quarta-feira, novembro 14, 2018

pessoas são seres do mal - luís capucho

A Pessoas São Seres do Mal tem como fundo uma situação
minha, pessoal, mas à medida que a letra foi aparecendo e que fui construindo
com a melodia a canção, ela foi tomando um rumo que não era mais apenas o meu
momento e, aí, vocês sabem, é por isso que a gente faz música, pra sair do
encalacre que a gente entrou.


Pedro filmou no celular, vejam:

terça-feira, novembro 13, 2018

parado aqui - luís capucho

Eu me lembro ainda, de quando fiz a Parado Aqui. No início,
tinha uma lembrança de Roberto Carlos, para que eu construísse a sua letra. Mas
depois, fui tomando um rumo que dava mais conta da minha situação mesmo, de
como eu tava me sentindo e das minhas questões com a vida que levo. ou, que me
é levada.


É uma música que colocamos no Cinema Íris e gostei do modo
como a levamos na Casa Gramo, no último show. Também gostei do modo como Pedro
fez o vídeo, no jeito que ele tem de reparar nas coisas, invasivo, ao mesmo
tempo que empático:

segunda-feira, novembro 12, 2018


O nosso show na Casa Gramo, em SP, foi muito bonito, uma coisa é olhar e outra coisa é fazer. Eu adoro fazer e eu adoro olhar, então, toquei alguma coisa de olhos fechados e toquei músicas de olhos abertos. E encontrei e conheci gente que se relaciona com a minha música, então, encontrar essas pessoas, de frente com elas, falando comigo, me deixa mais forte. Também fiquei mais forte, porque conseguimos ir todos pra lá, o Vitor, o Felipe, o Lucas.
O Vitor foi quem deu a partida, aí, todos fomos num “é nóis”, além do Pedro Spagnol e Gui, no vídeo, o Boi, no som, o Beto com a casa, e o meu Pedro, na produção.


quinta-feira, novembro 08, 2018

A gente vai apresentar as músicas em SP, no sábado, agora. E eu tou feliz de ter conseguido que todo mundo vá. A gente já tocou com Lucas, já tocou com Vitor e já tocou com Felipe. Mas dessa vez estaremos todos ao mesmo tempo.
Vamos tocar músicas de meus discos que não tocamos há algum tempo, músicas que estamos sempre tocando e também, músicas que não estão em disco nenhum, músicas que não têm registro ainda. É sempre bom demais ir até outra cidade pra mostrá-las. Pedro é quem organiza e conduz. Você sabe, não sou um artista de sucesso. E outro dia o Felipe estava falando de um certo nosso fracasso empresarial. A gente tem criado um circuito doméstico, com algumas poucas entradas em casas de show e, dessa forma, temos sido do tamanho que a gente tem e temos ocupado o nosso lugar, na verdade, onde sempre estamos. Não somos bárbaros ou bélicos, não temos esse nariz em pé todo. Apenas força e coragem. Nossa música ainda é de ouvir. Então, convido aos amigos de São Paulo pra ir nos ver. Ver e ouvir. Se dançar, devagar.


terça-feira, novembro 06, 2018

a vida é livre - luís capucho no palco lapa 145

Sábado que vem, apresentaremos na Casa Gramo, em SP, esse
show que fizemos na lapa do rio, no fim de semana que passou. A vida é livre,
junto com Inferno, Fonemas, Bengalinha, Vai Querer?, Bichinhos, foi uma das
primeiras músicas que fiz nessa versão de mim mesmo em que eu estive com voz
monocórdia e dois ou três acordes.

Então, minha mãe estava comigo, pra que eu pudesse ficar brincando de fazer
música e de fazer livros. Mas também nunca foi uma brincadeira, porque as brincadeiras
são mais etéreas ou mais estéreis que fazer músicas e livros. Não sei. O certo
é que A vida é livre, mais as outras que citei acima, estão no meu disco Lua
Singela, que seria como ganhar todas as bolinhas de gude de um jogo de
triângulo, se isso fosse uma brincadeira.

Se tiver sido uma brincadeira, meus parceiros no jogo Lua Singela, foi uma
turma grande, e não tenho como agradecer estarem comigo. É só ver a ficha
técnica do disco.

A brincadeira que não é uma brincadeira, mas que também é, tem novos companheiros
que continuo não tendo como agradecer.

Venham todos os amigos da cidade mais domesticadamente selvagem do Brasil!

segunda-feira, novembro 05, 2018

Tinha uma brincadeira, quando eu morava em Alegre, no ES, acho que em 1968, que era assim, as meninas ficavam em roda, batiam três palmas e cantavam:

                                  "revolução (três palmas)
                                    vai ter (três palmas)
                                   se não disser (três palmas)
                                 o nome de (três palmas)
                                              uma religião...

... aí, cada menininha da roda tinha que dizer o nome de uma religião. E depois repetiam indefinidamente batendo as palmas e trocando os nomes. Nunca mais vi essa brincadeira depois daquele tempo. Não sei se era geral, se tinha em tudo que era lugar.
Alguém já viu?

domingo, novembro 04, 2018

a vida é livre - luís capucho no palco lapa 145

O show de ontem foi demais em todas as coisas, foi uma noite
muito bonita, com todos os erros dela. E quando os meninos chegaram, vieram com
uma guitarra, pra que eu fizesse o show com eles. Topei, mas depois de um
tempo, decidi pegar o violão de volta. E me sentei.
Minha camisa de fazer shows ganhou um botão dourado de
Claudia e no 1:31 min, dessa filmagem do Pedro, ele cintila nela, na altura do
peito. Esse show, eu sinto, é no mesmo circuito do que temos feito nas casas
dos amigos. E isso continuará no sábado que vem, na Casa Gramo, em SP. A vida é
livre!


Vejam: