terça-feira, julho 31, 2007

Tem uma rota de aviões sobre nosso vale.
De nossa área, se olho pro céu, sempre penso na profundidade onde estou.
Os aviões passam, vindos do Santos Dumont, na direção que imagino do centro do país. Então, penso nas pessoas lá dentro e relacionado a elas, meu vale se afunda mais no precipício, e nossa casa afundada abre-se para o céu, ali na área, que Pedro tem chamado de nossa lavanderia.
Mamãe acostumou as rolinhas virem comer canjiquinha aqui e, nesse inverno, nos dias chuvosos, depois de alimentadas, elas têm estado no telhado vizinho, esquentando-se umas às outras, no sol.
Pedro fotografou. Vejam as coitadas, bondoso leit@r:



sábado, julho 28, 2007

O Rato está, outra vez, no Cronópios.
Dessa vez em resenha do escritor João Carlos Rodrigues, veja, bondodo leit@r:


http://www.cronopios.com.br/site/resenhas.asp?id=2605

sexta-feira, julho 27, 2007

Quando me vi transformado nessa versão de artista que sou hoje em dia, comecei a recolher tudo o que era de minha versão antiga para guardar. Não quis perder, não gosto de perder, por isso guardei. E ultimamente, Pedro tem resgatado em forma de clipes, algumas dessas minhas produções antigas, na primeira versão de mim mesmo.
Eu já estava morando em Papucaia, e dava aulas de português numa escola estadual. Nos finais de semana era do meu costume ir encher a cara nos botecos. Freqüentava, dentre os botecos, um, maravillhoso, chamado Biriba. Eu estava no Biriba num sábado à noite, quando Sacramento apareceu na cidade e me encontrou lá. Ficamos bebendo na calçada. Numa hora em que fui no banheiro, que era um banheiro muito claustrofóbico e úmido, fétido e escuro, fiquei olhando por um buraco na parede, a noite lá fora. Quando voltei para beber na calçada escrevi num guardanapo “Os mundos são mais belos quando olhados pelas janelas”, no que Sacramento emendou um segundo verso: “E as colinas estão repletas de homens fortes”...e continuei: “E eu olho pra elas porque elas são o mundo inteiro”...e assim seguimos em zigue e zague ou em vice e versa fazendo toda a letra. No dia seguinte Sacramento já tinha voltado pro Rio, quando fui pro violão e coloquei a melodia.
Algum tempo depois, em Laranjeiras, na casa de Eleonora Falcone, e desse dia não me lembro, gravamos numa fita cassete com as palmas e vocaizinhos de Eleonora.
Pedro resgatou numa edição de fotos e colocou no Youtube. Aí está:

Homens Flores

quinta-feira, julho 26, 2007

Tenho estado um tanto perdido.
Pedro colocou uma música que me conduz. Me conduzirá por uns poucos três minutos.
Thomas Mann, n’A Montanha Mágica descreveu como no sanatório a música ajudava aos hóspedes atravessar o tempo. Machado de Assis conta, no romance Esaú e Jacó, como Flora escapa ao correr do tempo e, enquanto faz uma sonata no piano, recupera aquele tempo primeiro, único e eterno que perdemos por desobediência no Paraíso.
Daí, meu bom leit@r, seja atravessando o tempo ordinário, seja escapulindo para o tempo paradisíaco, a música é um excelente condutor de almas perdidas...
Pedro puxou outra música. Vamos ouvir...

terça-feira, julho 24, 2007

Pedro está, outra vez, às voltas com edição d’Os Gestos das Mulheres, quando do ensaio de A Revolta dos Mortos Vivos.
Estivemos com o Luke que nos presenteou com um editor de vídeo menos amador que o Vídeo Maker com o qual começamos a editar nossos vídeos. E Pedro está, literalmente, às voltas com o bichano.
Sacramento, no ensaio, numa das vezes em que cantou “Os Gestos...” não foi interrompido por nada e essa versão é que estamos burilando, pois queremos mostrar ao meu leit@r a música inteira, para que ele veja o quanto é lindo o fim. Eu adoro! E como gritou Mathilda, Sacramento arrasou!
Sacramento foi monstruoso, eu digo.
Para os que, como Dudu, se ligam em compassos, recomendo que não vejam essa versão, porque, nesse quesito, é a pior de todas as versões. Os compassos estão desencontrados, definitivamente. Esse é “Os Gestos das Mulheres”...
Pedro é minucioso e descobre os detalhes do programa a tempo de não desistirmos. Incrível! Depois, darei o link, só um pouco...

segunda-feira, julho 23, 2007

Os Gestos das Mulheres, ainda...

Preciso retrucar o implicante do Dudu, leit@r, que coisa...

Dudu disse...
Achei confus,Luis. E são 2 acordes.

Não é confuso, não, Dudu. As pessoas que viram até agora tão entendendo tudo e não tão achando confuso, não.

Tem que marcar mais o compasso no violão, véio.


Os compassos do violão estão marcados. Talvez, não estejam marcados dentro de sua lógica, e também não estão marcados dentro da lógica do Sacramento. O Sacramento não quis entender a lógica de meu violão e eu não tive tempo de ensaio suficientes pra encaixar-me n'alguma lógica que ele tivesse. Estamos em lógicas ritmicas diferentes, mas os compassos estão marcados, sim, pow!


O piano tá relax, mas tua base tá confusa.

Não ta confusa, não, Dudu.



E Pedro? Se saindo um ótimo camera e producer. Isso é do caralho na net msm. Não precisa de Faustão.

Pedro agradece e diz que está aprendendo...

Tb achei a melô cansativa.

Você é um implicante e não vou ficar discutindo, falou?...rsr.


Enfim...fala...Sou um chato msm!!hauauauaua.


É, sim...

Brax.Aprender a sentar de perna aberta? Nunca experimentou???? Brax e bj.

Brax e bj.

sábado, julho 21, 2007

Os Gestos das Mulheres

Pedro colocou no you tube o ensaio de Os Gestos das Mulheres. Editamos. O vídeo é todo lindo, mas as piadas mais pesadas foram recortadas. E no nosso início de aprendizagem de edição, não soubemos pegar a música lá na frente, se liga, meu leit@r, por isso ela ficou sem final...
Veja:


Os gestos das mulheres

Finalmente, o vídeo que Pedro fez de nosso ensaio, o melhor do show, veja, bondoso leit@r:

sexta-feira, julho 20, 2007

Desde aquela noite em que eu e Pedro editamos sob minha música antiga, “Velha”, aquelas fotos que eu tinha tirado de mamãe estirada no sofá pegando o sol da manhã, que tenho pensado em voltar a tocar “Velha”. Desde então venho tentando me ajeitar a sua melodia, embora não tenha conseguido ainda me encaixar na bichana. Esse prazer de voltar a ter domínio sobre coisas que, antes, eram dominadas por mim e que as seqüelas do coma me roubaram, era constante logo que saí do hospital. Eu vivia alegre, porque me recuperava em horas. Em horas ia reconstruindo coisas que eu havia perdido. Notava que me equilibrava melhor, que uma palavra qualquer tinha sido melhor pronunciada, que eu podia me virar melhor na cama...nos primeiros meses tive uma recuperação rápida, notável e com o tempo, seus detalhes foram se espaçando, percebia um avanço aqui, outro ali e tal. Quanto melhor eu estava, menos reparava nos meus saltos, ta se ligando, bondoso leit@r? Deixaram de ser amiúde, espontâneos, se liga...
Vou treinar “Velha”.
Vou mostrá-la novamente em minha versão antiga:

Velha

quinta-feira, julho 19, 2007

O Rolo de Luís Capucho e Mathilda Kóvak IV



Meus vizinhos e os pássaros de meu vale estão, hoje ao nosso acordar, como fosse final de semana. Mamãe acordou mais cedo, mas nós só saímos dela, da cama, agora, por volta de meio-dia. Talvez, essa impressão de acordar no final da semana se deva ao fato de termos acordado mais tarde, no meio do dia, se ligou, bondoso, leit@r? Contudo, ainda parece manhã, pois o dia está fresco, frio mesmo, e o sol fraco, de inverno.
Ou serei eu, magnífico leit@r, quem estou com astral de final de semana por ter acordado sem qualquer sinal de culpa, tarde assim?
O pessoal do Cronópios colocou no seu site o nosso clip “A Revolta dos Mortos Vivos”. Veja:


http://www.cronopios.com.br/tvcronopios/conteudo.asp?id=17

terça-feira, julho 17, 2007

Pedro está a caminho daqui. Irá resolver uns seus assuntos em Sampa e virá pra cá!
Mamãe e Ana começaram a descascar uma abóbora que eu trouxe do mercado e vão fazer doce para esperá-lo.
Ana está no lugar de Zenilda, que conseguiu um outro emprego melhor, na Tijuca, e não é mais diarista. Ana mora no morro esquerdo, que forma meu vale, é uma moça de 21 anos.
Nós estamos adorando a Ana e Zenilda, quando vem, fica de visita.
Outro dia em que Zenilda esteve aqui, pela primeira vez que viu Ana, começou a lhe ensinar fazer tapetes de saco de estopa com retalhos. Ana não se interessou muito, mas houve uma aproximação daí, se liga, bom leit@r, e ficaram amigas. Não que, com isso, ficassem ou se tornassem íntimas, mas se familiarizaram uma com outra e não se estranham. São amigas...
Vou comprar coco pro doce, leit@r. É isso...

segunda-feira, julho 16, 2007

Está um dia gostoso de frio em Nikity.
Estive no hospital.
Tive uma consulta fria, seca e grossa!
Por um segundo, veio-me à cabeça desafiar minha médica e exigir um outro tipo de tratamento, tipo, pedir que ela olhasse pra os meus gestos e visse tudo o que eles esclareciam nas minhas pobres palavras. Mas quando me veio esse pensamento, a consulta já tinha acabado e eu já estava no ônibus, de volta pra casa.
Às vezes, eu sinto raiva da minha docilidade, do meu jeito bocó, que merda!
Que merda!

domingo, julho 15, 2007

Fui na kali!
Vi editadas algumas das imagens de nosso show no Armazém Digital!
Foi ruim...
Mil coisas...
Não digo mais nada...
Bondoso leit@r...
Que coisa!

sábado, julho 14, 2007

Eu e Mathilda fizemos uma primeira versão de roteiro para nosso show.
Depois faremos ele em sua casa e iremos acertando as pontas do bichano.
Mathilda não quer chamar músicos, quer que eu segure a onda sozinho no meu violão.
Eu não quero!
Entendo Mathilda, mas prefiro que desça um músico dos céus e toque conosco.
Que seja uma harpa ou que venha do céu, mas não quero tocar sozinho, ta se ligando leit@r?
É isso...

sexta-feira, julho 13, 2007

inconscienteXmortosvivos


Não sei que importância tem a existência de coisas inconscientes pra vida da gente. Não sei qual a importância terá as coisas que não estão aqui no momento.
Se o inconsciente é apenas um lugar esquecido em que eu não esteja, portanto, um lugar livre da pressão de minha existência, então, também não sei qual a importância dele pra mim.
Seria, sim, de grande importância afetiva para esse cara que eu sou, se houvesse um outro mundo, que me é inconsciente agora e onde eu pudesse me encontrar, afinal, com aqueles que já morreram.
Se eu pudesse ter, afinal, desse mundo inconsciente onde estivessem vivos os que já morreram, pudesse ter, afinal, alguma passagem e comprovar as coisas que sempre me escaparam à compreensão, tipo, a eternidade da vida, a imortalidade da alma, essas coisas inconscientes aqui nesse momento de agora, embora não esquecidas e que são mesmo como é um nada pra vida, um nada, um escuro, um troço desconhecido pra vida que arde agora intensa...
A imortalidade é um nada pra vida que arde agora intensa.
A eternidade é um nada pra vida que arde agora intensa.
E digo que as coisas que me são inconscientes são nada pra mim e tudo...
E se para o nada a imagem é um buraco vazio, se o nada onde estão os mortos não existe, e por isso os mortos não existem, nem existem as coisas esquecidas e inconscientes, nem coisas eternas existem, então, o importante é apenas essa vida que arde agora intensa...
Por isso, vamos em frente...


PS: Pedro chega na quarta-feira.


quinta-feira, julho 12, 2007

Amanhã, me reunirei novamente com Mathilda para bolarmos um pouco mais o show que começamos a bolar, ontem. Estamos partindo do que fizemos sem rédeas no Armazém Digital. Colocaremos um cabresto no bichano, principalmente, e, talvez tão somente, o cabresto do tempo.
Com relação a mim, sou dócil quanto a ele, ao tempo, sou domesticado, resignei-me a sua pressão e tornei-me eterno mortal. Um mortal disciplinado e quase chato...rs.
Brinco com o bicho apenas no ritmo da música, driblo o monstro ou passeio com ele como se fosse a minha bola sem, no entanto, instigar-lhe alguma revolta. É sempre fluido e manso comigo...o coitado.
Mas Mathilda tem rebeldia, é arisca e complexada, tem o que chamamos ontem de o complexo de imortalidade, bom leit@r. É provocativa e quer bater e domar o louco.
Faz isso bem, neguinho nem se dá conta. Como Sherazade que dominava suas histórias das Mil e Uma Noites, Mathilda doma o tempo e neguinho nem se dá conta...nosso show durou duas horas em segundos, generoso leit@r!
É esse tempo que precisamos pensar costurado às músicas, porque Mathilda é extensa, silencioso leit@r. Quem foi no show, viu.
Que complexo! Que coisa!
Amanhã e já teremos matado um pouco mais dele...

quarta-feira, julho 11, 2007

Hoje irei conversar com Mathilda sobre nosso próximo show.
Iremos com os nossos olhos muito envolvidos, porque vimos de dentro, se liga, bom leit@r, pensar em como aparar as arestas que são muitas e tornar o bichano mais redondo. Algumas idéias que não foram postas em prática no primeiro, algumas outras que surgiram durante ele, equilibrar o bichano no que for possível pra suspender bem o toldo e podermos voar tranqüilos, sem tormenta sob seu céu, na medida de nós dois, os doces que somos nós...
Idéias...idéias...idéias...
Música...música...música...
Um show de música, um show de idéias...
Equilibrar o bichano, os doces que são as músicas e as idéias, enfim, curtir e fazer...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

terça-feira, julho 10, 2007


Leo-poeta colocou no youtube minha música com Mathilda “Algo Assim”.
Era uma tarde de nuvens pesadas( ou seria manhã?) e ele estava na varanda, para o edifícios da Tijuca, com um violão de 12 cordas.
Ao fim, ele recita uma de suas poesias sobre o não existir.
Veja, bom leit@r:


http://br.youtube.com/watch?v=hu8evIiWMTk&mode=related&search=

segunda-feira, julho 09, 2007

Kali me disse que tem mais ou menos meia hora de registro de meu show com Mathilda Kóvak, porque ela levou a câmera do Beto, mas o Beto saberia filmar e ela, não, porque se enrolou e não conseguiu registrar tudo. Pedro registrou outro pouco de show, então, quando ele voltar de Sta Rita iremos organizar melhor isso e decidir o que colocaremos no youtube para, assim, meus silenciosos leit@res poderem fazer apreciação...
Então, eu tou virando um cara que diz que vai fazer, que demora e tal, mas é que as coisas estão mesmo enroladas. Não pense o meu bom leit@r que me esqueci daquele ensaio do Sacramento cantando Os Gestos das Mulheres, porque não esqueci...muitas cousas...estarei de olho em tudo o que se registrou e avisarei para meu
leit@r...cousas lindas, cousas passadas, loucas cousas...
Eu e Mathilda nos encontraremos nessa semana para pensar juntos sobre esse show que fizemos. Faremos outro...
Vou colocar aqui no meu blog, hoje, minha foto com meu namorado, pra eu ficar olhando, porque tou com muita saudade!

domingo, julho 08, 2007

Deixemos mais pra frente o ensaio dOs gestos das Mulheres, pois o rolo de Mathilda Kóvak e Luís Capucho é imenso e deixo aqui de numerá-lo. Deixo também de nomeá-lo. Entretanto, ainda vou colocar no you tube, assim que possível, além desse, outros registros off. Preciso mais tempo...
O que será um pouco bom, porque as coisas em suspense ganham um outro valor, por ficarem mais leves e, finalmente, aliviadas. Se liga...

sexta-feira, julho 06, 2007

O rolo de Mathilda Kóvak e Luis Capucho IV





Ainda não consegui que se liberasse o rolo do ensaio de nosso show que ficou mais lindo: Sacramento cantando, eu e Baiano tocando Os Gestos das Mulheres, composição minha com Mathilda Kóvak. Então, temos que esperar para que Pedro consiga editar o bichano, ta se ligando, bom leit@r?

Só um pouco...

quinta-feira, julho 05, 2007

O rolo de Mathilda Kóvak e Luis Capucho III






Eu e Mathilda ensaiando Auréola, no Cobaia, estúdio do Baiano.
Pedro fez outros registros, mas tou negociando com os meus amigos para poder colocar no youtube, porque clandestinas cousas...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhh!


quarta-feira, julho 04, 2007

O rolo de Mathilda Kóvak e Luís Capucho II




Achei meu show com Mathilda lindo e louco!
Ninguém parece ter gostado, mas todos, educadamente, ficaram até o final.
Nossos convidados e Pedro, na produção, arrebentaram, mas nós, estivemos às cegas e, às cegas, fiquei ligado ás músicas, enquanto Mathilda tateava, buscava, ia indo na levada da brisa, na levada do tempo, tentando encontrar algum apoio, algum ritmo, alguma coisa que desse sustentação ao troço, e os deuses, cruéis, não vieram em nosso socorro.
A gente quase que brigou no palco, porque eu queria tocar e ela queria falar. Foi um horror, bom leit@r! Nosso respeitável público tem toda razão em não se agradar, pow!
E nosso próximo show terá de ser melhor bolado para que o bichano fique com alguma direção e não sem rédea, como deixamos dessa vez. Que coisa!
Nessa manhã, nos falamos pelo telefone para resolver essas coisas. Eu disse:
- Acho, Mathilda, que tenho de entrar mais na sua onda e você entrar mais na minha onda! Juntos, o troço fica com mais direção!
- Sim, eu sou roteirista e não fiz um roteiro pro show, Luís!
- Então...- eu disse.

terça-feira, julho 03, 2007

O rolo de Luís Capucho e Mathilda Kóvak

Quase dois séculos depois de sua realização, o notável filme dos pais de Sigmund Freud, os compositores e escritores, Mathilda Kóvak e Luís Capucho, é encontrado, como prova cabal de sua ressurreição e imortalidade, malgrado os esforços do filho, vítima do complexo de Édipo, para exterminá-los. Freud acreditava que sua mãe fosse uma deusa grega, radicada na Ilha de Lesbos, enquanto seu pai seria, em sua imaginação doentia, um bardo renascentista e bichona. Eis aqui momentos comoventes vividos por esta helênica família judaico-austriáca de Niterói, antes da formulação do hediondo "A interpretação dos sonhos", cunhado pelo médico com o intuito de agredir os genitores, que, como é possível notar pela película, devotaram-lhe todo o seu amor, a ponto de o acolher no leito, nas noites frias de Viena.