segunda-feira, fevereiro 17, 2014



Minha casa está toda revirada ainda.

Dessa vez, para o assentamento do piso do quarto de mamãe. Tirei todas as tranqueiras de lá e espalhei pela casa.

Agora, só falta esse cômodo para tudo ficar pronto.

No último sábado, avisei ao Pessoal de Baixo que iria fazer barulho em meu chão. Disse que iria fazer no domingo e na segunda e que, aí, acabava, porque era o último pedaço da casa por fazer.

Eles, então, disseram que não estavam se importando e que eu poderia fazer barulho à vontade.

Sim, sou eu mesmo que faço o barulho, pois como é de conhecimento de meu silencioso leit@r, para economizar mão-de-obra estou preparando o assoalho para o Ari fazer apenas o trabalho final, quer dizer, o assentamento do piso no chão.

Comecei pela manhã do domingo o trabalho e logo Pedro chegou – ele, encantador, trouxe nosso almoço = e quis fazer em meu lugar. Ele trabalhou cutucando o chão exatamente como o barbeiro de Minas Gerais cutucava os meu cabelos para o corte: meticulosamente, detalhadamente, atenciosamente.

Eu fiquei assistindo ele trabalhar e insistindo para que ele parasse e deixasse eu fazer um pouco. Não quero contar ao leit@r todos os detalhes do que se passou por minha cabeça, nem tudo o que conversamos ou não conversamos do que imaginei se passar pela cabeça dele e pela cabeça do Pessoal de Baixo, que por horas, era martelada pelas batidas de aprontar o chão para o trabalho do Ari, depois.

O fato é que pouco se passou para que Pedro parasse o trabalho e fosse para sua casa.

Então, leit@r, trabalho de pedreiro é um trabalho deveras pesado, mas instigante como lavar louça. Você vai vendo tudo se aprontando, vai se construindo uma coisa e, aí, a gente vai se entusiasmando por querer ver a coisa e ela vai aparecendo e dependendo de você, você vai ver ela daqui a pouco, ta se ligando?

Pedro tinha feito uma boa parte do quarto, quando eu peguei.

Além do entusiasmo que me pegou, fiquei pensando no Pessoal de Baixo ouvindo minhas marteladas e achei que se eu conseguisse deixar tudo pronto no domingo, não haveria marteladas na segunda-feira.

Então fiquei até à noitinha martelando. E consegui deixar tudo prontinho para o Ari.

E quando cheguei no Pedro pra vermos juntos o Fantástico ele tava com febre, de fazer esforço de pedreiro.

Aí, eu medi minha temperatura e eu também tava com febre.

Que coisa!

Pode?

2 comentários:

Manoela disse...

pois e, luis! tem coisas que a gente so entende quando pega para fazer. resolvi pintar a casa e tambem tive a oportunidade de compreender melhor o trabalho e a importancia de um pintor. nao e nada facil, entao entendi porque nao e barato. agora o prazer de ver algo sendo construido por vc mesmo nao tem preco. sobraram dores no corpo, nos bracos e tudo mais. mas sobrou alegria de ver o trabalho. mesmo longe de ser perfeito, eu sei que fui eu quw construi aquilo...legal acompanhar vcs. bjs

Luís Capucho disse...

valeu, Manoela!