terça-feira, julho 11, 2023

 Ver Peixe Abissal do Rafael Saar no Rio foi muito demais. No Festival de Cinema de Tiradentes em Minas e no In-Edit em SP , foi muito demais também, mas neles a impressão era de que ninguém que pudesse ter vivido minha situação iria encontrar o filme. E, aí aqui no Rio, foi bem familiar. Foi só atravessar a ponte.

É pra mim, parece ser sempre outro filme. O Ney Matogrosso já tá me cantando de outro modo, uma loucura!
Obrigado aos amigos que estiveram comigo lotando a salinha de cinema.
Bom demais!

domingo, julho 09, 2023

Para Perrear

Gustavo Galo e a Julia Rocha cantaram Para pegar, no disco Sol do Gustavol. Agora, cantam Para Perrear, que o Tive Martinez fez para o La Vida es Libre. O arranjo é do Vitor Wutzki e entrou na trilha do Peixe Abissal, do Rafael Saar. Conheci Gustavo e Julia num show do Bruno Cosentino, talvez, em 2016. E em 2017, Julia publicou comigo o Diário da Piscina (editora É/2017), pelo É selo de língua.
É muita coisa, muito sentimento, muita ideia:

sábado, julho 08, 2023

Rafael Saar, diretor de PEIXE ABISSAL | Papo com Zé Antônio Algodoal

Achei Rafael falando do nosso filme. Tá muito bonita a forma dele falar. Aproveito pra dizer que segunda-feira vai ter no Net Botafogo, dentro do Festival Lgbt de cinema:

Camuflaje

Outro dia estava vendo na internet que o motivo de a gente sentir que entende melhor o espanhol, enquanto o falante de espanhol sente que nos entende menos, é por conta de termos mais sons vocálicos no português do que tem a língua espanhola. Aí, o português diferencia-se mais olhando-se do espanhol para ele do que o espanhol diferencia-se para o ouvido de um falante de português. No disco “La Vida es Libre”, em que minhas músicas estão cantadas no espanhol, a quarta música “Camuflage (luís capucho/Tive Martinez)” está cantada pelo Gabriel Edé num espanhol sul-americanos, ele é brasileiro do Chile.

Então, se parece que estamos entendendo o espanhol e não estamos, imagine para um espanhol nos ouvindo! Daí, que é o caso de parecer que estamos também falando o espanhol e com a nossa quantidade de vogais, também não estamos... he he!

A Lucia Santalices canta a “Luna Tan Tierna (luís capucho)” com acento argentino, porque ela é de mãe argentina. E a Nehedar canta a “La Vida es Libre (luís capucho)” com acento portorriquenho, porque ela é americana de avós na ilha. Daí, os outros artistas cantantes no disco tiveram a atenção do Tive Martinez, poeta espanhol idealizador do La Vida es Libre, embora todos já tenham tido à sua maneira ou de algum modo seu contato no espanhol.

Isso é para falar de Camuflage, originalmente, um poema espanhol que verti no português e coloquei música - minha segunda parceria com Tive, a primeira foi Poema Maldito.

Me lembro - quando é que oficializarão esse uso do oblíquo no início, já é oficial? - das notícias que me vinham à época da gravação do Gabriel, gravação encabeçada por ele próprio e Vitor Wutzki, e com outros meninos de SP e da alegria que eu ficava os vendo, quer dizer, tava todo mundo curtindo. Então, o disco ficou com, além desses acentos espanhóis, também com acentos brasileiros de São Paulo, do Rio, de Minas, do Pará, da Bahia... ô sorte, vou falando deles.

Sintam o acento:

sexta-feira, julho 07, 2023

Maluca - Marina Sena

Quando nós estávamos fazendo o Festival Íntimo, na pandemia, os amigos me marcaram numa  postagem de Instagram, em comemoração à Cassia Eller, onde a Marina Sena cantava minha Maluca. Na época não tive o espírito de colocar no festival, mas agora, coloquei. Peitos murchos, cara sapeca, coisa pop:

quarta-feira, julho 05, 2023

 

No ano de 2006, quando conheci o Pedro, estivemos no Sesc Pompeia e ele me deu esse cartão, de uma exposição sobre o estado de Pernambuco, na cidade dele. Tirei essa foto agora, junto a outros papéis guardados e tudo faz sentido, que eu não vi naquelas horas de 2006, mas que sempre esteve naqueles dias em que nos conhecemos. Então, essa foto d’agora é uma cifra, de onde vai surgindo esse texto e de onde posso tirar outros deles, combinados a outras cifras e tal e tal.

É isso.



segunda-feira, julho 03, 2023

Triste

O Luis Augusto é quem canta a Triste, terceira música na sequência do La Vida es Libre. Alguém disse ser coragem que eu quisesse ter outros artistas me cantando. Disseram o mesmo sobre eu escrever o Cinema Orly. Mas de meu ponto de vista é muito prazer o que acontece, não é coragem. Também orgulho que estes artistas se envolvam tão verdadeiros no meu som. E que o melhorem. Também alegria.

Vejam que lindo o luís augusto na versão do Tive Martinez:

          Luís Augusto: voz e guitarra

Vovô Bebê: baixo, guitarra, órgão, efeitos

Daniel Fernandes: bateria

 Produzido por Vovô Bebê

Mixagem: Rafaela Prestes

Arranjo: Luís Augusto Trio

 

sábado, julho 01, 2023

Depois de selecionado para o Festival de Cinema de Tiradentes, do Prêmio Espacial do Júri no In-Edit ( festival de docs sobre música), agora, é a vez do Festival Internacional de Cinema LGBT, no Rio.

O Peixe Abissal, filme do Rafael Saar comigo, é um mar tremendo. Visto de perto avistamos, com ele, uma onda que começa e depois vem outra onda e mais outra e outra e vai assim, muitas ondas que olhamos, que são olhadas uma de cada vez e que deixam de ser olhadas, uma de cada vez, e elas não terminam, não terminam, e o filme vai sempre recomeçando a contar a estória, uma onda de cada vez, bonita.

Então, o Rafael deixa de olhar para uma e começa a olhar para outra à vista e outra que segue, e depois segue outra e depois outra. Elas terminam rápidas, na medida em que Rafael deixa de olhar e recomeça olhando pra outra. Então, estão sempre começando outra vez, a estória está sempre começando de novo, bonita.

Esse conjunto de ondas que começam e deixam de ser olhadas para logo ver outra e outra e outra onda, é que forma a narrativa do filme. No fundo disso está o peixe abissal. No fundo estão O Cinema Orly, o Rato, o Mamãe de adora e o Diário da Piscina, minhas músicas tremendo, o mar tremendo, com todos os sentidos dele, incluindo onde os rios vão dar.  Esse conjunto tremendo é que forma a estória, bonita.

E tem um áudio no filme que é uma chave pra isso que eu disse acima:

“A água doce é linear, ela vai ganhando direção, tá sempre ganhando um caminho, serpenteando acima e abaixo, atrás e na frente, como quem conta um caso. A água salgada, não. Ela está em eterna suspensão e ela se move dentro dela mesma, como que não tivesse liberdade, como não fossem caminhos. Os casos da água salgada são casos com ela mesma, assim, casos íntimos, casos de eternidade.”




sexta-feira, junho 30, 2023

Peixe Abissal, con Luís Capucho

Que legal esse apanhado para dizer do La Vida es Libre, Cinema Orly e Peixe Abissal, do rafael Saar, Tive!

quinta-feira, junho 29, 2023

O filme do Rafael comigo ganhou essa resenha do perfil filmesdochico, no Instagram:

“Homens machucados eram mais bonitos pra mim”. O verso de uma das músicas de Luis Capucho traduz, de certa forma, o que Rafael Saar faz no documentário sobre o compositor e escritor, que ganhou um prêmio especial do júri do @ineditbr. Para contar a história de um homem que se define como um autor de ficção biográfica, Saar buscou um caminho que combina uma interpretação de três de seus livros, cenas encenadas com atores junto ao próprio Capucho e momentos confessionais em que ele mesmo narra recortes de sua trajetória.

É uma costura bastante sofisticada que não apenas nos documenta a vida e a obra deste artista como nos lança em seu próprio universo particular, onde o devaneio e o sexo têm papéis fundamentais. Saar e Capucho nós convidam para os bastidores dos cinemas pornôs frequentados por ele e que viraram matéria-prima para muitos de seus trabalhos. Trazer seu objeto para o papel de intérprete de sua própria narrativa muda a textura do filme, que parte do pragmático realista para o lúdico por causa da encenação.

No meio de uma estrutura fragmentada e cheia de ideias visuais e sonoras, Capucho fala de seu processo de criação e Saar compõe uma série de imagens que podem virar clipes para as músicas do artista ou apenas intervalos criativos que ajudam a compor esta atmosfera de suspensão do estado comum. A parceria funciona na maior parte do tempo, inclusive para compor sua complexa relação de devoção à figura da mãe que ele parece procurar sempre, mas o filme se alonga talvez um pouco demais e a fórmula fica mais à mostra no quarto final.

Mesmo assim, o filme é um achado. A colaboração entre diretor e retratado tem uma química rara que deixa “Peixe Abissal” num lugar muito particular do cinema documental brasileiro. Uma parceria rica e imprevisível que ajuda a traduzir mais que um artista, um homem que se alimenta de sua visão única e multifacetada do mundo.

#inedit #rafaelsaar #luiscapucho

 

terça-feira, junho 27, 2023

 Do disco La Vida es Libre, depois do vídeo muito maravilhoso da Nehedar (https://www.youtube.com/watch?v=LNY5ISazRRE&list=PLgKrU4qrSULosNTo-RmpgxPHzDxcmY_BI) a Triste, com o Luís Augusto, é uma música que também saltou, saiu, soltou também, maravilhosa, no programa do Jorge LZ, na ponta da agulha. Na ponta da agulha, vale, recorta, a produção brasileira de música, agora:

Triste por Luís Augusto Trio

Luís Augusto: voz e guitarra

Vovô Bebê: baixo, guitarra, órgão, efeitos

Daniel Fernandes: bateria

 

Produzido por Vovô Bebê

Mixagem: Rafaela Prestes

Arranjo: Luís Augusto Trio

https://napontadaagulha10polegadas.bandcamp.com/album/na-ponta-da-agulha-10-polegadas-170-bons-sons



 

 

sábado, junho 24, 2023

 O Júri concedeu ainda uma Menção Especial  para Peixe Abissal, de Rafael Saar, pela coragem de mergulhar na vida e obra de um personagem pouco conhecido, controverso e passível de preconceito. Utilizando linguagem cinematográfica rica e diferenciada, o filme entra no submundo da cultura gay para retratar os diferentes perfis do protagonista.

https://br.in-edit.org/terrua-para-e-o-vencedor-do-15%e2%81%b0-in-edit-brasil/

 

“Peixe Abissal”, de Rafael Saar –que mostra o submundo gay e pornográfico para compor um perfil do compositor Luís Capucho–, ficou com a menção especial do júri.

https://www.conexaojornalismo.com.br/2023/06/filme-sobre-musica-amazonica-com-dona-onete-e-manoel-cordeiro-vence-festival-in-edit/

Você conhece luís capucho?

"Voce conhece Luís Capucho? Ele é o autor desses versos sacralizados por Cássia Eller e eu precisei de dois dias para organizar meus pensamentos e vir aqui descrever a emoção que me causou “Peixe Abissal”, filme do diretor Rafael Saar sobre sua existência. Atropelado inúmeras vezes pelo trem da morte, Capucho tem corpo e alma imantados por Iemanjá e Nossa Senhora Aparecida, senhoras de seu destino eternamente atraído pelo wild side da vida. Ao misturar ficção e realidade, Rafael Saar traduz com exatidão a pluralidade criativa desse artista que não quis optar entre canções, literatura, e artes plásticas. De tudo faz seu ofício. Surpreendido pelo vírus HIV em 1996, Luís Capucho sofreu uma neurotoxoplasmose que alterou sua voz e o rumo de uma obra permanentemente em mutação. Discípulo direto do cinema delirante de Derek Jarman, o diretor Rafael Saar com sua poética de imagens, faz justiça em vida ao legado de Luís Capucho, um retropicalista que o Brasil ainda há de se curvar de forma ampla, direta e aberta. A exibição de “Peixe Abissal” acontece em mais duas sessões no Festival @ineditbrasil e você não pode perder. P.S.: A aparição surpresa de Ney Matogrosso é um assombro de beleza." (DJ ZE PEDRO)

quinta-feira, junho 22, 2023

Ontem, à noite, Dona Linda Evangelista estava aqui comigo e estava querendo alguma coisa que eu não sabia o que era. Ela vinha e voltava, em torno de mim, aí, eu agarrei ela, mas vi que ela não queria e soltei. Ficou por perto e nessa situação fotografei ela com a samambaia:

 

quarta-feira, junho 21, 2023

 

As resenhas para o Filme do Rafael Saar comigo, desde o Festival de Cinema de Tiradentes até agora no In-Edit, Festival de docs sobre música, têm sido muito elogiosas. Fico feliz por nós. E eu adorei essa do Renan Guerra, que nos dá muita bola:

http://screamyell.com.br/site/2023/06/21/15o-in-edit-brasil-peixe-abissal-e-um-mergulho-profundo-e-poetico-na-vida-do-artista-underground-luis-capucho/



terça-feira, junho 20, 2023

 Marina Sena, em elogio a Cassia Eller, cantou Maluca. Não tive ideia de salvar seu erótico cantar. Agora, salvei o vídeo do DJ Ze Pedro, após Peixe Abissal, do Rafael Saar, no In-edit. Ele comparou Rafael a Derek Jarman e disse para início de papo:

- Você conhece luís capucho?


quinta-feira, junho 15, 2023

Bruno escreveu essa letra, em prosa, e musiquei. É uma prosa em que os momentos se sucedem numa ordem de sonho. Acho que é a descrição de um suicídio com um final feliz:


 

sábado, junho 10, 2023

 

No ano da morte de mamãe, eu e Pedro fizemos um vídeo com a música “A Vida é Livre”, do meu disco Lua Singela, de 2003. Isso fez parte do nosso luto e faz mais ou menos quatorze anos, mamãe morreu em 2009. Agora, junho de 2023, La Vida es Libre é a música-título desse disco em pre-save no spotify, youtube, deezer, apple music... funciona assim: você segue o link, escolhe a plataforma onde quer ouvir o disco e no dia 23 desse mês, será notificado de que o disco está no ar.

Todas as músicas têm versão espanhola do parceiro Tive Martinez:

https://bfan.link/la-vida-es-libre-canciones-de-luis-capucho-vol-1





 

quinta-feira, junho 08, 2023

Esse assunto é imenso de detalhes, mas eu não tenho fôlego, aqui, para textão, então, o resumo...  (terei ainda muito tempo para falar das canções, de como eu recebo amor):

Cada faixa de meu último disco, Crocodilo (2019), foi produzida por um artista diferente, broto de ideia do Felipe Castro, que tinha produzido o disco anterior, Poema Maldito (2014).

O Crocodilo, mais ou menos concentrado no estúdio do Vovô Bebê, ficou com as músicas muito mais bonitas com as ideias de arranjo de, para cada faixa respectiva, Gustavo Galo, Lucas de Paiva, Vovô Bebê, Claudia Castelo Branco, Bruno Cosentino, Evaldo Luna.

Outra vez, agora broto de ideia do poeta espanhol, Tive Martinez, que verteu o Cinema Orly e algumas de minhas canções para sua língua, vamos lançar pelo selo Porangareté, do Rodrigo Garcia, um disco em que cada faixa é produzida e também cantada por artistas diversos.

Já ta na boca de sair. Terei ainda muito tempo para falar das canções, de como eu recebo amor:


 

segunda-feira, junho 05, 2023

Dona Odaleia, que me alfabetizou, tinha um vaso de pena de pavão, na sala, que era como planta, mas não exigia cuidados. Quando moramos com ela, eu e mamãe, eu aguava as plantas que beiravam os lados da casa. Me lembro até hoje das gotas bem gordas que rolavam nas folhas impermeáveis de uma planta que eu chamava de chuveirinho. Eu aguava com uma mangueira.  Agora, estou bem feliz com minha moita de samambaia e avenca, na sala. O caruru não deu certo, morreu por falta de sol:


 

O filme do Rafael Saar comigo foi selecionado para o In-edit, em SP:

 

quinta-feira, junho 01, 2023

Meu caruru na sala, acho que porque sem o sol, morreu. A avenca escondida na samambaia, as duas, avenca e samambaia,  continuam fortes. Nessa manhã do primeiro dia de junho de 23, Dona Linda Evangelista veio cheirar, inspecionando:


 

quarta-feira, maio 17, 2023

Diário da Piscina:
Meu professor filmou, pra eu ver o defeito. Já sei como melhorar, só preciso força he he!




 

segunda-feira, maio 15, 2023

Quando criança eu jogava boleba, que hoje mais conheço como bola de gude. Não gostava muito, porque acima da unha de meu polegar, onde a boleba se apertava contra o gancho que eu fazia com o indicador para lançá-la contra as outras, ficava ferido. Acho que chamávamos Triângulo, o jogo que jogávamos desenhando na terra um triângulo, onde colocávamos as bolebas dentro, para acertá-las de fora. Quem conseguisse tirar a boleba de dentro do triângulo, pegava-a pra si.

- Vamos jogar triângulo?

- Não!


 

terça-feira, maio 09, 2023

Eu devia ter por volta de onze anos, quando ouvi pela primeira vez uma música linda, que era Ovelha Negra. Mamãe trabalhava na casa de Seu Eulâmpio e Dona Dinalva, em Magalhães Bastos. Eu não era ovelha negra e nem me importava com o que dizia a letra da música, nem nunca tinha visto a Rita Lee, mas quando a música tocava no rádio minha antena se imantava do som e, aí, comecei a me ligar nas outras músicas dela que vieram depois, no rádio, e que eu tocava no meu violão também. Eu sabia que os artistas de que eu gostava, eram sempre de uma classe social diferente da minha, mas eu me identificava com aquele mundo de músicas bonitas. Sei lá, a vida é muito louca! E tem que ser.


 

quinta-feira, maio 04, 2023

Bateria - Luís Capucho (cifra)

Hoje, 04 de maio de 2023, coloquei dois vídeos com músicas minhas, no meu canal de youtube. Que é para vocês se inscreverem no meu canal, me dar visibilidade e tornar-me popular. Pra vocês compartilharem nas redes de vocês esse vídeo que acabei de fazer para uma bateria de panelas e também se preferirem, também roubei do Festival Dobradinhas, um registro da Ana Frango Elétrico cantando comigo mais a Joana Queiroz, a minha O Amor é Sacanagem. Subscrevam-se em meu canal, compartilhem os vídeos, comentem carurus, ararutas, pimentas do diabo, tudo:

quarta-feira, maio 03, 2023

Chegou meu Cinema Orly espanhol, pelo La Abaporu, tradução do Tive Martinez:

 

segunda-feira, maio 01, 2023

Cliquei Dona Linda Evangelista uma noite atrás. Passou comigo e curtia ela. Sumia na cozinha ou quarto e voltava, se arrodeava de mim, disfarçada na sala, pra que não a pegasse junto do corpo, não quer, é perigoso tá à vontade, de corpo aberto, a mercê de um humano, tem medo!

 

domingo, abril 30, 2023

sábado, abril 29, 2023

Tinha me frustrado da Pimenta do Diabo costarriquenha ser maracujá, como vocês sabem. Transferi ela pra o canteiro da Vizinha de Baixo. No dia em que a levei para baixo, trouxe uma samambaia que tava nascendo no seu chão da área e uma avenca. Ante-ontem, vi um mato nascido no vão do muro do prédio com a calçada da rua. Vou cuidar dele na sala. Quando criança, na roça, chamava esse mato, quando o encontrava nos pastos, de araruta. Mas não é.


 

quinta-feira, abril 27, 2023

Dois anos depois dos rabiscos de assinatura que mostrei a vocês, ontem, minha letra já estava assim:
(trecho do Cinema Orly - Ficções de interludio/1999)


 

quarta-feira, abril 26, 2023

Quando saí do meu coma em 1996, os amigos trouxeram um caderno pra eu assinar.

Escrevi Luiz Carlos Capucho.

Vejam:


 

Como tenho postado n’algumas vezes, meu parceiro Tive Martinez teve a ideia de traduzir, além do Cinema Orly, algumas de minhas canções para um disco espanhol cuja canção-título será La Vida es Libre ( já no youtube cantada pela Nehedar). Ontem, Tony Lopes mandou um naquinho de sua Punto Máximo(luís capucho/Marcos Sacramento). Vai ficar lindo demais:

 

terça-feira, abril 25, 2023

Nehedar - La vida es libre

O Marcelo postou uma publicação do Tive sobre o Cinema Orly espanhol, em que, Marcelo, fez uma citação do dito popular “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”. E, de fato, tenho essa impressão sobre os acontecimentos, porque o mistério no entorno deles é tão surpreendente ou milagroso, que como fosse dizer o Pedro, me deixam “de cara”.
O caso é que no filme “Peixe Abissal” que Rafael fez comigo, a narrativa toda vai se abrindo, abrindo, abrindo, abrindo e vai se abrindo para desfechar-se no mar, para o fundo abissal e misterioso do mar, como está dito no título que deu ao filme. E longe, sem saber disso, e quase ao mesmo tempo, Nehedar criou um roteiro para minha La Vida es Libre, cujo final é também o mundo de Eros ou Iemanjá, quer dizer, tudo bruxaria e milagre.
Vejam:

sábado, abril 22, 2023

Cinema Orly por Rafael Julião

Conheci o Rafael Julião no programa Escuta, um Núcleo da Letras da UFRJ, que escuta discos da música contemporânea, entrevistando simultaneamente o autor. Ele era quem entrevistava e eu, devidamente, ensaiado para as respostas, custava pra sair de dentro de mim, uma loucura he he! Mas foi delicioso!

Agora, por ocasião do lançamento do Cinema Orly, na Espanha, Pelo La Abaporu e traduzido pelo Tive Martinez, pedimos a ele que falasse do livro.

Ele nos deu a alegria:

sexta-feira, abril 21, 2023

para a região dos lagos -
Diêgo dirigiu a Cabeça de Porco, peça a partir de meus livros e músicas, para o seu curso na Unirio. E está com o Fauna Beat.
Mandou:
“Nesse sábado vou fazer um experimento aqui em casa. No Fauna Beat vamos reunir alguns artistas que me amarro pra escutar um pouco do trabalho deles tomando uns bons drinks à beira da piscina. Que tal?

Quem animar, manda uma mensagem que passo a localização.

Traje: banho para os dispostos

Serviço:
Fauna Beat
Sábado, 22 de abril
16h às 22h
Endereço (no phone)

Exposição do Rond Ézer
16h - Piscininha e amor
18h - Darling
19h - Luís Capucho
22h – Fim”

 

terça-feira, abril 18, 2023

Nehedar - La vida es libre

Já faz um tempo que estamos às voltas com um disco de versões de minhas músicas cantadas por outros artistas e que se chama La Vida es Libre. É uma ideia do Tive Martinez, meu parceiro em Poema Maldito e Camuflagem e que traduziu o Cinema Orly para a Espanha. Lançaremos em dois volumes e no primeiro deles haverá Nehedar, Bob Gaulke, Mathieu Evellard, Luiza Brina, Gabriel Edé, Arthur Nogueira, Gustavo Gallo, Rocha Julia, Luis Gustavo e Lucia Santalices. Tou ansioso e hoje subi no meu canal a Nehedar cantando La Vida es Libre.

Coisa linda!

Obs: o de sempre, curtam, compartilhem, se inscrevam no canal, façam-me popular:

https://www.youtube.com/watch?v=LNY5ISazRRE

sábado, abril 15, 2023

Andei intervindo num’As Vizinhas de Trás mais antigas que tenho aqui comigo. E esse é um pedaço de uma delas, das que julgo ter dado um up. Tenho tido muito mais cuidado e definição com as novas, que pinto. Mas tenho pensado que as antigas têm a mesma presença, o mesmo pensamento das novas, olha:


 

terça-feira, abril 11, 2023

... a expressão da boca define a pessoa
a expressão da boca conduz aos outros movimentos dela
a expressão da boca dá sentido para os olhos
a expressão da boca centraliza o sentimento....

 

sábado, abril 08, 2023

Sempre fui um menino que morou na beira do rio ou que morou na beira de um córrego. E nunca me esqueço da atenção que me chamavam, o que, depois, soube ter o nome remansos. E eu me lembro de haver remansos também dentro das casas e, hoje, aqui no apezinho, fotografei um deles:


 

quarta-feira, abril 05, 2023

Pedro acabou de cortar meus cabelos. Estou bem molenga, porque, ontem tomei a bi-valente. Tou na crise dos sessenta, vocês sabem. Parece ser a primeira vez na vida que minha auto-imagem se modifica, mas não sei. A moça que me aplicou a vacina disse que não iria me machucar. Doeu!

 

terça-feira, abril 04, 2023

 

Renomeei para Pandemia, a playlist onde amigos cantaram no que havia chamado de Florão da América (festival íntimo). Também para o lançamento do Cinema Orly na Espanha pelo La Abaporu, com tradução do parceiro Tive Martinez, estou criando uma playlist, além do catálogo dos discos e de cifras para as músicas. Clique no link, inscreva-se no canal, compartilhe, faz-me popular, receba notificações dos novos posts, não perde:

https://www.youtube.com/channel/UCadM7zbVb-HfOgv_9uaP3Rg

segunda-feira, abril 03, 2023

Ontem, eu e Pedro vimos um documentário sobre o artista chileno Lemebel. Ele, olhando para uma foto projetada em preto e branco na parede, de quando era pequeno, ao lado da mãe, disse ter descoberto ser um gênio já na época da foto. E exclamava, mãe!, repetidamente, meio teatralmente, diante da imagem. Do que eu mais gostei do perfil de artista que ele criou é que ele era bravo, tinha bravura no corpo.

 

domingo, abril 02, 2023



Quero mostrar a literatura da Rubia, um pedaço do que ela mandou. Foi por isso que falei em milagre e, por isso, em cavucação. Esse trecho inicial está em alemão que é uma língua que Rubia usa agora. Paloma - Balada da Paloma (luis capucho/Rafael Julião) – é a pessoa que fala a ideia do protocolo. Escavação pro alto, escavação da escavação da escavação.
Veja:


sábado, abril 01, 2023

Já disse algumas vezes, na rede, que de quando em quando, acontece algo extraordinário pra mim e que sempre estou em posição de alerta, atento para o próximo milagre, e o milagre da vez ta rolando agora em Vienna! Rubia mandou foto linda do início da apresentação de seu texto, num lugar de apresentação de estudos, e o seu, sobre educação básica para adultos, tem no fim ou no início, porque tem a ver com escavação, eu não sei bem, Rubia está explicando isso, agora, e mandou foto com Balada da Paloma (luís capucho/Rafael Julião):


 

terça-feira, março 28, 2023

Hoje, às 20:30, no Cine Sesc de SP, dentro do Festival de cinema de Tiradentes, passará o Peixe Abissal, de Rafael Saar, que mistura minha obra em sua narrativa de filme. Os de São Paulo, não perde!

 

sábado, março 25, 2023

Cinema Orly por Jacqueline Figueiredo

Cinema Orly foi publicado em 1999 e, agora, em 2023, por ocasião de sua publicação espanhola, com tradução de meu parceiro de música, Tive Martinez, e saído pelo selo editorial La Abaporu, a Jacqueline fez a nosso pedido esse vídeo em que torna o Cinema Orly mais bonito.

Não perde, curta o vídeo, compartilhe, comente e se inscreva no canal para receber as novas notificações de conteúdo e também para aumentar o alcance dele. Não perde, faz-me popular yahahhha!

quinta-feira, março 23, 2023

 Dia 28/03, ainda no Festival de Cinema de Tiradentes, Peixe Abissal, de Rafael Saar, que tem fundo na minha obra litero-musical e sobre ela sua narrativa de filme e, disse Pedro, a viagem toda nossa, estará no Cine Sesc, da cidade de São Paulo. É lindo e só faz sentido se você assiste. Não perde!



quarta-feira, março 22, 2023

Fiz As Vizinhas de Trás – laranja, ainda morava na casa de trás do prédio de três andares em que moro hoje. Mas mamãe já não estava mais comigo. Foi o Joel Rosa quem me encomendou. Só agora, vou lhe mandar o Certificado de Autenticidade:

 

domingo, março 12, 2023

Contente demais com esse podcast do Acorde! Editorial, onde meu disco Cinema Íris - produzido pelo Paulo Baiano e com Dir Artística do Marcos Sacramento - serviu a uma conversa tão no último do pensamento pra dizer que ele ta muito vivo, no belo, no bom e no melhor. Um surpresão pra mim e alegria demais ver o Cinema Íris atravessando uma época, como fazem as coisas absolutas. Quer dizer, o Cinema Íris não é uma abstração, ao contrário, tudo amor.
Ouçam:
https://open.spotify.com/episode/79LbwQGrRWBKoNM8V1jhEx?si=qKnYSJVkRFS49gbei_n4-g&app_destination=whatsapp&nd=1



 

quinta-feira, março 09, 2023

Fonemas - Luís capucho

Têm dito que minha produção de arte é autobiográfica, que faço uma espécie de autoficção. E a Fonemas (luís capucho/ Marcos Sacramento) é uma das que tem a ver com a minha biografia: eu tinha saído do coma, em 1996, com sequelas motoras que me impediam de tocar e compor. Por volta dos anos 2000, já conseguia fazer no violão, mi maior, lá menor e ré. Então, pedi a meus parceiros que me dessem letras muito simples, que eu pudesse traduzir em melodias que coubessem entre esses acordes. Sacramento me deu Fonemas, que trata de minha dificuldade de falar, da motricidade de minha língua, de meus dedos, meu corpo e de mamãe:

segunda-feira, março 06, 2023

domingo, março 05, 2023

Do Cadernos de Música - 4  “Para o narrador-personagem, haverá sempre artifícios para fugir ao torpor, não importando que beirem ao vulgar ou ao sublime: seja se masturbando, seja lendo/escrevendo, são ações que fogem ao torpor. Certamente, o conceito mais importante em Capucho é o da masculinidade, base para o conceito de sublime, que, por sua vez, é básico para um certo conceito de trágico.”

Rogério Skylab


quinta-feira, março 02, 2023

 

Quando eu era menino, com mamãe, uma coisa que me animava demais a seu lado, era quando ela arregaçava os gomos da mexerica pra mim, para eu comer. Isso é uma coisa que me anima por dentro até hoje em dia, ver as coisas arregaçadas, viradas ao avesso. Foi o que aconteceu ao ouvir essa entrevista do Tive e Vladmir com a Esther: https://cebusal.es/podcast/biobrasil-luis-capucho/?fbclid=IwAR1HfGmAZYtN9oCp5VUQqdHlsil_CIdGd_ZjN5ltDOPEHwEc0H09u7GoJQU

O podcast está no final do texto do link. E arregaçou tudo!