terça-feira, outubro 23, 2007

Dia de chuva e pássaros gritando ao redor da casa.
Mamãe levantou melhor das pernas, está mais animada.
Gritou:
- Luííís, você vai nadaaaar?
- Vooooooooooooouuuu!!!

segunda-feira, outubro 22, 2007

O calor começou a permanecer em Nikity City mesmo nos dias sem sol.
Hoje, o dia está como um homem apaixonado sem ver seu objeto de paixão. Todos queremos que as nuvens que se meteram entre a cidade e o sol vão embora e o céu fique livre outra vez.
O vento trabalha nelas, o próprio sol trabalha nelas, os pensamentos trabalham nelas e, possivelmente, as bichanas cedam até o final do dia e apareçam lua e estrelas pra nós.
E que a visão refresque a noite.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sábado, outubro 20, 2007

Estou ouvindo o Zé Geraldo num disco que o Valfredo me deu.
Conheci o Zé Geraldo cantando uma música antiga, mas que nunca tinha ouvido antes, chamada Senhorita. Falei pro Valfredo com tanto entusiasmo que ele me deu um disco.
Tou ouvindo...
Saí daquela onda que eu tava ontem.
Luciana Pestano, a Tigra, vai fazer um show no dia 25 de outubro, bom leit@r:

Divulgação do Show de Luciana Pestano

sexta-feira, outubro 19, 2007

Acordei sem vontade para nada, hoje, e fui nadar.
Quando estava a entrar pelo portão, Nice disse:
- Hoje, não tem.
Então, sem entender muito, voltei, dei meia volta e vim andando pela praia, pensativo, embaixo do céu muito cinza e o vento batendo nos edifícios.
E me vieram recordações de minha adolescência, quando o mundo me cercava com suas nuvens, assim, o veludo das nuvens querendo me acariciar com sua maciez, mas me apavorava tanto naquela época e sofria tanto por nada, apenas por estar vivo.
E fiquei andando nesse dia um pouco frio, pensando que, depois de tanto tempo passado, desde que me tornei adolescente, continuo vivo e está tudo bem...
Andei um grande pedaço pela praia antes de pegar o ônibus e quando ele veio e me sentei em sua poltrona, fiquei olhando pela janela e as pessoas andando pelas calçadas me lembravam pessoas de filmes.
Vou reagir!

quinta-feira, outubro 18, 2007

sexta-feira, outubro 12, 2007

Nosso show foi um sucesso!
Os amigos foram e nós fizemos um troço bonito, decolamos.
O Daniel, dono da livraria, disse para repetirmos o show em novembro e ficamos muito animados.
Todos vieram nos parabenizar.
Conheci a Eugênia, que viveu com Cássia Eller.
Ela disse:
- Poxa, que show bacana, no meio de tanta caretice, seu show é um deleite! – então, eu disse que não tive tempo de ser amigo da Cássia Eller e Eugênia falou:
- Vamos ser amigos, então.
- Ta combinado.
Luciana Pestano arrebentou e surpreendeu a todos os meus amigos que não a conheciam. Ficaram todos de queixo caído, literalmente...he he he!
Tiramos fotos, nossos convidados arrebentaram e Kali C., infelizmente, não pode ir, mas Xarlô cantou, lindamente, minha parceria com ela: O Castelo.
Depois, quando Pedro colocar trechos do show no youtube, darei os links.
Vieram velhos amigos de escola, outros velhos amigos de outros lugares, parceiros da música e muita gente que me conhece dos meus livros.
Minha vizinha de janela, que pinta flores, foi com mamãe.
Ela disse:
- Eu esperava que fosse bom, porque te ouço cantar da janela, mas foi muito melhor!
Mathilda Kóvak cantou Auréola conosco e sua vibração é sempre muito gostosa para mim, bom leit@r!
Depois, viemos embora eu e Pedro e fizemos um mexido maravilhoso com as coisas que estavam prontas na geladeira. Que alegria!
Ciro foi, adorou!
Claudia foi.
Fernando filmou.

Eduardo fotografou. Muita gente, Ruth foi...
Pedro se animou. Ele disse:
- Estou aprendendo...ainda serei um excelente produtor, viu?
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!


E fotografou:



quarta-feira, outubro 10, 2007

Ontem, fizemos nosso último ensaio.
- O último ensaio nunca é legal – Luciana disse quando terminamos.
Xarlô foi e ensaiou com a gente minha música com Kali C., O Castelo.
Estamos prontos.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Estivemos na praia, ontem.
Ficamos quase na beira das pedras do canal que divide Itaipu de Camboinhas. Nos sentamos num quiosque que tinha suas cadeiras adentrando pela areia da praia. Levei uma revista e fiquei lendo.
Então, reconheci um cara que sempre vejo na rua. É um cara muito forte e tava enturmado com outros rapazes muito fortes, todos meio gays, assim, aqueles gays grandalhões e encorpados. Eu disse:
- Pow, não sabia que ele era gay!
- É michê – Pedro falou..
- Michê?
- É. Esses caras são.
Então, foi anoitecendo e as pessoas da praia foram, aos poucos, indo embora. A praia foi ficando vazia e do quiosque ao lado, os caras fortes e grandalhões misturaram-se a outros caras mais pequenos, mas tão fortes quanto e começaram a rebolar, assim, à moda baiana, meio a dança da garrafa, misturada à dança do ventre e nós ficamos olhando e curtindo.
Um casal de namorados saiu da areia e entrou na água, agarrando-se.
Ficamos um tempo curtindo aquela hora bonita, em que a luz sobre o mar está linda, o sol se pondo, as pedras do Rio de Janeiro vistas do outro lado do mar e as bichas evaporando-se ao lado, na areia.
Quando saímos da praia, o dono do quiosque desculpou-se pelas bichas.

- Hein?

domingo, outubro 07, 2007

Nosso show será nessa semana.
Será, com algumas alterações, o mesmo show que eu e Luciana fizemos há um tempo atrás e que levamos, uma vez, para Campinas. Colocaremos as novidades que o tempo trouxe: meu livro novo, músicas novas...
Luciana diz que ficou melhor, concordo.
Além disso, como estamos perto de casa, dessa vez, teremos a participação dos amigos Kali C., Xarlô e Mathilda Kóvak.
Ontem, tivemos nosso melhor ensaio.

sábado, outubro 06, 2007

Minha casa é muito clara, tem muita luz, é uma casa aberta pra o céu, bom leit@r.
Daí, que tem vento e calor, se faz calor. E frio, se frio.
E fica no fundo de um vale.
Por isso, a luz que bate nas telhas e que entra pela porta e janelas, vem do céu e, por tabela, reverberam das colinas que a cercam.
Entre as árvores da montanha, pelos barrancos, barracos de alvenaria, a cada dia, são construídos. E minha rua, abaixo, no vale, é um escoadouro de gente.
Daí, que adoro morar aqui.
Já morei em outras casas sem luz, onde a penumbra, as sombras que se formavam e que se evoluíam por dentro delas, davam a idéia de coisas escondidas, de preciosidades que se malocavam na meia-luz e que poderiam ser surpreendidas a qualquer busca.
Mas nesta minha casa no fundo do vale a luz não deixa que os segredos sedimentem-se pelos cantos. Escoam logo pra rua e todos ficam comentando, sem nenhuma necessidade de busca, de bisbilhote.
Eu é que não ligo.
Eu é que nem sei.
Não me interessa, não importa!

sexta-feira, outubro 05, 2007

Estou com minha sinusite dolorida e meu rim, que sei apenas da existência por causa de minhas aulas ginasiais, está se fazendo sentir. Vou beber água...
Fiz uma entrevista ontem na Fundação Oswaldo Cruz com a intenção de transferir meu tratamento de Aids pr’aquela clínica e ser melhor monitorado.
Segunda-feira saberei a resposta.
Estou com papadas sob meu olho esquerdo e ontem fui dormir 9 da noite. E acordei 9 da manhã. Preciso dormir muito, bom leit@r. A papada melhorou.
Talvez, vá na praia amanhã...

quarta-feira, outubro 03, 2007

Ontem, tivemos um ensaio. Nosso show, finalmente, alçou vôo.
Há um tempo, pensei, sobre coisas que escrevo, que é necessário assumir os defeitos, para que eles fiquem assimilados, por exemplo, na totalidade de um parágrafo e, dessa forma, amalgamados na estrutura do texto, meio que fiquem despercebidos.

Ou mesmo, que fiquem gritando...
Pensei em dizer sobre esses troços criados assim, que têm a estética do defeito. Pensei numa estética, assim, do defeito, e, depois, pensei, que já existem tantas coisas pelo mundo que, é possível, que essa estética, na qual pensei, já faça parte de algum movimento artístico, desses movimentos que sempre surgem de tempos em tempos, assim, sem ninguém programar, surgem, como mato no quintal abandonado.
E o nosso show, finalmente, ontem, decolou.
Sobre minha música, e sobre a forma de cantar a bichana, é mais difícil que eu pense nessa estética, porque música é mais coletivo que parágrafos e exige harmonia, que ele não exige tanto assim, em sua solidão.
Mas, certamente, que me sinto melhor, se não exijo tanto e assumo os defeitos dela. Com os defeitos ela sobrevoa melhor o mato do quintal abandonado e seu vôo é mais perfeito. Plana mais... perigosamente, sacou?
É isso...