terça-feira, junho 26, 2012

Dia escuro, quando me levantei.
Depois, apareceu o sol.
Vi uma propaganda no facebook, um link, em que o Banco Itau estaria oferecendo uns livros infantis para os internautas. Preenchi o cadastro sem levar muita fé. E, ontem, recebi três livros: A festa no céu, Chapeuzinho amarelo e Advinha quanto eu te amo.
No pessoal de trás tem um menininho que acaba de aprender a ler.
Aí, dei os livros pra ele.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

segunda-feira, junho 25, 2012


Hoje pela manhã, médico.
Uma nefrologista de olhar muito lindo... e, enquanto ela me respondia às perguntas e me olhava com aqueles olhos muito grandes e coloridos de marron, fiquei preocupado em corresponder-lhe o olhar e ela, então, me descobrir.
Aí, silencioso leit@r, criei coragem e mantive meu olhar no dela.
E não aconteceu nada.
Era tudo viagem minha...

sábado, junho 23, 2012

Milton Nascimento - Carro de Boi


Quando entrei na adolescência foi que fui apresentado à MPB por uns amigos de escola. A MPB foi apresentada pra mim como uma música de classe média, quer dizer, silencioso leit@r, eu demorei um pouco a sacar a sua melodia mais sofisticada. Assimilei mais rapidamente as letras tristes que na MPB há muitas. Por exemplo, as melodias de Milton Nascimento custaram a entrar macias, mas, aí, depois, quando entendi, foi como comer goiaba, amora, laranja, que crescia nos pés seivosos na beira do rio.
Vejam essa melodia:

quinta-feira, junho 21, 2012

Ainda no fluxo dos lançamentos do Cinema Íris e do Mamãe me adora.
Adorei a presença dos amigos na festa que se deu na Multifoco em torno aos livros e CDs. Meus amigos queridos, de muitos anos, foram. E conheci uma porrada de outros.
Ontem, estive conversando com o Edil aqui em casa e tentei explicar a sensação, que é uma sensação estranha. Às vezes, sinto que não sou bom com as palavras que ficam perdidas na cabeça e não consigo pinçar as bichanas pra dizer o que quero. Então, fiquei tentando dizer ao Edil, e não me satisfazia com a expressão. Eu sei que a gente entra num fluxo de coisas acontecendo e chega uma hora que não é mais o nosso desejo, o turbilhão de coisas passa a acontecer à nossa revelia e tem uma sensação de descontrole e tal.
Aí, o Edil disse:
- Então, sai do fluxo, Luís! Vai ver o fluxo não é esse. Pega outro, ué!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, junho 20, 2012

Damiao experiença tango do planeta lama


Na crítica muito, muito legal que o Silvio Essinger, do jornal O Globo fez para o Cinema Íris, AQUI, além de condicionalmente me relacionar a vários outros artistas da música, relacionou-me com Damião Experiência, um brasileiro que eu não conhecia.
Que coisa!
Veja bom leit@r, :

segunda-feira, junho 18, 2012

Luís Capucho - Para Pegar

Rafael Saar pegou essa música no ensaio de lançamento do Mamãe me adora e Cinema Íris. Veja, bom leit@r:

sexta-feira, junho 15, 2012

É Hoje, Pessoal!
Às 18 horas, com pocket show às 20h. Vejam, tem duas matérias n'O Globo:
Notícia

A Multifoco é na Mem de Sá, 126 - Lapa.

quinta-feira, junho 14, 2012

oi, pessoal. Estou muito feliz que já pude ver o cd, vocês sabem, a gente só acredita se ele existe. E fico feliz de ver tanta gente que vai estar comigo na Multifoco pra ver o bichano dar os primeiros gritos. Eu, Baiano e Marcolino faremos uma curta mostra das músicas às 20 horas, todos já sabem. 
Será também o lançamento do Mamãe me adora. 
Eta sô!
Fico agradecido de antemão pela presença de todos.
Marcos Sacramento vai cantar Os Gestos das Mulheres, minha parceria com Mathilda Kovak. 
Acho que não preciso de mais nada...rs.
A Multifoco fica na Mem de Sá, 126. 
Até lá...

quarta-feira, junho 13, 2012

segunda-feira, junho 11, 2012

Céu


Gripado.
Tenho quatro dias pra me recuperar.
Quer dizer, menos, porque tenho de ensaiar, amanhã.
O som inteiro do disco Cinema Íris foi genialmente tirado por Paulo Baiano.
Entretanto, uma de suas faixas, não saiu de seu estúdio.
Gabriel Muzak foi o cara que, no Monoaural - estúdio do Kassim e do Berna - tirou o som da harpa de Cristina Braga para o Céu e foi quem mixou. Depois, por uma questão de tempo, essa mixagem não ficou no disco. Um disco tem uns processos que nos fogem, silencioso leit@r, por isso quero mostrá-la. Tem um estilo tão genial quanto.
Também, orgulhoso, vou mostrar o que Cristina Braga disse a respeito.
 Ela disse:
“Tive o privilégio de participar da faixa CÉU, tocando claro, harpa. E numa tarde, no estúdio de Kassin e Berna, o CÉU de Capucho se aproximou de nós. Mas, o CÉU de Capucho não é óbvio.  Traz dúvida, traz chifre e rabo, traz a certeza de que sem beijo é impossível voar, cavalgar e muito menos ainda galopar. Pude então colocar e tirar as asas que acompanham a dualidade da música de Capucho e do meu instrumento:  às vezes somos homens, não anjos. Às vezes somos anjos, não homens.”

sábado, junho 09, 2012


Frio em Nikity City!
Estive na rua pra comprar os incensos. Acendi um: rosa branca.
Fiz um café.
As coisas se repetem porque são cíclicas.
Eu e Baiano e Marcolino iremos tocar 8 das músicas do disco, sexta-feira, na Multifoco, no lançamento dele e do Mamãe me adora.
Rubia deu a idéia de ler um trecho do livro no show. Vou escolher pra ler antes da música “Eu quero ser sua mãe”. 
A gente vai tocar:

1-     A música do Sábado – parceria com Kali C.
2-     Céu
3-     Cinema Íris
4-     A expressão da boca
5-     Eu quero ser sua mãe
6-     Os gestos das mulheres – parceria com Mathilda Kóvak ( participação especial de Marcos Sacramento)
7-     Para pegar
8-     Parado aqui
Fui.

quinta-feira, junho 07, 2012


Dia mais escuro que o dia de ontem.
E mais fresco!
Como eu disse a meu bom leit@r, o pessoal de trás arranjou um cachorrinho, o Ralf. E os gatos que estavam brigando sobre o telhado, caíram na área onde ele fica. Ralf entrou em pânico. Começou a gritar como se estivesse levando uma surra. Fechado em minha casa, foi o que entendi. Achei que o pessoal de trás estivesse batendo nele.
Mas logo, ouvi minha vizinha de janela consolando Ralf.
Ela desceu às pressas e estava acarinhando ele pelos buracos do portão.
Debruçado em minha área, gritei:
- O que houve? – e ela me explicou.
Nós adoramos o Ralf. No início, quando ele chegou, ainda muito pequeno, e lhe falava aqui de cima, ele não conseguia entender. Acho que não conseguia imaginar que no mundo houvesse um “em cima”. E não olhava pra mim. Ficava perdido sem entender quem falava com ele. Depois, começou a ter noção de “em cima”. E, aí, bom leit@r, quando ele me ouve, ele se joga na parede de tanto amor, fica arriado na parede cheio de amor, balançando o rabinho e com aqueles olhos melados que me olham. É muito engraçado e cativante.
Fui.

