segunda-feira, novembro 06, 2017

Ontem a gente ficou vendo filmes, à tarde. E eu sempre nunca entendo os filmes, isso é uma coisa clara pra mim. E também que não é um problema, porque é assim mesmo. É por isso que se pode ver um filme muitas outras vezes, e entender ele de novo muitas outras vezes, ir entendendo mais uma coisa, mais uma vez.
Porque também, uma coisa que a gente vê, faz uma volta com a gente, dentro, e quando chegamos no filme de volta, ele já está em outro lugar. Então, a gente não entendeu o filme, mas continua ligado, porque com a gente mesmo está tudo certo, tem uma linha, se liga.

Daí, que o filme que vimos ontem que mais tinha mistério e que mais fez linha comigo foi O Abraço da Serpente. É a história de uma planta sagrada da Amazônia de interesse de cientistas brancos. Eu achava que fosse sentir sono, mas aí o filme foi me levando, me levando... e assim fizemos com mais outros filmes. Também teve os filmes que desistimos de ficar olhando, porque deram voltas que não eram nossas e a gente desistiu.

sexta-feira, novembro 03, 2017

Dia 14, agora, vai ser um dia de encontro na UFRJ em torno da música feita pelos artistas que têm produzido fora do circuito industrial da canção e, aí, todo mundo está convidado, vai ser o dia inteiro. E fiquei feliz de saber que o filme Yorimatã, do Rafael Saar, será ilustração de tudo.
Além do Rafael, que ta fazendo um filme comigo, também tou dentro do Núcleo Canção, que faz uma vez ao mês o programa Escuta -https://www.youtube.com/watch?v=_mf1plY6_zg – e que inaugurei com Rafael Julião e Isabela Bosi. Também tou dentro, porque pedi para fazer a transcrição dos programas, porque eu vi que curto fazer isso.
Eu e Pedro vamos.
Vejam a programação aqui:


quarta-feira, novembro 01, 2017

Deve fazer um ano, talvez, que tenho jogado os meus vidros de remédios vazios - o biovir, o atazanavir, o ritonavir - no chão da sala, num canto, ao lado da mesa. Comecei a colecioná-los ali e, essa noite, meio entre sonhar e pensar, na madrugada, estive supondo que, se minha casa é uma representação da caixa de meu cérebro, e vice-versa, qual seria o efeito de eu jogar todos esses vidros fora, no lixo, e não deixá-los mais ali, pra que eu os veja empilhados, crescendo o monte. E, aí, se minha casa fosse uma lagoa, um rio, se meu cérebro fosse uma floresta, um deserto, então, esse monte crescendo de vidros de atazanavir, biovir e ritonavir, seria esconderijo de bichos e peixes.
No bojo de pensar assim, me veio também a lembrança de que uma amiga de mamãe, disse uma vez, que não fazia determinadas coisas para que não dissessem que era louca. Com a força dos meus 20 anos, lhe disse para que fizesse as coisas e lhe diria, outra vez, na força dos 50.

É isso.

terça-feira, outubro 31, 2017

Ontem, comprei escova de dentes nova para mim e estou muito feliz com isso. Acho que é a coisa mais feliz que me aconteceu, na última semana. Desde pequeno, que objetos de plástico coloridos, me deixam feliz.
Era assim com as canecas verdes que ganhei e que pareciam louça, antes de pegar. Mas quando eu pegava, era plástico.
Ainda estou mais feliz, porque comprei duas.
Então, a segunda delas, a reserva, ali, guardada na gaveta, garante minha felicidade por um tempo maior que apenas o tempo de felicidade da primeira escova. E tenho duas felicidades, uma em uso e uma reservada para quando essa escova verde acabar.

Aí, terei a felicidade da escova vermelha.

segunda-feira, outubro 30, 2017

Chegou pra mim o livro Virginia Berlim (uma experiência), do Luiz Biajoni. É uma edição que comemora os dez anos do romance. E o Biajoni colocou umas músicas que acompanham a trama, o enredo, o clima da novela. Fiquei muito feliz de fazer uma delas. Tinha a ideia de encorpá-la de outros instrumentos, mas, aí, o Biajoni preferiu a música em carne crua, sem nada, só no meu violão e voz, gravados aqui no apezinho, muito rústica.
Ouvindo as músicas aqui www.biajoni.com.br na pasta do Virgínia Berlim, vocês terão ideia do que o livro inspira.
Vejam:

sexta-feira, outubro 27, 2017

Eu não tinha a noção de um dia como comecei a ter, agora. Porque, agora, que penso que vou morrer, um dia ficou uma folha que se despetala e quando eu era menino, eu era um menino eterno, de que os dias não caíam.
Estava para completar meus vinte anos, quando começaram a cair. Mas não caíam todos os dias, caíam vez ou outra e tudo, mas, agora, vejo que eles caem todos... e ficam comigo muito pouco. Estou ficando um cara cada vez mais sem dias e fui um menino eterno.
Como pode isso?

Que coisa!

segunda-feira, outubro 23, 2017

Há dez anos, talvez, me lembro de ter postado aqui no Blog Azul sobre o entupimento do tanque da casa de trás, onde morávamos, eu e mamãe. E de ter relacionado isso com o cansaço de suas pernas, além de a postagem ter me lembrado de uma amiga sua, que dizia os problemas de água numa casa, entupimentos, torneiras que pingam, vazamentos, umidade, tudo isso de a água na casa não ter um fluxo certo, ter a ver com os eguns. E que isso, de a água não ter fluxo certo na casa, era problema de reza e tudo.
Depois que mamãe partiu e que me mudei para o apezinho, achei que os problemas nos encanamentos das pias da cozinha e banheiro eram resultado das obras feitas pelo inquilino anterior, essas coisas que a gente pensa pra tentar entender o que está acontecendo e tudo. E que, logo, seria resolvido.
Só que não consegui resolver o escoamento da pia do banheiro e, depois de um monte de procedimentos, já vinha convivendo com a sua água empoçada para escovar os dentes, que era uma água que ficava escoando devagarinho e que me fez desenvolver uma tecnica para usá-la e, aí, isso era um caso que pairava no meu pensamento, uma sombra no meu espírito, uma nuvem negra, assim, um pio de coruja na janela, no telhado, à noite.
Então, quando o Tulio esteve aqui para os lançamentos do Diário da Piscina no Rio de Janeiro, ele cutucou no cano e conseguiu que a água escoasse melhor. Quando perguntei alegre o que ele tinha feito, ele disse que nada, apenas tinha jogado um pouco de água sanitária.
E outro dia eu troxe da vendinha aqui perto alguns litros de cloro e joguei.
Pronto! Adeus nuvem negra, adeus pio de coruja, adeus eguns.
Dois Diários da Piscina para Belém do Pará.


quarta-feira, outubro 11, 2017

Na espera do médico, ontem, uma moça que mora no Complexo do Alemão, disse que lá quem domina é o Comando. E que era necessário muito bandido para que houvesse o Comando. Eu ficava ouvindo pra ver se conseguia entender ao certo. Ela dizia que era recomendação médica que ela andasse todos os dias, mas ela parou com isso, por causa dos tiroteios, das balas perdidas. Ela tinha uma gargalhada meio pomba-gira e falava muito palavrão, pontuando todas as suas frases  de porras e caralhos. Ela conversava com um outro cara, que era morador de outra comunidade, num morro de Caxias, se não me engano. Ou Queimados. Eu não entendia nada ao certo, mas esse rapaz que conversava com ela entendia tudo e podiam conversar. Eu converso pouco com todos, porque não entendo as coisas ao certo. Eu queria ser onisciente e enxergar todos os lados, acima e abaixo, à frente e atrás, tudo ao mesmo tempo, no comando e no controle. Mas não tenho esse poder.

segunda-feira, outubro 09, 2017

Conversando ontem com o mais velho de meus primos, a gente falou um pouco desse lance de ir ficando mais velho. Nós, entre os primos, que nascemos nos anos 60, estamos todos reconfigurando um corpo, mais lento e tal. Em que as posições começam a se reajustar, a gente começa a prestar mais atenção nelas e tudo. Numa hora, um menininho que estava perto da gente posicionou sua bola para dar um chute. E quando distanciou um pouco dela para o impulso do chute, meu primo correu nela e começou a incitar o menininho para pegá-la de volta. Mas, aí, meu primo não conseguiu se manter com a bola. O meninho não se deixou driblar. Por isso é que tou falando que as posições começam a se reajustar. Porque também, na conversa que tivemos, tudo o que vivemos juntos e o tempo todo de distância, se reajustou no encontro. Ta tudo reconfigurado. Não tou conseguindo dizer direito. Mas é isso, acho que é só a sugestão de um assunto. Porque também, como ele disse, o amanhã não existe.

sexta-feira, outubro 06, 2017

Parei nessa frase do primeiro texto de “a alma encantadora das ruas’, livro do João do Rio:
“Nós, os homens nervosos, temos de quando em vez alucinações parciais da pele, dores fulgurantes, a sensação de um contato que não existe, a certeza de que chamam por nós.”
Achei estranha essa forma de se auto-referir:
“Nós, os homens nervosos,...”
Porque o que se diz depois, não é explicação para homens nervosos, mas pode explicar qualquer um.

quinta-feira, outubro 05, 2017

Já faz um tempo, eu ainda morava em Papucaia e nas vezes em que eu estava no quintal compondo, vinha um pavor, num ímpeto, quando eu sentia que tinha chegado numa música. Quando eu avistava ela e, aí, depois, era só seguir escavando, pra libertar a bichana. Eu ficava bem assustado e ainda fico, quando vejo que posso avistar, destacado do chão, o que fiz e, aí, eu vejo que estou ali, como num espelho.
Isso é uma continuação do que escrevi aqui no Blog Azul, ontem. Sem ser um adendo, porque isso que escrevo agora, tem um outro corpo.
Então, tem pensamento que me deixa bem assustado, por exemplo, isso, pensar que posso ser dois, quando me olho no espelho de uma música que fiz.
Só que, hoje, estávamos falando, eu e Vitor Wutzki, sobre a música Ave Nada. Que é uma música que a cada vez, se mostra de um jeito diferente. Assim, radicalmente diferente. A cada execução dela, seu corpo é outro.
Então, o Vitor tava me dizendo que quando tocamos ela no 171, de BH, ele tinha visto pichada no muro em frente a figura de um peixe-ave. E ele pensou se isso, não era um prenúncio de que fôssemos chegar à Ave Nada definitiva. E para ele, chegamos a uma forma para ela. Mas falta achar o seu miolo, um estofo. Ou, não. E pra sempre ela terá outro e outro recheio.
Essa é uma forma de não ter susto.
De não se ver no espelho.
De não fazer retrato.
Como no post de ontem, de o Diário da Piscina e tudo o mais, ser apenas uma abstração.
Não é ninguém ali.

Ave Nada.

quarta-feira, outubro 04, 2017

A gente se desdobra em dois, quando canta e quando escreve. Porque a gente, ao mesmo tempo canta e ouve, e ao mesmo tempo, escreve e lê. A gente fica dentro e a gente vê de fora. Como quem se olha no espelho, narcisista.
Isso é uma coisa que eu penso muitas vezes em parar de fazer.
E também muitas vezes eu penso que não irei mais ter o espelho pra olhar, que ele vai sumir. Porque daqui a um tempo tudo vai ter a configuração diferente, como a configuração de agora já é outra e já não é espelho do que eu era anos atrás. E o Diário da Piscina já não espelha minhas aulas de natação, hoje.
Eu disse pra o Carlos, um jornalista de BH, que eu tinha escrito um livro perene, quer dizer, um livro que será para sempre espelho.
Eu disse assim:
“Este é um livro que eu apresento como se tivesse sido todo escrito agora. Há uma tristeza no início dele porque a história, afinal, fala sobre recuperação. Porém, ao mesmo tempo que em que abordo isso, o título também traz uma alegria que vem da própria possibilidade de a cada dia você perceber que está melhorando. Então, eu não acho que esse seja um livro que olha para trás. Lendo as descrições da cidade, das pessoas e do modo como o personagem se relaciona com elas na piscina, eu noto que a narrativa trata do presente. Pode soar algo pretensioso, mas eu produzi uma história que é perene”, comenta Capucho.
A entrevista toda do Carlos está aqui:



É como amor...

segunda-feira, outubro 02, 2017

Ainda sobre o sentido dos sonhos e depois de ter visto o documentário sobre o ator pornô, Rocco, pensando no Doc-ficção que o Rafael Saar fez comigo. Sem que tenhamos 24 cm de dote, sem que tenhamos ganhado dinheiro algum e fora do império da heterossexulidade. Mas com a mesma retaguarda.
Ante-ontem, o Fred me perguntou como vai o filme.
- Eu não sei – eu disse.
Fora isso, recomecei a pensar nos meus lados direito e esquerdo, os lados de minha cabeça, de minha coluna, que podem se conectar mais do que tenho conseguido até agora.


domingo, outubro 01, 2017

Faz um tempo que não pego n’As Vizinhas de Trás pra pintar.
Empaquei na Santa Moema.
Também faz um tempo que não pego o violão.
Cortei meu indicador ao abrir, uma lata de doces.
Também tenho pensado no caminho Paebiru, porque estava lendo um dos contos do A Alma Encantadora das Ruas, do João do Rio.
Fora isso, hoje, vi essa foto de uma Vizinha que fiz em 2008.
Achei bonita, empinada, vistosa.
Vejam:


Um Cinema Orly para o Flamengo:

sexta-feira, setembro 29, 2017

Moura Torta

Eu não tenho paciência para poesia, por isso.
Sonhei que você estava enlaçando a base do meu pau com umas tirinhas escuras. Eu fiquei excitado, claro, e, aí, você começou a ver bem de perto a cabeça dele maior e eu fiquei grilado de você estar achando que eu tava velho. Isso faz uns dois dias e só me lembro desse pedacinho do sonho.
Eu queria saber os sentidos dos sonhos.
Eu pediria, depois, que você enlaçasse meu pau com um cordão da cor de prata do luar e depois com um cordão da cor do ouro do sol, depois um cordão da cor dos diamantes do céu, as estrelas...
Eu queria saber os sentidos dos sonhos...
Porque eu tenho me sentido mesmo, é naquela parte em que ela é amarrada  na ponta de uma corda e a outra ponta é amarrada num cavalo e o cavalo sai em disparada pela estrada.
Você é o cavalo.
Eu queria mesmo saber o sentido dos sonhos, porque, assim, não aprendo nada com eles.

Não tenho paciência pra poesia, por isso.

quinta-feira, setembro 28, 2017

Alguns autores colocam-se a si mesmos na tradição de sobrenomearem-se com o nome do lugar de onde vieram, como Tom of Finland, João do Rio... e outro dia li sobre um artista que se nomeia assim, como um grego antigo era chamado, me esqueci qual nome tinha, mas hoje de manhã, depois de lembrar de um sonho que não vem ao caso agora, eu fiquei pensando que fiz esse mesmo movimento no Diário da Piscina, o de me colocar na tradição através dos nomes.
Fiz de uma outra forma, já que não me chamo luís de cachoeiro. Mas trouxe nomes clássicos para o Diário, todos de um mesmo lugar, Roma Antiga: Claudio, Marcelina, Lucio, Livia, Germano, Domicila... também de outra forma, porque meus personagens não estão em Roma, são de lugar e tempo diferentes. O link vai apenas nos nomes próprios.
O que isso significa?
Tempo parado, monolítico, de eterno é.
Fora isso, preparando meu almoço, tentando um ovo frito com gema mole e clara toda cheia de bolhas, com bordas negras...




quarta-feira, setembro 27, 2017

De novo sobre estabilidade, agora, tenho focado na possibilidade de eu correr. Porque o meu andar já é absolutamente restabelecido. Tenho a sensação de restabelecimento também  com a minha caligrafia. E com meu violão.
Mas eu preciso correr.
Por exemplo: eu tirei de dentro da melodia de “A Masculinidade” muito linda que Kali esboçou pra mim, a melodia definitiva, quer dizer, eu fiz as pontuações, as voltas e repetições de melodia, os ajustes finais, as definições, enfim, sem modificar nada da ideia que a kali me deu. Então, o que ficou no fim, havia dentro do que a kali me entregou, sem tirar nem por.
Mas eu tive de ralentar um pouco, e que ficasse o menos possível de se perceber alguma lentidão minha na hora de cantar, porque minha língua também ainda não consegue correr, quando falo. Sorte, que não sou mesmo de correr falando, então, quando falo, ta normal. Mas nas músicas eu posso correr. E quando elas correm, preciso correr também. Então, em “A Masculinidade”, ralentei um pouco.
E fico muito satisfeito de ver o modo como fiz as adaptações para a “Soltando o dia preso”, que o Renato França colocou melodia pra mim. Eu conheço o Renato faz tempo demais e depois de muitos anos, quando nos reencontramos – ele me dava a impressão de que queria sempre fugir, tinha uma coisa estranha no reencontro, ele tava ali conversando comigo, solícito e tudo, mas para mim ele queria sair correndo – e, aí, a gente tava falando, pow, a gente não tem nada junto, vamos fazer e tudo. Porque assim como eu, o Renato continua a fazer músicas, hoje. E, aí, o Giba, que eu conheço também daquela época, tinha escaneado uns papéis que eu tinha escrito e que ele tinha guardados. E me mandou.
E eu dei uma arrumada e mandei pro Renato.
E eu fiquei muito satisfeito com o modo como adaptei no meu violão, o que o Renato fez. Sem sequela e sem correr, porque o Renato fez um blue, que não precisou correr.
Vejam a letra original de “Soltando o dia preso”, do final dos anos 70:

terça-feira, setembro 26, 2017

Ainda me sentindo sem colocação, estive me lembrando que no interior, no sul do ES, se dizia sobre os rapazes e as moças ganharem colocação e tudo. Um rapaz e uma moça ganhavam colocação, principalmente, se terminavam os estudos.
Depois, já adulto e aqui no Rio, começou a aparecer que pessoas colocadas eram os chapados e também, sexualmente, quem estivesse com tudo no lugar, pronto, preparado e estar colocado nesse sentido sexual tinha mais a ver com bichas e mulheres. Mas não tem mais hoje, porque todos podem ficar colocados nos sentidos todos, eu acho.
É uma palavra bem legal essa, colocar. Tem um lance de completar. De estar tudo junto e completo.
Vou colocar minha sunga e vou nadar.

Sunga abóbora.

segunda-feira, setembro 25, 2017

Fico tentando achar estabilidade nas coisas, ao menos, no meu corpo físico. Tento achar uma posição pra mim, aqui, frente ao computer. Me coloco no jeito, mas o meu corpo pulsando vai pra sempre procurando o lugar mais certo, assim, um lance aflito e tudo. E acabo achando que é assim mesmo. Não posso parar meu coração.
Ontem, assistimos pela segunda vez a um filme muito bonito, chamado O Leitor. E isso que eu disse aí, no parágrafo de cima e que eu sinto agora pela manhã, pode ser ainda revérberos do filme, porque não consegui achar posição pra mim, nem no menino, nem na moça.

Pedro disse que entendia o menino e que entendia a moça. Mas eu não tinha colocação pra mim. Que coisa!