sábado, novembro 29, 2008

Dormi até um pouco mais tarde, hoje.
Costumo dormir muito, porque me sinto feliz se posso ficar na cama até quando eu queira. E, hoje, está um dia fresquinho, ventando, sem sol, muito bom pra ter ficado na cama.
Depois, o vento pela janela batendo na cortina, adentrando o quarto, começou a fazer ranger o velho ventilador de teto e eu quis levantar.
Apavorei mamãe. Disse:
- Temos que jogar esse ventilador de teto fora, mãe! Não presta mais! – e fui fazer nosso suco de luz.
Mas aí, o liquidificador estragou.
Abri o bichano pra ver se eu entendia a confusão de fios dentro dele. Nada. Vou jogar fora!
Preciso me organizar...

sexta-feira, novembro 28, 2008

- Não está entrando chuva aí na sua cama, não, Luís?
- Ta não.
- Ta entrando, sim, olha só, ta tudo molhado.
- Ih, nem vi.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Nosso almoço no morro, ontem, foi maravilhoso.
O sol se abriu e mamãe e Pedro e minha vizinha de janela ficaram lindos sentadinhos na mesinha do bar que dava, entre as frestas das casas do outro lado da rua, para os picos dos edifícios de Icaraí, lá embaixo, iluminadíssimos, e um pouco mais distante, o mar da Baía da Guanabara reluzindo com o Pão de Açúcar, o Corcovado, as praias, o centro da cidade, tudo.
Quando chegamos para almoçar, o bar já estava vazio, e ocupamos uma das mesas na beira da rua. E o vento, assim, uma brisa constante, confortava a gente, embaixo das telhas baixas de amianto, no sol abrasante. Mamãe disse:
- O Bob poderia ter vindo.
- Na próxima vez, trago ele – minha vizinha de janela disse.
Conversamos coisas bobas, alheias, desimportantes, que achei gostosas, como a comida.
E, silencioso leit@r, outra vez em casa, a vida nos pegou em seu tranco e, agora, Dorinha faz faxina.
Que coisa!

quarta-feira, novembro 26, 2008

Níver do Pedro, silencioso leit@r!
Ano passado estivemos em Paquetá nessa data.
Neste ano, subiremos o morro aqui de meu bairro para almoçar.
Minha vizinha de janela quem deu a dica, que no morro tem uma comidinha deliciosa e baratinha.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

terça-feira, novembro 25, 2008

Eu queria ver o filme do rei Arthur, ontem.
Eu gosto de histórias religiosas, cheia de simbolismos, como estava imaginando ser a história do rei e tal.
Convenci mamãe e minha vizinha de janela para que vissem, juntas, aqui, e fui para a casa do Pedro assistir.
Quando voltei a pé, sem entender nada, minha rua deserta, fria, e cheia de cachorros passeando no vazio da madrugada, ao entrar em minha casa, perguntei:
- E aí, mãezinha, curtiu o filme?
- Eu gostei, vimos todas as lutas, mas não entendemos nada!
- Hummmm...nós também não.

segunda-feira, novembro 24, 2008

João Carlos Rodrigues, um escritor carioca, escreveu uma resenha muito bacana sobre o Rato para o Cronópios, um site literário de Sampa.
João Carlos terminou seu texto assim:
“Ele, que tem uma atividade paralela de cantor e compositor de baladas pop (interessantes, sem dúvida, mas pouco mais que isso) parece ter encontrado na literatura uma verdadeira vocação. Seja bem vindo ao mundo inóspito dos escritores.”
Pois é, silencioso leit@r, o Rato voltou à Copa, acompanhe:
http://copadeliteratura.com/

domingo, novembro 23, 2008

Dia escuro, embruscado, céu pesado.
De vez em quando peneira uma chuvinha.
Pedro costuma dizer que dias assim não combinam com a cidade.
Ele tem os olhos mais turísticos do que os meus.
Ontem, estivemos lindos, na beira da rua, a esperar o ônibus.
Estávamos prontos para a festa da Márcia, na floresta.
Iríamos até a casa de Kali, que nos levaria mato adentro, de carro.
Mas, final de semana, noite, o ônibus demora.
Voltamos pra casa e ligamos a televisão.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sábado, novembro 22, 2008

Ontem, estivemos reunidos na sala, eu, mamãe, minha vizinha de janela, Bob e Pedro.
Enquanto eu e minha vizinha estivemos envolvidos em colocar as luzes e bolas numa planta, eleita esse ano para nossa árvore de Natal e mamãe via novela, Pedro correu até sua casa e trouxe os filhotinhos da Shininha para que ela os visse.
No caminho até aqui, conseguiu interessados para dois dos filhotinhos, mas, primeiro, é preciso desmamá-los para que, então, sejam entregues aos novos donos.
Colocou os bichanos no meio da sala e ficamos curtindo suas carinhas lindas, de dentro da caixa, espiando pro alto.
Bob ficou nervoso, choramingando, sem saber como lidar com os bichinhos.
Pedro colocou um dos gatinhos na sua frente.
Bob estirou-se de barriga no chão e chorou impotente diante do filhotinho lindo.
A ninhada de Shininha, dessa vez, foi de quatro gatinhos.
A gente fica querendo ter um gatinho aqui em casa e, desse jeito, conseguir espantar os ratos que invadem nossa varanda, vindos da laje. Mas teríamos que ter um quintal, silencioso
leit@r.
Ó, nossa árvore:



sexta-feira, novembro 21, 2008

Está frio!
Meu computer está lentíssimo. Quando visualizamos o gráfico que mostra se ele está cheio, ele está cheio. Mas não sei de que, ele não tem quase nada...rs.
O ônibus que faz a linha de minha rua, matou a Lassie, bom leit@r.
Minha vizinha de janela explicou assim:
- Ela entrou embaixo da roda... – e colocou as duas mãos sobre o rosto para esconder as sombras. Bob, que estava deitado em nossa frente, choramingou um pouquinho e silenciou. Parece que entende...

quinta-feira, novembro 20, 2008

Depois que a barra lateral de minha cama, a que se encosta à parede do quarto, abaixo da janela, rachou-se( sem cair) e, que, em todas as noites que me deito para dormir, ouço, ao me ajustar na melhor posição para o sono, os estalidos de seu estrado ruindo, estalando, gravitando ainda sem se despencar, minha cama ficou um delicioso ninho.
Tão gostoso que fico a me lembrar das melhores camas em que me deitei quando criança. E quando me viro, quando movo minhas pernas, quando ajeito minha cabeça, quando recoloco meus braços à frente do corpo com as mãos entre as pernas e, tudo, todo movimento sonolento que eu faça, imagino ninhos de filhotes de cachorros, ninhos de filhotes de gato, feno macio, trepadeiras, tudo, flores, e, silencioso leit@r, o lance é torcer para que ela perdure assim, sem cair, pelo máximo de tempo possível para que, então, eu possa curtir a maravilha de minha caminha velha.
Que gostoso!

quarta-feira, novembro 19, 2008

Cristina Braga, ontem, esteve conosco na Gávea, no estúdio do Kassim, para que colocasse sua harpa no "Céu", uma das músicas de meu novo Cd, Cinema Íris.
Ela trancou-se num dos cômodos do estúdio e nós, eu, Pedro, Baiano e Ruth, subimos um cômodo acima e ficamos olhando, com o Gabriel, para as telas dos computadores, onde se riscavam os sons celestiais que ela fazia.
Baiano, enquanto ouvia os sons que Cristina tirava da harpa, com entusiasmo e empolgação típicos dele, disse:
- Que maravilha, que maravilha! - e a voz da Cristina saiu de uma das caixas de som, sorrindo:
- Calma, gente, tem mais por vir, calma! - e aí, fez a música toda e fez um segundo take, melhor que o primeiro. Eu estava feliz para caramba, bom leit@r, porque a Cristina, no disco, com sua harpa, vai iluminando o Céu.
Eu disse:
- É um céu com demônios!
- Pára! - Pedro disse.
Gabriel passou os arquivos para o pen driver e entregou ao Baiano.
E Cristina subiu para onde estávamos, quando Pedro nos colocou em pose de foto. Kassin tinha ido jantar.
Veja, silencioso leit@r:

Gabriel, Cristina Braga, eu e Ruth Castro

Baiano, Gabriel e Cristina Braga

Cristina e eu

terça-feira, novembro 18, 2008

Depois do Ceará e Pernambuco, Sacramento se apresentará, hoje, em Salvador, silencioso leit@r, numa das salas do teatro Castro Alves.

segunda-feira, novembro 17, 2008

O pêlo da Lassie é realmente lindo, assim, tipo um doce de leite bem clarinho. Minha vizinha de janela diz que ela é apaixonada por Bob, porque ela não sai do portão do que Pedro chama de nosso condomínio. E quando minha vizinha de janela leva Bob para fazer xixi e cocô na rua, Lassie fica ao lado e vai onde minha vizinha for, pula nela, suja a roupa dela, late pra ela e Bob, assim, bom leit@r, um grande amor.
Inicialmente, minha vizinha de janela deu vários nomes para Lassie, mas ela não atendia por nenhum, nem por Verônica, nem Margarida, nem Piranha, nada. Mas quando minha vizinha gritou Lassie, Lassie olhou e é Lassie, silencioso leit@r, se liga.
Estranho como Lassie seduz mais ao povo de minha rua do que seduzia ao povo aquele homem que morreu dentro do carro abandonado. É porque Lassie procura o povo, late pra ele, quase sorri. O homem era indiferente a nós, tinha ligado o FODA-SE!
É isso aí!

domingo, novembro 16, 2008

Domingo embruscado em Nikity!
Minha vizinha de janela entregou-me a tela que pedi e rascunhei um desenho que irei pintar. Vai ficar bonito!
Demorei um tempo para chegar no resultado que quis. Minha vizinha de janela foi quem desfez meu empaque. Ela disse:
- Faça um ombro mais alto que o outro que vai dar o efeito que você quer! – dito e feito, silencioso leit@r, uma das carinhas abraçou a outra, como eu queria.
Procurei o pincel que eu tinha, mas sumiu. Amanhã, tenho de arrumar outro.
Foi minha mãe quem me chamou pra ver, era a Lassie, uma cachorra de rua, que tinha subido nossa escada e estava na porta da sala, trêmula, a olhar para fora, para a janela de minha vizinha, onde mora o Bob.
Fui até ela para um carinho, mas a bichana foi embora, desceu a escada cheia de medo e saiu portão afora, para a rua. Mamãe disse:
- Ela é linda!
Que coisa!

sábado, novembro 15, 2008

Sábado lindo em Nikity!
Quando acordei e olhei para as estrias esbranquiçadas de nuvens no final do céu de meu vale, pensei, hoje, vai dar uma praia maravilhosa!
E me entretive a fazer um suco de luz para mamãe.
Depois disso, preparei nosso almoço, li um pouco e tirei um cochilo.
Agora, à tarde, estou pensativo e curtindo ficar em casa.
Mamãe vê o Raul Gil...

sexta-feira, novembro 14, 2008

Minha cama está dando formigas, bom leit@r.
Já faz um tempo que mamãe ao sentar-se na sala frente à tevê, muni-se de uma faca comprida, que usa para abanar as pequeninas que lhe sobem pelas costas.
E, agora, vieram para minha cama.
Ontem, Dorinha disse que havia muitas embaixo dela, quando arrastou a cama para limpar o chão e disse pra eu comprar um spray inseticida.
Não liguei, sou um morto, quando durmo.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Fui nadar.
Ana nunca mais veio ajudar mamãe, e mamãe ficou com raiva dela.
Em seu lugar, hoje, veio a Dorinha ajudá-la.
Saí de casa e vim para o Pedro.
Vou recomeçar a pintar quadros. Estou querendo fazer uma série diferente da série de carinhas que andei fazendo. Acho que ficará muito bom. Minha vizinha de janela já encomendou a tela do tamanho de que preciso para as bichanas.
Enquanto Sacramento está em turnê pelo Nordeste, os trabalhos do disco, Cinema Íris, pararam.
Sacramento me disse que vai cantar "Homens", entre as outras músicas, por lá. Fiquei animadíssimo!
Aqui, vai cair um toró, agora.
Cristina Braga, de quem, ontem, eu e Pedro, fomos assistir ao show, no Sesc Niterói, quando lhe pedi que colocasse sua harpa numa das músicas de meu disco disse:
- Sou sua escraaaaava, Luís! - que maravilha, bom leit@r, com a harpa da Cristina, o "Céu" vai ficar o Paraíso com Adão, Eva, cobras, anjos, maçãs, flores, tudo...

