Perco as oportunidades, chances de me explicar melhor, por conta de ser curto e grosso, quer dizer, meu pavio se apaga logo, sou ansioso e impaciente. Tenho um problema com o tempo, é uma questão com o tempo.
Por isso, minha direção é um tanto às cegas, quer dizer, num pisca-pisca, mais ou menos, acelerado, ao mesmo tempo em que meu aspecto é o de um cara quieto, apagado, se liga...
E quando me decido por ser um pouco mais claro e, aí, me alongar mais, ansioso, as idéias se perdem, como acontece nas pessoas burras.
Vou fazer uma berinjela pro almoço...
É isso.
Segunda-feira, Novembro 23, 2009
Sábado, Novembro 21, 2009
Minha vizinha de trás não tem feito mais festinhas noturnas, porque alguém do predio verde e rosa reclamou do barulho. Ela e o marido, agora, sobem o morro pra se distrair lá em cima e meu vale fica um silêncio delicioso para dormir.
Ontem, quando eu vinha subindo minha escada, ela, que estava estendendo roupa na frente da casa, perguntou:
- Oi, Luís, tudo bem?
- Vou indo...- e fui indo pra dentro de casa.
- Devagarinho, né, meu filho? – ela respondeu amorosa.
Aí, já dentro de casa, sentei na sala e li um pouco do Crime d’O Padre Amaro que Valfredo me deu e que quis ler por causa do cursinho que fiz de literatura portuguesa.
Ler os autores portugueses modernos fez me lembrar dos ótimos livros que foram feitos no século XIX e que eu, particularmente, curto mais, porque eram mais esmiuçados, assim, minuciosos, como se fossem um pano tecido de forma muito espessa e que a gente, ao ler, vê tudo, o pano inteiro com suas cores fortes, sem buracos, ta se ligando, silencioso leit@r?
Então, achei uma passagem que eu curti muito, porque, quando freqüentei a igreja Batista que minha mãezinha gostava de ir, assim que viemos morar aqui no vale, eu também tinha reparado haver nos cultos.
Eis a passagem:
“Quando descia para o seu quarto, à noite, ia sempre exaltado. Punha-se a ler os Cânticos a Jesus, tradução do francês publicada pela sociedade Escravas de Jesus. É uma obrazinha beata, escrita com um lirismo equívoco, quase torpe - que dá à oração a linguagem da luxúria: Jesus é invocado, reclamado com as sofreguidões balbuciantes d’uma concupiscência alucinada: “Oh! Vem, amado do meu coração, corpo adorável, minha alma impaciente quer-te! Amo-te com paixão e desespero! Abrasa-me! Queima-me! Vem! Esmaga-me! Possue-me!”
O Crime do Padre Amaro – Eça de Queiroz
Ontem, quando eu vinha subindo minha escada, ela, que estava estendendo roupa na frente da casa, perguntou:
- Oi, Luís, tudo bem?
- Vou indo...- e fui indo pra dentro de casa.
- Devagarinho, né, meu filho? – ela respondeu amorosa.
Aí, já dentro de casa, sentei na sala e li um pouco do Crime d’O Padre Amaro que Valfredo me deu e que quis ler por causa do cursinho que fiz de literatura portuguesa.
Ler os autores portugueses modernos fez me lembrar dos ótimos livros que foram feitos no século XIX e que eu, particularmente, curto mais, porque eram mais esmiuçados, assim, minuciosos, como se fossem um pano tecido de forma muito espessa e que a gente, ao ler, vê tudo, o pano inteiro com suas cores fortes, sem buracos, ta se ligando, silencioso leit@r?
Então, achei uma passagem que eu curti muito, porque, quando freqüentei a igreja Batista que minha mãezinha gostava de ir, assim que viemos morar aqui no vale, eu também tinha reparado haver nos cultos.
Eis a passagem:
“Quando descia para o seu quarto, à noite, ia sempre exaltado. Punha-se a ler os Cânticos a Jesus, tradução do francês publicada pela sociedade Escravas de Jesus. É uma obrazinha beata, escrita com um lirismo equívoco, quase torpe - que dá à oração a linguagem da luxúria: Jesus é invocado, reclamado com as sofreguidões balbuciantes d’uma concupiscência alucinada: “Oh! Vem, amado do meu coração, corpo adorável, minha alma impaciente quer-te! Amo-te com paixão e desespero! Abrasa-me! Queima-me! Vem! Esmaga-me! Possue-me!”
O Crime do Padre Amaro – Eça de Queiroz
Sexta-feira, Novembro 20, 2009
Minha tia Maria era inteligentíssima, ela dizia:
- Depois que a gente morrer, acabou!
Mas eu não acho isso. Por isso é que eu tenho mantido uma luz acesa, sempre, para ajudá-la e a minha mãe no percurso delas, porque deve ser assim a comunicação com os que já morreram, sei lá, com luz!
Fora isso, estou indo para o Pedro, silencioso leit@r, tomar banho de esguicho.
- Depois que a gente morrer, acabou!
Mas eu não acho isso. Por isso é que eu tenho mantido uma luz acesa, sempre, para ajudá-la e a minha mãe no percurso delas, porque deve ser assim a comunicação com os que já morreram, sei lá, com luz!
Fora isso, estou indo para o Pedro, silencioso leit@r, tomar banho de esguicho.
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
Quando eu cheguei no ponto do ônibus, ele estava já encostado e ainda se enchendo de passageiros. A fila de gente ia sumindo dentro dele que estava ficando lotado, com as pessoas espremidas.
Que bom, eu pensei, (uma das coisas que me distrai a cabeça é não chegar atrasado, fico distraído, com a atenção voltada para não me atrasar e o tempo avança muito melhor do que, quando se arrasta num atraso, se liga, bom leit@r. O foda disso é que, quando o compromisso que temos se arrasta atrasado, aí, claro, ficamos fodidos) com o ônibus já ali, vou chegar na hora certa, eu pensei.
Isso era ali no Mergulhão, na Praça XV, e quando eu terminei de descer a escadaria e mergulhei na luz quebrada, enfraquecida do subterrâneo, onde tudo estava mergulhado, quer dizer, os automóveis no trânsito e as pessoas esperando nas filas de ônibus, virei para uma mulher mergulhada naquela fila e perguntei se aquele ônibus me deixaria no hospital.
A mulher, então, pegou e virou, virou, virou de costas pra mim.
Eu vinha num pique só e aquilo de a mulher não me ter dado atenção, de ela me ter embarreirado o pique, porque era uma dessas mulheres neurotizadas com a violência da cidade, me deixou sem paciência e eu fui lá pra frente da fila, achei um buraquinho em que eu pudesse gritar pro motorista se aquele ônibus me deixaria no hospital, ele respondeu que sim.
Então, voltei pro final da fila, pra trás da mulher neurotizada e fui sumindo com ela pra dentro do espremido do ônibus.
Aí, eu tinha ficado tão neurótico com a confusão de entrar, que minha cara deveria estar triste e como um homem tinha me ouvido gritar impaciente para o motorista se aquele ônibus passaria no hospital, ele deve ter pensado que eu estava doente e me ofereceu o lugar dele.
Claro, eu aceitei!
Que bom, eu pensei, (uma das coisas que me distrai a cabeça é não chegar atrasado, fico distraído, com a atenção voltada para não me atrasar e o tempo avança muito melhor do que, quando se arrasta num atraso, se liga, bom leit@r. O foda disso é que, quando o compromisso que temos se arrasta atrasado, aí, claro, ficamos fodidos) com o ônibus já ali, vou chegar na hora certa, eu pensei.
Isso era ali no Mergulhão, na Praça XV, e quando eu terminei de descer a escadaria e mergulhei na luz quebrada, enfraquecida do subterrâneo, onde tudo estava mergulhado, quer dizer, os automóveis no trânsito e as pessoas esperando nas filas de ônibus, virei para uma mulher mergulhada naquela fila e perguntei se aquele ônibus me deixaria no hospital.
A mulher, então, pegou e virou, virou, virou de costas pra mim.
