sábado, janeiro 09, 2010

Letras do Cinema Íris

1- A Música do Sábado-( ISRC-?)- Luís Capucho/ Kali C.
Voz e violão- Luís Capucho
Teclados, sinth bass e drums - Paulo Baiano
Guitarra- Eduardo Marcolino

Poucos fazem como faço
Que estou sempre na beirinha
Daqui pra lá não existe mais fundo
Daqui pra lá não existe meu mundo
Daqui pra lá é o fim

É a maluquice
Eu ando com mamãe na lua cheia, na noite vazia
Uma jovem bicha triste
Mendiga um trocado pra comer biscoito
Penso um pouco
Olhando para o mar, olho para o vazio, olho para mim
Olho pro rapaz sentado esperando
Olho para o fim

Daqui pra lá não existe mais fundo
Daqui pra lá não existe meu mundo
Daqui pra lá é o fim

Vejo calças arriadas no banheiro do Rex
Há pessoas que não ligam para o que dizem
Outras são paranoicas e vigiam o mundo
Quer dizer, a vida fica insuportável
Mesmo assim ninguém quer morrer, eu acho
Um homem aprecia de longe um cachorro de porte soberano
Caminho mais um pouco na beirada onde estou
Tomo os remédios e continuo
Da beirada vejo o ceu aberto
Passo entre homens inchados e sujos
Sentados no jardim
Ando até minha casa
A música do sábado à noite
Me derrete sozinho na cama

Daqui pra lá não existe mais fundo
Daqui pra lá não existe meu mundo
Daqui pra lá é o fim.


2- Atitudes Burras-( ISRC-?)- Luís Capucho
Voz e violão- Luís Capucho
teclados - Paulo Baiano

As atitudes burras das pessoas

Me fazem distrair
Enquanto espero ser atendido
Outras pessoas não param de chegar pra ser atendidas
E vão ficando cada vez mais burras sentadas nas cadeiras esperando
E eu vou me distraindo
Pequenas atitudes burras vão se repetindo

Sinal que a natureza das pessoas não é pra esperar
A natureza das pessoas não é pra ficar sentadas esperando

Vi um rapaz inteligente que foi embora
Uma mulher começou a reclamar brigando
A senhora de cabelos brancos tremeu
A criança teve que beber água
Não havia animal por perto
Era um dia bom de inverno
Mas a máquina burocrática
Que provoca as pequenas grandes atitudes burras é tão terrível
Terrível como um assassinato

Terrível como um sequestrador
Terrível como a cela da prisão
Como um furação como um vulcão
Terrível como um homem-bomba.



3- Ceu-( ISRC-?)- Luís Capucho
Voz e violão- Luís Capucho
teclados e Acid drums - Paulo Baiano
Vocais- Marcos Sacramento e Clara Sandroni
Harpa- Cristina Braga - participação especial

Se eu não te beijo é como astrologia sem ceu

eu posso até criar asas, mas eu não vôo
eu posso até criar asas, mas eu não saio do chão
sexo sem beijo é solidão

Se eu não te beijo é como poesia sem ceu
eu posso até criar ritmo e verso, mas fica frio
eu posso até criar crina e rabo, mas não cavalgo
eu posso até criar crina e rabo, mas não galopo
pode até crescer chifre e rabo, mas eu não fervo
sexo sem beijo é solidão

Se eu não te beijo é só pornografia sem céu
é pornografia sem ceu, sem ceu, sem ceu

Como posso ser seu anjo, sem o ceu do seu beijo
como posso ser leve como a nuvem, sem o ceu do seu beijo
como posso ser suave como a brisa, sem o ceu do seu beijo
como posso ser azul, sem o ceu do seu beijo
como posso ter ternura, ter doçura, ser macio, ser romântico, ser feliz sem o ceu do seu beijo
sem ceu, sem ceu, sem ceu

Se eu não te beijo é como astrologia sem ceu
se eu não te beijo é como poesia sem ceu
se eu não te beijo é só pornografia, sem ceu
sem ceu, sem ceu, sem ceu.


4- Cinema Íris-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz e violão- Luís Capucho
teclados, samplers e Acid drums - Paulo Baiano
Vocais e assovios - Marcos Sacramento

A moça que faz streap-tease no Cinema Íris

Sabe deixar o tempo pra trás
Ela avança o corpo nu
E o tempo escoa na beira do rio
Seus movimentos voltam-se suspensos no som
Enquanto homens masturbam-se na neblina do cinema
Ela dança sem importância
No seu olhar nascem estrelas
Nos seus cabelos luz do sol

Homens sentados assistem, velhos mancos
Com uma das pernas decepadas
Homens muito gordos, com barrigas enormes
Homens maravilhosamente magros e altos
Muitos masculinos
Muitos femininos
Jovens com carisma, com charme
Com pernas muito gostosas abertas
Aqueles tinham caras de veados
Homens com caras cabeludos
Homens com caras de bigode
Homens com caras travestidos
Homens com caras de hospício
Homens com caras de mal

A moça que faz streap-tease no Cinema Íris
Streap-tease no cinema
Cinema Íris.


5- A Expressão da Boca-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz e Violão- Luís Capucho
Piano- Paulo Baiano
Vozerio- Paulo Baiano, Marcos Sacramento, Pedro Paz

Ando de noite de volta pra casa

Sozinho e perguntando pra mim mesmo
Se sou o tipo de boca aberta
Ou se sou aquele tipo de boca nervosa
Minha boca ta legal
Tiro a pergunta da cabeça sorrindo
Sozinho na rua

Que loucura pode ser é uma delícia
Pode ser uma coisa fácil
Pode ser não entendi

Dobro a esquina escura, ando sem barulho
Detesto cachorro latindo
Se late longe é bonito
Mas de perto ninguém gosta
Quanto ao tipo de boca que eu seja
Depende
De onde eu esteja, do que eu faça
mais um pouco e chego em casa
Se os evangélicos e os católicos estiverem com a razão
Minha alma não se salva
Se onde as almas se salvam está cheio de evangélicos e católicos
É muito pior

Que loucura pode ser é uma delícia
Pode ser uma coisa fácil
Pode ser não entendi

Voltando à expressão da boca
A expressão da boca define a pessoa
A expressão da boca conduz aos outros movimentos dela
A expressão da boca dá sentido para os olhos
A expressão da boca centraliza o sentimento
Fica mais velha
Fica mais moça
Fica boco-moco, fica songa-monga, fica trincada
Revela a pessoa no momento
E também revela a pessoa mais completamente
Fora do momento
É onde sopra o espírito
Sopra o espírito
Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá bláBlá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá
Que loucura pode ser é uma delícia

Pode ser uma coisa fácil
Pode ser não entendi.


6- Eu Quero Ser Sua Mãe-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz e violão- Luís Capucho
Teclados, sinth bass e drums - Paulo Baiano
Vocais- Marcos Sacramento e Clara Sandroni
Guitarra- Eduardo Marcolino

Eu quero ser sua mãe

Feito ela ser tão bom
Feito ela ser macio
Feito mamãe ser o seu prumo
Eu quero ser sua mãe
Te fazer vestir a camisa
Te fazer calçar os chinelos
E não esquecer do guarda-chuva
Quando vai chover
Vou pentear os seus cabelos
Eu vou cortar as suas unhas
Quero te pegar no colo, te colocar na cama
Eu quero ser sua mãe
Vou te dar muito carinho
Brincar no teu corpo pelado
Te lambuzar com o meu doce e ficar matando as baratasque venham te comer

Te lambuzar com meu doce e ficar matando as formigasque venham te comer
Te lambuzar com meu doce e ficar matando as baratasque venham te comer.



7- Os Gestos Das Mulheres-( ISRC-?) - Luís Capucho/ Mathilda Kóvak
Voz- Marcos Sacramento
Piano e sinth bass - Paulo Baiano

Tento aprender

Os gestos das mulheres
Tento apreender
O dedo indicador sobre o lábio superior
Quer dizer batom nos dentes
Gemido quer dizer que é bom
Bramido pode ser um pedido inocente
Brandido no ar
Bandeira pode ser
Mostrar pra esconder
Os gestos das mulheres tento aprender
Cruzar um pouco as pernas
Sentar de perna aberta quer dizer que é moderna
Sorrir quando quiser bater
Chorar quando der de sofrer
Tento aprender

Os gestos das mulheres
Como usar seus talheres
Como se postar à mesa
Como passar despercebida e ilesa
Deixando pegadas
Invisíveis no caminho
Que só podem ser seguidas

Por um cego um louco ou um vizinho
Dar muito
Pedir pouco
Tento aprender os gestos das mulheres

Decorar seus deveres
Quem sabe um dia não passo por uma delas
E até consiga que um cego um louco um homem me siga
E me ame de uma vez.



8- O Motorista do Ônibus-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz- Luís Capucho
Teclados, sinth bass e Acid drums - Paulo Baiano
Guitarra- Eduardo Marcolino
Vocais- Marcos Sacramento e Clara Sandroni

O motorista do ônibus disse

A vida é boa cruzando a cidade
Voando baixo pelas ruas
O motorista do ônibus
Ele vai voando sentado na sua cadeira enfeitada
Colorida brilhante perfeita feito rabo de pavão
Suas mãos nas curvas do volante voam pelas avenidas
O motorista buzina ele pára nos sinais
Olhando o trânsito de tanta gente
Ele fica enervado
Fica invocado, empertigado, às vezes ele fica contente
Eu dou razão ao motorista do ônibus porque
Todo mundo deve estar em paz
A vida é boa, a vida é má
E se você tem gosto pra ela
Ela é gostosa.


9- Para Pegar-( ISRC-?) - Luís Capucho


Voz e violão- Luís Capucho
Teclados, sinth bass e Acid drums - Paulo Baiano
Vocais- Marcos Sacramento e Clara Sandroni

Não vou pra casa

Essa noite eu vou ficar na rua
Não tenho medo de assaltante ou medo de polícia
Só respeito a lua
Gosto de ver o teu sexo bandeira
Nas sombras, nas beiras
Nas quebradas da noite
A noite está para pegar
A lua ta linda
Seu corpo majestoso
A lua está para pegar
O céu está lindo
Seu corpo majestoso
O céu está para pegar
A noite está linda
Para pegarPara pegarPara pegar
Pára pega pára pega pára pega pára pega...



10- Parado Aqui-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz- Luís Capucho
Teclados e sinth bass - Paulo Baiano

O céu estava azul

o sol tão brilhante
e eu aqui parado penso,
onde vai minha cena
d'eu aqui parado pensando,
onde vai a semana
com tanto acontecimento
com o homem, com a mulher
com a árvore da calçada,
com a sombra da árvore na casa
e o ar parado
e o meu ar parado
sentado aqui quieto cantando
o céu estava azul,
o sol tão brilhante

o céu do beija-flor voar
o sol das janelas abrir
o sol da árvore crescer
da sombra da árvore na casa
e eu aqui parado
vendo você passar na rua rindo me olhando
e eu parado aqui,
sentado aqui quieto cantando
quieto aqui, parado aqui
olhando aqui, pensando aqui

feito um prisioneiro
feito um cachorro preso
feito um peixe no aquário
feito um bicho na jaula
feito o velho na sala
feito a rosa na jarra
quieto aqui, pensando aqui
olhando aqui, parado aqui
sentado aqui, cantando aqui...




11- Peixe-( ISRC-?) - Luís Capucho


Voz e violão- Luís Capucho
Piano elétrico, teclados, sinth bass e drums - Paulo Baiano
Guitarra- Eduardo Marcolino

Eu vivo sempre no fundo do meu peito

Eu vivo só mergulhado
O céu cai como um mar entre os edifícios
E eu ando na rua embaixo feito um peixe
Ouço sem pensar os ônibus passando
Os carros passando
Resolvo entrar num bar
Você olhou pra mim
Meu coração parou
Peço uma coca
Será o que você viu
Será o que você quer
Eu preciso de alguém
Eu preciso de alguém
Eu preciso de alguém assim como você
Alguém que olhe desse jeito
Desses que ficam junto no dia frio.



12- Pessoas São Seres do Mal-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz e violão- Luís Capucho
Teclados - Paulo Baiano
Vocais- Marcos Sacramento

Pessoas são seres do mal

Eu sei que eu sou um deles
De manhã tenho acordado cheio de angústia
Mas depois que me acostumo ao dia
Depois que eu me envolvo
Que eu me saturo de maldade
Depois que vou deixando de ser bobo
Depois que fico um cara mais frio
Que, conscientemente, fico um cara mais cruel,
Me sinto melhor.

Pessoas são seres do mal
Eu sei que eu sou um deles
Terá sido por que Eva comeu a maçã
Será mesmo por isso que existe a dor
Terá ficado melancólica como estou
Ficado com olheiras
Ficado muito magra
Ou engordado demais
Ficado depressiva
E quis de novo o gosto de maldade da maçã
Pra dizer nua, outra vez,
Me sinto melhor
Me sinto melhor.



13- Romena-( ISRC-?) - Luís Capucho/ Suely Mesquita
Voz- Suely Mesquita
Violão- Luís Capucho
Piano- Paulo Baiano

Eu vi uma menina romena dançando break

Deliciosa uma mínima romena dançando break
Eu quero ter as maravilhas do mundo
Quero viver nas maravilhas do mundo
Quero comer as maravilhas do mundo
Eu quero ser as maravilhas do mundo.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Eu nem me lembro em que ano foi isso, mas me lembro com saudade da vez em que estive em São Paulo, na casa de Bia e Raquel e comi a comidinha que se faz em Sampa, na casa delas, e fiz uma entrevista para o Mix Brasil e nós, eu Raquel e Bia fizemos um vídeo para o Peixe, que Pedro editou.
Que bom que foi!
Lembrar disso é para mim, uma forma bem legal de engatar, engrenar, enrabiolar, entrançar, entrar definitivamente em 2010, o ano do Tigre, de São Jorge:

Luís Capucho

Peixe

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Minha vizinha de janela pegou sua panela de pressão, que estava comigo, para fazer um caldo verde pros convidados de Bob, que hoje faz aniversário.
Vai ter bolo e refrigerante.
E o apartamento vai se enfeitar de bolas de soprar.
Quando minha mãezinha era viva, fazíamos seu aniversário aqui em casa.
E todos os dias, Bob vinha para ficar um pouco com mamãe.
Que saudade!
E veja que legal, bom leit@r, Pedro está na revista Caras desse mês:

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Ontem, levantei muito cedo para ir ao médico e quando entrei na sala de espera muito cheia de gente, claro, eu não pensava, enquanto adentrava pela sala, em nada do que estivesse ali, meu pensamento viajava por outras pradarias, mas entrevi, umas mulheres, que sentadas esperando, me apontavam para algo no chão, elas estavam meio assustadas e eu, vindo das minhas pradarias internas custei a me tocar, continuei andando na direção em que eu estava, e eu já estava bem próximo a uma delas mais aflita, que me disse apontando aliviada:
- Ainda bem que você não pisou! – e quando eu vi, era um pedaço de bosta humana no chão da sala.
Aí, me encostei na parede a esperar que o médico me chamasse e abstraí. E a cadeira de um cara que esperava pelo médico vagou, mas continuei encostado à parede esperando. Então, o cara reapareceu com uma vassoura e uma pá, recolheu o pedaço de bosta do chão, com uma expressão muito decidida. E sentou, novamente.
E tinha um outro cara esperando que já havia conversado comigo de outras vezes em que estive naquela sala. Eu olhei muito pra ele, porque eu queria cumprimentá-lo, falar um “oi” à distância, mas o cara fingiu que não me viu por todas as vezes em que o olhar dele cruzou-se com o meu. E eu ainda fiz um sinal.
Que coisa...
A assistente do médico me chamou e fui...

terça-feira, janeiro 05, 2010

Comprei uma bacia pra mim.
Eu tinha pensado em comprar uma bacia como aquela em que eu tomava banho, quando eu era um menininho. Era uma bacia de metal, acho que de zinco.
Mas, aí, eu teria de ficar procurando pela cidade um lugar que vendesse daquelas.
Cheguei a perguntar n’algumas lojas, mas não tinha.
Então, comprei uma bacia de plástico.
Estou fazendo, com a ajuda do Baiano, do Pedro, da Ruth, a ficha técnica para o Cinema Íris. Pedi à Paula que fizesse a capa pra mim e ela topou.
Vou mandar pra ela:



CD Cinema Íris
Produção, arranjos, gravação e mixagem: Paulo Baiano.
Direção artística: Marcos Sacramento
Produção afetiva: Pedro Paz
Produtora associada: Ruth Castro

Gravado e mixado no Escritúdio Cobaia, Rio de Janeiro em 2008/2009.
A faixa 3-Ceu foi gravada no Studio Monoaural pelo Gabriel Muzak.

1- A Música do Sábado-( ISRC-?)- Luís Capucho/ Kali C.
Voz e violão- Luís Capucho
Teclados, sinth bass e drums - Paulo Baiano
Guitarra- Eduardo Marcolino

2- Atitudes Burras-( ISRC-?)- Luís Capucho
Voz e violão- Luís Capucho
teclados - Paulo Baiano

3- Ceu-( ISRC-?)-��? ��? Luís Capucho
Voz e violão- Luís Capucho
teclados e Acid drums - Paulo Baiano
Vocais- Marcos Sacramento e Clara Sandroni
Harpa- Cristina Braga - participação especial

4- Cinema Íris-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz e violão- Luís Capucho
teclados, samplers e Acid drums - Paulo Baiano
Vocais e assovios - Marcos Sacramento

5- A Expressão da Boca-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz e Violão- Luís Capucho
Piano- Paulo Baiano
Vozerio- Paulo Baiano, Marcos Sacramento, Pedro Paz

6- Eu Quero Ser Sua Mãe-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz e violão- Luís Capucho
Teclados, sinth bass e drums - Paulo Baiano
Vocais- Marcos Sacramento e Clara Sandroni
Guitarra- Eduardo Marcolino

7- Os Gestos Das Mulheres-( ISRC-?) - Luís Capucho/ Mathilda Kóvak
Voz- Marcos Sacramento
Piano e sinth bass - Paulo Baiano

8- O Motorista do Ônibus-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz- Luís Capucho
Teclados, sinth bass e Acid drums - Paulo Baiano
Guitarra- Eduardo Marcolino
Vocais- Marcos Sacramento e Clara Sandroni

9- Para Pegar-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz e violão- Luís Capucho
Teclados, sinth bass e Acid drums - Paulo Baiano
Vocais- Marcos Sacramento e Clara Sandroni

10- Parado Aqui-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz- Luís Capucho
Teclados e sinth bass - Paulo Baiano

11- Peixe-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz e violão- Luís Capucho
Piano elétrico, teclados, sinth bass e drums - Paulo Baiano
Guitarra- Eduardo Marcolino

12- Pessoas São Seres do Mal-( ISRC-?) - Luís Capucho
Voz e violão- Luís Capucho
Teclados - Paulo Baiano
Vocais- Marcos Sacramento

13- Romena-( ISRC-?) - Luís Capucho/ Suely Mesquita
Voz- Suely Mesquita
Violão- Luís Capucho
Piano- Paulo Baiano

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Ruth, ontem, me convidou para um churrasco, à tarde, no clube Gragoatá, onde estava sendo comemorado o níver de sua amiga adolescente.
Foi uma tarde agradável, cheia de vento e com um sol muito quente e nós ficamos sob um grande telhado sem paredes em torno.

E teve aquele momento comum em que o pessoal, já meio bêbado, começa a falar mais alto, a defender argumentos absolutos.
Eu, que sou um cara caótico, sempre fico quieto no meu canto.
Mas eu tinha me reencontrado com um colega de escola, que acabou me colocando no assunto e disse pra todos que eu sou lesado, porque eu não conseguia me lembrar das coisas que ele se lembrava.
Que horror!...rs.
Ruth me trouxe de presente um copo para beber cerveja. Eu adorei!

domingo, janeiro 03, 2010

Meu computer, minha conexão, têm, os dois, andado lentos feito cágados desanimados.
Eu também, como já disse, tenho estado possuído de desânimo, embora esteja um domingo lindo de sol e tudo, na superfície da cidade, seja alvissareiro, esperançoso, alegre, sem dispor algum para voltar-se pro fundo.
Ontem, como hoje, fez outro dia, assim, lindo. E eu e Sacramento decidimos dar uma volta por Charitas, onde nos refestelamos diante da beleza dos sacos de mar da Baía da Guanabara e ficamos a conversar.
Ficamos por lá até que a noite se fechasse inteira sobre a cidade que ficou pontilhada, ao longe, das luzes pulsantes.
Então, o meu bom leit@r imagine a pressão: o mar pulsando, as luzes pulsando, a gente, as pessoas pulsando na beira do mar, tudo, tudo, tudo, mas nada explodiu.
E, nós, a despeito da grande pressão, estávamos leves feito dois pardais ciscando na areia da praia.
Num momento, olhando o mar inchado, de um azul profundo, o Sacramento disse:
- Você sabia que uma das principais causas do buraco na camada de ozônio são as milhares de vacas peidando pelos campos do Brasil?
- Mas, Sacramento, será possível!?? Eu não acho que seja!
- É, sim, Luís! – ele disse. Sacramento sabe tuuuuudo!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sábado, janeiro 02, 2010

Dona Glorinha, que morou embaixo de minha vizinha de janela, onde, hoje em dia, mora a família do menino pra quem ensinei matemática, mandou-me pedaços dos bolos que fez para as festas de final de ano.
Eu e Simone passamos o Ano Novo na casa do Sacramento e quando viemos embora, pela manhã, vimos que o carro dela tinha sido arrombado.
Tenho estado desanimadaço.
Preciso me encher de animação, mas essa invenção de recomeço, que se fez no calendário, trouxe pra mim, mais uma vez, a morte de minha mãezinha e isso me desanima muito.
Bem, mas vamos em frente...

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Fiquei comovido nesse dia chuvoso e último do ano de 2009.
Já acordei com a comoção e liguei a TV.
Então, vieram as notícias de gente soterrada.
Em meu vale, começaram a ribombar os fogos que anunciam 2010.

Há pouco, vi pela janela os adolescentes enturmados, vestidos de mulher, na chuva, a caminho da praia, zoando.
E Marcolino me presenteou com uma versão singela e instrumental de “Peixe”, que repasso aos meus silenciosos leit@res, com os mais sinceros votos de um 2010 feliz!
É só isso!

Eduardo Marcolino - Peixe

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Terminei de pintar minhas novas carinhas.
Ontem, quando vieram aqui em casa, minha vizinha de janela e Simone, levei-as ao quarto de mamãe, onde as carinhas descansavam, para que elas as vissem.
Então, contei-lhes sobre como tinha sido difícil chegar àquela boca, e eu quis dizer, àquele resultado de boca de uma das carinhas, a boca fechada de lábios carnudos, que me custou muitas tentativas.
- É, ficou muito bom, ela sorrindo, com os dentes à mostra – minha vizinha de janela falou e quando me virei na sua direção, minha vizinha de janela imitava minha carinha, fazia uma careta, num sorriso engraçado, com os dentes superiores à mostra, presos nos lábios tensos.
- É, ela ficou sorrindo!- Simone falou num elogio.
- Mas isso não é sorriso, gente! Nem dente! É o lábio dela! – eu falei.
E depois, quando elas já tinham ido embora, voltei ao quarto e vi minha carinha sorrindo pra mim, mostrando os dentes.
Que coisa!

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Quando eu, Simone e Pedro estávamos assistindo ao seminário TRANS, num hotel no bairro da Glória, no Rio, tinha um fotógrafo registrando.
Que tem um site:
http://www.sosdignity.org/

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Arícia mandou e-mail:

"Ola Amigos
Quero convidá-los para a primeira audição virtual de meu segundo Cd" Onde Mora o Segrêdo", que acontecerá amanhã dia 16 de dezembro, `a partir das 11:25 da manhã, até dia 18 de dezembro as 11:25 da manhã.
As músicas ficarão no ar por apenas 48hs no endereço www.myspace.com/ondemoraosegredo.
Espero por vocês!
beijos
Arícia

terça-feira, dezembro 15, 2009

Dorinha foi rápida, deixou a casa um brinco e foi embora.
Como ela já tinha começado o trabalho atrasada, fiquei desconfiado, achei que ela tivesse maquiado tudo sem limpar direito. Mas deve ser o talento, sei lá, tá limpo.
É isso.
Hoje, as cigarras não fazem coro, ao longe, no vale.
Parece que vai chover.
Fui.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Hoje, queria ter dormido um pouco mais, mas me levantei da cama, porque Dorinha iria chegar e ela não chegou.
Vou fazer meu café delicioso e esperar...

sábado, dezembro 12, 2009

Procurei informação sobre o projeto de lei 122 na net, porque Simone me avisou que os evangélicos no canal 7 estavam aconselhando aos fiéis que enviassem mensagem para os senadores de seu estado, pedindo que votassem contra a lei.
Aí, achei um blog dando a dica:

“Como cidadãos brasileiros podemos reinvindicar nossos direitos, mande e-mails para os senadores do SEU ESTADO.
Entre no site: "http://www.senado.gov.br"no lado esquerdo da tela em azul, na opção SENADORES, depois na opção UF, aparecerá o nome de cada senador em seus estados respectivos, clique no nome do senador do seu estado pegue o e-mail dele, e mande a seguinte mensagem:


Exumo Senhor Senador, vote contra a Lei Pl122
Assinado: Cidadão Brasileiro.

Mande um e-mail para cada um dos três senadores do SEU estado.”


obs: eu mandei o e-mail, só que mandei assim:

Exumo Senhor Senador, vote a favor da Lei Pl122
Assinado: Cidadão Brasileiro.


E, depois, achei esse que adorei:

"LEI PL122
25/06/08
ASSUNTO SÉRIO GENTE

eu to aqui pra falar uma coisa séria mesmo
é sobre a Lei PL122, pra que não conhece ela
é a lei que protege os homossexuais do preconceito
assim como são protegidos por lei os negros e tallevando até pena de prisão de 5 anos em regime fechado.mais, os evangélicos alegaram nós, os gays, libertinosos
e luxuriosos, deus do poder, que que é libertinoso ???
ALGUEM AVISA ELES ?
eles alegaram que pode haver abuso de qualquer um
tipo assim, quando lançaram a lei de proteção ao negro
ficou aquela coisa tipo, noooossa, esse pretinho (não sou racista)
pode botar agente na cadeia se agente olhar pra ele, ou demitir ele da nossa empresa.
VÉLHO
se isso acontecer e o gay alegar isso contra a sociedade, vai em julgaento, se ele realmente ter sido discriminado que vá para a cadeia mesmo ! se o juri julgar o acusado inocente, que se foda o viadinho que começou com graça.
é assim gente, a lei tá aí pra julgar mesmo
agora, eu aguento aquelas bucetas daquelas igrejas com um som no último gritando SAI CAPETA e fico queto,
agora se eu der a mão pra um rapaz eu sou um pecador, um filho do demonio, gente, no protesto deles eles alegaram tudo isso, acabaram com o orgulho gay.

DISSERAM QUE O HOMOSSEXUALISMO INCENTIVA A PEDOFILIA
a b s u r d o
gente, é isso, minha indignação foi toda aqui, obrigado pra quem leu tudo isso, e espero que a lei seja aprovada sim, de maneira que não pratique abuso contra ninguem ! "


Comentários no Livro de Visitas (10)

buhh_x3 disse em 25/06/08 20:12
nada contra os evangélicoscontra o movimento, por favor


beellaaax3 disse em 25/06/08 23:10
Eu li tudo!e concordo oks?:*


stolenwings disse em 26/06/08 11:29
Eu também li tudo, e também concordo D:isso é simplesmente ridiculo --'


stolenwings disse em 26/06/08 12:12
magina \o\brigada *-*


carliinhos_kikoo disse em 29/06/08 03:01
Apoiadoo !


marinaferrarez disse em 15/07/08 01:19
buuuuh ?


marinaferrarez disse em 15/07/08 01:20
apoiado (Y)'


fubaa_44 disse em 30/07/08 11:24
Eitaaa! Curti a Photoo !Amodooreei ;)


juliuscaligula disse em 24/08/08 01:58
Primeiro: Não é "homossexualismo", mas sim, Homossexualidade. Tudo que termina com "ismo" dá uma conotação de doença, e não é o caso.


santida_a_jehova disse em 06/01/09 15:36
HOLA KE DIOS TE BENDIGAHOY ES UN DIA MUY ESPECIALANOTALO EN TU CALENDARIOY ADEMAS EN EL NUEVO AÑOES EL MEJOR PARA TODOS LOS CRISTIANOSPOR QUE DIOS NOS MOSTRARA SU GLORIAY SI TAN SOLO CREYERAS VERIAS LA GLORA DE DIOSPARA EL MUNDO ES UN MAL AÑOPARA NOSOTROS NOOOBUENO ASI QUE A ESPERARACON BUEN ANIMO ESTE AÑO 2009Y A AMAR AL REY DE REYES A NUESTRO SEÑORJESUCRISTOA HACER SU VOLUNTAD Y ANUNCIAR LAS BUENAS NUEVAS DE SALVACIONA SALVAR A LOS DEMAS JOVENESLOS CUALES ESTAN EN MUCHAS COSAS QUE NO DEBERIANY SUS FAMILIAS POR ELLO SUFRENY SOLO RECIBIENDO A NUESTRO SEÑORJESUCRISTOPUEDEN SALIR DE TODO ELLOASI QUE ES LARGA LA TAREA QUE NOS QUEDACHAO QUE ESTE MUY BIEN Y CON JESUCRISTO EN TU CORAZÒN ESTES MUCHO MEJORY NUNCA TE OLVIDES QUEJESUCRISTO TE AMA Y NOS AMAY TAMBIEN AMA AL QUE LEE ESTE MENSAJE


Fizemos uma última reunião do ano de 2009 pra decidir os próximos passos musicais a tomar a respeito do CD Cinema Íris. E vimos, com alegria, que o bichano está quase pronto. Faltam apenas detalhes de acabamento, os últimos retoques, para que dentro das possibilidades do Cobaia Escritúdio e do talento de nossa pequena equipe interna(eu, Paulo Baiano, Pedro Paz e Marcos Sacramento) o CD, então, comece a fazer o percurso de fabricação de capa e prensagem, e, aí, tente chegar ao mercado.
Além da gente, o CD tem as preciosas participações de Clara Sandroni, Eduardo Marcolino e Cristina Braga.
E, por fora, articulando o que der, Ruth Castro.
A gente fez um CD muito diferente do Lua Singela, que foi lançado em 2003.
Não somente porque não é possível colocar os pés sempre no mesmo rio, mas também porque os pés já não são mais os mesmos.

Daí, é torcer pra agradar, porque a gente fez só pra agradar!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Eu e Simone decidimos ir a um seminário transexual na Glória.

Estou indo.

Veja a foto que tirei em Pedtrópolis, com o Pedro fotografando Clara e Sacramento diante do cartaz deles no Sesc Quitandinha:

sexta-feira, dezembro 04, 2009

O garoto que mora embaixo de minha vizinha de janela e que me irrita com o pipocar de sua bola pelo corredor, veio aqui em casa pra eu lhe ensinar os exercícios de matemática que ele não estava conseguindo fazer.
Eu disse:
- Deixe os exercícios aí e volte daqui a pouco. Pra eu ver se sei fazer... – aí ele deixou, desceu a escada e começou a fazer os irritantes barulhos da bola batendo nas paredes do corredor. Eu fiquei vendo os exercícios.
Eu já iria gritar pra ele que eu não sabia fazer, quando, comparando uma equação com outra, consegui resolver uma delas.
Aí, me animei.
E a partir daquela fui elucidando outra e outra e outra.
- Pronto, pode vir! – ele veio e juntos ficamos resolvendo.
Mas, depois, fiquei pensando comigo: por que, se eu multiplico -2 com -2 = + 4?
Duas vezes negativas vezes duas vezes negativas, na lógica, não era pra ser 4 vezes negativas?
Que coisa!

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Faz um vento a intervalos que entra pela janela do quarto e fica a balançar a cortina.
Se me distraio, os movimentos da cortina ao vento parece os de um bicho, mas é a cortina.
O gongolo continua no mesmo lugar, morto.
Cigarras apitam insistentes, ao longe, no vale. É verão.
Vou almoçar.
É isso.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Quando eu morei na outra vila, a dois números do que é o número de meu condomínio atual, não havia corrente de ar pela casa, onde era aprisionado um bafo muito quente e que, em nenhuma hora dos dias, vinha algum ventinho amenizar.
E, aí, eu fui reparando que eram raros bichinhos que entrassem pela casa, não tinha borboletas na janela, nada. Só tinha mosquitos e moscas e baratas, esses bichos nojentos e similares...
E, minha mãezinha linda conseguiu o impossível: que as rolinhas do bairro viessem comer a canjiquinha que ela jogava numa área de metro quadrado na porta dos fundos. As rolinhas eram audaciosas, porque mergulhavam num buraco em que estava nossa casa, na vila, e ficavam presas fáceis para gatos e outras armadilhas.
As bichanas confiavam nela e, por isso, desciam pelo tubo de paredes para comer, se liga...
Nessa casa de agora não é assim.
Tem vento, apesar do alto verão, e os bichinhos vêm: borboletas passam ao redor, grilos e tal. É, assim, um país de maravilhas, ta ligado, bom leit@r?
Ontem, quando entrei, tinha um gongolo na copa.
Eu achei que ele fosse curtir o seu caminho de laser por ali e depois iria se ajeitar em algum canto e ficar, em sua vida de bichinho, escondido n’alguma sombra, mas, aí, quando me levantei, hoje, pela manhã para ir ao banheiro, ele tava imóvel lá, em frente à geladeira. E me esqueci dele.
Ta morto!

segunda-feira, novembro 30, 2009

Fizemos o download de alguns programas da web que permitisse fazer o projeto de capa do CD “Cinema Íris”, mas ainda não rolou, quer dizer, não avançamos muito.
O troço é mais complicado do que imaginamos.
Essa semana, marcaremos de, mais uma vez, ouvi-lo, no escritúdio do Baiano, e decidir o que ainda temos de fazer.
Fora isso, estou curtindo muito “O Crime do Padre Amaro”.

domingo, novembro 29, 2009




Antes de ir para o cinema, onde assistimos a’O Anti-cristo, eu e Pedro estávamos em sua casa, fazendo os flyers de divulgação para o Cinema Íris. Ainda faremos mais e estamos pensando em também fazer o projeto de capa do disco, embora a gente nem saiba fazer.
Pedro é curioso e paciente, por isso, tenho certeza de que conseguirá fazer um belo projeto de capa. Ele não tem medo de sair clicando, então, consegue descobrir os lances...
Eu, como sempre, fico ao lado, dando peruadas!
Vejam, bons leit@res, como está ficando a divulgação:

sábado, novembro 28, 2009

Logo que os pássaros engaiolados do vizinho de baixo começaram a gritar, construindo a manhã, peguei o meu travesseiro e fui pra cama de mamãe, terminar de dormir. Antes, abri a janela de seu quarto e a da sala, para que a corrente de ar circulasse.
Mas, aí, o quarto, a cama de mamãe, começou a me fazer derreter, silencioso leit@r. Bolhas de suor brotavam em torno a minha boca e sequer uma brisazinha chegava pra amenizar o bafo quente que estava preso lá e eu, na modorra da manhã, estava morrendo de preguiça de voltar a meu quarto para pegar um ventilador.
Fiquei, nos devaneios da sonolência, imaginando velhos ventiladores que já foram meus direcionando a brisa deliciosa pra mim e, como não conseguia explicar o calor, fiquei a esperar que a chuva começasse a bater nos telhados vizinhos, quer dizer, eu fiquei esperando que os telhados dos vizinhos começassem a fazer barulho de chuva e que o quarto refrescasse com isso.
Eu também estive atento aos gritos dos pássaros engaiolados, porque, se eles parassem, assim que a manhã estivesse pronta, eu voltaria para minha cama.
Moral da história: quando os bichanos pararam de gritar, levantei e fiz meu café delicioso e fiz cocô e acordei!

sexta-feira, novembro 27, 2009

Logo que amanhece e que os pássaros engaiolados do vizinho de baixo começam a gritar, pego o meu travesseiro e vou terminar meu sono na cama de minha mãezinha, no quarto que fica do outro lado da casa, onde os gritos chegam abafados e não me atrapalham terminar de dormir.
Os pássaros engaiolados gritam até que a manhã tenha se completado inteira, assim, silencioso leit@r, como se os bichanos estivessem tecendo com os seus gritos o pano da manhã, porque, assim que ela se arma plenamente sobre o vale e, aí, começa a se desfazer para começar a erguer o dia, então, eles param de gritar.
Vá saber o que isso significa!
Eu não gosto!

quinta-feira, novembro 26, 2009

Na minha sala tem uma corrente de ar que a mantém sempre mais fresca nos dias de calor. Aqui, onde está o computer, de raro em raro, é que vem uma brisa me refrescar, no bafo quente e enfurnado do quarto.
Então, silencioso leit@r, porque o verãozão dura pouco, tudo fica como está.
Eu é que fico mais tempo na sala.
Fui.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Minha vizinha de janela está pintando suas flores gigantes.
De sua janela, às vezes, olha pra minha e me acena.
Mergulhado aqui no quarto, devolvo o aceno com uma intenção de riso, que se transforma num riso.
Está um dia embruscado.
Os pardais gritam em torno.
Ouvindo seus gritos parece haver uma super população de pardais aqui no vale, mas não. Eles é que são barulhentos.
Muito calor.

terça-feira, novembro 24, 2009

Com a chegada do calor, dorme-se menos.
Vou pra cama muito mais tarde do que costumo e acordo mais cedo também.
Achei uma carta que escrevi para meu amigo Edil, no dia 4 de setembro de 1989, na época em que eu dava aula para o supletivo, numa escola do interior do estado.
Estou lhe contando o episódio de um aluno que, ao me ver passar pelo corredor, rumo à sala de aula, ouço perguntar para o colega, num movimento de cabeça que apontava pra mim:
- Que merda é aquela ali?
E, aí, eu continuo lhe contando como a impressão dos alunos ia mudando depois que assistiam às minhas aulas.
Na carta, que não enderecei e não coloquei no correio, conto essa história com absoluta convicção. Mas relendo sua certeza hoje, fiquei indeciso. Eu era um tanto paranóico. Será que foi isso mesmo? Sei lá!

segunda-feira, novembro 23, 2009

Perco as oportunidades, chances de me explicar melhor, por conta de ser curto e grosso, quer dizer, meu pavio se apaga logo, sou ansioso e impaciente. Tenho um problema com o tempo, é uma questão com o tempo.
Por isso, minha direção é um tanto às cegas, quer dizer, num pisca-pisca, mais ou menos, acelerado, ao mesmo tempo em que meu aspecto é o de um cara quieto, apagado, se liga...
E quando me decido por ser um pouco mais claro e, aí, me alongar mais, ansioso, as idéias se perdem, como acontece nas pessoas burras.
Vou fazer uma berinjela pro almoço...
É isso.

sábado, novembro 21, 2009

Minha vizinha de trás não tem feito mais festinhas noturnas, porque alguém do predio verde e rosa reclamou do barulho. Ela e o marido, agora, sobem o morro pra se distrair lá em cima e meu vale fica um silêncio delicioso para dormir.
Ontem, quando eu vinha subindo minha escada, ela, que estava estendendo roupa na frente da casa, perguntou:
- Oi, Luís, tudo bem?
- Vou indo...- e fui indo pra dentro de casa.
- Devagarinho, né, meu filho? – ela respondeu amorosa.
Aí, já dentro de casa, sentei na sala e li um pouco do Crime d’O Padre Amaro que Valfredo me deu e que quis ler por causa do cursinho que fiz de literatura portuguesa.
Ler os autores portugueses modernos fez me lembrar dos ótimos livros que foram feitos no século XIX e que eu, particularmente, curto mais, porque eram mais esmiuçados, assim, minuciosos, como se fossem um pano tecido de forma muito espessa e que a gente, ao ler, vê tudo, o pano inteiro com suas cores fortes, sem buracos, ta se ligando, silencioso leit@r?
Então, achei uma passagem que eu curti muito, porque, quando freqüentei a igreja Batista que minha mãezinha gostava de ir, assim que viemos morar aqui no vale, eu também tinha reparado haver nos cultos.
Eis a passagem:
“Quando descia para o seu quarto, à noite, ia sempre exaltado. Punha-se a ler os Cânticos a Jesus, tradução do francês publicada pela sociedade Escravas de Jesus. É uma obrazinha beata, escrita com um lirismo equívoco, quase torpe - que dá à oração a linguagem da luxúria: Jesus é invocado, reclamado com as sofreguidões balbuciantes d’uma concupiscência alucinada: “Oh! Vem, amado do meu coração, corpo adorável, minha alma impaciente quer-te! Amo-te com paixão e desespero! Abrasa-me! Queima-me! Vem! Esmaga-me! Possue-me!”
O Crime do Padre Amaro – Eça de Queiroz

sexta-feira, novembro 20, 2009

Minha tia Maria era inteligentíssima, ela dizia:
- Depois que a gente morrer, acabou!
Mas eu não acho isso. Por isso é que eu tenho mantido uma luz acesa, sempre, para ajudá-la e a minha mãe no percurso delas, porque deve ser assim a comunicação com os que já morreram, sei lá, com luz!
Fora isso, estou indo para o Pedro, silencioso leit@r, tomar banho de esguicho.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Quando eu cheguei no ponto do ônibus, ele estava já encostado e ainda se enchendo de passageiros. A fila de gente ia sumindo dentro dele que estava ficando lotado, com as pessoas espremidas.
Que bom, eu pensei, (uma das coisas que me distrai a cabeça é não chegar atrasado, fico distraído, com a atenção voltada para não me atrasar e o tempo avança muito melhor do que, quando se arrasta num atraso, se liga, bom leit@r. O foda disso é que, quando o compromisso que temos se arrasta atrasado, aí, claro, ficamos fodidos) com o ônibus já ali, vou chegar na hora certa, eu pensei.
Isso era ali no Mergulhão, na Praça XV, e quando eu terminei de descer a escadaria e mergulhei na luz quebrada, enfraquecida do subterrâneo, onde tudo estava mergulhado, quer dizer, os automóveis no trânsito e as pessoas esperando nas filas de ônibus, virei para uma mulher mergulhada naquela fila e perguntei se aquele ônibus me deixaria no hospital.
A mulher, então, pegou e virou, virou, virou de costas pra mim.
Eu vinha num pique só e aquilo de a mulher não me ter dado atenção, de ela me ter embarreirado o pique, porque era uma dessas mulheres neurotizadas com a violência da cidade, me deixou sem paciência e eu fui lá pra frente da fila, achei um buraquinho em que eu pudesse gritar pro motorista se aquele ônibus me deixaria no hospital, ele respondeu que sim.
Então, voltei pro final da fila, pra trás da mulher neurotizada e fui sumindo com ela pra dentro do espremido do ônibus.
Aí, eu tinha ficado tão neurótico com a confusão de entrar, que minha cara deveria estar triste e como um homem tinha me ouvido gritar impaciente para o motorista se aquele ônibus passaria no hospital, ele deve ter pensado que eu estava doente e me ofereceu o lugar dele.
Claro, eu aceitei!

quarta-feira, novembro 18, 2009

O implicante Senhor Mavinho voltou nada implicante:

"No ano em que Luís Capucho veio para Curitiba, tive a honra de poder cantar uma de suas canções. Embora eu não seja cantor, a beleza real da música não depende disso, apenas que a sua mensagem seja entendida.
E a mensagem é bem simples: todos nós somos peixes, e queremos achar alguém especial para nadar ao nosso lado."
Senhor Maven.

Peixe - Maven - Autor: Luís Capucho

terça-feira, novembro 17, 2009

Hoje madruguei pra ir no médico.
Nada de mais...exames.
Que coisa!
Círia falou de mim AQUI!

segunda-feira, novembro 16, 2009

Fiz duas novas músicas com letras de Marcos Sacramento, meu parceiro mais antigo.
Fiz “Azarão” e “Dentro de Mim”.
E, ontem, na casa de Pedro, Simone estava com um pandeiro e ficamos brincando e, aí, quis gravar pra mostrar pro Sacramento, mandar por e-mail.
Na brincadeira, Pedro aprendeu mais um pouco sobre o programa que usamos.
Cada aprendizado é mais um truque que melhora a edição da música, o seu resultado final.
E, agora de manhã, li uma entrevista de um escritor chamado Paulo Lins, no Verbo21, site de cultura baiano, e me lembrei de minha infância.
Dorinha veio limpar minha casa.
Está um dia gostoso em Nikity. Sem sol.
Estou fazendo feijão. Ainda preciso me organizar melhor sobre fazer comida.
Eu já tinha pensado na minha infância de noite e também nessa madrugada, antes de ler a entrevista do Paulo Lins, mas a entrevista reavivou a lembrança.
A lembrança é só como a ponta de um iceberg, porque a infância mesmo está submersa e não emergirá, a não ser que eu invente.
Vejam as letras:


AZARÃO


Falei de amor, abri o coração
Joguei no ar o bafo
Do que, pra mim, era razão

A razão me arrasou
A razão me arrasou

Os passos, todos eles
Pedaços de rua
Becos, becos, becos
Pedaços de amor

A razão me arrasou
A razão me arrasou

Agora indo ali
Indo em frente, ali
Sem amor
Abafar o tempo
Rever os pedaços
Pedaço s de rua
Desabafo:

A razão me arrasou
A razão me arrasou

Azar da razão
Ali na frente deve ter amor
Ali no tempo da frente
Ali no vento
Dali da frente
Do pedaço de rua
Ali a diante tem amor

A razão me arrasou
A razão me arrasou
Azar da razão.


DE NTRO DE MIM

A bagunça do meu peito
Do fundo do peito
Que é o leito da bagunça
Não tem jeito
O que foi feito de mim?
Quem abrirá a cortina
Da íris enfumaçada
Esse embaço de memória
O peito
Quem descortina?
Quem disse que era pra fechar
Por causa da bagunça?
Quem é esse que manda fechar?

Descortina-se o fundo do peito
Pra que eu chegueO rei da bagunça
E a íris apontada pra você.

domingo, novembro 15, 2009

Para Pegar, vídeo do Pedro, anuncia o CD Cinema Íris, no Cronópios, de Sampa:

Nas vezes em que Pedro faz comida aqui em casa, ele diz:
- O arroz está chegando, ele já pegou o 30. Em quinze minutos estará na mesa.

Então, o Cinema Íris já esteve na coluna do Tarik de Souza, do Jornal do Brasil e na Discolândia, do Antônio Carlos Miguel, n’O Globo.
E já foi anunciado no 3º Festival da Canção, em São Luiz do Paraitinga, nos shows esporádicos que fiz com Baiano ou Marcolino.
Em seu périplo de anunciação, já passou pelo Goiabada, blog da Luciane, pelo On the Rocks, do Tarcísio, vai estar no Verbo21 de Salvador, e o Pipol a meu pedido, anunciou no Cronópios, de Sampa.
Veja outra vez, silencioso leit@r:

http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=4290

sexta-feira, novembro 13, 2009

Depois que eu almoçar, irei ao DETRAN.
Vou a pé...
Será uma caminhada boa pela Noronha Torrezão, uma rua feia e de trânsito intenso que dá a volta pelo Cubango até ao Fonseca, onde está o DETRAN.
Minha decisão de ir a pé é um tanto sem sentido, mas é isso, o único sentido é chegar ao DETRAN e resolver o erro de identidade.
E combinei com Simone e Pedro de, mais à tardinha, sentar num bar de São Domingos para ficar conversando, os três.
Não gosto mais de beber nem de clima de boteco, não sou extrovertido e não falo alto. Não tem que fazer sentido...
Que coisa!

quinta-feira, novembro 12, 2009

Comecei a fazer outras carinhas.
Preciso ir ai DETRAN consertar minha identidade que ficou errada.
O atendimento público no Brasil é feito com muita má vontade, muita gente burra trabalhando e fizeram minha identidade errada pela segunda vez.
Preciso saber onde coloquei minha certidão de nascimento...

quarta-feira, novembro 11, 2009

Com o calor, todos vão pra rua que fica cheia, todos os lugares públicos ficam mais cheios e a gente tem de ficar nas filas pra tudo que se queira.
A cidade de Nikity ta ficando super lotada, bom leit@r.
Acordamos bem cedo para exames e a cidade já estava muito cheia, e o Rio de Janeiro, onde fomos fazê-los, mais cheia de gente ainda.
Daí, que eu adoro ficar em casa...

terça-feira, novembro 10, 2009

Kali mandou e-mail falando da Dustygroove, vejam bons leit@res:

"Olá galera,Fiquei tão feliz que queria partilhar com vocês minha alegria: Vendi 4 cds "parada cardíaca" para esta distribuidora, a dustygroove, através de minha parceira Suely Mesquita (tem o cd dela e do Glauco Lourenço tb no site). Seguem o link e a tradução da crítica.
bjsKalic"
http://www.dustygroove.com/item.php?id=bk2c3vyknj&ref=index.php&anchor=499172

“um disco sonoramente tão impactante como a imagem de kali lambuzada de tinta na capa. Ritmos funkeados, vocais expressivos e algumas produções realmente offbeat -- quase como um olhar brasileiro nos tipos de groove que andamos usando desde Tru Thoughts. Há uma influência do hip hop na produção, mas o disco não é de hip hope, mas uma extrapolação de sua essência, levada aos territórios do funk e mixado com ótima instrumentação acústica que quase representa uma segunda geração da grande onda de música brasileira que amamos em artistas como Otto ou Lenine. Como no caso desses dois, aqui também há instrumentação acústica suficiente para dar um chão e os vocais de Kali são inegavelmente charmosos, expressivos, além dos limites do idioma, com um calor que humaniza o disco.”

domingo, novembro 08, 2009

Combinamos de ir à praia.
Pedro, agora, tem um pé de pato e uma máscara daquelas com um caninho pra respirar.
Eu nem entro n’água. Fico na sombra de uma amendoeira olhando pra beira do mar cheio de ondas, pras faíscas de luz do sol na água, pra festa de pessoas deitadas na areia, conversando, tudo muito alegre, e pros vultos de montanhas do outro lado da água, no Rio de Janeiro.
Eta, sô!

sábado, novembro 07, 2009

sexta-feira, novembro 06, 2009

Tava uma noite muito linda, ontem, e fomos a um show, eu e Pedro, em que o Sacramento iria dar uma canja.
Voltamos tarde.
Hoje vai se repetir o verão lindo e vamos dar outra volta com Simone, à noitinha.
Conversar...

quinta-feira, novembro 05, 2009

Muito calor em Nikity.
Adoro ficar em casa vendo o que tenho pra fazer, sem, necessariamente, fazer as coisas necessárias. Mas o calor que faz na minha casa é foda!
Eu tinha muita preocupação com minha mãezinha, que ficava em casa...
Mas, silencioso leit@r, onde é que está fresco?
Sim, nos bancos, nos shoppings, nas lojas, casas e ônibus mais chiques da zona sul, por causa do ar condicionado.
Antes, quando não havia ar condicionado, a sensação térmica do calor, no Rio, era menor. Hoje, que temos a possibilidade dele, parece bem mais quente a cidade. Ou, então, é minha casa, a casa que moro, é que é.
Já pensei em me mudar.
Mas o verão é apenas três meses e a casa nas outras estações é uma delícia!
É verão, não?
Sei lá...

quarta-feira, novembro 04, 2009

Sol de rachar sobre Nikity City!
Sempre tenho a sensação de que algo precisa ser feito, preciso mudar alguma coisa, tenho essa sensação desde que deixei de ser uma garoto e acho que ela é a mãe de meu tédio.
Então fico tentando, inutilmente, achar um fio de meada que eu possa puxar e iniciar a mudança. Fico procurando uma idéia e não acho.
Vou lavar umas folhas de alface...

terça-feira, novembro 03, 2009

Estivemos eu, Pedro e Vivianne em Japuíba, onde mamãe foi enterrada.
Estranhamente, matei um pouco da saudade.
Vi que a natureza, embora tivesse extinguido mamãe de nossa casa, deixou o vestígio do corpo de ossos tão cheio de lembranças, que ficar ali bem próximo ao túmulo foi como se tivesse outra vez a presença dela e o meu coração ficou acalentado, silencioso leit@r, porque ela estava ali, e as lembranças vieram e ela voltou pra mim, na minha cabeça, sei lá, esquisito falar assim...foi bom.
E o cemitério é numa colina na beira da cidadezinha, com árvores, vento, horizonte e os pássaros gritando e, aí, estou armando de ser enterrado ali também, quando eu morrer.
Que coisa!
Fora isso, a passeata gay foi muito legal, uma festa política, que a maioria dos viados não queria nem saber, embora isso em nada importe.
O Claudio Nascimento é um puta líder, eu acho!
Pedro tirou umas fotos, vejam, bons leit@res:


































domingo, novembro 01, 2009

Ontem, Pedro editou o “Para Pegar”, que fizemos no show da Baden Powell, o show do Orgulho Gay.
Antes de pensar nas músicas que iríamos fazer, Baiano disse:
- Temos que escolher as músicas que vão ter a ver com o público GLBT - e acho que foi por isso que muitas senhoras de Copacabana, acostumadas a ver os shows da Sala Baden Powell, quando comecei a tocar, se levantaram e foram embora.
Ou, então, foram embora, sei lá por qual outro motivo. Vá saber.

Bem, muitas ficaram...
“Para Pegar” é uma música que fiz há muitos anos, quando eu ainda tinha aquela minha voz que não espantaria as senhoras de cabelos armados, porque era mais dentro de um padrão e tudo.
Pedro sugeriu, quando resolvemos colocar o "Para Pegar" no disco “Cinema Íris”, que usássemos também a voz antiga e, aí, Baiano fez uma edição, misturando as duas vozes, a velha e a nova, que ficou muito legal.
Para o show , não fizemos a mistura, mas na edição do vídeo, Pedro fez.
Para o meu silencioso leit@r que não viu, olha como ficou:

Para Pegar - Luís Capucho