segunda-feira, janeiro 06, 2025

"Eu quero ser sua Mãe" - luís capucho com a Sutil Modelo Novo (Redoma de...

Eu e Felipe Abou e Guilherme Vieira tocamos “Eu quero ser sua mãe” com a Sutil Modelo Novo, em 14 de dezembro de 2024, no Redoma para o lançamento de seu primeiro álbum: “a teoria de q td vai dar certo no final”.

 A Sutil é Guilherme Vieira (baixo, guitarra e voz), João Terra (bateria e voz), Pedro Nigro (guitarra, voz e baixo) e Theo Necyk (trompete, teclas, baixo, guitarra e voz).

 

Eu Quero Ser Sua Mãe

Luís Capucho

 

Eu quero ser sua mãe

Feito ela ser tão bom

Feito ela ser macio

Feito mamãe ser o seu prumo

Eu quero ser sua mãe

Te fazer vestir a camisa

Te fazer calçar os chinelos

E não esquecer do guarda-chuva

Quando vai chover

Vou pentear os seus cabelos

Eu vou cortar as suas unhas

Quero te pegar no colo, te colocar na cama

Eu quero ser sua mãe

Vou te dar muito carinho

Brincar no teu corpo pelado

 

Te lambuzar com o meu doce e ficar matando as baratas

Que venham te comer

Te lambuzar com meu doce e ficar matando as formigas

Que venham te comer

Te lambuzar com meu doce e ficar matando as baratas

Que venham te comer.

domingo, dezembro 29, 2024

luís capucho - Formigueiro (viola do Cassiano Jesus)

O Cassiano Jesus é do Dinastia Zé, banda do ES com que toquei uma vez no Festival Velho Bandido, em Cachoeiro do Itapemirim e que, depois, num desdobramento dela, outra vez, na Lapa, aqui no Rio de Janeiro.

Moramos a quantos mil quilômetros de distância? ... então, faz quantos meses, lhe pedi que pusesse um som na Formigueiro e me mandei tocando, voz e violão, sentado aqui na sala. Se poderia colocar um som nela e me mandar de volta.

Durante esse tempo ele mandou versões de desenhos melódicos, versões com instrumentos diferentes e não é que estivessem ruins, mas ou ele ou eu, tínhamos algum porém, até quando me falou que estava com uma viola caipira.

E ficou essa versão.

Ele disse:

“Esse foi um processo longo e eu acho que ele se deu em cada detalhe, desde as conversas e entendimentos que a gente vai sacando daí, de muita escuta do bruto e das inúmeras versões dela que tem, de muita internalização: e ouvir, e ouvir, e ouvir, e depois de muito ouvir tentar achar no teclado uma base que foi internalizada. Depois disso transferi pra guitarra e já começou uma outra base mais simples, disso já fiz outras coisas e imaginei um samba; nisso eu passei pelo processo da caixinha de fósforo e enxuguei tudo, na minha cabeça existia ali um samba bem marginal mas que ficou inacabado quando o Luís falou da ideia que tem de suas músicas serem bem de viola caipira... A viola caipira é um instrumento que eu nunca toquei, peguei pra estudar um pouquinho o instrumento e tratei de procurar referências, tratei de ouvir Almir Sater, e lá pelas tantas após muito tempo consegui parar pra compôr uma linha pra acompanhar o Luís: fui tateando bem no escuro, estudando o que podia fazer e achando muito difícil porque além de não dominar bem a linguagem do instrumento também não conseguia achar algo que encaixasse, eu comecei ela na parte que muda da primeira pra segunda estrofe baseado no que havia feito no teclado nessa hora, daí fui achando caminhos mais palpáveis de coisas que já vim mais ou menos construindo na guitarra incrementando com algumas coisas mais peculiares da viola e intuindo bastante tanto em relação ao que já havia internalizado anteriormente quanto ao que foi surgindo ali com um instrumento inédito. Ficou isso aí.”

 

Formigueiro

( luís capucho)

 

           

Como todos sabem palavras existem não somente                            

Para iluminar as coisas, mas também

Pra dar movimento na cabeça, pra dar passagem no pensamento                       

Que desce ou sobe,

que vai a torto e a direito

Caminha, nada, pula, pulsa, cintila, brilha, enovela-se e sai

Pois saiba que sem nome o tempo não existe,                                              

as horas não voam nem se arrastam

Por isso, porque tenho nome é que no fundo eu não sou como uma árvore seca por                 

Dentro

Por isso é que eu não sou um troço morto, parado, preso                      

E ao contrário tenho como pássaros dentro

No fundo eu sou arejado e quase não termino

Para o formigueiro de palavras assim arder em mim e me alegrar

No fundo para me trazer espírito, pra me dar sentido

 

La la la la la la la la la la la la la

La la la la la la la la la la la la la

La la la la la la la la la la la la la

La la la la la la la la la la la la la

 

 

 

terça-feira, dezembro 24, 2024

 Infelizmente, Dona Linda Evangelista nos deixou, com o seu jeito de joia de beleza deslumbrante. Dona Belinha, com não menos beleza deslumbrante, estava sozinha numa casa abandonada e veio morar aqui. Está aqui faz uma semana talvez e essa foi a primeira vez que me olhou! Foi muito rápido, só o instante da foto...

Aproveito para desejar um Natal cheio de saúde com tudo indo pro melhor pra todos!


domingo, dezembro 15, 2024

Pousando com Yuri Costa (Maior Fiasco), na porta do Redoma, ontem, no celular do Pedro. Foi lançamento do "A teoria de que tudo vai dar certo no final" da Sutil Modelo Novo. Também Yuri está com álbum novo: Ninguém é forte sozinho. Eu, Felipe e Guilherme tínhamos aberto as portas para as bandas passarem depois. Só show!

 

sexta-feira, dezembro 13, 2024

 

Eu, Felipe (abou) e Guilherme temos apresentado as músicas mais agora, no fim de 2024. E elas vão ficando a cada dia com mais prumo. Sábado, amanhã, a gente vai apresentar elas na inauguração do Redoma, vamos abrir a sequência de shows da noite, às 18h. Os artistas com outros trabalhos vão expor num dos andares.

Vão, apoiam, se diverte:



 

quinta-feira, dezembro 12, 2024

 Como disse, no sábado, agora, dia 14, abriremos a fileira de shows que vai acontecer na inauguração do Redoma: rua do Rosário, 82, centro. Seremos eu, Felipe e Guilherme apresentando as músicas. A Sutil Modelo Novo, que ta com disco novo, vai participar de duas delas e na Eu quero ser sua mãe, terá vocal do Yuri Costa.

Nossa participação é cedo, 18h.
Só beleza! Tudo orgulho, tudo amor! Todos convidados, vem todos, não perde, apoiam!
Vai ter exposição dos produtos dos artistas...



sexta-feira, novembro 22, 2024

MALUCA - Vertin

O Vertin lançou hoje a Maluca dele, a coisa mais emocionante pra mim, muito emocionante mesmo, uma versão antiga e nova, original e última, quer dizer, uma coisa linda!

Sinto muito prazer em postar, orgulho e gratidão!

Por flor tenho loucura:

quarta-feira, novembro 20, 2024

 

Muito contente com as duas novas Malucas que chegaram nesse mês. Uma veio de Arcoverde, PE e a outra de BH, em Minas, Vertin e Amandona, respectivamente.

Tenho amor pelas duas, diferente de quando ouvi com Cassia Eller. Por que dessa vez, o orgulho do bastão estar n’outra geração de artistas.

A Amandona canta sem drama, no arranjo da Luiza Brina. E Vertin, pra sua Maluca, fez um vídeo adivinhatório, uma coisa linda e emocionante. A banheira dramática de onde tudo partiu.





segunda-feira, novembro 04, 2024

 

Gostei muito de como essa “As Vizinhas de Trás – Paus” ficou com o tempo. Completou onze anos! E como desde então venho pintando sempre elas, as de agora ganharam mais alguma definição, mas são a mesma, sim?





quarta-feira, outubro 30, 2024



E eu, ainda, estive pensando:

E se eu com meus cabelos de bicho do mato, à escovinha, me levantasse no meio da palestra e fosse em direção ao palestrante, sem dizer nada e contornando todo o meu ser tacasse um beliscão na pele macia de seu braço. A dor interior do palestrante e minha contorção interior, não seriam reais, sem falar?

E se o palestrante também sem falar, se levantasse a minha frente, com seus cabelos escovados, de madame, e me acertasse um soco na boca do estômago me fazendo dobrar frente à plateia, sem falar, isso não seria realidade?

Sem falar na moça linda sentada à minha direita que recebe um beijo em silêncio na boca do namorado. Não iria ser real?

E se alguém chegasse em silêncio atirando?

Não era real? Fala aí, bom leitor!

Realiza!
 

quinta-feira, outubro 17, 2024

Tou feliz demais.

Ainda serei um homem que faça a barba todos os dias, mas ainda não cheguei nele e faço somente quando começa a incomodar, às vezes, cinco dias, às vezes, um pouco mais. E toda vez que faço ela no tanque da área, fica uma poça de água no chão, perto dos meus pés.

Achava que era a água que pingava de meu cotovelo, quando eu lavava a lâmina dos pelos, e com o braço dobrado para levar o barbeador no rosto, a cada lambida dele na minha cara, aí, eu pensava que nessa hora, a água da gilete lavada, rolava pela mão e braço e do cotovelo pingava no chão fazendo a poça.

Mas achava estranho que pingasse tanta água.

Aí o Pedro me avisou:

- Tem um buraco no cano do tanque, luís!

Pronto! Matou a charada.


 

segunda-feira, outubro 14, 2024

A primeira d'As Vizinhas de Trás emoldurada a gente nunca esquece. Está na casa do Luca, no Rio.


 

domingo, outubro 13, 2024

 

Essa casa azul, que era amarela e tinha uma varanda de fora a fora, com um terraço, no seu alto, fica em Cachoeiro de Itapemirim, no bairro do Coronel Borges, e nela, como ela era, estão minhas lembranças mais antigas, as primeiras de quando estou vivo, quando eu estava com três anos, em 1965.

Ali atrás do murinho branco, passava um córrego, que está seco, hoje. Tenho muita lembrança dela, do entorno, com o córrego, e o bairro. E vou dizer uma coisa que nunca digo: naquela época, ali, era muito melhor mesmo, melhor demais, muito para caramba, a cidade não sabe passar o tempo... he he!

Era a casa da Tia Nhanhá, com quem morávamos, eu e mamãe.




segunda-feira, outubro 07, 2024

segunda-feira, setembro 16, 2024

sábado, setembro 07, 2024

 

O Drakkar é um bar de rock em Cachoeiro de Itapemirim, que fica ao lado do morro onde eu morava antes de vir para cá. A Pollyana Martins tirou essa foto logo depois de nosso show lá, em 30 de agosto de 2024. Estamos Abou, eu e Chaia.