terça-feira, agosto 21, 2012


Neno vai melhorando.

Já conseguiu pular na mesa do computer, onde gosta de ficar artapalhando a gente que tecla, e comeu um pouco de ração.

Está quietinho sob minha cadeira e daqui a pouco vai tomar remédio.

Ontem, tentou fugir, mas quando viu que estava ainda fraco, voltou de cabeça baixa e entrou portão adentro.

Pedro está estranhando o miado diferente. A voz mudou. É uma voz ainda adoentada, fraca e grave.

O dia está lindo e agosto está nos deixando.

É isso!

segunda-feira, agosto 20, 2012

Estou no Pedro para cuidar de Neno.
Depois de ter se alimentado um pouco e de ter melhorado seu aspecto, o bichano repousa na cama de Pedro, onde tem passado as noites, desde que reapareceu.
Veja:

domingo, agosto 19, 2012

Neno voltou pedindo ajuda!
Quando chegou, chegou falando muita coisa, com um miado diferente, uma voz estranha, encolhido no mato à frente da casa. Fui, imediatamente, muito feliz e solícito, com as tigelinas de água e comida, mas não era disso que ele falava. Então, me esgueirei entre as folhas e galhos de mato, e, aí, bom e quieto leit@r, fiz carinho nele. Não era bem o que queria, mas aceitou. Está pêlo e osso. Medicado e se recuperando.
Veja:

sábado, agosto 18, 2012


Tenho muita dificuldade com as coisas práticas da casa.
Eu me lembro, de ficar criticando o F., porque ele não sabia fazer nada com as mãos. Mas sou um pouco assim. Entro em verdadeiro e absoluto desespero ao ver minha casa ir se bagunçando e ver que não consigo mover um dedo pra organizá-la de volta. E, aí, silencioso leit@r, chamo a Dorinha.
A única coisa que faço com gosto, são as coisas de minha cozinha: lavar a louça e fazer minha comida. Mas depois que outra das trempes do fogão estragou, abandonei também esse pedaço da casa a sua própria sorte e tenho me restringido à leitura do Henry Miller. Não sei até quando vou sustentar uma situação destas.
Agora, meu fogão está apenas com as duas bocas traseiras funcionando. Alguém precisa consertar, mas não encontro alguém que saiba! O filho da Vizinha da Frente é vendedor de gás, mas nem com ele consegui uma pessoa.
Estou falando essas coisas, porque sei que as casas são caixas que precisam ser arrumadas e conservadas, e porque a gente tem um corpo que precisa estar abrigado, guardado na caixa.
Eu, quando passo pela Mariz e Barros, em direção à praia, fico vendo as pessoas, rapazes e moças e senhoras e senhores e crianças que, num momento de desespero absoluto e verdadeiro, ou de desamparo, sem ter mais onde se agarrar, penso terem escolhido viver sem uma casa. Ter uma não é realmente coisa fácil. Somos naturalmente egocêntricos e não cuidamos da vida dos outros, você sabe.
E, então, esse povo que não consegue ter uma casa, bagunçada que seja, para se acomodar, quer dizer, a loucura de escolher viver ao léo e à míngua, dependendo de migalhas que as pessoas a passar pela rua, resolva jogar pra gente, não é em nada melhor.
Daí, silensioso leit@r, é que entendo as pessoas que escolhem pelo suicídio!
Sem corpo, sem nada!
Fui!

sexta-feira, agosto 17, 2012


Triste com o sumiço do Neno. Ele estava com anorexia.
Suas lembranças tornaram-se muito tristes, dolorosas.
Culpa de não ter conseguido fazer nada.
Eu estava amarrado?
O que se pode fazer, quando a morte se aproxima?
Fui.

quinta-feira, agosto 16, 2012

Prisoner of Love


Além de amar escritores como o sueco August Strindberg e o russo Fiodor Dostoievsky, Henry Miller ama a duas mulheres que se amam entre si e moram os três no mesmo apartamento. Foi quando descobriu que uma das mulheres é mentirosa a respeito de si própria.

quarta-feira, agosto 15, 2012


No ínício o Nexus, de Henry Miller, andou me jogando pra fora dele, mas, agora, nessa altura da leitura, embora ainda continue a me lançar outras pistas, estou por demais envolvido em sua estrada e fico afundado em seu lodo. O problema agora é que ele tornou-se um homem muito diferente de seus pais e, no entanto, não consegue negar-se a aceitar ir para o almoço de natal em família.
É isso.

terça-feira, agosto 14, 2012

Walter Pater Quotes


Ainda nas pistas que saem do livro de Henry Miller e o bom leit@r não me pergunte qual caminho fiz, quer dizer, não me lembro como ou porque, cheguei ao escritor inglês Walter Pater, tutor de Oscar Wide.
Veja:

segunda-feira, agosto 13, 2012

Cathy Berberian Yesterday


Retomei a leitura do Nexus, de Henry Miller. A partir de sua leitura, seguindo pistas cheguei à cantora Cathy Berberian, que alguns acham tresloucada, mas li em algum lugar na net, que ela era adorada pelos beatnicks. 
Vejam:

sábado, agosto 11, 2012


Acordei muito tarde, hoje.
Tenho um livro aqui separado, que encontrei por um real numa ruazinha de Botafogo: Nexus, de Henry Miller. Comecei a ler e estava muito envolvido, mas, aí, a quinta-feira me tirou todo envolvimento. Quero retomar.

sexta-feira, agosto 10, 2012

Aconteceu tudo diferente do lançamento que havíamos planejado na livraria Cultura. Primeiro eu fiquei com muita vergonha de meus convidados, vergonha de meus amigos que me ajudaram com tanto amor a preparar tudo o que imaginamos e me deu vontade de chorar, e, aí, eu chorei, porque a livraria Cultura cancelou o evento, por uma questão de burocrocia com relação aos prazos de chegada de livros e discos, o prazo que a livraria havia estipulado para a chegada deles, de modo que a seu ver o lançamento pudesse acontecer. Depois, a minha vergonha foi sendo substituída por uma enorme decepção e fiquei sentado lá, sem entender e sem saber o que dizer e os convidados chegando e os convidados indo embora.
No final, sobramos eu, Pedro, Ruth, Rafa e João. Foi quando sentimos, silencioso leit@r, que estava rolando ali, um lançamento secreto e íntimo de meus “Mamãe me adora” e “Cinema Íris”.
Pedro tirou foto:

quinta-feira, agosto 09, 2012

Luís Capucho - Mamãe me adora

Hoje é o lançamento do livro "Mamãe me adora", do Luís Capucho, às 19h, na Livraria Cultura, no Fashion Mall. Pra quem estiver no Rio! Aí vai a música de mesmo nome :) Todos lá! Com leitura performática de Luís Capucho Bayard Tonelli Soraya Ravenle Marcos Sacramento e Clara Sandroni
Hoje às 19 horas, na Livraria Cultura do Fashion Mall, terei o prazer de reunir comigo os amigos Bayard Tonelli, Clara Sandroni, Marcos Sacramento e Soraya Ravenle em torno à leitura de meu “Mamãe me adora”. Vai ser meio que uma festa, porque vai rolar pão e vinho, quer dizer, uma festa religiosa no clima do “Mamãe...”
Além de agradecer aos meus convidados, preciso agradecer à muita gente, e vou fazendo isso aos poucos, sabendo que, agora, não conseguirei agradecer a todos. Então, primeiro Pedro Paz e Rafael Saar que estão envolvidos com tudo.
Ruth Castro é quem ta fazendo a direção da produção e envolvida com tudo e mais um pouco.
E vamos lá:
2-     Canto do Pão.
3-     Dilúvio Produções.
4-     Edições da madrugada.
5-     Livraria Cultura.
6-     Multifoco.
7-     Rádio Roquete Pinto (94,1).
8-     ...


terça-feira, agosto 07, 2012



Roteiro de leitura do Mamãe me adora:

1-     leitura da contra-capa: Bayard.
2-     leitura da introdução(pg 9) até “..., chamam por minha atenção.”: luís.
3-     Ainda na pg 9 de “Mamãe, não” até “reverbera das colinas que nos cercam.” na pg 10: Soraya.
4-     Do último parágrafo da pg11, até “Não me interessa e não importa” pg 12: Clara.
5-     Do último parágrafo da pg 15, até a primeira linha da pg 17: Sacramento.
6-     4º e 5º parágrafos da página 28 e 4º parágrafo da pg 29: Soraya.
7-     Do 5º parágrafo da pg 29 até “...continuarei a lhes contar.” Pg 30: Bayard.
8-     Na 5ª linha do 4º parágrafo de pg 30, a frase “...decidimos que iríamos para Aparecida do Norte”: Clara.
9-     Do último parágrafo da pg 35 até o primeiro parágrafo da pg 36: Clara.
10-  De “O lugar dos santos é no céu...” pg 44, até “...porque veio das águas.” Pg 45: Soraya.
11-  De “ Era pra eu ser como mamãe.” Pg 56, até “..., mamãe merece mesmo todas as loas.” Pg 57: luís.
12-  Do primeiro parágrafo da pg 59 até “Voltei ao cochilo.”: Clara.
13-  4º e 6º parágrafos da pg 71 e 1º parágrafo da pg 72: Soraya.
14-  1º parágrafo da pg 73 até “... e isso é tudo o que sei a respeito dele.” Luís.
15-  Do 2º parágrafo da pg 77, até “Eu estava com fome.” Clara.
16-  1º parágrafo da pg 91: Bayard.
17-  2º, 3º e 4º parágrafos da pg 91: Sacramento.
18-  5°, 6º, 7º, 8º e 9º parágrafos da pg 91: Soraya.
19-  10º, 11º, 12º parágrafos da pg 91: Clara.
20-  O resto da pagina 91: luís.

segunda-feira, agosto 06, 2012

Estive com Rafael e Ruth no centro cultural dos correios para assistir a um show de Tetê Espíndola cantar e tocar craviola. Eu tinha uma vaga lembrança de um show seu que vi na sala funarte, se não me engano, na década de 80 e que Renata disse ao sair:
- Que show inspirador!
Dessa vez a mesma impressão e mais: fizemos parte das canções, quando Tetê nos pedia que fôssemos o brejo de sapos, rãs, grilos, com os pássaros no céu do brejo.
E também cantamos um pouco junto...

sexta-feira, agosto 03, 2012


Assistimos ao show de Lançamento do disco novo de Marcos Sacramento, um disco em que ele canta parcerias do Zé Paulo Becker/Paulo César Pinheiro, do mezanino do teatro Rival lotado!
No palco para mim era uma orquestra de fazer samba e o mezanino, onde nós estávamos, eu, Ruth e Pedro, estava contido. Um cara numa mesa ao lado é que quebrava a monotonia dos aplausos ao terminar das músicas com seus urros e numa ou noutra vez com um:
- Linnnnnnnnnnndooooooo!!! E, depois, silêncio para o próximo samba!
Muito legal o respeito do público para ver um show de músicas que se está ouvindo pela primeira vez. Eu estava mais íntimo e me pegou de cara, quando era só voz e violão. Os porradões de samba, me pegavam mais no meio. Sacramento é um homem amado!
Fui.

quarta-feira, agosto 01, 2012

RELEASE "MAMÃE ME ADORA" - LANÇAMENTO - LIVRARIA DA CULTURA 


Será lançado no dia 09 de Agosto, na Livraria Cultura do Shopping Fashion Mall no Rio de Janeiro, o livro “Mamãe me adora” do escritor e músico Luís Capucho. Com projeções multimídia da obra musical de Capucho, o evento traz a participação de artistas que farão a performance literária a partir de trechos de “Mamãe me adora”. Atores como o dzi-croquette Bayard Tonelli e Soraya Ravenle, e os parceiros Marcos Sacramento e Clara Sandroni participam ao lado de Capucho na apresentação de seu novo livro ao público.

Simultaneamente, Luís Capucho apresenta seu novo disco “Cinema Íris”, lançado pelo selo Multifoco.  Seu segundo disco autoral tem produção musical de Paulo Baiano, e traz a participação de Cristina Braga, Marcos Sacramento, Suely Mesquita e Clara Sadroni, e parcerias com Mathilda Kóvak e Kali Ce.

Sobre “Mamãe me adora”, Luís diz:

“Esse é o meu terceiro livro, que sai a inaugurar o selo Edições da Meia-Noite, da Editora Vermelho Marinho. Mamãe me adora é um relato de viagem, uma narrativa que tem sido cara aos escritores da literatura ocidental, desde a antiguidade. Por esse motivo, quando pensei em escrever, mesmo achando esse um tema pretensioso, fui em frente. Também achei ser uma pretensão escrever sobre o tema, em se tratando de uma viagem a Aparecida do Norte, que é uma espécie de centro espiritual de nosso país. Mesmo assim fui em frente. O resultado foi um livro simples, sem a pretensão dos temas abordados, mas que me satisfez enquanto estória a ser contada, estória que eu precisava contar do jeito como eu contei.
Acho que é isso.
Apesar das sombras inerentes à toda luz, que meu leitor faça uma boa viagem!”
Luís Capucho

Mamãe me adora - Lançamento
Data e Hora: Quinta-feira, 9 de agosto às 19h
Editora: Vermelho Marinho
Local:  Livraria Cultura - Shopping Fashion Mall - Estrada da Gávea, 899 - São Conrado


Contatos:
Ruth Castro
(21) 9936-3677

Rafael Saar
(21) 8296-0520
Fazendo comida...

terça-feira, julho 31, 2012

 
Acordei com Ralf choramingando na casa de trás.
Ele não gosta de ficar só. Sempre que se vê sozinho naquele retângulo de sua área, põe-se a gritar.  
Fora isso, convidamos alguns amigos para ler o Mamãe me adora, no lançamento do Fashion Mall, dia 9 de agosto. Já estão confirmados Bayard Tonelli – ex Dzi Croquetes – Clara Sandroni, Soraya Ravenle e Marcos Sacramento que, por sinal, lançará seu novo disco no Rival, depois de amanhã.

segunda-feira, julho 30, 2012

Luís Capucho - Eu quero ser sua mãe (Ensaio)

Um vídeo que Rafael Saar fez do ensaio para o lançamento do Cinema Íris e Mamãe me adora. Eu, Eduardo Marcolino, na guitarra e Paulo Baiano, no teclado, fazemos "Eu quero ser sua mãe". Veja, bom leit@r:

domingo, julho 29, 2012

Luís Capucho - Tava na Noite

Senhor Mavinho me deu a alegria de postar esse video dominical que fez em Curitiba, com uma de minhas velhas músicas:

sábado, julho 28, 2012


Estamos armando mais um lançamento do Cinema Íris e do Mamãe me adora, dessa vez, no Fashion Mall e, dessa vez, sem pocket show. A idéia é convidar alguns amigos para que leiam trechos do livro para o silencioso leit@r que puder comparecer. O dia já está agendado: será 9 de agosto, às 19 horas.
Mais na frente darei os detalhes...
Fora isso, Marcos Sacramento fará lançamento de seu novo disco dia 2 de agosto no Rival, às 19 horas. Estamos curiosos para ver as novas canções.
Ontem, foi dia de médico e não fui avisado de que a médica não me atenderia.
Aí, peguei meus remédios e vim embora.
Na fila, onde faço tratamento, sempre tem uns trans não camuflados, a gente olha e saca logo algum detalhe à mostra que diz que aquele originalmente foi outro corpo. O primeiro detalhe a me chamar a atenção foi a maquiagem dela, que me abriu caminho para ver os outros. E, aí, saquei as pernas, o busto...e, finalmente, a voz.
A gente não consegue olhar com naturalidade para um trans não camuflado.
Fui.

quinta-feira, julho 26, 2012


Nunca escrevi essa frase antes: manhã lindíssima de julho.
Céu muito azul com aviões e pássaros passando e, de quem olha de minha área, bem depois dos telhados que se vê dali, o Fernando, que hoje é um rapaz, dá milho aos pombos. Fernando nunca foi uma menina, quer dizer, silencioso leit@r, não estou a falar de um Trans, que nos dias de hoje, na minha rua, há alguns. Mas é que, quando vim morar aqui, ele era um menino de seus dez anos.
Dito isto.
Fui.

quarta-feira, julho 25, 2012


Tive um amigo de adolescência que não conseguia ler Clarice Lispector.
Ontem, tentei ler um pouco de Guimarães Rosa, um livro que Valfredo deixou aqui. Fiquei com a impressão do sonho que é o livro por um tempo, apenas de ler alguns poucos parágrafos, mas não consegui avançar. Meu amigo de adolescência me dizia que não conseguia entender Clarice Lispector e acho que é isso: não entendo.
Fui.

terça-feira, julho 24, 2012


Dona Glorinha não quer mais o colar. Disse que prefere um brinco e um anel.
- Brinco pequeno – ela disse.
Conversamos um pouco na sala. Foi uma visita rápida, de médico.
Antes que descesse a escada pra ir embora, disse:
- Já vou que ainda quero passar na Lucia, que está com pneumonia – e foi.
É isso.

segunda-feira, julho 23, 2012


Dona Glorinha ligou.
Vem me visitar à tarde.
O presente que Pedro deu-lhe, um colar vermelho, que disse ser a última moda em São Paulo, não combina com nenhuma das roupas que ela tem. 
Daí, quer que troque.
Fui.

domingo, julho 22, 2012

Manhã muito linda de sol de inverno.
Ontem, fizemos um programa que Pedro chama de “mochileiros”. Pegamos um ônibus urbano após o outro até que chegássemos a Muriqui, uma das praias so município de Mangaratiba. O plano inicial era irmos até Paquetá, mas me enganei com a manhã neblinada e não quis sair da cama, achei que era chuva e que não valeria sair de casa, e aí, quando o sol venceu, já era tarde para pegar a Barca. E fizemos o “mochileiros”....

sexta-feira, julho 20, 2012



André Fischer mandou recado:
ouve la... o 10 bloco e especialmente .o ultimo:


Além disso outros dois amigos queridos falaram do Mamãe me Adora. 
O Tarcíso Buenas falou nesse link Aqui.

E Eduardo Macedo, reproduzo abaixo pro silencioso leit@r:

Mamãe me adora

Mais uma vez Luís Capucho nos brinda com sua literatura.
E mais uma vez a simplicidade rege toda sua escrita.
O que será que tem demais numa viagem com a mãe a Aparecida do Norte?
Pois foi o que me passou pela cabeça quando perguntei sobre o assunto do livro ao próprio autor.
Mamãe me Adora é uma intensa observação da vida por uma pessoa que viaja de ônibus. Os pequenos detalhes desta viajem aparecem como símbolos para se pensar.
Para quem está acostumado a viajar por este meio de transporte, a identificação é imediata. Às vezes dá até para sentir o cheiro da estrada e das malas.
Fiquei pensando se o Luís tinha um caderninho para anotar tudo o que acontecia.
Seu estilo de escrever nos leva com ele no seu bolso. Rapidamente tornamo-nos cúmplices dos seus mais íntimos segredos.
Mamãe me Adora além de uma viagem a Aparecida do Norte é também uma viajem ao significado da vida, das dificuldades que temos que superar e do amor de um filho pela sua mãe, que é uma figura emblemática e santa na vida de todos nós.

quinta-feira, julho 19, 2012


Chuva!
O dia mais escuro enganou minha alma que se deixou no éter mais que o tempo de costume e só acordei com as batidas da vizinha da frente em minha porta. Veio me entregar a correspondência.
- Eu trouxe, porque se deixarmos lá, molham todas.
Moral da estória: manhã perdida e correr para que dê tempo de tudo.
Fui.

quarta-feira, julho 18, 2012

A Vida nos Trilhos (10'36", Atílio Vivácqua-ES)


Acordei com o movimento do pessoal de trás, alguém bateu no Ralf e, depois, comecei a ouvir a chuva caindo e saí da cama ainda sob a impressão dos vídeos que vi ontem sobre Marapé, ES.
Ontem, assisti a vários deles.
Marapé ficou pra mim como uma cidade de sonho e a cada novo vídeo que fui descobrindo na rede, mesmo que a cidade seja real e que agora ela esteja vivendo sua manhã do dia 18 de julho de 2012, a cada vídeo descoberto e revisto agora de manhã, mesmo que as dúvidas brotassem, a impressão de sonho não se desfez.
É amor.

terça-feira, julho 17, 2012


O passarinho engaiolado da casa de baixo, que canta como um bicho pré-histórico, deve ter sido vendido. Não tenho mais ouvido subir o seu canto de dinossauro. Em seu lugar, um outro, com um piadinho fino e pequeno, tímido, que ouço vez ou outra. Hoje, que o sol veio, cantou pela manhã. O pessoal de baixo vende produtos trazidos do nordeste. Entre os produtos, passarinhos. De minha casa fechada, ouço todo o movimento e imagino coisas...
Fui.

segunda-feira, julho 16, 2012


Dorinha veio.
Trouxe um rádio, onde ouvir suas músicas que lhe ajudem a passar o tempo.
As músicas no rádio nesse dia frio junto à disposição em que fiquei depois do fim de semana, me entristecem.
Ela trouxe sua netinha que deixou sentada na sala.
A menina ignora absolutamente as músicas tristes do rádio e canta outra coisa:
 “Doce, doce, doce...
Pato, pato, pato,
A vida é um doce,
O pato come o doce...”

domingo, julho 15, 2012

Simon me fotografou tocando “Crônica de um mortal”, nova parceria com Mathilda Kóvak, numa reunião muito boa, ontem, que Pedro fez na casa dele. Todas as fotos estão Aqui.

sexta-feira, julho 13, 2012

O som do amor pra sempre

No youtube, música do disco do Fênix,  "A foto onde eu quero estar", onde digo uma coisa que escrevi. 
Vale apenas conferir, bom leit@r:
"Todos os dias a vida e a morte trazem você pra mim.
Sua presença entra pela luz de nossa casa, p
elas sombras, está nas roupas que estendo ao sol do varal, na
comida que preparo na cozinha. Qu
ando eu desço a escada. Nas
plantas que vicejam na janela. Voc
ê está completamente em mim. E con
tinua quando eu me deito pra dormir."  Luís Capucho

quinta-feira, julho 12, 2012


Mathilda mandou e-mail com nova letra.
A parceria ficou pronta e aprovada...rs.
Ela escreveu:

“(uma letra pra vc fazer um rock)
Crônica de um mortal
(luis capucho/mathilda kóvak)

eu vou viver cem anos

eu vou ser saudável e feliz
eu tenho muitos planos
ser famoso, rico,
bem-casado, bem-amado

eu quero tudo o que

eu li na revista
eu quero ser artista
e quero ter o sorriso
de um comercial de pasta de dente
eu quero ser igual a todo mundo
e ao mesmo tempo ser diferente

eu quero tudo

mas tudo é nada
e então
depois de passada
a vida longa e feliz
a morte vem e diz:
acabou.
Você escolheu o tempo da Terra
e a vida eterna
é para quem sofre
a vida eterna
é para quem morre na cruz
e essa sua vida longa
não durou nem cinco minutos
no relógio do universo
mas você preferiu o mundo
então, aqui está: acabou.

e, aí, você entenderá

que só os santos vivem em estado de Graça
porque a graça é eterna para os que passam
rapidamente por todos os mundos
e não este, somente

e  ao renunciar as estrelas

você ficou preso à Terra
e seu fim doloroso
para divisar, nos últimos minutos,
uma revoada de anjos
dirigindo-se ao
migrando pro infinito, em pleno gozo.

(da nossa séria, que começa com auréola, bjs)”

quarta-feira, julho 11, 2012

O IDIOTA FELIZ!: sexo sem beijo é solidão

O IDIOTA FELIZ!: sexo sem beijo é solidão: Gosto de artistas que não estão nem aí para a caretice do “respeitável público”. Gosto dessa honestidade.    Luis Capucho é d...

terça-feira, julho 10, 2012


Ontem, quando saí de casa, minha vizinha da frente estava de saída também.
Então, começou um papo que alimentei e tudo, só que ela começou a falar tão alto e ao entrarmos no ônibus, ela começou a se dirigir a todo mundo, silencioso leit@r. E claro que o pessoal do ônibus não estava interessado no nosso assunto, porque, vocês sabem, cada um tem uma direção, uma viagem, uma coisa diferente no que pensar.
Aí, eu comecei a querer entender, porque a minha vizinha estava fazendo aquilo, quer dizer, qual era a estratégia dela, porque como diz aquela música de Roberto “nossos problemas são nossos” e tal... e, aí, ela, que tinha ficado conversando com o trocador, veio e se sentou ao meu lado. Então, insatisfeita com as minhas reações tranquilas ao nosso assunto, reações que agora começo a achar mais lúcidas, começou a puxar papo com uma mulher do outro lado do corredor e, aí, larguei mão...
Que coisa!

segunda-feira, julho 09, 2012


Frio em Nikity.
Ontem, também fez frio e choveu.
Vou almoçar...
Combinei com Dorinha que ela viesse.
Vai vir na segunda.
Fui.

domingo, julho 08, 2012

sexta-feira, julho 06, 2012

Vou reproduzir os comentários do Davino e do Hugo a respeito do Mamãe me adora e Cinema Íris que acabei de lançar. 
Fico bem emocionado, bom leit@r.
Veja:

Leonardo Davino disse:
“As páginas 56-57 de seu livro "Mamãe me adora" me fizeram lembrar a canção "Mãe", de Caetano Veloso. Reli ouvindo a canção. Aliás, estou absorvido pelo livro. Parei tudo para lê-lo.
"Era para eu ser como mamãe (...) Entretanto, mesmo que tenha sido ela minha mãe e que tenha me educado sozinha, sem um marido, não lhe aprendi as maneiras" (Capucho).
"Eu canto, grito, corro, rio / e nunca chego a ti" (Veloso).”

Hugo Nogueira disse:
“Estou te devendo um comentário do seu disco, o show foi muito lindo, adorei o menino que tocou guitarra, você nem apresentou, rs. Dá para ver que ele conhece muito música e é muito talentoso, toca pra caramba. O arranjador é mesmo sensacional, faz mágica com aquele teclado dele. Não conhecia o Marcos Sacramento fiquei encantado, quero conhecer mais e mais, você tem razão, é mesmo um luxo ter a participação dele no seu disco, ele é um excelente intérprete. A música que mais gosto é a primeira do disco que foi a última do show, tem um verso, das calças arriadas no Rex, que traça um itinerário dos cinemas pornôs do Rio: Cine Orly-Cine Íris-Cine Rex. Daí você saiu do cinema com os livros "Rato" e "Mamãe me adora", mas quando descreve o encontro com o negão no banco da praça volta para esse universo da caça que você domina/representa tão bem. Gosto da maneira como você costura descrições explícitas de atos sexuais no seu texto. Essa falta de reserva, de pudor, aponta para o que está nas entre-linhas que exige uma decodificação maior por parte do leitor, principalmente no primeiro livro, eu sinto que você foi facilitando para os leitores para quem o universo dos cinemas não é familiar, aquilo que sempre houve de essencial no seu trabalho, na realidade não uma busca do sexo, mas por amor, afeto, reconhecimento, identidade, esse amor que as mães não são capazes de dar e por isso mesmo nos deixa confusos afinal para quem foi amado por suas mães não há referência maior de amor. Gosto tanto do seu trabalho que sempre tenho dificuldade de falar dele, mas agora com o curso de Letras estou ficando mais solto, retomando a voz que eu tinha quando fiz o curso de história da arte em 95, livre, sem tantas cobranças do supereu, menos exigente comigo mesmo e capaz de aceitar meus rascunhos e não esperar uma escrita que seja ao mesmo tempo automática e ideal. Mas, pode deixar que dessa vez vai. De mansinho. Entrevistei e traduzi um texto sobre um artista americano Ron Athey que se apresentou aqui no Rio, vejo um paralelo entre a obra dele e a sua, vai ser publicado, depois te passo o link.”

E depois disse:
“querido Luís Capucho ouvindo o disco. Ele é tão diferente do show em alguns sentidos. Eu realmente acho o começo sensacional, o
seuviolão está lindo, sua voz também está muito legal. É o que tem mais a sua cara, essa coisa menestrel, assim meio Dylan, Reed, Cohen. Tem uma atmosfera que me lembrou a da música do Pet Metheny com o Bowie, "This Is Not America" do filme "The Falcon and the Snowman", é uma música singular no repertório do Bowie que conheço bem, deve ser porque não é mesmo dele, mas do Metheny. É mais uma questão de clima, meio "On the Road", violão debaixo do braço, pegando carona, andarilho, fazendo música na rua. Agora a música em que dá para identificar o puta trabalho do Paulo é a versão de "Cinema Íris" do disco. Lembro daquela primeira versão super crua. A produção, o arranjo, a cama musical que ele fez para sua música a valorizou demais. Ficou muito linda. Com certeza é uma das mais completas, onde a letra e a música casaram melhor. Como "Lua Singela" do primeiro disco. Claro que a música está a serviço da letra que é uma das suas melhores, mas é como uma filmagem profissional, a qualidade do som, da imagem, valoriza de tal forma o conjunto que você pode apreciar melhor os detalhes e fica mesmo imbatível. Eu adoro o jogo que você faz nos versos: "Homens com caras de bigodes Homens com caras cabeludos Homens com caras travestidos Homens com caras de hospício Homens com caras de mal", quem é quem, nesse corredor de espelhos em que ninguém se vê nem vê realmente ninguém. Também é um retrato de uma fauna que está cada vez mais difícil de encontrar. Essa diversidade pré-AIDS predominava. Não existiam tantos estereótipos, tribos, imagens específicas distribuídas, atribuídas a classificações geográficas. Era assim uma massa sem rosto, sem um corpo que se diluía. A Vieira de Carvalho em SP era assim ainda no começo dos anos 80. Na boate Navy em Fortaleza em meados dos anos 80 ainda era assim também e nas outras boates de Fortaleza do período também a Flamingo, a Mansão Branca. Em SP ainda tem o Bailão, o Caneca de Prata, remanescentes desse período, mas está mais para um amalgama do que propriamente uma dissolução dionisíaca e de gozo. Sobraram esses cinemas aqui no Rio, mas já no seu livro "Cinema Orly" você já apontava que estava registrando descrevendo preservando uma cultura decadente que vai desaparecendo. Esses homens da música são os mesmos espectros do livro. Dinossauros, como você bem descreveu, à espera da extinção total, quando só restaram os fósseis a serem desencavados e descobertos por gerações posteriores de gays ou pós-gays que na realidade é o que temos agora. Mas você ainda é, e eu também, o que um argentino de quem comprei o livro chama de "os últimos homossexuais", ou ainda, homo-gays, aqueles com mais de 40 anos que acompanharam essa transição de homossexuais para gays e levaram consigo essa cultura homossexual já superada pela gay (e até por uma post-gay eu acredito). "Eu quero ser sua mãe" é uma delícia, já tinha adorado ao vivo e acho que ao vivo soa até melhor, esse seu talento para encontrar/descrever o romântico de uma forma inusitada, como você chamou atenção naquele texto que escreveram sobre você no Globo. A minha grande surpresa no disco, foi a versão de "Para pegar", eu adorei no show, gosto muito dessa ideia de "deixar a rua me levar" da única música boa da Ana Carolina (desde que cantada pela Bethânia). A sua tem um sabor especial claro. Esse "rolê" que você propõe nós gays conhecemos e vivemos de uma maneira muito particular. O que eu achei realmente inusitado e inédito no seu trabalho foi esse arranjo meio discoteca, dançante, que tem tudo a ver com a música claro. Sugiro um remix babado para tocar nas pistas de dança. Bj”

quinta-feira, julho 05, 2012

Ontem, estivemos, eu e Ruth, a ver o Pedro Luís falar sobre sua carreira desde quando era pequeno na Tijuca. Depois tocou, voz e violão, algumas músicas de seu novo CD solo – tempo de menino. E apresentou um clipe da música “menina do salão de beleza”. O Pedro, junto com outros amigos meus, foi especial num momento em que estive bem fodido e minha música com Mathilda Kóvak – Máquina de Escrever – era cantada por ele no rádio. Daí, que foi muito legal vê-lo contar sua estória profissional de cantor/compositor e em alguns momentos ter feito parte, você sabe, o sucesso, sem ser o que determina os acontecimentos, se sobrepõe à vida da gente como um céu ... que pra uns é um céu tenebroso, pra outros é azul... rs.
Isso foi numa biblioteca, em Botafogo.
E Pedro Luís estava acompanhado pela curadora Suzana Vargas. 
Veja:
                                         Eu, Pedro Luís e Ruth
                                         Suzana Vargas, eu e Pedro luís

quarta-feira, julho 04, 2012

terça-feira, julho 03, 2012

Alek me mostrou esse Link com o preço de um velho Cinema Orly.
Eu vendo um novinho e autografado mais barato, silencioso leitor!

segunda-feira, julho 02, 2012

A leitura do Werther acontece apenas, quando estou fora de casa a caminho do médico, a sua espera e, ontem, no domingo ensolarado, quis ir até a praia. Então, encontrei uma sombra pra ler.
A primeira impressão de conto encantado já não se sustenta desde há muito, porque ele, sem ter na cabeça que poderia tentar seduzir Charlotte, quer dizer, silencioso leit@r, feito o príncipe que é, vencer os obstáculos todos que o impedem de chegar ao “castelo” dela, nem tenta.
E ta na mais absoluta depressão.
Me sinto identificado com ele.
Também acho que não adiantaria tentar.
Fui.

domingo, julho 01, 2012

Lendo Canção: O doce mistério da vida

Leonardo Davino, em seu blog sobre música, colocou um post que achei ter uma incrível sintonia com o meu Mamãe me adora. Veja, silencioso leit@r:
Lendo Canção: O doce mistério da vida: No conjunto monumental Convento de Santo Antonio e Igreja de São Francisco na capital da Paraíba, cidade desenvolvida entre o rio e o mar...