Tive muita
satisfação este ano que vários artistas fizeram minha Maluca, que se espalhou
com a Cassia Eller, acho que em 1999. Não sei se tantas Malucas têm a ver com
algum marco no pós-morte de Cassia Eller, não tenho notícia disso. E anteontem,
no canal Falas Musicais, da Klaudia Alvarez, encontrei uma Maluca com a Julia Vargas,
num show dela com o Caio Prado. É uma Maluca bem diferente, raivosa, que levou
a canção pra uma amplitude dentro dela mesma, sem doçura, com aquele
acompanhamento rápido do xilofone, ao mesmo tempo cheia de dor e que me deu
muita alegria:
sábado, julho 26, 2025
Júlia Vargas - Maluca (Luís Capucho)
terça-feira, julho 15, 2025
sábado, julho 12, 2025
Luciana Pestano - Algo Assim
terça-feira, julho 08, 2025
Me dá muita alegria que o Mamãe me Adora siga vivo, nesse julho de 2025.
Enquanto no estudo
do Antônio Carlos, na UFPB, ESCRITA DO CORPO MARICA: AUTOFICÇÃO PERFORMÁTICA NO
BRASIL E NA ARGENTINA EM NARRATIVAS DO SÉCULO XXI, considera a
infecção pelo HIV em Mamãe me adora e Querido
Nicolás, de Pablo Pérez, o estudo do Ronilson e
Rubenil, na UFMA, A REPRESENTAÇÃO DAS MÃES DE FILHO GAY NA
NARRATIVA HOMOERÓTICA MAMÃE ME ADORA (2012), DE LUIS CAPUCHO, é autoexplicativo.
Viva! Viva! Viva!
quinta-feira, junho 19, 2025
Minha última
As Vizinhas de Trás foge ao meu padrão delas, sem no entanto fugir. É que ao
invés de 20x70 cm, dessa vez, estão em 80x80cm, quer dizer uma tela maior e
quadrada.
E como tenho
dito, desde que vi que têm origem em mamãe, estou pintando, repetidamente, eu
mesmo. Daí, que estas são As Vizinhas de Trás – autorretratos, veja:
sexta-feira, maio 23, 2025
Cartas entre Luís Capucho e Edil - 1985-1995 [Episódio 5]
O Estação OZA-05
é um canal de youtube, do Fabrício, que produz vídeos de uma pesquisa que ele
faz nos escritos e que nas palavras dele é Um canal sobre a jornada arqueológica dos vestígios.
Fiquei muito emocionado
hoje pela manhã, porque ele tinha me mandado um dos vídeos do canal em que fala
do Cartas Para o Edil (é selo de língua/2023).
Mandei pro Edil que perguntou: Você tem uma biografia? Eu disse, não, só tenho meus livros.
Aí, ele
disse:
- Agora, tem!
sexta-feira, março 21, 2025
Uma
felicidade enorme ver meu trabalho ser chancelado na capital, especialmente, no
centro coletivo Thelema, que fica no meio de Vitória.
No evento o
Thelema compartilhou os pedacinhos dele nos stories e me mandou essa foto, do
momento em que participei da reunião, cantando-declamando a Girafa, voz e
violão:
Girafa
(luis capucho)
Eu não entendo as
coisas exatamente como elas são
Mas o meu pequeno entendimento delas
Não me impede de alguma compreensão
Eu sinto meu pensamento a se movimentar
E a me fazer sentir entre as costelas
A presença da girafa se acaso estou no zoológico
Paralisado diante dela
Mas daí a entender a girafa em toda sua plenitude de girafa vai uma distância
Bem mais do que a existente entre o meu pequeno tamanho que segura minha cabeça
em seu alto
E a altura gigantesca do pescoço da girafa com a cabeça dela lá em cima
Igual
desentendimento acontece todos os dias comigo e mamãe
Sentadinhos na nossa sala
Vendo novelas, filmes, jornais
Que não entendemos tudo.
sábado, março 15, 2025
Tou fazendo
parte, com a canção Escova de Dentes de um trabalho nadaverista, coletivo de
artistas compositores capixabas, o qual, disco tem o afetivo nome de CORGO. O
mote foi gravar no celular, voz e violão, assim, doméstico, cru, pra
compartilhar no spotify com vocês, youtube com vocês, Apple com vocês, Deezer
com vocês. Olhem, ouvem, sentem...
1. Babs - Borbulhas
2. Barulho Estranho - Mesma Água
3. Luís Capucho - Escova de Dentes
4. Willian Lago - Como se Fosse Feliz
5. Abou Mourad - Planta Carnivora
6. Zé do Poço - Sentado no Toco
7. Tony Zax - Funk do Morro do Salgueiro
8. Alice - Adeus Indecisão
9. Barulho Estranho - Tá Chovendo Meu Bem
https://open.spotify.com/intl-pt/album/2ywSJ9wth0xQmzr0DPfvTa?si=qzKP5EXwRXOaPg77F5SVEw
sexta-feira, fevereiro 28, 2025
sábado, janeiro 25, 2025
Este ano, o
Poema Maldito completará 10 anos. É um disco voz e violão de quando recomecei
conseguir ser suave, outra vez, nas canções. Fiz com o Felipe Castro, no Pé
Pequeno, um bairro colado ao meu, aqui, em Niterói. Tinha sido uma ideia do Leo
Rivera e não sei se correspondeu ao que ele tinha pensado como disco. Ficou
bonito, low profile, lo-fi, caseiro.
A foto da
contra-capa é do Pedro Spagnol, de quando toquei em Campinas, no sítio do
Cabeto. E acho que foi quando conheci o Vitor Wutzki. A segunda foto é a capa,
que Felipe tirou no fundo da casa.
Quem tiver
interesse em adquirir um, fala comigo no direct.
segunda-feira, janeiro 06, 2025
"Eu quero ser sua Mãe" - luís capucho com a Sutil Modelo Novo (Redoma de...
Eu e Felipe Abou e Guilherme Vieira tocamos “Eu quero ser sua mãe” com a Sutil
Modelo Novo, em 14 de dezembro de 2024, no Redoma para o lançamento de seu
primeiro álbum: “a teoria de q td vai dar certo no
final”.
A Sutil é Guilherme Vieira (baixo, guitarra e voz), João Terra (bateria e voz),
Pedro Nigro (guitarra, voz e baixo) e Theo Necyk (trompete, teclas, baixo,
guitarra e voz).
Eu Quero Ser
Sua Mãe
Luís Capucho
Eu quero ser
sua mãe
Feito ela
ser tão bom
Feito ela
ser macio
Feito mamãe
ser o seu prumo
Eu quero ser
sua mãe
Te fazer
vestir a camisa
Te fazer
calçar os chinelos
E não
esquecer do guarda-chuva
Quando vai
chover
Vou pentear
os seus cabelos
Eu vou
cortar as suas unhas
Quero te
pegar no colo, te colocar na cama
Eu quero ser
sua mãe
Vou te dar
muito carinho
Brincar no
teu corpo pelado
Te lambuzar
com o meu doce e ficar matando as baratas
Que venham
te comer
Te lambuzar
com meu doce e ficar matando as formigas
Que venham
te comer
Te lambuzar
com meu doce e ficar matando as baratas
Que venham
te comer.
domingo, dezembro 29, 2024
luís capucho - Formigueiro (viola do Cassiano Jesus)
O Cassiano
Jesus é do Dinastia Zé, banda do ES com que toquei uma vez no Festival Velho Bandido,
em Cachoeiro do Itapemirim e que, depois, num desdobramento dela, outra vez, na
Lapa, aqui no Rio de Janeiro.
Moramos a
quantos mil quilômetros de distância? ... então, faz quantos meses, lhe pedi
que pusesse um som na Formigueiro e me mandei tocando, voz e violão, sentado
aqui na sala. Se poderia colocar um som nela e me mandar de volta.
Durante esse
tempo ele mandou versões de desenhos melódicos, versões com instrumentos diferentes
e não é que estivessem ruins, mas ou ele ou eu, tínhamos algum porém, até
quando me falou que estava com uma viola caipira.
E ficou essa
versão.
Ele disse:
“Esse foi um
processo longo e eu acho que ele se deu em cada detalhe, desde as conversas e
entendimentos que a gente vai sacando daí, de muita escuta do bruto e das
inúmeras versões dela que tem, de muita internalização: e ouvir, e ouvir, e ouvir,
e depois de muito ouvir tentar achar no teclado uma base que foi internalizada.
Depois disso transferi pra guitarra e já começou uma outra base mais simples,
disso já fiz outras coisas e imaginei um samba; nisso eu passei pelo processo
da caixinha de fósforo e enxuguei tudo, na minha cabeça existia ali um samba
bem marginal mas que ficou inacabado quando o Luís falou da ideia que tem de
suas músicas serem bem de viola caipira... A viola caipira é um instrumento que
eu nunca toquei, peguei pra estudar um pouquinho o instrumento e tratei de
procurar referências, tratei de ouvir Almir Sater, e lá pelas tantas após muito
tempo consegui parar pra compôr uma linha pra acompanhar o Luís: fui tateando
bem no escuro, estudando o que podia fazer e achando muito difícil porque além
de não dominar bem a linguagem do instrumento também não conseguia achar algo
que encaixasse, eu comecei ela na parte que muda da primeira pra segunda
estrofe baseado no que havia feito no teclado nessa hora, daí fui achando
caminhos mais palpáveis de coisas que já vim mais ou menos construindo na
guitarra incrementando com algumas coisas mais peculiares da viola e intuindo
bastante tanto em relação ao que já havia internalizado anteriormente quanto ao
que foi surgindo ali com um instrumento inédito. Ficou isso aí.”
Formigueiro
( luís
capucho)
Como
todos sabem palavras existem não somente
Para
iluminar as coisas, mas também
Pra dar
movimento na cabeça, pra dar passagem no pensamento
Que desce
ou sobe,
que vai a
torto e a direito
Caminha,
nada, pula, pulsa, cintila, brilha, enovela-se e sai
Pois
saiba que sem nome o tempo não existe,
as horas
não voam nem se arrastam
Por isso,
porque tenho nome é que no fundo eu não sou como uma árvore seca por
Dentro
Por isso
é que eu não sou um troço morto, parado, preso
E ao
contrário tenho como pássaros dentro
No fundo
eu sou arejado e quase não termino
Para o
formigueiro de palavras assim arder em mim e me alegrar
No fundo
para me trazer espírito, pra me dar sentido
La la la
la la la la la la la la la la
La la la
la la la la la la la la la la
La la la
la la la la la la la la la la
La la la
la la la la la la la la la la
quinta-feira, dezembro 26, 2024
terça-feira, dezembro 24, 2024
Infelizmente, Dona Linda Evangelista nos deixou, com o seu jeito de joia de beleza deslumbrante. Dona Belinha, com não menos beleza deslumbrante, estava sozinha numa casa abandonada e veio morar aqui. Está aqui faz uma semana talvez e essa foi a primeira vez que me olhou! Foi muito rápido, só o instante da foto...
Aproveito para desejar um Natal cheio de saúde com tudo indo pro melhor pra todos!quinta-feira, dezembro 19, 2024
domingo, dezembro 15, 2024
sexta-feira, dezembro 13, 2024
Eu, Felipe
(abou) e Guilherme temos apresentado as músicas mais agora, no fim de 2024. E
elas vão ficando a cada dia com mais prumo. Sábado, amanhã, a gente vai
apresentar elas na inauguração do Redoma, vamos abrir a sequência de shows da
noite, às 18h. Os artistas com outros trabalhos vão expor num dos andares.
Vão, apoiam, se diverte:
quinta-feira, dezembro 12, 2024
Como disse, no sábado, agora, dia 14, abriremos a fileira de shows que vai acontecer na inauguração do Redoma: rua do Rosário, 82, centro. Seremos eu, Felipe e Guilherme apresentando as músicas. A Sutil Modelo Novo, que ta com disco novo, vai participar de duas delas e na Eu quero ser sua mãe, terá vocal do Yuri Costa.
Nossa participação é cedo, 18h.Só beleza! Tudo orgulho, tudo amor! Todos convidados, vem todos, não perde, apoiam!
Vai ter exposição dos produtos dos artistas...
sexta-feira, novembro 22, 2024
MALUCA - Vertin
O Vertin
lançou hoje a Maluca dele, a coisa mais emocionante pra mim, muito emocionante
mesmo, uma versão antiga e nova, original e última, quer dizer, uma coisa
linda!
Sinto muito
prazer em postar, orgulho e gratidão!
Por flor
tenho loucura:
quarta-feira, novembro 20, 2024
Muito
contente com as duas novas Malucas que chegaram nesse mês. Uma veio de
Arcoverde, PE e a outra de BH, em Minas, Vertin e Amandona, respectivamente.
Tenho amor
pelas duas, diferente de quando ouvi com Cassia Eller. Por que dessa vez, o
orgulho do bastão estar n’outra geração de artistas.
A Amandona
canta sem drama, no arranjo da Luiza Brina. E Vertin, pra sua Maluca, fez um
vídeo adivinhatório, uma coisa linda e emocionante. A banheira dramática de
onde tudo partiu.