, morada do espírito, emoção e pensamento, cada um com seu formato, louro ou preto, alto ou baixo, magro ou gordo, pá pá pá pá...
No estágio da audácia uma pessoa vai direto ao ponto, cultiva uma certa preguiça de fazer rodeios, de deixar as coisas pelo meio, a não ser que fique claro que o rumo é outro e nesse caso a gente encerra, imediatamente, muito obrigado, vá com deus e siga em frente, o próximo que se apresente pá pá pá pá pá pá...
No estágio da audácia a gente ta ligado, faz o que sabe inventa, depois vira pro outro lado e não esquenta. No estágio da audácia a gente ta ligado, faz o que sabe inventa, depois vira pro outro lado e não esquenta pá pá pá pá pá pá...


terça-feira, setembro 11, 2012

A Arte não assumida de Luis Capucho | Jornal O Fluminense



Finalmente, consegui colocar aí em cima a foto que queria.
É um arranjo de fotografias feito por uma fotógrafa adorável, mas de quem esqueci o nome, que veio aqui em casa acompanhada de  Natália Kleinsorgen da Revista de Domingo do jornal “O Fluminense”, para uma entrevista sobre os meus lançamentos recentes: o “Mamãe me adora” e o “Cinema Íris”.
Este olhar de dentro da palma da mão, veio bater em cheio de encontro às coisas por onde minha alma ou meu pensamento andam passando. O meu silencioso leit@r não me peça para explicar a minha viagem, porque ela tem um sentido muito íntimo, daqueles que a gente não sabe como dizer, mas que sente verdadeiramente.
A entrevista no momento da foto está aqui:

A Arte não assumida de Luis Capucho | Jornal O Fluminense

sábado, setembro 08, 2012

Nat Cantando "Broken" fora do tom =)





Alguém me explicou uma vez que pessoas que cantam fora do tom, desafinadas, não era que ouvissem desafinado e nem era porque não conseguiriam discernir o espaço entre uma nota e outra e nem era incapacidade motora de fazer os movimentos internos na boca para que a nota saísse, quer dizer, bom leit@r, esse alguém, que não me lembro mais quem seja, me explicou que não era nada do que eu pensava que fosse o que faz uma pessoa não cantar no tom acertado: que não era uma questão de ouvido, nem de inteligência, nem de capacidade motora e a história é que isso é um mistério pra mim, porque além de eu não lembrar a pessoa, não me lembro mais o que ela tenha dito...rs.







 

quinta-feira, setembro 06, 2012



O mercadinho em frente à minha casa que havia se transformado em um mercadinho de evangélicos, foi ficando vazio, vazio, vazio, e fechou as portas. Ou Jesus não quis ajudar ou Jesus arrumou coisa melhor. A moça evangélica que trabalhava no caixa e que mesmo sendo mignon, conseguia um jeito de olhar a gente de cima, porque, o bom leit@r sabe, para se olhar do alto não precisa estar colocado acima, está trabalhando numa lanchonete em Icaraí, onde outro dia comi um salgadinho. A disposição das coisas ao nosso redor estão sempre a girar como um sol que faz os dias.
Fui...

terça-feira, setembro 04, 2012



Acordei com os gritos dos pássaros engaiolados no Vizinho de Baixo, mas não quis sair da cama de imediato. Está frio.
Neno está a melhorar.
Depois que os Vizinhos de Trás foram embora, dormir tem sido muito bom, mas, hoje, tive sonhos estranhos, pesadelos.
Tinha pedido aos céus que mudasse a disposição das coisas em torno a mim. Pronto, tudo mudou!
Vi em algum lugar alguém dizer que a única constância é a mudança. É, o tempo não pára!
Já é...

segunda-feira, setembro 03, 2012


Neno, que ele pareceu ir melhorando, voltou a ficar num estado preocupante.

Estou no Pedro para ficar perto dele.

Fui...

domingo, setembro 02, 2012

CRÔNICA DE UM MORTAL - luís capucho/mathilda kóvak

Fiz uma gravação caseira e um vídeo com uma foto pra mostrar ao meu leit@r minha música nova com Mathilda:

sábado, setembro 01, 2012



Então, bom leit@r, continuando com a idéia de que artistas são visionários que antevêem na matéria com que trabalham o resultado a que irão chegar ao se debruçarem sobre ela, os artistas pensando e os artistas sentindo e os artistas fazendo, eu, que finalmente e cada vez mais tenho me assumido enquanto artista, porque o silencioso leit@r sabe, essa é uma decisão difícil de ser tomada, quer dizer, ser um artista assumido nas condições emboladas em que estou, nas circunstâncias de contra-mão em que sempre estive e tudo, sem músicos, sem editora, sem banda, sem distribuição, sem pai e mãe e, por isso, fora da engrenagem de mercado que faz com que o produto seja mostrado ou chegue facilmente ao meu hipotético público, então, ainda penso que se eu tivesse um pouco mais de coragem e fosse menos tímido, e julgasse que fosse só paz e amor, pegava meu violão e iria só com ele, assim como vou apenas com o endereço de meu blog e tal e tal etc, etc...
Mas o que eu queria voltar a dizer é que, talvez, eu esteja sendo fraco ou ainda, que tudo isso é um erro de visão minha, que eu esteja perdendo o foco de ver pra dentro da pedra, perdendo o foco de olhar para as imagens a se desenrolarem na minha frente e que, na verdade, tudo esteja indo bem, nada é confuso, está tudo certo, tudo ok, tudo limpo, tudo beleza. E se eu quero ser um artista sem arte, possivelmente, o meu caminho é um caminho místico e eu seja, como disse o Henry Miller em sua divagações do Nexus, um pequeno Jesus, um pequeno Buda, um pequeno Oxalá.
Dessa maneira, fuuuuuuiii.