quarta-feira, janeiro 31, 2007

Preciso me distrair.
Hoje irei ver no Rival o Marcos Sacramento que ta lançando seu disco de Sambas chamado “Sacramentos”.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

De quando em vez, acontece algo de maravilhoso no mundo, algo que junta a vida ao sonho, assim, algo que acontece não pra mim, mas que acontece pro mundo inteiro, embora coisas que sejam apenas minhas, sem a grandiosidade de um sonho coletivo, sejam tão grandes e intensas e fantásticas quanto, se liga...
Os orientais acharam a 600 metros de profundidade no oceano um tubarão-cobra e quiseram trazer o bichano pra um aquário na superfície....
Não é um troço de louco? Se o bichano é um bicho de profundidade, porque achar que ele iria suportar a superfície?
Claro, ele morreu. Mas não sem antes trazer pra gente sua impressão de torres atingidas, de ondas gigantes, de maravilha apocalíptica, se ligou, bom
leit@r?...rs.
Que coisa!
É isso aí!

domingo, janeiro 28, 2007

Fui para a casa da Claudia, ontem.
Tínhamos planejado ir à praia e ver o ensaio de um bloco de carnaval de seu bairro. Mas ficamos em casa, conversando. Estava muito calor e o tempo passava muito rápido, de modo que fomos perdendo os programas a que tínhamos nos planejado e fomos ficando em casa, ficando, Claudia adora falar e, de repente, já era noite e, de repente, já veio o sono e fomos dormir...
À tardinha, enquanto conversávamos, falamos um pouco com Pedro pelo telefone e fiquei bastante feliz.
Gostaria de ter o tempo passando rápido como ontem outra vez, porque é disso que preciso, me distrair, até que Pedro volte.
Não quero entrar na morrinha do tempo, encaraminholar, ficar triste, pesar...
Vou almoçar...

sexta-feira, janeiro 26, 2007

A produção do Rato está indo a todo vapor, de modo que tenho a impressão de que ele poderia ser lançado amanhã, mas a editora me disse que somente em maio será o lançamento.
Dentre as fotos que Pedro tirou, já foi escolhida a que será a capa. A foto aparecerá em preto e branco e contém, misturada ao título do livro, um certo suspense sinistro, nojento e tenebroso. È também sombrio, ao mesmo tempo que é instigante.
Estou dizendo isso, não porque irei agora mostrá-la ao meu bondoso leit@r, mas para mostrar que eu adorei, porque faz o maior sentido. Além do que pensamos, faz outros sentidos que não estavam, antes, em nossas idéias, minhas e de Pedro, mas que foram aparecendo aos poucos até que, finalmente, ao visualizá-la melhor no Rato, no livro, se mostraram. Ela se encaixou e tomou seu lugar verdadeiramente. Tá se ligando aí? Já é, bom leit@r!
Bem, o meu primeiro livro tem capa do Cezar Lobo e é uma capa muito legal também, com um fundo refrescante e antisséptico, higiênico, laranja.
Essa será negra!
Vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Sinto-me um pouco melhor, bom leit@r, Pedro me ama e mora muito longe.
Mamãe estava desesperada ontem e ficou maluca, disse que tinha de conseguir alguém que me levasse ao hospital, pois que estou doente.
- Só se for pra chegar no hospital e me darem uma surra!- eu disse do fundo de meu drama e tive que, dessa vez, rir.
Então, toda manhã, mamãe me reza com o terço que Rubia deu-lhe, um terço com perfume de rosas e que veio do vaticano.
Emagreci quatro quilos. Levei um susto, quando vi o ponteiro da balança.

Que coisa!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Acordei com meu coração doendo outra vez. Quero sumir, não tenho vontade de nada.
Encontrei meu amor, mas coitado de mim, que me descompleto se ele se ausenta um pouco.
Tem uma música de Suely Costa com um verso, mais ou menos, sobre isso. A música chama-se “Vento Nordeste” e o verso é esse:
“Se estás comigo distraio
se vais, eu morro de medo.”
Estive pensando se não sou um cara doente, por estar tão carente assim. Chorei um pouco no ombro de minha mãe. Disse-lhe que ninguém me suportará, que um cara como eu, não faz ninguém feliz.
- Não sei amar, sofro muito- eu disse.

Fora isso, quando Pedro estava aqui, um dia, depois de ter lido um pouco o Rato na praia, ele teve umas idéias de capa. Eu curti muito as suas idéias e quando estivemos na Claudia, pedimos a máquina emprestada e Pedro tirou umas fotos de acordo com suas idéias. Mandamos pra editora como sugestão e eles curtiram. Portanto a capa do Rato será uma das fotos de Pedro.
É assim que desejo estar, como o Rato para sempre agasalhado pela capa do Pedro.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Que coisa!
Sobre a história do Rodrigo, depois falo, falou? rs

terça-feira, janeiro 23, 2007

Ontem foi um dia tenebroso. Estava chovendo, quando entrei no cinema. Era uma comédia muito legal, o cinema tava cheio e consegui me distrair um pouco. O filme chamava-se, talvez, A Pequena Miss Sunshine e era a história de um concurso de miss infantil em que uma das candidatas fugia ao esteriótipo das outras, sacou, meu leit@r? Isso deu muito encrenca...
Quando saí do cinema tava a mesma chuva, que em Sampa seria chamada de garoa, portanto, estava garoando, leit@r, que triste!
Vim com meu guarda-chuva pela rua, andando de olhos baixos, pensando que o filme tinha conseguido por um tempo me distrair, que era um bom filme e que eu precisava achar um jeito de desinflamar meu coração, que tinha recomeçado a arder.
Em casa, Rodrigo já tinha chegado e me contou uma história sobrenatural que tinha lhe acontecido.
Fui deitar pensando no mistério das pessoas que já morreram.
Demorei a dormir. Tive um sono leve e cheio de sonhos que me acordavam de repente.
Vou nadar...

segunda-feira, janeiro 22, 2007

A possibilidade do paraíso é uma lembrança, Shiraga.
Pedro foi embora.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Parou de chover!
Fui nadar e ver se resolvia umas coisas na cidade. Depois encontrei-me com Pedro na Praia de Icaraí. A Praia de Icaraí é uma das praias da Baia da Guanabara e podemos ir a pé de meu vale até ela.
Aberta no sol, a praia com o mar azul e os pontos moventes de pessoas espraiadas na areia, ou meninos e crianças na água suja, de ondas fracas, sempre me faz pensar na eternidade. Ficamos eu e Pedro conversando um pouco na areia e, de vez em quando, tomávamos uma chuveirada numa ducha que a prefeitura colocou próximo à calçada.
Depois viemos a pé até minha casa.
Pedro ficou rosa!
Sobre a eternidade e olhando uma casa elegante numa colina ao lado da praia, eu disse para Pedro:
- Uma pessoa que viva naquele alto de morro, parece viver no Paraíso, né?
- Para mim, bastaria um apartamento desses da orla- Pedro falou.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

O Largo do Marrão fica próximo a meu vale, em Santa Rosa-Nikity, onde moro.
Estivemos lá algumas outras vezes, mas hoje, pegamos o 49 e fomos ao Fonseca, pegar meu passe livre inter-urbano.
O meu passe estava pronto e a mulher, a assistente social, foi super-solícita conosco. Falou-nos da possibilidade de termos um passe livre inter-estadual, mas que deveríamos buscar a informação na Internet.
Pedro a meu lado, faz com que tudo fique diferente. Quero falar sobre isso direitinho e com cuidado, mas o fato é que, a seu lado, a minha reta fica perturbada, ta se ligando, bom leit@r? Com ele a meu lado, com a direção que ele vai dando às coisas e essas coisas juntadas a minha própria direção, faz tudo mudar e a assistente social ficou um doce. Nas vezes em que fui lá sozinho, ela não se mostrou tão bacana.
Quando saímos ela disse:
- E não esquece, hein, Luís?
Então, olhamos pra ela, que completou:
- Dois meses antes de terminar a validade, venha outra vez com os documentos.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Estivemos no correio do Largo do Marron para ver se os arquivos de som que Bia mandou, tinham chegado. Pedro, então, me chamou para falar com uma menina que trabalha numa das lojas do Largo e onde ele tinha comprado umas coisas.
Quando aparecemos parados na porta, ela veio. Era uma mocinha com olhos limpos demais, desses que explodem gordos de luz.
Ficou conversando conosco na porta da loja. Seus olhos tornavam tão incrível tudo o que dizia que ficamos ali um tempinho, seduzidos, mesmo que não estivéssemos para comprar nada. Até eu, que sou arredio e quieto, intrometi-me no assunto. Eu disse:
- Sim, ele morreu sem que tivéssemos dado um nome ao coitado!
- Foi Zenilda que matou o pobre- Pedro falou.
E a moça fez um gesto de quem mata uma galinha pelo pescoço e disse:
- Ah, se é comigo, eu matava ela.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Hoje foi dia de Jack, a minha médica infectologista que cuida da Aids.
Pedro foi comigo. Segundo meus exames e segundo Jaqueline, ainda poderei ficar sem os remédios até a próxima consulta, estou bem. Ela olhou minha língua, minha garganta, apalpou meus gânglios, auscultou meu pulmão e concluiu que não tenho sintoma algum de baixa imunidade.
Pedro discutiu com ela a minha palidez, mas ela não se convenceu de que isso fosse um sintoma de doente. Disse que sempre fui pálido.
Não me senti ótimo com Pedro e Jack discutindo minha palidez, claro, mas tudo bem, pow...rs.
Vejam:

quinta-feira, janeiro 11, 2007

À tarde, fomos eu e Pedro num aniversário de casamento.
O casamento tinha sido no mesmo dia em que a noiva aniversaria, então, eram duas comemorações. De repente, a noiva chamou o Pedro e eu para tirarmos uma foto. Ela e o noivo ficariam no centro e eu e Pedro emolduraríamos o casal. Isso foi atrás do bolo da festinha.
A foto foi tirada, mas o noivo, ficou chateado, sentou-se no sofá e disse que odiava fotos e que não via a hora de começar a comer os salgadinhos e o bolo. Então, começamos a comer.
Depois, fomos os últimos a deixar a festa.
Viemos andando por minha rua. Eu conversava com o noivo e Pedro veio mais atrás conversando com a noiva.
O noivo me disse que tinha gostado da festinha, mas que ela poderia ter sido um pouco melhor.
- Por causa da fotografia?- perguntei.
- Não, é que eu tive uma discussão com minha tia um pouco antes de vocês chegarem- e então, veio me contando a briga. Dei razão ao noivo, achei que ele tinha um bom motivo para ter brigado.
Que coisa!

terça-feira, janeiro 09, 2007

As rolinhas voltaram a ser felizes em nossa varanda. Em torno à tigela de canjiquinha, ficam alvoroçadas, dão saltos voando, tomam banho na outra tigela de plástico e saem voando sobre os telhados além de minha casa.

Encontramos quatro ratos mortos!
O primeiro deles nem reconheci. Achei que fosse um rato. Pedro me ensinou um modo como pegá-lo com o saco plástico. Estava apenas a cabecinha apontada sobre a prateleira, entre a estante e a parede. Um troço cor de rato, mas já deformado com a ausência de movimento vivo. Fui com o saco plástico, peguei-o entre os meus dedos e puxei. Então, quando veio saindo o rabo foi que reconheci o bichano e fiz um som de susto e nojo. Que horror, é mesmo um rato, que coisa!
Os outros, que fui encontrando escondidos e mortos entre as coisas entulhadas na varanda, peguei-os do mesmo modo como Pedro ensinou, assim, com a mão enfiada na sacola e quando peguei, virei a sacola do avesso ensacando os bichanos, se ligou, bom leit@r?
Não me causaram mais tanta surpresa e nojo.
Fui, peguei, ensaquei e joguei, friamente, no lixo!

É o fim!

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Eu e mamãe estamos ouvindo Leonardo.
Pedro colocou o disco pra tocar e foi tomar banho. Ficamos tristonhos aqui ouvindo o Leonardo com sua voz chorosa cantar músicas de amor que não dão certo.
Compramos o disco porque mamãe quer dá-lo de presente para meu irmão.
Todos ficarão tristes ouvindo esse disco, mas mamãe tem a intenção de alegrar o ambiente da casa de meu irmão. Que coisa!
Antes, no Natal, ela também pediu que eu comprasse pra ele, um do Zezé de Camargo e Luciano e eu gostei bem mais. Músicas são um perigo, pois misturam melancolia ao prazer e, no final, são bonitas...

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Finalmente, nossos ratos comeram a isca que colocamos pra eles!
Pedro subiu na mesa e espalhou as iscas rosas pelos paus do telhado, em cima do banco da bike, embaixo dos entulhos, dos pacotes entulhados, em tudo.
No dia seguinte(hoje) fomos olhar e eles tinham roído as iscas. Pronto, conseguimos encontrar solução.
Agora de noite, vi um ratinho saltitante, com o rabinho minguado, passar e seguir para sob os entulhos...ainda tem uns restos de iscas, amanhã colocaremos mais...

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Quando Dona Glorinha era nossa vizinha o Dengoso vivia pelos telhados à noite.
Por isso os ratos agora têm estado livres em meu telhado.
Não há mais vizinhos que tenha gatos por aqui. Não os vejo mais a andar macios por cima das casas e nem ouço mais quando eles, no cio, choram feito almas de outro mundo na madrugada de meu vale.
Vejam o Dengoso:


terça-feira, janeiro 02, 2007

Estivemos, eu e Pedro, a ver os fogos do final de ano na Pedra do Índio, em Icaraí.
De onde estávamos podíamos ver os fogos que explodiam em Botafogo e, por trás do Pão de Açúcar, explodiam os fogos em Copacabana. Víamos círculos de fogo colorido que se propagavam por trás do vulto do Pão de Açúcar, na escuridão.
Era lindo demais e sobre nós, os fogos em Icaraí.
Queria ter tirado uma foto das pessoas paralisadas, com os guarda-chuvas, nas curvas do calçadão a esperar pela meia-noite. Uns meninos subiram na Pedra do Índio e ficaram esperando lá em cima pelos fogos.
Eles começaram a explodir na chuva, mas ninguém sentiu que a chuva estivesse na hora e lugar errado. Tudo estava perfeito e lindo!