domingo, janeiro 29, 2017

Quando estávamos a fazer a campanha de financiamento coletivo para o meu último disco, o Poema Maldito, a Karinna me disse que seu filho adorava a Maluca e me mandou um vídeo dele cantando, que era o lance mais lindo e emocionante que se pode ouvir. Na época compartilhamos aqui, uma maravilha pra mim.
Agora, quando eu assinava os Diários da Piscina no loki, quando foi a vez do Guto, ele falou: dedica pra Adelita e pros meus filhos: Amora e Rubi.
Como o Guto e a Adelita são jovens, perguntei se seus filhos já liam.
Ele disse:
- Não! – e fiz a dedicatória.
E a Amora não fez por menos com a Para Pegar, que ouve no disco Sol, do Gustavo Galo.
Vejam:



sábado, janeiro 28, 2017

Nesse verão os mosquitos não vieram para o apezinho, como vieram no verão passado. Além de no apezinho, acho que também não estão muito nascendo nesse verão em Nictheroy, porque não tenho ouvido reclamações por aí.
Em compensação, se não há mosquitos, há moscas, pois voltei a vê-las moventes a flutuarem em meu olho esquerdo.
Depois do tratamento de uveíte, já fiquei a enxergar menos dele, e a largura de minha visão desse olho ta, de novo, estreitando também, agora, com as moscas. E tou com muito medo. Consegui agendar para o dia 6, uma consulta no oftalmologista. Que coisa!
Fora isso, os amigos têm me perguntado como conseguir um Diário da Piscina. No afobamento do lançamento de SP, deixei-os todos na editora É, selo de língua. É que houve um porém: o caderno 6 do livro, veio com 8 problemas de impressão. * lugares em que o título do livro e meu nome, se acavalaram sobre outras letras. Então, todos os livros do lançamento, vieram com erratas manuscritas minhas. Os amantes de livros gostaram de ter erratas manuscritas do autor. Mas voltamos com eles para a gráfica, para acertá-los e lançar aqui no Rio. A É selo de língua, guardou alguns desses primeiros, por “segurança”. E Pedro vai trazer alguns pra eu ter comigo, no início de fevereiro. E, aí, quem quiser deles, fala comigo. E quem quiser dos corretos, fala comigo também... he he he!
E para completar a galeria de fotos que Pedro fez, não posso deixar de mostrar a outra cozinha do lançamento, tão importante: Vitor Wutzki no violão e Tulio Freitas na viola. Ehhhhhhhhhhhhhhhh!

Vejam:

sexta-feira, janeiro 27, 2017

Luís Capucho no Loki Bicho - Maluca .... era grande o barulho da chuva.

Vi agora!
Ainda o Diário da Piscina.
A Klaudia postou a Maluca que tocamos no lançamento.
Era grande o barulho da chuva de SP na hora da música.
Uma sincronia do momento e, aí, tava tudo certo.
É o ângulo oposto ao que estava o celular do Pedro.
Ficou a lua-sol da luminária ao lado do sofá, ofuscando eu e
Tulio Freitas, na viola.
O Vítor Wutski no violão empoderando o meu, não aparece.


Vejam:

quinta-feira, janeiro 26, 2017

Foi a Rocha Julia, da É selo de língua – editora É, quem editou o Diário da Piscina. Caramba, não sei o que dizer! Vou mostrar a foto que Pedro fez, vejam:

terça-feira, janeiro 24, 2017

Diário da Piscina, no loki bicho-SP - parte I - com Marcela Biasi e Juli...

Eu tenho um monte de motivos pra ficar feliz e todos os
motivos têm a ver com o lançamento do Diário da Piscina. Quando saímos da É
selo de língua – Editora É, rumo ao loki bicho, estava uma chuva de fazer medo.
Estávamos eu, Pedro, Vitor e Tulio e eu lhes disse que se fizéssemos a
apresentação pra nós mesmos, já era lindo! Porque só nisso já estava a
maravilha: eu e Pedro tínhamos viajado seis horas pra estar em SP, a terra
dele. O Vitor tinha vindo de Campinas pra tocar e o Tulio tinha feito sete
horas de Franca pra lá, pra tocar com a gente no loki, onde nos juntaríamos a
Marcela Biasi, ao Juliano Gauche, a Rocha Julia e Gustavo galo.
Daí, que eu achava que naquela chuva o que iria acontecer
era isso; a maravilha era a gente tocar entre nós e lançar o Diário da Piscina
desse jeito. Mas aí as pessoas foram chegando na chuva, um lance maravilhoso
foi acontecendo, as pessoas começaram a se juntar no loki. Uma das primeiras
pessoas a chegar foi a Laerte, amiga da Renata. Eu fui falar com ela. Eu disse
de meu prazer em conhecê-la pessoalmente, pedi um abraço, e perguntei da
Renata.
Aí, ela mandou:
- Eu não sei da Renata, eu vim por mim mesma! – e, então, a
gente se olhou, tipo, se sacando e o Pedro veio e ficaram conversando os dois,
o Pedro jogando luz em mim.
Foi muito lindo conhecer tanta gente, as meninas sempre se
emocionando mais que os rapazes, quando vieram falar comigo, depois das
músicas. E vocês vão vê-las sendo apresentadas embaixo do barulho da chuva. E
as participações maravilhosas da Marcela e do Juliano.
E o Vitor e o Tulio me enchendo de potência e às músicas.
No segundo vídeo a chuva pancou.
E depois da Para Pegar, a Julia apresentou o livro pras
pessoas. Emocionante demais! Pedro filmou no celular.


Vejam:

Diário da Piscina no loki bicho, SP - parte II - com Rocha Julia e Gusta...

quinta-feira, janeiro 19, 2017

Pedi ao Vitor que a partir da leitura do Diário da Piscina, fizesse uma composição pra gente apresentar no lançamento. Ele fez! Queima alegria, desarvora incêndio, flamenco, ré maior, Werther, Monga, Don Juan:


AVE NADA
(vitor wutzki)


Com três anos de idade
Eu desapareci
No terreno vizinho
No final da curva, o Sol
Passageiro ou motorista

Voo dentro
do seu voo
Voo fora
da asa

14 de Agosto
eu não olho pra dentro de ninguém
A gravidade é muito longe
O dia me afoga
Uma piscina não
Faz isso

Peixe voa
Ave nada
O céu reflete
na água

Talvez agora alguém na rodoviária
Espere Werther, Monga
Espere Don Juan
Espere alguém perdido
e com as mesmas intenções que eu


Luís Capucho‎ para Diário da piscina : lançamento + pocket show

Pedro com Carina – o Atelier de Indumentária - que já haviam feito minha camisa de fazer shows, fizeram uma versão mais fresca dela para usar agora que faz muito calor. Ficou linda demais e vou usar no pocket de lançamento do Diário da Piscina, no loki.
Já faz um tempo, eu vinha imaginando alguma coisa para acender o brinco que Sheyla me deu e que colei como um broche na camisa antiga. Foi a Sheyla mesmo quem deu a partida na ideia, porque ela disse que o brinco tinha se camuflado um pouco no azul. Então, o meu entendimento do que ela me disse, transformou um pouco sua ideia e tudo se transformou mais ainda na hora de fazer.
Desci em minha Vizinha de Baixo e fiz em sua companhia.
Fora isso, o Atelier beneficiou a meia que Elaine me deu.
Agora, terei dois mantos-escudos a construir.
Vejam:



domingo, janeiro 15, 2017

Eu tenho dito pra os amigos que sobre os meus trabalhos artísticos, não sei o que faço, não sei o que digo. Digo-lhes que me sinto em falta, afinal, sou eu quem faço, e que não devo ser tão cego, assim, débil, fraco e tudo. Por que preciso tomar posição sobre eles, você sabe, ter alguma potência além da potência que eles, os livros ou música ou As Vizinhas de Trás têm. Fico achando que preciso fortalecê-los, aos filhotes, como fazem os pais e as mães e tal.
Os amigos, então, me dizem que não preciso saber sobre isso. Porque os trabalhos têm a vida própria deles e que eu me tranquilize.
Mas eu não me acalmo.
Aí, achei isso na net, vejam o que diz:
“Por outro lado, um diário pessoal é um subgénero da autobiografia. Nestes diários, o autor escreve os seus pensamentos ou as suas actividades, em geral, do foro privado, para os/as ler posteriormente. Também constituem um espaço para expressar sentimentos sob a forma de catarse.
Há diários pessoais que se converteram em livros de venda massiva enquanto relatos testemunhais, como é o caso do “Diário de Anne Frank”.
A gente, a É selo de língua – editora É, fez 300 livros e vai lançar em SP, no loki.
Estamos convidando.
Vai ter canja de quem quiser, mas uns amigos já confirmaram.
Depois, queremos fazer no Rio de Janeiro.

Venham, plis:

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Um Cinema Orly para Franca, SP:

Não sei se eu teria escrito o Cinema Orly, se não pensasse que iria morrer. Aí, a Isabela Santiago e a Ilda Santiago um livro lindo de meu texto, vocês sabem. Antes disso, uma das editoras pra que eu tinha mandado, me disse das qualidades e imperfeições dele e disse também que não iria publicá-lo, porque, em outras palavras, a editora não concordava com o tipo de condução que o personagem-narrador fazia no cinema e não queria repercutir isso.
Eu quis, então, fazer um outro livro todo mais certinho pra que ela publicasse. Mas, aí, não ficou tão certinho... e pedi ao Mário César Lugarinho que fizesse uma apresentação do livro pra eu mostrar pra outras editoras. E ele disse que faria uma apresentação de um jeito que seria impossível a qualquer editora negar publicação. Então em 2007 a Rocco publicou o Rato, e pelo título já se vê que eu não iria agradar à editora que se negou ao Cinema Orly.
Depois, a Rocco me falou que meus livros não são comerciais e pedi a Ana Maria Santeiro Guarani Kaiowá que me ajudasse com outra editora e publicamos o Mamãe me adora pelo selo Edições da madrugada. É um caminho bem impreciso esse dos meus livros, mas tudo muito cheio de alegria!
Agora, é a vez do Diário da Piscina!
Tem uma galera junta, amiga, a Rocha Júlia, o João Santos, o João Reynaldo, a Isabel Ramos Monteiro, quer dizer, o pessoal da “É selo de língua” e do Loki Bicho – Alan Athayde e Hayge Mercúrio - onde iremos lançar com um pocket. Pow, é muita gente! Na hora dos nomes, me enrolo. Mas tou tentando me organizar com o Vitor Wutzki e Tulio Freitas pra minha parte musical. O Gustavo Galo também vai tocar. Aí, eu queria chamar o Tatá Aeroplano, o Juliano Gauche, a Letícia Novaes, a Marcela C. Biasi, a Arícia Mess, o Filipe Cat e quem mais for de canja, para uma.
Será que topam?

domingo, janeiro 08, 2017

Na É selo de língua:
João Reynado disse:

"
7 de janeiro de 2017

Faço a última revisão do Diário da Piscina de Luís Capucho. Sairá neste verão pela É selo de língua.

"Percebi que a experiência traz a tranquilidade com a água."

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Tótem sem Tabu

Quando o Alan Lanzé nos deu o Tótem de presente, durante as apresentações do disco Poema Maldito, eu gostei demais da ideia dele, junto a ideia que eu tinha começado a ter sobre a minha camisa de fazer shows. Acho que ele e ela, juntos, começaram a se formar em objetos, assim, como que sem volta e que me punham sempre a questão de por que é que eu fico chamando a questão pra mim e tudo. Por que é que eu fico fazendo essas músicas, escrevendo esses livros, as Minhas “As Vizinhas de Trás” ao infinito, chamando a atenção pra mim.
Porque eu poderia ir morar na roça e, sei lá, eu poderia estar embevecido de televisão, como naquela letra que Suely Mesquita fez pra mim, aquela letra da “Aristocracia” - https://www.youtube.com/watch?v=DrWLRb3JfYM - , em que eu poderia estar apenas pensando em dinheiro e sexo, e só isso.
Mas o Tótem que o Alan me deu, me chamou a atenção, porque ele é bonito e porque eu vi que ele é masculino por excelência, que é uma coisa que os leitores que têm acompanhado os meus trabalhos artísticos, sabem que é um vazio pra mim, por exemplo, o meu Cinema Orly é um livro totêmico e, aí, o Tótem é o contrário do que é para mim, em construção, minha camisa de fazer shows, se liga...
Daí, é importante que eu o tenha como cenário de minhas músicas e que ele ajude, assim, como um adendo, como um prolongamento das coisas para onde são sugeridas as coisas que tenho pensado para minha camisa e, desse modo, um é o antípoda do outro, mas tudo junto, decantando as forças, as energias que fluem nas músicas, quando estamos tocando elas, nos shows...
Porque, se entendi direito, o vazio que vou completando na minha camisa, e o vazio que vou completando para sempre na repetição de minhas “As Vizinhas de Trás”, é o mesmo vazio que a presença do Tótem nas apresentações completa.
Daí, que a ficha vai para sempre caindo para a visão que o Alan teve ao nos presentear com ele, que vai ganhando ou se misturando a outros sentidos e tudo. E estou dizendo isso, numa tentativa de introduzir uma outra possibilidade de Tótem, que vi numa postagem da Renata Pimentel sob o título de Tótem sem Tabu. Um Tótem de pessoas, que é como eu imagino a centrifugação de forças, de energia dentro dele, em minhas apresentações. E que tenho processado, que tenho completado e que vou renovando e virando em outra coisa, tipo, se auto-destruindo ao mesmo tempo que alimentando o fogo, a fantasia e tudo.
Então, fui dizer pra Renata no in box o quanto o seu Tótem sem Tabu, tinha me colocado no status do “se sentindo reflexivo”, como se diria no facebook. Porque a sugestão é a de que o Tótem sem dentro centrifugando a presença da força feminina é que cria o Tabu. Então, a Renata me pedindo desculpas pela rapidez e esperando me ajudar, mandou:
“São meus alunos e orientandos e amores. Pra nós é um sentido que brinca desde com o livro de Freud (Totem e Tabu, o que é sagrado, o totem nos grupamentos humanos mais tribais até e os tabus que são os interditos.). No nosso caso o sagrado é este laço construído com afeto e confiança e independe de laços familiares de clã sanguíneo
E de gênero e qq outro
Por isso sem tabu
Feliz de ter sinais teus! Espero que a explicação aligeirada aqui tenha funcionado
Beijoooossss”
Tótem sem Tabu 

Tótem sem Tabu



sábado, dezembro 31, 2016

Cabeça de Porco - teaser



Retrospectiva 2016 na web:


Novembro – estréia de Cabeça de Porco com Diêgo Deleon e Prática de Montação:
https://www.youtube.com/watch?v=yAPwtjZL0kU

Novembro - 1º Festival Amágama Brasis – Franca, com Alexandre Magno, Elaine Narcizo e Jack Figueiredo:
https://www.youtube.com/watch?v=n0ojPElPvpY

Novembro – na Rádio MEC, no programa de Eucanaã Ferraz:
https://www.youtube.com/watch?v=IswiFwGfAjg

Novembro – Cinema Íris com Tulio Freitas – em Franca:
https://www.youtube.com/watch?v=I2yg2EHbegc

Outubro – Eu quero ser sua mãe e Ponto Máximo ( luís capucho/Marcos Sacramento) no Heyô de Ju Martins:
http://www.blognotasmusicais.com.br/…/eis-capa-de-babies-di…

Em casa com Vitor Wutzki em vídeo de visão de Flora Nakazone:
https://www.youtube.com/watch?v=h-tDcELEUUg

Setembro – Programa Escuta, no Núcleo-Canção, com Rafael Julião e Isabela Bosi, da UFRJ: https://www.youtube.com/watch?v=_mf1plY6_zg

Setembro em SP, no Loki Bicho, com Vitor Wutzki:
https://www.youtube.com/watch?v=0_43oLKWY_Y

Agosto – shows no Semente no correr do ano, mas aqui contando a estória da música Maluca, na visão do celular do Pedro Paz:
https://www.youtube.com/watch?v=aA6_SbS1opA

Agosto - Para Pegar no Sol do Gustavo Galo:
http://muralcultural2.blogspot.com.br/…/resenha-gustavo-gal…

Julho – show no Laurinda Santos Lobo com Fernando Assumpção e Ruth Castro:

Junho – Eu quero ser sua mãe por Ju Martins:
https://www.youtube.com/watch?v=HWMbzWbAJHE

Junho – Solo em Bando, com Pedro Carneiro e Bruno Cosentino e Sara Hana e Julia Shimura e Pedrinhu Junqueira. Aqui com Claudia Castelo Branco e Marcos Campello:
https://www.youtube.com/watch?v=ZXGjdP3k8s4

Junho - Cifra das músicas na rede - https://www.cifraclub.com.br/luis-capucho/

Maio - Medalha josé Antônio de Carvalho com Leonardo Giordano e Janaina Bernardes

Abril - Homens Flores (luiscapucho/Marcos Sacramento) no Babies do Bruno Cosentino:
https://www.youtube.com/watch?v=xnIUhGjQbGg

Abril – Velha – por Letícia de Oliveira:
https://www.youtube.com/watch?v=1-vXlArdAFA

Março – Maluca por Bú Araujo e Laila nassan na Casa da Gávea:
https://www.youtube.com/watch?v=OFOYEtHR4hs

Fevereiro – Maluca por Simone Mazzer e Filipe Cat em SP:
https://www.youtube.com/watch?v=vMK6zG5-J2k

Fevereiro – Cavalos no Cine Jóia com Felipe Castro:
https://www.youtube.com/watch?v=kiZjJliFGzA

quarta-feira, dezembro 28, 2016

No ano 2000, o ano do fim do mundo, hoje, 28 de dezembro, anotei no Diário da Piscina o rugido de Seu Atenodoro e a expressão de Lucio para mim. E não poderia supor que dezessete anos depois, quase na maioridade, estaríamos, com a É selo de língua – editora É, prontos pra publicar em papel, no contexto de meus outros livros e discos, o Diário...
Hoje acordei na cabeça com a música Miss Brasil, de Rita Lee, mixada àquela outra que pergunta quem é o rock and roll. Acho que porque as duas músicas na verdade são perguntas que se lançam, se lançam-perfume, se lançam-moenda, lançam helicópteros, paralelepípedos e lançamos o Diário da Piscina no verão do Ano Novo, feliz leitor! É tudo amor!

A Julia já tem o boneco, vejam:


sexta-feira, dezembro 23, 2016

A gente, eu e a É selo de língua – selo editora É, estamos, já faz um tempo, costurando a preparação do livro Diário da Piscina para publicação. É muito emocionante esse processo, mas quando ele vai chegando nos finalmentes, fica um contentamento, um lance tão bom...
Quando fiz minha última leitura do Diário, assim, numa tacada só, me lembrei do que disseram em SP sobre as minhas músicas, que eram fortes... mas quando a gente vai chegando nesse final, bem pouco antes da publicação, o livro vai ganhando um abrandamento, assim, como um final de tarde, quando a terra começa a fazer os barulhos do anoitecer, uma alegria, uma coisa, esse lusco-fusco, esse céu de agora resplandecendo sobre o vale, que a Julia traduziu nessa foto que mandou.

Vejam:

quinta-feira, dezembro 15, 2016

Cinema Íris

Quando estive no 1º Festival Amálgama Brasis (Franca-SP), agora, em novembro, estive hospedado na casa de duas meninas muito maravilhosas, a Elaine e a Jack. Eu até disse, quando apresentava as músicas, na Confraria Cult, da importância que tinha sido pra mim ter me aproximado delas, do jeito como tinha sido, assim, as coisas que eu pude falar e o jeito como elas me ouviram e tudo. Um pouco, mas não apenas por conta disso, eu acabei não participando muito do que se disse nas reuniões do Festival, embora mesmo à distância eu pudesse ver que fosse algo, como quando estive no 2ª Seminário Internacional Desfazendo Gênero, em Salvador, mas num outro sentido, eu tava sabendo que a ideia fosse desfazer o modo como é construída a vida da gente e construir outra vez incluindo outras possibilidades.
Como sou esse artista que vocês sabem, com a impressão de deriva, mas sem que isso seja a verdade, tinha combinado e meio que ensaiado virtualmente, apresentar as músicas com o Tulio Freitas, que eu tinha visto na internet tocando viola caipira. E eu pedi que ele, ao invés de violão, colocasse sua viola caipira em minhas músicas e combinamos assim. Também tinha dito a ele que iria chorar com sua viola, porque sou da roça.
E em nosso ensaio, quando ele começou a tocar comigo o Poema Maldito (luís capucho/Tive Martínez) foi isso o que fiz. A voz embargou e fiquei um tempo assim até conseguir de novo cantar a música. Isso é normal, vocês sabem, porque depois, quando tocamos Velha (luís capucho), eu vi que as meninas choravam também.
Daí, vocês vejam que esse nosso encontro foi muito emocionante, porque todos estavam meio que se vendo pela primeira vez. E tudo estava muito à flor da pele.
A música Cinema Íris (luís capucho) de meu disco do mesmo nome, produzido pelo compositor e maestro Paulo Baiano, foi desse disco a primeira música que se “saltou” dele, porque meu ídolo Ney Matogrosso falou dela um pouco, disse ela ser excitante artisticamente na sua cabeça e isso, vocês sabem, não é pouco para uma música.
Infelizmente, não conseguimos tocar juntos no show. Mas as meninas gravaram no celular o ensaio e Tulio me mandou, hoje.
Vejam:

segunda-feira, dezembro 12, 2016

Quando fui entrevistado por Isabela Bosi e Rafael Julião, para o Núcleo-canção da letras da UFRJ, onde ouvimos e conversamos sobre o meu CD Poema Maldito, a gente viu com surpresa que a capa do disco, inspirada na foto de um morto, o Cara de Cavalo, e com a legenda “Seja Marginal, Seja Herói”, do Hélio Oiticica, indiciava, sem que tivéssemos sido intencionais, para a primeira música “La Nave Va”(luís capucho/Manoel Gomes). A “La nave va” tem o mesmo nome do filme do Federico Fellini, que narra uma viagem funeral de uma cantora de ópera, cuja cinza é jogada ao vento em alto-mar.
Daí, que por essa coincidência e também por outras, pedi ao Pedro Paz que me fotografasse num barco, outro dia, em Jurujuba. E gosto muito de me juntar a essa sincronicidade pra ir entendendo aos poucos seu fluxo.
Para ouvir a conversa, veja aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=_mf1plY6_zg&t=2159s



O próximo passo será assistir ao filme:

sábado, dezembro 10, 2016

Curti demais o show de ontem, o clima todo da casa, as pessoas, as coisas feitas na cozinha... eu nunca tinha ido à sede de um coletivo. Sempre ouvi falar deles, mas nunca tinha visto um, assim, pessoalmente, como foi esse show nosso, Três Vocês, eu, Pedro Carneiro e Bruno Cosentino, no Norte Comum.
Pedro fotografou a passagem de som.
Veja:




sexta-feira, dezembro 09, 2016

Enfim, o ídolo Ney Matogrosso põe fim à questão de, talvez, minha música Cinema Íris ou Céu estar num suposto disco onde estariam músicas dos considerados malditos pelo mercado de música brasileira. Honestamente, é justo que ele salte dessa para outra banda, para outro projeto, porque o fluxo das coisas é assim. Fechou aqui, a gente vai prali.
E pra mim, como o Ney, não participo dessa noção de que haja um “compositor maldito” assim, nesses termos. Eu, que sou esse compositor desconhecido que vocês conhecem, acho e foi de verdade ótimo que ele tenha se atentado para os meus sinais por esses últimos anos em que ainda estava com esse tal disco em mente, sabe.
Junto a isso, o fato de o Rafael Saar estar montando o filme “Peixe” e o Diêgo Deleon ter estreado a peça “Cabeça de Porco”, esses trabalhos deles baseados em minha obra e de também junto a isso o Gustavo Galo, a Ju Martins e o Bruno Cosentino, esses artistas da música, e Rafael e Diêgo, todos de uma geração posterior à minha, estarem atentos a meus sinais, como o Ney, isso significa muita coisa pra mim. Por que me ajuda a afirmar esse artista que eu sou, assim, do meu jeito e de nenhum outro, porque é muito difícil pra gente se assumir artista, se liga!
Vejam a matéria http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/ e não se esqueçam de irem nos ver hoje. É de grátis! Eu, Bruno Cosentino e Pedro Carneiro:


Vem ni nóis: Três Vocês!
https://www.facebook.com/events/1273733326040155/?active_tab=about

foto de Isabela Bosi.

quinta-feira, dezembro 08, 2016

Hoje, faremos mais um ensaio de nossas músicas para amanhã, no Norte Comum. E tou bem feliz de estar junto a dois outros compositores como eu, o Bruno Cosentino e o Pedro Carneiro. O Bruno, vocês sabem, foi quem deu o start para a minha camisa de fazer shows e isso me deixa pensando por horas e noutras vezes nem penso, as coisas chegam num repente e, aí, vou entendendo, aos poucos.
Uma vez, quando estávamos fazendo o filme do Rafael Saar – e meu também – o Peixe, caiu uma lantejoula do corpo de Netuno do Ney Matogrosso, que coloquei no escudo dessa minha camisa de shows. Dessa vez, os peixes-balizas que faziam evolução diante da procissão de Santa Moema na peça Cabeça de Porco, do Diêgo Deleon – e minha e do pessoal do Prática de Montação também – deixou cair outra lantejoula, que como a primeira, usei completando o escudo de minha camisa, se liga.
Já o Pedro Carneiro é quem agora tem me ajudado a concentrar as músicas do Crocodilo, um disco que teve suas músicas espalhadas por outros artistas e que o Pedro, além de cuidar de algumas, ta concentrando todas as outras em seu estúdio, para formar o disco.
Então, estar junto a esses artistas para apresentar nossas músicas juntos, nesse show Três Vocês, é demais pra mim!
Estão todos convidados! É grátis!
https://www.facebook.com/events/1273733326040155/

quarta-feira, dezembro 07, 2016

Ensaio Três vocês: Pedro Carneiro, Bruno Cosentino e eu.
Dia: 09/12, com sol ou chuva
Local: Rua Francisco Manuel, 159 - Benfica
Horário: 19h às 22h
Classificação: Livre
Entrada: Grátis

A casa fica bem próxima a saída da estação Triagem do metrô/trem. Em frente ao HCE em Benfica.
O ponto final do 472 é em frente a casa. O 371 também passa. 474, 476, 277, 696 e 634 deixam próximo.

terça-feira, dezembro 06, 2016

Ontem fui dormir com o trabalho lindo do Diêgo e do Prática de Montação na minha lembrança. O modo colorido e, ao mesmo tempo, o modo preto e branco, como construíram em teatro a vida que tem nos meus textos e nas minhas músicas. Tudo transformado no trabalho deles, mas comigo dentro, quer dizer, eu me reconheci ali também, porque eu faria daquela maneira. Que lance mais lindo!

E, hoje, a gente vai ensaiar nossa apresentação no Norte Comum. Eu, Pedro Carneiro e Bruno Cosentino!

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Norte Comum Convida #7

Chegando a sétima edição do projeto de ocupação artística da nossa sede, temos o prazer de apresentar o 'Três Vocês', um show inédito, que promove o encontro de três compositores em uma só noite, são eles Luís Capucho, Bruno Cosentino e Pedro Carneiro.

Três Vocês

Em 2015, Pedro Carneiro lança seu primeiro disco solo, Vovô Bebê, com composições que falam de uma vida que se faz entre o fim e o começo, o vovô e o bebê, numa anacronia que constitui o próprio passar do tempo desse músico que compõe de forma compulsiva desde criança, quando já era velho e tocava seu violão. Em 2016, Bruno Cosentino lança seu segundo disco solo, Babies, com a banda Exército de Bebês e produção de Pedro Carneiro, babies making babies no estúdio, o encontro desse avô com outro bebê, num groove meio pop meio funky, e a voz de Bruno no meio, rasgando, cortando o cordão umbilical. Em 2016, Pedro conhece Luís Capucho, apresentado por Bruno que começa a produzir o quinto álbum de Luís, Homens Machucados, com lançamento previsto para 2017 e canções que falam desse homem que é [também e não só] a imagem de um pai, de uma divindade, de um corpo, que fica entre qualquer início e fim, flutuando no peso desse meio, desse tempo quase suspenso, um corte.

https://www.facebook.com/events/1273733326040155/

domingo, dezembro 04, 2016

A gente foi ver a peça que o Diêgo Deleon encena com o Pratica de Montação: Cabeça de Porco. E, aí, que assistir ao trabalho dessa geração de menin@s atores devolvendo pra gente o que a gente viveu e que virou ficção em músicas e livros, da forma como devolveram, tão linda e séria, tem uma energia de luz muito grande, uma força, um tranco de blecaute, de nocaute, de arraso, um troço assim religioso, outra vez a ficção da peça, que me deixou acordar hoje maravilhado, atordoado, deslumbrado, na minha cabeça de porco sem palavras como ontem, na foto.
Muita luz pra Cabeça... pra Santa Moema, adorada, padroeira, maravilhosa!
Yahahhahahhahah!
Hoje vamos outra vez!
Veja:


sexta-feira, dezembro 02, 2016

Cabeça de Porco - teaser

O leitor não tem noção do que é pra mim saber que essa cambada de moleques do Pratica de Montação, como eu, inocentes e filhos das puta, estão por duas semanas livres, mas dentro de minha obra lítero-musical. Eu vou no sábado, e quem quiser ir junto, é só dizer que eu peço pro Diêgo guardar senha. Bora sair de casa, meus amigos. É de grátis!

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Esse encontro de que fui participar em Franca e expliquei sobre isso, logo que comecei minha apresentação de músicas – eu sei que não me explico bem, sei que é sempre uma tentativa de me explicar com as palavras e tudo – e o encontro foi importante demais pra mim...
E fora isso, vi que era importante fora de mim também, fora de todas as pessoas que estavam lá, fora dos organizadores, fora da cidade, vi que estava participando de um lance maior e da maior importância, mesmo que num momento ele acontecesse apenas na Confraria Cult, e noutro, apenas numa praça de Franca, ou num lugar qualquer da cidade, quando eu não estivesse presente, mesmo assim, o encontro reverberava em mim, porque eu estava na cidade para ele. Que era importante demais como acontecimento de um grupo de pessoas, ta ligado, não apenas para um e outro...
... porque eu levo essa minha vida aqui, no apezinho da Martins Torres. Então, ter sido convidado pra esse rolê – rolê é o modo como todos lá se referiam a um acontecimento, que poderia ser dito também pela palavra “corre” – daí, que ter sido chamado pra esse “corre” foi completando sentidos importantes de questões que tenho comigo. E vejam na foto o jeito lindo de colocar as questões. Era o Victor Prado lendo seus poemas pra mim e Jack, em frente da Confraria Cult:

quarta-feira, novembro 30, 2016

Ouvindo “Sol” do Gustavo Galo. E tou muito feliz de estar lá. Porque a “Para Pegar” – minha música que ele incluiu no CD – ganhou um quê de carnaval, um quê de música baiana e também de marchinha antiga e, aí, ela ficou nesse lugar mais quente e maior que, na minha cabeça, a voz de Julia Rocha reafirma. E que junto, conserva o lugar original dela, da “Para Pegar”, se liga.
Então, tudo é um lugar que nunca eu iria imaginar pra ela, silencioso leitor.
Além disso, o disco inteiro é uma delícia de ouvir. Para os que no sol, respeitam a lua.
Vejam:

terça-feira, novembro 29, 2016

luís capucho em Franca - 1º Festival Amálgama Brasis.

Quando o Alexandre me perguntou se eu gostaria de participar do 1º Festival Amágama Brasis, eu disse, sim, eu quero ir de qualquer jeito. E, aí, fui com o pessoal do Teatro DyoNises do Hotel e SPA da Loucura, da colônia Juliano Moreira, que tem um movimento agora de reconquistar um espaço físico como sede, porque a política que se faz hoje, fechou-lhes as portas.
Antes disso, virtualmente, nos preparamos, eu e Tulio Freitas, que é um violeiro que conhece e ama as minhas músicas – o leitor sabe que eu curto demais tocar com mais instrumentos que apenas o groove de meu violão. E eu tinha dito pra o Tulio, que eu iria chorar com o acompanhamento de sua viola nelas. E foi justamente o que me aconteceu, quando fizemos o ensaio, ao vivo, e a viola começou a chorar no Poema Maldito.
Mas, aí, por esses movimentos que as coisas que não são pra ser, têm, fiz o show, cantando minhas melodias apenas no sulco de meu violão sozinho.
E, aí, eu quero agradecer muito a oportunidade da experiência que Alexandre me deu, agradecer ao Tulio, demais, a aproximação com Elaine Narciso, que o leitor pode ver no vídeo me preparando o visual. E também ter colado na Jack, que foi quem registrou no
celular, tudo.
Vejam:

segunda-feira, novembro 21, 2016

Hoje embarco no ônibus com o Teatro DyoNise, hotel e SPA da loucura.
Nosso destino é Franca, SP.
Minha apresentação de músicas vai ser no dia 25, mas embarco hoje, porque amanhã já é o Festival Amalgama Brasis, que é o mesmo caldeirão.
Aproveitarei pra ensaiar um pouco as músicas com o Tulio Freitas, a quem estou enormemente agradecido por ter aceitado meu convite de me acompanhar nas músicas com sua viola.
O convite para participar do festival foi do Alexandre e A Música do Sábado (Kali C/luís capucho) foi o motivo de ele me presentear com a letra de Mais Uma Canção do Sábado (luís capucho/Alexandre Magno). No seu poema, o Alexandre usa coisas que eu diria, pra dizer coisas que são dele. E isso deu um amálgama que me faz adorar a música, que é uma música que vai, pra nunca mais parar, assim, o contrário da claustrofobia de A música do sábado,  de onde, depois dela, não existe mais fundo, meu mundo não existe mais pra onde ir.
Enquanto isso, aqui no Rio, meu universo artístico vai ser livremente espalhado pelo Prática de Montação.
Muita gratidão.

Vejam:

sábado, novembro 19, 2016

Desde que comecei com a minha camisa de fazer shows, que é uma tímida lembrança dos objetos embalsamados de Arthur Bispo do Rosário, que pra mim os shows têm uma alegria a mais, que é prepará-la com seus bilboquês pensuricalhados.
Para o show de Franca, para onde por uma coincidência literal, irei num ônibus fretado para levar o pessoal do Teatro DyoNises da Colônia Juliano Moreira, eu pedi um brinco que vi da Sheyla.
Muito orgulhoso de participar do 1º Festival Amálgama Brasis, minha camisa vai se formando num belo escudo.

Vejam:




sexta-feira, novembro 18, 2016

Demoro um pouco pra processar tudo, mas, modestamente, acho que no fim, processo tudo direitinho... é um lance de mágica pura e séria... eu tava dizendo sobre minha... sempre fico um tanto preocupado... não sou um artista isolado... quando ouvi uma professora falando que a leitura é um acontecimento social... acho que já é hora de pegar no tranco... não.

Então, há coisas que se perdem... acontece que há coisas que são independentes de todas as outras... é preciso encontrar... coisas prontas são mais fáceis... é meio que uma conversa comigo, antes do fluxo... é meio que emoção pura, o que trava o fluir das coisas... eu não acho que eu tenha salvado isso.

quinta-feira, novembro 17, 2016

Segunda-feira, junto com o pessoal de teatro da colônia Juliano Moreira, vou partir pra Franca. Vou mostrar minhas músicas no Festival Amlagama Brasilis. E meu voz e violão terá a companhia da viola do Tulio Freitas, que é um artista que eu conheço aqui da internet e que é próximo da minha música. E que por coicidência mora em Franca.
O Festival Amalgama Brasilis – de 22 a 26 de novembro, - é, assim, um levante dos artistas em prol de criar uma escola popular de arte e ciência na cidade. Então, participar e ir entendendo sobre isso é um prazer grande pra mim.
Pra quem quiser acompanhar, a programação será transmitida por streaming gratis. É só ficar ligado aqui:

https://www.facebook.com/search/top/?q=amalgama%20brasis%20programa%C3%A7%C3%A3o

E aqui no Rio, o pessoal do Prática de Montação, sob a batuta do Diêgo Deleon, estreia no dia 23 agora e vai até 3 de dezembro, a peça Cabeça de Porco, que é uma peça que tem meus livros e músicas como pano de fundo. E tão distribuindo, como divulgação, fotos dos atores, que são assim de matar e também de morrer. Tentei pegar todas pra mim, mas só consegui salvar algumas. Vejam mais detalhes aqui:

https://www.facebook.com/events/580251648826994/






terça-feira, novembro 15, 2016

Eu tou bem satisfeito nesse final de ano.
Porque estamos preparando-nos para lançar outro de meus livros, o Diário da Piscina, pela É selo de língua – editora É.
E porque vai se preparando a encenação da peça Cabeça de Porco, que se enreda por minha obra literária e musical.
Também porque estamos avançando nos discos Crocodilo e Homens Machucados.
Além do filme Peixe, que está sendo decantado para o ano que vem.

Amém?

domingo, novembro 13, 2016

A voz dos marginais - narração de Eucanaã Ferraz.

Curti demais que o Eucanaã Ferraz tenha me visto como um desses compositores espalhados no mundo, que tenham sido notáveis, mesmo sem popularidade alguma. Daí, que ontem, com Pedro, colocamos uma cópia de seu programa nesse vídeo no youtube.
Vejam:

sábado, novembro 12, 2016

Fiquei muito orgulhoso de o Diêgo Deleon ter escolhido, para o seu trabalho de final de curso de direção teatral na Unirio, encenar, a partir de meus livros e músicas, a peça Cabeça de Porco. Então o Prática de Montação já está tudo louca e eu também fiquei maluca, tenho loucura, você sabe, eu também já fiquei maluca.
Então, ver os dedos de unhas lilazes ali na casa é muito foda, porque é assim uma re-volta de coisas em outras posições, outros corpos em outras posições, outras vozes em outras posições, outros arranjos em outras posições, tudo emoção, re-volta, muito loca!


quinta-feira, novembro 10, 2016

Fiquei muito satisfeito com a surpresa de ontem.
De ver que a minha Poema Maldito (luís capucho/Tive Martinez) esteve tocando ante-ontem no programa A Voz dos Marginais entre os nomes de compositores que parecem ter sido tão importantes, embora pouco conhecidos popularmente.
E a apresentação que o Eucanaã Ferraz faz sobre a minha pessoa é de me emocionar muito. O legal – e isso ele já tinha feito no projeto Escuta, que fiz com os meninos da Letras da UFRJ – é que sempre me assemelham ao Lou Red e Leonard Cohen e Tom Waits, que são compositores a que nem tive tanto acesso. E o Eucanaã me deixou bem mais à vontade me aproximando do Nelson Cavaquinho a que também não tive tanto acesso, mas que tem uma estória brasileira como a minha. E que também compôs no português.


Quem quiser ouvir o incrível programa, ele tá aqui:
https://goo.gl/4X4sDW
A voz dos marginais
terça-feira 08 de novembro de 2016

A voz dos marginais


A galeria de personagens deste programa, montada por Eucanaã Ferraz, reúne artistas muito deslocados socialmente. São figuras quase anônimas, quase insanas, reclusas por vontade própria ou alheia, marginais mesmo. E extremamente interessantes. Um deles é o brasileiro Luis Capucho. Outro é o esquizofrênico norte-americano Daniel Johnston, de quem Kurt Cobain era fã.

Repertório

Bingo Gazingo – I’m a wabbit (B. Gazingo) - 2:43

Daniel Johnston – Catie (D. Johnston) - 2:30

Jandek – They told me I was a fool (Jandek) - 5:04

Shooby Taylor - Stout-hearted men (S. Taylor) - 2:44

Luis Capucho – Poema maldito (L. Capucho e Tive) - 2:49

Åke Sandin – Kvarnen Del 1 (Åke Sandin) - 2:41

Bob Vido –Total creative music - Vidology 708 (Bob Vido) - 3:52



O programa A voz humana é apresentado à 0h de quarta-feira na Rádio MEC FM do Rio de Janeiro (99.3 MHz).

Concepção, roteiro e apresentação: Eucanaã Ferraz

Edição e sonorização: Filipe Di Castro

quarta-feira, novembro 09, 2016

No morro aqui de casa, que ainda não entendi direito se é o Zulu ou o Ititioca, tem uma casa que já começou a ter iluminação de Natal. Quando é noite, ela acende uns babados de luz, uma eira, uma beira de luz violeta, ladeando ali a laje da varanda, um troço muito bonito, a casa sobressaindo-se das outras como uma jóia.
Fora isso, Gustavo Galo disse que o seu disco novo, o “Sol”, acabou de chegar da Fábrica. E que ele vai me mandar um. É que ele gravou a minha “Para Pegar”. Louco pra ouvir!


terça-feira, novembro 08, 2016

Ainda transcrevendo a entrevista do Núcleo-canção.
E pensando ainda na forma em que vou editar, depois. Porque as coisas que a gente fala, no momento a gente nem percebe o sentido mais amplo do que dissemos, por a gente estar falando e se ouvindo ao mesmo tempo. E ouvindo o que eu disse, agora, em silêncio, sem falar, posso completar o sentido do que realmente quis dizer... e, ainda dizer outra coisa, que não tenha ficado boa.
Por exemplo, na minha resposta sobre o processo de produção do disco Poema Maldito, ficou parecendo ser mais importante a ideia de fazê-lo, do que propriamente fazê-lo, no Tomba Records, com o Felipe Castro.
Também, sempre fico achando que não falei direito sobre as pessoas que cito ao longo do que falo. Fico achando que elas podem se magoar comigo, com a forma distante com que as trouxe à lembrança. E, assim, não é que eu vá dourar a pílula, quando editar a minha transcrição, tipo, eu não vou enganar, mentir. O que vai acontecer é que o texto vai estar um pouco mais refletido.

É isso.

segunda-feira, novembro 07, 2016

Ontem, eu e Pedro demos mais uma atualizada no site. Pra ver o que a gente andou aprontando:



Luís Capucho - Site Oficial | poema maldito

Site do músico, compositor, cantor e escritor Luís Capucho.
LUISCAPUCHO.COM

Throbbing Gristle - TGV DVD #5 - Live at the Astoria Theatre, London, UK...

O Vitor que veio tocar comigo no último show do Semente,
conversando assim ao leo, me disse de um cantor-a de música eletrônica chamado Vangelis P Orridge. Que tem uma estória muito, muito incrível, que tem uns dentes lindíssimos, que é, assim, todo-a psicodélico e que musicalmente – ele-a é
maravilhoso nas melodias e na voz, que fazem um caminho muito inesperado e belo, assim, rock – é divino!
A Isabela me disse que é muito inglês e que por isso é um pouco distante...
Adorei demais.
Vejam:



sábado, novembro 05, 2016

Acontece a coisa mais cheia de mistério aqui no nosso vale, quando, já muito entrados na noite, a rua fica mais silenciosa: uns cachorros começam a uivar todos juntos, em coro. Não é latir, é uivar, leitor. Então, fica aquele imenso rodamoinho de uivos, indo o mais alto e o mais fundo no céu, como se fosse uma oração. Aqui dentro do apezinho, esse coral de uivos, é o lance mais triste e bonito do mundo. Eu rezo junto!

sexta-feira, novembro 04, 2016

Estou fazendo a transcrição da primeira edição do programa Escuta, em que, na Letras da UFRJ, fizemos cometários em torno à escuta do disco Poema Maldito. Depois que eu tiver com tudo escrito, penso em reescrever, em editar, para que os parágrafos ganhem cara de prosa e não de fala, ta ligado?
O texto vai perder as respirações, uma palavra dita mais tensa, os silêncios hesitantes, um momento de fala mais melodiosa, e tudo... e essas coisas dão mais sentidos pro texto, ao mesmo tempo em que quase vai precisando mais ele. Mas é que se a entrevista fosse por escrito, os comentários seriam mesmo todos diferentes. Por isso é que eu vou transcrever e reescrever, porque o Núcleo-canção vai publicar um caderninho da Escuta.
E, hoje, pra quem puder, terá a Escuta do Haicu, do Pedrinhu Junqueira e Julia Shimura:
NOV4
Hoje às 14:45Rio de Janeiro
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quinta-feira, novembro 03, 2016

Estive, ontem, num estúdio em Laranjeiras, onde começamos a formar um novo disco pra mim, o Homens Machucados. Eu tenho falado desses meus planos aqui no Blog Azul. Tem umas coisas que começaram a acontecer, mas como o Homens Machucados, estão todas se formando. E esse disco começou a se formar, quando estava fazendo umas fotos com a Ana Rovati e mostrei minha música nova. Então, eu e Bruno Cosentino combinamos de fazer o disco pra mim.
Ontem, colocamos bateria (Denis) e baixo (Gabriel) em duas músicas: na Inferno ( luís capucho/Marcos Sacramento) e na Camuflagem (luís capucho/Tive Martinez).
Bruno fez essa foto sinistra: