quinta-feira, março 29, 2012

Ontem, o dia inteiro sem energia elétrica.

O pessoal de baixo pediu que eu descesse e ligasse pra ampla do telefone deles. Desci e fiquei observando-os, enquanto ouvia a gravação interminável da ampla falando no meu ouvido. Não estava ninguém em casa, somente o casal de velhos, quer dizer, têm a minha idade, mas já são avós. Fiquei me lembrando de mamãe, que também não tinha expediente de resolver coisas, assim, burocráticas. Depois, quando a atendente falou, disse alguma coisa como “ mandaremos o pessoal da emergência verificar o problema”, mas só vieram hoje.

Acordei cedo para ir ao médico, mas não havia ônibus, então, fiquei ouvindo a rádio tupi, enquanto terminava de acordar. Depois, ao invés de limpar a casa, voltei a ler o livro do William Burroughs.

Fiquei deprimido...pelo que entendi, o prazer da droga é vegetar. Possivelmente, esse será um estado superior ao do animal que somos.

Fui.

3 comentários:

Rodrigo Contrera disse...

prosa límpida e seca. como hoje.

luiscapucho disse...

rsr..!

Rodrigo Contrera disse...

ao nosso redor, milhares de atendentes de telemarketing e vidas banais. a arte como escapatória. desesperada e nem tão poderosa assim, mas uma via. para uma vida.