segunda-feira, janeiro 12, 2015



Segundão de início de ano.
Estamos armando um showzinho de apresentação do Poema Maldito.
Felipe fez um mapa do palco:

Fora isso, Rafael colocou todas as Malucas da rede juntas, vejam:

sexta-feira, janeiro 09, 2015



Ta aí o que eu queria blogar, hoje:
Rogério Skylab disse, ontem:
“Hoje, reuni uma turma da pesada (Fausto Fawcett, Tavinho Paes, Luis Capucho e João Gevaerd). Todos eles vão estar no meu próximo disco, já em vias de produção. E pelo que eu pude perceber, gravaram belas participações. Sou fã de carteirinha de todos eles: Tavinho é o único cara que eu conheço que fala pra caralho e não consegue ser chato - um gentleman, um sedutor; Fausto é o responsável pelo ritual da pajelança - evoca os deuses da floresta e em poucos minutos leva seus ouvintes a um estado alfa; Capucho é um compositor e romancista extremamente refinado - um luxo tê-lo ao meu lado; e João Gevaerd é um cantorzaço que canta Johnny Cash como ninguém - preciso falar mais alguma coisa? Me lembro sempre de um depoimento de Julio Bressane sobre Rogerio Sganzerla: quando a amizade nasce da admiração, ela vem fortalecida pela ética; é diferente da brodagem. Esse disco promete.”

quarta-feira, janeiro 07, 2015

O Contrera colocou esse texto na rede, que me fez rir e chorar:


"O homem sem subtexto
Há alguns anos, eu resolvi ir pela primeira vez a um show do Catarse na Casa das Caldeiras, perto da Barra Funda. Fui ver um show de um amigo – Fepa – e algo me informar sobre a cena cultural paulistana e brasileira alternativa (será que era alternativa mesmo? Não sei).
Lá estando, sozinho como sempre, aproveitei para ver os livros e cds disponíveis numa pequena banca do lado direito da área que viria a ser o palco (um dos palcos). Foi quando vi um pequeno livro, aparentemente inofensivo, de cor alaranjada, que aproveitei para folhear. Falava de sexo homossexual numa linguagem que eu nunca havia visto antes. Fiquei chocado. Ninguém viu quando eu o deixei educadamente de lado.
Os shows começaram e Fepa se apresentou. Falei com ele depois e disse o que eu achei – ele sabe que eu falo o que penso (quando falo). Daí fiquei morgando para ver o que iria rolar. Não me lembro bem das bandas que apareceram aquelas horas que se passaram. Sei apenas que num determinado momento apareceu um sujeito pequeno, magro e relativamente feio com um violão, acompanhado por uma mulher em quase andrajos (ou roupa chique, que não sei distinguir umas das outras). O sujeitinho ocupou o palco, pegou o violão e começou a cantar com uma voz rouca, quase inaudível, cansada, estropiada, de típico representante do autêntico bas-fond de nossa sociedade.
Fiquei embasbacado ao ver o cara. Eu pensei, na hora, literalmente: esse cara, sim, é bom. Aproximei-me do centro do palco, que era bem pequeno, e onde as pessoas, quase invariavelmente, se afastavam, deixando um buraco desconfortável, passando a impressão de que ninguém estava gostando. Não sei. Sei que eu gostei.
O show acabou e eu fui à banquinha de novo. Perguntei sobre o cara, e soube que ele escrevera aquele livrinho laranja. Fiquei chocado, mas não comprei o livro, só o cd, que paguei com um dos últimos cheques que eu tinha comigo.
Não sei bem como se deu o que aconteceu a seguir. Sei apenas que combinei uma matéria com um empresário do Rio de Janeiro, que fui entrevistar num fim de semana, e que, sabendo que o cantor já citado morava no Rio, combinei com ele um encontro. Encontramo-nos no aeroporto Santos Dumont, e ele levou seu namorado à época (e atual), o Pedro.
Lá estando, percebi algo muito singelo no cara. Eu ouvia, ao menos aparentemente, apenas o que ele queria dizer. Eu não sentia haver intenção por detrás das palavras. Era tudo algo límpido e bonito, que eu na hora mal soube descrever. Ele me contou sobre alguns dos problemas que vinha enfrentando e, como presente, me deu aquele livrinho laranja, com dedicatória e tudo.
Entramos em contato algumas vezes desde então, comprei dele alguns outros materiais – inclusive uma das telas que ele começou a fazer um dia –, e agora ele me mandou o seu novo cd. Logo ele irá lança-lo oficialmente, e espero ter grana suficiente para ir até a ocasião, com uma amiga e outro amigo.

O nome do homem sem subtexto é Luís Capucho. Grande ano para você, meu querido."

 

terça-feira, janeiro 06, 2015

Ensaio na minha casa, ontem, com o Felipe, que fotografou o luis, o ventilador, o baixo e a bolinha amarela...


segunda-feira, janeiro 05, 2015



Hoje, coloquei no correio as últimas cotas que ainda faltavam mandar para os colaboradores do crowndfunding - Poema Maldito. Ficaram comigo apenas alguns CDs que entregarei pessoalmente.
Pra mim, chegou ao fim uma grandessíssima coisa. E, agora, inicia-se 2015.
Vi uma senhora falando no youtube da angústia que sentem os franceses por ficarem em silêncio diante de uma obra de arte. E ela diz que aqui, para os brasileiros, talvez, não exista esse tipo de angústia.
Faz tempo, reencontrei o Marcelo na rua, e fazia tempo não nos víamos. Então, ele contou do trabalho que tinha e combinou comigo que combinássemos outro dia pra que eu fosse em sua sala falar de meus livros, que escrevi.
- Mas eu não tenho a menor idéia do que dizer, Marcelo! Não sei o que fiz! – e, aí, Marcelo foi bom comigo.
Ele disse:
- Diga isso, Luís! Diga que você não sabe o que fez! – mas, aí, leit@r, ele amarelou depois.
Angústia.

domingo, janeiro 04, 2015



Com o calor de janeiro, tenho dormido na sala. Como na casa de trás, o verão fica insuportável em todo lugar e a gente tem que se ajeitar no cômodo que ficou mais fresco. Tenho prestado atenção, se não fizer as coisas de que lembro fazer, no momento em que lembro, não faço, porque logo esqueço. Sim, eu não me esqueço de ir dormir na sala, porque o calor do quarto não me deixa dormir.
Moral da estória: só me esqueço das coisas que não têm valor imediato e isso sempre foi assim. Então, eu tenho um monte de coisas guardadas em minha casa, dentro de latinhas, de caixas, dos móveis, que ficam lá esquecidas. Se eu vou mexer ali, detono o valor, as lembranças que saem delas e tal.
Então, Pedro deu-me um livro do Rubem Braga que eu pedi, porque nunca eu tinha lido Rubem Braga. O livro se chama Crônicas do Espírito Santo. E a maioria das crônicas são lembranças de Cachoeiro. Para não esquecer, vou perguntar logo, quando lembro:
- Lourdes, Cachoeiro ficou mais quente ou o corpo de gente, avançado nos anos, é que sente mais o calor?
Voltando às Crônicas de Rubem Braga, em Cachoeiro, elas detonaram lembranças de que ouvi sempre falar, mas nada de meu mundo, porque os mundos são muitos, o bom leit@r sabe, e o meu mundo não tinha o Pedro Palácios, não tinha Pitangueiras em Marataízes, nem monos cercados pelo rio Doce, ou o cajueiro que morreu com cuidado, caindo de lado, pra não machucar a casa.
Um cajueiro que caísse, no meu mundo, não precisaria ter cuidado. Podia cair e morrer muito à vontade, embora um coronel da família tenha avisado:
- Com pobre a gente tem de ser muito delicado, meu filho.

sábado, janeiro 03, 2015

A alegria de estar no blog  Falas Musicais, da Klaudia:

http://falasmusicais.blogspot.com.br/http://falasmusicais.blogspot.com.br/

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015


Luís Capucho - CD Poema Maldito

O termo "maldito" foi usado pela primeira vez, na França, no século 19, para designar um grupo de poetas cujo estilo de vida era alternativo, diferente da sociedade estabelecida.  Aqui, o adjetivo era muito comum nos anos 70 , principalmente quando se queria falar de alguns artistas que apesar de terem um trabalho de qualidade, não conseguiam chegar ao grande público.  Eram " rejeitados " pela mídia conservadora e seus trabalhos atingiam apenas  um público bem restrito, formado principalmente por universitários e pessoas mais ligadas à arte em seu sentido mais profundo e estético.  Sérgio Sampaio, Luiz Melodia , Jorge Mautner e Jards Macalé eram (são?) considerados malditos.  Até mesmo o hoje, super popular,  cantor/compositor cearense Fagner esteve um dia nessa categoria.

Luís Capucho, cantor, compositor, violonista, escritor e pintor capixaba, radicado em Niterói, no Rio de Janeiro escolheu nomear seu mais recente CD de  "Poema maldito".  De certa forma, ele também pode ser considerado um "maldito" , no sentido de que o seu trabalho, de muita qualidade, também sempre se manteve ao largo da mídia convencional.

Capucho conseguiu maior visibilidade para seu trabalho depois que Cássia Eller gravou sua canção lindíssima "Maluca".  Recentemente, o talentoso cantor/compositor gaúcho Filipe Catto também incluiu "Maluca" em alguns de seus shows e principalmente no espetáculo em que homenageia Cássia .  Muitos fãs de Catto se interessaram em conhecer mais sobre o compositor que falava que era louco por rosas e começaram a pesquisar sobre Capucho.


O "Poema Maldito" só foi viabilizado devido ao financiamento coletivo para sua produção.  São 11 canções de Capucho e algumas parcerias.  O título é bem adequado, pois tratam-se de poemas em forma de canção.  Com sua verve direta e realista, Capucho nos fala da crueza da vida ao relatar seu encontro com um deficiente físico (Poema Maldito), mas também nos remete aos caminhos do sonho e do romantismo em faixas como "Mais uma canção do sábado" e a lindíssima " Cavalos".

Outro grande poema é "Soneto" de Capucho e Marcelo Diniz:  " Desejo e desejado, a inconsequente incoerência que faz de todo amar, um afogar  a sede neste mar..." e por aí vai.

Acompanhado de seu violão na maioria das faixas, mas tendo também as participações de Felipe Castro (que dividiu com Capucho a produção do disco e também foi o responsável pela gravação), tocando baixo e guitarra e Paulo Baiano no piano, Poema Maldito é um projeto importante e histórico na carreira desse artista que merece ser conhecido por cada dia mais pessoas. Maldito ou Bendito, não importa.  O que interessa é que a união de pessoas em torno da arte faz com que ela chegue às ruas, seja divulgada e fique registrada. O financiamento coletivo ou " crowd-funding" é um grande recurso que pode e deve ser usado cada vez mais pelos artistas nesses tempos em que a qualidade está bem  distante do que é divulgado pelos grandes meios de comunicação.

CD POEMA MALDITO - LUÍS CAPUCHO - VARIÁVEL 5 - TOMBA RECORDS - 2014

1- La nave va (Luís Capucho/Manoel Gomes)
2-Poema maldito (Luís Capucho/Tive)
3-Generosidade (Luís Capucho)
4-Os gatinhos de Pedro (Luís Capucho)
5-Mais uma canção do sábado (Luís Capucho/Alexandre M./Jardim Pimenta)
6-Soneto (Luís Capucho/Marcelo Diniz)
7-O camponês (Luís Capucho/Marcos Sacramento)
8-Formigueiro (Luís Capucho)
9-Meu bem (Luís Capucho)
10-Velha (Luís Capucho)
11-Cavalos (Luís Capucho)

Para conhecer mais: http://luiscapucho.blogspot.com
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sexta-feira, janeiro 02, 2015

O Castelo - Show Luís Capucho e Luciana Pestano - IV


Feliz demais com os discos chegando nas pessoas que participaram do crownd. As últimas encomendas que postei no correio ainda não
chegaram e As Vizinhas de Trás também ainda nem chegaram a ir.
Tem um texto de meu livro Rato, que num show que fizemos nas
Casas Casadas, eu e Luciana Pestano, o Xarlô declama, antes que toquemos “O Castelo” minha e de Kali C.
Eu me lembrei desse texto, porque tenho conversado com meus
amigos que tão fazendo a transição de gênero, boníssimo leit@r. E eles têm dito que é assim mesmo. A Luna me disse um troço que achei lindo e tem a ver com o trecho do Rato. Ela disse que os hormônios femininos que ta tomando desconcentram tanto, que até os ossos de seu esqueleto estão se distendendo, se afrouxando. E que por causa desse relaxamento do esqueleto é que as mulheres
têm sempre as mãos mais relaxadas e desmunhecam mais do que os homens, com as suas munhecas mais duras, de testosterona, ta se ligando, generoso leit@r?
E foi nesse show, quando nos reaproximamos, eu e Simon. Foi Pedro quem filmou:

quinta-feira, janeiro 01, 2015

On The Rocks: Melhores do Ano (2ª parte).

O Poema Maldito na lista do Buenas:

On The Rocks: Melhores do Ano (2ª parte).: Eu gosto e sempre tive preferência pelo rock inglês e americano. Pela música estrangeira. Costumo brincar com um amigo que prefiro o or...