sábado, fevereiro 25, 2017

Para Pegar - lançamento do Diário da Piscina em SP.

A Para Pegar é uma música que fiz muito antigamente.
Eu ainda morava em Papucaia e, quando dava a noite, depois
de minhas aulas, eu não queria voltar pra casa. Tem uma outra música com esse
tema e dessa mesma época em que descrevo o meu caminho de volta pra casa,
quando amanhece. Mas essa outra música – Volto pra casa de manhã - meio que a
rejeitei, comparadas as vezes em toquei a Para pegar, que está em dois de meus
discos: o Antigo e o Cinema Íris.
No Cinema Íris, por idéia de Pedro, o Baiano colocou uma
base putz-putz, como dizem, e a minha voz já modificada pela neurotoxoplasmose,
toda torta, faz um contraponto legal com a batida eletrônica toda mais exata.
Agora, estou bastante feliz com a escolha dela por Gustavo
Galo para uma das faixas do seu segundo disco, o Sol. Porque a música ficou
viva, outra vez. E porque ele a tornou bastante diferente do que ela é
originalmente. Acho que a tornou mais social, mais clube, festa de carnaval no
paiol, um lance assim mais coletivo. E, no Sol, ele divide o vocal com a Julia
– eu já falei aqui que ela reafirma mais a música, uma intuição de que ela, a
música, é mais, mas muito mais do que simples... acho que eu já era mesmo rude,
mesmo antes da toxoplasmose.. he he he!
Mas a alegria também é ter juntado o Gustavo e a Julia comigo
e Vitor e Tulio, no loki. Vejam:


sexta-feira, fevereiro 24, 2017

As coisas vão enrolando e desenrolando ao largo da gente e tem horas que a gente acha que nem existe. Mas apenas estamos achando, porque a verdade é que estamos no fluxo das coisas que se enrolam e não. Aí, eu começo a entender as pessoas que fazem algum tipo de militância, porque imagino que venha daí o querer fazer valer uma posição, tipo, ficar num lado apenas: ou o bolo ou o desenbolo. Como aqueles crianças que estão aparecendo agora no youtube dizendo-se fluidos, não sou.
E, ontem, num banco de espera de um consultório, tinha Teresa Batista Cansada de Guerra. Li as duas primeiras páginas. E Jorge Amado dizia nas palavras dele, que aquela era sua versão da estória, porque quem quisesse ter sua própria versão, que fosse ao país onde Teresa viveu, e escutasse os contadores de lá, pra se inteirar de quem era a moça. É um país lá pros lados da Bahia com Sergipe.
Também tenho pensado nesse lance dos territórios. Com isso de as coisas irem se enrolando e se desenrolando a despeito de mim, surgiu de termos distribuído nove de minhas músicas entre outros compositores, artistas da música, para que cada um produzisse uma delas, das nove. Nem preciso dizer que essa é uma alegria que tenho e que isso tem a ver com amor, que é o que faz a liga entre os meus designios e os do universo...
E, aí, quero dizer que essas nove músicas estarão sob o nome Crocodilo. Cada música é ocupada por um artista diferente e eu fico feliz demais, porque já comecei a receber e ouvir, o Crocodilo sendo aos poucos recolhido os pedaços espalhados do corpo.
As coisas são complicadas demais...

Fora isso, um Diário da Piscina para o Rio Grande Norte! J

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Homens Machucados - lanç. do Diário da Piscina, em SP.

Foi alegria demais pra mim, lançar o Diário da Piscina em
SP.
E as combinações todas que vieram rolando e que culminaram
em a gente se reunir pra mostrar minhas músicas no sotaque paulista dos
instrumentos do Vitor e Tulio, foi um dos lances mais lindos pra mim.
A gente se juntou embaixo da chuva, no loki bicho, e
mostramos as músicas naquele sotaque dos instrumentos deles e que é, ao mesmo
tempo, tão profundo e expansivo, que o meu jeito de capiau do interior do
Espirito Santo, ficou total ali naquela fala, sem estranhar nada.
Eu quero muito conseguir que eles venham mostrar as músicas
no Lançamento do Diário da Piscina que estamos para fazer aqui no Rio de
Janeiro. Estamos mexendo os pauzinhos para isso. Quando tiver hora e lugar, vou
dizer, para o prestígio dos amigos.


- Homens Machucados
    (luís Capucho)   
                                  
Eu era um menino quando homens machucados  
Eram mais bonitos pra mim
Um homem machucado de tudo perfeito
O peito ferido, belezas escorrendo
Do peito dele,  dos olhos dele
No pescoço, pelos flancos, no seu centro
Dentro dele, pernas abaixo
Beleza assim de Cristo na cruz
Os braços abertos, sagrado coração
Cabelos sangrentos, no vento frio
Chagas abertas, coroa de espinhos
Sangue vermelho, no céu azul
Homens machucados eram mais bonitos pra mim
Lindeza de Jesus que veio me salvar
Que vai morrer por mim
Homens machucados eram mais bonitos pra mim
Lindeza de Jesus que veio me salvar
Que vai morrer por mim.




Vejam:

domingo, fevereiro 19, 2017

O Vitor me deu a parceria da Ave Nada, e eu aceitei.
Mas minha participação na música, que ele fez a partir da leitura do Diário da Piscina, foi apenas ajeitá-la em meio violão e jeito de cantar. Porque, ansioso, não consegui dar no braço do violão, os mesmos movimentos e posições que ele originalmente deu. Aí, ele viu minha “adaptação”, como autoria. E aceitei.
Eu achei lindo demais o que ele centrou, como abstração do livro. A começar pelo título: Ave Nada. Um lance entre o militar e o religioso, que tem nos meus livros de um modo geral e que no Diário da Piscina se repete, dessa vez, mais disciplina do que reza.
Os livros que chegaram pra o lançamento mês passado em São Paulo, vieram todos com um erro no caderno 6 de seu miolo. Fizemos o lançamento mesmo assim e fiz manualmente erratas para cada livro que saiu. E Julia, que entende e ama livros, me disse que esses livros do lançamento ficaram especiais. E ficaram. Essa leva do lançamento, ficou com curativos, no caderno 6, ... livros machucados...
Voltamos com eles livros pra gráfica e ajeitamos todos. Mandei alguns ainda feridos para amigos. Mas agora estou com eles todos perfeitos.
Os amigos que estiverem próximos de SP, que tiverem interesse no livro, podem entrar em contato com a É selo de língua – editora É (https://www.facebook.com/pg/seloeditora.selodelingua/about/?ref=page_internal), para adquiri-lo. Quem estiver próximo a mim, também tou vendendo.
É só falar.
Obs: Em breve falo de um lançamento aqui no Rio de Janeiro.


AVE NADA
(vitor wutzki/luís capucho)


Com três anos de idade
Eu desapareci
No terreno vizinho
No final da curva, o Sol
Passageiro ou motorista

Voo dentro
do seu voo
Voo fora
da asa

14 de Agosto
eu não olho pra dentro de ninguém
A gravidade é muito longe
O dia me afoga
Uma piscina não
Faz isso

Peixe voa
Ave nada
O céu reflete
na água

Talvez agora alguém na rodoviária
Espere Werther, Monga
Espere Don Juan
Espere alguém perdido
e com as mesmas intenções que eu.


terça-feira, fevereiro 14, 2017

Sinto que tenho muito pouco espaço onde me mover, então, eu procuro cavucar esses lugares dos livros e das músicas. A gente vai ficando mais velho e o espaço vai aumentando, quer queiramos ou não, o espaço que fica para trás e por onde sabemos melhor nos mover, vai aumentando.
Outro dia, fiquei muito feliz por me lembrar de músicas que fiz com o Marcos Sacramento, quando éramos jovenzinhos. Lembrei-me de “Ela era uma bacana” e lembrei-me de “Bru”. Mas fiquei preocupado, porque não consegui me lembrar de músicas que fiz mais recentes. Hoje acordei com um trecho de uma delas na cabeça:
“Eu sou um cara que vive a pensar. Um cara que vive e o pensamento vai aparecendo e vai fazendo ele ficar pensando.” Mas só me lembrei disso. Vou me esforçar mais.
Ainda sob o efeito de ter lançado o Diário da Piscina em SP, tudo corre devagar.
Tenho prestado atenção às coisas.
Tenho muito pouco espaço onde me mover.
Publicar um livro novo ou ter um disco novo pra mostrar tem no cortejo os outros livros e músicas que fiz.
Estou com meu último quadro parado. Parei, depois de ter visto umas pinturas de santos mexicanos em que suas auréolas me intrigaram. Estou pronto para recomeçá-lo. Achei minhas auréolas.
No cortejo de publicar um novo livro, vêm os outros livros que fiz.
Foi assim que senti a força do meu último disco “Poema Maldito”.
Os outros discos vieram dar sustentação a sua fragilidade, sei lá, à beleza dele.
Meus outros livros dão sustentação ao Diário da Piscina, a sua leveza.

Tudo amor...

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Menos de uma hora para a virada do ano de 2016 para 2017, quando nos preparávamos para ver os fogos na Praia de Icaraí, entrou, vinda da direção em que fica a cidade do Rio de Janeiro, pela praia inteira, veio vindo uma grande placa de vento, um vento inteiro, que veio ocupando tudo, enchendo todos os buracos em sua plenitude de vento, cheio, tão cheio que eu mesmo não poderia existir ali fora e sem ele. Isso aconteceu ao mesmo tempo que sentia que era eu quem o insuflara a soprar daquele jeito, assim, tão total para mim. E minutos antes de quando vieram os fogos da virada, o ar se aquietou. Fiquei mais tranquilo. Meu coração pesou esquecido no meu corpo de homem enchedor de bola de vento.
E me lembro que quando vivia com mamãe aqui na comunidade-condomínio, eu tinha medo de quando chegasse o verão. Porque ela ficava mais claustrofóbica no calor. Batia uma agonia nela, assim, meio fora de hora e foram muitas as vezes em que tivemos de sair de casa para andar na beira da rua, de madrugada, os cachorros latindo...
Nessas duas noites que passaram, tenho me lembrado dela e também tenho me lembrado do vento que chegou na praia no finalzinho de 2016, o vento de que enchi a bola. Deixo as janelas do apezinho abertas e não tenho precisado ventilador. Ele fica até que eu durma mechendo em papéis, fazendo barulhinhos em torno a meu colchão, me esfriando mais os pés já frios...
Afinal, o que é o vento?

Tempo no momento em
Niterói – RJ
Segunda-feira, 13/02/2017

Sensação: 26°
Umidade: 74%
Pressão: 1014 hPa
Vento: 15 km/h



sábado, fevereiro 11, 2017

Cidadão Instigado - Escolher pra quê

Sempre fico indeciso na hora de ter as escolhas.
Fico achando que nunca tomei decisão, como se eu nunca tivesse mesmo tido opção a ter. Durante a vida que tive com mamãe, não pensei que houvesse dois caminhos, em que pudéssemos escolher o que mais tivesse em acordo com alguma paz. Eu achava que aquele caminho estreito, claustrofóbico, que a gente fazia, era, assim, um caminho obrigatório e tudo.
Outro dia, olhando esses lances espirituais de internet, para o que eu sempre me atraio ou para o que sou sempre atraído, vi que para a religião dos hindus, nada poderia ter acontecido de forma diferente do que aconteceu. E também para nós aqui, quando eu era pequeno, se dizia que tudo é mesmo assim, porque Deus quer.
No final das contas, embora fazer textos e escrever músicas pareça ter sido uma escolha entre muitas opções, fico caído outra vez na indecisão de saber sobre isso. Eu não consigo saber. Ninguém consegue saber o que aconteceu pra que a gente tenha tomado esse rumo que a gente tomou. Porque se pensamos ter algum controle do
que rola dentro e com a gente, não temos nenhum do que vai vindo chegando por fora e com o que a gente tem de lidar.
Eu tou dizendo isso, porque tenho me sentido absolutamente idiota, por não conseguir voar no pensamento. Tipo, eu não me distraio, não devaneio, não vagabundeio o pensamento pelos lugares onde eu passo e vou. Não tenho tido essa escolha.
É assim o que tenho pensado, sabe.
Mesmo quando eu acho no youtube o Cidadão Instigado e fico ouvindo, é assim.



quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Quando há pouco tempo, a empresa de ônibus do 30, que faz ponto final aqui perto do prediozinho, foi vendida, o serviço modificou muito, ficou pior, muitos detalhes que deixaram os passageiros reclamando nos pontos de ônibus e dentro deles também. Então, aos poucos a nova empresa, vai se acertando, eu ficava pensando comigo mesmo. Só que não. Porque agora também os trabalhadores dela estão reclamando junto aos passageiros. Ontem, na minha viagem de volta pra casa, os motoristas que voltavam da hora de almoço, entraram falando em organização, para reinvidicar as melhorias da antiga empresa e tudo. Um deles disse:
- Cadê o Sindicato, que anda sumido da garagem? Antes, eles estavam sempre aí...
Também sobre a desordem em Vitória, eu vinha pensando comigo mesmo: antigamente, a reação que havia à condução das ações do Estado, era uma reação meio intelectual, de classe média culta e tudo. E, agora, quem mais reage é o pessoal mais fodido. Aí, no ônibus, teve um cara que falou:
- São uns bandidos! Eles não pensam que os donos de super-mercado têm filhos pra criar, têm família e mulher pra alimentar, não!
Moral da estória: a gente vai pensando as coisas com nossos botões e o que se desabotoa, na real, é outra!


terça-feira, fevereiro 07, 2017

Faz pouco tempo, quando amanhece, mas o sol ainda não tendo subido o morro que desce para o nosso vale, um bando de maritacas têm vindo gritar nas árvores entorno ao prediozinho, especialmente na castanheira da frente, que é um pedaço de Marapé ou de Paquetá, aqui, em Niterói.
Um dia, me levantei para olhá-las voar e me surpreendi, porque elas são azuis sob as asas. E voam rápido, com força no corpo, gritando.
Se demoram pouco aqui. Quando o sol enfim sobe o morro e desponta sobre o vale, elas já foram de partida para outro lugar.

Um Diário da Piscina para Icaraí:


segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Luís Capucho/Cássia Eller - Maluca (Lucas Brenelli cover)

Já nem sei mais o que tem meu olho. Dessa vez a médica disse
que a toxoplasmose voltou. Eu que sempre sou mais abobado nem pra perguntar:
mas não era uveíte?
E voltei pra casa cheio de remédios e ela me disse que tenho
alguma “chance” de voltar enxergar como era depois da uveíte.
Aí, tinha um recado pra mim do Lucas Brenelli, um artista de
Campinas, dizendo ter feito um cover da Maluca, e que estaria garto se eu
compartilhasse a sua beleza.
Grato fico eu, Lucas!


Vejam:

domingo, fevereiro 05, 2017

Tem um tempo que não pego o violão.
Tem muito mais tempo que não pego As Vizinhas de Trás que comecei.
É uma santa.
Os Vizinhos de Trás falam alto e gargalham na sala deles.
É um domingo de verão lindo, com um vento que refresca o corpo e nuvens brancas recortadas muitas vezes no céu.
Troquei um Cinema Orly por um livro chamado Janela Destravada, de Carlos Meijueiro. Foi ele quem me sugeriu a troca, quando eu, Bruno Cosentino e Pedro Carneiro fizemos o show Três Vocês, no coletivo Norte Comum. Foi a Isabela Bosi quem produziu esse show.
No início do Janela Destravada, tem o Hotel da Loucura no meio do assunto. Uma coincidência grande, eu achei. Por que conheci o pesssoal do Hotel, em minha viagem para apresentar as músicas no 1º Festival Amálgama Brasis, em Franca.
Estou para falar com o Barrucho, se podemos combinar o show Três Vocês lá na 57, casa aberta.
No show do Norte Comum, a Isabela tirou essa foto de minha camisa de fazer shows que, por causa do calor, usei como um estandarte e não me vesti com ela.

Vejam:

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

A Renata, no dia do lançamento do Diário da Piscina, um dia que foi lindo pra mim e não serei modesto, pois foi lindo mais que pra mim, daí que o leitor de meu Blog Azul não vai achar que sou o centro das coisas e do mundo, tudo concentrado no meu mínimo corpo de homem que escreve, afinal de contas, foi lindo pra gente, né, embaixo daquela chuva enorme, aconchegados no loki, com tanta coisa acontecendo junta, na festa, e tal. E a Renata, quando eu estava a assinar o seu livro, me perguntou de uma dica dele, do Diário da Piscina no processo de meus outros livros. Eu disse a ela que a dica estava na capa. E senti que ficou assim meio um enigma a ser desvendado, um segredo que estaria na capa do Diário e do que dependesse a compreensão de tudo o que viesse depois dentro, em seu miolo.
De qualquer modo, mesmo que a Renata descubra que a dica está em outro lugar, eu curti dizer que ela estaria nas letras manuscritas da capa, gostei de dizer que o ponto de partida está na capa que a Rocha Júlia idealizou. E, ontem, dia de Iemanjá, Rafael me disse que gostaria de fazer mais uma cena do filme que ele está fazendo sobre minha obra, Peixe. Então, ele tinha umas ideias e me disse que se eu tivesse alguma ideia pra falar e, daí, juntamos nossas ideias e fomos para a Festa de Iemanjá, na praia
E voltando à dica que existe nas capas das coisas, na superfície delas, nos flyers, nas fotos, nas caras da gente e tudo, o Diêgo, quando estava divulgando a sua peça Cabeça de Porco – também sobre os livros e músicas - tinha, num dos flyers, o desenho de uma santa, de uma mulher nua, e baratas e caralhos e asas...
O que quero dizer é que na foto que Rafael fez das filmagens de ontem, o céu está muito pesado. E quero dizer também que está para chover.
E a gente respeita demais essas maravilhas!
Vejam:

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Sarabanda - luís capucho

O Profeta Gentileza foi sobrevivente do incêndio de um
circo, aqui em Niterói, nos anos 60. Dizem que depois de ter perdido sua
família inteira queimada, tornou-se andarilho pregador da Gentileza. Quando
passamos sob a subida da ponte Rio- Niterói, à altura da rodoviária Novo Rio, a
gente vê suas bandeiras desenhadas nos pilares da ponte.
Outro dia, passando por lá de ônibus, fiz a letra.
Passado um tempo, em casa, coloquei música.
Tocamos no lançamento do Diário da Piscina, eu, vitor wutzki
e tulio freitas.
Flora Nakazone registrou no cel.


Vejam:
https://youtu.be/n-ycABChrQM

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

A vida é livre - luís capucho.

Eu tinha tido um sonho muito importante com o Alan, uns dois
ou três dias antes do show de lançamento do Diário da Piscina. No vídeo que o
pedro fez em seu celular de nossa apresentação, ele chega a pegar grande parte
do sonho, que contei antes da música, o sonho, motivo pelo qual, comecei o show
cantando ela.
O sonho também tinha se tornado mais importante, porque a
Hayge Mercúrio que dormira com o Alan naquela mesma noite em que sonhei, tinha
sonhado comigo. Estávamos eu e ela brincando na água da praia. E meu sonho com
Alan também era na praia.
E, ainda, A vida é livre foi feita nos anos 2000, no meu
caminho de ida para a piscina, e essa música está no Lua Singela. Quer dizer,
todas as coisas vão se fechando, para se compor num sentido. Nesse vídeo vocês
irão ver os movimentos da posição da Flora Nakazone, que filmou a gente em seu
celular.
Estamos eu, vitor wutzki e tulio freitas.


Vejam:

Marcela Biasi - Você é muito lindo (Kali C/luís capucho)

Marcela Biasi me deixou muito feliz quando aceitou cantar a
Você é muito lindo (Kali C/luís capucho) com a gente, na apresentação que
fizemos de minhas músicas no lançamento do Diário da Piscina (É selo de língua
– Editora É – 2017). E foi incrível ela ter escolhido para cantar essa música,
que foi feita nos anos 2000, em torno ao que eu vivia em minhas idas à piscina.
Kali, naquele época, dividiu comigo a piscina e a melodia dessa música. Daí,
que ela ambienta demais o clima que havia em torno da água onde nadávamos e,
por isso, ambienta demais o Diário...


Vejam, no celular da Flora:

domingo, janeiro 29, 2017

Quando estávamos a fazer a campanha de financiamento coletivo para o meu último disco, o Poema Maldito, a Karinna me disse que seu filho adorava a Maluca e me mandou um vídeo dele cantando, que era o lance mais lindo e emocionante que se pode ouvir. Na época compartilhamos aqui, uma maravilha pra mim.
Agora, quando eu assinava os Diários da Piscina no loki, quando foi a vez do Guto, ele falou: dedica pra Adelita e pros meus filhos: Amora e Rubi.
Como o Guto e a Adelita são jovens, perguntei se seus filhos já liam.
Ele disse:
- Não! – e fiz a dedicatória.
E a Amora não fez por menos com a Para Pegar, que ouve no disco Sol, do Gustavo Galo.
Vejam:



sábado, janeiro 28, 2017

Nesse verão os mosquitos não vieram para o apezinho, como vieram no verão passado. Além de no apezinho, acho que também não estão muito nascendo nesse verão em Nictheroy, porque não tenho ouvido reclamações por aí.
Em compensação, se não há mosquitos, há moscas, pois voltei a vê-las moventes a flutuarem em meu olho esquerdo.
Depois do tratamento de uveíte, já fiquei a enxergar menos dele, e a largura de minha visão desse olho ta, de novo, estreitando também, agora, com as moscas. E tou com muito medo. Consegui agendar para o dia 6, uma consulta no oftalmologista. Que coisa!
Fora isso, os amigos têm me perguntado como conseguir um Diário da Piscina. No afobamento do lançamento de SP, deixei-os todos na editora É, selo de língua. É que houve um porém: o caderno 6 do livro, veio com 8 problemas de impressão. * lugares em que o título do livro e meu nome, se acavalaram sobre outras letras. Então, todos os livros do lançamento, vieram com erratas manuscritas minhas. Os amantes de livros gostaram de ter erratas manuscritas do autor. Mas voltamos com eles para a gráfica, para acertá-los e lançar aqui no Rio. A É selo de língua, guardou alguns desses primeiros, por “segurança”. E Pedro vai trazer alguns pra eu ter comigo, no início de fevereiro. E, aí, quem quiser deles, fala comigo. E quem quiser dos corretos, fala comigo também... he he he!
E para completar a galeria de fotos que Pedro fez, não posso deixar de mostrar a outra cozinha do lançamento, tão importante: Vitor Wutzki no violão e Tulio Freitas na viola. Ehhhhhhhhhhhhhhhh!

Vejam:

sexta-feira, janeiro 27, 2017

Luís Capucho no Loki Bicho - Maluca .... era grande o barulho da chuva.

Vi agora!
Ainda o Diário da Piscina.
A Klaudia postou a Maluca que tocamos no lançamento.
Era grande o barulho da chuva de SP na hora da música.
Uma sincronia do momento e, aí, tava tudo certo.
É o ângulo oposto ao que estava o celular do Pedro.
Ficou a lua-sol da luminária ao lado do sofá, ofuscando eu e
Tulio Freitas, na viola.
O Vítor Wutski no violão empoderando o meu, não aparece.


Vejam:

quinta-feira, janeiro 26, 2017

Foi a Rocha Julia, da É selo de língua – editora É, quem editou o Diário da Piscina. Caramba, não sei o que dizer! Vou mostrar a foto que Pedro fez, vejam:

terça-feira, janeiro 24, 2017

Diário da Piscina, no loki bicho-SP - parte I - com Marcela Biasi e Juli...

Eu tenho um monte de motivos pra ficar feliz e todos os
motivos têm a ver com o lançamento do Diário da Piscina. Quando saímos da É
selo de língua – Editora É, rumo ao loki bicho, estava uma chuva de fazer medo.
Estávamos eu, Pedro, Vitor e Tulio e eu lhes disse que se fizéssemos a
apresentação pra nós mesmos, já era lindo! Porque só nisso já estava a
maravilha: eu e Pedro tínhamos viajado seis horas pra estar em SP, a terra
dele. O Vitor tinha vindo de Campinas pra tocar e o Tulio tinha feito sete
horas de Franca pra lá, pra tocar com a gente no loki, onde nos juntaríamos a
Marcela Biasi, ao Juliano Gauche, a Rocha Julia e Gustavo galo.
Daí, que eu achava que naquela chuva o que iria acontecer
era isso; a maravilha era a gente tocar entre nós e lançar o Diário da Piscina
desse jeito. Mas aí as pessoas foram chegando na chuva, um lance maravilhoso
foi acontecendo, as pessoas começaram a se juntar no loki. Uma das primeiras
pessoas a chegar foi a Laerte, amiga da Renata. Eu fui falar com ela. Eu disse
de meu prazer em conhecê-la pessoalmente, pedi um abraço, e perguntei da
Renata.
Aí, ela mandou:
- Eu não sei da Renata, eu vim por mim mesma! – e, então, a
gente se olhou, tipo, se sacando e o Pedro veio e ficaram conversando os dois,
o Pedro jogando luz em mim.
Foi muito lindo conhecer tanta gente, as meninas sempre se
emocionando mais que os rapazes, quando vieram falar comigo, depois das
músicas. E vocês vão vê-las sendo apresentadas embaixo do barulho da chuva. E
as participações maravilhosas da Marcela e do Juliano.
E o Vitor e o Tulio me enchendo de potência e às músicas.
No segundo vídeo a chuva pancou.
E depois da Para Pegar, a Julia apresentou o livro pras
pessoas. Emocionante demais! Pedro filmou no celular.


Vejam:

Diário da Piscina no loki bicho, SP - parte II - com Rocha Julia e Gusta...

quinta-feira, janeiro 19, 2017

Pedi ao Vitor que a partir da leitura do Diário da Piscina, fizesse uma composição pra gente apresentar no lançamento. Ele fez! Queima alegria, desarvora incêndio, flamenco, ré maior, Werther, Monga, Don Juan:


AVE NADA
(vitor wutzki)


Com três anos de idade
Eu desapareci
No terreno vizinho
No final da curva, o Sol
Passageiro ou motorista

Voo dentro
do seu voo
Voo fora
da asa

14 de Agosto
eu não olho pra dentro de ninguém
A gravidade é muito longe
O dia me afoga
Uma piscina não
Faz isso

Peixe voa
Ave nada
O céu reflete
na água

Talvez agora alguém na rodoviária
Espere Werther, Monga
Espere Don Juan
Espere alguém perdido
e com as mesmas intenções que eu


‎Luís Capucho‎ para Diário da piscina : lançamento + pocket show

Pedro com Carina – o Atelier de Indumentária - que já haviam feito minha camisa de fazer shows, fizeram uma versão mais fresca dela para usar agora que faz muito calor. Ficou linda demais e vou usar no pocket de lançamento do Diário da Piscina, no loki.
Já faz um tempo, eu vinha imaginando alguma coisa para acender o brinco que Sheyla me deu e que colei como um broche na camisa antiga. Foi a Sheyla mesmo quem deu a partida na ideia, porque ela disse que o brinco tinha se camuflado um pouco no azul. Então, o meu entendimento do que ela me disse, transformou um pouco sua ideia e tudo se transformou mais ainda na hora de fazer.
Desci em minha Vizinha de Baixo e fiz em sua companhia.
Fora isso, o Atelier beneficiou a meia que Elaine me deu.
Agora, terei dois mantos-escudos a construir.
Vejam:



domingo, janeiro 15, 2017

Eu tenho dito pra os amigos que sobre os meus trabalhos artísticos, não sei o que faço, não sei o que digo. Digo-lhes que me sinto em falta, afinal, sou eu quem faço, e que não devo ser tão cego, assim, débil, fraco e tudo. Por que preciso tomar posição sobre eles, você sabe, ter alguma potência além da potência que eles, os livros ou música ou As Vizinhas de Trás têm. Fico achando que preciso fortalecê-los, aos filhotes, como fazem os pais e as mães e tal.
Os amigos, então, me dizem que não preciso saber sobre isso. Porque os trabalhos têm a vida própria deles e que eu me tranquilize.
Mas eu não me acalmo.
Aí, achei isso na net, vejam o que diz:
“Por outro lado, um diário pessoal é um subgénero da autobiografia. Nestes diários, o autor escreve os seus pensamentos ou as suas actividades, em geral, do foro privado, para os/as ler posteriormente. Também constituem um espaço para expressar sentimentos sob a forma de catarse.
Há diários pessoais que se converteram em livros de venda massiva enquanto relatos testemunhais, como é o caso do “Diário de Anne Frank”.
A gente, a É selo de língua – editora É, fez 300 livros e vai lançar em SP, no loki.
Estamos convidando.
Vai ter canja de quem quiser, mas uns amigos já confirmaram.
Depois, queremos fazer no Rio de Janeiro.

Venham, plis:

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Um Cinema Orly para Franca, SP:

Não sei se eu teria escrito o Cinema Orly, se não pensasse que iria morrer. Aí, a Isabela Santiago e a Ilda Santiago um livro lindo de meu texto, vocês sabem. Antes disso, uma das editoras pra que eu tinha mandado, me disse das qualidades e imperfeições dele e disse também que não iria publicá-lo, porque, em outras palavras, a editora não concordava com o tipo de condução que o personagem-narrador fazia no cinema e não queria repercutir isso.
Eu quis, então, fazer um outro livro todo mais certinho pra que ela publicasse. Mas, aí, não ficou tão certinho... e pedi ao Mário César Lugarinho que fizesse uma apresentação do livro pra eu mostrar pra outras editoras. E ele disse que faria uma apresentação de um jeito que seria impossível a qualquer editora negar publicação. Então em 2007 a Rocco publicou o Rato, e pelo título já se vê que eu não iria agradar à editora que se negou ao Cinema Orly.
Depois, a Rocco me falou que meus livros não são comerciais e pedi a Ana Maria Santeiro Guarani Kaiowá que me ajudasse com outra editora e publicamos o Mamãe me adora pelo selo Edições da madrugada. É um caminho bem impreciso esse dos meus livros, mas tudo muito cheio de alegria!
Agora, é a vez do Diário da Piscina!
Tem uma galera junta, amiga, a Rocha Júlia, o João Santos, o João Reynaldo, a Isabel Ramos Monteiro, quer dizer, o pessoal da “É selo de língua” e do Loki Bicho – Alan Athayde e Hayge Mercúrio - onde iremos lançar com um pocket. Pow, é muita gente! Na hora dos nomes, me enrolo. Mas tou tentando me organizar com o Vitor Wutzki e Tulio Freitas pra minha parte musical. O Gustavo Galo também vai tocar. Aí, eu queria chamar o Tatá Aeroplano, o Juliano Gauche, a Letícia Novaes, a Marcela C. Biasi, a Arícia Mess, o Filipe Cat e quem mais for de canja, para uma.
Será que topam?

domingo, janeiro 08, 2017

Na É selo de língua:
João Reynado disse:

"
7 de janeiro de 2017

Faço a última revisão do Diário da Piscina de Luís Capucho. Sairá neste verão pela É selo de língua.

"Percebi que a experiência traz a tranquilidade com a água."

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Tótem sem Tabu

Quando o Alan Lanzé nos deu o Tótem de presente, durante as apresentações do disco Poema Maldito, eu gostei demais da ideia dele, junto a ideia que eu tinha começado a ter sobre a minha camisa de fazer shows. Acho que ele e ela, juntos, começaram a se formar em objetos, assim, como que sem volta e que me punham sempre a questão de por que é que eu fico chamando a questão pra mim e tudo. Por que é que eu fico fazendo essas músicas, escrevendo esses livros, as Minhas “As Vizinhas de Trás” ao infinito, chamando a atenção pra mim.
Porque eu poderia ir morar na roça e, sei lá, eu poderia estar embevecido de televisão, como naquela letra que Suely Mesquita fez pra mim, aquela letra da “Aristocracia” - https://www.youtube.com/watch?v=DrWLRb3JfYM - , em que eu poderia estar apenas pensando em dinheiro e sexo, e só isso.
Mas o Tótem que o Alan me deu, me chamou a atenção, porque ele é bonito e porque eu vi que ele é masculino por excelência, que é uma coisa que os leitores que têm acompanhado os meus trabalhos artísticos, sabem que é um vazio pra mim, por exemplo, o meu Cinema Orly é um livro totêmico e, aí, o Tótem é o contrário do que é para mim, em construção, minha camisa de fazer shows, se liga...
Daí, é importante que eu o tenha como cenário de minhas músicas e que ele ajude, assim, como um adendo, como um prolongamento das coisas para onde são sugeridas as coisas que tenho pensado para minha camisa e, desse modo, um é o antípoda do outro, mas tudo junto, decantando as forças, as energias que fluem nas músicas, quando estamos tocando elas, nos shows...
Porque, se entendi direito, o vazio que vou completando na minha camisa, e o vazio que vou completando para sempre na repetição de minhas “As Vizinhas de Trás”, é o mesmo vazio que a presença do Tótem nas apresentações completa.
Daí, que a ficha vai para sempre caindo para a visão que o Alan teve ao nos presentear com ele, que vai ganhando ou se misturando a outros sentidos e tudo. E estou dizendo isso, numa tentativa de introduzir uma outra possibilidade de Tótem, que vi numa postagem da Renata Pimentel sob o título de Tótem sem Tabu. Um Tótem de pessoas, que é como eu imagino a centrifugação de forças, de energia dentro dele, em minhas apresentações. E que tenho processado, que tenho completado e que vou renovando e virando em outra coisa, tipo, se auto-destruindo ao mesmo tempo que alimentando o fogo, a fantasia e tudo.
Então, fui dizer pra Renata no in box o quanto o seu Tótem sem Tabu, tinha me colocado no status do “se sentindo reflexivo”, como se diria no facebook. Porque a sugestão é a de que o Tótem sem dentro centrifugando a presença da força feminina é que cria o Tabu. Então, a Renata me pedindo desculpas pela rapidez e esperando me ajudar, mandou:
“São meus alunos e orientandos e amores. Pra nós é um sentido que brinca desde com o livro de Freud (Totem e Tabu, o que é sagrado, o totem nos grupamentos humanos mais tribais até e os tabus que são os interditos.). No nosso caso o sagrado é este laço construído com afeto e confiança e independe de laços familiares de clã sanguíneo
E de gênero e qq outro
Por isso sem tabu
Feliz de ter sinais teus! Espero que a explicação aligeirada aqui tenha funcionado
Beijoooossss”
Tótem sem Tabu 

Tótem sem Tabu



sábado, dezembro 31, 2016

Cabeça de Porco - teaser



Retrospectiva 2016 na web:


Novembro – estréia de Cabeça de Porco com Diêgo Deleon e Prática de Montação:
https://www.youtube.com/watch?v=yAPwtjZL0kU

Novembro - 1º Festival Amágama Brasis – Franca, com Alexandre Magno, Elaine Narcizo e Jack Figueiredo:
https://www.youtube.com/watch?v=n0ojPElPvpY

Novembro – na Rádio MEC, no programa de Eucanaã Ferraz:
https://www.youtube.com/watch?v=IswiFwGfAjg

Novembro – Cinema Íris com Tulio Freitas – em Franca:
https://www.youtube.com/watch?v=I2yg2EHbegc

Outubro – Eu quero ser sua mãe e Ponto Máximo ( luís capucho/Marcos Sacramento) no Heyô de Ju Martins:
http://www.blognotasmusicais.com.br/…/eis-capa-de-babies-di…

Em casa com Vitor Wutzki em vídeo de visão de Flora Nakazone:
https://www.youtube.com/watch?v=h-tDcELEUUg

Setembro – Programa Escuta, no Núcleo-Canção, com Rafael Julião e Isabela Bosi, da UFRJ: https://www.youtube.com/watch?v=_mf1plY6_zg

Setembro em SP, no Loki Bicho, com Vitor Wutzki:
https://www.youtube.com/watch?v=0_43oLKWY_Y

Agosto – shows no Semente no correr do ano, mas aqui contando a estória da música Maluca, na visão do celular do Pedro Paz:
https://www.youtube.com/watch?v=aA6_SbS1opA

Agosto - Para Pegar no Sol do Gustavo Galo:
http://muralcultural2.blogspot.com.br/…/resenha-gustavo-gal…

Julho – show no Laurinda Santos Lobo com Fernando Assumpção e Ruth Castro:

Junho – Eu quero ser sua mãe por Ju Martins:
https://www.youtube.com/watch?v=HWMbzWbAJHE

Junho – Solo em Bando, com Pedro Carneiro e Bruno Cosentino e Sara Hana e Julia Shimura e Pedrinhu Junqueira. Aqui com Claudia Castelo Branco e Marcos Campello:
https://www.youtube.com/watch?v=ZXGjdP3k8s4

Junho - Cifra das músicas na rede - https://www.cifraclub.com.br/luis-capucho/

Maio - Medalha josé Antônio de Carvalho com Leonardo Giordano e Janaina Bernardes: 

Abril - Homens Flores (luiscapucho/Marcos Sacramento) no Babies do Bruno Cosentino:
https://www.youtube.com/watch?v=xnIUhGjQbGg

Abril – Velha – por Letícia de Oliveira:
https://www.youtube.com/watch?v=1-vXlArdAFA

Março – Maluca por Bú Araujo e Laila nassan na Casa da Gávea:
https://www.youtube.com/watch?v=OFOYEtHR4hs

Fevereiro – Maluca por Simone Mazzer e Filipe Cat em SP:
https://www.youtube.com/watch?v=vMK6zG5-J2k

Fevereiro – Cavalos no Cine Jóia com Felipe Castro:
https://www.youtube.com/watch?v=kiZjJliFGzA

quarta-feira, dezembro 28, 2016

No ano 2000, o ano do fim do mundo, hoje, 28 de dezembro, anotei no Diário da Piscina o rugido de Seu Atenodoro e a expressão de Lucio para mim. E não poderia supor que dezessete anos depois, quase na maioridade, estaríamos, com a É selo de língua – editora É, prontos pra publicar em papel, no contexto de meus outros livros e discos, o Diário...
Hoje acordei na cabeça com a música Miss Brasil, de Rita Lee, mixada àquela outra que pergunta quem é o rock and roll. Acho que porque as duas músicas na verdade são perguntas que se lançam, se lançam-perfume, se lançam-moenda, lançam helicópteros, paralelepípedos e lançamos o Diário da Piscina no verão do Ano Novo, feliz leitor! É tudo amor!

A Julia já tem o boneco, vejam:


sexta-feira, dezembro 23, 2016

A gente, eu e a É selo de língua – selo editora É, estamos, já faz um tempo, costurando a preparação do livro Diário da Piscina para publicação. É muito emocionante esse processo, mas quando ele vai chegando nos finalmentes, fica um contentamento, um lance tão bom...
Quando fiz minha última leitura do Diário, assim, numa tacada só, me lembrei do que disseram em SP sobre as minhas músicas, que eram fortes... mas quando a gente vai chegando nesse final, bem pouco antes da publicação, o livro vai ganhando um abrandamento, assim, como um final de tarde, quando a terra começa a fazer os barulhos do anoitecer, uma alegria, uma coisa, esse lusco-fusco, esse céu de agora resplandecendo sobre o vale, que a Julia traduziu nessa foto que mandou.

Vejam:

quinta-feira, dezembro 15, 2016

Cinema Íris

Quando estive no 1º Festival Amálgama Brasis (Franca-SP), agora, em novembro, estive hospedado na casa de duas meninas muito maravilhosas, a Elaine e a Jack. Eu até disse, quando apresentava as músicas, na Confraria Cult, da importância que tinha sido pra mim ter me aproximado delas, do jeito como tinha sido, assim, as coisas que eu pude falar e o jeito como elas me ouviram e tudo. Um pouco, mas não apenas por conta disso, eu acabei não participando muito do que se disse nas reuniões do Festival, embora mesmo à distância eu pudesse ver que fosse algo, como quando estive no 2ª Seminário Internacional Desfazendo Gênero, em Salvador, mas num outro sentido, eu tava sabendo que a ideia fosse desfazer o modo como é construída a vida da gente e construir outra vez incluindo outras possibilidades.
Como sou esse artista que vocês sabem, com a impressão de deriva, mas sem que isso seja a verdade, tinha combinado e meio que ensaiado virtualmente, apresentar as músicas com o Tulio Freitas, que eu tinha visto na internet tocando viola caipira. E eu pedi que ele, ao invés de violão, colocasse sua viola caipira em minhas músicas e combinamos assim. Também tinha dito a ele que iria chorar com sua viola, porque sou da roça.
E em nosso ensaio, quando ele começou a tocar comigo o Poema Maldito (luís capucho/Tive Martínez) foi isso o que fiz. A voz embargou e fiquei um tempo assim até conseguir de novo cantar a música. Isso é normal, vocês sabem, porque depois, quando tocamos Velha (luís capucho), eu vi que as meninas choravam também.
Daí, vocês vejam que esse nosso encontro foi muito emocionante, porque todos estavam meio que se vendo pela primeira vez. E tudo estava muito à flor da pele.
A música Cinema Íris (luís capucho) de meu disco do mesmo nome, produzido pelo compositor e maestro Paulo Baiano, foi desse disco a primeira música que se “saltou” dele, porque meu ídolo Ney Matogrosso falou dela um pouco, disse ela ser excitante artisticamente na sua cabeça e isso, vocês sabem, não é pouco para uma música.
Infelizmente, não conseguimos tocar juntos no show. Mas as meninas gravaram no celular o ensaio e Tulio me mandou, hoje.
Vejam:

segunda-feira, dezembro 12, 2016

Quando fui entrevistado por Isabela Bosi e Rafael Julião, para o Núcleo-canção da letras da UFRJ, onde ouvimos e conversamos sobre o meu CD Poema Maldito, a gente viu com surpresa que a capa do disco, inspirada na foto de um morto, o Cara de Cavalo, e com a legenda “Seja Marginal, Seja Herói”, do Hélio Oiticica, indiciava, sem que tivéssemos sido intencionais, para a primeira música “La Nave Va”(luís capucho/Manoel Gomes). A “La nave va” tem o mesmo nome do filme do Federico Fellini, que narra uma viagem funeral de uma cantora de ópera, cuja cinza é jogada ao vento em alto-mar.
Daí, que por essa coincidência e também por outras, pedi ao Pedro Paz que me fotografasse num barco, outro dia, em Jurujuba. E gosto muito de me juntar a essa sincronicidade pra ir entendendo aos poucos seu fluxo.
Para ouvir a conversa, veja aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=_mf1plY6_zg&t=2159s



O próximo passo será assistir ao filme:

sábado, dezembro 10, 2016

Curti demais o show de ontem, o clima todo da casa, as pessoas, as coisas feitas na cozinha... eu nunca tinha ido à sede de um coletivo. Sempre ouvi falar deles, mas nunca tinha visto um, assim, pessoalmente, como foi esse show nosso, Três Vocês, eu, Pedro Carneiro e Bruno Cosentino, no Norte Comum.
Pedro fotografou a passagem de som.
Veja:




sexta-feira, dezembro 09, 2016

Enfim, o ídolo Ney Matogrosso põe fim à questão de, talvez, minha música Cinema Íris ou Céu estar num suposto disco onde estariam músicas dos considerados malditos pelo mercado de música brasileira. Honestamente, é justo que ele salte dessa para outra banda, para outro projeto, porque o fluxo das coisas é assim. Fechou aqui, a gente vai prali.
E pra mim, como o Ney, não participo dessa noção de que haja um “compositor maldito” assim, nesses termos. Eu, que sou esse compositor desconhecido que vocês conhecem, acho e foi de verdade ótimo que ele tenha se atentado para os meus sinais por esses últimos anos em que ainda estava com esse tal disco em mente, sabe.
Junto a isso, o fato de o Rafael Saar estar montando o filme “Peixe” e o Diêgo Deleon ter estreado a peça “Cabeça de Porco”, esses trabalhos deles baseados em minha obra e de também junto a isso o Gustavo Galo, a Ju Martins e o Bruno Cosentino, esses artistas da música, e Rafael e Diêgo, todos de uma geração posterior à minha, estarem atentos a meus sinais, como o Ney, isso significa muita coisa pra mim. Por que me ajuda a afirmar esse artista que eu sou, assim, do meu jeito e de nenhum outro, porque é muito difícil pra gente se assumir artista, se liga!
Vejam a matéria http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/ e não se esqueçam de irem nos ver hoje. É de grátis! Eu, Bruno Cosentino e Pedro Carneiro:


Vem ni nóis: Três Vocês!
https://www.facebook.com/events/1273733326040155/?active_tab=about

foto de Isabela Bosi.

quinta-feira, dezembro 08, 2016

Hoje, faremos mais um ensaio de nossas músicas para amanhã, no Norte Comum. E tou bem feliz de estar junto a dois outros compositores como eu, o Bruno Cosentino e o Pedro Carneiro. O Bruno, vocês sabem, foi quem deu o start para a minha camisa de fazer shows e isso me deixa pensando por horas e noutras vezes nem penso, as coisas chegam num repente e, aí, vou entendendo, aos poucos.
Uma vez, quando estávamos fazendo o filme do Rafael Saar – e meu também – o Peixe, caiu uma lantejoula do corpo de Netuno do Ney Matogrosso, que coloquei no escudo dessa minha camisa de shows. Dessa vez, os peixes-balizas que faziam evolução diante da procissão de Santa Moema na peça Cabeça de Porco, do Diêgo Deleon – e minha e do pessoal do Prática de Montação também – deixou cair outra lantejoula, que como a primeira, usei completando o escudo de minha camisa, se liga.
Já o Pedro Carneiro é quem agora tem me ajudado a concentrar as músicas do Crocodilo, um disco que teve suas músicas espalhadas por outros artistas e que o Pedro, além de cuidar de algumas, ta concentrando todas as outras em seu estúdio, para formar o disco.
Então, estar junto a esses artistas para apresentar nossas músicas juntos, nesse show Três Vocês, é demais pra mim!
Estão todos convidados! É grátis!
https://www.facebook.com/events/1273733326040155/

quarta-feira, dezembro 07, 2016

Ensaio Três vocês: Pedro Carneiro, Bruno Cosentino e eu.
Dia: 09/12, com sol ou chuva
Local: Rua Francisco Manuel, 159 - Benfica
Horário: 19h às 22h
Classificação: Livre
Entrada: Grátis

A casa fica bem próxima a saída da estação Triagem do metrô/trem. Em frente ao HCE em Benfica.
O ponto final do 472 é em frente a casa. O 371 também passa. 474, 476, 277, 696 e 634 deixam próximo.

terça-feira, dezembro 06, 2016

Ontem fui dormir com o trabalho lindo do Diêgo e do Prática de Montação na minha lembrança. O modo colorido e, ao mesmo tempo, o modo preto e branco, como construíram em teatro a vida que tem nos meus textos e nas minhas músicas. Tudo transformado no trabalho deles, mas comigo dentro, quer dizer, eu me reconheci ali também, porque eu faria daquela maneira. Que lance mais lindo!

E, hoje, a gente vai ensaiar nossa apresentação no Norte Comum. Eu, Pedro Carneiro e Bruno Cosentino!

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Norte Comum Convida #7

Chegando a sétima edição do projeto de ocupação artística da nossa sede, temos o prazer de apresentar o 'Três Vocês', um show inédito, que promove o encontro de três compositores em uma só noite, são eles Luís Capucho, Bruno Cosentino e Pedro Carneiro.

Três Vocês

Em 2015, Pedro Carneiro lança seu primeiro disco solo, Vovô Bebê, com composições que falam de uma vida que se faz entre o fim e o começo, o vovô e o bebê, numa anacronia que constitui o próprio passar do tempo desse músico que compõe de forma compulsiva desde criança, quando já era velho e tocava seu violão. Em 2016, Bruno Cosentino lança seu segundo disco solo, Babies, com a banda Exército de Bebês e produção de Pedro Carneiro, babies making babies no estúdio, o encontro desse avô com outro bebê, num groove meio pop meio funky, e a voz de Bruno no meio, rasgando, cortando o cordão umbilical. Em 2016, Pedro conhece Luís Capucho, apresentado por Bruno que começa a produzir o quinto álbum de Luís, Homens Machucados, com lançamento previsto para 2017 e canções que falam desse homem que é [também e não só] a imagem de um pai, de uma divindade, de um corpo, que fica entre qualquer início e fim, flutuando no peso desse meio, desse tempo quase suspenso, um corte.

https://www.facebook.com/events/1273733326040155/

domingo, dezembro 04, 2016

A gente foi ver a peça que o Diêgo Deleon encena com o Pratica de Montação: Cabeça de Porco. E, aí, que assistir ao trabalho dessa geração de menin@s atores devolvendo pra gente o que a gente viveu e que virou ficção em músicas e livros, da forma como devolveram, tão linda e séria, tem uma energia de luz muito grande, uma força, um tranco de blecaute, de nocaute, de arraso, um troço assim religioso, outra vez a ficção da peça, que me deixou acordar hoje maravilhado, atordoado, deslumbrado, na minha cabeça de porco sem palavras como ontem, na foto.
Muita luz pra Cabeça... pra Santa Moema, adorada, padroeira, maravilhosa!
Yahahhahahhahah!
Hoje vamos outra vez!
Veja:


sexta-feira, dezembro 02, 2016

Cabeça de Porco - teaser

O leitor não tem noção do que é pra mim saber que essa cambada de moleques do Pratica de Montação, como eu, inocentes e filhos das puta, estão por duas semanas livres, mas dentro de minha obra lítero-musical. Eu vou no sábado, e quem quiser ir junto, é só dizer que eu peço pro Diêgo guardar senha. Bora sair de casa, meus amigos. É de grátis!

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Esse encontro de que fui participar em Franca e expliquei sobre isso, logo que comecei minha apresentação de músicas – eu sei que não me explico bem, sei que é sempre uma tentativa de me explicar com as palavras e tudo – e o encontro foi importante demais pra mim...
E fora isso, vi que era importante fora de mim também, fora de todas as pessoas que estavam lá, fora dos organizadores, fora da cidade, vi que estava participando de um lance maior e da maior importância, mesmo que num momento ele acontecesse apenas na Confraria Cult, e noutro, apenas numa praça de Franca, ou num lugar qualquer da cidade, quando eu não estivesse presente, mesmo assim, o encontro reverberava em mim, porque eu estava na cidade para ele. Que era importante demais como acontecimento de um grupo de pessoas, ta ligado, não apenas para um e outro...
... porque eu levo essa minha vida aqui, no apezinho da Martins Torres. Então, ter sido convidado pra esse rolê – rolê é o modo como todos lá se referiam a um acontecimento, que poderia ser dito também pela palavra “corre” – daí, que ter sido chamado pra esse “corre” foi completando sentidos importantes de questões que tenho comigo. E vejam na foto o jeito lindo de colocar as questões. Era o Victor Prado lendo seus poemas pra mim e Jack, em frente da Confraria Cult: