segunda-feira, agosto 18, 2008

Minha vizinha de janela, que faz quadros de Gigantismo, trouxe um suco de inhame pra eu tomar agora pela manhã. Mamãe não pode tomar o suco, porque uma amiga dela, da vizinha, disse que o inhame por ser uma raiz crua e tal e tal, não poooooooooode!
Enquanto eu tomava meu suco, que ela fez muito melhor que eu, porque mais gostoso, ficamos em torno à ferida da perna de mamãe fazendo considerações a respeito da bichana.
Ficamos falando coisas positivas a respeito, porque diante das coisas ruins temos mesmo tendência a dourar a pílula, todo mundo sabe. Mas a verdade é que teríamos de tomar providências melhores que ficar cuidando da ferida em casa e com os recursos que temos cuidado. E falando as coisas que falamos, não pooooooooooode.
Temos que ter uma atitude, bom leit@r, mas qual?
Aí, ficamos os dois ali falando da ferida e nos sentindo impotentes.

domingo, agosto 17, 2008

Pedro fotografou a entrevista que, no sábado passado, o programa Revista Brasil fez comigo na pracinha de São Domingos. Revista Brasil é um programa da TVE e passa aos domingos, às 17 horas. Num dos próximos domingos, Niterói será o tema e eu um dos artistas da cidade. Minha vizinha de janela disse que vai passar também a feirinha onde ela espõe seus quadros de gigantismo. Vai ser legal, imagino.
Fui entrevistado pela Cris. E é um pessoal muito bacana, bom leit@r.
Depois da entrevista eu e Pedro fomos dançar no São Domdom, que ta reformado e virou um lugar de dançar. Foi uma noite deliciosa.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!







sábado, agosto 16, 2008

Sábado lindo em Nikity City!
Ontem, quando fui tomar meu remédio, ele agarrou no fundo de minhas narinas.
O meu bom leit@r sabe que tive problemas com os nervos que comandam minha motricidade, depois do coma.
Daí, que meus músculos de engolir, que são os mesmos de falar, funcionam com um certo retardo. E, às vezes, engolir e falar, que o meu leit@r mais filosófico sabe serem a mesma coisa, falham.
O remédio que agarrou é aquele remédio das vaquinhas, o meu generoso leit@r deve ainda se lembrar das vaquinhas que se transformavam em lírios, em copos de leite...pois então, esses remédios têm um sabor como de pimenta e se eu não os engulo rápido, minha língua os degusta e eles queimam na bichana.
Por isso, porque suas cápsulas imensas agarraram no fundo de minhas narinas, amanheci cheio de dor ali, porque queimaram lá, imagino. Que merda!
Fora isso, estou começando a ter fome. Vou almoçar...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sexta-feira, agosto 15, 2008

Depois do almoço irei nadar.
Há dias que saio de casa morto de preguiça, mas depois que nado, fico esperto.
Por isso, nunca deixo que a preguiça me faça ficar em casa.
Deixei de fazer meu segundo disco em São Paulo.
A Raquel foi super gente fina comigo, mas era uma idéia louca, fazer um disco, assim, tão distante. Tudo se torna mais difícil, eu acho.
Paulo Baiano, que produziu meu primeiro disco, produzirá um segundo.
E Marcos Sacramento fará a direção artística!
Vai ficar mais lindo que o Lua Singela, generoso leit@r, muito mais lindo!

Ah, o Lua Singela é mais lindo também!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Estou pensando no nome...hummm...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quinta-feira, agosto 14, 2008

Amanheceu um dia chocho em Nikity City, com pouco sol, mas meus vizinhos acordaram animados, falando alto, e terminei por sair de minha cama um pouco mais cedo do que de costume.
- Tenho dormido tarde e acordado cedo com esse lance dos jogos olímpicos. A porra das competições é no caralho da madrugada! – gritou a minha vizinha do terceiro andar. O meu bom leit@r não estranhe, ela é uma garota criada no bairro e não sei porque fala palavrões ininterruptos, assim.
A conversa dela com a outra vizinha perdurou por um tanto de tempo e o vizinho de baixo gritou, brincando:
- Não tem uma roupa pra lavar, não?
- Tem, sim. Você vai vir lavar? – ela gargalhou lá de cima. E desapareceu dentro do apartamento, ficou quieta. Mas eu já tinha acordado e fui pra cozinha esquentar meu pote de café. Disse pra mamãe:
- Essa piranha de vizinha não tem noção de hora, não.
- É uma puta arreganhada – mamãe disse.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, agosto 13, 2008

