quarta-feira, fevereiro 28, 2007

8 dias...
Estou me preparando para ir a Sta Rita!
Preciso ter calma, preciso aprender...
Que loucura!
Tem um vizinho ouvindo o disco de Cássia Elller...daqui a pouco começará a tocar Maluca.
Que coisa, é o pessoal de baixo!

Não, não é o pessoal de baixo, não. São os vizinhos novos, do terceiro andar, que não me deixaram dormir ante-ontem...

terça-feira, fevereiro 27, 2007

9 dias...
Estive por todo o dia de hoje sentado no corredor do ambulatório de cardiologia.
É muito distinto do ambulatório do pessoal da Aids, que é um pessoal menos flutuante, são sempre as mesmas caras. No corredor do ambulatório da cardiologia, dei uma arejada, ouvi outras histórias que não as histórias dos que têm Aids.
O cardiologista disse que eu aumentasse a dosagem dos remédios.
- É sempre uma experiência- ele disse.
Depois, quando vim embora, já de tardezinha, vim no ônibus pensando sobre as empresas que se aliam aos artistas para divulgar e vender sua arte. E vi que sempre divulgam que os artistas sejam muito loucos, pessoas difíceis, estranhas, diferentes, que isso e aquilo e tal.
Então, eu disse em meu pensamento foda-se, porque esse tipo de boato em torno dos artistas é pura sacanagem das empresas, porque os artistas são quase sempre pessoas legais, lúcidas, e a merda é ter que se sujeitar a quem tem a grana pra produzir a arte, o produto, ta ligado?
O médico disse:
- Você é um cara nervoso, Luís? – e eu falei:
- Não, cara, sou tranqüilo- e quando ele decidiu que eu iria apenas aumentar a dosagem dos remédios, saí do consultório e vim embora sem olhar pra ninguém.
9 dias...

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Não tive uma boa noite de sono. Custei a dormir e logo que dormi eu estava na casa em que morei em Papucaia, na cozinha, vendo imagens no meu computer. Então, começou a dar problema e eu desliguei o bichano. Foi quando vi que havia várias pessoas atrás de mim e que olhavam para o meu monitor. Essas pessoas ficaram chateadas por eu ter desligado o computer. Eu disse:
- Desliguei - e saí no escuro da casa indo para a sala, quando um morcego atravessou a casa voando pelas minhas costas. O morcego entrou no banheiro onde mamãe estava. Eu gritei. O bicho esguichou uma água pela porta. Vieram ratos atravessando e outros morcegos começaram a chegar esguichando água sobre nós. Estava possuído de terror e acordei.
E comecei a ouvir uma conversa exaltada entre duas mulheres que estavam a ponto de se engalfinharem. Achei que vinha da casinha dos fundos, pois o pessoal gosta de beber e comer churrasco nos finais de semana. Pensei, pow, que merda! E fiquei ouvindo, sem sono...
Foi quando me dei conta de que a discussão vinha do terceiro andar, para onde acabou de se mudar um casal jovem com um bebê. O que estava acontecendo é que a mãe da mulher estava bêbada e não deixava o casal dormir. O bebê chorava sem parar. A mulher gritava para a mãe:
- Sai de minha casa, vai embora, por favor!
- Eu te amo, minha filha, eu não fiz nada.
- Saaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!! – ela berrava. O bebê chorava. O pai do bebê dizia:
- Pare de gritar, o bebê ta tremendo, pare! – Rodrigo entrou em meu quarto sem entender nada e perguntou:
- Que que é isso, Luís?
- São os novos moradores... - esse é meu vale, bondoso leit@r! Energia ruim, ratos na varanda, calor infernal...

A discussão varou a madrugada. A mãe tinha ido embora, mas voltou e recomeçaram a gritar. Que loucura essa família, na madrugada, com luzes acesas, nuvens visíveis no céu escuro, abalada pela maluquice. Que solidão!
Pedro não me quer mais, tou arrasado. Tenho de mudar de assunto, de planos, de sonhos e voltar a meu vale assim como ele é...
Credo em cruz para meu vale...


domingo, fevereiro 25, 2007

11 dias...
Estive lendo vários comentários escritos sobre um livro chamado Sexo Anal, do escritor Biajoni. Um dos comentários dizia que a narrativa tinha um cenário carioca, mas com uma filosofia paulista. Hummm...o que será isso? Fiquei curioso...
Peguei Esaú e Jacó do Machado de Assis emprestado há meses atrás e não consegui ainda engatar a leitura. Vou tentar outra vez...
Eu não sou um intelectual, curto leituras pelo prazer, não por outro motivo.
Desisti de ler um dos livros que compõem Em busca do Tempo Perdido de Marcel Proust e que tenho aqui comigo. Já tentei algumas vezes, mas nunca foi o momento.
Estou louco pra rever Pedro. Devo ir a Sta Rita buscá-lo e parabenizar Neuza, sua mãe, pelo níver!
11 dias...

sábado, fevereiro 24, 2007

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

11 dias...
Vendi um Lua Singela para Sampa, para o Edson!
Meu carnaval mesmo começou na terça-feira, quando chamei Mathilda para irmos a uma feijoada em Ipanema. Estávamos no primeiro andar e tocava Madonna, enquanto na rua embaixo o carnaval rolava animado, cheio de bêbados.
O Oswaldinho, que ofereceu a feijoada, recebeu a gente travestido, na verdade, montado, porque travestido no carnaval, pode parecer essas piranhas bêbadas e Oswaldinho tava montado, chique, ligado, olhos enormes sombreados de azul e disse:
- Nunca me senti tão macho, tou afim de pegar uma buceta, hoje!
Depois, Mathilda me levou pra ver o bloco dos cineastas na Gávea. Eu disse:
- Mas é um bloco de bichos-grilos, Mathilda!- então, veio vindo o Michel, que tem um programa no canal dois e que o Shiraga me sugeriu participar. Mathilda disse:
- Esse é o Luís Capucho!- e o Michel fez uma reverência e não disse nada, ficou me olhando. Então, no meio da batucada eu gritei para o Michel:
- O Shiraga disse pra eu entrar em contato contigo pra tentar o seu programa!
- Ta feito, qual é o seu contato?- e eu dei meu telefone.
Depois, Mathilda me levou pra comer comida japonesa. Claro, eu só falava do Pedro...rs.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Não estou bem e não há nada que eu possa fazer.
Mamãe disse:
- A solução, Luís, será você ir embora para Sta Rita.
- Não, eu não vou. Não irei deixar você, mãe. Pedro vem...
Então, leit@r, esse é meu drama. Não é fácil pra ele, eu sei.
Preciso paciência pra que tudo se resolva...
Faltam 14 dias pra ele chegar...

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Está muito quente em Nikity.
Ontem, fomos à praia, tava uma delícia. Depois, à noite, esticamos para um macarrão e violão na casa da Marcinha.
Hoje, se me animar, irei ao cinema na sessão das 19h. Hoje tem cinema de 2 reais.
Ruth dormiu aqui em casa e ficamos conversando bastante, eu, ela e mamãe.
Mamãe tem vários amigos loucos, que freqüentam nossa casa.
Isso porque quando voltamos a morar em Niterói, mamãe estava muito sozinha e sofrendo, dada as circunstâncias com que tivemos de voltar a morar aqui. Então, ela entrou numa igreja evangélica próxima a minha casa, como motivo para socializar-se. E esses amigos loucos que freqüentam ainda hoje nossa casa, são amigos que ela fez de quando ainda freqüentava a igreja evangélica, se ligou, bom leit@r?
Esses loucos são loucos mansos e são inconvenientes algumas vezes. Mas não conseguimos concluir em safarmo-nos deles definitivamente. Ficamos vacilantes. Eu disse:
- Então, é isso. A vida continua...

sábado, fevereiro 17, 2007

Ontem, estive na minha médica da Aids.
Estava triste, quieto e cabisbaixo. Ela disse que terei de recomeçar com os remédios nesse semestre. Quando viu que eu estava triste, disse:
- Relaxa, Luís. Tome uma cervejinha e curta o carnaval!- e aí, ela disse que mais importante pra mim, agora, será preocupar-me com minha pressão alta e, então, passou um encaminhamento para o cardiologista.
- Mas eu tenho cardiologista marcado para setembro- eu disse.
- Não, tem que ser já! – e aí me deu um encaminhamento pedindo urgência. Serei atendido logo depois do carnaval, dia 27 de fevereiro.
Não sei o que fazer com esse carnaval...

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Mamãe esteve de mal comigo por todo o dia de ontem, porque eu discuti com Rodrigo.
Vejam como ela é linda:

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Quarta feira o Brasil deve parar!!Um roubo de carro na zona norte do Rio de Janeiro terminou com a morte bárbara deum menino de 6 anos, arrastado e dilacerado por 14 ruas, do bairro de Oswaldo Cruz.Poças de sangue e pedaços de massa encefálica foram recolhidos em diversos pontos do trajeto de sete quilômetros percorrido pelos ladrões, que levaram João Hélio Fernandes Vieites, preso pelo cinto segurança, do lado de fora do carro.

UMA DAS FORMAS MAIS AVASSALADORAS DE PROTESTO É A PACÍFICA: ENTÃO , QUARTA FEIRA,12:30, DEVEMOS PARAR POR 10 MINUTOS.IMAGINE O DESESPERO DO ESTADO,FRENTE A UMA NAÇÃO ORGANIZADA.10 MINUTOS, QUARTA-FEIRA, ONDE QUER QUE ESTEJAMOS: SEJA NO TRÂNSITO, NO TRABALHO, NA ESCOLA,NOS ÔNIBUS, NAS RUAS.NINGUÉM NUNCA VIU O BRASIL REAGIR, CHEGOU A HORA!!!DIVULGUE PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS ,EM TODOS OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO, PRINCIPALMENTE O MARKETING DIRETO!!!

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Preciso me barbear.
Não tenho nada para fazer no carnaval, não sei sambar.
Não sou um brasileiro típico: não sei sambar, não curto futebol e não sou extrovertido e sorridente.
No que eu mais sou brasileiro é no pensamento. Na língua da minha cabeça.
Talvez, fique com Pedro, hoje.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Fui no níver da Claudia, no sábado, num barzinho muito simpático do Cosme Velho. Estava tocando uma banda cover chamada Hi 5. Tocava apenas músicas internacionais, com letras em inglês.
Por causa do nome, pode-se pensar que fossem músicas do nosso hi-fi dos anos 70, mas, não, eram músicas mais modernas.
Além dos convidados de Claudia, havia, num reservado do bar, outros convidados de um outro aniversário, e, ainda, o séquito de meninas que acompanhava a banda e que ficou dançando em frente ao cantor.
Fiquei num canto, quieto, assistindo. Havia uma lourona, forte, de peitos pontudos na blusa brilhante, que altiva, mas simpática no sorriso, dançava entre as outras meninas, como quem estivesse a se entregar para deus, se ligou, bom leit@r? Era um êxtase, uma felicidade mística, assim, uma fissura erótica o que ela sentia e expressava no jeito de dançar que eu esqueci as outras meninas do séqüito e fiquei observando a lourona. Eu sentia prazer em olhar pra ela e era muito confortável pra mim, porque, quieto, longe, num canto, poderia olhar sem ser visto como quem assistisse à tevê, se ligou, bom leit@r?
Então, no final, ela já estava dançando não mais pra deus, mas dirigia sua fúria simpática, ao menos no sorriso, para um dos rapazes que, de pé, em torno ao séqüito, fazia cerco às presas explêndidas.
O rapaz, um lourão, que como diria Pedro, era um glutão, estava com uma garrafa de cerveja e correspondia aos olhares da moça dançando apenas com a cabeça, ta ligado?
O meu bom leit@r, talvez, esperasse, agora, a narrativa de um acontecimento surpreendente, ou mesmo que rolasse um lance dramático, de grande interesse, algo assim, e que tornasse mais digna minha historiazinha.
Mas digno foi apenas o níver da Claudia, porque quando acabou o som, a Lourona veio, deu um selinho no lourão, ficaram conversando um tempinho, ele pagou a conta e foram embora na madrugada...rs.
Eh, falta do que fazer!

sábado, fevereiro 10, 2007

Eu adoro esse verãozão!
O céu fica lindo com nuvens de algodão e andar na rua machuca a gente por causa do sol. Então, andar machucado pelas ruas olhando as nuvens de algodão é um consolo, é um equilíbrio, como se o remédio fosse fácil, ao alcance, se liga...
Também tem a nostalgia dos meus verões da infância, porque de onde eu vim era também muito quente e machucava. Meus primos, que eram mais branquinhos que eu, de andarmos no sol, ficaram todos enferrujados.
Eu, não. Não fiquei salpicado de sardas como eles, tenho poucas.
Com a idade, comecei a gostar do inverno também, assim como, comecei a gostar de jiló. E comecei a ter medo de janeiro, por causa da pressão alta de mamãe, porque janeiro é o mais quente, se liga...
Mas o verão, o solzão ofuscante, o calor, eu adoro!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Faz um calor de verdade, nostálgico, gostoso, enquanto que Pedro me mostrou um nevoeiro sobre sua cidade, ontem, à noite. Claro, eu não vi direito, mas quando ele mostrou uma lâmpada acesa em seu quintal, vi.
No jornal, na tevê, um pouco antes que Pedro me mostrasse a névoa, vi na televisão que emergiu das profundezas do oceano um peixe que vive a 1200 metros de profundidade. O tubarão-cobra vivia a 600 metros de profundidade, lembra?
As profundezas estão a emergir à superfície, bom leit@r, que maravilhoso! Mas como o tubarão-cobra, esse também morreu à nossa luz e pressão.
Então, eu reparei que não são os japoneses ou indonésios, os orientais, quem estão a trazer os peixes à superfície. São os bichanos que estão a vir, leit@r, não é maravilhoso e terrível?
Que coisa!

