quinta-feira, outubro 24, 2013



Manhã fresquinha que ta aqui, hoje.

Tem uma lembrança deliciosa que essas manhãs mais frescas trazem, que é a lembrança da beira das casas, quando eu me levantava e saía pro quintal. Eu ficava rente à parede, em sua sombra, brincando na terra embaixo d’alguma janela e, leit@r, não sei se você sabe disso, mas ali, rente à parede, no lugar onde, quando chove, as goteiras caem do beirado de telhas, a terra do quintal, com o tempo, vai purificando, a água das goteiras de tanto cair ali no mesmo lugar, vai limpando a terra, filtrando a terra, lavando, de modo que o barro da terra fica tão lavado e limpinho, que fica, onde caem as goteiras, aquela montoeira de pedrinhas lavadas, mas tão pequenas as pedrinhas, que fica aquela areia fina concentrada de pedrinhas, que a água da chuva lavou. E deixou como que o sumo puro do barro do chão, quer dizer, areia. Então, de manhã, eu ficava brincando ali, no frescor das pequenas covas do sumo do barro, areia lavada, cada goteira uma cova, deixada ao lado das paredes da casa, no quintal.

Ta ligado?

É noizi...

2 comentários:

Nana Magalhães disse...

tô sentindo daqui o cheiro do sumo puro de barro do chão. é noize.

Luís Capucho disse...

...rs.