Nessa manhã, corre um vento delicioso e danado por minha casa.
E o sol está lindo, branco, de inverno.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

terça-feira, agosto 12, 2008

Ontem, foi que reparei: os nadadores olímpicos não têm pêlos no sovaco. Será que porquê são anfíbios, os pêlos não nascem, porque são meio mutantes?
Achei bonito!

segunda-feira, agosto 11, 2008

sábado, agosto 09, 2008

Hoje umas meninas que fazem um programa na TVE, que não consegui ainda gravar o nome, chamaram-me para uma entrevista num barzinho de Nikity, tipo, de madrugada. A menina que me ligou disse:
- Queremos fazer um programa com os artistas de Niterói e queríamos te entrevistar – e marcou no São Domdom. Depois ligou outra vez, dizendo que no São Domdom iria ter uma noite de poesia erótica, hoje. Se eu tinha um outro bar pra sugerir.
- Não sou de bar, não sei o que sugerir, mas pra mim, tudo bem que tenha poesia erótica no São Domdom. Posso levar o Cinema Orly?
- Nós queremos falar de música...mas pode levar...- ela disse e desligou.
E ligou outra vez ainda para jogar pra mais tarde a entrevista, às 23:30h, o que pra esse blogueiro que vos escreve todos os dias, é madrugada.
Eu durmo cedo e acordo tarde, bom leit@r. Eu adoro dormir, é uma das maravilhas da vida, dormir.
Quando eu morrer, devo gostar...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sexta-feira, agosto 08, 2008

quinta-feira, agosto 07, 2008

O meu grande problema existencial na vida aconteceu, quando eu, que sempre vim pela existência viajando sem pensar, tive consciência da força do tempo. Quando me dei conta dele, tudo parou, bom leit@r. E entrei em pânico! Porque tomar consciência do bichano me jogou pra fora dele, e de fora, eu fiquei parado vendo ele passar hahahahahaha...
De algum modo, isso ficou na grande maioria das músicas que faço.
Não a paralisia, mas um certo deslocamento de tempo: entro e saio dele, generoso leit@r, fico num zigue-zague.
Eu mantenho uma lógica, um sentimento, uma coisa assim, que a pessoa que me ouve nem percebe estranha, mas que um outro músico que esteja tocando comigo percebe e fica perdido.
Por isso eu preciso aprender a colocar as bichanas no click ou no sink.
Mas isso, preciso confessar a meu generoso leit@r, minhas músicas colocadas no sink, perdem a graça, ficam encaixotadas, escondidas, não podemos vê-la, se liga...
No fim, ta tudo certo...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, agosto 06, 2008

O dia embruscou outra vez.
Fiz curativo na perna de mamãe e a ferida parece, finalmente, ter começado a regredir.
Hoje é dia de pagar o aluguel.
Irei mandar um Cinema Orly para Francinne, de Brasília!
Já está chegando a hora de saber se a Rocco vai publicar meu novo livro. Tou ansioso.
Marcos Sacramento, meu amigo de infância, que, a cada dia, canta melhor e melhor, está fazendo shows nos finais de semana nas Casas Casadas, em Laranjeiras.
O show está num formato excelente pra meu gosto: é apenas ele e o violão de Luiz Flavio Alcofra. E voltaram a apresentar minha música, Homens, que abre o show, onde são cantados os grandes da MPB: Noel Rosa, Chico Buarque, Ary Barroso, tudo. Também cantam músicas que eles próprios fizeram.
Sacramento, além de intérprete da pesada é um grande letrista.
Tenho orgulho de meus parceiros.
Pedro filmou e vai fazer uma edição bonita pro meu bom leit@r poder assistir.
Vou almoçar...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

terça-feira, agosto 05, 2008

Depois do dia embruscado de ontem, o dia voltou a ficar lindo, como estavam os dias do final de julho, e os passarinhos voltaram a gritar em torno a minha casa. Minha vizinha de janela está a dar sua aula de pintura, mamãe vê televisão e me sinto, em meio aos acontecimentos, cheio de preguiça, bom leit@r.
Iria fluir como um urubu sobre meu vale, mas em minha cama, no meu quarto, não fosse o estrupício do Guilherme estar no corredor jogando bola e soltando gritos de garoto. Que irritante, que merda!
Vou para o quarto de mamãe...

