sexta-feira, agosto 31, 2012
Resenhas de uma Leitora: Rato - Luis Capucho
Resenhas de uma Leitora: Rato - Luis Capucho: Numa casa de cômodos caindo aos pedaços, moram Dona Creuza e seu filho, um rapaz calado, seduzido pelos corpos masculinos qu...
Em minha leitura do livro de Henry Miller, Nexus, há uma
passagem bonita em que, sobre o processo de criação literária, o narrador diz
as coisas irem aparecendo em sua frente e cabe-lhe apenas registrar o fluxo de
coisas que lhe aparecem. E no livro do Zé Rodrix que estou lendo, Diário de um
construtor do templo, há uma passagem parecida, onde diante da pedaço de pedra
Johaben vê no seu interior aquilo que seu trabalho irá fazer dela. Em ambos os
casos, o trabalho do artista é o de chegar ao que ele vê de antemão, quer
dizer, silencioso leit@r, é o que dizem, os artistas são visionários, e
trabalhem ou não, penso que eles continuarão vendo coisas. Daí, que se pode ser
artista apenas em devaneio, um artista sem registro de nada e chegar a ser um
artista nesse ponto é uma grande coisa, um grande ponto.
Fui.
quinta-feira, agosto 30, 2012
Estive com Ruth na Cultura, ontem.
Fomos tentar desembaraçar o nó em que se transformou o
lançamento do livro e disco cancelado na livraria. E pegar outra vez o fio da
meada... tudo anda angustiosamente devagar, silencioso leit@r!
Quem quiser comprar meus livros e discos, tenho pra vender.
É só deixar recado com e-mail nos coments que responderei.
Fui...
quarta-feira, agosto 29, 2012
Depois de quase ter sido transformado num Galli – um eunuco
à serviço da deusa Atargatis, deusa síria que se diz depois vir a ser identificada
com Afrodite e Vênus e as sereias e Iemanjá e todos as deusas das águas –
Johaben começa a trabalhar na pedreira de onde são tiradas as pedras para a
construção do Templo de Jerusalém. Ele ainda não tem vinte anos. É belo e
forte. E na pedreira se destaca dos demais por, mágica e misteriosamente, conseguir
enxergar os veios por onde as pedras podem ser cortadas com perfeição. É meio
um sítio do Picapau Amarelo para adultos. Estou curtindo muito!
Fui!
terça-feira, agosto 28, 2012
segunda-feira, agosto 27, 2012
Estava vendo o rapaz cantar rock and roll no Bar do Turco e
ficava mentalmente traduzindo pra o português as coisas que ele cantava no
inglês dele. O bom leit@r sabe que a minha tradução era imaginária, porque não
consigo entender o que se fala noutra língua que não o português.
E ele dizia contorcendo as mãos e batendo-as em sua
guitarra:
“Não sei o que você está achando de mim
Me torcendo aqui e
Batendo desse jeito suave e quente
A minha guitarra
Não sei o que se passa atrás de seu olhar
Mas ele me faz muito bem
Sim, estou muito
feliz... yeahhhhhhhhhhhhh la la la la
la...
Veja o baixista
ele também está muito contente
E o baterista no nosso meio
É pura alegria
Não acho que você vá ficar inerte me olhando
Pensando nas coisas que você acha
No fluxo continuado de sua cabeça
Yeahhhhhhhhhhh la la la la la...
Os seus amigos estão conversando felizes
Enquanto curtem nosso som
Yeahhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
domingo, agosto 26, 2012
sábado, agosto 25, 2012
Meu fogão ficou perfeito, com todas as bocas boas. Fiz um
feijão.
O Vizinho de trás começou a se mudar ontem, mas Ralf ainda
está no seu quintalzinho.
Terminei o Henry Miller. No fim do livro há um elogio muito
grande à tradição da arte na Europa em contraposição à aridez sem fundamento da
América. O livro termina assim...
Estou com um outro do Zé Rodrix, também uma trilogia. De “A
crucificação encarnada” vou para a “Trilogia do Templo”.
Fui.
quinta-feira, agosto 23, 2012
Hoje faz 16 anos do dia em que entrei em coma e considero
que esse seja um novo meu aniversário. Assim, como Neno, que tinha sido dado
como morto e reapareceu, esse mês de coma que tive em 1996, foi como se um mês
de gestação, porque, quando voltei, voltei um luís numa nova versão. Eis uma foto minha com Sacramento, num show que os amigos da música fizeram no Carlos Gomes pra arrecadar dinheiro pra conta do hospital.
Então,
Vivaaaaaaaaaa!
quarta-feira, agosto 22, 2012
O homem que conserta fogão veio e disse que precisará voltar
amanhã, porque não trouxe o material, quer dizer, ele não sabia qual era a do
fogão e agora sabe. Cobrou caro. Aceitei no susto e depois que ele foi embora
me vieram os argumentos para baixar o valor e, aí, já era tarde!
