domingo, agosto 18, 2019

A gente apresentou, ontem, as músicas com trechos do Diário da Piscina – o Ave Nada – eu e Paulo Barbeto, no Salão da Paula. O Ave Nada ficou muito mais lindo com a percusão dela e a guitarra do Eduardo. Pedro é produtor a-efetivo. Hoje vai haver outra vez. Estão todos convidados!



quinta-feira, agosto 15, 2019

O mundo inteiro sabe que o Pedro com a Carina estiveram com a Paula no Atelier de Indumentária e que isso ficou uma coisa meio fora, meio dentro, exatamente assim, meio a meio, tipo, são dois pra lá, dois pra cá, sentindo frio em minh’alma e tudo. E sabe também que eu e Paulo, no fim de semana passado abrimos essa frente Ave Nada, nuns amigos dele na Urca e que junto a tudo é o aprendizado da vida, brincos iguais ao colar e a ponta de um torturante band-aid no calcanhar.
O caso é que vamos levar um pedaço do Ave Nada para a Jam Session do bazar-brechó, em Botafogo, nesse fim de semana. E, dessa vez, o Ave Nada ganha a guitarra do Eduardo e a percussão da Paula. Tudo em meio às roupas no varal, que no fim são o motivo de tudo, roupas, roupas, roupas...
Estão todos convidados!
Vejam:

terça-feira, agosto 13, 2019


Há muita coisa acontecendo em torno ao apezinho.
Daqui ouço o trânsito escasso da rua e ouço os passarinhos e cachorros.
Galinha é passarinho?
Também as ouvi, um pouco antes de acordar, quer dizer, de sair da cama.
Estas coisas todas acontecendo ao redor dele, do apezinho, rumam pra onde, pra que acontecimento, pra que clímax, só pra o paroxismo da morte?
Tenho dito muito, já reparei em mim dizendo sempre que não sei das coisas que faço, não sei porque vivo, porque não me sinto pertencer ao fluxo continuado das coisas vivas, das coisas revivas, das coisas todas acontecendo ao redor daqui, dessas paredes.
Isso não é uma decisão que eu tenha tomado. Porque a morte não é uma escolha que eu tenha feito.
Fora isso, apenas arrumando o caminho do padre passar...

segunda-feira, agosto 12, 2019

Estamos passando por essa situação horrível de violação de direitos das pessoas que se aposentaram no início da epidemia da AIDS, os Sobreviventes da AIDS, que foram meio que cobaias dos primeros antirretrovirais e, que agora depois de anos afastados, retiram-lhes os proventos e lançam de volta ao mercado de trabalho. Uma barbaridade, uma tortura, uma crueldade com essas pessoas já com mais de 50 anos, entram agora na velhice precoce das comorbidades dos remédios e do vírus. Uma coisa de matar!
Fora isso, apresentamos, eu a Paulo Barbeto, o Ave Nada, no sábado, na casa de uns amigos dele.Quem quiser, será só chamar, 
que iremos:

sábado, agosto 03, 2019


Essa é a Kika, minha vizinha da casa ao lado, de baixo.
Ela fica sozinha em casa todos os dias e sempre no mesmo horário, assim, umas 15 h, começa a se desesperar. Aí, ela chega na grade e fica latindo. Eu chego na minha janela, falo com ela, dou psiu, chamo-lhe pelo nome Kika. Ela fica feliz, fica num outro desespero, abanando o rabo, feliz, fica de lá pra cá, indo e voltando, olha pra mim, se desespera desse jeito.
Ontem, tirei essa foto:


domingo, julho 14, 2019


Ontem, Pedro deu uma outra atualizada em meu site, que é como outras mais poucas coisas, no modo como tenho lidado com livros e músicas e telas prontas, um pé de minha produção artística no que poderíamos chamar de profissão. Por que são vários os degraus, as escalas, os graus, em que eu, muito pessoalmente, sinto por onde vou passando, vou experimentando, vou sentindo, enfim, são contraditórias demais as posições de ser artista e a posição de ser profissional.
Então, passei muitos anos da minha vida pra que eu conseguisse resolver comigo mesmo, se sou um artista. Agora, a questão é na vida que eu levo, como profissionalizar a coisa. São muitos os fatores pra pensar, se quero ser matemático e preciso. E são muitos os fatores a ser pensados numa e noutra parte, porque serão necessárias precisão e matemática tanto na arte, quanto na profissão. E a contradição na vida que eu levo?
Vejam:

terça-feira, julho 09, 2019


Não tenho lembrança de onde eram vendidas frutas. Nem de quando pela primeira vez vi um abacaxi. Meu tio João tinha uma venda. Em todo bairro onde morava, levava a venda. Quando se mudou de cidade, levou a venda. Seu negócio não cresceu. E quando morreu, não deixou nada pra sua família, levou a venda pro céu.
Mas estava dizendo que não me lembro de onde eram vendidas as frutas. Mas me lembro de quando comi pela primeira vez um ovo. O ovo tem muita significação pra mim, estranhamente, me lembro disso, de ter achado o seu sabor muito diferente, quase ruim, nesse dia na Vila dos Reis, numa casa, uma cozinha, talvez, abaixo do nível da rua, é uma lembrança muito antiga, demais velha, esmaecida. E não consigo decidir muito sobre ela, definir nada além do sabor estranhíssimo do ovo e, que por isso, ficou parecendo ser a primeira vez que eu comia, só pode.
Então, tem esse assunto do ovo também e se eu fosse obrigado a sair falando, eu teria muitos assuntos onde eu iria parando, porque outros assuntos viriam chegar também, e o caminho iria ficar abarrotado, eu iria me perder de tanto assunto e pra limpar o caminho teria de ir escolhendo. Ou, não. Poderia ficar entulhado mesmo, como vai se entulhando as coisas na minha casa, na cozinha, abaixo do nível da rua, o sabor estranho do ovo, onde vendia as frutas? Onde estou?
Vou parar.

sábado, julho 06, 2019


Eu tinha a ideia de fazer uma série de Santas e isso já faz tempo, desde que fiz uma Nossa Senhoras das Graças, aquela. Acho que “As Vizinhas de Trás” têm um quê de santinho mesmo, quer dizer, santinhas. E os meninos da Prática de Montação, por conta de, talvez, a minha obra ser de tom religioso, inventaram a Santa Moema. Então, fiz ela como se “As Vizinhas de Trás’ e não gostei. Ela ta aqui na minha sala e tou me afeiçoando devagarinho a ela. Quando me afeiçar de vez, estará pronta:

sexta-feira, junho 28, 2019

JUFFBOX - Luis Capucho


O rafael Saar já faz um tempo ganhou um edital da prefeitura do Rio de Janeiro pra fazer um filme sobre minha obra. E também ganhou um edital da prefeitura de Niterói pra continuar a fazer o filme. Então, é um filme que vai sendo construído, os filmes têm um tempo. Essa ideia do filme já tinha acontecido antes com outros amigos que fiz, mas foram sendo abortadas e eu sempre acho que não tem explicação, mais ou menos, como quando eu avisava à mamãe, que ficava nervosa com as coisas, e eu avisava que ficar nervosa não iria resolver a situação complicada, pelo contrário. Então, não tem explicação, porque as explicações, como nervosismos, não resolvem as questões. O fato é que o rafael é quem tem o filme.
Uma outra alegria rolou dentro disso, que foi o fato de o Diêgo Deleon ter feito a peça Cabeça de Porco, tendo como pano de fundo a minha produção de música e livro. E ele fez isso, porque o Prática de Montação (o grupo de teatro com que ele montou a peça), como eu, dramatiza a si mesmo, daí, o link. Então, eu que produzo espelhos nas coisas que faço, fico vendo os meninos e as meninas da montação do Diêgo, da montação do Rafael, espelharem a mim, espelharem-se, e a coisa vai se espalhando, e o que acontece é como as projeções infinitas entre os espelhos, sempre mais pra dentro, pra dentro, pequeno, pequeno, e ao infinito.
E custei um pouco a me ver com tranquilidade nesse vídeo – agora, não é ainda o filme - que o rafael fez comigo, um programa com os alunos da UFF que fazem música. Fui eu quem pedi ao Rafael pra fazer como ex-aluno. Demorei, porque é estranhíssimo a gente se olhar e ser tranquilo...rs. Eu já cursei a UFF há tantos anos e já estou um senhor e os senhores não gostam mais de se ver e tal. Mas, depois, encarando a verdade, que coisa mais linda isso que o Rafael fez! E essa camisa de apresentação, que que isso!?
Vejam:

