sábado, junho 02, 2012
sexta-feira, junho 01, 2012
Essa gravação que postei ontem de Mamãe me adora para
divulgação do livro de mesmo nome, é o melhor registro que tenho dessa música,
anterir ao meu coma, que me deixou com essa voz hard de cantor underground.
Foi um show que fiz com Naldo Miranda que tocou o segundo
violão, no extinto Café Laranjeiras, em junho de 1995. No final, me lembro de
minha surpresa ao ver o pequeno público do Café gritando e, no meio de tudo,
reconheci a voz do Fred. Vejam, ele grita: MA RA VI LHO SO!...rs.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
quinta-feira, maio 31, 2012
Mamãe me adora
Esse é o meu terceiro livro, que sai a inaugurar o selo Edições da meia-noite, da editora Vermelho Marinho. Mamãe me adora é um relato de viagem, uma narrativa que tem sido cara aos escritores da literatura ocidental, desde a antiguidade. Por esse motivo, quando pensei em escrever, mesmo achando esse um tema pretensioso, fui em frente. Também achei ser uma pretensão escrever sobre o tema, em se tratando de uma viagem a Aparecida do Norte, que é uma espécie de centro espiritual de nosso país. Mesmo assim fui em frente. O resultado foi um livro simples, sem a pretensão dos temas abordados, mas que me satisfez enquanto estória a ser contada, estória que eu precisava contar do jeito como eu contei.
Acho que é isso.
Apesar das sombras inerentes à toda luz, que meu leitor faça uma boa viagem!
Acho que é isso.
Apesar das sombras inerentes à toda luz, que meu leitor faça uma boa viagem!
Lançamento a ser realizado na Multifoco, em conjunto com meu segundo CD Cinema Íris, no dia 15 de junho de 2012 - 18 horas.
Avenida Mem de Sá, 126 - Lapa - Rio de Janeiro. Ouça:
quarta-feira, maio 30, 2012
segunda-feira, maio 28, 2012
bicho doméstico
A música Bicho Doméstico foi gravada por Ryta de Cassia, no CD de mesmo nome, no ano de 2002.
Ontem, estive lendo um papo de facebook, encabeçado pelo Chabrol, em que se falava dessa música e resolvi colocar no youtube minha versão, de onde a Ryta se baseou para fazer a dela.
Fiz essa música, ainda morava em Papucaia, para os garotos, que ao se tornarem rapazes, e por terem a compleição física mais robusta e maior que a minha, começavam a me tratar com vilipêndio, quando eu, vindo da escola, passava diante de suas casas e eles riam e gracejavam às minhas costas, depois de eu já ter passado, cabisbaixo, estonteado, rabo entre as pernas feito um vira-latas, mas arisco. Porque medroso, e faminto.
Ouça, bom leit@r, que coisa:
domingo, maio 27, 2012
sexta-feira, maio 25, 2012
Entre as pessoas que moram na rua, na Mariz e Barros, mora,
agora um negra gorda, que é, assim, uma versão feminina de um negro gordo,
também morador de rua, que sempre via na Cinelândia, fazendo ponto ali bem
próximo do Amarelinho. Já vi esse negro no centro de Niterói também, próximo à
Estação das Barcas, mas a mulher da Mariz e Barros nunca tinha visto, antes,
por aqui. Ela usa um dread que soma todo o cabelo atrás e outro dia, quando
passei por ela, sentada feito um guru indiano na calçada, vi que ela é ou
estava cheia de orgulho.
Então, continuei meu caminho pensando nisso, na vaidade que
uma pessoa pode ter por ser morador de rua, porque as feições dela era, sim, a
de quem estivesse envaidecida. Ou, então, quando passei, ela estivesse se
lembrando de algo que a tivesse envaidecido noutra época.
Também já vi moradores de rua que se parecem príncipes,
rainhas, todas essas pessoas que temos como superiores. Quer dizer, eu acredito
no individualismo.
Fui.
quinta-feira, maio 24, 2012
Na fila para o caixa, ontem, porque tinha comprado umas
coisas pro almoço, a madame veio entrando no mercado, e me perguntou:
- O senhor está na fila?
- Claro, que, sim! – eu disse. E depois, ela saiu
perguntando às pessoas atrás de mim, se estavam na fila. Quer dizer, o que a
madame queria? Fiquei pensando em como eu poderia ter sido mais paciente e me
senti culpado.
Já tinha reparado minha irritação, quando saí de casa e
reparei numa senhora que acompanhava sua mãe ao médico. Pude saber disso,
porque elas entraram no ônibus, no ponto do hospital da polícia. A senhora
tinha guardado alguma coisa no bolsinho do casaco de seu mãe. E toda hora
enfiava a mão no casaco, quer dizer, importunava a mãe por uma coisa que ela
poderia ter guardado no próprio casaco. Sei lá. Eu estava me irritando por nada.
É isso aí.
quarta-feira, maio 23, 2012
Temos mais um morador na casa de trás: o Ralf.
Nos primeiros dias ele chorava muito durante a noite e toda
a comunidade teve pena. Minha vizinha de janela deu-lhe banho e tornou-se
madrinha.
Tinha um coelhinho de pelúcia aqui em casa, acho que veio da
Austria, quando estive lá com Rubia.
Então, me lembrei do macaquinho do Fábio Fabricio Fabretti,
que ganhou outro macaquinho de pelúcia com que se agasalhar, e dei pro Ralf o
coelhinho, pra ver se ele não chorava tanto.
Não sei se o coelhinho, mas ele parou de chorar.
Ehhhhhhhhhhhh!
terça-feira, maio 22, 2012
Estamos na reta final para os lançamentos do Mamãe me adora
e do Cinema Íris. Será dia 15 de junho, na Multifoco. Os portões se abrirão às
18 horas. Às 20h faremos um curto show de apresentação do disco. Depois disso,
podemos ficar por lá até às 22 horas, que depois disso começa a balada de sexta
à noite, e, aí...
segunda-feira, maio 21, 2012
Cabelos bem curtinhos, outra vez.
Me lembro que, antigamente, quando deixava meus cabelos
curtos assim, e minhas expressões de rosto ficavam mais à mostra, ficava com a
impressão de que havia me deixado com cara de louco. Não sinto mais assim. Ou
porque tenha me afeiçoado às meus pensamentos loucos e por isso os tenha
deixado fora de dúvida, ao expressá-los na cara. Daí, minha cara é essa mesmo.
Ou porque a idade tenha, fisicamente, me trazido uma
definição precisa dos traços, quer dizer, a fragilidade de um rosto mais
jovem é que o deixava impreciso e louco.
Sei lá...mil coisas...
sábado, maio 19, 2012
Tentei afinar o violão da Ana, ontem, mas não consegui.
Fiquei perdido e desisti. Achei que não podia afinar a partir do ponto em que
ele estava, mas não quis começar do zero. Quer dizer, tinha que tirar as cordas e colocá-las nas tarrachas
certas e rodá-las para o lado certo. Para apertar cada uma das cordas, eu tinha
que rodar para um lado diferente. Além disso, elas estavam fora das tarrachas
de costume.Confusão total. Nuvem negra. Sexta à noite.
Depois, ela trouxe um afinador que não consegui entender...
Que coisa!
sexta-feira, maio 18, 2012
O Castelo - Show Luís Capucho e Luciana Pestano - IV
Fiz meu café e ficou gostoso.
Vontade de tomar mais, mas devo manter a decisão de diminuir.
Conversei com seu Valmir sobre o concerto da campainha e ele ficou de conseguir quem conserte.
Quando estivemos na casa da Kali, ela mostrou as roupas e as idéias que teve para filmar a nossa música “O Castelo”. E, agora, de manhã, revi o Xarlô cantando num show que fizemos com Luciana Pestano para o lançamento do Rato, em 2007:
quinta-feira, maio 17, 2012
Cássia Eller - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (cover)
Comecei a seguir sua pista de internet, depois que soube da amizade de Aleister Crowley com Fernando Pessoa. Então, depois de fazer relações muito pessoais com aquela pista que havia seguido antes, do fotógrafo Von Gloeden e Nino Cesarini, cheguei à capa do disco dos Beatles: Sgt Peppers. Tudo isso me envolve na lembrança de uma vida estranha, que não vivi e da qual me aposso maravilhado e por empatia absoluta. E, aí, silencioso leit@r, vi que em 2003, o artista pop Peter Blake, criador da tal capa, antes de morrer, fez uma atualização dela, incluindo artistas mais recentes, tipo, Amy Winehouse e Noel Gallagher. Foi quando cheguei à Cassia Eller cantando Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band com cenário de rosas inspirado na minha música Maluca. Muito bom!
Veja:
quarta-feira, maio 16, 2012
Fiz uma nova gravação de Camuflagem e mandei pro Tive.
Ando pelas ruas com, no espírito, algo parecido com
lembranças, mas acho que é desejo de estar em outro lugar. Estava vendo na
internet que Fernando Pessoa também esteve ligado a Aleister Crowley. Telefonei
pra Sacramento, e depois soube que ele está na Itália. Achei essa notícia sobre
sua viagem:
“Marcos Sacramento viajou para Itália onde faz duas
apresentações com o pianista Stefano Bollani e com o bandolinista Hamilton de
Holanda. Os shows acontecem nos dias 16 e 17 de maio no tradicional Teatro
Ristori, em Verona. Na
volta Sacramento, que tem shows agendados no Rio e em Belo Horizonte e
segue participando das apresentações do projeto "Em Cantos do Rio" ao
lado de nomes como Haroldo Costa, João Carlos Assis Brasil, Márcio Gomes, Áurea
Martins, Claudette Soares entre outros. Marcos ainda prepara o lançamento do CD
Todo mundo quer amar em parceria com o violonista Zé Paulo Becker. O álbum, que
sai pelo selo paulistano Borandá Discos, tem parcerias inéditas de Zé Paulo com
Paulo César Pinheiro.”
terça-feira, maio 15, 2012
Ontem, na saída da farmácia, um senhor olhava para a chuva
fina caindo sobre as árvores da rua. Parei ao lado, porque estava sem meu
guarda-chuva e, não querendo me molhar, fiquei olhando também.
Eu disse:
- O senhor acha que essa chuva vai parar?
Concentrado em suas próprias lembranças e sem me olhar, o
senhor respondeu:
- Não, não vai parar. Se ainda fosse na parte da manhã,
podia ser. Mas essa chuva, assim, que vem à tarde, costuma ser demorada.
E, aí, como o silencioso leit@r daqui de perto sabe, choveu
até à noite e acho que a noite toda choveu.
Fui.
Outra coisa: também, ontem, conseguimos decidir que os
lançamentos do disco Cinema Íris e do livro Mamãe me adora será realizado no
dia 15 de junho, na Multifoco!
domingo, maio 13, 2012
Fiz música sobre um dos poemas do Tive, que conheço já
há alguns anos de internet, porque o Tive é espanhol e mora numa cidade do
interior espanhola. Eu não sabia que Tive era escritor de poemas. Outro dia
recebi um e-mail seu, avisando estar finalista de um concurso literário que lhe
daria um prêmio em
dinheiro. Então me mandou uns poemas. E, agora, está
finalista de outro prêmio importante, o XLIV Premio Internacional de Poesia"Hermanos Argensola".
Musiquei um dos poemas que me mandou da primeira vez.
O poema está escrito na língua do Tive e, claro, fiz
adaptações para a língua portuguesa para colocar minha melodia.
Faz parte de um conjunto de outros e ei-lo, aí:
“Leo en la
biblioteca
que los insectos del Amazonas adoptan el color
de su entorno para ocultarse
de los depredadores.
Estoy satisfecho por aprender
algo nuevo,
aunque no puedo evitar la melancolía
de saber que nunca
iré a la selva.
Cerca de casa,
crecen unas margaritas silvestres.
Como de costumbre, tomo una flor del tallo
pero, en el momento de arrancarla,
me parece observar un movimiento.
Una pequeña araña amarilla
se hace visible en el borde de un pétalo
y de inmediato vuelve a esconderse.
Con el arrobo de un niño
en su primera comunión,
me digo muy adentro:
camuflaje.”
que los insectos del Amazonas adoptan el color
de su entorno para ocultarse
de los depredadores.
Estoy satisfecho por aprender
algo nuevo,
aunque no puedo evitar la melancolía
de saber que nunca
iré a la selva.
Cerca de casa,
crecen unas margaritas silvestres.
Como de costumbre, tomo una flor del tallo
pero, en el momento de arrancarla,
me parece observar un movimiento.
Una pequeña araña amarilla
se hace visible en el borde de un pétalo
y de inmediato vuelve a esconderse.
Con el arrobo de un niño
en su primera comunión,
me digo muy adentro:
camuflaje.”
sexta-feira, maio 11, 2012
Terminei A alma encantadora das ruas, do João do Rio.
Ao terminar de ler, minha impressão mudou, quer dizer, não
tenho mais dúvida se curte ou não o povo nas ruas. É-lhe indiferente. É um
repórter e, talvez, a simpatia esteja apenas por escolher falar da canalha.
Termina o livro com o assunto mais legal: a descrição dos
prisioneiros homens, mulheres e crianças da cidade, no início do século XX.
Fui.
quinta-feira, maio 10, 2012
Poema do Tive:
PERGUNTAS À UM MARINHEIRO RUSSO
Há um marinheiro preso
dentro de um submarino
debaixo do gelo do Ártico.
Eu preciso urgentemente
falar com ele
só pra ele me esclarecer
uma dúvida
lingüística:
os submarinos,
afundam?
soçobram?
Ele é o único superviviente
da tripulação,
assim é que é primordial
me comunicar com ele
antes de ele morrer.
Dentre todos os idiomas do
mundo,
ele só fala russo.
Eu, por desgraça,
também nao posso lhe compreender.
Assinar:
Postagens (Atom)



