sexta-feira, novembro 08, 2019

fala pra ele que eu mandei um abraço - língua bifurcada

O Língua Bifurcada (Tulio e Felipe) uma dupla pós-punk,
pós-pornô, queer, pós-maldito que tocou no Centro Flutuante – Vitória, comigo.
Estou nomeando-os dessas palavras modernas e ainda os nomearia de outras palavras
e tudo. Mas sem palvras também é bom.
Vejam no sentido:
https://www.youtube.com/watch?v=AhNL1pcJO4I&feature=youtu.be

quinta-feira, novembro 07, 2019

Fonemas

Eu tinha pedido a meus parceiros que me dessem letras muito
simples, pra que eu pudesse traduzir num acorde só, que eu tinha conseguido
reaprender no violão. Pedi letras que não tivessem emoção nem pensamento com
curvas ou altura, pra que eu pudesse traduzir na minha voz reta, causada pela
incoordenação motora de minha língua, sequela de um coma por neurotoxoplasmose,
por HIV.
Aí, quando eu consegui fazer dois acordes, Marcos Sacramento
me deu a Fonemas.


Vejam:

quarta-feira, novembro 06, 2019

A música do sábado

A Música do Sábado (Kali C Conchinha/luís capucho) foi de onde brotou a Mais uma Canção do Sábado ( luís capucho/Alexandre Magno), a primeira do Cinema Íris(2012) e a segunda do Poema Maldito(2014). Esse é o último registro dela, no celular do Pedro, em nossa apresentação de Finados no Centro Flutuante, Vitória – ES.

terça-feira, novembro 05, 2019

As duas apresentações que fizemos em Vitória no fim de semana – sexta, no Thelema ct e sábado, no Centro Flutuante, tiveram um grande sentido pra gente e Vitória, além desse nome lindo é uma cidade com uns recantos que são uma maravilha, quer dizer, Vitória não deve em nada às cidades de sonho, uma coisa que tenho comigo, alucinação e amor.
Agradecido demais ao Thelema CT e ao Centro Flutuante - Felipe Abou Mourad, Tulio (Língua Bifurcada), David Rocha, Ruth-Léa Souza Rangel e Fabricio Fernandez pelo papo sempre cada um na sua e juntos!

quarta-feira, outubro 30, 2019

A gente ta se preparando para ir à Vitória – ES para falar dos livros, no Thelema CT dia 1º de novembro e mostrar as músicas no Centro Flutuante no dia 2. O Fabricio Fernandez já tinha conversado comigo sobre os livros, na Biblioteca do SESC GLORIA, numa outra vez em que estivemos na cidade. Foi uma conversa muito legal, acho que antes ou depois de eu apresentar as músicas. Eu fico muito feliz de ir nas cidades grandes, nas capitais, apresentar a minha música e meus livros. Por que eu sou da roça e essas cidades - Vitória, Rio, SP, BH - estão relacionadas no meu fundo com a riqueza. Eu sei que esse papo parece uma bobagem, mas não é tiração de onda. Eu, de verdade, tenho esse olhar em que as cidades grandes brilham cheias de glória.
Fora isso, além dos outros amigos, vou rever Vitor Wutzki e Felipe Abou Mourad no Centro Flutuante das músicas, do tótem, do circo armado delas, do peito, da mão, do pé.
Rumenick Ococha, vc vai?

sábado, outubro 19, 2019

É uma alegria pra mim ter reconhecida a força e importância social dos livros que fiz até agora. Isso é uma coisa que me surpeende e que, em alguma medida, me atemoriza, porque mesmo que a literatura faça de minha vida um livro aberto ou a música, eu mesmo, que habito nesse corpo onde estou, não sou seguro assim, fixo assim, amarrado assim, como um livro ou música é fixo e pode ser decorado, duramente decorado. Eu sou a parte macia da coisa, mole, derretida... he he he!
https://sesc-sc.com.br/site/cultura/os-escritores-luis-capucho-es-e-celso-borges-ma-aportam-em-sc-pelo-projeto-arte-da-palavra-sesc

quarta-feira, outubro 16, 2019


Eu morei um tempo, quando era um menino, numa cidade que tinha o nome de Marapé, uma cidade pertinho de Cachoeiro do Itapemirim e que, hoje, tem o nome de Atílio Viváqua, um antigo político parente da Luz Del Fuego.
Marapé ficou pra mim como um lugar mítico meu, porque Marapé não está mais onde está Atílio Viváqua e uma vez, Marapé esteve em Paquetá, quando estivemos lá, eu e Pedro. Já encontrei Marapé também na minha rua, que, às vezes, Marapé vem e a amendoeira que tem em frente ao apezinho, se cobre, envolve-se de Marapé e fica castanheira, porque em Marapé as amendoeiras são castanheiras. Mas lá, em Atílio Viváqua, não existe mais Marapé. Da vez em que estive lá, não tinha. Só na frente de nossos apezinhos e em Paquetá, é que ainda existe um pouco. Mas Marapé mesmo, o muito de Marapé, não sei mais onde está. Talvez, tenha ido parar em Belém. Quando estive lá, para o Arte da Palavra, esse projeto do Sesc que me levará semana que vem a Santa Catarina, vi Marapé, que estava lá, um sonho, uma cidade que vai voando, flutuante, uma nuvem.
Havia cobras verdes no cafezal e, ontem, tirei essa foto.
Chama-se cobra cipó:


segunda-feira, outubro 14, 2019


A gente foi ver a exposição do ai wei wei e no caminho, tirei fotos. Também tirei algumas da exposição. É uma coisa que eu já tinha reparado, quando tiro foto d’As Vizinhas de Trás, a impressão é a de que são mais belas nas fotos. Outro dia fiquei feliz, porque minha última As Vizinhas de Trás – Girafa, ficou mais bonita ao vivo.
Então, eu tenho reparado que a coisa que eu fotografei, recortada na foto, como que fica completa e melhor de ver, recortada, centrada ali, na moldura que a margem fotográfica faz. Isso aconteceu com a Praça XV também, o recorte da foto deixou a gente ver melhor do que vimos ao vivo, ela inteira mostrada pra gente, a gente acabou não vendo direito.
Acontece também quando nos fotografam e podemos nos ver, como quando olhamos no espelho. Não que fiquemos mais bonitos que ao vivo, embora, talvez, fiquemos. Mas recortados na foto, podemos nos ver melhor do que olharmo-nos num espelho. De qualquer modo, achei As Vizinhas de Trás – Girafa, melhor, ao vivo:

sexta-feira, outubro 11, 2019

A coisa mais linda a janela do apezinho.
O Edil comentou com um mapa do céu e perguntei o que quer dizer. Porque é meio como sentir o mar e não ver as coisas que estão dentro dele. Então, embora a gente esteja dentro do céu, embora a gente respire o céu e seja um seu habitante, a gente não sabe, como não consegue viver dentro da água.
Vamos ver se o Edil responde:

quinta-feira, outubro 03, 2019


A gente, eu e Celso Borges, vai fazer nossa última apresentação de nossos livros no projeto do SESC, Arte da Palavra. Fazemos parte do Circuito de Autores e já passamos por cidades da Bahia, Pará e Mato Grosso do Sul. Agora, serão três cidades de Santa Catarina: Joinvile, Canoinhas e Jaraguá do Sul. O Celso tem apresentado seu livro “ O Futuro tem o coração antigo” e eu o “Diário da Piscina”.
Tem sido um aprendizado grande pra mim, isso de apresentar o livro acompanhado de minha pessoa. Porque um livro não supõe a presença de seu autor e, especialmente, um diário é um tipo de escrita às escondidas e, por isso, já está suposto o desajeito – pra mim é uma alegria - da publicação dele e, depois, ainda vou junto, encarando a coisa, como diria o Rafael.
Então, tem a alegria de a gente ter sido reconhecido por uma empresa que também é o Estado, como escritores donos do que dizer no processo histórico em que estamos inseridos e tal. E a outra alegria de ser tão bem recebidos por todos, desde o pessoal inteiro dos Sescs, às escolas, tudo. Na confusão em que fico, não sei, talvez outra palavra que não confusão fosse melhor, mas na confusão em que fico, não me lembro se foi numa escola da Bahia ou do Pará, a diretora, em agradecimento ao meu depoimento de autor, veio com uma caixa de sabonetes roxos pra mim! Foi entre os presentes que ganhei nos últimos tempos, a coisa mais linda!
Vejam:


segunda-feira, setembro 30, 2019


Então, entonce, vosmicê, você, eu, tudo, meu corpo tentando posição pra sempre sem fim, meu corpo eterna abstração sentado diante da tela quadrada e pequena, como se chama isso, ecran, como se chama, tubo, se chama, aqui, chama, visor, espelho.
Meu wi-fy chama-se auréola, como são auréolas as palavras, como todas as coisas delicadas são um halo, são um falo, e bulem, sutilmente e muito no fundo dentro de mim quanta aurora amarela e verde. Se são cobras os meus cabelos, é preciso que homens acreditem e acreditando não tenham medo, porque sem o medo dos homens, meus cabelos podem existir e ser minhas serpentes. Com o medo deles, não posso existir tótem. Nessa semana irei ao Saara, quero comprar minhas cobras.
Bom dia!

sábado, setembro 28, 2019

Tou fazendo ess “As Vizinhas de Trás – Girafa”.
Girafa é uma música que fiz sobre o fato de eu e mamãe ficarmos, os dois, vendo TV em nossa sala. Então a música salta dessa estória que tenho com mamãe e entra noutra, que é a estória do disco Crocodilo, que estou perto de lançar na rede.
O disco Crocodilo é um disco-lado b das músicas que escolhemos para um outro disco chamado Homens Machucados. Todas essas estórias desdobram-se em outras novas estórias, mais simples ou mais enoveladas, mais finas ou volumosas, mais fáceis ou não. Mas fiquemos ou voltemos à estória de As Vizinhas de Trás – Girafa.
Ela será entregue à Claudia Castelo Branco, que foi quem produziu a música Girafa, do disco Crocodilo, desdobrado do disco Homens Machucados, em breve lançados, enredados no éter da internet.
Às Vizinhas que faltam fundo, darei fundos rosa e verde. A última delas, que não aparece na foto, tem cabelos vermelhos. E Claudia foi quem produziu essa faixa, Girafa, do disco, Crocodilo, onde colocou um piano inacreditável, vocês ouvirão, logo.

quarta-feira, setembro 25, 2019

A Vida é livre (luís capucho)

Nós tínhamos feito um show no loki bicho em São Paulo, sem
P.A. Então, surgiu de eu oferecer aos amigos tocar nas suas salas. Chamei Vitor
Wutzki, se poderia estar comigo, porque tendo outro instrumento que não eu
mesmo com meu violão, isso daria mais corpo nas músicas e, em consequência,
mais prumo na gente para apresentá-las.

Isso de me sentir mais aprumado, começou mesmo, depois que
fiz o Poema Maldito com o Felipe Castro e depois de ele ter topado apresentar
as músicas do disco comigo.

Então, tomar prumo ou tomar rumo, tem a ver pra mim com
ficar com mais volume e, por isso, vibrar maior, ter mais pujança, uma coisa
assim plena, cheia, inchada, soberba, que é também chegar junto, quer dizer,
isso só começa a funcionar comigo, se não estou sozinho. Daí, que gosto de
apresentar as músicas com mais pessoas além de mim mesmo.

Também, esse lance de mostrar as músicas foi se desdobrando,
crescendo e diminuindo, aumentando e baixando, subindo e descendo, de modo que
os De Casa em Casa tiveram vários formatos, eu e vitor, eu e felipe abou, eu e
paulo barbeto, um e outro e todos ao mesmo tempo incluindo o lucas.

A verdade é que o pulsar das coisas, mesmo que tenha virado
purpurina e, principalmente, por isso, não pára a vibração cada vez mais sutil,
pra sempre mais, mesmo que jogada pra baixo do tapete, na escuridão, no
esquecimento.

Foi tudo muito lindo. Tocamos na claudia, marcio, eraldo, liza,
paulo, leo, marcela, gabriel, eduardo, suzana, vini, alguns bares e centro
culturais autônomos, na casa do alexandre, do bruno, da kailane, SP, BH e
Vitória.



Eu tou falando isso, porque achei bonito esse registro de A
Vida é Livre, que fizemos no nosso primeiro De Casa em Casa, em janeiro do ano
passado, na casa do meu amigo, Ciro, em Nova Friburgo, registrado no celular do
Pedro:

sábado, setembro 21, 2019

Serpente (bruno cosentino/luís capucho)

A minha estória com os discos e livros é um tanto surpreendente. Eu só lancei o meu primeiro disco, depois que me verti num homem sequelado. Minhas sequelas motoras decidiram o diapasão em que eu seria ouvido, lido, exposto. Eu tava falando com o Maurício do medo que eu tenho com os livros, de minha exposição, que é um medo com a música também e, aí, ele foi à medida que o assunto ía indo, me mostrando o lugar da pessoa que lê ou da pessoa que escuta e mostrando que a exposição, o medo, tá aí, como ele disse, no livro, na música e não em mim e tal.
É um lance confuso, porque ta em mim também.
Esse é um assunto, na verdade, pra falar de um disco que eu e Bruno Cosentino estamos maturando fazer. A gente já começou a fazer as músicas. E dizem que hoje, com a modernidade da tecnologia é facílimo fazer disco, mas não é bem isso. Então, de meu primeiro disco pra o segundo se passou dez anos. E, agora, tou com dois discos engatilhados o Crocodilo e o Homens Machucados. Vão sair, espero!
Mais esse que tou fazendo as músicas com o Bruno.
Eu tava aqui em casa, um pouco longe da luz. Aí, gravei a Serpente. E coloquei no youtube.
Vejam:

terça-feira, setembro 17, 2019

Parado Aqui - Ave Nada

O Ave Nada é um alongamento do que o Prática de Montação
começou na peça Cabeça de Porco, o resultado de meus livros e músicas juntado a
elas, eles. Isso é uma coisa que me honra muito, poder dialogar de igual pra
igual com essa geração depois/antes/depois da minha, uma maravilha, uma
anarquia, uma perdição?


Pra quem não viu, um trecho, no celular de Pedro, no final
de semana que passou:


Um Diário da Piscina para Jacarepaguá - Rio.

domingo, setembro 15, 2019


O Eduardo tirou essa foto do Ave Nada, ontem, na Casa Vini, do Paulo pelado diante do altar que ajuda a fazer o ambiente onde estão colocados os registros do Diário da Piscina, na leitura Prática de des – Montação:


sábado, setembro 14, 2019

Hoje armamos nossa tenda Ave Nada.
Venham!


 AVE NADA
(vitor wutzki/luís capucho)


Com três anos de idade
Eu desapareci
No terreno vizinho
No final da curva, o Sol
Passageiro ou motorista

Voo dentro
do seu voo
Voo fora
da asa

14 de Agosto
eu não olho pra dentro de ninguém
A gravidade é muito longe
O dia me afoga
Uma piscina não
Faz isso

Peixe voa
Ave nada
O céu reflete
na água

Talvez agora alguém na rodoviária
Espere Werther, Monga
Espere Don Juan
Espere alguém perdido
e com as mesmas intenções que eu

Peixe voa
Peixe voa
Peixe voa



quinta-feira, setembro 12, 2019

Quatro horas da manhã e tinha esse lua do outro lado do apezinho.
Nesse horário de agora, ela sobe à minha direita, à frente da cidade. Falar assim das posições da lua e das minhas, da cidade, me causa grande confusão, no apezinho, já que não houve nenhuma decisão sobre pra qual lado devo me voltar para considerá-las.
Então, às quatro da manhã, ela descia do outro lado. Nesse momento ela desponta e sobe no céu sobre o apezinho.
Vejam:


quarta-feira, setembro 11, 2019

O que me junta ao Prática de Montação é que tanto eu como ele, dramatizamos coisas pelas quais passamos. Isso de reviver a vida nas coisas que fazemos é uma libertação, porque é a vida pela segunda vez, baseada nela mesma, agora, filtrada ali no livro, na música, na cena, ali, suspensa, no Ave Nada, nas minúcias que o Paulo vai contando sobre aulas de natação, sobre o que é nadar. O Ave Nada é muito mais que a junção de minha música com o Diário da Piscina. Porque construir esse mundo, formar isso com o Paulo, faz com que os textos do livro e das músicas fiquem outro. Assim, talvez, agora, alguém na rodoviária espere Werther, Monga, espere Don Juan. Espere alguém perdido, com as mesmas intenções que eu... peixe voa.

domingo, setembro 08, 2019


Sábado que vem, apresentaremos um Ave Nada bem cruzinho, na Casa Navi, em Vila Isabel e depois é o níver dele. O Pedro nos auxilia na produção e vai haver também outras atrações, estão todos convidados. Vejam plis, no evento: https://www.facebook.com/events/380641526187903/
O Ave Nada é uma segunda tentativa de juntar meus rocks. A primeira vez, foi quando entremeei a narrativa do Cinema Orly das letras de minhas músicas. O Ave Nada é o reverso disso, estamos colocando a escrita do Diário da Piscina, nas músicas. Então, o Paulo encena o Claudio, narrador do Diário da Piscina, enquanto entremeio sua encenação com a Inferno, a Parado Aqui, a A Masculinidade, a A Vida é livre...
Venham, plis.

sexta-feira, setembro 06, 2019

A primeira vez em que vi minha rua, eu devia ter 10 anos de idade. Cheguei em sua boca, olhei e pensei, ela não tem fim. Quarenta anos depois, moro no fim de minha rua e ela tem fim.
Vejam:

quinta-feira, setembro 05, 2019

Maluca | Luis Capucho

Porque hoje está um dia triste de chuva aqui em Nikity, faz
sentido que eu blogue, agora a minha música Maluca. È um registro de fevereiro
desse ano, quando estivemos na Casa Torta, em Campinas, SP. Nós havíamos
combinado um show na capital, no Cemitério de Automóveis e esticamos até Campinas,
onde dividimos o show com a Gabriel Edé e o Gustavo Galo.


Quem fez o registro foi Fabio Shiraga, do Limeira Colorida.
Éramos eu, Vitor Wutzki, Felipe Abou e Lucas Parente.

sábado, agosto 31, 2019

Poema Maldito - luís capucho

Poema Maldito, ontem, participação no show do Bruno
Cosentino, em Botafogo, no Audio Rebel.

quinta-feira, agosto 29, 2019

Essa foto Pedro tirou no dia em que apresentamos as músicas, eu e Felipe Abou, no kit do Paulo Barbeto. A foto centrada n’As Vizinhas de Trás, não é pra mim exatamente a lembrança que ficou. Porque o modo como eu vinha me relacionando com as músicas e o modo como elas, por elas mesmas, junto aos livros e Vizinhas, estavam para ser executadas, foi o que resultou naquele encontro com os meninos e meninas do Paulo, quer dizer, a Prática de Montação.
E sabe aquilo de o baseado ser apertado acabada a apresentação, tipo, a noite começa depois? Então, foi assim.

terça-feira, agosto 27, 2019

Realmente, me sinto bem feliz por estar enturmado com outros artistas e nessa sexta que vem estaremos enturmadíssimos. Primeiro vou participar do show do Bruno Cosentino, que foi, depois de eu ter começado a apresentar mais as minhas músicas, responsável pela aparição de minha Camisa de Apresentação. Isso vai ser em Botafogo. Depois, vou me juntar ao Lucas Parente, no baixo, e Vovô Bebê, na guitarra, na Lapa, para abrir o show de Lucia Santalices. Também chamei ao Paulo Barbeto pra falar um trecho do Diário da Piscina, na Inferno.
Ôh Glória!




segunda-feira, agosto 26, 2019

Eu fico feliz demais e cheio de entusiasmo quando outros artistas da música me elogiam gostando das minhas. Isso é uma coisa antiga e não é que eu fique mostrando-as só entre nós, amigos compositores. É que acho que sou mais tímido e somente depois do Poema Maldito é que comecei com os shows com alguma constância.
É uma coisa difícil, requer um investimento subjetivo, sair mostrando elas. Requer também um investimento de grana e isso eu não fiz, e não há nada nem ninguém que tenha aparecido para empreender isso, digo, com dinheiro. Eu tou falando assim, porque gerar essa vibração interior para mostrá-las, tem muito a ver com esse coletivo de outras pessoas artistas que aparecem pra mim e que me ajudam, sem saber, pra que eu forme em mim, como dizer, a chama de mostrá-las?
Então, é um fluxo de coisas que vão se achando e se formando e eu fico abismado, sim, porque há artistas pra quem isso não é uma questão, que pra mim, vai se formando pra sempre. Então, cheguei a um lugar e esse, ao mesmo tempo que se forma e se auto-ocupa, vai se deixando em outro e é esse o movimento. Ontem, eu e Pedro, fizemos esta foto:


Luís MMXIX

sexta-feira, agosto 23, 2019

Um dia frio assim e vou poder não sair de casa e tomar um banho quente. Hoje 23 de agosto de 2019 faz 23 anos de meu coma que modificou radicalmente a direção da minha vida, porque fiquei com a sequela motora, hoje, amainada. Fora isso, eu e Sacramento, num show que os amigos fizeram no teatro Carlos Gomes, pra pagar a conta do hospital:

quinta-feira, agosto 22, 2019


Depois das desaposentadorias e tudo o mais acontecendo a gente continua a vida torturada aqui atento aos absurdos, de tal forma que a chuva caindo em torno ao apezinho agora não vai inundar o vale, não vai afogar os vizinhos de baixo, os de trás, os bichos todos no entorno, os passarinhos nas gaiolas do vizinho de trás do de trás?


quarta-feira, agosto 21, 2019

Eu tou curtindo demais que meus livros e músicas tenham chegado ao lugar onde estão, quer dizer, talvez, agora, seja só mesmo deixá-los vibrar por eles mesmos, enquanto estou a me preparar pra dar um jeito na casa. Entre isso e sair para mover algo na rua Miguel de Frias. Entre isso e preparar o meu almoço. Entre isso e os próximos livros e músicas.

Sobre o lugar onde estão, quero dizer que ficaram sem moverem-se para trás, ganharam posição no halo das coisas vivas, foram pro alto, pro céu, entre as órbitas de outros corpos etéreos, como fazem as coisas mortas.

É isso aí!

segunda-feira, agosto 19, 2019


Eu, no violão, e Eduardo, na guitarra, olhando para Paulo Barbeto dramatizando a leitura do Diário da Piscina, no Salão da Glória e Paula, sob o olhar da última. Para ontem, minha Camisa de Apresentação ganhou de Elizângela duas medalhinhas: uma Nossa Senhora da Penha e a outra, Nossa Senhora das Graças.

domingo, agosto 18, 2019

A gente apresentou, ontem, as músicas com trechos do Diário da Piscina – o Ave Nada – eu e Paulo Barbeto, no Salão da Paula. O Ave Nada ficou muito mais lindo com a percusão dela e a guitarra do Eduardo. Pedro é produtor a-efetivo. Hoje vai haver outra vez. Estão todos convidados!



quinta-feira, agosto 15, 2019

O mundo inteiro sabe que o Pedro com a Carina estiveram com a Paula no Atelier de Indumentária e que isso ficou uma coisa meio fora, meio dentro, exatamente assim, meio a meio, tipo, são dois pra lá, dois pra cá, sentindo frio em minh’alma e tudo. E sabe também que eu e Paulo, no fim de semana passado abrimos essa frente Ave Nada, nuns amigos dele na Urca e que junto a tudo é o aprendizado da vida, brincos iguais ao colar e a ponta de um torturante band-aid no calcanhar.
O caso é que vamos levar um pedaço do Ave Nada para a Jam Session do bazar-brechó, em Botafogo, nesse fim de semana. E, dessa vez, o Ave Nada ganha a guitarra do Eduardo e a percussão da Paula. Tudo em meio às roupas no varal, que no fim são o motivo de tudo, roupas, roupas, roupas...
Estão todos convidados!
Vejam:

terça-feira, agosto 13, 2019


Há muita coisa acontecendo em torno ao apezinho.
Daqui ouço o trânsito escasso da rua e ouço os passarinhos e cachorros.
Galinha é passarinho?
Também as ouvi, um pouco antes de acordar, quer dizer, de sair da cama.
Estas coisas todas acontecendo ao redor dele, do apezinho, rumam pra onde, pra que acontecimento, pra que clímax, só pra o paroxismo da morte?
Tenho dito muito, já reparei em mim dizendo sempre que não sei das coisas que faço, não sei porque vivo, porque não me sinto pertencer ao fluxo continuado das coisas vivas, das coisas revivas, das coisas todas acontecendo ao redor daqui, dessas paredes.
Isso não é uma decisão que eu tenha tomado. Porque a morte não é uma escolha que eu tenha feito.
Fora isso, apenas arrumando o caminho do padre passar...

segunda-feira, agosto 12, 2019

Estamos passando por essa situação horrível de violação de direitos das pessoas que se aposentaram no início da epidemia da AIDS, os Sobreviventes da AIDS, que foram meio que cobaias dos primeros antirretrovirais e, que agora depois de anos afastados, retiram-lhes os proventos e lançam de volta ao mercado de trabalho. Uma barbaridade, uma tortura, uma crueldade com essas pessoas já com mais de 50 anos, entram agora na velhice precoce das comorbidades dos remédios e do vírus. Uma coisa de matar!
Fora isso, apresentamos, eu a Paulo Barbeto, o Ave Nada, no sábado, na casa de uns amigos dele.Quem quiser, será só chamar, 
que iremos:

sábado, agosto 03, 2019


Essa é a Kika, minha vizinha da casa ao lado, de baixo.
Ela fica sozinha em casa todos os dias e sempre no mesmo horário, assim, umas 15 h, começa a se desesperar. Aí, ela chega na grade e fica latindo. Eu chego na minha janela, falo com ela, dou psiu, chamo-lhe pelo nome Kika. Ela fica feliz, fica num outro desespero, abanando o rabo, feliz, fica de lá pra cá, indo e voltando, olha pra mim, se desespera desse jeito.
Ontem, tirei essa foto:


domingo, julho 14, 2019


Ontem, Pedro deu uma outra atualizada em meu site, que é como outras mais poucas coisas, no modo como tenho lidado com livros e músicas e telas prontas, um pé de minha produção artística no que poderíamos chamar de profissão. Por que são vários os degraus, as escalas, os graus, em que eu, muito pessoalmente, sinto por onde vou passando, vou experimentando, vou sentindo, enfim, são contraditórias demais as posições de ser artista e a posição de ser profissional.
Então, passei muitos anos da minha vida pra que eu conseguisse resolver comigo mesmo, se sou um artista. Agora, a questão é na vida que eu levo, como profissionalizar a coisa. São muitos os fatores pra pensar, se quero ser matemático e preciso. E são muitos os fatores a ser pensados numa e noutra parte, porque serão necessárias precisão e matemática tanto na arte, quanto na profissão. E a contradição na vida que eu levo?
Vejam:

terça-feira, julho 09, 2019


Não tenho lembrança de onde eram vendidas frutas. Nem de quando pela primeira vez vi um abacaxi. Meu tio João tinha uma venda. Em todo bairro onde morava, levava a venda. Quando se mudou de cidade, levou a venda. Seu negócio não cresceu. E quando morreu, não deixou nada pra sua família, levou a venda pro céu.
Mas estava dizendo que não me lembro de onde eram vendidas as frutas. Mas me lembro de quando comi pela primeira vez um ovo. O ovo tem muita significação pra mim, estranhamente, me lembro disso, de ter achado o seu sabor muito diferente, quase ruim, nesse dia na Vila dos Reis, numa casa, uma cozinha, talvez, abaixo do nível da rua, é uma lembrança muito antiga, demais velha, esmaecida. E não consigo decidir muito sobre ela, definir nada além do sabor estranhíssimo do ovo e, que por isso, ficou parecendo ser a primeira vez que eu comia, só pode.
Então, tem esse assunto do ovo também e se eu fosse obrigado a sair falando, eu teria muitos assuntos onde eu iria parando, porque outros assuntos viriam chegar também, e o caminho iria ficar abarrotado, eu iria me perder de tanto assunto e pra limpar o caminho teria de ir escolhendo. Ou, não. Poderia ficar entulhado mesmo, como vai se entulhando as coisas na minha casa, na cozinha, abaixo do nível da rua, o sabor estranho do ovo, onde vendia as frutas? Onde estou?
Vou parar.

sábado, julho 06, 2019


Eu tinha a ideia de fazer uma série de Santas e isso já faz tempo, desde que fiz uma Nossa Senhoras das Graças, aquela. Acho que “As Vizinhas de Trás” têm um quê de santinho mesmo, quer dizer, santinhas. E os meninos da Prática de Montação, por conta de, talvez, a minha obra ser de tom religioso, inventaram a Santa Moema. Então, fiz ela como se “As Vizinhas de Trás’ e não gostei. Ela ta aqui na minha sala e tou me afeiçoando devagarinho a ela. Quando me afeiçar de vez, estará pronta:

sexta-feira, junho 28, 2019

JUFFBOX - Luis Capucho


O rafael Saar já faz um tempo ganhou um edital da prefeitura do Rio de Janeiro pra fazer um filme sobre minha obra. E também ganhou um edital da prefeitura de Niterói pra continuar a fazer o filme. Então, é um filme que vai sendo construído, os filmes têm um tempo. Essa ideia do filme já tinha acontecido antes com outros amigos que fiz, mas foram sendo abortadas e eu sempre acho que não tem explicação, mais ou menos, como quando eu avisava à mamãe, que ficava nervosa com as coisas, e eu avisava que ficar nervosa não iria resolver a situação complicada, pelo contrário. Então, não tem explicação, porque as explicações, como nervosismos, não resolvem as questões. O fato é que o rafael é quem tem o filme.
Uma outra alegria rolou dentro disso, que foi o fato de o Diêgo Deleon ter feito a peça Cabeça de Porco, tendo como pano de fundo a minha produção de música e livro. E ele fez isso, porque o Prática de Montação (o grupo de teatro com que ele montou a peça), como eu, dramatiza a si mesmo, daí, o link. Então, eu que produzo espelhos nas coisas que faço, fico vendo os meninos e as meninas da montação do Diêgo, da montação do Rafael, espelharem a mim, espelharem-se, e a coisa vai se espalhando, e o que acontece é como as projeções infinitas entre os espelhos, sempre mais pra dentro, pra dentro, pequeno, pequeno, e ao infinito.
E custei um pouco a me ver com tranquilidade nesse vídeo – agora, não é ainda o filme - que o rafael fez comigo, um programa com os alunos da UFF que fazem música. Fui eu quem pedi ao Rafael pra fazer como ex-aluno. Demorei, porque é estranhíssimo a gente se olhar e ser tranquilo...rs. Eu já cursei a UFF há tantos anos e já estou um senhor e os senhores não gostam mais de se ver e tal. Mas, depois, encarando a verdade, que coisa mais linda isso que o Rafael fez! E essa camisa de apresentação, que que isso!?
Vejam:

terça-feira, junho 11, 2019

É uma vergonha e é um sofrimento de angústia também que o presidente tenha vetado um projeto de lei para isentar os aposentados de AIDS do chamado Pente-fino. Os que foram desaposentados, são pessoas que ficaram sem chance de sobreviver sem um salário, num mercado de trabalho que está fechado para os que têm mais de 50 anos, doentes, e há 20 fora de suas atividades. Essas pessoas não são fraudulentas, foram aposentadas após perícias médicas que comprovaram sua incapacidade. Daí a vergonha desse presidente pulha e a angustia torturante dos que foram desaposentados.
Hoje, o congresso deverá votar a derrubada do veto presidencial vergonhoso, inacreditável. Torcendo aqui. Temos feito pressão como podemos, enviando mensagens para deputados e senadores em Brasília, telefonando. Quem puder se juntar a nós, com os políticos pra quem votou, agradecemos. Como o presidente, que o congresso não seja vergonhoso.

sábado, maio 25, 2019


OBS: essa informação não é fake. Fake foram as news que elegeram o nojeira:

O pessoal que contraiu o HIV no início da epidemia, ta vivendo o problema gravíssimo das desaposentadorias, chanceladas pelo atual presidente nojeira, que vetou o Projeto de Lei do Senado n° 188, de 2017 - Lei Renato da Matta.
O atual governo sequestrou as aposentadorias de 25 mil pessoas, a maioria com mais de 50 anos, portanto com uma possibilidade mínima de sobreviver ao mercado de trabalho. O argumento:

“...Ademais, nos termos do art. 193 da Constituição da República, a ordem social tem como base o primado do trabalho, assim, a proposta legislativa tem o potencial de estigmatizar e violar a dignidade do segurado com HIV, que seria afastado, por presunção, da possibilidade de reabilitação profissional, decorrente de perícia médica periódica, que tem ainda a relevante função de combate a fraudes no âmbito previdenciário.”

Ora, quem está sequestrando a dignidade do trabalhador aposentado é o nojeira cínico. Por conta disso, um grupo de Sobreviventes da AIDS fez essa petição. Peço que divulguem e assinem, plis:





domingo, maio 19, 2019


Eu tava conversando com um amigo sobre essas desaposentadorias dos HIVs.
Primeiro, como uma coisa assim tão grave tenha partido das pessoas que fazem política. E, depois, a gente começou a falar de, talvez, porque a AIDS tem sido noticiada como uma doença crônica, como tem sido difícil pras pessoas entenderem as comorbidades todas que o vírus e os antirretrovirais trazem pras pessoas que estão sendo desaposentadas. E, aí, essa parte de pessoas mais burra desse entendimento, não se manifesta, deixa rolar, não ajuda na tentativa de reverter a situação gravíssima.
Pra vocês terem idéia, há pessoas que tiveram cegueira como sequela, por serem portadoras do vírus HIV e que foram desaposentadas. Nessas desaposentadorias, pode-se enumerar um monte de maluquice desse tipo, uma coisa mesmo de matar. A gente escreveu pra Ouvidoria da Fiocruz pedindo que se posicionassem a nosso favor, que usassem a autoridade da instituição em nossa defesa. Uma pessoa do INI – uma sessão da Fiocruz – teve a pachorra de devolver em resposta assim: que não sabia o que queríamos dizer com o pedido de estarem a nosso lado!
Mas voltando à conversa com meu amigo, ele me disse:
“Sempre foi assim. Fica cada um na sua propria bolha e so se manifestarão quando eles forem afetados diretamente. Foi asssim na Alemanah e é assim com o exterminio dos negros nas favelas diariamente. O que nos fazemos com isso? Absolutamente nada pois nao moramos em favelas e somos brancos ou quase brancos.”

sexta-feira, maio 17, 2019

balada da paloma - luís capucho

O Rafael Julião me disse que
estava para lançar um livro com seus poemas e que dedicava um deles pra mim.
Ele também disse que a estória era de sua mãe, dele, mas que ele fazia essa
relação. E, aí, me mandou o poema-letra:

Balada da Paloma

A Luis Capucho

Paloma passa correndo
ali ela tá solta no meio do barco
e pede ao cara de branco
não a prenda 
Paloma passa pelo pátio os
bancos, as famílias e os pombos
passa a garota de pulso
enfaixado e o velho agachado
e a pessoa nua de peito
mole pede calma,
os braços no alto Guernica e
passarela, cemitério carnaval
Paloma quer cantar

Deixa cantar a sereia do
hospício
Deixa cantar as as sereias do
hospício
Deixa eu cantar as sereias do
hospício
Deixa eu cantar com a sereia
do hospício

Paloma passa fazendo cena ela
stá "lock"
E minha mãe me leva a
desfilar no corredor Que nunca se acaba
Paloma passa por mim e
continua em minha mãe
passa o enfermeiro amassado,
e o faxineiro ali parado, 
e a menina alta que reclama
do gordo molhado na janela
Incêndio na plateia, solidão
e vendaval
Mamãe quer seguir...

Deixa seguir a sereia do
hospício
Deixa seguir as sereias do
hospício
Deixa eu seguir as sereias do
hospício
Deixa eu seguir a sereia

Paloma passa lambendo o chão
ela está rindo na frente dos parentes e faz que não tá loca ela só quer
causar 
Paloma passa pela beira do
mundo e das palavras
beira o frei acanhado e o
rehab advogado do rapaz robô que alguém dopou e ela viu a criança acordada
dentro da mulher sem banho
Inocência e bacanal Paloma
quer dançar...

Deixa dançar a sereia do
hospício
Deixa dançar as as sereias do
hospício
Deixa eu dançar com as
sereias do hospício
Deixa eu dançar com a sereia
do hospício









quarta-feira, maio 15, 2019

Luís Capucho - Mamãe me adora

No dia das mães, passou batido, eu não disse nada. Embora a
gente seja treinado com as palavras desde muito pequeno é difícil pra caramba
encontrá-las pra dar conta das coisas que a gente quer. Ou, diante da
impotência, a gente não quer mesmo, não quer dizer. Tem um medo, um lance mais
profundo, onde a gente não quer ir parar. Mas fiz essa música que o Rafael Saar
tinha colocado no canal dele e tirado – acho que ele acabou com seu youtube – e
pedi pra voltar, porque ele fez uma colagem muito legal com ela. E, aí, vai
ficando cada vez mais difícil dizer.


Vejam:

domingo, maio 12, 2019

via GIPHY
A Diully estava tirando fotos minhas, perguntou se poderia, e depois falou do Cinema Orly. Ela começou falando a introdução de um texto do Mario Lugarinho para o livro: Nasce a literatura gay no Brasil, que Mario Newman, o Professor, tinha indicado. Depois as outras moças, Barbara e Geovana, falaram do Mamãe me adora e Diário da Piscina. Ficou tudo muito bonito o modo como essas meninas se envolveram com os livros e com aquela situação de exposição em que a gente ficou.
O Mamãe me adora, na leitura da Barbara, formou uma questão que ela pediu que eu comentasse, mas na hora eu não soube desenrolar. Eram coisas que ela tinha pensado no livro, na viagem pra Aparecida, talvez, coisas do corpo e coisas espirituais. Aí, eu não desenrolei. Depois, pedi desculpas. Eu não tinha pensado sobre isso, apenas contei a viagem.
A Geovana, que tinha lido o Diário da piscina, colocou a questão do autor, assim, como criador, um deus onisciente. Aí, eu disse, não, que eu não sabia de nada. E ela ficou de pensar sobre isso.
Foi tudo muito bonito!

quinta-feira, abril 25, 2019

Parado Aqui - luís capucho

Fiz a Parado Aqui, quando eu era professor em Papucaia. E
tinha uma música de Roberto Carlos na minha cabeça, que estava sendo referência
pra mim, pra eu fazer ela. Que era “de que vale o céu azul e o sol sempre a
brilhar...”.
Também já fiz outras músicas que pegaram como referência
músicas de amor ou mesmo encalacres biográficos de paixão, mas que no processo
de construí-las, foram se tornando e ficaram outra coisa.


Eu adorei essa versão sudestina que fizemos no etnohaus no
início do mês. Mas ainda falta um mineiro pra completar o território da região
entre nós que tocamos:

terça-feira, abril 23, 2019

Como todos sabem, não há responsabilidade no Planalto, estamos abandonados. Prestem atenção, amigos, e perdoem o emotivo do texto:

Envieei uma denúncia pro Ministério da Cidadania pedindo uma posição frente às desaposentadorias:

“Gostaria de anotar as perícias médicas ocorridas no pente-fino do INSS, que têm violado os Direitos Trabalhistas Brasileiros, jogando de volta ao mercado de trabalho pessoas doentes de HIV e dos efeitos nocivos dos anti-retrovirais, pessoas essas com mais de 50 anos e aposentadas há vinte, portanto, por esse tempo afastadas. E pessoas que se tornaram brasileiros torturados pelo desespero, a partir de uma violência sem sentido, uma ilegalidade institucional, e venho por meio dessa comunicação pedir o reparo desse inacreditável fato. Não há como estar diante do inacreditavelmente injusto, a não ser corrigindo-o.

Contando com a reintegração de nossas aposentadorias ao sistema do INSS,

grato,

luís.

obs: em anexo uma Petição Pública, ainda em andamento, na net.”

Resposta:

“Notificação para o solicitante: Prezado Senhor,

Informamos que o seu pedido será encaminhado para o Ministério da Economia, órgão responsável pelo assunto solicitado.

Atenciosamente,

Serviço de Informação ao Cidadão (SIC)
Ouvidoria Geral
Secretaria Executiva
Ministério da Cidadania
Setor de Indústrias Gráficas – Qr 04 – Bl. “C” – Lote 83
Centro Empresarial Financial Center Térreo Sala S-10”

O Ministério da Economia, por sua vez, mandou:

“Notificação para o solicitante: Senhor,

Seu pedido foi devolvido para o Ministério da Cidadania para análise e providências.

Atenciosamente,
Serviço de Informação ao Cidadão
Ministério da Economia”

Quem, mais generoso, pode dar uma ideia?


https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR111153&fbclid=IwAR2dh-KyyS-5x_nCr0chn_YMCVsJimiYH3UMSnZLVTop5PIUO0rQwMjUfXc

domingo, abril 14, 2019


Eu tou chegando da Bahia, onde com o poeta Celso Borges, que falou sobre o seu livro “O futuro tem o coração antigo” - http://www.ofuturotemocoracaoantigo.com.br/index.html, falei sobre o meu Diário da piscina (editora É/2017). A gente falou em três cidades bahianas para secundaristas, no projeto Arte da Palavra, um projeto promovido pelo Sesc. Eu tava meio apreensivo porque uma coisa é fazer um livro ou fazer uma música. Outra coisa bem diferente é apresentar essas coisas de corpo presente. Mas aí tudo correu muito bem, porque o Sesc, as escolas, as turmas, recebem a gente super bem, o Celso Borges é um ótimo companheiro de viagem e as meninas Cemary, Carla e Clarissa, que mediaram as mesas, são pessoas muito lindas.
Na verdade, pra falar do Diário de Piscina, eu falei mesmo de mim, do motivo porque cheguei aos livros, de onde parti para escrevê-los, também porque sou ao mesmo tempo autor e personagem. E também porque ao mesmo tempo não sou nada. Esse é um percurso de pensamento muito difícil de fazer, e acho que consegui e não consegui. E esse também era um motivo de apreensão. No fim, aprendi bastante e vou continuar aprendendo sobre, nos outros estados em que ainda iremos com o Arte da Palavra.
Só tenho mesmo que agradecer a oportunidade e a todos que se conjuminaram no antes, no durante e no depois disso.
Vivaaaaaaaa!


terça-feira, abril 02, 2019

Eu e Celso Borges estaremos em Feira de Santana, na semana que vem, pra falar de nossos livros e de nossa música também:

"Arte da Palavra Programa de difusão da literatura, o projeto ARTE DA PALAVRA – REDE SESC DE LEITURAS é um circuito atuante em todas as regiões do país que estimula a formação de leitores e a divulgação de novos autores, além de valorizar obras e escritores brasileiros e as novas formas de produção e fruição literárias. Com os circuitos “Oralidades” e “Circuito de Autores”, promove a circulação de artistas da palavra em bate-papos por todo o país, no intuito de difundir autores brasileiros de mídias tradicionais, mas também outras formas de fruição literária, como performances, contações de histórias, dentre outras modalidades expandidas da literatura contemporânea. Um terceiro circuito, “Criação Literária”, ainda não implantado em Feira de Santana, promove oficinas de escritas para públicos de todo o país. Na programação do Abril pras Artes, faz parte do Arte da Palavra a primeira etapa do Circuito de Autores 2019, com dois bate-papos com os autores LUÍS CAPUCHO, do Rio de Janeiro, e CELSO BORGES do Maranhão, falando sobre poesia marginal e música para a comunidade escolar e público geral em duas escolas da rede pública estadual de ensino, o Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães (aberto ao público) e o Colégio Estadual José Ferreira Pinto (somente para a comunidade escolar). Saiba mais sobre o Arte da Palavra em: www.sesc.com.br/artedapalavra"

sexta-feira, março 29, 2019

Eu tou feliz e apreensivo. Podia dizer feliz e tenso. Feliz e preocupado. Ou dizer, assim, feliz e feliz. É porque eu não sei onde pegar o fio da meada pra dizer as coisas. Porque daria certo desenvolver qualquer dos inícios. Porque daria certo começar por qualquer lugar. Então, estar tenso, apreensivo, preocupado e feliz é mesmo o início da meada e dia 5 de abril apresentaremos minhas músicas no Etnohaus com Vida.
Seremos eu, Felipe Abou Mourad na bateria, Vitor Wutzki na guitarra e Lucas Parente no baixo.
Estou convidando todos pra assistir, todos:

quinta-feira, março 28, 2019

O Sesc me convidou para participar de uma circulação nacional para a divulgação de meus livros, junto ao poeta do Maranhão, Celso Borges.

Aceitei.

Decidi, não sei em que momento dos primeiros contatos que tive para a combinação das datas, que eu apresentaria o meu mais recente livro, o Diário da Piscina.

O Diário da Piscina foi lançado em janeiro de 2017, pela editora É, que fica na cidade de São Paulo. E pra ocasião do lançamento convidei dois músicos para que junto comigo - o vitor e o tulio - aproveitássemos a oportunidade para mostrar as músicas que já fiz.

O lançamento foi num brechó de SP, o Loki Bicho. 

Também para a ocasião especial, pedi ao Vitor Wutzki, que me acompanharia no show, que compusesse uma canção sobre o Diário da Piscina.

Ele fez a Ave Nada.

Na hora em que fui tocar, a minha forma de reproduzir sua harmonia no violão, alterou tanto a composição original, que ele me deu parceria.

Aceitei.

                                           AVE NADA
(vitor wutzki/luís capucho)

Com três anos de idade
Eu desapareci
No terreno vizinho
No final da curva, o Sol
Passageiro ou motorista

Voo dentro
do seu voo
Voo fora
da asa

14 de Agosto
eu não olho pra dentro de ninguém
A gravidade é muito longe
O dia me afoga
Uma piscina não
Faz isso

Peixe voa
Ave nada
O céu reflete
na água
Talvez agora alguém na rodoviária
Espere Werther, Monga
Espere Don Juan
Espere alguém perdido
e com as mesmas intenções que eu

Peixe voa
Peixe voa
Peixe voa

sexta-feira, março 22, 2019

Peço a atenção do silêncio de vocês:
Isso que começou a se fazer no governo do presidente Temer, de tirar a aposentadoria dos que sobrevivem à infecção do vírus da AIDS, me fez criar a petição com a intenção de chegar ao Excelentíssimo Senhor Presidente Bolsonaro. Para que ele sancione a PL Renato da Matta – já na boquinha da garrafa para sua sanção e, então, o pesadelo comece a ter fim.
Outras pessoas tocadas, como eu, pela loucura disso ou somente pela justiça, vieram se juntar à causa com suas assinaturas e também pessoas vieram ajudar na melhoria do texto muito pessoal que fiz. E fui melhorando.
Por último o Laerte Angellus me mandou um texto que vai funcionar melhor e fiz a troca. A ideia é que os amigos que concordarem com o que estamos propondo, divulguem e assinem, pra ver se com a criação dessa força, conseguimos acabar com essa tortura, que promete muitos suicídios, mortes, fome, doenças, mais estragos a se somar aos estragos embaixo do céu estrelado do Brasil, caso não seja revertida essa situação.
Peço a atenção do silêncio de vocês:
https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR111153


"Exmo. Sr Presidente da República,
Jair Messias Bolsonaro

Nós brasileiros abaixo assinados, vimos por meio deste solicitar o restabelecimento de nossas aposentadorias por invalidez previdenciária (benefícios previdenciários).

Somos, os sobreviventes da AIDS..."



PETICAOPUBLICA.COM.BR
O seu apoio é muito importante. Apoie esta causa. Assine o Abaixo-Assinado.

quinta-feira, março 21, 2019

Ontem, o Edil Carvalho me avisou com alegria que o meu Cinema Orly apareceu na última edição (2018) do importante Devassos no Paraíso, de João Silvério Trevisan. Fico muito alegre de o livro participar de leituras mais sérias e de ao mesmo tempo servir ao prazer. Outro dia mesmo o July Ezhnome disse que o dele foi roubado. E disse que o ladrão de livro devia ser, como ele imaginava, uma pessoa maravilhosa. Muitos têm querido o livro uma segunda vez, por terem sido roubados. É isso que eu digo, esse prazer na encolha, na beirinha do rex e do Cinema Íris, e que agora anda indo pra dentro do centro...