sexta-feira, dezembro 28, 2007

O morador de rua está a cada dia mais rechaçado dos lugares mais legais e preferidos, na cidade de Nikity. Estão cercando tudo: as praças, os jardins públicos, as marquises dos prédios, tudo, tudo, tudo, bom leit@r... se irão cercar as praias?
- Não sei!
Em meu vale tem um morador de rua.
A vizinhança diz que é uma escolha, que se ele quisesse ter casa, seria só juntar-se aos seus, que moram no morro, com casa, comida e trabalho. Mas esse homem não quer. Prefere viver como o zumbi de minha rua, sempre tonto, olhos esbugalhados e sem força alguma, caído num canto qualquer. Está a cada dia que passa mais combalido. Vejo-o muitas vezes como um defunto, cor de defunto, quase sem respirar, estirado ao sol, na calçada de minha rua, no fundo de meu vale.
Outro dia descobri seu nome: seu Julinho!
- Que coisa!

2 comentários:

Welter disse...

E' complicado,Luiz.
No verao, na rua do meu trabalho tem muitas pessoas da rua tambem. As vezes eu nao os enxergo,passo rapido,atrasado para o trabalho.Por coincidencia ontem a noite tinha uma velhinha dormindo na rua do trabalho em pleno inverno, com temperatura de 3 graus.
O nosso olhar bateu e lembrei da minha avo'...Pensei em lhe ajudar por um minuto,no outro o meu olhar se interessou por outro angulo da rua e continuei a minha rotina de trabalho,casa,casa trabalho.
Ao ler o seu texto hoje pensei que deveria tambem saber o nome da velhinha da rua do meu trabalho.Se a encontrar novamente,irei perguntar.

kali c. disse...

que loucura, Luís, fiquei impressionada com esta hostória...

bjs,
Kalic