terça-feira, junho 11, 2019

É uma vergonha e é um sofrimento de angústia também que o presidente tenha vetado um projeto de lei para isentar os aposentados de AIDS do chamado Pente-fino. Os que foram desaposentados, são pessoas que ficaram sem chance de sobreviver sem um salário, num mercado de trabalho que está fechado para os que têm mais de 50 anos, doentes, e há 20 fora de suas atividades. Essas pessoas não são fraudulentas, foram aposentadas após perícias médicas que comprovaram sua incapacidade. Daí a vergonha desse presidente pulha e a angustia torturante dos que foram desaposentados.
Hoje, o congresso deverá votar a derrubada do veto presidencial vergonhoso, inacreditável. Torcendo aqui. Temos feito pressão como podemos, enviando mensagens para deputados e senadores em Brasília, telefonando. Quem puder se juntar a nós, com os políticos pra quem votou, agradecemos. Como o presidente, que o congresso não seja vergonhoso.

sábado, maio 25, 2019


OBS: essa informação não é fake. Fake foram as news que elegeram o nojeira:

O pessoal que contraiu o HIV no início da epidemia, ta vivendo o problema gravíssimo das desaposentadorias, chanceladas pelo atual presidente nojeira, que vetou o Projeto de Lei do Senado n° 188, de 2017 - Lei Renato da Matta.
O atual governo sequestrou as aposentadorias de 25 mil pessoas, a maioria com mais de 50 anos, portanto com uma possibilidade mínima de sobreviver ao mercado de trabalho. O argumento:

“...Ademais, nos termos do art. 193 da Constituição da República, a ordem social tem como base o primado do trabalho, assim, a proposta legislativa tem o potencial de estigmatizar e violar a dignidade do segurado com HIV, que seria afastado, por presunção, da possibilidade de reabilitação profissional, decorrente de perícia médica periódica, que tem ainda a relevante função de combate a fraudes no âmbito previdenciário.”

Ora, quem está sequestrando a dignidade do trabalhador aposentado é o nojeira cínico. Por conta disso, um grupo de Sobreviventes da AIDS fez essa petição. Peço que divulguem e assinem, plis:





domingo, maio 19, 2019


Eu tava conversando com um amigo sobre essas desaposentadorias dos HIVs.
Primeiro, como uma coisa assim tão grave tenha partido das pessoas que fazem política. E, depois, a gente começou a falar de, talvez, porque a AIDS tem sido noticiada como uma doença crônica, como tem sido difícil pras pessoas entenderem as comorbidades todas que o vírus e os antirretrovirais trazem pras pessoas que estão sendo desaposentadas. E, aí, essa parte de pessoas mais burra desse entendimento, não se manifesta, deixa rolar, não ajuda na tentativa de reverter a situação gravíssima.
Pra vocês terem idéia, há pessoas que tiveram cegueira como sequela, por serem portadoras do vírus HIV e que foram desaposentadas. Nessas desaposentadorias, pode-se enumerar um monte de maluquice desse tipo, uma coisa mesmo de matar. A gente escreveu pra Ouvidoria da Fiocruz pedindo que se posicionassem a nosso favor, que usassem a autoridade da instituição em nossa defesa. Uma pessoa do INI – uma sessão da Fiocruz – teve a pachorra de devolver em resposta assim: que não sabia o que queríamos dizer com o pedido de estarem a nosso lado!
Mas voltando à conversa com meu amigo, ele me disse:
“Sempre foi assim. Fica cada um na sua propria bolha e so se manifestarão quando eles forem afetados diretamente. Foi asssim na Alemanah e é assim com o exterminio dos negros nas favelas diariamente. O que nos fazemos com isso? Absolutamente nada pois nao moramos em favelas e somos brancos ou quase brancos.”

sexta-feira, maio 17, 2019

balada da paloma - luís capucho

O Rafael Julião me disse que
estava para lançar um livro com seus poemas e que dedicava um deles pra mim.
Ele também disse que a estória era de sua mãe, dele, mas que ele fazia essa
relação. E, aí, me mandou o poema-letra:

Balada da Paloma

A Luis Capucho

Paloma passa correndo
ali ela tá solta no meio do barco
e pede ao cara de branco
não a prenda 
Paloma passa pelo pátio os
bancos, as famílias e os pombos
passa a garota de pulso
enfaixado e o velho agachado
e a pessoa nua de peito
mole pede calma,
os braços no alto Guernica e
passarela, cemitério carnaval
Paloma quer cantar

Deixa cantar a sereia do
hospício
Deixa cantar as as sereias do
hospício
Deixa eu cantar as sereias do
hospício
Deixa eu cantar com a sereia
do hospício

Paloma passa fazendo cena ela
stá "lock"
E minha mãe me leva a
desfilar no corredor Que nunca se acaba
Paloma passa por mim e
continua em minha mãe
passa o enfermeiro amassado,
e o faxineiro ali parado, 
e a menina alta que reclama
do gordo molhado na janela
Incêndio na plateia, solidão
e vendaval
Mamãe quer seguir...

Deixa seguir a sereia do
hospício
Deixa seguir as sereias do
hospício
Deixa eu seguir as sereias do
hospício
Deixa eu seguir a sereia

Paloma passa lambendo o chão
ela está rindo na frente dos parentes e faz que não tá loca ela só quer
causar 
Paloma passa pela beira do
mundo e das palavras
beira o frei acanhado e o
rehab advogado do rapaz robô que alguém dopou e ela viu a criança acordada
dentro da mulher sem banho
Inocência e bacanal Paloma
quer dançar...

Deixa dançar a sereia do
hospício
Deixa dançar as as sereias do
hospício
Deixa eu dançar com as
sereias do hospício
Deixa eu dançar com a sereia
do hospício









quarta-feira, maio 15, 2019

Luís Capucho - Mamãe me adora

No dia das mães, passou batido, eu não disse nada. Embora a
gente seja treinado com as palavras desde muito pequeno é difícil pra caramba
encontrá-las pra dar conta das coisas que a gente quer. Ou, diante da
impotência, a gente não quer mesmo, não quer dizer. Tem um medo, um lance mais
profundo, onde a gente não quer ir parar. Mas fiz essa música que o Rafael Saar
tinha colocado no canal dele e tirado – acho que ele acabou com seu youtube – e
pedi pra voltar, porque ele fez uma colagem muito legal com ela. E, aí, vai
ficando cada vez mais difícil dizer.


Vejam:

domingo, maio 12, 2019

via GIPHY
A Diully estava tirando fotos minhas, perguntou se poderia, e depois falou do Cinema Orly. Ela começou falando a introdução de um texto do Mario Lugarinho para o livro: Nasce a literatura gay no Brasil, que Mario Newman, o Professor, tinha indicado. Depois as outras moças, Barbara e Geovana, falaram do Mamãe me adora e Diário da Piscina. Ficou tudo muito bonito o modo como essas meninas se envolveram com os livros e com aquela situação de exposição em que a gente ficou.
O Mamãe me adora, na leitura da Barbara, formou uma questão que ela pediu que eu comentasse, mas na hora eu não soube desenrolar. Eram coisas que ela tinha pensado no livro, na viagem pra Aparecida, talvez, coisas do corpo e coisas espirituais. Aí, eu não desenrolei. Depois, pedi desculpas. Eu não tinha pensado sobre isso, apenas contei a viagem.
A Geovana, que tinha lido o Diário da piscina, colocou a questão do autor, assim, como criador, um deus onisciente. Aí, eu disse, não, que eu não sabia de nada. E ela ficou de pensar sobre isso.
Foi tudo muito bonito!

quinta-feira, abril 25, 2019

Parado Aqui - luís capucho

Fiz a Parado Aqui, quando eu era professor em Papucaia. E
tinha uma música de Roberto Carlos na minha cabeça, que estava sendo referência
pra mim, pra eu fazer ela. Que era “de que vale o céu azul e o sol sempre a
brilhar...”.
Também já fiz outras músicas que pegaram como referência
músicas de amor ou mesmo encalacres biográficos de paixão, mas que no processo
de construí-las, foram se tornando e ficaram outra coisa.


Eu adorei essa versão sudestina que fizemos no etnohaus no
início do mês. Mas ainda falta um mineiro pra completar o território da região
entre nós que tocamos:

terça-feira, abril 23, 2019

Como todos sabem, não há responsabilidade no Planalto, estamos abandonados. Prestem atenção, amigos, e perdoem o emotivo do texto:

Envieei uma denúncia pro Ministério da Cidadania pedindo uma posição frente às desaposentadorias:

“Gostaria de anotar as perícias médicas ocorridas no pente-fino do INSS, que têm violado os Direitos Trabalhistas Brasileiros, jogando de volta ao mercado de trabalho pessoas doentes de HIV e dos efeitos nocivos dos anti-retrovirais, pessoas essas com mais de 50 anos e aposentadas há vinte, portanto, por esse tempo afastadas. E pessoas que se tornaram brasileiros torturados pelo desespero, a partir de uma violência sem sentido, uma ilegalidade institucional, e venho por meio dessa comunicação pedir o reparo desse inacreditável fato. Não há como estar diante do inacreditavelmente injusto, a não ser corrigindo-o.

Contando com a reintegração de nossas aposentadorias ao sistema do INSS,

grato,

luís.

obs: em anexo uma Petição Pública, ainda em andamento, na net.”

Resposta:

“Notificação para o solicitante: Prezado Senhor,

Informamos que o seu pedido será encaminhado para o Ministério da Economia, órgão responsável pelo assunto solicitado.

Atenciosamente,

Serviço de Informação ao Cidadão (SIC)
Ouvidoria Geral
Secretaria Executiva
Ministério da Cidadania
Setor de Indústrias Gráficas – Qr 04 – Bl. “C” – Lote 83
Centro Empresarial Financial Center Térreo Sala S-10”

O Ministério da Economia, por sua vez, mandou:

“Notificação para o solicitante: Senhor,

Seu pedido foi devolvido para o Ministério da Cidadania para análise e providências.

Atenciosamente,
Serviço de Informação ao Cidadão
Ministério da Economia”

Quem, mais generoso, pode dar uma ideia?


https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR111153&fbclid=IwAR2dh-KyyS-5x_nCr0chn_YMCVsJimiYH3UMSnZLVTop5PIUO0rQwMjUfXc

domingo, abril 14, 2019


Eu tou chegando da Bahia, onde com o poeta Celso Borges, que falou sobre o seu livro “O futuro tem o coração antigo” - http://www.ofuturotemocoracaoantigo.com.br/index.html, falei sobre o meu Diário da piscina (editora É/2017). A gente falou em três cidades bahianas para secundaristas, no projeto Arte da Palavra, um projeto promovido pelo Sesc. Eu tava meio apreensivo porque uma coisa é fazer um livro ou fazer uma música. Outra coisa bem diferente é apresentar essas coisas de corpo presente. Mas aí tudo correu muito bem, porque o Sesc, as escolas, as turmas, recebem a gente super bem, o Celso Borges é um ótimo companheiro de viagem e as meninas Cemary, Carla e Clarissa, que mediaram as mesas, são pessoas muito lindas.
Na verdade, pra falar do Diário de Piscina, eu falei mesmo de mim, do motivo porque cheguei aos livros, de onde parti para escrevê-los, também porque sou ao mesmo tempo autor e personagem. E também porque ao mesmo tempo não sou nada. Esse é um percurso de pensamento muito difícil de fazer, e acho que consegui e não consegui. E esse também era um motivo de apreensão. No fim, aprendi bastante e vou continuar aprendendo sobre, nos outros estados em que ainda iremos com o Arte da Palavra.
Só tenho mesmo que agradecer a oportunidade e a todos que se conjuminaram no antes, no durante e no depois disso.
Vivaaaaaaaa!


terça-feira, abril 02, 2019

Eu e Celso Borges estaremos em Feira de Santana, na semana que vem, pra falar de nossos livros e de nossa música também:

"Arte da Palavra Programa de difusão da literatura, o projeto ARTE DA PALAVRA – REDE SESC DE LEITURAS é um circuito atuante em todas as regiões do país que estimula a formação de leitores e a divulgação de novos autores, além de valorizar obras e escritores brasileiros e as novas formas de produção e fruição literárias. Com os circuitos “Oralidades” e “Circuito de Autores”, promove a circulação de artistas da palavra em bate-papos por todo o país, no intuito de difundir autores brasileiros de mídias tradicionais, mas também outras formas de fruição literária, como performances, contações de histórias, dentre outras modalidades expandidas da literatura contemporânea. Um terceiro circuito, “Criação Literária”, ainda não implantado em Feira de Santana, promove oficinas de escritas para públicos de todo o país. Na programação do Abril pras Artes, faz parte do Arte da Palavra a primeira etapa do Circuito de Autores 2019, com dois bate-papos com os autores LUÍS CAPUCHO, do Rio de Janeiro, e CELSO BORGES do Maranhão, falando sobre poesia marginal e música para a comunidade escolar e público geral em duas escolas da rede pública estadual de ensino, o Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães (aberto ao público) e o Colégio Estadual José Ferreira Pinto (somente para a comunidade escolar). Saiba mais sobre o Arte da Palavra em: www.sesc.com.br/artedapalavra"