quarta-feira, outubro 23, 2013



Ontem à tarde, estive no Tomba Record – estúdio B, para com Felipe Castro ouvir o que já fizemos de meu novo disco: Poema Maldito. O meu apiedado leit@r sabe, diferente dos livros, que são construções feitas no isolamento da floresta da cabeça do escritor, um disco é feito por muita gente. Entretanto, faz um tempo, o amigo Leonardo Rivera, do selo de rock “Astronauta Discos”, por onde publicamos o meu primeiro disco “Lua Singela”, disse gostar de ouvir um disco que fosse feito somente por mim, quer dizer, voz e violão... assim, como um livro, apenas o castelo na floresta de minha cabeça.
Era uma ideia ousada, visto que, faz pouco, tenho conseguido deixar de espancar meu violão para, muito inseguro, ainda que doce, executar minhas novas músicas num leito de rio manso.
Mas aceitei o desafio, coloquei elas às costas, em meu embornal e fui gravar no Tomba Records.
Só que já não estava mais sozinho, leit@r: tinha além de músicas comigo mesmo, no embornal, parceria com Manel Gomes, com Alexandre Magno Jardim Pimenta, com Marcelo Diniz, com Marcos Sacramento. E o próprio Poema Maldito, com o amigo espanhol, Tive.
E no processo de gravação, foram chegando as idéias, os passarinhos, os cachorros do bairro, um baixista que apareceu pra ouvir e tocou junto, um assovio, uma vinheta, do Felipe, uma idéia mais do Rivera, a Tata que apareceu um dia e ouviu e tal e tudo.
E, ontem, com Felipe, ouvimos o bichano mais uma vez.
De todo, a ideia inicial do Rivera não se desfez. Está um disco cru, muito, muito voz e violão, assim leit@r, bem à ideia de um Poema Maldito, malditão, mas como o meu leit@r sabe, sou roceiro. E apareceram os remansos suaves no osso duro.
Vamos indo...

2 comentários:

Johann Heyss disse...

Excelente! Mal posso esperar pra ouvir.

luiscapucho disse...

valeu, Yohann!