quarta-feira, maio 09, 2012


Sobre o sentido do Ponto Máximo, Marcos Sacramento esclarece, misterifica, escreveu:
“O sentido está na poesia, ela própria.
Assim como o sangue escorrendo da perna,
A formiga errante (?) pelo muro
O preto & branco insistente

A força do sentido está no próprio poema

Mesmo que não concreto
Mesmo que não correto
Mesmo que não exista poesia alguma
Ou que vejamos poesia em toda parte
O sentido estará sempre no que for mais atávico e forte e desmesurado
Como a minhoca que come a mulher
Pra nos livrar de todo o mal.
Pra que fiquemos livres da mulher como a conhecemos e
Pra que nossas línguas possam recomeçar uma nova aventura.
Eis o sentido.
Sentido algum.
Mas que seja tão de dentro do nosso estranho ser
Que não caiba mais nenhuma alternativa
Que não seja livrarmo-nos dele.”

terça-feira, maio 08, 2012

Luís Capucho - Ponto Máximo


Pedi a Rafael Saar que me filmasse na escadinha sem saída do quintal de Pedro, cantando minha música Ponto Máximo, com letra de Marcos Sacramento. Então, ele, com o seu sorriso de gato, armou sua câmera na minha frente e me filmou. É uma letra bem ao estilo das músicas que eu e Sacramento fazíamos juntos na década de 80, quer dizer, aparentemente sem sentido, mas acho que tem. E é música feita na minha versão pós-coma, assim, dois acordes.
Coloquei essa música em meu primeiro CD, o Lua Singela, com arranjo do Rodrigo Campello. Todas as outras foram arranjadas pelo Paulo Baiano. E todas as outras têm um sentido mais direto.
O silencioso leit@r que conhece minha história pode notar minha alegria em conseguir dedilhar outra vez o violão numa música. E outra vez conseguir sutilezas no cantar que minhas sequelas vocais escondiam. Esse é o meu Ponto Máximo de agora.
Veja:


segunda-feira, maio 07, 2012


Peguei no facebook do Reserva+ 
as fotos de meu show com Baiano. Acho foto possível de tanta ficção, quanto a ficção possível com as palavras, embora fotografias tenham maior impressão de realidade. Quer dizer, silencioso leit@r, me reconheço nas imagens, mas me estranho também.

sexta-feira, maio 04, 2012


Ganhei um livro lindo, da Fernanda: O Gosto do Cloro, de Sebastien Vivés.
É a história de um rapaz que começa a nadar pra resolver uma escoliose e conhece uma garota. Essa história é contada em quadrinhos cor de água. Falei com Fernanda sobre meu Diário da Piscina, por isso ela me deu o livro. O livro é como o meu Diário. Embora meu diário tenha apenas e muitas palavras, me parece que ele seja tão colorido e mágico quanto o livro de Vivés. E tão triste quanto. 
Veja:

quarta-feira, maio 02, 2012


Avançando sobre “a alma encantadora das ruas” de João do Rio, flanando pelo Rio do início do século XX sob o ponto de vista de um intelectual “snob”, mas que tem simpatia pelo povo na rua.
Ou, não.
Fui.

terça-feira, maio 01, 2012

Yzalú / Desculpa Mãe - Facção Central


Sem querer, achei a flanela que não sabia onde tinha ido parar.
Num dia em que passei óleo de peroba em meu violão, coloquei-a na bolsa externa de sua capa e não me lembrava de tê-la colocado lá.
Curti muito esse vídeo da Izalu:

domingo, abril 29, 2012

Paulo Azeviche postou a entrevista que fiz com ele para Ô, Xavante, um jornal de sua universidade. Veja:
http://xavante.art.br/2012/04/28/entrevista-com-luis-capucho/

E Márcio Martins colocou no facebook uma foto que tirou no Reserva:



Valfredo me deu A Alma Encantadora das Ruas, do João do Rio e mais três filmes muito legais. Ontem vimos Morrer Como um Homem e Short Bus. Hoje veremos São Sebastião. Sobre A Alma Encantadora das Ruas, achei no youtube:

A alma encantadora das ruas - João do Rio

sábado, abril 28, 2012


Depois de Ópio, diário de uma desintoxicação, lendo O Gato por dentro, de Willian Burroughs. Estes livros me foram sugeridos pela leitura de Junky. Além disso, quando eu fazia minha comida na quinta-feira à noite, algum menino que tenha começado a comer uma amêndoa na rua detrás, decidiu lançar a bichana para o alto. A amêndoa mordida veio parar na minha área e bateu no vasculhante com um estampido tão estranho, que eu pensei que o botijão de gás estava para explodir. Mas era a amêndoa. Encontrei-a caída, sob o tanque.
E quando fui colher sangue na Fiocruz, na volta pra casa, ao passar pela estradinha arborizada que desce o morro onde está o laboratório, uma amêndoa caíu em cheio na minha cabeça.
Então, quando Sacramento foi correr na Praça Paris, trouxe uma amêndoa para mim.
Ele disse:
- Faça um breve para você, como aqueles que sua mãe fazia. Você tem agulha? – Mas, silencioso leit@r, não sei onde mamãe colocou suas agulhas...

quarta-feira, abril 25, 2012


Um pouco de rua, ontem, à noite.
Primeiro a penumbra da praça da Cinelândia, antes do encontro com o pessoal do Ton. Depois, a barraquinha de X Tudo, com Pedro, no terminal rodoviário de Nikity, antes de vir dormir.
Ton estava de passagem pelo Rio e aproveitou pra me conhecer, porque gosta de meus livros. Conversamos com intimidade...
Na barraquinha de X Tudo duas mulatas muito gostosas mostraram uma gravura de São Jorge para Pedro, amigas:
- Não é lindo, amor? – e foram embora.
Vida normal, extraordinária como ela é!
Fui.

terça-feira, abril 24, 2012


Finalmente, o livro do Jean Cocteau que Pedro comprou pra mim de um sebo de Porto Alegre, chegou. Comecei a ler e não é tão simples: outra época, outro país, outra cultura e outra consciência, já que o livro trata de uma desintoxicação de ópio. Cheguei a esse livro através do Junky, que Sacramento me deu de aniversário. O bom leit@r sabe, um livro leva a outro e é uma felicidade, quando isso dá certo, quer dizer, quando a gente consegue.
O livro chegou ao eu ter terminado O Encontro Marcado, do Fernando Sabino, que apesar de ser de outra época, é bem melhor apreendido, pois é bom livro de mineiro.
Fora isso, fiquei muito impressionado com a história do Alan Turing, quase uma versão real de “A Pele que habito”, do Almodóvar.
Fui.

domingo, abril 22, 2012

Assistimos Carmen e Amor Bruxo, ontem, dois filmes espanhóis, cujas histórias apresentam-se e desenvolvem-se dançadas por atores de dança flamenca, que é uma dança muito elaborada, ao mesmo tempo em que rude, violenta. A certa altura, comecei a achar meio ridículas a grande intensidade com que tudo se dava, quer dizer, bom leit@r, mesmo nas cenas em que tudo estava parado, não havia repouso, porque a gente via que dentro, os atores estavam tesos feito vara de bambu na beira do rio. Aí, quando um personagem ía chegando perto do outro, lá vinha ele trotando lento e de olhar duro, excitadíssimo e, aí, os encontros entre eles ficaram todos sem surpresa. Tudo muito cafona e bonito. Engraçado...

Fui.

sábado, abril 21, 2012

São Flores

Ouvindo São Flores, uma de minhas parcerias com Savannah, numa gravação comigo e ela nos violões, na voz dela, e guitarra de um de seus amigos do rock.

Vi no youtube que há uma outra música com o mesmo título, cantada por uma menina chamada Lorena Lima. Ai, meu deus!

Minha comunidade movimenta-se tipicamente no sábado. As crianças jogam bola no corredor e dentro das casas, televisão a todo volume.

Faz um tempo, Pedro editou um vídeo para São Flores. Eu mesmo havia feito um mais ao pé da letra, mas ficou proibitivo.

São Flores:

sexta-feira, abril 20, 2012

Dia de médico e fui surpreendido pela ausência dele. Em seu lugar uma médica me disse:

- Você já estava sabendo? Seu médico passou num concurso para o exército e serei eu quem te monitorarei de agora em diante. E, aí, receitou meus remédios e passou uns exames pra fazer... marquei todos eles, com exceção de um, que a Fiocruz não oferece.

Pedro comprou pelo computer um livro que lhe pedi. Já faz quase um mês e o bichano não chegou. Espero não ter levado um calote.

Fora isso, avancei bastante n’O Encontro Marcado, de Fernando Sabino. É um livro apaixonante!

quinta-feira, abril 19, 2012

quarta-feira, abril 18, 2012

  • É hoje!

Pocket-show de Luís Capucho - Voz e violão - acompanhado do Compositor Paulo Baiano, nos teclados. Apresentação de músicas de seu primeiro CD - Lua Singela - e pré-lançamento do segundo - Cinema Íris. 18 horas. Entrada Franca!

reserva +

Francisco Otaviano, 67 Galeria River, Arpoador, 22080040 Rio de Janeiro, Brazil

Roteiro:

1- Cinema Íris

2- Vai Querer?

3- Algo Assim

4- Peixe

5- Céu

6- Eu Quer Ser Sua Mãe

7- A Expressão da Boca

8- Maluca

9- Máquina de Escrever

10- A Música do Sábado