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Fiquei bem com os cabelos muito curtos.
O Tony é um cara divertido. Tem um pensamento, inevitavelmente, ferino. O meu bom leit@r deve conhecer pessoas assim, que não sejam pessoas más, exatamente, mas que não conseguem ser de outro jeito, que não seja o jeito de olhar o lado vacilante que a gente tem.
Então, quando vamos lá cortar nossos cabelos, ficamos sabendo de todos os vacilos dos amigos em comum...rs.
Pessoas como o Tony, claro, não são pessoas agradáveis e eu já tive vontade de me afastar dele por algumas vezes. Mas como todos sabem a vida é misteriosa para caralho e quando eu ía me afastar, descobria coisas legais que me deixavam ficar. Assim, somos amigos há mais de vinte e poucos anos...rs.
Outros amigos ferinos não ficaram, porque não gosto que fiquem me chamando a atenção para esse viés da vida, se liga...
O Tony é meu amigo!
Eu também tenho alguma ironia e sou divertido, mas nem todo mundo percebe, porque param na percepção de minha amargura e não vêem mais que isso. Vêem apenas que sou triste. Não sou apenas triste. Também sou foda!
Pedro está, como eu, de visual novo...

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Hoje, eu e mamãe iremos cortar nossos cabelos.
Pedirei ao Tony que corte meus cabelos muito curtos.
Ontem, paguei minhas contas.
Rodrigo foi trabalhar com febre.
A máquina de lavar fez barulho para caralho.
O trinca-ferro passou despercebido hoje, ta cantando mais longe.
Mathilda Kóvak disse que sou um cara muito lúcido!
Ela curte a lucidez de Clarice Lispector.
Pedro é o máximo!
Queria fazer outros shows com Naldo Miranda.
Vou nadar...

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Segunda-feira muito cedo fui tirar sangue no hospital.
Precisei tirar sangue para exames de carga viral e cd4 e aí, então, minha médica dizer qual remédio devo voltar a tomar.
É tido como certo que voltarei a tomar as ratazanas ou vitaminas, porque minha carga viral já ta alta e meu cd4 baixo.
Na fila tinha um ex-travesti, falante à bessa, e que dizia ter acabado de fazer preenchimento das faces para atenuar a atrofia causada pelos anti-retrovirais e tal. Dizia que quando sua cara tava murcha, não atendia mais aos convites de amigos, trancou-se em casa e ficava sozinho, mas que agora irá visitar um a um e quando repararem suas veias nas pernas, ressaltadas, vestígio ainda irrecuperável da lipodistrofia, dirá, que isso é efeito de anos de pista em Bangu, onde fazia pegação de traveco (ou será traveca?). Ele disse que os saltos altos deixam mesmo as pernas veiúdas, se liga...
E sobre sua bunda, que também ficou murcha, efeito de tomar os remédios do coquetel, disse que não faria preenchimento, pois não queria ter bunda de travesti velho. Resolveria isso com musculação. Tomaria cuidado com os membros superiores e tórax, pois não queria ser uma bicha barbie, pois veado como ele é, não combinaria...
Na fila, esse veado, tinha um jeito muito cativante e as mulheres em torno logo entraram na conversa dele e apoiavam tudo o que dizia. Eu também, comecei a me distrair com seu assunto e olhava pra ele. Nas vezes em que ele se dirigia a mim, pois que ele olhava para todos em torno, de modo a ir ganhando mais ouvintes, como um homem público, leit@r, ele desse jeito, ia também conferindo quais ouvintes estavam simpáticos a sua pessoa, se liga. E quando viu que tinha ganhado muitos ouvintes, ou ouvintes suficientes para sentir-se seguro, mais ia soltando a franga e os segredos, as coisas muito íntimas, até com começou a falar da mãe, ta ligado?
E como não curto posts grandes, fui chamado para tirar o sangue:
- LUÍS CAPUCHO!

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

O menininho de baixo veio brincar com mamãe outra vez. Trouxe um irmãozinho, mais ou menos, da sua mesma idade e que ficou andando de velocípede na sala. Mamãe está atenta ao machucado que, na ausência do Pedro, tenho colocado remédio todos os dias.
Daqui a pouco mamãe irá para o aniversário de seu bisneto e ficarei só em casa.
Não tenho conseguido criar nada. Sei que sou moroso para compor, mesmo assim, fico um pouco desesperado, se demoro muito a surgir com a iniciativa de uma nova composição.
É comum que me perguntem como surgem as minhas músicas. È um misto de aparecimento delas e de minhas iniciativas em parar para fazê-las. Entretanto, nem sempre que paro para fazê-las, elas surgem. Nessas horas, penso que não farei mais músicas...
Mas insisto e elas aparecem.
Nem sempre gosto delas e esqueço pra sempre.
Como não tenho tido como registrar essas músicas das quais não gosto, elas somem e e nem tenho tido a oportunidade de vê-las noutra hora e gostar mais ou reaproveitá-las e tal...
Penso muito no Pedro...

domingo, fevereiro 04, 2007

Que loucura!
É intrigante como os fatos, às vezes, são encadeados na vida da gente de modo que ficam a parecer que estejam nos querendo dizer algo. E mais intrigante ainda é ver que esses fatos encadeados e que parecem nos querer dizer algo e ter a nos ensinar, às vezes também, não sejam significativos e que, até mesmo, sejam ridículos. Ou serei ridículo eu...rs.
Por exemplo: meu bom leit@r, o meu bom leit@r mais perene e assíduo, deve estar lembrado das vezes em que, nesse blog, eu vim falar sobre o terceiro andar do prediozinho atrás do qual meu sobrado está. Vim falar de suas gaiolas nas janelas, uma das gaiolas com o terrível trinca-ferro.
E também deve estar ainda lembrado de quando vim dizer que esse pessoal do terceiro andar mudou-se levando consigo as gaiolas e que para meu desespero o trinca-ferro começou a gritar todas as manhãs no segundo andar, bom leit@r, quer dizer, muito mais próximo de minha janela do que antes gritava toda manhã. E se lembra ainda que fui reclamar com o homem, que parece ter entendido meu drama.
Naquela época, eu tinha observado para meu leit@r, o incrível da situação e como eu que sou um cara sensível demais a barulhos que não sejam os meus, senti-me invadido e, um pouco, perseguido.
Pois, agora, darei ao meu bom leit@r o direito de rir de mim. Meu bom leit@r pode agora gargalhar de mim, porque a desgraça é grande quantidade de vezes engraçada e o trinca-ferro agora grita toda manhã sob minha janela, pendurado numa gaiola na varandinha do primeiro andar! Pode crer!
Que porra é essa!!!!!? Solta o bicho, pow!


sábado, fevereiro 03, 2007

O menininho que mora embaixo veio passar a tarde com mamãe, brincar com ela. Trouxe os carrinhos, as bolas, o velocípede e armou tudo na sala. No meio da brincadeira ele choramingava, fazia birra, manha, mas mamãe sempre sabia o que fazer, ele se acalmava e recomeçava a brincar. Ficaram muito tempo na sala, distraídos.
De repente, minha mãe me chamou:
- Pegue o algodão, a água oxigenada, o remédio e veja aqui, ele acertou uma pedalada do velocípede justamente onde estava machucada e perna – quando olhei o chão tava empoçando o sangue que pingava e a ferida que o Pedro tava cuidando estava toda aberta, o pedal do velocípede tinha pegado justo nela, que coisa!
Mamãe ficou apavorada achando que não iria conseguir curar a ferida...
Fiz o curativo.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Vejam o impressionante tubarão-cobra de que falei no post de 29 de janeiro:

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Rodrigo fez um x-tudo pra mim.
Eu estava sem comer direito, mas agora minha fome normalizou, caro leit@r, já ganhei dois quilos...
Rodrigo fez o x-tudo com tanta empolgação, que não resistia e cantarolava na cozinha, no meio do calor. Eu peguei a mostarda, a maionese e o catshup e me lambuzei todo comendo a delícia. Depois, ele quis tirar uma foto do bichano, mas eu já tinha comido um bom pedaço. Então, mamãe que assistia tudo sem comer, deu uma gargalhada de achar engraçada uma coisa besta, porque tava feliz.
Karla, a namorada do Rodrigo, veio com o celular e começou a fotografar o bichano. Mamãe gargalhava feliz...
Que coisa!