segunda-feira, abril 30, 2007

Está frio em Niterói, finalmente!
Mamãe está nervosa procurando as coisas que guardou e que não consegue encontrar:
- Não acho mais nada que guardo nessa casa. Quando arruma a casa, Zenilda troca tudo de lugar, esconde tudo. Não morri ainda, gente! Tenho de saber onde estão minhas coisas! – e continua procurando.
Eu tou aqui no computer, vivendo as emoções virtuais, que coisa!
Uma menina, tipo escrota, deixou scrap no meu orkut dizendo que gostou de meu perfil e se poderia me add. Fui ver o perfil dela e ela tinha apenas 8 amigos adicionados e mais de dez mil scraps de pessoas dizendo que ela poderia, sim, adicioná-los, e, ainda, agradeciam por ela ter gostado de seus perfis. Que merda! Escrevi-lhe que poderia, sim, me adicionar, mas em vão...
Pedro chega na sexta-feira!
Eleonora Falcone, que está lançando seu 2º cd em maio, na Paraíba, perguntou:
- Li uma pesquisa que dizia que apenas 2% dos romances iniciados virtualmente se concretizam. Como se sente sendo parte desses 2%?

Mamãe apareceu na porta do quarto com uma foto:
- Olha o que eu procurava, Luís, achei!

domingo, abril 29, 2007

Orelha do Rato, por Mario Lugarinho

Quando Luis Capucho publicou seu Cinema Orly, em 1999, vinha a público, enfim, uma obra que nascia de um lugar específico, sem mediações culturais da erudição acadêmica ou do status quo burguês, convocando imediatamente um leitor capaz de se reconhecer no interior da obra e compartilhar com o narrador as suas mesmas experiências. Cinema Orly registrava o quotidiano de uma tradicional sala de cinema do centro do Rio de Janeiro, cuja freqüência notabilizou-se por um público em busca de encontros sexuais fortuitos, a pegação. Morador de um subúrbio carioca, o narrador distanciava-se do mainstream gay, que, naquela época, tinha pouso certo nas páginas da revista Sui Generis. Agora, em Rato, Capucho oferece-nos uma narrativa exemplar de sua visão de mundo, construída unicamente a partir do exercício de sua (homo)sexualidade. Em confronto estão o seu frágil corpo e a virilidade desempenhada pelos moradores de uma cabeça de porco, administrada pela mãe do narrador. Quando esta presença tutelar se afasta da narrativa, a tensão se instala e a incapacidade do narrador de lutar pela posse do espaço é abandonada. O direito à diferença triunfa na medida em que se abandona a tensão sustentada unicamente pelo desconforto dos homens da casa para com aquela figura frágil que encarna o narrador. Rato vai além de Cinema Orly, bem além... se antes, Capucho exercitava seu direito ao gozo pelo gozo, agora, sobretudo, seu narrador exercita seu direito à existência e à sobrevivência. A tensão entre o jovem homossexual frágil e os homens que moram na cabeça de porco é vencida pela recusa e pela esquiva; antes de ser um ato de covardia, dependente de uma lógica bélica, requerida pelo universo masculino, esquivar-se é um ato de inteligência e razão que põe abaixo qualquer traço da mesquinharia humana, já posta em xeque por Machado de Assis, na exposição do humanitismo de Quincas Borba. O que era, enfim, lutar pela cabeça de porco senão sujeitar-se á lógica do oprimido? Eis a novidade de Capucho, sua virtude e sua simplicidade.

sábado, abril 28, 2007

sexta-feira, abril 27, 2007

Entrevista sobre o Rato

Como foi o processo criativo de Rato?
A idéia de escrever o Rato surgiu logo que terminei de escrever o Cinema Orly. Tinha mandado o Orly pra uma editora especializada em livros GLS. Responderam que meu livro tinha alta qualidade literária, mas que não tinha estrutura de romance, era repetitivo, os personagens não se desenvolviam, entre outras coisas. O que considero serem as virtudes de meu primeiro livro foram apontadas como seus defeitos. Respondi que não iria mexer no Cinema Orly, mas que iria fazer um livro com as qualidades que ele não tinha. Então, fiz o Rato.

Entretanto, quando terminei, não mandei pra editora paulista, por achar não ter conseguido chegar ao modelo de livro que precisavam. O livro não tinha ficado agressivo como é o Cinema Orly, ficou mais comedido. Demorei dois meses pra escrever o miolo e fiquei burilando, burilando por uns dois anos. Se não achasse editora, ficaria burilando eternamente.

Em seu blog você comenta que sua casa esteve infesta de ratazanas, o título do romance veio daí?
As ratazanas foram coincidência. Quando assinei o contrato com a Rocco, os ratos começaram a visitar minha varanda. Apesar do bom augúrio, matei-os todos. Estão sumidos...

Você se inspirou em alguém real para compor o Rato?
Não construí um personagem com absoluta independência de mim mesmo: sua visão de mundo é resultado do modo como eu próprio enxergo as coisas. De verdade, não pensei em fazer um personagem que fosse uma outra pessoa que não eu. Ele foi sendo narrado na intuição e, ora se afastou de mim, ora fui eu. Fui fazendo e, sei que não sou eu, porque é impossível contar histórias como conto no Rato e como conto no Cinema Orly sem fazer ficção. E sou real, não sou ficção!

O personagem principal, que não é nomeado, é um "fodido", como ele mesmo se define. O final "quase feliz". Você é um otimista?

Sim, eu sou. Eu acho o mundo e a vida bem legais. Não gosto de pessoas que têm um pensamento sempre chamando a atenção para o lado ruim das coisas, porque eu não gosto de prestar atenção no que é ruim e feio. Gosto de coisas boas, pow!

Você descreve a cidade de uma maneira muito forte, as ruas, as praias, praças. A cidade também é um personagem no seu livro?
Imagino que fosse uma narrativa mais doméstica, fosse o caso da casa do Rato ser confortável e ter mais privacidade para ele nela. Como o Rato é deslocado em sua casa, ele tem uma relação intensa com a cidade. Mas a história poderia ser em Sampa, mesmo sem praia. E poderia ser numa cidade menor. Ratos estão em toda parte, inclusive no campo.

quarta-feira, abril 25, 2007

Marcos Sacramento, meu amigo de infância, entrou nas narrativas de meus dois livros. Ele faz pequenas pontas, bondoso leit@r, como o personagem Edu Lontra!
Ele também está indicado para o Prêmio Tim como melhor cantor e tou pedindo votos.
Então:
http://guiadeviagem.locaweb.com.br/PremioTim2007/default.aspx
Não sou um cara popular em meu bairro.
Quando minhas seqüelas ainda eram proeminentes, eu chamava bastante atenção, por causa da bengala, do andar claudicante, dos olhos arregalados e da voz muito lenta que fiquei, após ter saído do coma.
Eu mesmo, minha pessoa em sua profundidade, sou um cara discreto, quieto, manso, quase invisível e curto ser assim, olhando pra vida sem ser incomodado, como se eu estivesse a ver tevê, se liga...
Por isso, porque sou na minha, muito da alguma popularidade que tenho em meu vale, deve-se a essa época das seqüelas acirradas.
Pedro não é assim. Ele é muito simpático, extrovertido, sociável e quando estamos juntos por meu bairro, os conhecidos se aproximam. Querem saber quem é o cara que está comigo:
- É seu irmão? – pra alguns confirmo e pra outros digo:
- Não, é primo! – depois olho pro Pedro e vejo o quanto não somos parecidos e ficamos os dois desconfiados do motivo porque nos acham irmãos.
E agora os amigos mais próximos começaram a dizer de nossa semelhança. Dizem que é algo mais profundo que apenas a semelhança física...hummm...algo de alma...hummm...
É o amôoooooooooooooôuuuuuuuuuuuuuurrrrrrrrhh!!!!!!!!!!!

terça-feira, abril 24, 2007

Minha vizinha, que dá janela com minha janela, é pintora de flores. Os cavaletes estão sempre visíveis, através da janela entreaberta e, na janela, ela tem sempre uma planta, um pé de beijo, uma begônia e tal. Suas flores, que ela faz diariamente, são vendidas numa feira, aos sábados, pela manhã, no Campo São Bento. Com relação às flores, sempre tive um entendimento inconsciente de sua beleza. Fui tomar consciência delas mesmo, depois de meus 30 anos...
O Campo São Bento, aos sábados pela manhã, é como uma festa do interior. E, em seu portão que dá para a Gavião Peixoto, é onde são vendidos os filhotes de cachorro. Fica um engarrafamento de gente pra ver os bichanos e, se eu passo por ali naquele dia e horário, fico sempre tentando descobrir o motivo pelo qual os filhotes de bicho me inspiram tão mais ternura que os filhotes de gente.
Será o que há comigo?

segunda-feira, abril 23, 2007

Joga fora no lixo!

Meu quarto sempre foi uma bagunça. Tudo é uma bagunça nele. Tento organizar, mas no seu espaço, não consigo, então, as coisas que sobram da pequena ordem que coloco em meu quarto, fazem a bagunça. Se eu me desfizesse do que sobrou da arrumação que fiz... mas não me desfaço. Só me desfaço do que não tenha significado algum, vá se ligando, que estou me explicando bem, valeu?
Já coloquei outros posts nesse blog azul, tentando dizer a meu bom leit@r, sobre as coisas que não jogo fora! Vou jogar, pow....calmaí...
Dos lugares em que já entrei, somente nos espaços culturais modernos, tive a impressão de que conseguiram jogar tudo fora. É o luxo!
Joga fora no liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiixo!

sábado, abril 21, 2007

Clara Sandroni, em seu último cd, ainda não lançado, gravou minha música O Amor é Sacanagem.
Encontrei no You Tube um vídeo de Clara cantando "E Daí ",do Milton Nascimento e Ruy Guerra. Tá lindo!
O endereço é
http://www.youtube.com/watch?v=1VccMCBOxSw

sexta-feira, abril 20, 2007

Ontem, não fiz nada das coisas que compõem a rotina de meus dias.
Disse pra meu bom leit@r que iria nadar, mas não fui.
Bia Clemente, grande saxofonista brasileira, poeta, avatar e que freqüenta com seus comentários esse honroso blog, desse simples blogueiro louco, veio de Sampa para fazer uma participação especial no show de lamçamento do CD Em Tempo, de Drica Novo.
Ela me avisou, pelo orkut, que a passagem de som seria às duas horas. E fui...
Bia fez apenas duas músicas e compunha nelas uma banda de arrepiar, que banda sublime, Drica Novo estava arrasando e foi foda! E Bia tava com gosto em fazer, eu vi.
Na época das edições do Bolsa Nova, um projeto de música feminina, Drica Novo andava próxima às meninas, mas não entrou na escalação para os shows do Sesc Copacabana.
Vejam:


"Drica Novo, cantora, compositora e guitarrista lança seu primeiro CD solo chamado “Em Tempo”. E junto dela, ao palco, ela conta com uma super banda: Paulinho Guitarra na guitarra e direção musical, Renato Rocketh no contrabaixo, Alemão na bateria, Heber Ribeiro nos teclados e Johanne Hussell no vocal. O show conta com participações especiais de Arthur Maia, produtor e parceiro em duas faixas, “Dói Amar” e “Sol ao Meio Dia”, Anna Botelho, cantora, compositora, violonista e parceira em show acústico, Marcelo Salazar (percussionista e produtor musical da 12ª faixa do disco), Bia Clemente, saxofonista e parceira em duas canções “Versos Aliados” e “Ananque”.

Drica Novo, primeiro CD Solo “Em Tempo”. Com produção inicial de Carlos Trilha e Fernando Morello, finalizando o CD com a produção especialíssima do grande músico Arthur Maia. O CD conta também com uma Faixa Bônus (House/Garage) produzida pelo produtor e músico Marcelo Salazar.

Deixe o ouvido sentir e se entregue ao som de um pop-rock de qualidade!

Vale ver e ouvir!

Confira detalhes e adquira o CD em
www.dricanovo.com

Produção Executiva: Nicole Blass
emtempo@dricanovo.com
(21) 8187.2030

Cenário: Zaida Sodré e Anderson Mendes
Direção de corpo e cena: Germana Guilherme"





quinta-feira, abril 19, 2007

Finalmente, comprei uma sunga nova para eu nadar.
Minha sunga estava como um coador de café, atrás, na bunda.
Minha canequinha de tomar café que o Serginho me deu, quebrou a alça.
Daí que estou usando uma enorme, que trouxe para mamãe de Curitiba e tomo muito café puro. A outra canequimha me obrigava a tomar menos café, se liga, bom leit@r.
Vou arrumar outra...
Comprei remédio de pressão.
Para a sunga e para o remédio que comprei tenho histórias para contar. Posso abusar de meu tempo e abusar do precioso tempo do bom leit@r, que queira ser usado, para contar-lhe. De meu caro tempo, nessa manhã, disponho de 45 minutos para a façanha.
Então, vamos comprar minha sunga nova, ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh:

“Saí da piscina, dessa vez, decidido a comprar a sunga e fui numa loja de departamentos, popular e barata, comprar a bichana.
Parece que os homens pequenos compram mais sungas que os homens grandes, pois só tinha sunga enorme pra vender!
Como não foi a primeira loja nem a primeira vez que tentei comprar a sunga de meu tamanho num lugar desses, parti para uma loja menor e mais bacana, mais chique, dessas lojas que me intimidam, sempre me intimidaram, desde garoto e, por isso, não gosto de comprar roupas nelas...mas fui.
Entrei na loja fingindo-me de rei.
Dentro da loja, fresca e cheirosa, as atendentes todas, mornas, com bafo de cosméticos baratos, me olharam feito aranhas que avistam a mosca. Meu rei foi caindo pro saco, mas segurei o bichano na cabeça e mantive-o de pé. Gritei para as meninas:
- Tem sunga? – e uma delas veio até mim e me levou pra um balcão. Começou a desengavetar as bichanas e fui experimentar. Ela me seguiu e na boca da cabine disse:
- Aí, tem protetor de cabine pro senhor usar.
- O quê? Me explica que não entendi – então, a moça disse pra dona da loja que eu não tinha entendido e falou pra mim:
- Tudo bem, não precisa usar o protetor, pode vestir em cima da cueca – eu estava sem cueca, meu bom leit@r, mas não avisei à moça sobre isso e comecei a experimentar as sungas sem o protetor de cabine. Imaginei que o tal protetor de cabine fosse, na verdade, algum troço que protegesse a sunga de meu caralho e quando as coloquei elas desenharam-se com a forma dele, justinhas, ligadas ao bichano, sem cueca, sem protetor, sem tesão, no saco, o meu caralho estufado na sunga e meu rei na cabeça, quando saí da cabine e voltei pra o centro da lojinha chique.
Nenhuma do meu tamanho. Ou eram muito grandes ou muito pequenas. Que coisa!
Meu tempo acabou. Vou nadar de sunga nova...

Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!

quarta-feira, abril 18, 2007

Sonhei com um papel onde estava escrita a sinopse de meu livro, Rato. Encabeçando a pequena sinopse estava o título: FOFOCA BOBA.
Lembro de que a primeira vez em que peguei para ler um livro do famoso escritor francês Honoré de Balzac, um livro enorme, velho, não me lembro qual era o título, mas que pensei estar lendo um grande livro de fofoca. Nessa época eu pegava livros na biblioteca da Marilu, uma amiga, lá de Papucaia.
Achei que Balzac falava como fala uma fofoqueira, prolixo, dando pequenos detalhes a modo das fofoqueiras, achei chato e parei a leitura. Noutra época, tentarei, uma segunda vez, ler outro livro de Honoré para ver se a impressão continua.
Meus livros são curtos, escritos na primeira pessoa, e um narrador não pode fazer fofoca de si mesmo, pode, bom leit@r?

terça-feira, abril 17, 2007

Pedro foi embora, fiquei sozinho!
Tenho medo de mar. Bernardo marcou uma aula no mar, em Itaipu. Fui animado, isso foi no sábado. Acordei cedo e fui.
Nadei um pouquinho só, porque o pânico tomou conta e não consegui continuar. Fiquei com medo do mar, se liga, bom leit@r. Fui pra areia e fiquei assistindo ao resto do pessoal dar largas braçadas na água azul. Que frustração! Fiquei triste e com vergonha de ter medo. Que merda!
Então, sentei numa cadeira na praia sozinho, até que Pedro chegasse. O pessoal da natação já tinha ido embora, quando Pedro chegou.
E ficamos ouvindo música e olhando as gaivotas sobre as redes dos pescadores. Que monstros, que lindas!
O pavor que senti com a dificuldade de respirar na água fria do mar, quando tentava nadar, ainda repercutia na areia, porque eu me sentia um prisioneiro, sentia que as gaivotas voando sobre o mar eram prisioneiras, eu tava angustiado por não conseguir nadar, bom leit@r, sentia, assim, uma certa claustrofobia na praia, as gaivotas...
Que coisa! Era o medo do mar, se liga...

segunda-feira, abril 16, 2007

sexta-feira, abril 13, 2007

A Adriana da Editora Rocco disse que, dia 30 de abril, o Rato será distribuído pras livrarias de todo Brasil, será distribuído pra imprensa e tal e tal.
Eu é que tinha telefonado pra saber notícias frescas e, no meio do assunto, sugeri que o dia dos autógrafos fosse em lugar que eu pudesse fazer um pocket show. Eu disse que gostaria de aproveitar a divulgação do livro pra divulgar minha música junto.
A Adriana curtiu minha idéia e disse que estamos em tempo, pois o dia de autografar o bichano será depois dele estar distribuído e lançado no mercado. E ficamos de combinar tudo mais na frente, bom leit@r!
Então, agora, começarei a viajar num showzinho de 8 ou 10 músicas, que é do meu tamanho, se ligou?
Não sei, se menos músicas...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quinta-feira, abril 12, 2007

Eis a de Pedro:


Recebi milhões de e-mails reclamando que a capa de meu livro não seja mais a capa do Pedro. Entendo perfeitamente, pois que eu também tenho meus argumentos para manter aquela capa.
Entretando, argumentos, apenas, não decidem nada e meu fabuloso leit@r há de entender-me...
Metade do milhão exigia ver a capa nova sob pena de não comprar meu fabuloso livrinho. Por isso, ei-la aí:


Eu tinha mostrado para meu fabuloso leit@r a capa de meu livro. Era uma capa feita com a foto que Pedro tirou, um buraco de rato.
Entretanto, eu e meu fabuloso leit@r, o leit@r que chegou a ver a capa antiga, fomos surpreendidos por uma nova capa. Não irei mostrá-la agora. Meu fabuloso leit@r será surpreendido ao vivo, com a capa já encapando, abraçando minha estória e tudo.
São as emoções da vida... e meu pensamento vai seguindo, guiado pela bichana. Se ela ameniza ele pega a frente, se intensifica, ele some.

quarta-feira, abril 11, 2007

Eu e Pedro fomos ver um filme lindo, sobre um romance que se deu na época da colonização da América do Norte pelos ingleses. Chamava-se Mundo Novo ou Novo Mundo, diz a brisa receosa de minha memória.
Foi tão legal e, na saída, encontramos o Marcio, que também tinha assistido. Ele disse:
- Não deveria ser assim na época, tanto amor entre um branco e uma indígena.
- Acho que é idealizado - eu disse.

terça-feira, abril 10, 2007

Ainda sobre o som que mamãe tirou, ontem, quando se levantou do sofá, o som que tirou do meu violão, devo dizer que minha memória sempre foi o ó e que ela funciona apenas como devaneio, vem e vai sem comando, como parece ser a brisa.
Assim, a brisa de minha memória diz que, quando mamãe tirou aquele som, era noitinha. E que ela levantou-se do sofá e agarrando-se às paredes, deslizou devagar até a cozinha que estava no escuro. Então, mamãe resmungou algo e arrastando-se pela parede, acendeu a luz.
Ela nem percebeu o som que ficou pra trás, tirado de meu violão no sofá, bom leit@r. Foi apenas um barulho, quase um ruído.
Eu, de meu quarto, é quem se surpreendeu, se liga...
De luz acesa na cozinha, mamãe alisou sob a água da torneira aberta, ficou alisando com suas mãos de velhinha linda, por um tempo muito grande, ficou alisando cheia de amor um prato todo cheio de gordura que estava pra ser lavado. Ela não usou esponja nem sabão. Ficou acariciando a gordura no prato sob a água por um longo tempo. E colocou o prato, depois desse tempo, para secar no escorredor...

segunda-feira, abril 09, 2007

Mamãe tirou um som de meu violão, bondoso leit@r!
Mamãe nunca conseguiu isso antes. Mas, agora, quando se levantou do sofá, sua roupa agarrou-se às cordas e tirou um som. Não foi, assim, um som que significasse alguma emoção, como são os acordes, que podem, sempre, ao serem ouvidos, envolver-se da emoção do ouvinte e significá-la.
Não foi, assim, um som bonito, como é um som bonito pelo simples fato de poder envolver-se de bela emoção. Foi sem emoção, quase um barulho, um ruído. Embora som de cordas de violão que mamãe tirou, bom leit@r.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

domingo, abril 08, 2007

O Clóvis disse na minha comunidade no orkut que Nietzsche adorava a música, que ele sentia-se um Deus ao cantar e tal e, por isso, deveria ser lido. Depois eu disse que não lia Nietzsche porque um amigo disse pra eu não ler e ele disse de um jeito tão verdadeiro, que não leio.
Depois um outro anônimo disse na comunidade que ele, o Nietzsche, é um cara que não acredita em sonhos, por isso não deve ser lido mesmo. E o Clóvis veio em defesa do dito cujo dizendo:

“anônimo,
voce pode manter sua distância de nietzsche, mas não por que ele "odeia" os sonhos...isto é um equivoco!nietzsche ama a vida! toda a sua obra é um grande hino de amor a vida...o que ele faz é denunciar a religião e a metafísica, em nome das quais o homem deprecia e desvaloriza a vida como ela é...”.

Mas música não é metafísica, bondoso leit@r?
Quem filosofaí?

quinta-feira, abril 05, 2007

Em Cachoeiro do Itapemirim, onde nasci, minha família nunca morou na beira do rio. Porque morar na beira do rio, muito antes mesmo de minha família ter chegado naquela cidade quente para caramba, tornou-se local privilegiado, por causa do frescor e da proximidade com a água corrente.
O rio faz mover a atmosfera e sempre corre uma brisa, se liga, bondoso leit@r!
Então, minha família, que ainda hoje é a gente mais fodida daquela cidade, nunca morou na beira do rio, por ser local fresco, logo, ambicionado e, por causa da competição, lugar mais caro.
Para que entrássemos a morar dentro da cidade, tivemos que morar nos morros, às vezes, em porões com paredes emboloradas, na beira dos barrancos cheios de mato, sim, bom leit@r, outros lugares piores, de verdade, o horror supremo.
E somente estou a me lembrar disso, porque da janela de minha sala, olhando pra um dos lados de meu vale o matagal entre as casas no barranco, me lembra...nessa cidade, morar na beirinha do mar também é mais foda...
Vejam Cachoeiro! Que coisa!




terça-feira, abril 03, 2007

Vejam as maravilhosas iemanjazinhas de Kali.
Eram elas que iluminavam nosso som, naquele dia.
Vamos rezar, bondoso leit@r:

segunda-feira, abril 02, 2007

Estivemos a olhar uma casa para alugar em meu bairro.
Era uma casa velha, mas da janela, a gente ficou olhando o céu com riscas brancas, suaves, de nuvens, o céu azul pálido e profundo, e a gente dentro da casa no fundo de meu vale, eu e Pedro.
Depois, eu colhi uns ramos de boldo que entravam em pontas pela janela de um dos quartos e viemos embora.
Era uma casa velha! Olhamos de volta pra ela de minha rua e, dentro de meu vale, eu e Pedro entramos em minha casa atrasados, logo que atravessamos a rua.
Mamãe estava deitada na sala com seu corpo frágil, de velhinha, miúdo, no que Pedro tem chamado de sumiê, e reclamou por não termos avisado nada de nossa demora e por termos deixado que ela ficasse preocupada.
Então, pedi que nos desculpasse.
Pedro entrou no banho.
Almoçamos.
Nenhum de nós pode voar.
Os ramos de boldo ficaram na cozinha, verdes, no armário, brilhantes como são as folhas impermeáveis.
Está anoitecendo...

domingo, abril 01, 2007

Ontem, estivemos fazendo um som na casa de Kali C.
Éramos, além de Kali, Pedro e eu, Marcela Biasi, Beto, Charlot e Kátia de França.
Irene, filha de kali e Catarina, a prima, também estavam.
Eu me lembro que no final da década de 70, via Kátia de França fazendo sucesso aqui no Rio, com o pessoal do Ceará.
Na casa de Kali, não conversamos muito, apenas tocamos.
Foi um encontro espiritual, bom leit@r, porque kali resolveu fazer uma exposição de suas Iemanjazinhas.

Iemanjazinhas que ela constrói em pedrinhas que pega na praia de Itacoatiara.
E colocou as Iemanjás enfileiradas na parede, no lugar onde nos sentamos para tocar.
E o louco da história foi que quando a Kátia de França chegou, ela estava com uma estampa de Iemanjá na sua camiseta preta!
Foi tão legal o som que fizemos!