sexta-feira, abril 03, 2015


Estou no Pedro para ficar com os gatinhos dele/~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]~]; - isso foi escrito pelo Ted -  uns minutos. Gostaria de voltar pra casa ainda com um pouco da luz do dia pra adiantar As Vizinhas de Trás que comecei pela manhã.

A boca de nossa rua, com a Duque Estrada, está vigiada por policiais. Não tenho interpretação pra isso. Não sei de quais movimentos a polícia sabe sobre .lllll – mais Ted - a segurança do bairro, pra se postar ali, com seus três policiais.

Ted é uma ameça constante para o teclado.

Tudo é ameaçador.

Fui.

quinta-feira, abril 02, 2015

Tocar o Poema Maldito, eu e Felipe, no lindíssimo teatro Popular Oscar Niemeyer foi bom demais. O convite da Astronauta Discos, a força da Janaína Bernardes na divulgação, o pessoal simpatissímo que do teatro ajuda no show, assim, a luz, o som, o pequeno público que se espremeu logo nas primeiras fileiras embocadas no palco, tudo.
Mas a presença meio tímida e de tudo decididíssima de Rafael Saar na direção, foi o que nos deu o esqueleto do show e, aí, silencioso leit@r, a gente ganhou segurança pra pendurar as carnes de músicas do Poema Maldito ali e tal.
Ele lacrou!
Vejam a foto de Pedro: 



quarta-feira, abril 01, 2015

Poema Maldito - Luís Capucho

É hoje.
Felipe Castro esteve aqui agora cedo, no apezinho, para
iniciarmos tudo. É nóiz.
Vai ser um dia triste de chuva.
Quero convidar a todos para assistir ao lançamento do Poema
Maldito aqui em Niterói. No Teatro Popular Oscar Niemayer, 20 horas – 20,00 reais inteira. Fica ali atrás do terminal dos ônibus, perto das Barcas.
Estaremos apresentando o CD, ao vivo, no palco da Astronauta
Discos. Eu no violão e vocal e Felipe no baixo.
O leit@r silencioso sabe, o disco é resultado de um
crowndfunding para que fosse prensado, então, é independente.
Mas a ideia dele, um disco apenas voz e violão, é do
Leonardo Rivera, da Astronauta. Então, é um parceiro, se liga.
O show tem a direção do Rafael Saar.


Também os lala filmes pegaram um trecho do ensaio, ainda quando
estávamos descobrindo o baixo do Felipe para o Poema Maldito. Vou repetir aqui,
porque ta mais fácil de ver, agora que foi pro youtube:

terça-feira, março 31, 2015

É amanhã:

Depois de muitas e irritantes tentativas de tirar um acorde do violão, consegui voltar a fazer um mi maior. O leit@r sabe, ao voltar do coma, eu tava sequelado.
A médica disse que se chamava incoordenação motora. Eu não tinha mais destreza alguma pra ousar sair dali, do mi maior, e fiquei nele.
Marcos Sacramento tinha me dado uma letra: Inferno.
“Aqui é meu inferno
Seta no rabo
Rabo arrastando
Pobre diabo
Meu rabo
Meu lugar
Meu inferno
Pobre rabo
Pobre inferno
Pobre de mim.”
Legal poder lembrar disso outra vez.

Vejam:

segunda-feira, março 30, 2015

Acho que eu e Tive – José Maria Martinez – fizemos um bolero da música Poema Maldito. Depois que o Felipe colocou o baixo, ouço o som dos bongôs. E vejo o salão, onde estranhos casais dançam nossa música tristíssima.

E não se esqueçam. O show é quarta feira:

domingo, março 29, 2015

No dia de meu aniversário chamei Felipe pra gente tocar as músicas do show Poema Maldito. Eu tinha convidado os lala filmes e Edil, que fez um bolo delicioso, salgado. Pedro chegou depois. Então, num momento, saímos tentando encontrar o som do Poema Maldito, minha música com o Tive e que nomeia o disco. Os lala filmes pegaram tudo e cederam nossa tentativa pra gente ir divulgando o show do dia 1º de abril, no Teatro Popular Oscar Niemayer, 20 horas, com curadoria da Astronauta Discos.
Vejam:

Poema Maldito - Luís Capucho from lala on Vimeo.

sábado, março 28, 2015


Vim alimentar os gatinhos de Pedro e fazer um pouco de companhia pra eles, que me adoram, leit@r silencioso. Dona Preta fica mais na dela, come e fica por aí, sozinha e quieta. Mas os filhotes querem estar comigo, encostados em mim, como sombra, ta ligado? Eu curto muito isso. Eles são muito lindos.+++++++++++++ - esses + foi 01Ted*-++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++, .... foi Ted quem escreveu, o leit@r entende, eles são muito + e têm presença de Paraíso.

Fui.

 
Cultura & Lazer - em Folha de Niterói:
Luís Capucho
apresenta novas
canções
O cantor e compositor Luís Capucho
apresenta, na quarta-feira (01/
04) às 20h, no Teatro Popular, as novas
canções de seu quarto álbum,
“Poema Maldito”, lançado no final
do ano passado. Gravado por Felipe
Castro no Tomba Records Stúdio
(Niterói), o disco traz Luís aliado a
novos parceiros.
O show é realizado pelo projeto
“Quartanauta”, uma parceria com o
selo niteroiense Astronauta, abrindo
o espaço para artistas independentes.

sexta-feira, março 27, 2015

Eu e Felipe continuamos ensaiando pra o show do dia 1º no Teatro Popular Oscar Niemayer, em Niterói. Quarta-feira próxima, dia 1º.
Eu já disse, o pessoal do coletivo lala filmes esteve num dos ensaios.  Pedi que filmassem Os Gatinhos de Pedro pra divulgar o show e vejam:
Os Gatinhos de Pedro - Luís Capucho from lala on Vimeo.

quinta-feira, março 26, 2015

CELSO BLUES BOY (BRILHO DA NOITE)

Eu me lembro de ter começado a fazer grandes mergulhos na
música brasileira de classe média, nos anos 80. Eu era um cara bem tristinho e
a música brasileira de classe média meio que me ajudava nisso, me amparava. Eu
não curtia a músicas que não fossem tristes. Então, quando apareceu o pessoal
do rock brasileiro, eu não entrei naquela onda, leit@r. Não tinha tristeza ali.
Era uma coisa mais revoltada, mais rasa, uma bateria que não tinha evolução e
raro swing, então, eu não entrava, passava ao largo, meus ouvidos queriam mais
que aquelas bandas conseguiam fazer. Demorei bastante pra assimilar o Cazuza, o
Renato Russo, o Herbert Vianna, porque no fim, tudo veio cair na MPB, ta
ligado?
Então, Ruth me emprestou o livro que Maria Juçá escreveu,
assim, uma biografia do Circo Voador, que é o que dava vazão pro pessoal do
rock. Então, eu identifiquei muita coisa ali. Eu vi que um cara que andava pela
noite bebendo com o pessoal do Cão sem Dono – grupo de música do Paulo Baiano e
do Marcos Sacramento – era um personagem importante do circo. Mas eu sempre fui
um tipo meio à margem de tudo, então, eu não sabia quem era o Fernando Libardi.
Eu só era amigo do Sacramento e do Baiano, se liga.
Mas o que eu quero dizer, é que a leitura do livro me fez ir
no youtube ouvir as bandas que tocaram no Circo. A impressão não mudou.
Continuo não gostando daquilo. Um dos que gostei, é a guitarra do Celso Blues
Boy.


Vejam:

quarta-feira, março 25, 2015

Os rapazes da Lala Filmes vieram aqui no meu níver. Continuei fazendo minh’As Vizinhas de Trás. Chamei o Felipe e tocamos minhas músicas do Poema Maldito. Edil veio e fez bolo. Tirou fotos. Quando Pedro chegou cantamos o Parabéns.
Foi um presente pra mim, leit@r silencioso, ter amigos e o meu trabalho de arte registrado porque, aí, vai rolando uma divulgação e mais leit@res silenciosos poderão se dar conta de que ando fazendo um lance bonito e tudo. Eu sei que haverá bondosos leit@res que torcerão o nariz pra minha estética, mas isso é um risco inevitável. Então, ta lindo!
Esse meu dia de aniversário especial assim, não tem a ver com o filme Peixe, cuja produtora é a Dilúvio Produções. O Peixe ainda ta multiplicando as células que conformarão seu corpo, ainda ta multiplicando as células, como na multiplicação dos peixes de jesus.
A vida é livre!

Fui.
Edil tirou muitas fotos, vejam:









terça-feira, março 24, 2015

making off 23março2015 n

Eu e Felipe acabamos de ensaiar o Poema Maldito, disco que apresentaremos ao vivo no Teatro Popular Oscar Niemayer do 1º de abril, quarta-feira que vem, às 20 horas. O teatro é muito bonito, à beira do mar, e é onde começa o Caminho Niemayer, que vai de fora a fora, na orla de Nikity City. Estamos animadíssimos, porque o palco é enorme, e tem um som muito bom, tem luz boa, é um teatro de verdade.
Vou mandar um papo reto pro meu silencioso leit@r, eu já disse, a idéia era que as pessoas se espremam pra entrar e que ocupem todo o teatro, pra não ficar uma coisa triste, aquele teatrão com umas poucas pessoas sentadas em lugares esparsos e a gente naquele palcão enorme, tocando o Poema Maldito. Eu não devia aceitar fazer show assim, em lugares enormes, porque o silencioso leit@r sabe, não tenho público que encha o lugar. A não ser que viessem as pessoas que me curtem do Brasil inteiro, o povo de São Paulo, de Minas, da Bahia, Paraná, Pernambuco... aí, sim, lotava.
De qualquer modo, a gente vai apresentar o disco lá e animados... vai que o povo de Nikity resolve conhecer o som do luís capucho e, aí, vem silenciosos leit@res da Engenhoca, do Fonseca, de Jurujuba, do Buraco da Onça, do Palmares, tudo...

Fora isso, fazendo As Vizinhas de Trás novas. 
Pedro fotografou, duas:


sexta-feira, março 20, 2015

Fazendo nov’As Vizinhas de Trás.
Pedro me deu uma revista de moda pra que eu tivesse referências de luz pras bichanas e acabo pegando outras coisas além da luz, por isso, minh’As Vizinhas de Trás quase são bonecas, mas não são, porque sem querer elas aparecem com alma, leit@r. Eu vi uma vez n’algum lugar que o fotógrafo americano Robert  Mapplerthorpe dizia não saber porque suas fotos ficavam boas. Eu também não sei, boas ou ruins, de onde vem a expressão das Vizinhas. Ontem, uma delas apareceu com uma cara enojada, de quem visse um panorama desastroso dentro da própria cabeça. Não foi minha intenção fazê-la assim. Não sou esse pintor todo, com controle. Elas meio que aparecem pra mim, à revelia, quer dizer, elas chegam apavorando, ta ligado, silencioso leit@r?

Fui.

quinta-feira, março 19, 2015

Eu e Pedro fomos assistir, ontem, à temporada de shows, às quartas-feiras, no Bar Semente, na Lapa, de lançamento do disco novo de Marcos Sacramento “Autorretrato”. Eu tenho dito aqui no Blog Azul de que a cada show novo de Sacramento, ele está melhor. E continuo dizendo, ele continua ficando melhor. O que aconteceu agora é que o Sacramento que é amigo da gente, o Sacramento de verdade, o Sacramento íntimo, o do “Autorretrato” foi pro palco. Ele está amigo do público, silencioso leit@r. E teve até uma hora em que ele, quando passou os primeiros minutos, depois da primeira música, quando sentiu ter entrado na corrente de fluxo do show, assim, quando foi tomado pela força, disse:
- Agora, relaxei. Eu tava com medo, mas agora relaxei. Eu não conheço vocês... – e passados uns segundos de suspense continuou - ... brincadeira, conheço todo mundo aqui... – e saiu nomeando alguns que conhecia.
Ele tava meio que homenageando os  ídolos da MPB, silencioso leit@r. Cantou uma música de sua autoria, dizendo que fez uma música de Chico Buarque, depois cantou outra que fez de Caetano Veloso, mas a que cantou pros seus gatinhos Preto e Raja e que não disse que fez de Roberto Carlos foi a que fez a imaginação da gente, a minha imaginação, ter espasmos, bom leit@r, que coisa!
Também, como homenagem, levou pro show uns tiques de Angela Rorô, o leit@r sabe, aquele negócio de ficar prisioneiro da força da camisa e ficar o tempo todo tentando se encaixar na bichana.
Eu e Pedro estávamos numa mesa logo no gargalo do palco. E, aí, o Sacramento cheio de amor veio pra mim e me beijou carinhoso, enquanto cantava. Tudo amor, leit@r.
Tinha uma mulher na mesa com a gente que era amiga do Sacramento. Eu perguntei a ela, como assim, se eu não te conheço? Aí, eu vi que os amigos de Sacramento estão em camadas, que eram camadas de amigos na plateia, tipo, Roberto, porque a mulher elegante disse:
- Sacramento foi a estrela do espetáculo que ajudei na pesquisa e que escrevi com Sérgio Cabral “È com esse que eu vou”. Você viu?
- Vi, sim. Ele até, com os atores, dedicou o espetáculo a mim, no dia em que fui – eu disse. Aí, ela tirou da bolsa um jornal e começou a ler, enquanto o show não começava.
Quarta que vem tem mais show de Marcos Sacramento, leit@r, no Semente, da Lapa.
Pedro, amor puro, fotografou a gente:

terça-feira, março 17, 2015

Hoje faremos, eu e Felipe, um segundo ensaio do show de apresentação do Poema Maldito no Teatro Popular Oscar Niemayer, em 1º de abril, 20 horas.
Além disso, terminando mais uma de minh’As Vizinhas de Trás.
Também uma resenha do Poema Maldito, feita pelo músico sergipano Rubens Lisboa:
N O V I D A D E S

* O cantor, compositor e escritor Luís Capucho nasceu em Cachoeiro de Itapemirim (ES), mas desde a adolescência reside em Niterói (RJ). Participante da mesma safra de artistas em que surgiram Pedro Luís e Arícia Mess, ele foi incluído, pela imprensa dos anos noventa, em um movimento que ficou conhecido como “Retropicalismo”. Com canções gravadas por Rita Peixoto, Daúde, Eleonora Falcone, Suely Mesquita, Clara Sandroni e Cássia Eller, Capucho vê agora a chance de disseminar sua obra para zonas mais abrangentes com a promessa de Ney Matogrosso em incluir algumas de suas criações no seu próximo disco. Enquanto isso não se concretiza, o artista lançou recentemente, de maneira independente, o seu quarto CD (o sucessor de “Lua Singela”, de 2003, “Cinema Íris”, de 2012, e “Antigo”, de 2013). Intitulado “Poema Maldito” e produzido pelo músico Felipe Castro, o álbum se faz composto por onze faixas autorais, cinco delas feitas com colaboradores. São canções apresentadas em estado praticamente cru, basicamente no formato voz e violão com intervenções sonoras adicionais em alguns momentos feitas por baixo, guitarra e piano. Capucho interpreta suas canções com a propriedade de quem as pôs no mundo, mas é fato que elas poderão crescer com o acréscimo de novas nuances através de outras vozes. Não são músicas fáceis de serem assimiladas em um primeiro momento, requerendo maior atenção do ouvinte médio para se ater a melodias pouco convencionais e captar o real sentido de versos muitas vezes chocantes. Entre os melhores momentos do repertório estão as faixas “Soneto” (parceria com Marcelo Diniz), “Formigueiro”, “Meu Bem” e “Cavalos”.

Retirado do blog  Musiqualidade: http://www.infonet.com.br/rubens/ler.asp?id=170323

segunda-feira, março 16, 2015

Eu não queria ter dito que a poesia fosse reflexiva. Em vez disso, ouvindo agora a entrevista para a Rádio Câmera, quando o Marco Antunes leu um trecho do texto do Leonardo Davino e me perguntou sobre a maldição da poesia, mesmo que eu não seja um leit@r da forma poesia, eu deveria ter dito poesia contemplativa, porque primeiro a poesia é isso, leit@r, acho.
O silencioso leit@r sabe, os meus livros estão cheios de poesia sem que sejam livros de poesia.
E não disse o nome de meu amigo espanhol, o Tive – José Maria Martinez, que fez comigo a Poema Maldito. Foi como quando no show do Bulha em que introduzi longamente “O Camponês” falando de meu parceiro nessa canção e não disse o nome do Marcos Sacramento, que tava lá, assistindo ao show, quieto, ligado.
Também fico grilado de estar insistindo nisso, mas o disco se chama Poema Maldito e, aí, o assunto é esse. E isso vai tomando sentidos que, aos poucos, vão se abrindo. Porque,  como me disse outro dia o amigo Luiz Ribeiro:
- Só dá pra falar em sentido como se falássemos de “trânsito”, um sentido que é trajeto, percurso, nunca um lugar estável, né?
Então, leit@r, que o Poema Maldito tenha uma longa estrada e possa, por isso, encher-se de sentidos. Tudo o que ficou nas entrelinhas e que não veio ainda à superfície, mas que vai na sua hora. Porque tem aquela lei: uma coisa de cada vez.

Fui.