Neno está bem melhor e o meu silencioso leit@r se prepare
pra notícia que não estou acreditando:o pessoal de trás vai se mudaaarrrrr!
É torcer pra não vir gente bagunceira pra casa vazia!
terça-feira, agosto 21, 2012
Neno vai melhorando.
Já conseguiu pular na mesa do computer, onde gosta de ficar
artapalhando a gente que tecla, e comeu um pouco de ração.
Está quietinho sob minha cadeira e daqui a pouco vai tomar
remédio.
Ontem, tentou fugir, mas quando viu que estava ainda fraco,
voltou de cabeça baixa e entrou portão adentro.
Pedro está estranhando o miado diferente. A voz mudou. É uma
voz ainda adoentada, fraca e grave.
O dia está lindo e agosto está nos deixando.
É isso!
segunda-feira, agosto 20, 2012
domingo, agosto 19, 2012
Neno voltou pedindo ajuda!
Quando chegou, chegou falando muita coisa, com um miado
diferente, uma voz estranha, encolhido no mato à frente da casa. Fui,
imediatamente, muito feliz e solícito, com as tigelinas de água e comida, mas
não era disso que ele falava. Então, me esgueirei entre as folhas e galhos de
mato, e, aí, bom e quieto leit@r, fiz carinho nele. Não era bem o que queria,
mas aceitou. Está pêlo e osso. Medicado e se recuperando.
Veja:
sábado, agosto 18, 2012
Tenho muita dificuldade com as coisas práticas da casa.
Eu me lembro, de ficar criticando o F., porque ele não sabia
fazer nada com as mãos. Mas sou um pouco assim. Entro em verdadeiro e absoluto desespero
ao ver minha casa ir se bagunçando e ver que não consigo mover um dedo pra
organizá-la de volta. E, aí, silencioso leit@r, chamo a Dorinha.
A única coisa que faço com gosto, são as coisas de minha
cozinha: lavar a louça e fazer minha comida. Mas depois que outra das trempes
do fogão estragou, abandonei também esse pedaço da casa a sua própria sorte e
tenho me restringido à leitura do Henry Miller. Não sei até quando vou
sustentar uma situação destas.
Agora, meu fogão está apenas com as duas bocas traseiras
funcionando. Alguém precisa consertar, mas não encontro alguém que saiba! O
filho da Vizinha da Frente é vendedor de gás, mas nem com ele consegui uma
pessoa.
Estou falando essas coisas, porque sei que as casas são
caixas que precisam ser arrumadas e conservadas, e porque a gente tem um corpo
que precisa estar abrigado, guardado na caixa.
Eu, quando passo pela Mariz e Barros, em direção à praia,
fico vendo as pessoas, rapazes e moças e senhoras e senhores e crianças que,
num momento de desespero absoluto e verdadeiro, ou de desamparo, sem ter mais
onde se agarrar, penso terem escolhido viver sem uma casa. Ter uma não é
realmente coisa fácil. Somos naturalmente egocêntricos e não cuidamos da vida
dos outros, você sabe.
E, então, esse povo que não consegue ter uma casa, bagunçada
que seja, para se acomodar, quer dizer, a loucura de escolher viver ao léo e à
míngua, dependendo de migalhas que as pessoas a passar pela rua, resolva jogar
pra gente, não é em nada melhor.
Daí, silensioso leit@r, é que entendo as pessoas que
escolhem pelo suicídio!
Sem corpo, sem nada!
Fui!
sexta-feira, agosto 17, 2012
quinta-feira, agosto 16, 2012
Prisoner of Love
Além de amar escritores como o sueco August Strindberg e o russo Fiodor Dostoievsky, Henry Miller ama a duas mulheres que se amam entre si e moram os três no mesmo apartamento. Foi quando descobriu que uma das mulheres é mentirosa a respeito de si própria.
quarta-feira, agosto 15, 2012
No ínício o Nexus, de Henry Miller, andou me jogando pra
fora dele, mas, agora, nessa altura da leitura, embora ainda continue a me
lançar outras pistas, estou por demais envolvido em sua estrada e fico afundado
em seu lodo. O problema agora é que ele tornou-se um homem muito diferente de
seus pais e, no entanto, não consegue negar-se a aceitar ir para o almoço de
natal em família.
É isso.
terça-feira, agosto 14, 2012
Walter Pater Quotes
Ainda nas pistas que saem do livro de Henry Miller e o bom leit@r não me pergunte qual caminho fiz, quer dizer, não me lembro como ou porque, cheguei ao escritor inglês Walter Pater, tutor de Oscar Wide.
Veja:
segunda-feira, agosto 13, 2012
Cathy Berberian Yesterday
Retomei a leitura do Nexus, de Henry Miller. A partir de sua leitura, seguindo pistas cheguei à cantora Cathy Berberian, que alguns acham tresloucada, mas li em algum lugar na net, que ela era adorada pelos beatnicks.
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