segunda-feira, junho 18, 2018

Cavalos - luís capucho

Subindo a montanha de remédios já engordei quatro quilos. Eu fiz algumas apresentações, durante os tratamentos passados e, apareço no celular do Pedro, bem gordo. Fui ver o vídeo em que apareço no meu primeiro tratamento de uveíte, que foi em 2015. Minha Camisa de Fazer Shows está bem no início. Está apenas com o breve de Mamãe, a patente do Prince, que Ruth me deu, e uma conta de lágrimas costurada no ombro direito.
Ganhei de Dona Lidia, duas formas de gelo, com apetrechozinhos de fazer bijuterias. Para o próximo show, na
quinta, farei uma sessão delas, em torno ao breve de mamãe. Vai ficar bonito.
Na quinta-feira, eu e o Lucas Parente, no baixo, apresentaremos algumas de minhas músicas no Escritório, às 22h.
E o Bruno Cosentino irá cantar alguma comigo.
Será também a apresentação do Paulinho Tó, vocês sabem.
E, no dia seguinte, eles apresentarão seus discos no Audio Rebel.
Vejam nos comentários, o formigão:


domingo, junho 17, 2018


Ontem, estive para tocar as músicas na ocupação convocada para a Cinelândia, mas o dia fechado, escuro de chuva, e a ausência de uma estrutura minha, de apoio pro som – e é por isso que tenho apresentado as músicas sem amplificação, nas salas dos amigos – fez com que não acontecesse isso. Eu até queria tocar assim mesmo, sem amplificar e tudo, porque a Cinelândia tem um vento, tem uma luz, tem um lance que reverbera pela praça que é o mesmo de uma praia, quer dizer, acho que é a minha praia e, aí, eu até disse pro Felipe Abou, que poderíamos nos proteger na marquise diante do cadáver do Orly e mostrar as músicas, com meu violão e voz amplificado numa caixa dessas sem fio que Pedro tem, e a sua bateria-mirim.
Depois, pensando comigo, achei que entrar outra vez nessa egrégora, fonte no cadáver, não fosse bom, sei lá, já é outra coisa onde estou, mas, ainda abri a janela e olhei pro céu da Cinelândia, aqui do apezinho. Poderíamos ocupar a marquize da igreja evangélica, na praça, embora ainda essa não seja a egrégora onde estou.
Ao menos, estarímos dentro da praça e protegidos da chuva.
Só que tava ficando cada vez mais carregado, e não fomos.
Hoje, o dia melhor, talvez, consigamos.
Independente, assim, venham!


sexta-feira, junho 15, 2018

O Rodrigo Menezes foi quem fazia as fotos dos atores na Cabeça de Porco, a peça do Prática de Montação. Quando suas fotos começaram a aparecer pra mim aqui, na internet, descoladas da Cabeça, sem membros e sem rabos que houvesse, só o tronco delas, belo e potente, cheios do viço dos rapazes e moças em posição de fúria, seja a tristeza que fosse, eu pensei, caramba, a peça dos meninos ainda tem esse halo, que coisa, que maravilha, que o lodo reverbere assim.
E no último De Casa em Casa, com leituras do Diário da Piscina, na Casa Sapucaia, ele tirou essa foto da Camisa de Fazer Show. Eu pedi e ele me deu. É desse jeito que eu vou me blindando, na cidade em guerra. Na Casa Sapucaia, quando entrava pelo portão, tinha um pedacinho cintilante de plástico azul, no meio das pedras do chão. Vou achar um lugar pra ele, nela, para mostrar músicas na Cinelândia, sábado.

quinta-feira, junho 14, 2018

Faz um tempo, acho que em 2016, quando eu apresentava as minhas músicas no Bar Semente, numa noite, em que me apresentei sozinho, voz e violão, porque era uma época de ocupações coletivas, em que o pessoal se juntava em torno de alguma causa pública e ocupava um lugar, fiz uma apresentação lá que eu chamei de Ocupa Capucho. Era um lance singelo, no Semente, vazio para os meus shows. E a impressão que eu tive da ocupação que fiz de mim mesmo, nem conta muito, porque o som de lá era muito bom e mesmo que eu pudesse pensar que não estivesse cheio, pleno de mim, assim, mandando super bem e, que eu não fosse um tipo fullgás, apenas pelo fato de eu estar no meu violão, isso era o que bastava, porque no que eu pensava, era na ocupação dessa posição, assim, um processo de ocupação amplificado pela técnica, fora de minha sala, se liga.
E eu tou ligado nesses levantes que precisam haver para a tentativa, com técnica ou sem técnica, de organizar a vida de um outro jeito, em que a gente possa confiar mais em nós mesmos, nas outras pessoas, e ter uma cidade menos maluca do que o jeito como ela ficou. E sábado, agora, eu Felipe Aboue Lucas Parente, vamos participar do Ocupa Cinelândia, que é um lugar caro pra mim. E vou aproveitar pra dar o meu viva à irresistência do Cinema Orly, que cadáver, ainda respira no seu subsolo.
Vejam a programação! Vamos todos! É amor!
No dia 21 de junho, o Paulinho Tó fará o Escuta: um programa de entrevista com audição de seu disco, e isso vai acontecer no Núcleo Canção da UFRJ. Depois, mas no mesmo dia, às 22 horas, vou estar com Bruno Cosentino e Lucas Parente no Escritório, onde nos juntaremos ao Paulinho para, cada um de nós, apresentar algumas de nossas músicas.
Tenho tido o privilégio de fazer as transcrições de boa parte dos Escutas, inclusive, o meu próprio, que fui quem estreou a ideia, com audição do meu Poema Maldito. E pra quem quiser ouvir , ta aqui: https://www.youtube.com/watch?v=_mf1plY6_zg
Aprendo demais fazendo as transcrições. Vou me situando, me colocando no meu lugar. Quer dizer, eu curto demais transcrever os áudios.

quarta-feira, junho 13, 2018


Quando nascem, minhas melodias são improvisos, que eu aprisiono nos acordes fixos do violão. Depois de um tempo, deixam de ser os bebês de moleiras frágeis e ficam fortalecidas na forma que eu dei. Isso vai se relacionando com muita coisa, porque a melodia fixa, de moleira dura de bebê, ao ser executada, vai se insinuando nas brexas do tempo, do dia, da minha pessoa, e fixa assim, parada, vai fazendo parte de um outro improviso que não é mais o seu.
Daí que mesmo parada e presa, ela se renova a cada execução. E, como eu disse, isso se relaciona a muitas coisas. Uma coisa relacionada a isso, que eu me lembre agora, é a máscara que vai se criando no rosto da gente, uma crosta na nossa cara e que vai nos dando a forma de uma mulher ou de um homem ou de uma bicha ou de sapatão. Também a crosta que se forma na cara das professoras e professores. E que os egípcios colocaram em suas tumbas, muito parecidas com a Lygia Fagundes Telles, muito principalmente, se ela fumasse um cigarrinho de palha.
Fora isso, aprendi a fazer biomassa de banana verde, pra renovar meus intestinos, que os antibióticos estão ferrando.

terça-feira, junho 12, 2018

AUDIOLIVRO - O LIVRO TIBETANO DOS MORTOS

Tem esse audio do Livro Tibetano
dos Mortos, no youtube.
Tenho me sentido uma serpente
produtora de sonhos, eu sou um nascedouro deles, junto com os meus respiros e
de onde nascem não consigo situar ao certo, se vêm de meu baço, se do fígado,
rim.
O fato é que sinto, enquanto se
contorcem ao nascer, irem criando nós de tensão na serpente de minha coluna e,
aí, quando me sento nas cadeiras, nessa cadeira de vinil negra em que me sento
diante do computer, por exemplo, não estou bem. Logo começa uma dor de não
conseguir ficar na posição, sem ela.
Então, coloquei esse áudio do
Livro Tibetano dos Mortos e fui seguindo, concentrado em cada sonho de cada
bardo, fui vendo que consegui me sentar sem a dor, por um bom tempo. Isso
aconteceu comigo, de relaxar a coluna e não produzir os sonhos, da vez em que
fui tomar Ayuasca com o Rafael Saar.
Porque o que eu preciso é soltar
a minha coluna, libertar os meus sonhos, não tê-los para sempre nascendo,
brotando, entre minhas vértebras, vindos, não sei, se do baço, fígado, rim.
Também, quando fiz o alongamento
da Kelly, foram movimentos tão serpenteados, umas serpentes entrando pelas
outras, elas se soltando para a frente até onde não podiam mais, enrolando-se
umas dentro das outras, que eu pensei que os circuitos de meu corpo,
envelhecendo e estragando, estavam com aquelas voltas e estiramentos todos, se
refazendo. E que isso iria ser bom pro meu olho esquerdo de Édipo. E que aquele
dito de mamãe “olho furado não tem cura” não iria valer pra mim.


E tem mais coisas, que a repetição
do audio vai dizendo. Também encontrei um texto legível dele, na internet.

domingo, junho 10, 2018

Dia 21 de junho, às 22h, estaremos apresentando essas músicas que temos apresentado nas salas dos amigos, no Escritório. O Bruno Cosentino vai participar cantando música minha e vai ter show do Paulinho Tó, um belo compositor de São Paulo.
Estaremos eu, Felipe Abou, na bateria e Lucas Parente, no baixo. Todos ensaiadíssimos!
Tem vezes que fico amendrotado e erro um pouco sem ninguém saber. E tem vezes que vou por cima acertando tudo.
Venham todos!