segunda-feira, julho 26, 2021

Não gostei da enfermeira que me aplicou a vacina. Ela não deixou que eu escolhesse o braço onde eu queria que a vacina fosse aplicada, disse que era uma orientação do ministério da saúde, com certeza, mais uma loucura dessa gente bozista.

Daqui a mais ou menos um mês estarei imunizado.


 

domingo, julho 25, 2021

O prediozinho que avisto de minha cozinha, tomado pelo sol da manhã, me parece uma lembrança de pasto com árvores e vacas nas sombras delas, na beira do rio. Um prediozinho muito antigo, cheio de frescor e de muita verdade, real como a pedra que eu tinha como lembrança no meu corredor, no meio desse meu apezinho, e que coloquei, hoje, embaixo de meu chuveiro, para que quando eu tome banho, esfregue o meu pé nela. Esse meu apezinho também, pensei hoje, quando estava deitado em minha cama, ainda pela manhã, tem um quê da lembrança desse mesmo lugar que vejo, pela manhã, derramado em torno ao prediozinho que avisto de minha cozinha. Eu tirei uma foto dele, agora, à tarde, mas o sol vai caindo por trás e não está iluminando-o o suficiente. Mesmo assim, para que o leitor tire uma linha do que estou a dizer, vou postar a foto:


 

quinta-feira, julho 22, 2021

velha - cifra

Nesse mundo retardado e violento, tenho colocado minhas canções no youtube comigo no violão, para os que gostarem possam fazer em casa. Ontem, pedi ao Pedro que filmasse minha mão esquerda onde faço as posições da Velha, que está no Poema Maldito.

sexta-feira, julho 09, 2021

Minha Camisa de Apresentação a cada vez fica mais bonita de se vestir. Porque acredito não ter ainda errado na porção de coisas que costurei nela. Agora, minha mão esquerda, a que faz as posições no braço do violão, sai do mesmo conjunto de cores de onde sai meu pescoço, onde tenho minha cabeça.


 

quinta-feira, julho 08, 2021

 

O homem que mora na esquina, na casa velha com a mangueira em frente, no ponto do ônibus, ontem, quando saltei e passei na frente dele, disse que me invejava.

- O quê? – eu gritei.

- A perna – ele apontou.

- Ah! – e olhei pras minhas pernas sem pelos, de Crixivan. Depois, chegando em casa, lembrei que ele usa bengala e que não a uso mais.

Era por isso.

quarta-feira, julho 07, 2021

 Não tenho conseguido me mexer.

Eu sei que tudo está acontecendo ao meu redor, eu vejo que o tempo não parou e que por isso, eu também conseguiria me mexer, bem, estou me movendo aqui, faço esse post, agora. Mas não estou conseguindo movimento em direções importantes pra mim, movimentos que sejam iniciativas minhas. É mesmo confuso isso.

Não sei, uma criança move-se por suas iniciativas dentro de um espaço pequeno de permissão pelos mais velhos. Na idade em que estou consigo me mexer muito mais que isso, não tenho quem me diga o movimento que eu possa fazer, quer dizer, não tomaria iniciativa de assassinar outra pessoa, assim, não cometeria um crime e tal.

Contudo, continua valendo pra mim, pelos lugares onde transito, que não tenho conseguido me mexer, onde eu gostaria de avançar. É uma sensação que não estou sabendo explicar direito. Uma situação inexplicável, um negócio, como um toco.



terça-feira, julho 06, 2021

Na foto que o Pedro tirou e que postei, ontem, estava dizendo como foi se construindo o lugar onde me posto para mostrar minhas composições. Na foto, eu disse sobre a construção de uma posição pra mim. Essa foto e esse post de ontem é um desdobramento do filme Peixe, de Rafael Saar.  E a minha posição foi se colocando a partir das vezes em que comecei a mostrar o disco Poema Maldito.

Também é a construção de um lugar pra mim, a construção de minha Camisa de Apresentação. E que vem se fazendo desde essas mesmas apresentações do Poema Maldito, em 2014, 2015.

No mesmo lugar da foto do Pedro e que postei, ontem, nas gravações do filme de Rafael Saar, pedi ao Andre Morback que me fotografasse.

Aqui estou em minha posição, com a Camisa de Apresentação que estou construindo pra mim: