domingo, dezembro 04, 2016

A gente foi ver a peça que o Diêgo Deleon encena com o Pratica de Montação: Cabeça de Porco. E, aí, que assistir ao trabalho dessa geração de menin@s atores devolvendo pra gente o que a gente viveu e que virou ficção em músicas e livros, da forma como devolveram, tão linda e séria, tem uma energia de luz muito grande, uma força, um tranco de blecaute, de nocaute, de arraso, um troço assim religioso, outra vez a ficção da peça, que me deixou acordar hoje maravilhado, atordoado, deslumbrado, na minha cabeça de porco sem palavras como ontem, na foto.
Muita luz pra Cabeça... pra Santa Moema, adorada, padroeira, maravilhosa!
Yahahhahahhahah!
Hoje vamos outra vez!
Veja:


sexta-feira, dezembro 02, 2016

Cabeça de Porco - teaser

O leitor não tem noção do que é pra mim saber que essa cambada de moleques do Pratica de Montação, como eu, inocentes e filhos das puta, estão por duas semanas livres, mas dentro de minha obra lítero-musical. Eu vou no sábado, e quem quiser ir junto, é só dizer que eu peço pro Diêgo guardar senha. Bora sair de casa, meus amigos. É de grátis!

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Esse encontro de que fui participar em Franca e expliquei sobre isso, logo que comecei minha apresentação de músicas – eu sei que não me explico bem, sei que é sempre uma tentativa de me explicar com as palavras e tudo – e o encontro foi importante demais pra mim...
E fora isso, vi que era importante fora de mim também, fora de todas as pessoas que estavam lá, fora dos organizadores, fora da cidade, vi que estava participando de um lance maior e da maior importância, mesmo que num momento ele acontecesse apenas na Confraria Cult, e noutro, apenas numa praça de Franca, ou num lugar qualquer da cidade, quando eu não estivesse presente, mesmo assim, o encontro reverberava em mim, porque eu estava na cidade para ele. Que era importante demais como acontecimento de um grupo de pessoas, ta ligado, não apenas para um e outro...
... porque eu levo essa minha vida aqui, no apezinho da Martins Torres. Então, ter sido convidado pra esse rolê – rolê é o modo como todos lá se referiam a um acontecimento, que poderia ser dito também pela palavra “corre” – daí, que ter sido chamado pra esse “corre” foi completando sentidos importantes de questões que tenho comigo. E vejam na foto o jeito lindo de colocar as questões. Era o Victor Prado lendo seus poemas pra mim e Jack, em frente da Confraria Cult:

quarta-feira, novembro 30, 2016

Ouvindo “Sol” do Gustavo Galo. E tou muito feliz de estar lá. Porque a “Para Pegar” – minha música que ele incluiu no CD – ganhou um quê de carnaval, um quê de música baiana e também de marchinha antiga e, aí, ela ficou nesse lugar mais quente e maior que, na minha cabeça, a voz de Julia Rocha reafirma. E que junto, conserva o lugar original dela, da “Para Pegar”, se liga.
Então, tudo é um lugar que nunca eu iria imaginar pra ela, silencioso leitor.
Além disso, o disco inteiro é uma delícia de ouvir. Para os que no sol, respeitam a lua.
Vejam:

terça-feira, novembro 29, 2016

luís capucho em Franca - 1º Festival Amálgama Brasis.

Quando o Alexandre me perguntou se eu gostaria de participar do 1º Festival Amágama Brasis, eu disse, sim, eu quero ir de qualquer jeito. E, aí, fui com o pessoal do Teatro DyoNises do Hotel e SPA da Loucura, da colônia Juliano Moreira, que tem um movimento agora de reconquistar um espaço físico como sede, porque a política que se faz hoje, fechou-lhes as portas.
Antes disso, virtualmente, nos preparamos, eu e Tulio Freitas, que é um violeiro que conhece e ama as minhas músicas – o leitor sabe que eu curto demais tocar com mais instrumentos que apenas o groove de meu violão. E eu tinha dito pra o Tulio, que eu iria chorar com o acompanhamento de sua viola nelas. E foi justamente o que me aconteceu, quando fizemos o ensaio, ao vivo, e a viola começou a chorar no Poema Maldito.
Mas, aí, por esses movimentos que as coisas que não são pra ser, têm, fiz o show, cantando minhas melodias apenas no sulco de meu violão sozinho.
E, aí, eu quero agradecer muito a oportunidade da experiência que Alexandre me deu, agradecer ao Tulio, demais, a aproximação com Elaine Narciso, que o leitor pode ver no vídeo me preparando o visual. E também ter colado na Jack, que foi quem registrou no
celular, tudo.
Vejam:

segunda-feira, novembro 21, 2016

Hoje embarco no ônibus com o Teatro DyoNise, hotel e SPA da loucura.
Nosso destino é Franca, SP.
Minha apresentação de músicas vai ser no dia 25, mas embarco hoje, porque amanhã já é o Festival Amalgama Brasis, que é o mesmo caldeirão.
Aproveitarei pra ensaiar um pouco as músicas com o Tulio Freitas, a quem estou enormemente agradecido por ter aceitado meu convite de me acompanhar nas músicas com sua viola.
O convite para participar do festival foi do Alexandre e A Música do Sábado (Kali C/luís capucho) foi o motivo de ele me presentear com a letra de Mais Uma Canção do Sábado (luís capucho/Alexandre Magno). No seu poema, o Alexandre usa coisas que eu diria, pra dizer coisas que são dele. E isso deu um amálgama que me faz adorar a música, que é uma música que vai, pra nunca mais parar, assim, o contrário da claustrofobia de A música do sábado,  de onde, depois dela, não existe mais fundo, meu mundo não existe mais pra onde ir.
Enquanto isso, aqui no Rio, meu universo artístico vai ser livremente espalhado pelo Prática de Montação.
Muita gratidão.

Vejam:

sábado, novembro 19, 2016

Desde que comecei com a minha camisa de fazer shows, que é uma tímida lembrança dos objetos embalsamados de Arthur Bispo do Rosário, que pra mim os shows têm uma alegria a mais, que é prepará-la com seus bilboquês pensuricalhados.
Para o show de Franca, para onde por uma coincidência literal, irei num ônibus fretado para levar o pessoal do Teatro DyoNises da Colônia Juliano Moreira, eu pedi um brinco que vi da Sheyla.
Muito orgulhoso de participar do 1º Festival Amálgama Brasis, minha camisa vai se formando num belo escudo.

Vejam:




sexta-feira, novembro 18, 2016

Demoro um pouco pra processar tudo, mas, modestamente, acho que no fim, processo tudo direitinho... é um lance de mágica pura e séria... eu tava dizendo sobre minha... sempre fico um tanto preocupado... não sou um artista isolado... quando ouvi uma professora falando que a leitura é um acontecimento social... acho que já é hora de pegar no tranco... não.

Então, há coisas que se perdem... acontece que há coisas que são independentes de todas as outras... é preciso encontrar... coisas prontas são mais fáceis... é meio que uma conversa comigo, antes do fluxo... é meio que emoção pura, o que trava o fluir das coisas... eu não acho que eu tenha salvado isso.

quinta-feira, novembro 17, 2016

Segunda-feira, junto com o pessoal de teatro da colônia Juliano Moreira, vou partir pra Franca. Vou mostrar minhas músicas no Festival Amlagama Brasilis. E meu voz e violão terá a companhia da viola do Tulio Freitas, que é um artista que eu conheço aqui da internet e que é próximo da minha música. E que por coicidência mora em Franca.
O Festival Amalgama Brasilis – de 22 a 26 de novembro, - é, assim, um levante dos artistas em prol de criar uma escola popular de arte e ciência na cidade. Então, participar e ir entendendo sobre isso é um prazer grande pra mim.
Pra quem quiser acompanhar, a programação será transmitida por streaming gratis. É só ficar ligado aqui:

https://www.facebook.com/search/top/?q=amalgama%20brasis%20programa%C3%A7%C3%A3o

E aqui no Rio, o pessoal do Prática de Montação, sob a batuta do Diêgo Deleon, estreia no dia 23 agora e vai até 3 de dezembro, a peça Cabeça de Porco, que é uma peça que tem meus livros e músicas como pano de fundo. E tão distribuindo, como divulgação, fotos dos atores, que são assim de matar e também de morrer. Tentei pegar todas pra mim, mas só consegui salvar algumas. Vejam mais detalhes aqui:

https://www.facebook.com/events/580251648826994/






terça-feira, novembro 15, 2016

Eu tou bem satisfeito nesse final de ano.
Porque estamos preparando-nos para lançar outro de meus livros, o Diário da Piscina, pela É selo de língua – editora É.
E porque vai se preparando a encenação da peça Cabeça de Porco, que se enreda por minha obra literária e musical.
Também porque estamos avançando nos discos Crocodilo e Homens Machucados.
Além do filme Peixe, que está sendo decantado para o ano que vem.

Amém?

domingo, novembro 13, 2016

A voz dos marginais - narração de Eucanaã Ferraz.

Curti demais que o Eucanaã Ferraz tenha me visto como um desses compositores espalhados no mundo, que tenham sido notáveis, mesmo sem popularidade alguma. Daí, que ontem, com Pedro, colocamos uma cópia de seu programa nesse vídeo no youtube.
Vejam:

sábado, novembro 12, 2016

Fiquei muito orgulhoso de o Diêgo Deleon ter escolhido, para o seu trabalho de final de curso de direção teatral na Unirio, encenar, a partir de meus livros e músicas, a peça Cabeça de Porco. Então o Prática de Montação já está tudo louca e eu também fiquei maluca, tenho loucura, você sabe, eu também já fiquei maluca.
Então, ver os dedos de unhas lilazes ali na casa é muito foda, porque é assim uma re-volta de coisas em outras posições, outros corpos em outras posições, outras vozes em outras posições, outros arranjos em outras posições, tudo emoção, re-volta, muito loca!


quinta-feira, novembro 10, 2016

Fiquei muito satisfeito com a surpresa de ontem.
De ver que a minha Poema Maldito (luís capucho/Tive Martinez) esteve tocando ante-ontem no programa A Voz dos Marginais entre os nomes de compositores que parecem ter sido tão importantes, embora pouco conhecidos popularmente.
E a apresentação que o Eucanaã Ferraz faz sobre a minha pessoa é de me emocionar muito. O legal – e isso ele já tinha feito no projeto Escuta, que fiz com os meninos da Letras da UFRJ – é que sempre me assemelham ao Lou Red e Leonard Cohen e Tom Waits, que são compositores a que nem tive tanto acesso. E o Eucanaã me deixou bem mais à vontade me aproximando do Nelson Cavaquinho a que também não tive tanto acesso, mas que tem uma estória brasileira como a minha. E que também compôs no português.


Quem quiser ouvir o incrível programa, ele tá aqui:
https://goo.gl/4X4sDW
A voz dos marginais
terça-feira 08 de novembro de 2016

A voz dos marginais


A galeria de personagens deste programa, montada por Eucanaã Ferraz, reúne artistas muito deslocados socialmente. São figuras quase anônimas, quase insanas, reclusas por vontade própria ou alheia, marginais mesmo. E extremamente interessantes. Um deles é o brasileiro Luis Capucho. Outro é o esquizofrênico norte-americano Daniel Johnston, de quem Kurt Cobain era fã.

Repertório

Bingo Gazingo – I’m a wabbit (B. Gazingo) - 2:43

Daniel Johnston – Catie (D. Johnston) - 2:30

Jandek – They told me I was a fool (Jandek) - 5:04

Shooby Taylor - Stout-hearted men (S. Taylor) - 2:44

Luis Capucho – Poema maldito (L. Capucho e Tive) - 2:49

Åke Sandin – Kvarnen Del 1 (Åke Sandin) - 2:41

Bob Vido –Total creative music - Vidology 708 (Bob Vido) - 3:52



O programa A voz humana é apresentado à 0h de quarta-feira na Rádio MEC FM do Rio de Janeiro (99.3 MHz).

Concepção, roteiro e apresentação: Eucanaã Ferraz

Edição e sonorização: Filipe Di Castro

quarta-feira, novembro 09, 2016

No morro aqui de casa, que ainda não entendi direito se é o Zulu ou o Ititioca, tem uma casa que já começou a ter iluminação de Natal. Quando é noite, ela acende uns babados de luz, uma eira, uma beira de luz violeta, ladeando ali a laje da varanda, um troço muito bonito, a casa sobressaindo-se das outras como uma jóia.
Fora isso, Gustavo Galo disse que o seu disco novo, o “Sol”, acabou de chegar da Fábrica. E que ele vai me mandar um. É que ele gravou a minha “Para Pegar”. Louco pra ouvir!


terça-feira, novembro 08, 2016

Ainda transcrevendo a entrevista do Núcleo-canção.
E pensando ainda na forma em que vou editar, depois. Porque as coisas que a gente fala, no momento a gente nem percebe o sentido mais amplo do que dissemos, por a gente estar falando e se ouvindo ao mesmo tempo. E ouvindo o que eu disse, agora, em silêncio, sem falar, posso completar o sentido do que realmente quis dizer... e, ainda dizer outra coisa, que não tenha ficado boa.
Por exemplo, na minha resposta sobre o processo de produção do disco Poema Maldito, ficou parecendo ser mais importante a ideia de fazê-lo, do que propriamente fazê-lo, no Tomba Records, com o Felipe Castro.
Também, sempre fico achando que não falei direito sobre as pessoas que cito ao longo do que falo. Fico achando que elas podem se magoar comigo, com a forma distante com que as trouxe à lembrança. E, assim, não é que eu vá dourar a pílula, quando editar a minha transcrição, tipo, eu não vou enganar, mentir. O que vai acontecer é que o texto vai estar um pouco mais refletido.

É isso.

segunda-feira, novembro 07, 2016

Ontem, eu e Pedro demos mais uma atualizada no site. Pra ver o que a gente andou aprontando:



Luís Capucho - Site Oficial | poema maldito

Site do músico, compositor, cantor e escritor Luís Capucho.
LUISCAPUCHO.COM

Throbbing Gristle - TGV DVD #5 - Live at the Astoria Theatre, London, UK...

O Vitor que veio tocar comigo no último show do Semente,
conversando assim ao leo, me disse de um cantor-a de música eletrônica chamado Vangelis P Orridge. Que tem uma estória muito, muito incrível, que tem uns dentes lindíssimos, que é, assim, todo-a psicodélico e que musicalmente – ele-a é
maravilhoso nas melodias e na voz, que fazem um caminho muito inesperado e belo, assim, rock – é divino!
A Isabela me disse que é muito inglês e que por isso é um pouco distante...
Adorei demais.
Vejam:



sábado, novembro 05, 2016

Acontece a coisa mais cheia de mistério aqui no nosso vale, quando, já muito entrados na noite, a rua fica mais silenciosa: uns cachorros começam a uivar todos juntos, em coro. Não é latir, é uivar, leitor. Então, fica aquele imenso rodamoinho de uivos, indo o mais alto e o mais fundo no céu, como se fosse uma oração. Aqui dentro do apezinho, esse coral de uivos, é o lance mais triste e bonito do mundo. Eu rezo junto!

sexta-feira, novembro 04, 2016

Estou fazendo a transcrição da primeira edição do programa Escuta, em que, na Letras da UFRJ, fizemos cometários em torno à escuta do disco Poema Maldito. Depois que eu tiver com tudo escrito, penso em reescrever, em editar, para que os parágrafos ganhem cara de prosa e não de fala, ta ligado?
O texto vai perder as respirações, uma palavra dita mais tensa, os silêncios hesitantes, um momento de fala mais melodiosa, e tudo... e essas coisas dão mais sentidos pro texto, ao mesmo tempo em que quase vai precisando mais ele. Mas é que se a entrevista fosse por escrito, os comentários seriam mesmo todos diferentes. Por isso é que eu vou transcrever e reescrever, porque o Núcleo-canção vai publicar um caderninho da Escuta.
E, hoje, pra quem puder, terá a Escuta do Haicu, do Pedrinhu Junqueira e Julia Shimura:
NOV4
Hoje às 14:45Rio de Janeiro
Rafael Julião compartilhou isso com 

quinta-feira, novembro 03, 2016

Estive, ontem, num estúdio em Laranjeiras, onde começamos a formar um novo disco pra mim, o Homens Machucados. Eu tenho falado desses meus planos aqui no Blog Azul. Tem umas coisas que começaram a acontecer, mas como o Homens Machucados, estão todas se formando. E esse disco começou a se formar, quando estava fazendo umas fotos com a Ana Rovati e mostrei minha música nova. Então, eu e Bruno Cosentino combinamos de fazer o disco pra mim.
Ontem, colocamos bateria (Denis) e baixo (Gabriel) em duas músicas: na Inferno ( luís capucho/Marcos Sacramento) e na Camuflagem (luís capucho/Tive Martinez).
Bruno fez essa foto sinistra:


segunda-feira, outubro 31, 2016

Os shows que tenho feito, são de músicas de ouvir, de contemplar pra dentro. Não são músicas de animação de festa, como são as músicas que tocam na Lapa, à noite. Mas acho legal que no Bar Semente, antes que a noite se instaure no segundo show do sábado, tenha o meu show, à noitinha, pra abrir os trabalhos, antes dos embalos depois e tudo.
Dessa vez, quando comecei, começaram a entrar pelo Semente adentro, pelas janelas, pela porta e também atravessando as paredes e pela clarabóia, bem na hora que anoiteceu, vieram entrando, serpenteando por dentro das minhas músicas, sorrateiramente, diabólicamente, filhasdaputamente, as melodias de um show católico de um palco enorme do outro lado da rua, naquela praça que continua depois dos Arcos e tudo. Eram músicas que serpenteavam dentro das minhas feito o capeta e foi muito foda. Abuso de poder total!
Eu pensei em parar de tocar, mas continuei e n’algumas músicas rolou alguma trégua. Foi muito foda tocar daquele jeito, mostrar as músicas, que são pouco conhecidas, pra quem estava entrando em contato com elas pela primeira vez. E mesmo pra quem conhecia e tava com a oportunidade de ver elas ali tocadas ao vivo, não poder ouvi-las puras. Foi muita decepção pra mim.
Aí, pensei em ter uma banda, que não deixasse as serpentes de som deles entrar assim por minhas músicas... 
... ao menos, os meninos que vieram falar comigo depois, disseram que foi mais encanação de minha parte e que tava tudo certo pra eles, mas sei lá...

Pedro fez uma fotos:




sábado, outubro 29, 2016

luís capucho - ensaio com Vitor Wutzki - A Expressão da Boca.

Esse negócio de a gente ser artista, sem estar empreendido
no mercado, tem feito com que, quando surge a oportunidade de viajar pra
mostrar as músicas, eu acabe por pedir a um músico local que me acompanhe,
porque acho legal que as músicas ganhem mais instrumentos que apenas o meu
violão.
Outro dia conversando com o Bruno sobre isso, ele me falou
que estar só com o violão, tem uma força também e tudo. E eu quero gerar essa
força, deixar ela fluir comigo, através de mim e tal... eu sei, isso é um outro
assunto...
E a primeira vez que toquei com o Vitor Wutzki, foi quando o
pessoal de humanas da Unicamp me chamou pra participar de sua calourada, acho
que em 2013. Então, ele assistiu a minha apresentação, como estudante, e chamei
ele pra tocar na outra e ele foi.
Agora, quando fui tocar em SP-capital, no show do loki
bicho, e ele me falou que iria me assistir, pedi que levasse o violão e foi
maravilhoso tê-lo comigo lá. Pra esse show do Bar Semente, hoje, às 20h, ele
veio passear no Rio com a Flora e trouxe o violão.
Pura satisfação!


Vejam, no vídeo que Flora fez:

sexta-feira, outubro 28, 2016

(cenoura fervendo na água)

o Luís e o Vitor estão germinando, pro semente
tem bastante história, verminho de planta, olhos de vizinhas...
depois de uma hora cria-se raízes,, sem fio ou com cabo,,,
                                                           ( Zuva Yoko Zone)

quinta-feira, outubro 27, 2016

Bem satisfeito, porque estamos na reta final de ajeitarmos o Diário da Piscina para publicação, agora, nesse finalzinho de ano. O livro sairá pela É selo de língua – editora É, de Julia Rocha. E será primeiro lançado em São Paulo.
Nós estávamos combinando com o Diêgo, de fazer um lançamento aqui no Rio de Janeiro, junto a estréia de sua peça Cabeça de Porco, baseada em meus textos e músicas, mas não sabemos se conseguiremos.
Fora isso, a gente gosta do que a gente faz, mas vai rolando um monte de dúvida e, principalmente, quando nessa fase em que acertamos os problemas dele, vamos alinhavando, para a costura final do texto, aí, não sabemos mais se gostamos, se ficou bom, se é assim, se é isso mesmo...
Mas, caramba, na última de minhas leituras, modestamente, achei o livro lindo!

Ai, meu pai! 

terça-feira, outubro 25, 2016

domingo, outubro 23, 2016

Com esse lance de termos feito um filme, agora em fase de edição, mas também ainda vivo na sua construção, porque um detalhe nesse processo pode mudar toda a direção dele, que é ainda um embrião e tudo – o filme “Peixe”, de Rafael Saar...  - achava estranho esse nome que Rafael escolhera pro filme, embora eu visse sentido pra mim. Mas à medida que o tempo foi passando e com tudo acontecendo, o nome “Peixe”, sinto pra mim, tem agora todo o sentido pro filme também, mesmo que o filme ainda não tenha aparecido, dado as caras...
Então, com o “Peixe” sobre minha obra e também com a peça “Cabeça de Porco” que o Prática de Montação vai encenar como resultado da TCC do Diêgo Deleon – também a partir de meus livros e de minhas músicas... e mais o lançamento do meu “Diário da Piscina(É selo de língua-editora É –de Rocha Julia), essas coisas têm me feito pensar muito... se eu vou continuar produzindo assim essas coisas sempre chamando a atenção pra mim o tempo inteiro, pras obras em si também o tempo inteiro, como faço nesse post, por exemplo e tudo.
E, talvez, como naquela música do Rogério Skylab que ouvimos no Circo Voador, em que a poesia falava de um corpo sem cabeça, seja mesmo a hora de deixar mesmo somente o corpo sem cabeça ir em frente...  aprender mais sobre isso, sei lá, ficar mais firme, ter mais tranquilidade com esse negócio, mula-sem-cabeça, Cabeça de Porco, lobisomem, Peixe, Diário da Piscina.
Então, é isso.

Queria convidar vocês pra o meu show de sábado, no Semente:

quinta-feira, outubro 20, 2016

É um momento de expansão de limites. Em que as músicas cavam espaços dentro do som, desenham membranas coloridas de fumaça nos pelos, na pele, assim, filigranas de coisas vivas respirando e que se engordam pra dentro, Cinema Íris ou Soltando o Dia Preso ou Para Pegar...
Ao mesmo tempo, narrativas simples são entendidas de cara, as músicas limpas, as caras pra bater A Música do Sábado ou Os Gatinhos de Pedro ou Homens Machucados...
E mais músicas no coração e mais Vitor Wutski, os violões colados e  A Expressão da Boca ou Mais uma Canção do Sábado...
Ou Maluca ou Máquina de Escrever ou enfim, mais luís capucho ou Pessoas São Seres do Mal, no Semente, sábado, 20h, na Lapa do Rio!

Roteiro:

1-      Lua Singela
2-      Soltando o dia Preso
3-      Maluca
4-      Eu Quero Ser sua Mãe
5-      A Expressão da Boca
6-      Homens Machucados
7-      Os Gatinhos de Pedro
8-      Mais Uma Canção do Sábado
9-      Cavalos
10-  Poema Maldito
11-  Peixe
12-  Pessoas São Seres do mal
13-  Para Pegar
14-  Parado Aqui
15-  A Música do Sábado
16- Cinema Íris



Bar Semente
Evaristo da Veiga, 149, 20031040 Lapa, Rio De Janeiro, Brazil

preço 30,00
lista amiga 20,00
para a lista amiga, deixe seu nome no comentario.

quarta-feira, outubro 19, 2016

O Vitor Wutski é compositor como eu e aí em baixo está a primeira página do zine que ele criou, para divulgar seu disco que está saindo agora, o “Inconstantinopla”.
Meu último show em SP, fizemos juntos, e explico  a estória, antes de tocarmos “Eu quero ser sua mãe.”
Aqui:
E tou muito contente, porque conseguimos arrumar pra tocar de novo minhas músicas juntos, agora, no Rio, dia 29 desse mês, 20 h, no Semente, na Lapa do Rio.

Vejam:

segunda-feira, outubro 17, 2016

Diego Dourado com Grandmaster Groove

Um lance que ficou muito sinistro, mas bonito, no início da
entrevista que fizemos no Nucleo Canção da Letras da UFRJ, foi descobrirmos o vínculo da capa do Poema Maldito com a música que o incia, a La Nave Va ( luís capucho/Manoel Gomes).
A letra do Manoel faz alusão a um filme do cineasta Federico
Fellini e a capa do disco a uma foto do bandido Cara de Cavalo estendido no chão, assassinado pela polícia.
A descoberta foi que o filme do Fellini conta a estória de
uma viagem de navio em que o defunto de uma cantora de ópera - como o corpo do Cara de Cavalo na foto, com a legenda do Hélio Oiticica: “Seja Marginal, Seja Herói” - é o centro.
Daí, acho que entendi um pouco, por esses sentidos de que a
gente não tem intenção ou controle, como se estivéssemos no invólucro de uma força coletiva estranha e qualquer, porque neguinho tem achado meu disco triste... é que nesse lugar, onde os sentidos se fazem independentes de nós, o Poema Maldito também é o percurso de uma viagem funeral, ta ligado?...rs.
Estou dizendo isso, porque em 2014, quando estávamos
animados com as primeiras apresentações do disco aqui no Rio de Janeiro, em Porto Alegre, sem nunhuma combinação aparente, o poeta Diego Dourado estava falando do Cara de Cavalo, do Hélio Oiticica.

Vejam:

quem quiser rever a entrevista, tá aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=_mf1plY6_zg

sábado, outubro 15, 2016

Me sentindo entusiasmado, porque a cada dia mais chega o momento de o Diário da Piscina no É selo de língua – editora É, ser um livro de verdade.
Também pensando nessa matéria que vi on line dizendo que o leitor brasileiro jovem ou velho, começou a não mais fazer subdivisões na literatura brasileira e por consequência não se subdividem mais os escritores. Todos somos autores e só!
Eu acho importante que exista uma literatura gay, é verdade. Para as conquistas da militância LGBT, é importante que cultura gay não seja apenas a montagem, os closes nas baladas e tudo. Mas, além disso, seja literatura e música e teatro e cinema e pintura e tudo.
Não faço meus livros para serem lidos exclusivamente pelo público gay. Pessoas gays se identificam, porque esse é meu assunto, mas apenas o Rato ( Rocco/2007) escrevi com esse intuito, de que fosse lido por gays ideologicamente ajustados. E fiz isso, porque uma das editoras pra qual ofereci o Cinema Orly, reclamou comigo que o gay reproduzido no livro, não era ideologicamente de interesse daquela editora divulgar. Aí, eu falei que não iria modificar o meu livro, mas que escreveria outro, que correspondesse à ideologia gay daquela editora. E, então, pelo título que escolhi pro livro “Rato”, já se pode ver que avacalhei um pouco o meu desejo e o meu intuito.

Fora isso, estou com um show marcado no Bar Semente, na Lapa do Rio, dia 29 de outubro. O meu bom leitor está super convidado e será muito benvindo!

quinta-feira, outubro 13, 2016

O texto do texto do texto do texto

Coloquei agora pra escutar a entrevista que fizemos no Nucleo Canção.
E, aí, tem a coincidência incrível de que o Rafael Julião viu, de o disco ter a capa sugerida pelo João Santos e a música que decidimos.... e, aí, eu comecei a prestar atenção no pensamento de imagens que vão rolando com a entrevista, saí um pouco do raciocínio... mas a música, parceria com Manoel Gomes “La Nave Vá” com que decidimos, com o Felipe Castro, iniciar o CD.... e a relacão com a capa do disco.
E eu me senti, assim, como que numa dobra de tempo, porque foi contar o que me aconteceu, desde o Poema Maldito até o que vai saindo, orbitando dele...
E, aí, eu estou cantando Poema Maldito, que é essa música que ficou linda e que ganhei de presente do Tive Martinez, a letra. E que é uma letra do que aconteceu comigo na praia, e que leva a um monte de coisas minhas, mesmo que tenha sido escrita por um poeta espanhol que só conheço aqui, na internet, o Tive Martinez.
Eu fico pensando se não fico tirando onda, outra vez, de ter sido um cara da grande cidade, que a antena dos pessoal mais jovem tá querendo ouvir também.
Eu tenho sentido isso há um tempo, que é o pessoal mais jovem que tem se identificado com a música que faço e livros. Eu acho ruim ficar dizendo que o que faço seja mais de interesse do pessoal mais jovem... porque eu tou dialogando com todo mundo... mas esse é um fato.
Então, isso de ficar falando em torno às músicas, na entrevista, como se fosse haver de repente um texto, surgido ali, que as legitimasse, ficou tão importante quanto elas, por que o leitor silencioso sabe, nós não entendemos nada. E, a meu ver, é importantíssimo que ninguém saiba de nada, porque é aquilo: quem sabe de mim sou eu e tal. Ou sou quem menos sei, daí que é preciso falar...
Então, é um privilégio que tenha sido eu o cara que foi convidado pra estréia do Nucleo Canção... e, agora, tou cantando “O Camponês”, minha parceria com Marcos Sacramento.
Passou um monte de coisa que não me liguei, enquanto escrevia aqui...
... e o Marcelo Diniz estava lá e me emocionei com o jeito que me olhou.
... agora eu tou falando do Alexandre Magno que me mandou a “Mais uma Canção do Sábado”, junto e separado.
... agora, eu estou falando de mamãe, que o Rafael perguntou sobre essa palavra. A minha mãe é uma luz e é uma palavra, tipo: 2+2= 4 ou 5.
... agora, tou filosofando sobre o sentido das palavras, em Formigueiro.
Ta tocando “Velha”.
E, aí, no fim, teve aquele lance que o Eucanaã Ferraz falou e que me embargou a voz.
E dentro desse meu pensamento, lá, de que a gente precisa de um texto, um contexto, pra se colocar, porque a gente precisa pensar onde estamos, dentro disso tem o Bruno Cosentino, a Juliana Martins, o Gustavo Galo, o Felipe Catto, que por último, são artistas que têm me cantado no 2016.
E passando adiante: ....

quarta-feira, outubro 12, 2016

loving you minnie riperton

Nos finais de semana ou feriados, os barulhos que vem do
entorno pra dentro da apezinho é que me animam, especialmente, as músicas que
vêm dum terraço na rua de trás, na direção daqui.
Mas, hoje, ta tudo quieto.
Domingo agora, tocou a minha loving you e ela voou no vão do
vale afora.


Veja:

terça-feira, outubro 11, 2016

Ainda fica reverberando aqui na minha cabeça o que disse na entrevista para o Núcleo Canção, silencioso leitor. O Bruno achou engraçado, quando eu disse, em off, que tinha gostado muito de ter a universidade entrando no Poema Maldito.
Fora isso, tenho ouvido aqui no apezinho, o que já tenho pronto de um de meus novos discos. Tem aquela conversa que rola, antiga, de que devemos deixar as coisas em segredo, para que não entre areia. Isso me lembrou aquela foto que eu vi, do barco encalhado no meio da praia e atolado na areia.
Eu disse que entre o Lua Singela e o Cinema Íris, passaram-se dez anos. Mas, agora, parece que vai desentravar. Quer dizer, o Poema Maldito desentravou isso.
Também gostei muito de ter o Marcelo, autor da letra de Soneto, na audição. O jeito como ele me olhou...
E o jeito do Pedro. Tudo amor.


segunda-feira, outubro 10, 2016

escuta/ Luis Capucho

O Escuta/ é um projeto que faz parte do Núcleo Canção, vinculado ao Laboratório da Palavra, do curso de Letras da UFRJ. A cada primeira quinta-feira do mês, recebemos um(a) convidado(a) diferente para escutar um disco de sua trajetória e conversar um pouco sobre música. As entrevistas gravadas ficam disponíveis aqui no canal, na íntegra.
A Isabela Bosi, do Núcleo Canção escreveu esse texto pra mim, pro Poema Maldito e me deixou muito emocionado, porque é um texto em que ela se irmana a mim, se entrega ao lance todo do disco. Faz com que ele exista na imensidão de uma pessoa, dela:
http://lounge.obviousmag.org/sobre_o_humano/2016/10/poema-maldito.html
Eu gosto demais de ser cantado por outros artistas, embora eu adore também cantar as músicas que faço. Só não gosto, quando a intenção da música fica modificada na versão dos cantores. Esse lance de outros autores terem o desejo de me cantar, foi muito importante pra eu saber que faço música legal.
Porque, silencioso leitor, como é que você vai saber se a comida que você aprontou, ficou gostosa? Mamãe mesmo dizia que não tinha graça fazer comida pra si mesma.
Então, ser cantado, ser comido, é o lance!
E a versão de “Ponto Máximo” da Ju Martins?!!
E, eu já disse que aos pouquinhos, Pedro ta ajudando a atualizar o site.
Ontem, ele postou lá, as músicas minhas que Ju Martins botou em seu disco lançado agora, o Heyô. Ela escolheu, do disco Lua Singela, a “Ponto Máximo” (luís capucho/Marcos Sacramento) e do disco Cinema Íris, a música “Eu quero ser sua mãe” (luís capucho). E no site além dela cantando no disco, tem sua versão das músicas voz e violão.
Vejam:


sábado, outubro 08, 2016

Luís Capucho - Poema Maldito (full album)

Gostei muito de ir falar sobre o Poema Maldito na Letras
da UFRJ, no Escuta, do Núcleo Canção. Por que sempre tiro um pouco de onda, que
não sei falar do que fiz, porque não sei o que é, e tal.
Foi assim, quando estive na Unicamp, que não quis falar. E
foi assim na UFBA, que depois de relutar um pouco - mas louco pra que minha
relutância não fosse considerada, e não foi – caía no desespero do vazio do
silêncio, depois de duas ou três pequenas frases.
E, de verdade, não sei mesmo o que fiz, não sei o que é.
Quer dizer, eu sei que eu faço os livros e faço as músicas, mas não sei
contextualizar isso. E fico muito ansioso, porque eu fico achando que eu deva
ter uma onisciência, pra falar por fora, por exemplo, do Poema Maldito. E não
tenho.
Então, fico em pânico! Escapulo de mim e não fluo ali, no
lance, na hora de falar.
Então, gostei muito, porque vou aprendendo sobre o que fiz e
vou vendo que as músicas e os livros têm alguma importância, porque contribuem
para esses encontros e, principalmente, fico vendo que também ta todo mundo ali
ao mesmo tempo querendo ver qual é, o que é, como é, ta ligado?


Quando eu tiver o áudio do encontro, divulgo aqui:

quarta-feira, outubro 05, 2016

Núcleo Canção

 Lembrando a todos os amigos q amanhã é o grande dia do Escuta/ Luís Capucho...Tudo indica que vai ser uma tarde muito bacana, q a gente vai fazer uma das coisas mais bonitas q existem: ouvir juntos, pensar juntos, sentir juntos... E conversar... Eu tenho certeza q vai ser imperdível.É lá na Letras do Fundão, perto da xérox, perto do pátio, de tardinha pra todo mundo poder ir. É é de graça! Esperamos vocês.(Quinta, dia 06 de outubro, às 15h, na Letras/ UFRJ. Vamos começar certinho no horário, ok?).



"Em meu juízo final, fui o único juiz
Eu resolvi me perdoar
Com isso eu fiquei um pouco Cazuza
Com isso me tornei um pouco Brás Cubas
Um pouco Indianna Jonnes
Um pouco Indianna Jonnes
[...]
Quero amor, muito amor
Algo assim pra eternidade
Algo assim, algo assim
Algo assim"

Algo Assim Composição: Mathilda Kóvak/luis Capucho Com isso eu era pra estar Magoado, deprimido Com isso eu era pra estar Chateado, enlouquecido Eu era pra m...

sábado, outubro 01, 2016

Da minha estória com mamãe aprendi a expressão “colocar tudo em panos limpos.” Empaquei um pouco nas coisas que tenho feito nos últimos dias, enquanto nenhuma outra coisa a meu redor parou.
Estive olhando uma exposição, sem me atentar pra o artista, onde estavam expostas várias fotos de casas de pessoas, com aquelas fotopinturas de onde tirei as minh’As Vizinhas de Trás.
Assim:

Então, nessa mesma onda das fotopinturas, empaquei na minha nov’As Vizinhas de Trás – santas, porque preciso saber como farei suas auréolas. Isso tudo é muito antigo pra mim e fui ouvir essa música de 2005, inédita, que fala assim:

Mundo underground
(luís capucho)

Dizem que o meu mundo é underground
Que minha estética é suja
Minha estética é marginal, marginal...
Que pra ela eu dou luz
Não sujo no prato em que eu como
Mas a antes o pequeno mundo da cidadezinha, onde eu nasci
Com sua rua de casinhas nas curvas do rio
E as árvores no sol.
Antes a estética de nuvens brancas no céu azul, macio
Antes a natureza que não é má
Antes mamãe, antes meu pai.
Antes o Sagrado Coração de Maria e o Sagrado Coração de Jesus
Pendurados na parede da sala
E a cortina de fitas na porta
Mundo underground, mundo marginal
Mundo underground...
Mas a antes o pequeno mundo da cidadezinha onde eu nasci
Com sua rua de casinhas nas curvas do rio
E as árvores no sol.
Antes a estética de nuvens brancas no céu azul, macio
Antes a natureza que não é má
Antes mamãe, antes meu pai.
Antes o Sagrado Coração de Maria e o Sagrado Coração de Jesus
Pendurados na parede da sala
E a cortina de fitas na porta
Mundo underground, mundo marginal
Mundo underground...
Sou um bom rapaz...