quinta-feira, fevereiro 27, 2020

Antigamente - luís capucho

Bem no finalzinho, acho que foi o Tulio Buffe quem fez a
Rocha Julia, numa das mesas.
O Walter Bello e um outro rapaz do Nordeste, de quem não me
lembro o nome adoram essa música, que eu sei.
É um registro que o Pedro fez, em Limeira, meio um Limeira
Colorida, com essa nossa banda sudestina, que fomos, eu, Fernando Bocaletto,
Felipe aboud e Vitor Wutzki.
Eu me lembro de ter pedido ao Mitchel que fizesse o som que
ele achasse que fosse o melhor, portanto esse é o som dele.


Também, ao fim, alguém retumbou um “Bravo!” e a banda se
animou. A próxima foi a “Inferno”:

quinta-feira, fevereiro 13, 2020

Enquanto isso, estou a fazer ess'As Vizinhas de Trás - Dolores, para Vitória da Conquista, na Bahia. Gosto muito do jeito como elas olham, cheias de vigilância e pensamento. Vocês sabem que todas são assim e que todas são a mesma. Além disso, quando elas aparecem pra mim, é arregaçante como o nascer do sol aqui no vale, como a flor que se arregaça no vaso da Therezinha, lá embaixo. Mas tem a diferença de ser um arregaço que fui eu quem quis:

quarta-feira, fevereiro 12, 2020

Vovô Bebê - Briga de Família

Eu fico feliz demais, acho incrível, mesmo uma maravilha,
que outro artista que considero de verdade, me chame pra participar de um som
seu, que tenha afinidade artística comigo, que veja isso na minha forma, no meu
miolo e no meu fluxo. Isso traz verdade também pra mim, que fico escorregando
nela, perguntando pra sempre nela, sempre ali na sua corda bamba, ela escapando
pela janela, assombrando a madrugada, sei lá, essas coisas loucas que no fim
são certas, porque é onde estamos, junto do seu emaranhado.
Aconteceu pela primeira vez, quando o Rogério Slylab me
chamou pra participar de uma música linda que ele fez, chamada Deixa, no disco Desterro
e Carnaval. Dessa vez foi o Vovô Bebê quem me deu a alegria. Me chamou pra
participar da Saparada, no seu Briga de Família.
E quero mostrar pra vocês o disco, saiu, ontem:


sexta-feira, fevereiro 07, 2020

Cinema Íris

O ídolo Ney Matogrosso depois de ter por muitas vezes que gravaria uma de minhas músicas, desistiu da “Cinema Íris”, meio que numa previsão do pouco alcance desse pessoal, dos Bozo, que chegou legitimando o pavor, a tortura, o assassinato, a cuspida, a burrice da ignorância, tudo, tudo, enfim, com a grosseria natural deles, de quem não enxerga um palmo sequer diante do próprio nariz, essa gente pavorosa, amedrontadora, destruidora, que não tem plano pra todo mundo e, aí, está instalado uma vida plana, que não seria possível pra nós, sem plano de voo pra nós e tal.
Só que, não. A gente vai continuar existindo na frente, atrás, em cima, embaixo, dos lados, à esquerda, direita, o sol nascendo e morrendo.
O Bruno Cosentino mesmo fez um show com o repertório do Ney, em homenagem a ele, e incluiu a “Cinema Íris”, quer dizer, colocou dentro. E isso é apenas pretexto pra mostrar esse registro do Pedro que fizemos em Limeira-SP, mês passado e que adorei demais. Porque, ao vivo, dentro de mim, estava tudo sem fluxo e quebrado no chão, mas olhando o registro do Pedro, fluía super no céu, com o Fernando Bocaletto na guitarra, o Felipe Abou na bateria e o Vitor Wutzki no baixo.
Vejam:

segunda-feira, fevereiro 03, 2020

ave nada - Casa Sol, Sta teresa, Rio de Janeiro com Paulo Barbeto.

A apresentação que eu e Paulo Barbeto (Prática de Montação)
fizemos no sábado, do Ave Nada, foi uma beleza. Tivemos o respaudo maravilhoso
da Casa Sol, do Pedro, do Roberto, da Isabela e foi uma coisa linda: a chuva
esperou até quase o finalzinho da leitura performada de teatro e música, pra só
então nos espulsar a todos do terraço, ah, e isso foi perfeito da natureza, da
água, todos se apressaram para proteger os instrumentos elétricos, o palco e a
si próprios, no fundo. Pedro pegou esse trecho no seu celular, quando após o
Paulo falar o registro do dia 25 de julho de 2000 canto a Ave Nada(vitor
wutzki/luís capucho), título de todo o assunto.
Vejam:

A vida é livre - luís capucho

Eu sei que a música é sempre a mesma, mas pra cada lugar,
pra cada situação, ela se ajusta de um jeito particular, além do modo como cada
um dos que contribuíram pra o momento dela, ali, naquela hora, estar ajustado
assim, assado. Mas o que é certo é que achei esse registro de A Vida é Livre,
em Limeira-SP, um dos mais bonitos que Pedro fez dessa música até agora.


Vejam:

terça-feira, janeiro 21, 2020

A gente publicou o Crocodilo na internet, um disco abarrotado de outros artistas, porque eu tive essa sorte, e que fizeram das músicas que foram escolhidas pra ele, o bicho. O Bruno e o Biajoni fizeram textos em que observaram os bichos do disco e eu me lembro de o Baiano já ter observado o ponto de vista selvagem com que observo os acontecimentos que se transformam nas músicas, já no Cinema Íris, talvez, mesmo no Lua Singela.
A estória é enorme e se desdobra pra trás em muitas direções, mas me lembro de estar conversando com o Rafael e o Paulo sobre fazermos o Ave Nada, que é o nome de uma música que Vitor Wutzki fez para o lançamento do Diário da Piscina(É selo de língua-editora É/2017) no loki bicho, em SP. Nós estávamos conversando e esse nome “Ave Nada” começou a ser apresentar as músicas entremeadas de textos do Diário da Piscina. E o Vitor tinha dito que era bom que fosse uma bateria, com o baixo e o violão, para a parte em que eu fosse mostrá-las.
Isso foi uma sorte, porque o Felipe apareceu com uma bateria-mirim e começamos a mostrar as músicas, às vezes, fora da idéia inicial de ser o Ave Nada e, às vezes, Ave Nada. O fato é que temos uma banda – violão, baixo, batera – pra apresentar as músicas e a última vez que fizemos isso foi no Centro Flutuante, em Vitória – ES, onde está o Felipe. Dessa vez, nos encontraremos todos em Campinas, onde está o Vitor, e isso traz uma felicidade de estarmos juntos outra vez pra tocar, juntos, felicidade de tocar. De Campinas, faremos um De Casa em Casa em Nova Odessa e outra apresentação em Limeira.
Eu sei que as estórias só são entendidas mesmo no final e nós nem começamos a contar, mas espero que estejam entendendo o que estou a dizer, porque também ela se desdobra adiante, sempre adiante quanto mais pra trás. Isso se junta ao fato de, no Crocodilo, cada uma das músicas ter um artista-produtor diferente, que jogou suas ideias ali nas canções e nós, a banda, temos o nosso jeito, o nosso limite, um estilo, e o que somos é outra coisa.
Apresentaremos músicas de todos os discos, também do Crocodilo, do Lua Singela, do Cinema Íris, Poema Maldito e Antigo.
Avante!

sexta-feira, janeiro 10, 2020

Crocodilo (cifra)

A gente, eu Felipe Abou e Vitor Wutzki, vai se juntar outra
vez pra apresentar as músicas em Limeira e Americana, agora, em janeiro. Isso
foi uma proposta do luiz biajoni, de quem a novela Virgínia Berlim, foi a
inspiração para a música Virgínia e eu.
Também, nossa ida tem o apoio do Limeira Colorida, na pessoa
do Fabio Shiraga. E do Pedro. Nós estamos muito felizes com isso e vocês sabem
que somos, a banda, cada qual de um estado, faltando apenas um guitarrista
mineiro para que se complete nossa banda sudestina.
Os assuntos vão se abrindo, vocês sabem, vão aparecendo,
pedem explicação, pedem serem falados e não sou obediente. Às vezes, quero
manter a rédea, me deixar na linha. Às vezes, sou obediente e me liberto, junto
deles.
Dessa maneira, mantendo o assunto, sem fugir, sem me
libertar, não sou bom de me situar no tempo, tenho grandes problemas com isso,
com o tempo – vocês podem ver isso na minha forma de tocar o violão.
Mas nossa banda sudestina, espalhada assim, existe já há mais
de ano, talvez, e estamos ensaiados. De todo modo, nos encontraremos todos em
Campinas, antes, para ensaiar, ajustar os pontos. E em Americana, onde será um
De Casa em Casa, funcionará, sem ser, como ensaio, mais uma vez. Ao mesmo
tempo, será uma celebração de estarmos juntos outra vez. Uma maravilha!
Mas o fato é que ontem, coloquei-me no youtube, filmado pelo
Samuca, tocando a Crocodilo, pra quem quiser tocar como no original.


Vejam:

quinta-feira, janeiro 09, 2020

Edson do Rock

A Edson do Rock é uma música irmã da Pessoas são Seres do
Mal, músicas que fiz para o Drácula, um rapaz desonhecido, um nick, com quem
mantive um romance virtual por um ou dois anos.
Sobre ela, Bruno Cosentino escreveu:

‘Outro bicho que está presente no disco é o
morcego de “Edson do Rock”. A produção, primeira de Pedro Carneiro para o
disco, é um primor de imagens sonoras, sugeridas pelos sons das teclas das
flautas e por um backing soprado de Pedro, que canta em uníssono quase a
letra inteira, interrompendo por vezes com sopros fortes, que criam uma
atmosfera cheia de vapores, névoas, fazendo contudo sobressair as cores da
noite; noite que, se para a maioria das pessoas é zona de dissipação e
incerteza, para Edson do Rock, o morcego, é quando se sente mais seguro “nas
correntes do vento” nessa parte da letra, a harmonia se abre e a flauta que
acompanha a voz faz a gente voar junto com o bicho.”



terça-feira, janeiro 07, 2020


Luís Capucho, um capixaba maldito, apresenta novo disco

Cantor e compositor cachoeirense radicado no Rio de Janeiro lançou Crocodilo, com dez músicas inéditas

De Vitor Taveira
domingo, 05 de janeiro de 2020


Antes tarde do que nunca. Mas vamos falar do disco de Luis Capucho, lançado no último dezembro. Em Crocodilo, lançado nas plataformas virtuais, o cantor e compositor cachoeirense mostra mais uma vez sua alma de maldito. Os poetas à margem tem muito a dizer. Integrante de uma geração de artistas que emergem nos anos 90 e receberam a alcunha de movimento Retropicalista, ele aponta para uma MPB que fala não só das coisas belas mas também das angústias, dos errantes, do submundo.
Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, Luis Capucho foi morar no Rio de Janeiro ainda adolescente, tendo se formado por em Letras pela Universidade Federal Fluminense (UFF), seguindo em paralelo com a música uma carreira na literatura.
A voz rouca do artista marca sua música e também traz marcas de sua vida. Em 1996, mesmo ano em que havia lançado sua primeira canção no disco coletivo Ovo, foi internado por conta de uma neurotoxoplasmose, descobrindo também que possuía AIDS. “Minha voz é muito estranha, por causa da minha incoordenação motora. Tenho dificuldade para pronunciar os fonemas e a força que preciso fazer para dizê-los, incham-me as veias do pescoço. Também para que elas saiam é necessária muita concentração e, desse modo, as palavras ficam lentas, explicadas, com a pronúncia exagerada pelo esforço em dizê-las. E embora saiam explodidas, altas, roucas e arranhadas, são sempre minuciosas em sua pronúncia”, escreveu em seu livro “Mamãe me adora”.
De fato, a voz e pronúncia marcam um estilo próprio de uma carreira que produz música de alta densidade existencial. Crocodilo é seu quarto álbum, contento 10 canções e 33 minutos de duração, contando com participação de Gustavo Galo, Julia Rocha, Lucas de Paiva, Claudia Castelo Branco, Bruno Cosentino, Marcos Campello, Evaldo Luna e Pedro Carneiro, conhecido como Vovô Bebê, responsável pela produção do disco em geral. “É uma coisa louca que tenhamos conseguido unidade para o disco Crocodilo, sendo que cada uma das faixas tenha sido produzida por um artista diferente. E acho que a sinergia que rolou, como já disse de um outro modo e antes, tem a ver com a liberdade. É a liberdade de cada artista que tornou o Crocodilo inteiro”, explica.
Crocodilo vem para dizer que não está tudo bem. Não só lá fora, mas também dentro de nós. Mas ...


https://seculodiario.com.br/public/jornal/materia/luis-capucho-um-capixaba-maldito-apresenta-novo-disco

quinta-feira, janeiro 02, 2020

O Cinema Orly, na 1ª edição da Ficções de Interludio/1999, se não me engano, saiu em novembro daquele ano. E pra comemorar o livro muito vivo aos vinte anos, o Centro Flutuante - um Centro Cultural Independente na cidade de Vitória, ES - fez uma serigrafia com um dos desenhos de Cesar Lobo que entremeia a narrativa muito iluminada da escuridão do livro. Fez nas minhas camisas de nadar. E aos amantes de literatura que quiserem, será apenas ter uma camiseta, para fazer a impressão. O Cinema Orly é sujo, mas a camisa é looooooooosho!