segunda-feira, agosto 04, 2008

Liguei para o SAMU outra vez.
Mamãe está melhor da ferida na perna e não quer ir para o hospital, mas liguei para pedir orientação.
Tentei falar com a mesma doutora que me atendeu segunda-feira passada e consegui. Seu nome é Dra Sheila e ela é muito, muito bacana. Depois, pedi a ela que falasse um pouco com mamãe no telefone. E ela disse a mamãe que ligasse dando notícia, segunda que vem...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sábado, agosto 02, 2008

sexta-feira, agosto 01, 2008

Minha vizinha de janela está entretida nos seus quadros gigantes.
Ontem, ela nos trouxe uma receita de suco de inhame, para que mamãe acelere a cicatrização de uma ferida que há mais de dois meses está aberta em sua perna.
Fiz o suco e gostamos.
Faz dias, liguei para o SAMU, mas a médica me disse que não valia a pena levar mamãe para as filas de espera pelos corredores dos hospitais lotados e que melhor seria que cuidássemos em casa.
E nos orientou sobre o que fazer...
Está melhor, mas devagar.
Mamãe disse:
- Não quero ir pro hospital. Porque quando estamos lá, é o mesmo que estarmos transformados em cachorro!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, julho 30, 2008

Palavras de São Mathilda:

Não é exagero de amiga. Juroooo!!!!! Mas é compulsório assistir a este vídeo, que Pedro Paz realizou, de meu adorado, amado, lindo, maravilhoso, gênio, santo, gato, parceiro Luís Capucho. Minha nossa!!!! Onde estão os empresários de show deste país que não vêem esse rockstar brasileiro, como nunca houve aqui?!!!! O cara é um Bob Dylan em sua melhor fase. Luís, nascido em Cachoeiro de Itapemirim, sobrevivente de tudo, Lázaro do século XXI, tem a estatura de um Sir Mick Jagger. Nossa parceria e amizade começaram por carta, na era dos correios reais - sim, porque somos, eu e ele, rei e rainha destronados, mas sem perder a majestade, jamás! rs Ficamos assim uns meses, nos correspondendo, até que um dia nos encontramos. Eu tinha aquela imagem esteriotipada do "fodido." Eis que me aparece um lord inglês, um príncipe...nossa, que cara bonito!!!! Fiquei de quatro. E, de quatro, permaneço. Hoje, acordei pessimista, agora, tudo mudou. A lua singela de Luis sorriu pra mim, no céu de Brasília. Este cara é luz, como o próprio nome. E eu sou sua apóstola eterna, no meu Evangelho Segundo São Mathilda. Disse outro dia a uma amiga que eu não acreditava na existência de mestres. Mas eis aqui um mestre legítimo, que não se quer nem se sabe como tal. Já o mitifiquei, já o desmitifiquei. E agora o enxergo com exatidão: meu amigo, que amo louca e mansamente, de perto, é um sábio, por vezes, desorientado na aparência, mas, oh, ele é grande, ele é. Luís é o Ser. Não me enganei. Mais um ponto pra mim, no vestibular da profecia. rs Eis aqui o mestre, o messias, "o homem comum flagrado num momento extraordinário." Viva Luís Capucho! Viva Luís redivivo. Vejam e babem, como eu, que estou aqui me enxugando toda. E sob as lentes de Pedro, cujo nome é destino, ele erige sua igreja, onde nós, pobres, pequeno-burgueses, aristocratas, proscritos, loucos...nos abrigamos e dizemos Amém. Salve Luís, prova cabal da existência Divina. Do Milagre, testemunhado por alguns de nós. Salve D´us poderoso, com Sua graça, que parou, num instante, seu trabalho universal, pra olhar pro ponto azul que chamamos Terra, e derramar Seu incomensurável Amor.

Vejam que beleza:

terça-feira, julho 29, 2008

Tem feito dias muito lindos em Nikity.
Essa época do ano é ideal para minha casa, que dá para o sol da tarde.
Nos anos em que o verão é mais abrasante fica impossível estar no meu quarto a qualquer hora que seja. E, à noite, para dormir, eu e mamãe nos refugiamos na sala, onde mantemos a janela aberta para correr um ar.
Nós gostamos de dormir cedo. E meu vale, o bairro onde moro, silencia-se logo que acaba a novela das oito.
Nas épocas em que, no que Pedro chama de o nosso condomínio, aparecem vizinhos esporrentos, a gente começa a acender velas pra despachá-los pra bem longe. Funciona, bom leit@r, se liga...
Claro, no verão, por motivos óbvios, o silêncio vem um pouco mais tarde e dorme-se menos no meu vale e na cidade inteira, porque, pela manhã, a luz intensa e o calor do sol, logo nos tira da cama.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!