terça-feira, novembro 11, 2008

Ontem, estivemos, eu e Pedro, na livraria Argumento do Leblon para assistir à leitura dos contos do gaúcho Henrique Schineider feita pelo próprio. O Henrique publica semanalmente os contos num jornal de sua cidade e foram esses contos que leu pra gente no gelado da livraria.
Eu estava entusiasmado por assistir a um brasileiro vindo de tão longe pra ler seus contos por aqui, então, levei-lhe um Cinema Orly e um Lua Singela meus, para presenteá-lo.
Pedro ficou rindo de meu jeito, quando me sentei num banquinho isolado e fiquei à espera do começo da leitura. Depois, quando o Henrique começou a ler, nos distraímos com as histórias e o tempo passou rapidíssimo.
Lá fora, no bafo de calor da cidade, uma tempestade se prometia, mas não caiu.
Antes de virmos embora, tentei ver se conseguia um Pocket Show pra eu fazer na livraria, mas a menina me disse que eu teria de levar os aparelhos de amplificar o som e desanimei. Além de não ter bilheteria nem cachê.
Porém, como é sabido que tudo é possível, a idéia não morreu. Estertora ainda tentando algum último alívio, quem sabe...

segunda-feira, novembro 10, 2008

sábado, novembro 08, 2008

Pedro fez uma edição maneiríssima da canja de Cristina Braga no Programa do Jô Soares e colocou no youtube. Coloquei no post abaixo para que meu silencioso leit@r possa apreciar.
Conhecemos Cristina Braga, quando ela veio tocar no Teatro Municipal de Niterói. Ruth foi quem nos chamou. Cristina estava tocando músicas do repertório da Bossa Nova.
Meu bom leit@r sabe que não vejo graça nas músicas da Bossa Nova, mas, no show, as músicas foram elaboradas de um modo tão mais bonito, que ao final, quando fui cumprimentar a Cristina, disse:
- Eu não gosto dessas músicas, mas, do modo como elas foram apresentadas, ficaram lindíssimas!
- Pois é, estas músicas são eternas! – ela respondeu.
Veja:

sexta-feira, novembro 07, 2008

Estivemos no Sus, eu e mamãe.
Dessa vez os motoristas de táxi foram ótimos, tivemos sorte.
A discussão do dia ficou por conta do médico, o angiologista. E da secretária, uma nojenta maluca.
O meu silencioso leit@r há de pensar que o problema seja meu, que eu é quem sou maluco e me irrito com o sistema empacado de saúde do município, com as pessoas da máquina burocrática dos ambulatórios.
Mas não é.
É que neguinho não quis me ouvir. Mais importante que me escutar, é seguir a ordem com que, depois que entramos no prédio do ambulatório, somos mastigados pelos dentes de sua engrenagem. Se liga, fiquei puto e me alterei!
Que merda!

quinta-feira, novembro 06, 2008

Amanhã, acordaremos outra vez na madrugada para irmos ao médico.
Estive no posto hoje para remarcar o angiologista, mas não deu. A mulher falou que eu remarcasse amanhã, já que estaríamos por lá.
Além da ferida na perna de mamãe que não cicatriza e das muitas idas ao médico sem que se resolva o caso, minha mãe está bem baqueada, pois sua irmã mais nova faleceu há poucos dias.
A morte é um troço doloroso e cruel, um horror verdadeiro e tenaz, mas a gente tem que se consolar com a bichana. Fazer o que, silencioso leit@r?
Ainda há pouco, estive esperando diante da porta da assistente social para que ela aprontasse o Cartão do Sus de mamãe.
Antes que eu entrasse, ela atendia a um rapazinho acabado de entrar para a universidade, para o curso de medicina. A porta estava aberta e pude ver o entusiasmo com que a assistente social atendia ao rapazinho, pude ver a linha que ela lhe dava e ele voava inocente a sua frente, fazia gestos curtos com as mãos enormes, de dedos muito compridos e lisos, voando, viajando. E a assistente alimentava mais o assunto interminável.
- Ah, é?- ela dizia. E ele desfiava mais um pouco de assunto, envolvido, absolutamente, na alegria de ter entrado na universidade. Ela dava linha, absorvida na masculinidade recente, que brotava no rapaz.
Quando o vento acabou e ele não pode mais se sustentar na linha que ela dava, saiu.
- “Demorôo...” – eu pensei.
Entrei sem vento algum e sem linha nenhuma, curto e grosso, mas educado.
Saí de lá com o Cartão do Sus de mamãe, que ela fez rapidíssimo no ar parado da sala.
Amanhã, vou precisar...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, novembro 05, 2008

Acordamos muito cedo para ir ao angiologista, mas quando chegamos na portaria havia um cartaz: GREVE.
Que merda!
Acordar muito cedo já deixa a gente de mal-humor. E ainda isso.
Me irritei com os motoristas dos táxis de ida e volta, me irritei com o grevistas.
- Vocês têm de organizar melhor a greve! Como é que não avisam e viemos pra cá, esse bando de gente desavisada, adoentadas, minha mãe nem anda direito e veio! Avisem, pow!
Um senhor que estava ao lado esperando aproveitou o lance e invadiu a portaria. O grevista que barrava a entrada deu uma gravata nele e o trouxe de volta pra fora do prédio.
O pessoal que tava ali se alvoroçou.
Deixei pra lá, pegamos um táxi de volta pra casa.
O motorista pegou o caminho mais congestionado.
- Que que é isso, silencioso leit@r!

terça-feira, novembro 04, 2008

Caído entre papéis, cds, vidrinhos, no compartimento sob a impressora, entulhado entre os objetos que vou deixando acumular sobre a mesa de meu computer, o viadinho que trouxe da Austria e que mamãe colocou de bunda para o alto virado para mim, aqui, hoje, está mudado de posição e com os seus olhinhos estrábicos a me olhar.
Preciso arrumar isso. Que zona!
Vou nadar...

segunda-feira, novembro 03, 2008

Nossa!
Eu tinha me esquecido, absolutamente, que fizemos esse vídeo na Boca Maldita de Curitiba. Que o Silvio e o Maven subiram num edifício e me deixaram ali tocando com um pedido de dinheiro ao lado. No fim um casal de apaixonados parou e deixou 50 centavos caírem dentro da minha sacola.inha me esquecido, absolutamente, que fizemos esse vídeo na Boca Maldita de Curitiba. Que o Silvio e o Maven subiram num edifício e me deixaram ali tocando com um pedido de dinheiro ao lado. No fim um casal de apaixonados parou e deixou 50 centavos caírem dentro da minha sacola.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

domingo, novembro 02, 2008

Está um domingo lindo.
Minha vizinha de janela entrou na sala e começou a conversar com mamãe. Quando descobriu que eu estava em casa, disse:
- Ué, Luís, você está em casa? Pensei que você estivesse na praia!
- Nada! Estou aqui – eu disse sem aparecer na sala.
Estou no meu quarto, no computer, e o meu leit@r mais novo ainda não conhece o Senhor Mavinho, que voltou a aparecer, aqui, no Blog Azul.
Conheci o Maven depois de uma entrevista para o Mix Brasil, talvez, tenha sido em 2003. Era uma entrevista em que eu falava de meu primeiro disco, o “Lua Singela”.
Daí, começamos a nos falar por e-mail e o Maven me mandava umas músicas que fazia e que ele próprio produzia em seu quarto e tudo. Já nos falávamos há um tempo, quando eu disse:
- Você não fica afim de produzir um segundo disco pra mim? – O Maven, prontamente, respondeu que isso seria uma responsabilidade grande para ele, disse, não, mas um pouco depois, disse, sim, que produziria o meu disco no seu esquema caseiro.
E eu fui para Curitiba, que é onde o Senhor Maven mora para gravar. O disco ainda não tinha nome.
Gravamos em seu computer mais de 10 músicas, voz e violão, e voltei para minha casa, onde esperei que Senhor Maven aprontasse os arranjos.
Mas sei lá o que acontece com o tempo, com a sua correnteza imprevisível, que eu não consigo acompanhar, quer dizer, eu até acompanho a bichana, mas não consigo conduzir, se liga, silencioso leit@r, que aí, que juntando tudo, a preguiça, a correnteza, a distância que há entre Curitiba e Niterói, o dinheiro, os acontecimentos, a minha vida, a do Maven, o Blog, o leit@r, tudo, tudo, tudo, o disco não saiu daquela vez.
Mas não o perdi de vista até que, quando, de novo, estive em São Paulo para uma outra entrevista com o Mix Brasil, dessa vez, a respeito do lançamento do livro Rato, combinei de recomeçar a fazê-lo com Raquel Martins. E também ainda não tinha nome.
Então, a correnteza dos acontecimentos que não conduzo levou-me a nomeá-lo “Cinema Íris” e a fazê-lo aqui no Rio mesmo, com o Paulo Baiano, que produziu o “Lua Singela”. E com a direção de meu amigo de infância Marcos Sacramento.
Além da força especial do Pedro.
O Cinema Íris está cozinhando por esse tempo todo, bom leit@r. Que coisa!
E o que será que o Senhor Mavinho cozinha pra mim?