quinta-feira, novembro 20, 2025

A Masculinidade

Muito contente com o single A Masculinidade(luís capucho/kali c), single que anucia o álbum Homens Machucados previsto para lançamento em janeiro próximo, pela +umhits. Nessa faixa, estamos tocando eu e Vitor Wutzki. A capa, que também anuncia a capa do álbum Homens Machucados, é a partir de uma foto que fiz com os restos das coisas para a foto da Ana Rovati e, então, a +umhits arrematou em capa do single:

 

                                                                               foto de Ana Rovati


Tem clássico abrindo o Radar nacional de hoje: Luís Capucho (não conhece? cria vergonha nessa cara!) volta com single novo. Ele abre nossa seleção de hoje, mas aqui só tem craque, da turma mais nova à mais experiente. Ouça no último volume e passe adiante hoje mesmo!

Texto: Ricardo Schott 

LUÍS CAPUCHO, “A MASCULINIDADE”. Violão, clima introspectivo, voz grave e vibe de MPB experimental – tanto em música quanto em letra. É a onda de Luís Capucho, capixaba criado em Niterói (RJ), gravado por artistas como Pedro Luis, Cássia Eller, Suely Mesquita e Daúde. Seu novo single A masculinidade foi feito em parceria com Kali C, vai estar no próximo álbum do músico (Homens machucados, previsto para sair em 2026 pelo selo-produtora + Um Hits) e é uma balada folk que faz revelações sobre a fragilidade do masculino. “A masculinidade é cega / a masculinidade é soberba / a masculinidade é mesmo como a flor / a masculinidade é frágil / a masculinidade é de veludo”, explica a canção.

Luís é tido por muita gente como uma espécie de “novo maldito” da MPB – mas ao mesmo tempo tem uma onda sonora que o põe lado a lado com nomes como Lou Reed, pelo jeito despojado com que interpreta suas próprias canções. Além de cantar, ele também escreve e mexe com artes visuais, o que já o põe também na condição de artista múltiplo, do tipo que faz de tudo. “Me expresso livre, de meu ponto de vista, para qualquer um que esteja aberto, que se interesse, que goste ou que se toque”, diz.

domingo, novembro 16, 2025

INFERNO no ccdiversa

Nosso show no ccdiversa, na rua da carioca, Felipe Abou na bateria e Guilherme Vieira no baixo foi muito legal mesmo. Pedro filmou a Inferno. Veja?

segunda-feira, novembro 10, 2025

Tava procurando um pretexto para publicar sobre nosso show da sexta-feira, no Diversa (link na bio) e encontrei essa foto arrumada de minha Camisa de Apresentação. Já tinha feito alguns shows e não me lembro do acréscimo para cada um deles. Sei que para o show do extinto Motim, à convite do Yuri Costa (Maior Fiasco), coloquei as folhas verdes. Pelos badulaques nela, estava com apenas três shows.

Tocaremos nós e Daniel Stringini.


 

domingo, novembro 02, 2025

 Tinha colocado, na gola dessa nova Camisa de Apresentação, esse cordão preto de pimpãozinhos, que tinha achado no lixo do carnaval 2024. E @ruthrcastro me deu, para, no dia 14 desse mês, no show do @ccdiversa (link na bio) uns pimpãozinhos coloridos.

Outro dia, me perguntou se harmonizou. Sim, harmonizei, ontem, olha aí.


quarta-feira, outubro 29, 2025

Me deixa muito tocado ver o Mamãe me Adora vivo e também que ele, no jeito como foi se formou, centra “As Vizinhas de Trás”, exposição no museu Casa de Oliveira Vianna.

Daí, que junto dele, viveu também Mamãe me Adora, a canção, que é onde me enfio, com minha biografia, e de onde vai se espiralando pra fora outros sentidos de tanta gente, amor, amor, amor, mistério, mistério, amor, amor, coração.


 

sábado, outubro 25, 2025

 O @_cle.m.ente havia me chamado para uma participação no show dele, no Café Pequeno, isso em 2016. Peguei uma camiseta no guarda-roupa e fui. Ela estava amassada, mas me lembrei de mamãe dizer que se podia sair com roupa amarrotada, porque ela passava no corpo. Não foi o caso dessa camisa e decidi que eu deveria ter uma camisa especial para apresentar as músicas.

Então, @pedro_pazzzzz beneficiou essa camisa e como era sempre a mesma, decidi que a cada show, eu iria colocar alguma coisa nela, tipo, ir montando, como as roupas dos cangaceiros que a cada refrega ganhava uma memória, um santinho, alguma coisa que memorizasse aquele combate.
Então, a cada show fui montando a camisa de apresentação, cujo primeiro apetrecho foi um breve ( amuleto, patuá) que minha mãe me deixou. Ela me deixou dois breves. O primeiro deles coloquei no peito, no coração da Camisa e foi construindo o entorno a partir dele. Quando achei que estava ficando pesada, comecei uma segunda Camisa de Apresentação, que é a que estou construindo atualmente. Estou a construindo sobre uma camisa com a estampa d’As Vizinhas de Trás, que @ruthrcastro me deu. Como não tenho mais breves, assim que sentir que completei a segunda Camisa, eu me autorizei a fazer os breves para a ou as próximas.
Elas ficam como escudos protetores. Têm um quê de ir à luta protegido. Algo religioso que é típico dos breves com que elas têm início. Uma coisa tradicional do interior. Acho que é isso.




sexta-feira, outubro 24, 2025

Esse retrato de mamãe foi pintado a partir de uma foto 3x4. O fotopinturista passou no hotel onde ela trabalhava, isso nos anos 70, levou uma foto em preto e branco dela, que ela devia ter tirado para usar na carteira de trabalho, e devolveu a pintura ampliada e maior. Então, penso que seja um modelo primeiro para As Vizinhas de Trás.

Na exposição As Vizinhas de Trás, mamãe ganhou o quarto de Oliveira Vianna que aparece na sombra da luz da vela de led, que Pedro comprou e que ajeitou com Debora na canção Mamãe me adora:


 

Ainda com As Vizinhas de Trás, exposição que estará com meu acervo até 19 de dezembro, no museu @casadeoliveiravianna de Oliveira Vianna, A Camisa de Apresentação e Autorretrato nessa foto que eu mesmo tirei, na estreia:

 

quarta-feira, outubro 22, 2025

No sábado que passou, abrimos, com uma apresentação de minhas músicas, a exposição As Vizinhas de Trás, no museu @casadeoliveiravianna de Oliveira Vianna. Esse post é para convidar aos amigos pra irem lá ver e também para agradecer a equipe da casa, na pessoa de @debora.reina.9 Reina, que construiu um ambiente, a partir das minhas telas, mantendo a atmosfera, o clima antigo, um mundo que reconheço com os meus livros e as músicas, e dentro da casa do escritor, em que a equipe dela com esmero e vigor, ta dizendo tanta coisa, tanto detalhe comigo, tudo ficou tão frágil e forte... uma honra.
E o @pedro_pazzzzz vibrante junto, todo fundamento do todo.
Também agradecer aos amigos que foram na abertura, a meu baixista Guilherme Vieira e meu baterista Felipe Abou!

Não perde!

 

terça-feira, outubro 21, 2025

Balada da Paloma - abertura da Expo As Vizinhas de Trás, no museu Casa d...

A Balada da Paloma se tornou um centro dentro da exposição As Vizinhas de Trás no museu Casa de Oliveira Vianna. Isso depois de ter cantado essa música em video de youtube vestido delas e simulando uma tela, aqui: • Balada da Paloma - luis capucho/Rafael Ju... As Vizinhas de Trás está em exposição no Museu casa de oliveira vianna, de 18 de outubro a 19 de dezembro de 2025. No dia 18 de outubro, Leandro gravou esse video em que estamos eu, no voz e vioão, Guilherme Vieira no baixo e Felipe Abou, na bateria, no quintal da casa.

domingo, outubro 12, 2025

Há muita coisa acontecendo pra mim nesses últimos meses do ano. Ano em que passei desde o início às voltas com um dente consertado nos anos 80 e que estragou agora, o dente 36. Estou no fim disso, acredito, se, por exemplo, o 37 não sentir a mudança no 36 e começar a pegar as dores. Fico falando dessas possibilidades e neguinho diz: não, deixa quieto. Não vai dar nada, não.

O caso é que na idade em que estou e com a minha biografia médica, o corpo fica bem escangalhado mesmo e, aí, começa uma outra aventura, a de viver mais no limite, ta entendendo.

Meus quadros já estão no museu Casa de Oliveira Vianna. Abre sábado, 18 de outubro de 2025.



sábado, agosto 30, 2025

luís capucho - Bruto

O Rafael escolheu a Bruto para rolar os créditos do filme dele comigo, Peixe Abissal. Ficou assim como um epitáfio do seu corpo leve e bruto no cinema e, então, a gente continuasse na altura dele, antes que caísse a luz na nossa cara do dia fora do ambiente de assisti-lo.

É um registro dos anos 80 que não rodou como rodou a fita cassete do Antigo, que se tornou um disco ao vivo (Antigo 1995). Não sei em que casa de quem fiz a gravação. Eu registrava apenas uma vez, no tempo da declamação da música, era raro que eu repetisse a letra, era só uma vez.

Ouvindo, agora, que a música está rodando, fico feliz que ela na simplicidade alcance quem chegar aqui. A vida é louca!

 

Bruto

(luís capucho)

 

Vejo o infinito no teu corpo bruto

Tua perna terna, teu fruto, teu corpo feroz de animal, nada é mais doce, nada é mais nu

Nem peixe, nem hipopótamo, nem lua

Teu corpo de infinito de homem masculino

De braço de muque de soco

De céu de beleza de verdade

Seu corpo de bosque seu corpo de verão

Sua imagem quente entra na carne do meu coração

Que é o meu corpo feminino de nuvem, de sopro do fogo na bruma, na neblina

De nuvem de sopro de fogo na bruma na neblina.

 

sexta-feira, agosto 29, 2025

Juntei um áudio e uma foto dos anos 80 e fiz esse vídeo. Gosto muito dessa música e fico feliz de ter um registro dela, porque diferente de outras músicas que fiz, essa não teria ficado, porque não caiu no agrado de ninguém. Não sei se porque eu mesmo não mostrei muito ou não sei se não mostrei muito porque não caiu no agrado de ninguém. Então, é um prazer grande ter esse registro. Também essa foto de estúdio, que o Fernando rabelo fez. E tem uma criança no áudio, não sei se filho da Suely ou do Naldo, que são possíveis casas de quem onde gravei:

https://youtube.com/shorts/HagNdcdjGiQ?si=eNor9I-olIArXWuC



quarta-feira, agosto 27, 2025

 Me entusiasmo, porque desde o meu primeiro livro, eles estão vivos! Hoje descobri um texto do Ian Uviedo na revista Seleta Celeste, postado em março desse ano, em que faz considerações sobre nadar e sobre escrever, nos escritos dos autores que falaram dessa prática e no meu Diário da Piscina (é selo de língua/2017).

https://select.art.br/11-nadar/


domingo, agosto 17, 2025

Autorretrato (luís Capucho/Felipe Abou)

Pedro fez no celular o primeiro registro de Autorretrato (luís capucho/Felipe Abou) comigo e Guilherme. As músicas, como tudo o mais, amadurecem, e Pedro a registrou no brotinho tenro dela. Fiz esse print para a capa do vídeo no youtube:


sábado, julho 26, 2025

Júlia Vargas - Maluca (Luís Capucho)

Tive muita satisfação este ano que vários artistas fizeram minha Maluca, que se espalhou com a Cassia Eller, acho que em 1999. Não sei se tantas Malucas têm a ver com algum marco no pós-morte de Cassia Eller, não tenho notícia disso. E anteontem, no canal Falas Musicais, da Klaudia Alvarez, encontrei uma Maluca com a Julia Vargas, num show dela com o Caio Prado. É uma Maluca bem diferente, raivosa, que levou a canção pra uma amplitude dentro dela mesma, sem doçura, com aquele acompanhamento rápido do xilofone, ao mesmo tempo cheia de dor e que me deu muita alegria: