sábado, dezembro 15, 2012



Poema Maldito

(Luís Capucho/Tive)



Estou na praia com um sujeito aleijado

Que busca intimidade comigo

Ele tem os braços atrofiados

E isso faz com que ele se pareça um louva-deus sagrado

Estamos conversando

Ele me diz que vive só

E que prefere assim

Porque gosta de se deitar no sofá

A ver filme pornô

Eu disse: sou o luís capucho e escrevi o Cinema Orly

E tenho namorado.

Em todo caso ele me chama pra beber

E ver filme pornô na sua sala

Então, se aproxima e trata de sentar-se do meu lado

Mas não sei como aconteceu

Ele caiu no chão

Ele caiu no chão

Com movimentos estranhos que não entendo

Fico um tempo a reparar que não vai se levantar sozinho

E vou embora dali

E o abandono em sua agonia de inseto moribundo.

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Nirvana - Kapu, Linz, Austria 1989 (FULL)




Estava ouvindo o programa de rádio da oinovosom em que o João explicava o que era Crownfunding http://www.oinovosom.com.br/portal/blog/post?pid=cd60089e-b3bc-4de7-870c-952c4fe40aa3, quando me dei conta de que foi isso que rolou quando de minha ida para os shows na Austria, em 2005. Porque fui financiado por uns amigos austríacos da Rubia. Então, Rubia conseguiu seus amigos, músicos amadores de Linz, que me acompanhassem nos shows que fiz por lá, em centros culturais particulares.

Fui pra tocar primeiro no Kapu e, na época, nem sabia que o Nirvana tinha passado por lá.

                                           Andy e eu

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Depois de Americana, SP, onde Biajoni ouviu meus discos tomando cerveja, minha obra partindo pra Thania, no Jardim América, na Ilha do Governador.

Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...
aêhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh,quem vai quereeeeeeeeeeer, quem vai querer comprarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr?


quarta-feira, dezembro 12, 2012

Manhazona de verão em minha comunidade.

Acordei no calor aprisionado aos gritos dos pássaros engaiolados que vêm do Pessoal de Baixo, mas como, já faz um tempo, tenho dormido no quarto de mamãe, na parte de trás da casa, não me incomodam muito os pássaros presos e gritando.

Cada pássaro preso tem um estilo, mas pela manhã, todos repetem interminavelmente sua própria cantoria monótona. É torturante, silencioso leit@r...

Apreensivo a respeito do estilo dos novos vizinhos da casa de trás, que ainda não se mudaram.

O Pessoal de Baixo pintou de azul o lado de fora de sua parte da casa para passar as festas de final de ano, e para isso sujou a minha escada de manchas azuis. O Pessoal de Baixo não limpou minha escada, deixou suja e isso parece ser o normal.

Fiquei quieto...e também não limpei.

Uma das vizinhas que mora embaixo de minha Vizinha de Janela saiu da casa chorando, com a cabeça baixa e mancando, com uns panos velhos amarrados aos joelhos. Mas não se ouviu qualquer sinal de briga dentro do apartamento.

Fiquei com pena...

E continuando a campanha dê Luís Capucho a um amigo de bom gosto, aí vai. 
Contato: luiscapucho11@gmail.com


terça-feira, dezembro 11, 2012

Pro pessoal que ainda não se decidiu por um presente muito legal de Natal pra dar a si próprio ou a um amigo querido, sugiro um de meus livros ou discos ou todos eles. Aproveito pra dizer uma frase da Thania, que me descobriu ontem ao acaso no youtube e me compartilhou no facebook.
“Ouvir suas canções, ler seus escritos e saber um pouco de sua história me fez bem, me emocionou, me fez sorrir e me fez pensar.” 
E outra do Silvio Essinger, que comentou o post dela:
“Capucho é um dos tesouros escondidos da MPB.”
E do Claudinho:
“Luís Capucho desde menino era um poeta maravilhoso e contador de histórias e melodias deliciosas.”
E do Biajoni:
“capucho é o cara”... rs.
No post da Thania...
Então, bom leit@r, é só mandar um e-mail pra combinar: luiscapucho11@gmail.com


segunda-feira, dezembro 10, 2012


Tininha adotou definitivamente o Pequeno.

Deita-se de lado no canto da parede e deixa com que ele mame em suas tetas sem leite, de mocinha. Estamos achando que ela até ficou mais séria, menos dada às brincadeiras de que gostava. Mas sei que não entendemos de gatos.

É muito esquisito olhar pra cena dos dois, fazendo-se de mãe e filho, porque, silencioso leit@r, isso não funciona, quer dizer, Tininha não tem leite!

Fui...

sábado, dezembro 08, 2012


No Ponto do ônibus a menina contava o que tinha rolado entre ela e outra pra um amigo. Tenho amigos assim, que também contam as histórias como se a pessoa que ouve, fosse personagem da história que ta contando. Então, se na história, houve uma briga, ela conta a história brigando com você. Tenho horror, quando acontece isso, fico apavorado e minha vontade é de sair correndo.

E a menina contava uma história desse tipo pra o amigo dela no ponto do ônibus. Parecia que ela tava brigando com o garoto, mas ela tava só contando a história. Aí, fiquei lembrando dos meus amigos que fazem isso.

Que merda!

quinta-feira, dezembro 06, 2012



Ontem, quando disse pra o orientador de meus exercícios de musculação que os remédios estão aumentando meus peitos, ele ignorou meu comentário e continuou com aquele exercício pra mim, que é pra deixar meus peitos com mais músculos. Quer dizer, bom leit@r, quem se importa com meus peitos? Se não posso deixar de tomar os remédios, quem tem alguma coisa com isso? O que se pode fazer? Ao menos, eles pararam de doer...
Então, ontem, quando tomei os remédios que os aumentam e que me deixam com muito torpor e por isso eu os tomo na hora de dormir, decidi assistir a um desses oradores, que no youtube tem aos montes, até que o torpor me tomasse por completo e que eu fosse me deitar.
Eu fiquei olhando o orador e era tão especial a forma de se dirigir ao público, mastigando as palavras com força para conseguir a intenção certa de orador e olhando para os seus gestos, fiquei imaginando que a pessoa que o iniciara naquele talento devia ter sido uma mulher, porque o orador acompanhava suas palavras com um teatro de braços, mãos e tronco que se movimentavam como se movimentam as mulheres, então, demorei um tempo para abstrair-me de seu corpo, de suas palavras mastigadas com força de mulher, até que conseguisse acompanhar seu raciocínio, porque o meu silencioso leit@r sabe, há uma distância grande entre o movimento de matéria etérea das idéias e o movimento que objetivamente aquele orador estava fazendo para realizá-las.
E não era apenas mulher o que eu via, e que havia sido o motor do orador. Sobrepunha-se a ela toda a maquinaria do corpo dele, de língua serpenteando entre os dentes da boca forte e dura de homem que ele tinha.
E quanto mais o pensamento dele crescia, mais íam crescendo os gestos da mulher que o havia movido lá no início. Eu fiquei vendo isso e via, depois de um tempo, através de seus gestos, que suas idéias haviam chegado a uma espécie de paroxismo e mesmo que eu não tivesse entendido, era um apogeu. Ele estava tomado pela grandeza do que havia sido contado à platéia, mas eu não tinha entendido.Ele não perdeu o controle.
Aí, eu já tava entorpecido e fui dormir.

quarta-feira, dezembro 05, 2012



Outro do Tive:
"Rascunhéi mais um poema maldito:

"Me encuentro en la playa
con un sujeto tullido
que busca intimar conmigo.

Sus brazos atrofiados
le hacen parecer
una mantis religiosa.
Conversamos.

Me dice que vive solo,
que lo prefiere así,
pues gusta de echarse en el sofá
y ver películas porno.

Yo le digo: "Soy Luís Capucho,
autor de Cinema Orly,
y tengo novio".

En cualquier caso,
él me invita a su casa
a tomar unas cervezas
y ver una película porno.

Entonces se aproxima
y trata de sentarse a mi lado,
pero de algún modo cae al suelo
con extraños movimientos
que no entiendo.

Tardo un tiempo en reparar
que no puede levantarse solo,
y me marcho de allí,
abandonandolo en su agonía
de insecto moribundo."


Tive"

terça-feira, dezembro 04, 2012


Na casa de Pedro.

Cristina Huston não se entende com o Pequeno.

Por isso tem sido preciso que ele fique no quintal, embora seja um bebê.

Que situação...

segunda-feira, dezembro 03, 2012

Colocaram um gatinho no quintal de Pedro e decidimos deixá-lo na casa para fazer companhia a Tininha. É um gatinho tão pequeno e frágil, que mamãe diria que o Pequeno é a uma casquinha de ovo quebrada. Quando chegou comeu, comeu, comeu, com tal esganação que a barriguinha dele parecia estar empedrada de ração mal mastigada. È um melindre só, o bichano, e muito feioso.
Pedro que curte mostrar fotos no face, não quis compartilhar as fotos que pedi que tirasse do Pequeno.
Tininha não gostou dele, coitado, rosna e quer atacá-lo como se ele fosse um grande perigo.
Não sei o que vai ser...
E como o Natal está aí, não se esqueçam, bons leit@res.
Se quiserem presentear a algum amigo de bom gosto com uma de minhas obras é só falar: luiscapucho11@gmail.com

sábado, dezembro 01, 2012

Luz Del Fuego - clipe raro de 1949 (dançando com cobra)

Depois que compartilhei a foto do irmão da Lourdes, mostrando a vista que tínhamos de nossa escola em Cachoeiro de Itapemirim, comecei a fuçar no youtube outras imagens da cidade. E fui parar nos artistas que vieram da Capital Oculta do Mundo.
Assim, cheguei em Luz Del Fuego.
A primeira vez que ouvi falar de Luz Del Fuego eu já morava em Niterói.
Foi quando ouvi uma das músicas do extinto “Cão Sem Dono”, do qual Marcos Sacramento era o vocalista e que contava as investidas escandalosas da dançarina por aqui. Na minha cabeça ficou uma Luz Del Fuego como uma Isadora Duncan brasileira e acho que, mais ou menos, era isso mesmo.
Veja, silencioso leit@r.


sexta-feira, novembro 30, 2012


Já faz um tempo, a sala tem amanhecido repleta de asas de cupim. É hora de chamar Dorinha de novo. Fico sempre adiando. Gostaria de eu mesmo organizar tudo. Gostaria de ter evitado que os cupins tivessem entrado na casa. É muito difícil compreender e ter controle sobre as coisas. A casa de trás ainda está vazia, os novos vizinhos ainda não vieram. Com o calor, não se pode viver na casa fechada. Não se pode evitar os dias de chuva. Poderia evitar a vinda de Dorinha, se eu mesmo pegasse na lida. Isso faria com que eu soubesse onde está cada coisa e eu faria tudo do melhor jeito, porque sou eu quem sou o dono da casa. Não fico atrás dela dizendo: faça isso, faça aquilo, coloque isso aqui assim e isso ali daquele jeito. Ela faz o que ela quer, silencioso leit@r. Limpa tudo do jeito e estilo dela, paraibano. E, depois, eu tenho de descer na casa de baixo para perguntar onde foi que ela colocou a caixa de fósforos, por exemplo. Tenho saudades de mamãe, muita saudade. Talvez, mamãe soubesse fazer a correição dos cupins. Mas o meu silencioso leit@r, urbano, não domina esse vocabulário que era de mamãe da roça. Não vou encher meu bom leit@r de loucura. Vou tomar banho.

quinta-feira, novembro 29, 2012



Tive mandou e-mail:

“Melhoréi o rascunho:


Me dio un vuelco el corazón,
se me salió el alma por la boca cuando,
al desperezarte cual un guepardo,
me permitiste descubrir el manantial
que nacía en tu ombligo

y comenzaba a salpicar
al borde del elástico.
Nunca antes sentí tal convulsión,
salvo en la tierna infancia,
asistiendo a la cópula voraz
de dos caballitos del diablo.


Nunca jamás,
ni con la bomba de Hiroshima,
ni ante el cadáver sangriento
de un niño palestino.

(caballito del diablo é louva-a-deus)”

quarta-feira, novembro 28, 2012



Tive, meu amigo espanhol, me mandou um poema, com algumas explicações.
Ontem, quando li pela primeira vez, achei um estranho poema. 
Depois, achei que começava a compreender o espanhol.
Veja, bom leit@r:

“Rascunhéi um poema para você:

POEMA MALDITO
a Luís Capucho

Me dio un vuelco el corazón,
se me salió el alma por la boca
al verte desperezar tal que un guepardo
y, con ese gesto,
descubrir el manantial que te nacía
en el ombligo y comenzaba a salpicar
al borde del elástico.

Nunca sentí mayor convulsión
ni tan adentro,
                        salvo la primera vez
en que asistí, en vivo y en directo,
a la cópula voraz de dos mantis.

                        Nunca jamás,
ni con la bomba de Hiroshima,
ni ante el cadáver sangrante
de un niño palestino.

(nota: vuelco é virada; desperezar é despreguiçar; manantial é manancial; salpicar é respingar; mantis é louva-a-deus)”

terça-feira, novembro 27, 2012

Essa, se minha memória não é enganada pela minha fantasia, é a visão que tínhamos de nossa escola, onde fiz o ginásio, no alto do morro do Aquidabã, em Cachoeiro do Itapemirim. Peguei a foto do mural da Lourdinha, minha amiga de classe, e ela acaba de confirmar que, sim, essa era a nossa visão lá do morro.
A foto foi feita por seu irmão e essa pedra pontuda no centro chama-se Itabira. A outra, bem à esquerda e esmaecida na distância, chama-se O Frade e a Freira.
Nossa escola tinha uns alto-falantes que, na hora do recreio, jogavam músicas americanas em cima da molecada, que ficava toda um grau acima.
Em silêncio, eu adorava quando tocava Elton Jonh, que me fazia planar desembestado e livre sobre tudo.
Que coisa!
Fui.


segunda-feira, novembro 26, 2012

sábado, novembro 24, 2012

Mais uma coleção partindo para Americana, SP.
Seu mais novo dono, Luiz Biajoni, é autor. Escreveu Elvis e Madona, Sexo Anal, Buceta, Boquete e Virgínia Berlim. Quem quiser conhecer seu trabalho, veja aqui: http://www.biajoni.com.br/
Ahêh, quem vai queeeeereerrr?

quinta-feira, novembro 22, 2012

STEREOMOB - Eu Sou Spartacus




O vídeo-clip que mais gostei, ontem, no XI Araribóia Cine, em que concorreu o “Eu quero ser sua mãe”. Me lembrei da ap da Regina Carioca, sempre com muita música:

quarta-feira, novembro 21, 2012

"Eu quero ser sua mãe" no XI Araribóia Cine



21 de novembro de 2012
19h30 – MAC | Sessão Som da UFF

“Eu Quero Ser Sua Mãe”, vídeo de Rafael Saar, foi selecionado para a “Sessão Som da UFF” do XI Araribóia Cine.

Debate Marildo Nercolini (UFF), músicos e cineastas. 14 anos

Vídeo-clipes: “A ultima embarcação” [O Diva Intergaláctico], de Rafael Saar; “RJ no País das Maravilhas” [Carta na Manga], de Arthur Moura; “Nos” [2Portas], de Thiago Fusco; “Eu Sou Spartacus” [Stereomob], de André Tostes; “Abstração” [Antiéticos], de Antiéticos; “Worm Love” [Chinese cookies Poets], de Gyodai; “Mohandas” [Banda Mohandas], de Banda Mohandas; “Luz Fria” [Harmada], de Rodrigo Séllos; “Volta Pra Mim” [Drops 96], de Bernardo d´Ávila; “Com açúcar ou adoçante?” [Cicero], de MASSA PRODUTORA; “Eu quero ser sua mãe”, Luís Capucho, de Rafael Saar.

segunda-feira, novembro 19, 2012


Em Nickity City os dias começaram a ficar mais claros, azuis.

Ainda faço companhia para Tininha e ela parece gostar muito de minha presença na casa. Se saio do lugar, me acompanha. Não gosta de ficar sózinha num cômodo, quando estou aqui. Então, gosto muito disso, bom leit@r. Não há palavras. Não há invasão. Não há dominação. É amor...

 

 

domingo, novembro 18, 2012

sábado, novembro 17, 2012

Fazendo companhia pra Tininha e achando estranho sentir frio em novembro. Não quero que minha memória seja ruim, mas ela é. Não me lembro de frio nessa época do ano.
Ontem, compartilhei no facebook, um flyer de meus discos e livros para, no caso de querer presentear para o Natal, o bom leit@r poder comprá-los comigo. Mas tinha esquecido do Ovo.
Então, meu e-mail: luiscapucho11@gmail.com e Ovo também dentro:

sexta-feira, novembro 16, 2012



Dia escuro.
Dormi com Tininha, enquanto Pedro foi visitar a família.
Tentei ligar a televisão, mas não entendi o controle remoto. Não me chateei. Achei um filme pra ver na internet: sobre um ET, que em NY, fora internado no hospício por se dizer de outro planeta.
E aqui o filme:

quinta-feira, novembro 15, 2012



Soneto de Marcelo Diniz que musiquei, ontem:

O que move é movido, de acidente
em acidente, a bola de bilhar
dispara, no universo, a pervagar
no encalço de outra bola contingente;

desejo e desejado, a inconseqüente

incoerência que faz de todo amar
um afogar a sede neste mar
voraz de quem a mesma sede sente;

desassossego, nada em si é só:
decerto o travo doce do perfume
é cúmplice do espinho e anela o nó

que faça a flor nascer do negro estrume;
o que move é movido, o dominó
de amores é o domínio do ciúme.


terça-feira, novembro 13, 2012

Chico Buarque lê Inocentes do Leblon Carlos Drummond de Andrade



Ainda na leitura do livro que Luciano me deu sobre Drummond, vi que em 2003, o compositor Belchior lançou pela revista Caras um CD duplo com músicas de poemas do poeta mineiro, além de gravuras com sua cara.  
O Cd chamou-se “As Várias Caras de Drummond”.
Um dos poemas que escolheu para musicar foi “Inocentes do Leblon”.
Veja silencioso leit@r:

"Os inocentes do Leblon não viram o navio entrar.
Trouxe bailarinas?
trouxe imigrantes?
trouxe um grama de rádio?
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam nas costas, e esquecem."


domingo, novembro 11, 2012

Ontem, tentei colocar todas as Malucas aqui, mas não consegui nenhuma. Hoje, consegui colocar a da Rita Peixoto e do Carlos Fuchs. Veja bom leit@r. Isso foi gravado em 1993:

sábado, novembro 10, 2012

Estive assistindo a algumas sessões de curtas de um festival de cinema que Rafael participou. Então, rolou um papo de que um filme só se tornaria bom depois de ter passado pela apreciação positiva do público. Quer dizer, silencioso leit@r, não sei se era exatamente isso o que estavam dizendo, mas era o que eu estava entendendo, então, eu falei que tenho essa sensação desde que comecei a fazer minhas primeiras músicas, porque, quando alguém dizia que era legal, então, todos os defeitos que eu estava enxergando, todas as costuras mal feitas de meu esboço de música desapareciam e a música ficava inteira, sem buracos, perfeita. Foi assim com Maluca, que teve o seu primeiro registro formalizado com Rita Peixoto e Carlos Fuchs.  
 

 

sexta-feira, novembro 09, 2012


Entrei num grupo que estuda Análise do Discurso.

Então, comentando com os amigos, Marcelo disse que tinha um texto legal para pensar o assunto, um texto de Michel Focault, chamado: A ordem do discurso.

E mandou pra mim.

Filosofia...

Michel Focault é quase como ler um texto de Jesus.

O que ele está dizendo?

quinta-feira, novembro 08, 2012

quarta-feira, novembro 07, 2012

Rita Peixoto e Carlos Fuchs - Minha casa é um céu



Então, ontem fiz uma abobrinha com jiló que Pedro me deu e quando comi, vi que era assim que mamãe fazia.
Que delícia!
Fora isso, quero mostrar minha música que Rita Peixoto gravou, no piano de Carlos Fuchs. Minha casa é um céu, veja:


Rita Peixoto e Carlos Fuchs - Minha casa é um céu

terça-feira, novembro 06, 2012

Documentário: A Carne é Fraca



Ontem, assisti ao documentário “A carne é fraca”, sobre a matança de animais para o nosso consumo. Comecei a seguir essa pista outra vez, depois de ter reencontrado a Bia, que nos anos 80, já era uma menina que não comia carne. E que agora me falou do especismo.
Então, silencioso leit@r, veja o que é isso:

segunda-feira, novembro 05, 2012

Suely Mesquita cantando Romena com Luís Capucho e Paulo Baiano



É bastante pretensioso que eu comece a pensar a partir dos que, vindos também de Cachoeiro do Itapemirim, se tornaram grandes nomes da música brasileira, como Roberto Carlos e Sergio Sampaio e, menos ainda, porque fiz alguns livros, me atreveria a pensar em Rubem Braga, porque, afinal, sou um pobre homem que tenho prontos alguns livros e músicas para um público muito, muito pequeno. E que, comparado ao público desses grandes artistas da cultura brasileira, vindos da cidade em que nasci, o silencioso leit@r sabe, sou ninguém.
Mas estou partindo de uma pergunta que, de Minas, o Miguel Anunciação me fez, sobre o comentário do João, de que eu pudesse ser, de alguma forma, assim, uma espécie de evolução desses artistas já consagrados de minha cidade.
O meu silencioso leit@r sabe que a gente cria nossa auto-imagem também a partir do que escolhemos daquilo que os outros tenham dito sobre nós. Bem, comigo é assim. Sou um cara altamente influenciável, embora, assim como mamãe, e apesar disso, eu pense que eu não seja uma tábua no mar.
A primeira pessoa que me chamou a atenção para a possibilidade de haver alguma tradição nisso, foi o compositor Sergio Natureza.
Naquela época, ele produzia um disco e show no teatro Rival do Rio de Janeiro, em que vários artistas interpretavam Sergio Sampaio. Então, ele creditou minha presença no show e disco e me disse isso, nas outras palavras dele, que eu fazia parte dessa mesma linha devolutiva.
Conscientemente, não consigo imaginar diálogo algum entre mim e meus conterrâneos.
Estou mais para o que Suely diz no início dessa música, Romena, gravada pelo Roberto Maxwel,em Santa Teresa, na casa do Baiano, para um documentário abortado que ele queria fazer sobre mim.
Vejam:

domingo, novembro 04, 2012



Com Rafael e João e Pedro, preparando um armado de apresentação de meus livros e músicas na rede, para o bom leit@r ver, ouvir, ler, baixar alguma coisa, conhecer melhor o que tenho feito há tanto tempo e que não tinha organizado pra mostrar, espalhado que ficava sem um centro onde se pudesse entrar em contato, porque ficava esquecido aqui na câmara escura da minha casa.
Quer dizer, o Silvio tinha feito há tempos atrás um site que mostrava o Cinema Orly e o Lua Singela e todas as outras coisas daquela época, de dez anos atrás. Mas a gente foi esquecendo o singelo site que ele fez pra mim, porque o site sumia, depois aparecia e sumia outra vez, essas coisas que a gente não entende direito e que acontecem na rede.
Tamos armando esse, então, com coisas anteriores e coisas que vieram depois daquele. 
Muito bom. Aguardem, pls.

quinta-feira, novembro 01, 2012

"The Logical Song" (Supertramp) written and composed by Roger Hodgson



Pensando na vida.
Nos acontecimentos que me dão direção, que ocupam meu pensamento e com os quais estou envolvido até o caroço, quer dizer, vou com eles como quem viaja num trem. Então, silencioso leit@r, sempre há a possibilidade de o maquinista se descuidar e descarrilhar ou vir um trem na direção oposta e ter um desastre. Pensando no maquinista, no trem, no motor, no vapor.
Sem conclusão.
Faço minhas as palavras que Pedro postou no face, ontem, tradução de uma música americana:
"Tem vezes, quando todo o mundo dorme
Que as questões seguem profundas demais

Para um homem tão simples

Por favor, me diga o que aprendemos

Eu sei que soa absurdo

Mas por favor me diga quem eu sou"