quarta-feira, junho 06, 2012


Chuva rala caindo lá fora. Casa fechada e limpinha.
Enxaguei umas roupas que deixei de molho e as estendi no varal, na área.
Fiz meu café.
Aniversário de mamãe e às 14:30 h, estréia de Eu quero ser sua mãe, no canal Brasil.
Ruth disse:
- Ela ainda está no comando!
Acendi o incenso.
Não posso me esquecer das coisas de hoje.
Tenho de organizar o guarda-roupa.
Por que eu fico escrevendo todos os dias nesse blog?

terça-feira, junho 05, 2012


Dia abafado e sem sol. Fiz um café. Minha casa tá um brinco. Achei que fosse dar conta, mas chamei Dorinha e fez muita diferença.
Estive, pela manhã, na casa do Rafael para bolar um vídeo de divulgação dos lançamentos do Mamãe me adora e do Cinema Íris.
Amanhã, Mamãe completaria 85 anos.

segunda-feira, junho 04, 2012

Luís Capucho - Eu quero ser sua mãe

Mandei um primeiro convite para os amigos dos lançamentos do Cinema Íris e do Mamãe me Adora, mas além de não ter um flyer – em anexo – mandei com o endereço do local de lançamento errado. E para que o meu bom leit@r e meu bom ouvinte não se perca, o endereço da Multifoco é Mem de Sá, 126-Lapa-Rio de Janeiro.

Aproveito também para mandar o flyer de estréia no Canal Brasil do clipe de uma das faixas do CD Cinema Íris, “Eu quero ser sua mãe”- com Pedro Paz e com direção de Rafael Saar.

Quem acaso não tiver o canal Brasil poderá ver aqui:

domingo, junho 03, 2012

Lacerdinhas na praça de Alegre, Eu quero ser sua mãe no Canal Brasil e lançamento do Cinema Íris e Mamãe me adora

Quando vinha de volta da rua da praia, ontem, vinha me lembrando daqueles insetos minúsculos que, na praça de Alegre, caíam daquelas árvores bojudas a que chamávamos figueiras. Lembrei-me do nome do inseto, lacerdinha, e tive dúvida se o nome era esse e se as árvores de onde caíam eram, mesmo, as figueiras. Minha desconfiança veio porque nunca mais vi as lacerdinhas, somente naquela época – 1968. E, por isso, não pude pela repetição de ver o inseto mínimo noutras vezes, confirmar seu nome. E também, porque aquelas árvores a que chamávamos de figueiras, não davam figos. Eram árvores troncudas e de copas folhudas, de folhas muito miúdas, de cuja folhagem espessa caíam as lacerdinhas, como piolhos. E tínhamos de proteger os olhos para que elas não caíssem em sua piscina. Em torno ao tronco das figueiras, como fossem veias, desciam outros pedaços de tronco, como estalactites, assim, quase como cipós, mas não eram, porque eram do pr´prio tronco da árvore... é isso.
Achei uma foto. Eram lacerdinhas. Veja, bom leit@r:

sexta-feira, junho 01, 2012


Essa gravação que postei ontem de Mamãe me adora para divulgação do livro de mesmo nome, é o melhor registro que tenho dessa música, anterir ao meu coma, que me deixou com essa voz hard de cantor underground.
Foi um show que fiz com Naldo Miranda que tocou o segundo violão, no extinto Café Laranjeiras, em junho de 1995. No final, me lembro de minha surpresa ao ver o pequeno público do Café gritando e, no meio de tudo, reconheci a voz do Fred. Vejam, ele grita: MA RA VI LHO SO!...rs.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quinta-feira, maio 31, 2012

Mamãe me adora

Esse é o meu terceiro livro, que sai a inaugurar o selo Edições da meia-noite, da editora Vermelho Marinho. Mamãe me adora é um relato de viagem, uma narrativa que tem sido cara aos escritores da literatura ocidental, desde a antiguidade. Por esse motivo, quando pensei em escrever, mesmo achando esse um tema pretensioso, fui em frente. Também achei ser uma pretensão escrever sobre o tema, em se tratando de uma viagem a Aparecida do Norte, que é uma espécie de centro espiritual de nosso país. Mesmo assim fui em frente. O resultado foi um livro simples, sem a pretensão dos temas abordados, mas que me satisfez enquanto estória a ser contada, estória que eu precisava contar do jeito como eu contei.
Acho que é isso.
Apesar das sombras inerentes à toda luz, que meu leitor faça uma boa viagem! 

Lançamento a ser realizado na Multifoco, em conjunto com meu segundo CD Cinema Íris, no dia 15 de junho de 2012 - 18 horas.
Avenida Mem de Sá, 126 - Lapa - Rio de Janeiro. Ouça:


Na madrugada, os ônibus que saem da garagem, me pareceram chuva caindo. E, caído na minha cama, tive uma vontade imensa de que chovesse...
Fui.

quarta-feira, maio 30, 2012

Às voltas com o andamento das coisas para lançar o Cinema Íris e o Mamãe me adora.
Vai dar tempo, vai dar tudo certo, vai ter que dar...

segunda-feira, maio 28, 2012

bicho doméstico


A música Bicho Doméstico foi gravada por Ryta de Cassia, no CD de mesmo nome, no ano de 2002.
Ontem, estive lendo um papo de facebook, encabeçado pelo Chabrol, em que se falava dessa música e resolvi colocar no youtube minha versão, de onde a Ryta se baseou para fazer a dela.
Fiz essa música, ainda morava em Papucaia, para os garotos, que ao se tornarem rapazes, e por terem a compleição física mais robusta e maior que a minha, começavam a me tratar com vilipêndio, quando eu, vindo da escola, passava diante de suas casas e eles riam e gracejavam às minhas costas, depois de eu já ter passado, cabisbaixo, estonteado, rabo entre as pernas feito um vira-latas, mas arisco. Porque medroso, e faminto.
Ouça, bom leit@r, que coisa:

domingo, maio 27, 2012


Assistimos “A Peça do Casamento” na Casa de Cultura Laura Alvim e, depois, Buraco da Lacraia.
Hoje: de molho.
Fui.

sexta-feira, maio 25, 2012


Entre as pessoas que moram na rua, na Mariz e Barros, mora, agora um negra gorda, que é, assim, uma versão feminina de um negro gordo, também morador de rua, que sempre via na Cinelândia, fazendo ponto ali bem próximo do Amarelinho. Já vi esse negro no centro de Niterói também, próximo à Estação das Barcas, mas a mulher da Mariz e Barros nunca tinha visto, antes, por aqui. Ela usa um dread que soma todo o cabelo atrás e outro dia, quando passei por ela, sentada feito um guru indiano na calçada, vi que ela é ou estava cheia de orgulho.
Então, continuei meu caminho pensando nisso, na vaidade que uma pessoa pode ter por ser morador de rua, porque as feições dela era, sim, a de quem estivesse envaidecida. Ou, então, quando passei, ela estivesse se lembrando de algo que a tivesse envaidecido noutra época.
Também já vi moradores de rua que se parecem príncipes, rainhas, todas essas pessoas que temos como superiores. Quer dizer, eu acredito no individualismo.
Fui.

quinta-feira, maio 24, 2012


Na fila para o caixa, ontem, porque tinha comprado umas coisas pro almoço, a madame veio entrando no mercado, e me perguntou:
- O senhor está na fila?
- Claro, que, sim! – eu disse. E depois, ela saiu perguntando às pessoas atrás de mim, se estavam na fila. Quer dizer, o que a madame queria? Fiquei pensando em como eu poderia ter sido mais paciente e me senti culpado.
Já tinha reparado minha irritação, quando saí de casa e reparei numa senhora que acompanhava sua mãe ao médico. Pude saber disso, porque elas entraram no ônibus, no ponto do hospital da polícia. A senhora tinha guardado alguma coisa no bolsinho do casaco de seu mãe. E toda hora enfiava a mão no casaco, quer dizer, importunava a mãe por uma coisa que ela poderia ter guardado no próprio casaco. Sei lá. Eu estava me irritando por nada.
É isso aí.

quarta-feira, maio 23, 2012

Temos mais um morador na casa de trás: o Ralf.
Nos primeiros dias ele chorava muito durante a noite e toda a comunidade teve pena. Minha vizinha de janela deu-lhe banho e tornou-se madrinha.
Tinha um coelhinho de pelúcia aqui em casa, acho que veio da Austria, quando estive lá com Rubia.
Então, me lembrei do macaquinho do Fábio Fabricio Fabretti, que ganhou outro macaquinho de pelúcia com que se agasalhar, e dei pro Ralf o coelhinho, pra ver se ele não chorava tanto.
Não sei se o coelhinho, mas ele parou de chorar.
Ehhhhhhhhhhhh!

terça-feira, maio 22, 2012


Estamos na reta final para os lançamentos do Mamãe me adora e do Cinema Íris. Será dia 15 de junho, na Multifoco. Os portões se abrirão às 18 horas. Às 20h faremos um curto show de apresentação do disco. Depois disso, podemos ficar por lá até às 22 horas, que depois disso começa a balada de sexta à noite, e, aí...



segunda-feira, maio 21, 2012


Cabelos bem curtinhos, outra vez.
Me lembro que, antigamente, quando deixava meus cabelos curtos assim, e minhas expressões de rosto ficavam mais à mostra, ficava com a impressão de que havia me deixado com cara de louco. Não sinto mais assim. Ou porque tenha me afeiçoado às meus pensamentos loucos e por isso os tenha deixado fora de dúvida, ao expressá-los na cara. Daí, minha cara é essa mesmo.
Ou porque a idade tenha, fisicamente, me trazido uma definição precisa dos traços, quer dizer, a fragilidade de um rosto mais jovem é que o deixava impreciso e louco.
Sei lá...mil coisas...

sábado, maio 19, 2012


Tentei afinar o violão da Ana, ontem, mas não consegui. Fiquei perdido e desisti. Achei que não podia afinar a partir do ponto em que ele estava, mas não quis começar do zero. Quer dizer, tinha que tirar as cordas e colocá-las nas tarrachas certas e rodá-las para o lado certo. Para apertar cada uma das cordas, eu tinha que rodar para um lado diferente. Além disso, elas estavam fora das tarrachas de costume.Confusão total. Nuvem negra. Sexta à noite.
Depois, ela trouxe um afinador que não consegui entender...
Que coisa!

sexta-feira, maio 18, 2012

O Castelo - Show Luís Capucho e Luciana Pestano - IV


Fiz meu café e ficou gostoso.
Vontade de tomar mais, mas devo manter a decisão de diminuir.
Conversei com seu Valmir sobre o concerto da campainha e ele ficou de conseguir quem conserte.
Quando estivemos na casa da Kali, ela mostrou as roupas e as idéias que teve para filmar a nossa música “O Castelo”. E, agora, de manhã, revi o Xarlô cantando num show que fizemos com Luciana Pestano para o lançamento do Rato, em 2007:

quinta-feira, maio 17, 2012

Cássia Eller - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (cover)


Comecei a seguir sua pista de internet, depois que soube da amizade de Aleister Crowley com Fernando Pessoa. Então, depois de fazer relações muito pessoais com aquela pista que havia seguido antes, do fotógrafo Von Gloeden e Nino Cesarini, cheguei à capa do disco dos Beatles: Sgt Peppers. Tudo isso me envolve na lembrança de uma vida estranha, que não vivi e da qual me aposso maravilhado e por empatia absoluta. E, aí, silencioso leit@r, vi que em 2003, o artista pop Peter Blake, criador da tal capa, antes de morrer, fez uma atualização dela, incluindo artistas mais recentes, tipo, Amy Winehouse e Noel Gallagher. Foi quando cheguei à Cassia Eller cantando  Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band  com cenário de rosas inspirado na minha música Maluca. Muito bom!
Veja:

quarta-feira, maio 16, 2012


Fiz uma nova gravação de Camuflagem e mandei pro Tive.
Ando pelas ruas com, no espírito, algo parecido com lembranças, mas acho que é desejo de estar em outro lugar. Estava vendo na internet que Fernando Pessoa também esteve ligado a Aleister Crowley. Telefonei pra Sacramento, e depois soube que ele está na Itália. Achei essa notícia sobre sua viagem:
“Marcos Sacramento viajou para Itália onde faz duas apresentações com o pianista Stefano Bollani e com o bandolinista Hamilton de Holanda. Os shows acontecem nos dias 16 e 17 de maio no tradicional Teatro Ristori, em Verona. Na volta Sacramento, que tem shows agendados no Rio e em Belo Horizonte e segue participando das apresentações do projeto "Em Cantos do Rio" ao lado de nomes como Haroldo Costa, João Carlos Assis Brasil, Márcio Gomes, Áurea Martins, Claudette Soares entre outros. Marcos ainda prepara o lançamento do CD Todo mundo quer amar em parceria com o violonista Zé Paulo Becker. O álbum, que sai pelo selo paulistano Borandá Discos, tem parcerias inéditas de Zé Paulo com Paulo César Pinheiro.”

terça-feira, maio 15, 2012


Ontem, na saída da farmácia, um senhor olhava para a chuva fina caindo sobre as árvores da rua. Parei ao lado, porque estava sem meu guarda-chuva e, não querendo me molhar, fiquei olhando também.
Eu disse:
- O senhor acha que essa chuva vai parar?
Concentrado em suas próprias lembranças e sem me olhar, o senhor respondeu:
- Não, não vai parar. Se ainda fosse na parte da manhã, podia ser. Mas essa chuva, assim, que vem à tarde, costuma ser demorada.
E, aí, como o silencioso leit@r daqui de perto sabe, choveu até à noite e acho que a noite toda choveu.
Fui.
Outra coisa: também, ontem, conseguimos decidir que os lançamentos do disco Cinema Íris e do livro Mamãe me adora será realizado no dia 15 de junho, na Multifoco!

domingo, maio 13, 2012


Fiz música sobre um dos poemas do Tive, que conheço já há alguns anos de internet, porque o Tive é espanhol e mora numa cidade do interior espanhola. Eu não sabia que Tive era escritor de poemas. Outro dia recebi um e-mail seu, avisando estar finalista de um concurso literário que lhe daria um prêmio em dinheiro. Então me mandou uns poemas. E, agora, está finalista de outro prêmio importante, o XLIV Premio Internacional de Poesia"Hermanos Argensola".
Musiquei um dos poemas que me mandou da primeira vez.
O poema está escrito na língua do Tive e, claro, fiz adaptações para a língua portuguesa para colocar minha melodia.
Faz parte de um conjunto de outros e ei-lo, aí:

“Leo en la biblioteca
que los insectos del Amazonas adoptan el color
de su entorno para ocultarse
de los depredadores.
Estoy satisfecho por aprender
algo nuevo,
aunque no puedo evitar la melancolía
de saber que nunca
iré a la selva.
Cerca de casa,
crecen unas margaritas silvestres.
Como de costumbre, tomo una flor del tallo
pero, en el momento de arrancarla,
me parece observar un movimiento.
Una pequeña araña amarilla
se hace visible en el borde de un pétalo
y de inmediato vuelve a esconderse.

Con el arrobo de un niño
en su primera comunión,
me digo muy adentro:
camuflaje.”

sexta-feira, maio 11, 2012


Terminei A alma encantadora das ruas, do João do Rio.
Ao terminar de ler, minha impressão mudou, quer dizer, não tenho mais dúvida se curte ou não o povo nas ruas. É-lhe indiferente. É um repórter e, talvez, a simpatia esteja apenas por escolher falar da canalha.
Termina o livro com o assunto mais legal: a descrição dos prisioneiros homens, mulheres e crianças da cidade, no início do século XX.
Fui.

quinta-feira, maio 10, 2012

Poema do Tive:

PERGUNTAS À UM MARINHEIRO RUSSO


Há um marinheiro preso
dentro de um submarino
debaixo do gelo do Ártico.

Eu preciso urgentemente
falar com ele
só pra ele me esclarecer
uma dúvida
                   lingüística:
os submarinos,
                           afundam?
                                            soçobram?

Ele é o único superviviente
da tripulação,
assim é que é primordial
me comunicar com ele
antes de ele morrer.

Dentre todos os idiomas do mundo,
ele só fala russo.
Eu, por desgraça,
também nao posso lhe compreender.

quarta-feira, maio 09, 2012


Sobre o sentido do Ponto Máximo, Marcos Sacramento esclarece, misterifica, escreveu:
“O sentido está na poesia, ela própria.
Assim como o sangue escorrendo da perna,
A formiga errante (?) pelo muro
O preto & branco insistente

A força do sentido está no próprio poema

Mesmo que não concreto
Mesmo que não correto
Mesmo que não exista poesia alguma
Ou que vejamos poesia em toda parte
O sentido estará sempre no que for mais atávico e forte e desmesurado
Como a minhoca que come a mulher
Pra nos livrar de todo o mal.
Pra que fiquemos livres da mulher como a conhecemos e
Pra que nossas línguas possam recomeçar uma nova aventura.
Eis o sentido.
Sentido algum.
Mas que seja tão de dentro do nosso estranho ser
Que não caiba mais nenhuma alternativa
Que não seja livrarmo-nos dele.”

terça-feira, maio 08, 2012

Luís Capucho - Ponto Máximo


Pedi a Rafael Saar que me filmasse na escadinha sem saída do quintal de Pedro, cantando minha música Ponto Máximo, com letra de Marcos Sacramento. Então, ele, com o seu sorriso de gato, armou sua câmera na minha frente e me filmou. É uma letra bem ao estilo das músicas que eu e Sacramento fazíamos juntos na década de 80, quer dizer, aparentemente sem sentido, mas acho que tem. E é música feita na minha versão pós-coma, assim, dois acordes.
Coloquei essa música em meu primeiro CD, o Lua Singela, com arranjo do Rodrigo Campello. Todas as outras foram arranjadas pelo Paulo Baiano. E todas as outras têm um sentido mais direto.
O silencioso leit@r que conhece minha história pode notar minha alegria em conseguir dedilhar outra vez o violão numa música. E outra vez conseguir sutilezas no cantar que minhas sequelas vocais escondiam. Esse é o meu Ponto Máximo de agora.
Veja:


segunda-feira, maio 07, 2012


Peguei no facebook do Reserva+ 
as fotos de meu show com Baiano. Acho foto possível de tanta ficção, quanto a ficção possível com as palavras, embora fotografias tenham maior impressão de realidade. Quer dizer, silencioso leit@r, me reconheço nas imagens, mas me estranho também.

sexta-feira, maio 04, 2012


Ganhei um livro lindo, da Fernanda: O Gosto do Cloro, de Sebastien Vivés.
É a história de um rapaz que começa a nadar pra resolver uma escoliose e conhece uma garota. Essa história é contada em quadrinhos cor de água. Falei com Fernanda sobre meu Diário da Piscina, por isso ela me deu o livro. O livro é como o meu Diário. Embora meu diário tenha apenas e muitas palavras, me parece que ele seja tão colorido e mágico quanto o livro de Vivés. E tão triste quanto. 
Veja:

quarta-feira, maio 02, 2012


Avançando sobre “a alma encantadora das ruas” de João do Rio, flanando pelo Rio do início do século XX sob o ponto de vista de um intelectual “snob”, mas que tem simpatia pelo povo na rua.
Ou, não.
Fui.

terça-feira, maio 01, 2012

Yzalú / Desculpa Mãe - Facção Central


Sem querer, achei a flanela que não sabia onde tinha ido parar.
Num dia em que passei óleo de peroba em meu violão, coloquei-a na bolsa externa de sua capa e não me lembrava de tê-la colocado lá.
Curti muito esse vídeo da Izalu: