terça-feira, novembro 21, 2006

Estivemos, ontem, eu e Pedro, para ver o Cine Araribóia, festival de cinema universitário, no Cine Art UFF. Eram curtas que tinham a ver com a cultura negra, coincidindo com o dia de Zumbi.
Bia disse que colocou um saxofone na Expressão da Boca e que Raquel mixou super lindo os saxofones super lindos.
Kali C. fez uma música nova linda, comigo!
Eu tinha feito uma letra há um tempo e fiz outra há pouco.
Kali telefonou e disse ter feito a música. Pensei que era uma música da letra de pouco, mas ela cantou no telefone e era a letra mais antiga. É sobre masturbação.
Acho muito bacana que Kali não tenha problema algum com minhas letras e faz músicas lindas, simples e lindas!
A letra que fiz há pouco é sobre Nova Iguaçu e pedi pra kali que fizesse um funk..
- Vou tentar, se não conseguir, te devolvo- Kali disse.

“Dentre as muitas coisas maravilhosas que existem em Nova Iguaçu,
coisas minhas que o meu mundo interno fez crescer nas coisas que vi em Nova Iguaçu,
está o céu.
O extasiante branco e cinza das nuvens movendo-se no azul
sobre árvores e casas precárias
pessoas e crianças precárias
animais, riozinhos e colinas precárias
barraquinhas de lanche precárias, tudo
e o céu maravilhoso.
Mulheres e estradas precárias
barraquinhas de lanche precárias
banheiro público precário
cadeiras e policiamento precários
rodoviária limpa e precária, tudo
E o céu maravilhoso.”

segunda-feira, novembro 20, 2006

domingo, novembro 19, 2006

Ainda estamos tentando dar um fim aos passeios noturnos da ratazana em nossa área.
Ela é muito esperta, a bichana.
Temos que tirar a comida, com o remédio para matá-la, antes que as rolinhas venham, no amanhecer, ciscar na canjiquinha. Por isso coloquei o relógio para despertar-me do sono às 4 da manhã. O bicho apitou e fui na área tirar a comida de veneno, quando, de repente, apareceram também mamãe e Pedro, interessados em saber da bichana, que, monstruosa, havia escapulido para o teto. Sim, bondoso
leit@r, ela, novamente, monstruosa, galgou para nosso teto e correu por toda a cumeeira sem que eles pudessem ver. Apenas eu vi o monstro, porque fui o primeiro a chegar. Juntos, tiramos a comida envenenada e, no lugar, retornamos com o pote de canjiquinha.
Depois disso, voltamos a dormir. E a área ficou livre para as rolinhas que, estranho, não vieram pela manhã..
- Elas voltarão! – Pedro disse.

sábado, novembro 18, 2006

Depois dos dias frios, como tem de ser, o calor abrasante de novembro, logo de manhã, chega em meu quarto.
Estamos às voltas com a ratazana na minha área. Não sei se ela comeu o veneno.
Hoje à noite, ficarei ligado em seus barulhos. Se não os ouvir é porque ela estará morta!
O gás acabou!
Dona Glorinha marcou almoço pra eu e Pedro às 12 h.
- No máximo 12:30 h- ela disse.
Vendi mais dois Cinemas Orlys para São Paulo!
Fomos a la playa, Itacoatiara e Itaipu.
Vou no correio...

sexta-feira, novembro 17, 2006

O Zeca Baleiro lançou por seu selo Sarava Discos um disco do Sergio Sampaio, meu conterrâneo de Cachoeiro do Itapemirim. Chama-se CRUEL e ele me mandou pelo correio junto com um outro disco que também lançou, com poemas que musicou de Hilda Hilst.
Tem um link para saber mais sobre o Sergio:
http://www.samba-choro.com.br/artistas/sergiosampaio

quarta-feira, novembro 15, 2006

Os dias nublados não dão trégua em Nikity! E, ontem, fez muito frio à noite.
Pedro fez uma canja, como se fôssemos pessoas de Sampa, estava uma delícia!
Naqueles dias, em que estivemos juntos em São Paulo, foi que vi o modo elaborado que os amigos de lá têm de estar na cozinha. Bia fez um carneiro! Renato fez um molho de morango para comer com a carne! Lúcia fez um quibe no forno e serviu vinho! E Pedro fez uma macarrão delicioso. Quando ficou noite, fez a canja.
Daqui a pouco iremos visitar a Claudia. Encontraremos Marília e continuaremos a ser como paulistanos. Faremos comida...

terça-feira, novembro 14, 2006

Pedro trouxe chuva para Nikity. Ficou ótimo para um romance!
Fiquei barbudo, vou raspar a barba...
Tiramos foto depois do jogo com Dona Glorinha. Vou mostrar:


segunda-feira, novembro 13, 2006

Tivemos dois ou três dias de inverno em pleno novembro, bons leit@res!
E, ontem, quando estivemos na Dona Glorinha jogando buraco, estava um frio, mas um frio tão gostoso que ela abriu as janelas para ele entrar e a gente curtir o bichano. Depois, ficamos jogando e comendo bolo de fubá mineiro, com café e leite. Chovia, lá fora!
A verdade é que Dona Glorinha não tem muito prazer em jogar comigo, porque perde. Mas gosta de mim mesmo assim, ta ligado?
Pedro, que tem um espírito superior, deixou-se perder e estava feliz. Tirou fotos dos gatos brancos, ouviu, falou e, no final, disse:
- Iremos voltar, sim, Dona Glorinha. Antes de eu ir, volto!

sábado, novembro 11, 2006

Ontem, eu e Pedro estivemos na casa de Kali C.
Ficamos tocando e cantando.
Kali está muito animada com seu disco, que irá chamar-se Você é Muito Lindo!
Pedro tirou fotos de minha área, de minha janela. Vou mostrar.
Esse é um dos lados do vale, onde estou. De minha janela vejo assim, e daí vêm, na madrugada, os latidos, os cantos de galo, os porcos gritando e, hoje, sábado, deverá vir o som longíquo de algum baile funk.
Aí está meu pobre vale, vejam!



sexta-feira, novembro 10, 2006

Dia de chuva, frio em Nikity City!
Uma ratazana enorme começou a freqüentar a canjiquinha que mamãe coloca para as rolinhas, em nossa área. Comprei chumbinho para matar e Zenilda deixou cair um pedrinha do veneno no chão, por isso uma das rolinhas amanheceu morta, embaixo da mesa.
Mamãe não quer continuar tentando matar a ratazana horrível, porque não quer matar suas rolinhas. Então, eu gritei:
- Mas é uma ratazana, mãe!
A ratazana desce do telhado para a mais alta prateleira da estante, onde é colocado o pote de canjiquinha e começa a fuçar por ali. Às vezes, desce ainda mais, pelas outras prateleiras, e embaixo, vasculha o chão da área com seu focinho nervoso. Isso acontece à noite, e se aparecemos na área com ela por lá, ela move-se muito rápida, no corpo horrível, e galga....galga? eu disse galga, do verbo galgar, transpor, ultrapassar? ... sim, bom
leit@r, é isso que estou dizendo. A ratazana galga de volta ao telhado, corre por toda a cumeeira e some para o alto da nossa casa, por uma fresta que ela encontra de encontro à parede.
Vamos matar, é uma ratazana!

quinta-feira, novembro 09, 2006

Eu e Pedro iremos, logo mais à noite, num bar da Rua Sacadura Cabral, 155, onde Marcos Sacramento estará cantando sambas. O bar chama-se Trapiche e na vez em que o Valentim, de Brasília, esteve aqui em casa, iríamos lá, ouvir um pouco de chorinho, ao vivo, mas no meio de nossa confusão de sábado à noite, essas confusões em que entramos quando encontram-se mais de três pessoas juntas, a caminho do Trapiche, de repente, tomamos outro rumo e fomos parar, eu e Sacramento, no Buraco da Lacraia. Valentim foi pra Ilha do Governador...rs.
Finalmente, hoje, iremos no Trapiche!

quarta-feira, novembro 08, 2006

Meu sobrinho é o Rodrigo, Shiraga! O Pedro veio de São Paulo, se ligou?
Hoje sairemos durante o dia pra eu lhe mostrar Nikity. Veremos as coisas mais ricas e as coisas mais pobres misturadas, assim, o brilho luxuoso das águas do mar da Guanabara e o lixo que vai dar na areia. Um dia desses vi uma raia voar da água e, rente a Pedra da Itapuca, mergulhar no mar outra vez. Claudia me disse que viu uma baleia com o filhote passeando em Itaipu.
Pedro curte ver as embarcações e tudo o mais construído a beira-mar.
Vai curtir a cidade...

terça-feira, novembro 07, 2006

O Pedro chegou!
Mamãe fez angu e jiló pra ele. Eu comprei um vinho, porque além do Pedro, o Sílvio, meu amigo do Pará, viria aqui para conversarmos hoje à noite. Mas não veio.
A festa funk de Rodrigo bombou. Ele telefonou pra dizer que recebeu 3 mil pessoas em sua festa. Está feliz e doente!
Disse que vai aparecer...rs....acho que deu adeus ao trabalho, assim, me anima, pois estava preocupado com meu sobrinho que não percebia a céu, as nuvens nem as estrelas, tudo.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Mamãe disse:
- Tem que comprar fubá e jiló pro Pedro, ta?
Essa noite, dormi em sua cama e ela veio dormir na sala, porque o homem que agora mora embaixo, fez aniversário, e sua família ficou rindo e conversando até altas horas embaixo de minha janela.
E, agora, pela manhã, depois de discutirmos, porque desconfio que mamãe empresta minhas roupas pro meu sobrinho e as roupas ficam inutilizadas, enlarguecem, perdem a pressão horizontal, se despregam, ficam velhas, por eu ser um homem pequeno, ta ligado, bom leit@r?
Pois, então, depois disso, de discutirmos, ela disse:
- Tem que comprar fubá e jiló pro Pedro, tá?

domingo, novembro 05, 2006

Estou em minha casa!
Os vizinhos do térreo fazem churrasco. Vou deitar e ficar ouvindo a festa. Mamãe ta linda, calorosa, macia, gostosona!
É isso!
Meu computer ainda ta mal. O Sidney disse que terá de trazer ferramentas para mexer no monitor, que perdeu a pressão horizontal, despregou, enlargueceu, ficou velho. Mas dá pra usar um pouco...

sábado, novembro 04, 2006

Eu e Claudia estamos, desde ontem, em Friburgo, na casa do Ciro. Temos ficado em seu apartamento conversando e rindo. Amanhã cedo, depois do café da manhã, voltaremos para Nikity e Claudia seguirá viagem até ao Rio, para Laranjeiras, onde mora.
Estivemos em Papucaia e conversando com Marilu, Claudia, João e Ciro, fiquei mudo. Não sou um bom conversador.
Em Papucaia, como os assuntos eram mais sérios, não ri muito, apenas ouvia, quieto. Mas aqui em Fiburgo, apenas nós três, sempre que pude achar um modo de rir do que se fala, puxei para esse viés engraçado das coisas e rimos bastante.
Meus amigos me deixaram estimulado, que bom.
Volto amanhã...

quarta-feira, novembro 01, 2006

Irei para Papucaia nesse feriado.
Meu bom
leit@r não pense que estou a ir para a festa funk de Rodrigo.
Mamãe quer que eu vá na festa dele, diz que vai bombar com o MC Sapão, mas eu e Claudia iremos para a casa de nossos amigos João e Marilu.
Depois, subiremos a serra e iremos para a casa do Ciro, em Friburgo.
Levarei meu violão. Penso que Claudia estranhará, mas ficará feliz em ver-me a sair outra vez com meu violão, mesmo que eu sinta que ela me preferisse tocando e cantando há mais de 10 anos atrás. Mas estou levando. Ela irá se acostumar.
Meu novo timbre e meu novo violão são difíceis, eu sei. Mas não sem lógica!
Também somente sei tocar as músicas que fiz, agora, por último. Mas como o João curte fazer som e como adoro o som que fazemos juntos, um som que é um improviso de acordes soltos na intuição, assim, mediúnicos, estou levando meu violão. Depois, no fim, começamos a gritar catarticamente, como numa sessão de igreja evangélica. É quase uma iluminação, não fosse meu espírito embotadíssimo.
Enquanto isso, noutro sítio por ali, Rodrigo estará possuído de funk. O meu sobrinho vai estar dominado entre cachorras e mamãe já disse:
- Você é que ta organizando a festa. Não vá ficar doido de bebida, ouviu?