Quero agradecer a todos que me felicitaram pelo aniversário. Na verdade, os 60 anos não me pegaram muito bem. Penso que eu esteja fazendo tudo certinho mas, por exemplo, os pés incharam, o olho estragou, o meu édipo inteiro brotou na carcaça, tipo, a carne é fraca. Fora isso, como todos, vou aqui, lento, reorganizando o circo, de verdade, Amor!
quarta-feira, março 30, 2022
domingo, março 20, 2022
terça-feira, março 08, 2022
Com essa
minha cara carrancuda e triste, faço 60 anos neste mês. Atrás de mim um
autorretrato e uma das minh’As Vizinhas de Trás – autorretrato. Ainda estou no
começo de ser chamado de Seu Luís e isso tem combinado com o prazer de me
sentir um cara adulto, que é uma coisa que sempre admirei muito, mas que não me
sentia. Esse assunto tem a ver com uma explanação de texto que a foto deixou
desnecessária. Bom dia!
sexta-feira, março 04, 2022
Cinema Orly - Cloves Ferreira entrevista luís capucho
Me lembro de
uma vez ter-me encontrado com o professor Barcelos e, sobre o Cinema Orly, ele
me disse que o livro que eu tinha escrito era um livro muito sério. Na hora,
não entendi muito o que ele estava dizendo, porque tinha sido tão delicioso
escrever que ficou difícil ligar delícia e seriedade. Mas depois, porque se
passaram os anos, entendi. E fico feliz demais com o caminho que o livro vai
fazendo.
Anteontem,
um rapaz da Paraíba, na verdade, segundo ele, um paraibucano, Cloves, me pediu
uma entrevista para um trabalho escolar e fizemo-la ao vivo, no seu instagram.
Subi no youtube, porque subo tudo lá.
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esqueça, inscreva-se no canal para receber as notificações, faça-me popular!
terça-feira, fevereiro 22, 2022
Em dezembro último,
nós voltamos ao Seminário de Jerônimo Monteiro, ES, onde morei com mamãe no ano
de 1970, quando eu estava com oito anos de idade. 1970 foi o primeiro ano de
funcionamento do Seminário e ele tinha suas paredes todas cheirando à tinta
nova. Eram paredes branquinhas, mas havia uma delas pintada de verde-abacate.
Quando
chegamos e vi o Seminário do mesmo jeito como era em 1970, chorei
incontrolável. Não havia mais a parede verde-abacate e as árvores que não
haviam, estavam todas maduras, sombreando o pátio.
Pedro
registrou:
segunda-feira, fevereiro 21, 2022
escuta/ Luis Capucho
domingo, fevereiro 20, 2022
quinta-feira, fevereiro 17, 2022
Nado há
muitos anos. Nadar tornou-se a fisioterapia para minhas sequelas motoras. Outro
dia, tive uma experiência com correr e meu pé direito inchou para caramba e
doeu muito. Minhas sequelas foram severas, saí do hospital numa cadeira de
rodas e fiz muito exercício para treinar a caminhada outra vez. Todas essas
coisas estão sinalizadas no filme Peixe, do Rafael Saar. Que me mandou uma fato
das gravações:
segunda-feira, fevereiro 14, 2022
Uma conversa
em que a gente não tem fluxo, porque eu nem tenho fluxo em conversas de um modo
geral. E se fosse um jogo de futebol, eu não seria um goleador, nem um jogador
desses que dão bons passes. Como se dizia nas vezes em que, em pequeno, joguei
por ser o dono da bola, sempre fui assim um pereba.
Sendo assim,
tenho arrumado outros modos de me socializar. Nem mesmo era bom nas mesas de
bar, porque o tanto que a cerveja me desinibiu, desinibiu aos outros copos em
triplo, ao cêntuplo.
Porque
também, não é apenas inibição. Porque ela mesma causa um retardo, um lance que
a gente só vai sacar quando o fluxo da conversa já está lá na frente e ficou
tarde pra mim.
Fora isso,
os muitos fluxos que não nos suga. Nesse aí, eu não vou.
Fui.
quarta-feira, fevereiro 09, 2022
Enquanto os indígenas da terra Caru, no Maranhão, montam sua
guarda florestal e no ano de 2050 pedem sua independência do território
brasileiro, Linda Evangelista é tímida. No tempo que durou a permanência dos
visitantes do Pedro, Linda ficou no meu apezinho, enfurnou-se embaixo do
altarzinho de mamãe. Fosse ela uma guajajara e as visitas não teriam vida
fácil. É tempo de luta galera, bora nos juntar à tropa Krikati! Vamos ser
livres em 2050! Vamos ser livres, agora!
terça-feira, fevereiro 08, 2022
Uirá Bueno e Vovô Bebê gravando Homens Machucados
Não me
lembro direito, mas há alguns anos atrás fui eu quem deu a ideia pro Rafael de
um filme sobre o meu universo artístico. Mas foi ele quem deu o nome, Peixe.
Agora são os
alinhavos finais. Ontem, o Uirá Bueno fez um streaming no Instagram dele
gravando, com o Vovô Bebê, a bateria para a versão que está no filme para a
música Homens Machucados. É muito lindo vê-los construindo a música e ouvindo
depois o resultado, despreocupados. Baixei aqui no computer o registro
lindíssimo pra guardar e subi no meu canal do youtube pra quem gostar de ver.
Não esquece.
Se inscreve lá pra estar a par das novidades:
quarta-feira, fevereiro 02, 2022
Então,
continuando o assunto de perder o trem, de roupa nova, esse é um assunto que
também me lembra de minha tia Elisa, que não gostava de ir à igreja, porque na
igreja todos olhavam pra ela, de roupa lavada e passada e cheirosa e roupa mais
nova que todas as outras suas roupas, porque essa era usada às vezes, no domingo,
apenas, quando ela conseguia ir e deixar que todos a olhassem.
terça-feira, fevereiro 01, 2022
Tinha uma
música que o pessoal de Minas cantava antigamente que era uma coisa de perder o
trem, ao mesmo tempo estar de roupa nova, não me lembro bem se eram duas
músicas em momentos diferentes, mas para mim, na minha cabeça eu punha essas
informações no mesmo contexto e, agora, me aparecem juntas, lá se foram bem
mais de vinte anos.
É que quando
a gente está de partida, a gente se arruma, ne. E se a gente vai perder o trem,
a gente vai perdê-lo de roupa nova ou, se não, ao menos, a gente vai estar com
um visual diferente, porque as viagens são tidas como situações especiais e
ninguém vai fazer uma viagem, assim, de qualquer jeito, tem sempre uma
preparação pro visual da gente, sei lá, e vai ser de um modo diferente do comum
que a gente vai perder o trem.
É isso!
domingo, janeiro 23, 2022
As coisas na
casa vão se enchendo de poeira e no mês passado fiz uma visita ao Seminário de Jerônimo
Monteiro que me fez chorar. Além disso, por causa das visitas do Pedro, Linda
Evangelista tem se escondido no armário que suspende o altarzinho de mamãe e
esses detalhes juntos são pontas de um iceberg imenso. Também está na
superfície o som do domingo que vem das casas do bairro e estou mergulhado
nisso sem que as palavras saibam explicar, elas não dizem, apenas compõem mais
um pedaço da ponta do iceberg.
terça-feira, janeiro 18, 2022
Dez quatrilhões - cifra
Fizemos esta
música, eu e Felipe Abou.
Quando me
mandou a letra, disse:
- Fiz uma
letra impossível – e peguei.
Gostei
demais dela. Não tenho muita noção das coisas que faço – no caso, musiquei a
letra dele - e encano com uns detalhes, principalmente, se o caminho que a
melodia abre está em boas condições de passar, se não tem os buracos, depois,
vejo que somente eu estou vendo, só eu tou empacando.
No fim, veja:
segunda-feira, janeiro 17, 2022
Leda Lessa - Bruta (cantado)
Andei
ouvindo umas músicas antigas minhas, gravadas em fita cassete nos anos 80 e
achei bonito pra mostrar, queria fazer um disco delas, escolher algumas e fazer
um disco, na verdade, já escolhi 6 delas. Daria para fazer vários discos de 6 músicas,
porque são muitas. E é uma coisa diferente do que fizemos com o disco Antigo,
porque essas não são de show, mas músicas que eu gravava em casa ou em casa de
amigos, voz e violão puros, e que não tiveram circulação, como aconteceu com o
Antigo.
Uma das que escolhi
dentre todas, e que descobri estar registrada entre as outras, é a Bruta, que
Leda Lessa me deu a alegria de relembrar no meu #festivalintimo.
Veja:
quinta-feira, janeiro 13, 2022
O que vou
escrever pode parecer difícil, porque é uma intuição, não tem conhecimento
objetivo nisso. Irei fazer 60 anos daqui a dois meses. É um número redondo,
além de 2022 se arredondar com o ano em que eu nasci, 1962.
Tudo múltiplo
de 3? Acho que, sim.
Sinto como o
ano em que nasci, como se eu novamente estivesse no meu ano 0 e pudesse pegar
qualquer direção a partir da posição em que estou.
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