Eu vinha num pique só e aquilo de a mulher não me ter dado atenção, de ela me ter embarreirado o pique, porque era uma dessas mulheres neurotizadas com a violência da cidade, me deixou sem paciência e eu fui lá pra frente da fila, achei um buraquinho em que eu pudesse gritar pro motorista se aquele ônibus me deixaria no hospital, ele respondeu que sim.
Então, voltei pro final da fila, pra trás da mulher neurotizada e fui sumindo com ela pra dentro do espremido do ônibus.
Aí, eu tinha ficado tão neurótico com a confusão de entrar, que minha cara deveria estar triste e como um homem tinha me ouvido gritar impaciente para o motorista se aquele ônibus passaria no hospital, ele deve ter pensado que eu estava doente e me ofereceu o lugar dele.
Claro, eu aceitei!
Quarta-feira, Novembro 18, 2009
O implicante Senhor Mavinho voltou nada implicante:
"No ano em que Luís Capucho veio para Curitiba, tive a honra de poder cantar uma de suas canções. Embora eu não seja cantor, a beleza real da música não depende disso, apenas que a sua mensagem seja entendida.
E a mensagem é bem simples: todos nós somos peixes, e queremos achar alguém especial para nadar ao nosso lado."
Senhor Maven.
E a mensagem é bem simples: todos nós somos peixes, e queremos achar alguém especial para nadar ao nosso lado."
Senhor Maven.
Terça-feira, Novembro 17, 2009
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Fiz duas novas músicas com letras de Marcos Sacramento, meu parceiro mais antigo.
Fiz “Azarão” e “Dentro de Mim”.
E, ontem, na casa de Pedro, Simone estava com um pandeiro e ficamos brincando e, aí, quis gravar pra mostrar pro Sacramento, mandar por e-mail.
Na brincadeira, Pedro aprendeu mais um pouco sobre o programa que usamos.
Cada aprendizado é mais um truque que melhora a edição da música, o seu resultado final.
E, agora de manhã, li uma entrevista de um escritor chamado Paulo Lins, no Verbo21, site de cultura baiano, e me lembrei de minha infância.
Dorinha veio limpar minha casa.
Está um dia gostoso em Nikity. Sem sol.
Estou fazendo feijão. Ainda preciso me organizar melhor sobre fazer comida.
Eu já tinha pensado na minha infância de noite e também nessa madrugada, antes de ler a entrevista do Paulo Lins, mas a entrevista reavivou a lembrança.
A lembrança é só como a ponta de um iceberg, porque a infância mesmo está submersa e não emergirá, a não ser que eu invente.
Vejam as letras:
AZARÃO
Falei de amor, abri o coração
Joguei no ar o bafo
Do que, pra mim, era razão
A razão me arrasou
A razão me arrasou
Os passos, todos eles
Pedaços de rua
Becos, becos, becos
Pedaços de amor
A razão me arrasou
A razão me arrasou
Agora indo ali
Indo em frente, ali
Sem amor
Abafar o tempo
Rever os pedaços
Pedaço s de rua
Desabafo:
A razão me arrasou
A razão me arrasou
Azar da razão
Ali na frente deve ter amor
Ali no tempo da frente
Ali no vento
Dali da frente
Do pedaço de rua
Ali a diante tem amor
A razão me arrasou
A razão me arrasou
Azar da razão.
DE NTRO DE MIM
A bagunça do meu peito
Do fundo do peito
Que é o leito da bagunça
Não tem jeito
O que foi feito de mim?
Quem abrirá a cortina
Da íris enfumaçada
Esse embaço de memória
O peito
Quem descortina?
Quem disse que era pra fechar
Por causa da bagunça?
Quem é esse que manda fechar?
Descortina-se o fundo do peito
Pra que eu chegueO rei da bagunça
E a íris apontada pra você.
Fiz “Azarão” e “Dentro de Mim”.
E, ontem, na casa de Pedro, Simone estava com um pandeiro e ficamos brincando e, aí, quis gravar pra mostrar pro Sacramento, mandar por e-mail.
Na brincadeira, Pedro aprendeu mais um pouco sobre o programa que usamos.
Cada aprendizado é mais um truque que melhora a edição da música, o seu resultado final.
E, agora de manhã, li uma entrevista de um escritor chamado Paulo Lins, no Verbo21, site de cultura baiano, e me lembrei de minha infância.
Dorinha veio limpar minha casa.
Está um dia gostoso em Nikity. Sem sol.
Estou fazendo feijão. Ainda preciso me organizar melhor sobre fazer comida.
Eu já tinha pensado na minha infância de noite e também nessa madrugada, antes de ler a entrevista do Paulo Lins, mas a entrevista reavivou a lembrança.
A lembrança é só como a ponta de um iceberg, porque a infância mesmo está submersa e não emergirá, a não ser que eu invente.
Vejam as letras:
AZARÃO
Falei de amor, abri o coração
Joguei no ar o bafo
Do que, pra mim, era razão
A razão me arrasou
A razão me arrasou
Os passos, todos eles
Pedaços de rua
Becos, becos, becos
Pedaços de amor
A razão me arrasou
A razão me arrasou
Agora indo ali
Indo em frente, ali
Sem amor
Abafar o tempo
Rever os pedaços
Pedaço s de rua
Desabafo:
A razão me arrasou
A razão me arrasou
Azar da razão
Ali na frente deve ter amor
Ali no tempo da frente
Ali no vento
Dali da frente
Do pedaço de rua
Ali a diante tem amor
A razão me arrasou
A razão me arrasou
Azar da razão.
DE NTRO DE MIM
A bagunça do meu peito
Do fundo do peito
Que é o leito da bagunça
Não tem jeito
O que foi feito de mim?
Quem abrirá a cortina
Da íris enfumaçada
Esse embaço de memória
O peito
Quem descortina?
Quem disse que era pra fechar
Por causa da bagunça?
Quem é esse que manda fechar?
Descortina-se o fundo do peito
Pra que eu chegueO rei da bagunça
E a íris apontada pra você.
Domingo, Novembro 15, 2009
Para Pegar, vídeo do Pedro, anuncia o CD Cinema Íris, no Cronópios, de Sampa:
Nas vezes em que Pedro faz comida aqui em casa, ele diz:
- O arroz está chegando, ele já pegou o 30. Em quinze minutos estará na mesa.
Então, o Cinema Íris já esteve na coluna do Tarik de Souza, do Jornal do Brasil e na Discolândia, do Antônio Carlos Miguel, n’O Globo.
E já foi anunciado no 3º Festival da Canção, em São Luiz do Paraitinga, nos shows esporádicos que fiz com Baiano ou Marcolino.
Em seu périplo de anunciação, já passou pelo Goiabada, blog da Luciane, pelo On the Rocks, do Tarcísio, vai estar no Verbo21 de Salvador, e o Pipol a meu pedido, anunciou no Cronópios, de Sampa.
Veja outra vez, silencioso leit@r:
http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=4290
- O arroz está chegando, ele já pegou o 30. Em quinze minutos estará na mesa.
Então, o Cinema Íris já esteve na coluna do Tarik de Souza, do Jornal do Brasil e na Discolândia, do Antônio Carlos Miguel, n’O Globo.
E já foi anunciado no 3º Festival da Canção, em São Luiz do Paraitinga, nos shows esporádicos que fiz com Baiano ou Marcolino.
Em seu périplo de anunciação, já passou pelo Goiabada, blog da Luciane, pelo On the Rocks, do Tarcísio, vai estar no Verbo21 de Salvador, e o Pipol a meu pedido, anunciou no Cronópios, de Sampa.
Veja outra vez, silencioso leit@r:
http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=4290
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
Depois que eu almoçar, irei ao DETRAN.
Vou a pé...
Será uma caminhada boa pela Noronha Torrezão, uma rua feia e de trânsito intenso que dá a volta pelo Cubango até ao Fonseca, onde está o DETRAN.
Minha decisão de ir a pé é um tanto sem sentido, mas é isso, o único sentido é chegar ao DETRAN e resolver o erro de identidade.
E combinei com Simone e Pedro de, mais à tardinha, sentar num bar de São Domingos para ficar conversando, os três.
Não gosto mais de beber nem de clima de boteco, não sou extrovertido e não falo alto. Não tem que fazer sentido...
Que coisa!
Vou a pé...
Será uma caminhada boa pela Noronha Torrezão, uma rua feia e de trânsito intenso que dá a volta pelo Cubango até ao Fonseca, onde está o DETRAN.
Minha decisão de ir a pé é um tanto sem sentido, mas é isso, o único sentido é chegar ao DETRAN e resolver o erro de identidade.
E combinei com Simone e Pedro de, mais à tardinha, sentar num bar de São Domingos para ficar conversando, os três.
Não gosto mais de beber nem de clima de boteco, não sou extrovertido e não falo alto. Não tem que fazer sentido...
Que coisa!
Quinta-feira, Novembro 12, 2009
Comecei a fazer outras carinhas.
Preciso ir ai DETRAN consertar minha identidade que ficou errada.
O atendimento público no Brasil é feito com muita má vontade, muita gente burra trabalhando e fizeram minha identidade errada pela segunda vez.
Preciso saber onde coloquei minha certidão de nascimento...
Preciso ir ai DETRAN consertar minha identidade que ficou errada.
O atendimento público no Brasil é feito com muita má vontade, muita gente burra trabalhando e fizeram minha identidade errada pela segunda vez.
Preciso saber onde coloquei minha certidão de nascimento...
Quarta-feira, Novembro 11, 2009
Com o calor, todos vão pra rua que fica cheia, todos os lugares públicos ficam mais cheios e a gente tem de ficar nas filas pra tudo que se queira.
A cidade de Nikity ta ficando super lotada, bom leit@r.
Acordamos bem cedo para exames e a cidade já estava muito cheia, e o Rio de Janeiro, onde fomos fazê-los, mais cheia de gente ainda.
Daí, que eu adoro ficar em casa...
A cidade de Nikity ta ficando super lotada, bom leit@r.
Acordamos bem cedo para exames e a cidade já estava muito cheia, e o Rio de Janeiro, onde fomos fazê-los, mais cheia de gente ainda.
Daí, que eu adoro ficar em casa...
Terça-feira, Novembro 10, 2009
Kali mandou e-mail falando da Dustygroove, vejam bons leit@res:
"Olá galera,Fiquei tão feliz que queria partilhar com vocês minha alegria: Vendi 4 cds "parada cardíaca" para esta distribuidora, a dustygroove, através de minha parceira Suely Mesquita (tem o cd dela e do Glauco Lourenço tb no site). Seguem o link e a tradução da crítica.
bjsKalic"
http://www.dustygroove.com/item.php?id=bk2c3vyknj&ref=index.php&anchor=499172
“um disco sonoramente tão impactante como a imagem de kali lambuzada de tinta na capa. Ritmos funkeados, vocais expressivos e algumas produções realmente offbeat -- quase como um olhar brasileiro nos tipos de groove que andamos usando desde Tru Thoughts. Há uma influência do hip hop na produção, mas o disco não é de hip hope, mas uma extrapolação de sua essência, levada aos territórios do funk e mixado com ótima instrumentação acústica que quase representa uma segunda geração da grande onda de música brasileira que amamos em artistas como Otto ou Lenine. Como no caso desses dois, aqui também há instrumentação acústica suficiente para dar um chão e os vocais de Kali são inegavelmente charmosos, expressivos, além dos limites do idioma, com um calor que humaniza o disco.”
"Olá galera,Fiquei tão feliz que queria partilhar com vocês minha alegria: Vendi 4 cds "parada cardíaca" para esta distribuidora, a dustygroove, através de minha parceira Suely Mesquita (tem o cd dela e do Glauco Lourenço tb no site). Seguem o link e a tradução da crítica.
bjsKalic"
http://www.dustygroove.com/item.php?id=bk2c3vyknj&ref=index.php&anchor=499172
“um disco sonoramente tão impactante como a imagem de kali lambuzada de tinta na capa. Ritmos funkeados, vocais expressivos e algumas produções realmente offbeat -- quase como um olhar brasileiro nos tipos de groove que andamos usando desde Tru Thoughts. Há uma influência do hip hop na produção, mas o disco não é de hip hope, mas uma extrapolação de sua essência, levada aos territórios do funk e mixado com ótima instrumentação acústica que quase representa uma segunda geração da grande onda de música brasileira que amamos em artistas como Otto ou Lenine. Como no caso desses dois, aqui também há instrumentação acústica suficiente para dar um chão e os vocais de Kali são inegavelmente charmosos, expressivos, além dos limites do idioma, com um calor que humaniza o disco.”
Domingo, Novembro 08, 2009
Combinamos de ir à praia.
Pedro, agora, tem um pé de pato e uma máscara daquelas com um caninho pra respirar.
Eu nem entro n’água. Fico na sombra de uma amendoeira olhando pra beira do mar cheio de ondas, pras faíscas de luz do sol na água, pra festa de pessoas deitadas na areia, conversando, tudo muito alegre, e pros vultos de montanhas do outro lado da água, no Rio de Janeiro.
Eta, sô!
Pedro, agora, tem um pé de pato e uma máscara daquelas com um caninho pra respirar.
Eu nem entro n’água. Fico na sombra de uma amendoeira olhando pra beira do mar cheio de ondas, pras faíscas de luz do sol na água, pra festa de pessoas deitadas na areia, conversando, tudo muito alegre, e pros vultos de montanhas do outro lado da água, no Rio de Janeiro.
Eta, sô!
Sábado, Novembro 07, 2009
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Tava uma noite muito linda, ontem, e fomos a um show, eu e Pedro, em que o Sacramento iria dar uma canja.
Voltamos tarde.
Hoje vai se repetir o verão lindo e vamos dar outra volta com Simone, à noitinha.
Conversar...
Voltamos tarde.
Hoje vai se repetir o verão lindo e vamos dar outra volta com Simone, à noitinha.
Conversar...
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
Muito calor em Nikity.
Adoro ficar em casa vendo o que tenho pra fazer, sem, necessariamente, fazer as coisas necessárias. Mas o calor que faz na minha casa é foda!
Eu tinha muita preocupação com minha mãezinha, que ficava em casa...
Mas, silencioso leit@r, onde é que está fresco?
Sim, nos bancos, nos shoppings, nas lojas, casas e ônibus mais chiques da zona sul, por causa do ar condicionado.
Antes, quando não havia ar condicionado, a sensação térmica do calor, no Rio, era menor. Hoje, que temos a possibilidade dele, parece bem mais quente a cidade. Ou, então, é minha casa, a casa que moro, é que é.
Já pensei em me mudar.
Mas o verão é apenas três meses e a casa nas outras estações é uma delícia!
É verão, não?
Sei lá...
Adoro ficar em casa vendo o que tenho pra fazer, sem, necessariamente, fazer as coisas necessárias. Mas o calor que faz na minha casa é foda!
Eu tinha muita preocupação com minha mãezinha, que ficava em casa...
Mas, silencioso leit@r, onde é que está fresco?
Sim, nos bancos, nos shoppings, nas lojas, casas e ônibus mais chiques da zona sul, por causa do ar condicionado.
Antes, quando não havia ar condicionado, a sensação térmica do calor, no Rio, era menor. Hoje, que temos a possibilidade dele, parece bem mais quente a cidade. Ou, então, é minha casa, a casa que moro, é que é.
Já pensei em me mudar.
Mas o verão é apenas três meses e a casa nas outras estações é uma delícia!
É verão, não?
Sei lá...
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Sol de rachar sobre Nikity City!
Sempre tenho a sensação de que algo precisa ser feito, preciso mudar alguma coisa, tenho essa sensação desde que deixei de ser uma garoto e acho que ela é a mãe de meu tédio.
Então fico tentando, inutilmente, achar um fio de meada que eu possa puxar e iniciar a mudança. Fico procurando uma idéia e não acho.
Vou lavar umas folhas de alface...
Sempre tenho a sensação de que algo precisa ser feito, preciso mudar alguma coisa, tenho essa sensação desde que deixei de ser uma garoto e acho que ela é a mãe de meu tédio.
Então fico tentando, inutilmente, achar um fio de meada que eu possa puxar e iniciar a mudança. Fico procurando uma idéia e não acho.
Vou lavar umas folhas de alface...
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Estivemos eu, Pedro e Vivianne em Japuíba, onde mamãe foi enterrada.
Estranhamente, matei um pouco da saudade.
Vi que a natureza, embora tivesse extinguido mamãe de nossa casa, deixou o vestígio do corpo de ossos tão cheio de lembranças, que ficar ali bem próximo ao túmulo foi como se tivesse outra vez a presença dela e o meu coração ficou acalentado, silencioso leit@r, porque ela estava ali, e as lembranças vieram e ela voltou pra mim, na minha cabeça, sei lá, esquisito falar assim...foi bom.
E o cemitério é numa colina na beira da cidadezinha, com árvores, vento, horizonte e os pássaros gritando e, aí, estou armando de ser enterrado ali também, quando eu morrer.
Que coisa!
Fora isso, a passeata gay foi muito legal, uma festa política, que a maioria dos viados não queria nem saber, embora isso em nada importe.
O Claudio Nascimento é um puta líder, eu acho!
Pedro tirou umas fotos, vejam, bons leit@res:

Estranhamente, matei um pouco da saudade.
Vi que a natureza, embora tivesse extinguido mamãe de nossa casa, deixou o vestígio do corpo de ossos tão cheio de lembranças, que ficar ali bem próximo ao túmulo foi como se tivesse outra vez a presença dela e o meu coração ficou acalentado, silencioso leit@r, porque ela estava ali, e as lembranças vieram e ela voltou pra mim, na minha cabeça, sei lá, esquisito falar assim...foi bom.
E o cemitério é numa colina na beira da cidadezinha, com árvores, vento, horizonte e os pássaros gritando e, aí, estou armando de ser enterrado ali também, quando eu morrer.

Que coisa!
Fora isso, a passeata gay foi muito legal, uma festa política, que a maioria dos viados não queria nem saber, embora isso em nada importe.
O Claudio Nascimento é um puta líder, eu acho!
Pedro tirou umas fotos, vejam, bons leit@res:

Domingo, Novembro 01, 2009
Ontem, Pedro editou o “Para Pegar”, que fizemos no show da Baden Powell, o show do Orgulho Gay.
Antes de pensar nas músicas que iríamos fazer, Baiano disse:
- Temos que escolher as músicas que vão ter a ver com o público GLBT - e acho que foi por isso que muitas senhoras de Copacabana, acostumadas a ver os shows da Sala Baden Powell, quando comecei a tocar, se levantaram e foram embora.
Ou, então, foram embora, sei lá por qual outro motivo. Vá saber.
Bem, muitas ficaram...
“Para Pegar” é uma música que fiz há muitos anos, quando eu ainda tinha aquela minha voz que não espantaria as senhoras de cabelos armados, porque era mais dentro de um padrão e tudo.
Pedro sugeriu, quando resolvemos colocar o "Para Pegar" no disco “Cinema Íris”, que usássemos também a voz antiga e, aí, Baiano fez uma edição, misturando as duas vozes, a velha e a nova, que ficou muito legal.
Para o show , não fizemos a mistura, mas na edição do vídeo, Pedro fez.
Para o meu silencioso leit@r que não viu, olha como ficou:
Antes de pensar nas músicas que iríamos fazer, Baiano disse:
- Temos que escolher as músicas que vão ter a ver com o público GLBT - e acho que foi por isso que muitas senhoras de Copacabana, acostumadas a ver os shows da Sala Baden Powell, quando comecei a tocar, se levantaram e foram embora.
Ou, então, foram embora, sei lá por qual outro motivo. Vá saber.
Bem, muitas ficaram...
“Para Pegar” é uma música que fiz há muitos anos, quando eu ainda tinha aquela minha voz que não espantaria as senhoras de cabelos armados, porque era mais dentro de um padrão e tudo.
Pedro sugeriu, quando resolvemos colocar o "Para Pegar" no disco “Cinema Íris”, que usássemos também a voz antiga e, aí, Baiano fez uma edição, misturando as duas vozes, a velha e a nova, que ficou muito legal.
Para o show , não fizemos a mistura, mas na edição do vídeo, Pedro fez.
Para o meu silencioso leit@r que não viu, olha como ficou:
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