domingo, novembro 14, 2010

Antigamente...
Depois do que disse, ontem, sobre minha memória, nem sei se ainda posso me referir ao tempo de antes, sem que pareça que estou inventando. Por isso, e porque devo ser um cara em acordo comigo mesmo, devo dizer que o dito ontem é verdade, sim, não desdigo o que falei, mas não sou desmemoriado, assim, absolutamente.
Sem esforço, posso garantir, garantir mesmo, a meu generoso leit@r, que meu almoço, ontem, foi um macarrão delicioso, que eu mesmo fiz, e que não devo me esquecer de Nina Simone.
E, outra vez, garantido, ao menos por mim, o crédito para tudo o que digo, voltemos ao antigamente...
Antigamente, eu não tinha muitas coisas começadas e por acabar. Começava a fazer um troço e ia até o final, sem que nenhuma outra coisa me dispersasse. Eu não me sentia descolado das coisas, bom leit@r, e não era possível que eu pensasse em abandonar um troço começado pra fazer outro, ta se ligando?
Mas, agora...
Fui.

sábado, novembro 13, 2010

Está frio.
Quando me deitei, ontem, para dormir, achei muito esquisito que estivesse frio em pleno novembro, mas como minha memória é ruim, e não consigo nem mesmo saber, sem esforço, o que andei almoçando por esses dias, não me esforcei.
Deixei pra lá.
Seria muito legal se a minha memória não fosse como ela é, porque se eu soubesse o que andei almoçando por esses dias, decerto me lembraria de outros novembros e poderia pensar melhor a respeito desse frio que perdura desde ontem. E ver que o frio pode ser um troço normal, em novembro, sei lá...
Que coisa!

sexta-feira, novembro 12, 2010

Sacramento fez uma música lindíssima para mamãe:

SEREIA NA AVENIDA - MARCOS SACRAMENTO.

Sereia na avenida
(Marcos Sacramento)


A sereia no meio da avenida
pronta pro desfile
Toda maquiada, toda empetecada,
toda “vaudeville”
Cheia de esplendor, cheia de esplendor!
Como antigamente cheia de confete,
plena de glamour
Sem saber se o dia de amanhã viria ela se acabou
E no fim da folia
Ela brilhava tanto que se desmanchou

O canto da sereia prateada
invadindo a passarela
No meio da rua, toda preparada,
Toda cinderela
Cheia de vapor, cheia de vapor
Como antigamente, mar de serpentina,
plena de torpor
Sem saber se o dia de amanhã viria
ela escancarou
E no fim da avenida
O fim da própria vida,
ela desencantou.

quinta-feira, novembro 11, 2010

quarta-feira, novembro 10, 2010

Ruth me ligou:
- Já sabe da novidade?
- Que novidade? - e, aí me disse sobre a notinha d’O Globo de ontem.
Eu já devia ter uns 30 anos, quando no sopé do morro que dava na casa da Regina, no Fonseca, eu ia para atravessar a rua e me chamou a atenção o burburinho de gente pra ver o passageiro no banco de trás de um carro. Ligando as minhas antenas pro em volta, me inteirei rapidamente do assunto, era o Ney Matogrosso que tinha acabado de fazer um show no que antigamente tinha sido o cinema da Alameda São Boaventura.

Fiz sinal pro carro, porque eu queria falar-lhe e, claro, o motorista ia passando batido, mas vi quando o Ney pediu para que parasse e ele parou e desceram a janela de trás.
Eu disse pro Ney que tava lá do outro lado, na outra janela:
- Oi, tudo bem? Sou compositor e queria que você ouvisse minhas músicas...- e não me lembro da resposta nem da continuação da conversa muito rápida e logo o motorista partiu e tal.
Quase 20 anos depois, ele me ouviu, bom leit@r, veja:
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

terça-feira, novembro 09, 2010

Estive, ontem, no show do Sacramento, uma temporada que ele começou a fazer no Centro Cultural Carioca, sempre com um convidado e às segundas-feiras. O convidado de ontem foi Soraia Ravenle e fui com Pedro.
Fiquei em frente ao prédio, olhando, esperando Pedro chegar e as luzes, os prédios, a fresca da noite, aquele cantinho ali da cidade ficou me fazendo lembrar de Salvador e fiquei pensando nos prédios europeus e, aí, Pedro veio e subimos para o show.
Maria tinha reservado um lugar bem legal pra gente ficar, mas ficou tão frio, tão frio, bom leit@r ( eu não entendo esse troço de que faça que tempo fizer, tudo, ônibus, bares, lojas, fica com esse frio infernal) que eu tive de sair do meu lugar e fui lá pra trás, pro balcão.
É um show num formato e repertório bem diferente do que vimos na Sala Funarte e, quando Sacramento cantou a segunda música, cochichei pro Pedro:
- Acho que Sacramento fez essa música pra mamãe – e Pedro ficou na dele. E no final, Valfredo perguntou:
- Curtiu a música de Dona Luzia, Luís? – quer dizer, bom elit@r: acertei!

segunda-feira, novembro 08, 2010

Tenho acordado, habitualmente, com a conversa de passarinho de meu vizinho de baixo. Ele recebe visita que não entra em sua casa. Fica embaixo de minha janela a falar de passarinhos, olhando pras suas gaiolas e ele vai vendendo produtos que vêm da Paraíba: queijo, rapadura, mel e tudo.
De repente, fica tudo quieto outra vez...

sábado, novembro 06, 2010

Ainda sobre os eixos, para os quais devo voltar com discernimento cada feixe de coisa de minha composição, criando, assim, muitos pequenos núcleos de onde deva brotar os braços, as pernas, boca, olhos e tudo de meu equilibrado Frankstein, este ser provindo desse meu bolo enorme de merda do capeta e bla bla bla bla bla bla, devo dizer que tinha pensado em formar uma banda e que, ontem, conversando com Pedro, ele deu muito sentido a esse meu propósito.
É que estou na beira de conseguir que o “Cinema Íris” seja, independentemente, lançado e não vai ter sentido ter o disco e não ter como divulgar o bichano para que, então, o seu bolo independente também possa crescer ou, como imagino que mamãe diria:
- O capeta precisa desejar fazer suas necessidades sobre seu monte, Luís.
Tinha pensado em ensaiar as suas músicas, além de com meu violão, com um baixo e uma guitarra, mas, aí, Pedro disse:
- Não, tem que ter percussão também! - e isso, bom leit@r, é a insinuação de merda no ânus do capeta, certo?
Cruz credo!
- Alguém?

sexta-feira, novembro 05, 2010

Depois do assalto sofrido na Profº Otacílio, andei meio atordoado, mas, de novo, tudo entrou nos eixos, pois que há muitos eixos a que as coisas devem estar encaixadas pra que a gente tenha a sensação de vida fluindo naturalmente, sem nada agarrando.
O mesmo vale para o monte do capeta cheio de eixos a dar-lhe o seu peculiar equilíbrio e a dar-lhe a ilusão de um único centro na direção do qual se voltam morte, língua, duplo, sexo, livro, música, filme, e tudo isso que, especialmente, faço assemelhar-se a seu redemoinho de merda e a seu monte profundo.
Andei pensando que os assaltantes, que nos arrastaram os pertences no bar, é que fossem e estivessem no olho do furacão, mas Teresa veio com uma outra idéia que achei cheia de sentido.
Ela disse:
- Isso é um lance orquestrado, Luís. Faz parte de um interesse em desestabilizar o bairro, interesse este forjado pela especulação imobiliária, que começou a explorar esse pedaço da cidade! - diante dessa sacada, o que vou dizer, bom leit@r?
Diga você...rs.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Faz um dia lindíssimo de sol, hoje, na manhã de Nikity, mas na segunda-feira passada, fez um dia chocho por aqui e estive numa copiadora para xerocar um dos livros que me levaram no arrastão que sofremos num bar aqui perto de casa.
O cara disse, quando deixei-lhe o livro para a cópia:
- Volte às 16 horas, que já estará pronto! – então, como tinha estiado, andei até a praia e sentei-me na areia.
Fiquei olhando os pombos ciscando em meio ao lixo que as últimas ondas tinham deixado na beirinha do mar e lembrava de um verso do Renato Russo que diz que o tempo ou o vento vai levando tudo embora e tal. Do meio das nuvens descia uma luz muito branca e ofuscante, de modo que não consegui mais manter meus olhos abertos a ver os pombos.
E mesmo no dia chocho tinha um calor bom na praia, então, recostei meu queixo no cabo do guarda-chuva fincado na areia e amodorrei dentro da luz e do calor bom que estava ali.
Sentia o movimento dos pombos a meu redor e num lance rápido em que abri meus olhos tinha um pássaro diferente correndo na areia para alçar vôo e achei que fosse um Atobá e não conseguia lembrar desse nome.
E, aí, bom leit@r, começou a acontecer uma coisa que achei bonita: outras pessoas, como eu, começaram a vir para a areia e veio um grupo de garotos com um cachorro, o que não me deixou mais fechar os olhos.
O cachorro corria numa alegria contagiante e os garotos atrás dele e começou a passar um e outro atleta correndo e eu distraído com isso, mas vigiando o relógio para voltar à copiadora e pegar meu livro.
Muitas outras coisas aconteceram e já ia dar 16 horas, quando, de repente, o tempo fechou e acabou a luz ofuscante, começaram a cair pingos muito gordos na praia, que ficou deserta outra vez.
Abri meu guarda-chuva e saí da praia também. Peguei meu livro na Álvares de Azevedo e vim pra casa de 30.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Que coisa!

terça-feira, novembro 02, 2010

Ainda catando o meu feijão e guiado pela lembrança da cozinha de mamãe, para compor mais um dedo de prosa do meu Frankstein, nascido do grande bolo de merda do capeta, de sexo, morte e duplos (quiçá de drogas e rock and roll), advindos do tema “leitura”, devo dizer que desse emaranhado de onde nascem os textos, de onde nascem dedos de prosa, num contínuo, onde costuro e teço meu Frankstein, fonte de vida ressuscitada, colhida de corpos mortos, esses retalhos de onde nascem ainda outros dedos e se constrói uma das mãos, braço, ombro, pescoço, cabeça e boca, no intuito de devorar leitores, triturar, moer, processar na grande engrenagem do sistema, no oceano do sistema da língua portuguesa, onde meu barco é o Blog Azul, se avisto terra, como Angélica, vou de táxi ou como os portugueses que avistaram o monte Pascal, na Bahia, se eu me aventuro a esmiuçar e explorar o monte do capeta, sobre o qual mamãe disse ser um monte grande, vou levando a cruz.
Cruz credo! Mangalô três vezes...

Yahhhhhhhhhhhhaaaahaaaaaaaaaaaaaaaaa!

segunda-feira, novembro 01, 2010

Sobre o monte do capeta, a que tenho a pretensão de fazer a destrinça, devo estripar por partes, como convém a um homem cuidadoso, que não deseja se enrolar e se perder atolado em tripas de fezes fedorentas.
Sem Virgílio que me guie por esse bolo mortal, por essas estações infernais, serei lento e atento como, antigamente, gostava de ser lento e atento na cata do feijão para o almoço, a ajudar mamãe à mesa da cozinha.
E começado a catar o feijão, grão a grão, semente a semente, palavra a palavra, vou refazendo o bolo, compondo ou recompondo o meu Frankstein, dessa vez meu e que se foda o capeta!
Então, esse duplo humano que são as obras de arte, os livros( a língua) ou as músicas, e que nos penetra o espírito, esse meu Frankstein terrível, também me enche de prazer.
Feito esse primeiro dedo de minha prosa, vou almoçar que está na hora.
Fui.

domingo, outubro 31, 2010

Enquanto estive escrevendo um texto aqui comigo mesmo, mandei uns comandos pro meu word e quando vi o bichano se desconfigurou todo. Depois disso, custo um tempão para abrir uma página em branco para digitar.
Sei lá o que aconteceu.
Embora demore, ao menos ta abrindo.
O frio ficou para trás e minha vizinha, a que mora embaixo de minha Vizinha de Janela, já colocou as luzezinhas de Natal decorando sua varanda, onde dorme o Scooby.
Não consigo me seduzir por assuntos de samba, ainda menos sobre assuntos de futebol e menos ainda sobre assuntos de política. De modo que não sabia em quem votar para presidente. E ouvindo um amigo aqui e ali, meu voto foi indo do Serra pra Dilma, da Dilma pro Serra, do Serra pra Dilma e de volta pro Serra e pra Dilma e pro Serra e foi indo assim, no ping-pong, até o último instante e não queria anular meu voto.
Que coisa!

sábado, outubro 30, 2010

E a língua que falamos também funciona, assim, como um duplo, que representa as coisas do mundo.
Quando eu digo ou quando escrevo:
- As ondas batendo na praia, elas vêm com força, parecem que empurram a cidade pro alto, parecem que querem isso- duplico essa imagem da realidade na cabeça do meu interlocutor.

E para que essa duplicação funcione, o meu bom leit@r ou o meu bom ouvinte precisa deixar que essas imagens que dupliquei do mundo, tenham penetração em seu espírito.
Será preciso acreditar nelas, dar-lhes poder de passagem por dentro de nós, para que funcionem. Se não nos subjugarmos aos seus sentidos, nada acontece.
Esse é um momento de puro amor, como na letra de Jóia, de Caetano Veloso:

Jóia
(Caetano Veloso)
Beira de mar

Beira de mar
Beira de mar na América do Sul
Um selvagem levanta o braço
Abre a mão e tira um caju
Um momento de grande amor
De grande amor

Copacabana
Copacabana
Louca total e completamente louca
A menina muito contente
Toca a coca-cola na boca
Um momento de puro amor
De puro amor

sexta-feira, outubro 29, 2010

Continuando a pensar nos duplos de que falei, aqui, ontem, concluí, agora, que os livros, as músicas, os filmes, as novelas, as esculturas, enfim, as criações artísticas, todas elas, são espécies de duplos humanos, que tentam produzir, através do que o filósofo Platão chamou de mimesis, o espelho da vida da gente.
E, pensei ainda, que para que a gente consiga usufruir de suas existências, a gente deva morrer no momento de estarmos junto a elas, para que elas nos penetrem e nos completem os espaços interiores com as suas presenças artísticas. Ao nos depararmos com uma obra de arte, só tem graça se dermos a ela o poder, esse poder de nos invadir e tomar o corpo. Se não fizermos isso, ela não funcionará. As obras artísticas funcionam como num matar e morrer de amor, bom leit@r. E é tudo de brincadeirinha, se liga.
Daí, que pode, realmente, ter sentido a lenda germânica de nossa morte ao ter-nos encontrado um duplo.
Isso me lembra o que já se pensou a respeito de Sherazade, personagem d’As Mil e Uma Noites, que para não morrer, mata, tomando as rédeas da narrativa dos contos eróticos que compõem a estória.
Fui.

quinta-feira, outubro 28, 2010

Em Salvador, em nosso encontro com o Lima, ele nos falou sobre uma lenda germânica que diz da existência de um duplo para todos nós e com o qual não devíamos nos encontrar, pois esse encontro significaria nossa morte.
Coincidentemente, Pedro estava a ler um romance do Saramago que conta a história de um cara que encontra seu duplo. E, ontem, o professor de literatura comentou que Freud desenvolveu em sua teoria psicanalítica algo a esse respeito.
Eu, de minha parte, vou juntando tudo isso a meu bolo, fazendo com que ele se assemelhe ao monte do diabo, porque como eu já disse, mamãe me avisou que o diabo caga apenas em monte grande. E é esse monte diabólico de fezes, duplos, morte, sexo e leitura, onde pretendo dar minhas ingênuas facadas de desenredo...he he he!
E como não gosto de posts grandes, termino aqui com o pedido a meu bom leit@r que faça figa por mim...rs.
É isso.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Finalmente, estou de volta.
As palavras das leituras e das conversas entram por meus olhos e ouvidos e iluminam-se dentro de minha cabeça na formação dos seus sentidos, como se fossem uma espécie de sêmen.
Daí que ler ou falar têm um sentido erótico, espiritual.
Um pau duro é como uma palavra em estado de iluminação.
Preciso retomar essas minhas questões e entrar de vez na minha vida em Nikity.
Fora isso, na minha vida real, já preparei o arroz para almoçar e me fundamentar bastante em carne.
Se não, volatilizo.
Fui.

domingo, outubro 24, 2010

Lima mandou e-mail:

"Meus Amigos,

Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:

«Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.»

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que também concordaras.

Assina o abaixo-assinado aqui
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2009N5 e divulga-o por teus contatos.

Obrigado.
--
Lima Trindade
http://www.verbo21.com.br"

sábado, outubro 23, 2010

Estivemos, ontem, no Show de Marcos Sacramento com o violão de Luiz Flavio Alcofra. É um show em que ele canta apenas músicas de seresta, dor de cotovelo. Ele entrou apertado num terno de listrinhas cinzas e negras que o deixou com um outro corpo e, aí, bom leit@r, o Sacramento não era mais o Sacramento, era um personagem da canção brasileira, um personagem do Rio de Janeiro, assim, os cabelos arrumados em desalinho e a platéia lotada no frio do ar-condicionado.
Uma mulher sentada na fileira atrás de mim soltava Huuuuuuuuuuu, huuuuuuuuuu, a cada final de música e eu não estava gostando daquilo no pé do meu ouvido, porque o Sacramento e o Luiz Flavio levavam às músicas à perfeição, as músicas ficavam cristalinas, frágeis no meu ouvido, umas belezas muito delicadas, de tão puras, quase a se quebrar nos meus ouvidos, e a mulher atrás de mim, sem noção.
E, quando o Sacramento começava n’outra música, ela incontrolada dizia, quase gritando:
- O que que é isso!? – quer dizer, ela ficou maluca...rs.
Ao fim, Pedro disse:
- Que lindo!

sexta-feira, outubro 22, 2010

Tenho muitas alegrias com as músicas que fiz, com meus livros, com as letras e melodias, que são, assim, como objetos espirituais, quero dizer, bom leitor, são corpos espirituais, livros e músicas, que podem ir fluindo no meio de todo mundo feito o ar que a gente respira, feito as coisas que a gente pensa, as coisas que sentimos, os fluidos que vão passando de pessoa pra pessoa e tal.
E eu fico muito alegre, quando chego ao final de uma música, de um texto, e, então, eles podem começar fazer esse circuito no mundo entre a gente. Em especial, falo de “Homens”, que postei aqui ontem, compartilhada do Youtube, fazendo o circuito cósmico do éter da web, muito dominada e muito melhorada pela voz do Sacramento e violão à moda de viola do Luiz Flavio Alcofra, que Pedro filmou nas Casas Casadas, em Laranjeiras, no mês de agosto de 2008.
Quando compus o “Homens”, eu morava em Papucaia numa casinha de janelas de madeira pintadas de azul e a janela de meu quarto dava pra um grande terreiro cheio de galinhas e de árvores frutíferas.
Minha mãezinha vivia ali comigo administrando nossa casa e eu no quarto sonhando, como ainda hoje sonho aqui em Nikity, na casa onde hoje moro, sem quintal, sem árvore frutífera, sem galinha, sem meus gatos e com a janela azul do blog, se liga.

quarta-feira, outubro 20, 2010

Já fiz as marcações na parede para fazer as minhas carinhas.
E, novamente, estou às voltas com a organização de minha casa, porque, como todos sabem, isso não tem fim.
O que me paralisa é que devo abandonar todas as coisas e me envolver apenas com uma delas, ta se ligando, bom leit@r?
Bem, e tem coisas com o que não quero me envolver e, aí, ela fica sempre como uma pedra no caminho a ser retirada. E chega um momento em que, como quem não quer nada, tiro o lance de minha vista e, quando perco o troço de vista, ele vira um entulho dentro de algum móvel, esquecido num canto e tal.
Moral de estória: Vamo nessa!

terça-feira, outubro 19, 2010

Depois de Salvador, ainda não consegui engrenar outra vez na minha vidinha de Niterói, mas, hoje, fiz meu delicioso café e, ontem, fui à aula.
Embora Pedro tivesse se aventurado a incursões solitárias de estrangeiro desbravador pela cidade alta e baixa, Tarcísio, o Buenas, foi nosso cicerone das terras soteropolitanas. Levou-nos a um botequim classe média que se tornou de interesse por ter sido freqüentado por Glauber Rocha.
O dono do boteco, um espanhol rabugento emocionou Claudia, quando ela puxou conversa.
Eu, melindrado pela rabugice, fiquei no meu lugar a conversar com Tarcísio e a beber meu conhaque de férias, enquanto Pedro tirava fotos e o espanhol zangou-se. Ele se escondeu atrás da porta e disse cheio de sotaque:
- Você pediu pra tirar fotos?
Achei o boteco perfeito, porque, quando íamos embora, tocados pelo dono, que batendo uma vara de ferro nos ladrilhos, fez como que um toque de sino a avisar o final do expediente, vi tridente na prateleira e comprei, para amenizar o sabor do meu conhaque.
Vou continuar me organizando aqui.
Fui.

sexta-feira, outubro 08, 2010

Recebi e-mail do Barata:
"Ai,galera! Chegou ao final... Quem quiser saber qual é a melhor música do 1º. Festival de Música Independente A Barata e Rádio WULP, escute domingo, as 8 (OITO) da noite, na Radio WULP (http://www.radiowulp.com.br) nosso programa Rádio Barata, que estarei contando quem foi e tocando algumas das músicas.
Quer saber, escuta.... Abrazzzzzzzzzzzzzzzzzzzz .

    
Luiz Carlos "Barata" Giraçol Cichetto
Barata-Giraçol Web Design
Ontem, estive sem internet e hoje vieram aqui e trocaram o modem.
Disseram que em Niterói, houve uma modificação na freqüência dos sinais e com isso os usuários terão a possibilidade de uma velocidade maior.
Eu, por minha vez, continuarei na mesma, porque só venho na internet, pra ver e-mail e escrever no blog. Sou um incluído limitado.
E trocaram meu modem, porque ele não comportaria uma velocidade maior, mas que não terei...se liga.
Estou às voltas com a arrumação de tudo pra irmos pra Salvador. Deixei tudo pra última hora e me enrolei.
Ciro mandou um link muito interessante:
O rosto da mulher através de 500 anos de arte... Este vídeo é uma verdadeira obra de arte digital. Foi visto por mais de 5,3 milhões de visitantes no YouTube e deu origem a mais de 10.000 comentários em 2 meses. Preste atenção como o foco do olhar não se perde...incrível!!
http://www.artgallery.lu/digitalart/women_in_art.html

quarta-feira, outubro 06, 2010

Coloquei feijão pra cozinhar e comprei um molho de couve.
Está frio, hoje, e essa vai ser uma boa comida.
Também comprei quiabo.
E ovo.
E vou lavar louça...

terça-feira, outubro 05, 2010


Sábado iremos conhecer Salvador!
Estava dizendo isso pro Tarcísio, meu amigo virtual de Salvador, roqueiro desse outro blog AQUI e ele falou que eu poderia fazer um show e tudo, aí, vou tocar com o guitarrista Cândido Soto, dividir com a Banda de Rock, o show no Boteco Ali do Lado.
Mandei uns mp3 pra ele tirar as músicas e estou passando elas aqui, comigo mesmo.
Roteiro:
1- Lua Singela
2- Vale
3- Algo Assim
4- Ponto Máximo
5- Maluca
6- Eu Quero Ser Sua mãe
7- Vai Querer?
8- O Amor É Sacanagem
9- Céu
10- Pessoas São Seres do Mal
11- Máquina de Escrever
12- A Vida é livre
13- Parado Aqui
14- Cinema Íris
15- Auréola

domingo, outubro 03, 2010

As 12 mais votadas serão divulgadas APENAS E SOMENTE no próximo domingo, das 20:00 as 22:00 no programa Rádio Barata da Rádio WULP, onde serão tocadas e apresentadas as musicas e bandas.

Então, se quer saber se sua música ficou entre as 12, escute o Rádio Barata, no
www.radiowulp.com.br. Aliás, estarei no chat conversando com todos que aparecerem por lá.

sábado, outubro 02, 2010

Curti muito o enviesado sentido que o poema da Adélia Prado faz com os meus últimos posts sobre o fálico tema da leitura:

O Vestido

No armário do meu quarto escondo de tempo e traça
meu vestido estampado em fundo preto.
É de seda macia desenhada em campânulas vermelhas
à ponta de longas hastes delicadas.
Eu o quis com paixão e o vesti como um rito,
meu vestido de amante.
Ficou meu cheiro nele, meu sonho, meu corpo ido.
É só tocá-lo, volatiza-se a memória guardada:
eu estou no cinema e deixo que segurem a minha mão.
De tempo e traça meu vestido me guarda.


(Adélia Prado)


Quer, dizer, bom leit@r, o tempo da leitura e, por conseqüência, o tempo das palavras, é o tempo mágico da criação.
É fora daqui, onde as coisas podem morrer, ta se ligando?

sexta-feira, outubro 01, 2010

É, sim, acho que sim.
Ao menos na mitologia cristã de criação do mundo a palavra veio primeiro, e estava escrito: no início era o verbo.
Parece que ela é o nosso ovo, de onde a gente saiu.
E vão, assim, se reproduzindo independente de nós, a si mesmas, infinitamente, num continuado movimento de re-criação na linha do tempo, e embora estejam submetidas à nossa existência que somos seu entorno, aparentam auto-suficiência, como a reprodução celular que nos conforma o corpo ou como numa cultura de bactérias, daí, que o falo, cultuado pelas comunidades primitivas de homens como símbolo da fertilidade da terra que, então, gera os alimentos necessários para a nossa manutenção física, pode ser visto metaforicamente nas palavras, dessa vez, como aquilo que fertiliza e gera, em nós, o nosso espírito.
Quer dizer, viajei...rs.
E tem aquilo que mamãe dizia sobre o destino:
- O que tem de ser é, Luís. Está tudo escrito - e mamãe também achava que as palavras estavam primeiro que a gente. Agora, tudo isso é uma viagem improvável, embora, subjetivamente, faça o maior sentido.
E até teve uma palestra de um renomado lingüista na escola, que eu cheguei a comentar aqui no blog pra meus leitores o absurdo do que ele dizia, enquanto todo mundo ficava quieto.
Ele dizia que a linguagem cria realidade e, aí, eu saí da escola pisando no chão e me perguntando, quer dizer que esse chão não existe, ele é resultado de um nome?
Mas agora vejo que minhas próprias elucubrações estão a me levar para o absurdo.
Que coisa!

O Barata mandou e-mail:


"Está encerrada a votação aberta para a escolha das 12 melhores músicas do 1º. Festival de Música Independente A Barata e Rádio WULP (Rádio Web Underground Lágrima Psicodélica).

As 12 mais votadas serão divulgadas APENAS E SOMENTE no próximo domingo, das 20:00 as 22:00 no programa Rádio Barata da Rádio WULP, onde serão tocadas e apresentadas as musicas e bandas.

Então, se quer saber se sua música ficou entre as 12, escute o Rádio Barata, no
www.radiowulp.com.br. Aliás, estarei no chat conversando com todos que aparecerem por lá.

Lembrando que o cronograma ainda prevê: 03/10/2010 - Divulgação dos 12 Finalistas (RB)04/10/2010 - Inicio da Votação Juri LP10/10/2010 - Final da Votação Juri LP17/10/2010 - Divulgação da Música Vencedora (Rádio e Revist'A Barata)31/10/2010 - Programação Especial RB com a banda vencedora.

Gostaria de agradecer a participação de todas as bandas e artistas que participaram e convocarem a que entrem em contato para o envio de material para o novo programa que estrearemos na Radio WULP, com estréia marcada para o dia 31 de Outubro, domingo, as 22:00. O Programa será o Garagem Psicodélica dedicado integralmente a bandas e artistas independentes.

Abrazzzzzzzzzzzzz

Luiz Carlos "Barata" Giraçol Cichetto
Barata-Giraçol Web Design"

quinta-feira, setembro 30, 2010

Eu havia me surpreendido primeiro, porque imaginando os instrumentos penetrantes e invisíveis que são as palavras em nosso ouvido a fertilizar nossa imaginação de formas, cores e dos sentidos nos quais elas estão envolvidas, fiquei a pensar que elas são, assim, como instrumentos de qualidade masculina, fálica e, imediatamente me remeti a uma passagem do mito judaico-cristão da criação do mundo em que Deus ao dizer algo como façam-se os céus, nesse seu ato seminal, os céus, então, são feitos no interior da grande cabeça cósmica que é o universo, os céus que envolvem a terra.
Quer dizer, generoso leit@r, a palavra, aí, nesse episódio, é como uma primeira flor andrógina que reunisse a qualidade masculina de fertilizar e a qualidade feminina de gerar os céus sobre a terra, tudo, ao mesmo tempo.
E, depois, Simone me lembrou haver, ainda na Bíblia, uma passagem chamada “parábola da semeadura” em que as palavras são tidas como sementes que fertilizam as mentes dos fiéis e tal. Ainda assim, nesse lance, como semente fertilizante, de caráter masculino, elas não perdem o aspecto de androginia, porque fiéis são gerados da boa nova e tudo. Quer dizer, generoso eleit@r, hoje é o último dia pra votar.
Já votou hoje Luís Capucho+Cinema Íris?
Vote e ouça:

http://abarata.com.br/adm/enquete/Default.asp

quarta-feira, setembro 29, 2010

Ontem, fiz o que deveria ter sido um nhoque, para jantarmos hoje, dia 29, e ficarmos ricos. O meu nhoque ficou igual àqueles bolinhos do café da tarde, que já ouvi chamarem de bolinhos de chuva. Quer dizer, ficou tudo disforme, bom leit@r.
Vou tentar acertar no molho, então.
E meu generoso eleit@r:
Já votou hoje Luís Capucho+Cinema Íris? Vote e ouça:
http://abarata.com.br/adm/enquete/Default.asp

terça-feira, setembro 28, 2010

Acordei tarde hoje e não iria fazer café, mas, aí, fui e fiz.
Ficou gostoso.
E não sei se devo ir nadar, porque acabei de curar uma gripe e ta muito frio, então, não vou.
Sou fã da voz do Jota Quest e das bandas que ouço no rádio do ônibus é o que prefiro. Acho que ele desenvolveu o som tradicional da Jovem Guarda e, ontem, quando iria saindo do ônibus, perguntei ao motorista qual era o número daquela rádio, porque eu queria continuar ouvindo em casa.
Não ouço rádio em casa e, ontem, quis ouvir.
Assim que entrei, tive que ir na Dorinha, perguntar a ela onde estava o rádio e ela veio e achou pra mim. Mas não encontrei aquela estação que ouvia no ônibus, porque o motorista resmungou um número que não entendi qual era e, aí, fiquei ouvindo a Nativa FM, que é a rádio que a Dorinha ouve, quando vem me ajudar a arrumar a casa.
Eu gosto muito de música americana, não gosto de samba, nem de Tom Jobim.
Vote, hoje, em mim, generoso leit@r:
Já votou hoje Luís Capucho+Cinema Íris? Vote lá, pls:
http://abarata.com.br/adm/enquete/Default.asp

segunda-feira, setembro 27, 2010

Quando vira o tempo e faz frio aqui, lembro da vez em que estive fazendo shows em Linz, na Áustria, patrocinado pela MAIZ, uma Ong voltada para direitos de mulheres imigrantes que lá vivem.E, aí, bom leit@r, olhando vídeos daquela cidade, descobri que fiz show no mesmo palco que Kurt Kobain, um centro cultural independente chamado Kapu, o Stadtwerkstatt, veja eu tocando Maluca com a letra em alemão projetada atrás e no post embaixo o kurt kobain:

O Kapu é aí dentro:

Já votou hoje Luís Capucho+Cinema Íris? Vote lá, pls:

http://abarata.com.br/adm/enquete/Default.asp

BREED - Nirvana live@kapu,Linz [part11] 11/20/89

domingo, setembro 26, 2010

Minhas elucubrações sobre leitura perduram na minha cabeça, como a trepadeira sobre as telhas da casinha dos fundos, e vai tomando sua forma. Não são elas, assim, o tapete verdejante e cheio de viço que cobre as telhas velhas da casinha dos fundos, mas ainda chegarão lá, minhas elucubrações, erva daninha, por onde periga esconderem-se os ratos?
O meu bom leit@r há de ser tolerante e ter paciência com minhas selvagens elucubrações. Não me alongarei muito com elas sobre as telhas velhas, porque mesmo eu, não tenho paciência para muito tecido, para muita enrolação e, como todos aqui sabem, o click para fechar a página de meu Blog Azul ou, como dizem, o click de ser levado pra porta da rua dessas páginas de letras verdes é serventia da casa.
Ontem, pelo telefone, quando eu falava para Simone sobre a menina a ler, que para mim é um abajur, Simone, então, semeou sobre o telhado de minhas elucubrações a Parábola da Semeadura, bom leit@r.
Quer dizer, assim como a menina a ler acende-se num abajur, minhas velhas telhas começam a germinar a semente da ramagem da viçosa trepadeira.
Pode?

Vote em mim: http://abarata.com.br/adm/enquete/Default.asp http://abarata.com.br/adm/enquete/Default.asp

sábado, setembro 25, 2010

Às vezes, tenho essa mesma impressão que a Lu Caruso deixou no comentário de ontem, de “que todo livro é uma espécie de buraco negro, só que do tipo de buracos negros que a gente pode sair. Porém, nunca voltamos como éramos antes”, e de que o livro é assim como um ralo de pia do qual preciso resistir para não ser sugado, mas aí, depois saio ileso, quer dizer, fisicamente, ileso.
E tenho pensado também, ultimamente, no movimento inverso.
O de que nós leit@res sejamos o buraco negro para onde o livro vai ser sugado, como se a gente fosse, assim, uma vagina.
Ou, pra ser um pouco punk e unissexual, cloaca.
E, aí, esses dois movimentos invertidos: o da penetração do livro em nós e o da penetração do leit@r no livro, se equivalem. Somos ao mesmo tempo vagina e pênis, falo e cloaca, andróginos hermafroditas na hora de ler.
É isso!


E minha campanha continua: Vote em mim, generoso leit@r!
E não deixe de ouvir minha imperfeita "Cinema Íris", generoso leit@r. Pode-se votar uma única vez no dia.Já votou hoje Luís Capucho+Cinema Íris? http://abarata.com.br/adm/enquete/Default.asp

sexta-feira, setembro 24, 2010

Continuo pensando a respeito de leitura, então, a imagem é a seguinte:
A menina está na rede a ler o livro que sua amiguinha não quis lhe emprestar.
Para Clarice Lispector não é mais uma menina com um livro, é uma mulher com seu amante.
Para mim a menina é um abajur.
Se ligou à corrente que veio do livro e se iluminou, se acendeu, se cristalinizou, se intumesceu, se assoberbou.
A menina pulsa luz, ela estela. Se liga, presente do verbo estelar...
É isso aí!


Lembrete: E não deixe de ouvir minha imperfeita "Cinema Íris", generoso leit@r. Pode-se votar uma única vez no dia.Já votou hoje Luís Capucho+Cinema Íris? http://abarata.com.br/adm/enquete/default.asp

quinta-feira, setembro 23, 2010

Sobre o telhado da casa abandonada ao lado da minha há uma trepadeira que cresce sua ramagem sobre os telhados vizinhos e a casinha dos fundos precisa sempre podar o mato, com medo dos bichos, e de novo a trepadeira se instala sobre ela. É muito bonito.
A trepadeira costura-se num tapete sobre as telhas e a única alternativa para a casinha dos fundos, com medo dos ratos, seria ir até à casa abandonada e tirar o mato pela raiz. Mas, não. Então, precisam viver a podar.
Moral da história: as coisas são o que têm de ser.


Lembrete: E não deixe de ouvir minha imperfeita "Cinema Íris", generoso leit@r. Pode-se votar uma única vez no dia.Já votou hoje Luís Capucho+Cinema Íris? http://abarata.com.br/adm/enquete/default.asp

quarta-feira, setembro 22, 2010

Ontem, vi uma xerox do manuscrito de Amor de Perdição, livro que o escritor português Camilo Castelo Branco escreveu durante o seu tempo de prisão por adultério. Já comentei com meu silencioso leit@r sobre minha curiosidade por um livro escrito na prisão e tudo. Entretanto, fiquei surpreso com a segurança da grafia do escritor. Sua caligrafia é tão direita e bem desenhada que se tem a impressão de que foi escrita no conforto de um escritório, em casa, de janela aberta para o jardim. Não há nenhum sinal de emoção nela, nada que denotasse alguém privado de liberdade.
Que coisa!


Lembrete: E não deixe de ouvir minha imperfeita "Cinema Íris", generoso leit@r. Pode-se votar uma única vez no dia.Já votou hoje Luís Capucho+Cinema Íris? http://abarata.com.br/adm/enquete/default.asp

terça-feira, setembro 21, 2010

Não sabia se queria levantar de minha cama essa manhã, mas senti que o dia seria bonito e levantei. Ao fazer meu café delicioso, quebrei minha melhor taça de beber vinho: é pequena e bojuda. Quer dizer, era...
Não entendo porque a temperatura pode machucar as mucosas no fundo de meu nariz. Me enrolei todo no edredon pra dormir, ontem, porque estava muito frio. Mas para poder respirar bem, mantive minha cara sem cobrir. Minha cara dormiu no frio do quarto, enquanto meu corpo estava bem agasalhado.
Resultado: acordei com o fundo de meu nariz machucado, dolorido.
Que coisa!
E não deixe de ouvir minha imperfeita "Cinema Íris", generoso leit@r. Pode-se votar uma única vez no dia.Já votou hoje Luís Capucho+Cinema Íris?
http://abarata.com.br/adm/enquete/default.asp

segunda-feira, setembro 20, 2010

Ontem, eu e Pedro fizemos uma gravação bem legal para registro de “Formigueiro”, aquela música que eu havia perdido e que restaurei, porque a encontrei toda deformada numa fita que gravei na casa do Cabeto, da vez em que fui tocar em Campinas, com Luciana Pestano.
Pedro, que é mais perfeccionista, quer gravar outra vez e, aí, eu também quero.
E preciso entender como faço pra mostrar pros meus bons leit@res.
E não deixe de ouvir minha imperfeita "Cinema Íris".
Já votou hoje Luís Capucho+Cinema Íris?
http://abarata.com.br/adm/enquete/default.asp

domingo, setembro 19, 2010

Enfim, minha parede

verde!
Ainda sem carinhas...















E não deixe de votar em mim, hoje. Pode-se votar uma vez no dia...rs:Já votou hoje no Luís Capucho+Cinema Íris?Vote e ouça lá, pls:http://abarata.com.br/adm/enquete/default.asp

sábado, setembro 18, 2010

Eu estava de há um tempo, pensando, a partir de umas leituras em sala de aula, na semelhança entre ler um livro e trepar.
Aí, neguinho vai dizer:
- Mas o Luís transforma tudo em sexo!- e não é isso, silencioso leit@r, não é...é que realmente é semelhante. E não sou o único que faz essa viagem. Clarice Lispector tem um conto sobre uma menina deitada na rede lendo um livro, que termina desse jeito:
“ Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.”
E, ontem, achei um texto que diz o seguinte:
"O falo lacaniano é assim um conceito lingüístico. O discurso é falocêntrico. Portanto, ter um falo significaria estar no centro do discurso, gerar significado, ter o domínio da linguagem, controlar e não conformar-se a aquilo que provém de fora, do Outro. A distinção entre falo e pênis é importante para a questão..."
Esse texto ta nesse endereço:
http://www.scielo.br/pdf/cpa/n16/n16a12.pdf
Ta se ligando, bom leit@r?
E não deixe de votar em mim, hoje. Pode-se votar uma vez no dia...rs:
Já votou hoje no Luís Capucho+Cinema Íris?
Vote e ouça lá, pls:
http://abarata.com.br/adm/enquete/default.asp

sexta-feira, setembro 17, 2010

Agora, a parede verde ficou a esperar que eu tome a iniciativa de colocar minhas carinhas nela.
Aí, como essa parede, quando ficou esculhambada pela umidade e pelo conserto da umidade, esculhambou toda a ordem de minha casa, fico achando, que devo esperar, antes de começar outra vez a esculhambá-la com minhas carinhas, a ordem se estabelecer, afinal, em todos os pontos de seu entorno, quer dizer, de meu lar.
Tenho a impressão de que sempre há o que organizar, sempre há mais o que fazer e que deixei para trás coisas pra serem feitas e, novamente, que deixei em ordem para o trânsito, apenas o caminho do padre passar.
E, enquanto o padre vai passando, fico parado olhando, curtindo seu desfile de batina preta, com as coisas todas por fazer, porque é preciso respeitar esse processo, esse tempo que as coisas têm pra ficarem prontas e a contento, para só, então, eu tomar, de novo, a minha iniciativa de alteração.
Daí, a impressão de não fazer nada, silencioso leit@r, embora o moinho esteja rodando e eu esteja sendo triturado pelo movimento do padre passando serelepe, às vezes, contrito, pelo estreito caminho que reservei pra ele.
Que coisa!

Além disso, quem não votou hoje, ouça e vote lá:
Já votou hoje no Luís Capucho+Cinema Íris?Vote e ouça lá, pls:
http://abarata.com.br/adm/enquete/default.asp

quarta-feira, setembro 15, 2010

Finalmente, Seu Valmir veio e deu a segunda demão de tinta na minha parede. A idéia de mamãe de colocar verde nessa parede foi magnífica!
A parede mesmo ficou imperfeita, porque ficaram vestígios da infiltração, buraquinhos e o fato de a umidade ter fortalecido a cor em pequenos pontos, mas a cor ficou demais.
E sobre a imperfeição, já me acomodei mesmo a uma teoria de que a estética é imperfeita. Desde quando reparei na frase pronta - nada é perfeito.
Por que, então, a estética seria?
E, aquele meu leit@r que ainda hoje não tenha votado na minha imperfeita “Cinema Íris”, ouça-a e vote nela!
Vote no Cinema Íris:

http://abarata.com.br/radio_barata_festival_bandas.asp

É isso!

terça-feira, setembro 14, 2010

Ontem, a caminho de casa, depois de ter apresentado o meu trabalho sobre leitura, vinha terminando de fazê-lo. Tarde, porque a apresentação já tinha acabado e não se poderia voltar atrás.
Mas eu teria de ter dito o que eu achava: que a linguagem é uma prisão. Não tem como fugir, não se pode querer ficar mudo. A gente tem de se sujeitar a ela. E, aí, eu pensei que deve ter sido sob essa consciência que aquela atriz famosa disse aquela frase que ficou famosa também:
- I want to be alone – e, aí, ela iria ficar em casa lendo um livro.

E quem ainda não votou hoje, vote e ouça:
Vote no Cinema Íris:
http://abarata.com.br/radio_barata_festival_bandas.asp

segunda-feira, setembro 13, 2010

É mesmo, silencioso leit@r.
Que alegria! Nasci outra vez em Santa Teresa de Portas Abertas, veja:

http://madamebeleza.blogspot.com/





Vote em mim, generoso, leit@r!

Vote no Cinema Íris:

http://abarata.com.br/radio_barata_festival_bandas.asp

sábado, setembro 11, 2010

Quando eu nasci e invadi o mundo com o meu primeiro choro, pelo buraco de minha boquinha sem dentes, foi quando o mundo, então, começou a me invadir também. Eu o invadia com o meu choro inicial e ele me invadia, antes de tudo, de ar, de atmosfera.
Naquela hora, me pluguei a ele, que já vinha existindo pelos séculos afora e que, simultaneamente, se plugou a mim, através de meus buraquinhos do corpo, quando eu olhava para a mancha do vulto que era mamãe, quando eu sentia o seu calor e cheiro, por meus buracos, o mundo entrava em mim, ao mesmo tempo em que meus humores, meus dejetos, meus barulhinhos e as minhas coisas todas possíveis de serem geradas no corpinho que eu era, saíam de mim, pelos meus buraquinhos e ocupavam, junto comigo, o pequeno espaço do mundo que eu tinha à margem de mamãe, que tinha as mãos mais veludosas e azuis de todo o universo e que ela gostava de passar ao leo em mim, às vezes, sobre os meus buraquinhos tenros e suaves, rosas, de bebezinho. Pode-se dizer que esse meu início tenha sido de puro sexo e, isso, foi do que mais gostei.

Vote em mim, generoso, leit@r!
Vote no Cinema Íris:
http://abarata.com.br/radio_barata_festival_bandas.asp

sexta-feira, setembro 10, 2010

Recebi outro e-mail do Barata:

"O link estava errado, amigo! Veja o certo...
http://abarata.com.br/radio_barata_festival.asp

Eu me inscrevi com a música "Cinema Íris, generoso leit@r. Vote em mim!
Genorosos leit@res,
Como outro dia disse aqui, me inscrevi no 1º Festival de Música Independente da web. E, hoje, recebi um e-mail do Barata:

“Está aberta a partir de hoje a votação popular para a escolha das 12 melhores músicas do 1º. Festival de Música Independente A Barata e Rádio WULP. Até o dia 30, os visitantes podem escolher suas preferidas.
Para votar, acesse:

http://abarata.com.br/adm/enquete/voteshow.asp?id=1
A melhor será escolhida, dentre as 12, pelos programadores e produtores da Rádio WULP.
Abrazzzzzzzzz”

quinta-feira, setembro 09, 2010

Minha casa ficou um brinco, depois que Dorinha veio.
Minha vizinha de janela me deu umas cadeiras que ela achou no lixo e reformou.
Ficaram na sala.
Tenho umas coisas pra fazer na casa.
Fui.

quarta-feira, setembro 08, 2010

Dorinha veio fazer faxina, mas Seu Valmir não veio dar a segunda demão de tinta na parede, onde quero fazer carinhas.
Aproveitei que Dorinha estava na faxina para mexer n’alguns guardados.
As caixas de coisas guardadas tão ficando pequenas pra tanta coisa de que não quero esquecer. Quando éramos nômades, tínhamos muita coisa que levávamos de lá pra cá, de cá pra lá e que foram se perdendo no caminho. Aquelas bugingangas eram responsáveis por eu ter uma história, que sem elas, não tenho mais, ta se ligando, bom leit@r?
Os cantos da casa estão pequenos pros guardados. Tenho que jogar fora. Ai, ai, ai...

segunda-feira, setembro 06, 2010

Os meninos do sul mandaram bem no “Amor é Sacanagem”.
Eu me lembro de estar cantando essa música na varanda dos fundos de uma casa em que morávamos em Papucaia. A casa tinha um quintal enorme, cheio de galinhas e frutas e eu estava com a idéia de fazer uma música, uma melodia, ao estilo de Terezinha de Jesus, que sempre adorei e que tinha desaparecido das rádios.
Mamãe estava na cozinha, enquanto eu cantava trezentas mil vezes a música, compondo a letra palavra a palavra, bloco a bloco de melodia, mamãe não ligava, estava acostumada a quando eu fazia música e repetia não sei quantas trezentas mil vezes um mesmo trecho, acrescentando, excluindo, modificando, corrigindo e tudo e depois que ficava pronta, cantava mais não sei quantas trezentas mil vezes pra ver se tinha ficado realmente boa, mas, aí, bom leit@r, naquela hora, chegou uma visita e me pegou naquele estado em que eu só admitia pra mamãe.
Morri de vergonha. Parei na hora!
Mas já estava pronta...
Que susto!

"O amor é sacanagem" (Luís Capucho) Cado Selbach e Luís Valério

domingo, setembro 05, 2010

- Não faço cortesia com o chapeu dos outros – mamãe dizia.
Isso devia ser um ditado cunhado no século XIX, quando era moda o uso dos chapeus. Mamãe tinha um dito pra cada situação e uma vez anotei alguns. Outros eram tão legais que nem anotei, gostei tanto que coloquei para o meu uso.
Eu adoro esse:
- O diabo só caga em monte grande!- e, aí, fico na expectativa de que meu monte fique enorme, que é para o diabo fazer muito, muito cocô nele.
Quer dizer, seja que santo for, ora pro nóbis.

sábado, setembro 04, 2010

A cada dia, curto mais a minha parede verde, onde colocarei minhas carinhas.
E, olha, Seu Walmir nem ainda deu a segunda demão de tinta nela.
Ontem, de noite, olhando através de minha janela a parede de minha Vizinha, que pinta flores gigantes, achei que ela tinha em sua sala uma parede igual a minha e telefonei-lhe pra falar sobre isso.
Ela foi definitiva:
- Não, Luís. O meu verde é mais seco e escuro que o seu! – então, olhei melhor através de nossa janela, e concordei.
Agora, que consegui achar uma das minhas apostilas de uso escolar, que se perdeu com a pintura da parede, na bagunça que se criou na sala, voltei a dominar, absolutamente, minha situação.
Sentia uma aflição grande com a apostila perdida e a parede por fazer.
Achei a bichana embaixo da poltrona e, imediatamente, tornei-me senhor da casa, outra vez.
Controlo a bagunça do caldeirão em que ela se tornou, mexendo feito uma cozinheira a panela de angu e atento ao momento de ele ficar no ponto de servir.
Depois, bom apetite!

sexta-feira, setembro 03, 2010

Finalmente, Seu Walmir veio e deu a primeira demão de tinta na minha parede. Eu estava grilado se essa tinta iria ficar boa nela, porque não encontrei a cor que mamãe queria, mas ficou.
Depois, quando ele fizer o arremate, começarei a fazer minhas carinhas ali.
Minha casa, inexplicavelmente, ficou, e acho que tudo em função dessa parede inacabada, como era o mundo em desordem, antes que deus criasse toda a beleza, dizendo:
- Façam-se os céus!- e os céus se fizeram.
- Façam-se as plantas!- e elas se fizeram.
- Façam-se os peixes!- e tudo.
Então, o caos de minha casa tem a expectativa de se ordenar, assim que eu fizer as carinhas na parede. Enquanto isso, eu vivo nas trevas, como um morto na geléia dos infernos.
Cruz credo!

quinta-feira, setembro 02, 2010

Quando eu era menino, na roça, o saci-pererê era um espírito assombrado que aparecia nos pastos, na beira do rio, passava pelo terreiro, atrás das moitas, das paredes, das janelas, corria no brejo, no cume dos morros ventosos e tinha o mesmo horror pra mim que o horror que me causavam as almas penadas e os demônios.
Eu sabia que eles eram os redemoinhos de vento, mas, contrariamente, os redemoinhos não me assombravam. Achava-os lindos e curtia.
Mas, aí, nessa semana vi, no jornal do meio dia, um que me deixou assombrado.
Cruz credo!
Veja, bom leit@r:

Fire tornado hits Brazil

quarta-feira, setembro 01, 2010

Fiquei filosofando metalinguísticamente sobre o jacarandá de Lu Caruso.
Faz muitos anos, eu estava voltando do Ceará, de ônibus, e sentou-se uma menina de Curitiba, a meu lado. Não me lembro do percurso, exatamente, não sei se a menina viajou a meu lado por toda a viagem, mas lembro dessa menina de Curitiba falar-me das palavras absolutas. E que isso me impressionou muito. Achei, por isso, que as meninas de Curitiba eram muito mais inteligentes que as meninas de Niterói.
Sei que a menina de Curitiba me explicou que deus era uma palavra absoluta, pelo fato de nunca ninguém tê-lo visto e, por isso, não se saber quem ele seja, daí a palavra deus não ter ao que se referir e, por isso, valia por ela própria, ta se ligando, bom leit@r?
E fiquei pensando se a Lu não teria transformado jacarandá numa palavra absoluta, sem referente a que ela possa se encaixar e, aí, quando ela ouve jacarandá, já é a coisa.
Fui.

terça-feira, agosto 31, 2010

Sinto-me um tanto lento, mas pensando bem, estou num tempo bom.
Já consegui trancrever uma das músicas que encontrei na fita que gravamos em Campinas, na casa do Cabeto.
Consegui recuperar letra e música inteiras.
A melodia ficará como está, não há o que mexer: é a emoção daquele tempo. Já a letra modifiquei uma palavra, na intenção de fazê-la um pouco melhor. Letras são mais difíceis pra mim…acho que pensamentos erram mais…
Quando Pedro se ajeitar no seu novo computer vou registrá-la na nova versão.
Há coisas que escrevemos que não devemos mexer, por exemplo, o meu Cinema Orly, que é uma narrativa de mergulho, que registra um sentimento naquele lugar e naquela hora. Então, não devo mexer.

Veja a letra, bom leit@r:

Formigueiro
(luís capucho)

Como todos sabem, palavras existem não somente para iluminar as coisas, mas também pra dar movimento na cabeça, pra dar passagem pro pensamento, que vai a torto e a direito, que desce ou sobe, caminha, nada, pula, pulsa, cintila, brilha, enovela-se e sai. Pois saibam que sem nome o tempo não existe, as horas não voam nem se arrastam. Por isso, porque tenho nome é que no fundo eu não sou como uma árvore seca, por dentro. Por isso é que eu não sou um troço morto, parado, preso e, ao contrário, tenho como pássaros dentro. No fundo eu sou arejado e quase não termino. Para o formigueiro de palavras, assim, arder em mim e me alegrar. No fundo para me trazer espírito e pra me dar sentido…la la la la la la la la la la la la la la la la la…

Assim que transcrever a outra, mostrarei.

segunda-feira, agosto 30, 2010

Minha geladeira nova faz pequenas explosões o tempo inteiro, isso veio avisado no manual de uso. Mas de noite, no silêncio, as explosões ficam grandes, e me enchem de sobressaltos e de lembranças, porque, de noite, tudo se dilata, os barulhos, os sentimentos, as dores, a imaginação e tal.
A escuridão é boa condutora de tudo, até dos seus contrários, como luz e minha geladeira branca, explosiva.
Outro dia, minha Vizinha de Janela me contou ter havido, às 11 horas da noite, um assassinato em nosso portão: que dois rapazes ao sair da garagem do trinta, se desentenderam, e quando passavam por nosso portão, aí, um matou o outro.
Mas eu, entretido com os barulhos de minha geladeira branca, nova, não me dei conta.
E, ela continuou:
- E tiveram que prender o assassino nu, porque se não, ele se mataria na cela, de remorso, com as próprias roupas!
Que coisa!

sábado, agosto 28, 2010

Tenho acordado mais cedo, como gosto mesmo de acordar.
Sair da cama ainda com sono é o ó. E eu adoro dormir. Então, gosto de deitar também mais cedo e, assim que me aconchego na cama, já estou dormindo.
O Ciro me mandou umas palavras de sabedoria do Gabriel Garcia Marques em que ele diz sobre a última vez que pode ver Paris e, ao desenvolver o assunto, fala sobre dormir menos e aproveitar mais a vida e tudo.
Modestamente, tive que achar as sábias palavras do Gabriel equivocadas, bom leit@r! Porque dormir é aproveitar muito a vida!
A cama é uma maravilha do mundo, certo?
Dormir em Paris, dormir no Rio, dormir em Niterói, dormir em Salvador, em Cascavel, em João Pessoa e no Recife. Dormir mais e viver menos, eis a minha lei.
Vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

sexta-feira, agosto 27, 2010

Que delícia, o inverno parece ter ficado pra trás.
Seu Walmir disse que virá semana que vem pra dar um jeito na parede.
Terei parede nova e não vejo a hora de começar a pintar minhas carinhas nela.
Fora isso, estou recuperando uma música velha que fiz, em 2005, e que encontrei numa gravação feita na casa do Cabeto, quando fui fazer uma série de shows em Campinas. Éramos eu e Luciana Pestano sentadinhos num banquinho e fazendo voz e violão.
Nessa mesma fita encontrei uma outra música que estava perdida: “Não há vida melhor pra eu viver”. A única gravação que eu achava ter, era uma gravação que fiz em fita cassete e dei para Rita Peixoto e que nem sei se ela gostou para cantar. Mas aí, não sabia como reencontrar a fita.
Será um trabalho verdadeiro de transcrição, porque o Cabeto colocou uns efeitos no som, que fizeram com que já não se entenda bem o que estou dizendo, embora a melodia esteja intacta.
E também tenho uns trabalhos do curso de especialização em Leitura e Produção de Textos pra fazer.
Tudo isso que quero fazer, entulho num canto, exatamente , como o tanto de coisas que tenho entulhadas pela casa, esperando o momento em que eu tome a iniciativa de colocar no lugar, de jogar fora, de limpar a poeira e tudo. Porque, como dizia mamãe, e isso, eu repito, “dou um jeito apenas no caminho do padre passar”...

quinta-feira, agosto 26, 2010

A Turma do Arte Jovem Brasileira, onde eu e Marcolino fizemos um show de oito músicas. dia 16 de agosto, colocou as fotos daquele dia no site deles: http://artejovem.org/historico/2004/2010-08-16/index.htm
Escolhi duas pra mostrar pro bom leit@r:




quarta-feira, agosto 25, 2010

Seu Walmir disse que viria lixar e pintar minha parede.
Conversando com minha vizinha de janela soube que minha mãezinha pintaria essa parede de verde-cana. Tentei achar essa cor de tinta, mas não encontrei. Comprei verde limão. Depois de pintada a parede, farei uma versão de carinhas nela. Minha sala ficará como as aristocráticas salas de Pompéia.
Então, depois disso, arrumarei a bagunça em que ela está e, como conseqüência, meu quarto e todo o resto da casa.
Se até semana que vem Seu Valmir não se decidir pelo serviço, eu mesmo farei.
Fui.

terça-feira, agosto 24, 2010

Fiz meu café.
Quando acordei, achei que já era bem tarde e que não fazia sol, mas quando olhei o relógio, me animei, porque eram 9 horas e o sol estava começando a se fortificar na parede do prédio.
Coloquei as roupas pra lavar.
Tenho imaginado que os dias de inverno ficaram pra trás e que, quando voltarem, no ano que vem, vou pensar outra vez, que nunca eu tenha sentido tanto frio.
Ontem, estive reparando em como as calçadas são duras.
E, nessa noite, o piso de minha casa estava absolutamente desnivelado e os móveis estavam todos cambados. Havia grandes dobras no nível do chão da sala, com vãos nos cantos das paredes e quase se podia ver o térreo, onde mora a Dorinha.
Vou temperar o feijão.
Fui...

domingo, agosto 22, 2010

Finalmente, consertou-se o vazamento que tinha aparecido na cozinha. Era algo muito simples de ser consertado e se eu tivesse tido alguma iniciativa, eu mesmo teria feito o serviço, mas achei que era um grande mistério. Depois que o Zé Luiz veio consertar foi que vi, como podia ter sido simples que eu consertasse.
Fora isso, está um domingo lindo e estive conversando com o Jorge Mautner sobre o viés em que eu tinha apreendido o seu show. Disse que quando eu comecei a folhear o Martim Cererê, de Cassiano Ricardo, tinha descoberto a entrada para a compreensão do seu show, pelo viés modernista e tal.
O Jorge, então, disse que sim e aí, ele usou uma palavra, talvez, fosse o nome de um dos momentos modernistas e que os Tropicalistas abandonaram, mas que, talvez, ele não tivesse abandonado, mas que esse blogueiro desmemoriado que vos fala, agora, esqueceu do nome he he he!
Então, depois, estive dizendo pro Pedro que as músicas de uma forma geral são músicas de classe social e que os caras mais fodidos socialmente, talvez, por rebeldia e sem ter um discurso de argumentação que alcance o poder, adora esculachar e, aí, faz aquelas músicas de sacanagem, como fazem os forrozeiros no nordeste e como é o Funk do Rio.
E, depois, eu pensei comigo mesmo, se não teria sido esse o caso do meu Cinema Orly. Quer dizer, bom leit@r, liguei o FODA-SE e disse tudo o que eu queria pelo viés dos fodidos. Mas só que ficou elegante, acho...rs.

sábado, agosto 21, 2010

Ontem, quando fui levar o saco de lixo no portão, passei por Bob, que estava com minha vizinha de janela, na entrada do prédio. Tinha deixado minha porta da sala aberta e quando passei por Bob rumo ao portão, Bob nem olhou pra mim, me ignorou. Ficou olhando pro vão de minha sala, de porta escancarada, recebendo o fluxo de vento que entrava da rua.
Minha vizinha disse-lhe:
- Quer ir na casa de Tio Luís, nego? Vai lá, nego? – e Bob veio andando na direção da escada. Mas aí, bom leit@r, no meio do caminho tem o portão do Scoob. E como Bob tem uma estranha rixa com Scoob, que é um cão que nunca sai de casa, coitado, e que precisa fazer suas necessidades na área do apartamento, Bob ficou em frente ao portão do Scoob latindo-lhe coisas na língua dos cachorros e não subiu minha escada.
Scoob responde a Bob na mesma altura e entre eles, mesmo que através da grade do portão de Scoob, há um magnetismo que é preciso que minha Vizinha de Janela venha em auxílio para apartá-los.
DE volta a minha casa, ignorei Bob e Scoob, subi minha escada e tranquei minha porta.
Fui lavar a louça. Fui.

quarta-feira, agosto 18, 2010

Muito frio.
Consertou-se a infiltração da sala, mas a parede está ainda úmida por causa de tanto frio e fico na dúvida se consertou...
E na cozinha, imagino que, por conta dos batimentos na parede para encontrar a infiltração, um dos canos, onde antigamente devia haver uma saída d’água e, agora, está vedado, começou a vazar.
Norma, amiga de mamãe, dizia que esses problemas domésticos com água são estrepolias dos eguns e que é preciso purificar.
É isso.

segunda-feira, agosto 16, 2010

Hoje mostraremos, eu e Marcolino, algumas de minhas músicas no AJB.
O meu bom leit@r poderá conferir a programação e ver o mapa de como chegar até lá AQUI.
Fora isso, o disco que acompanha o livro sobre Suely é muito bom, me deixou entusiasmado. Curti especialmente a música que Arícia Mess canta e que a Lucinha Turnbull canta também.
Tem feito muito frio em Nikity, ultimamente.
Não vejo a hora de voltar aquele calor de matar.
Um dos remédios que tomo e que compõe o coquetel de Aids, quando comecei a tomá-lo, já faz um tempo, a médica disse:
- Ele deixa meio grogue e causa pesadelos eróticos - e no início do tratamento eu ficava grogue todos os dias, mas quanto aos pesadelos eróticos só os tinha muito de vez em quando.
E, ontem, depois de ter o meu maravilhoso pesadelo erótico, sonhei que estava contando ele para o Sacramento e uma mulher ao nosso lado disse que me conhecia. Meu pesadelo se passou numa cidade cortada por um rio muito volumoso e cheio de lixo.E tinha um homem reclamando, porque não encontrava um garoto pra ele comer o cu. E aquela mulher disse que estava naquela cidade e que me conhecia de lá, bom leit@r.
Cruz credo!

sábado, agosto 14, 2010

Suely Mandou e-mail: "Obrigada a todos os que estiveram lá (estava lotado!! pessoas em pé na escada sem conseguir nem entrar no salão!!), obrigada aos que nos acompanharam pela Internet.obrigada aos parceiros que cantaram comigo hoje: Eugenio Dale, Fernanda Abreu, Bethi Albano, Glauco Lourenço, Luís Capucho, Paulo Baiano, Germana Guilhermme, e aos vários outros que estavam presentes na platéia.quem quiser ver um pouco do que aconteceu, visite o http://www.ustream.tv/recorded/8909377
para comprar o livro:
Ecosom - Rua Real Grandeza 170, Botafogo, Rio
Amazon -
http://www.amazon.com/Sexo-Puro-Life-Brazilian-Song/dp/1891241257
Dusty Groove -
http://www.dustygroove.com/item.php?id=pr6qwhtjkb
AtlanticoBooks -
http://atlanticobooks.com/blog/2010/07/15/sexo-puro-a-life-in-brazilian-song/
Sexo Puro: A Life in Brazilian Song
Suely Mesquita intervied by Bob Gaulke
"

sexta-feira, agosto 13, 2010

Quando abri meus olhos escutei a voz de Seu Valmir lá fora. Levantei e abri minha porta. Ele estava com minha Vizinha de Janela e Bob, pegando sol. Desci a escada, pegando sol, fui até eles e falei com seu Valmir sobre minha parede, mas, bom leit@r, senti que ele não estava muito disposto pra mim, que se esquivava. Alguma coisa se passava pela cabeça dele que o indispunha, quero dizer, Seu Valmir não estava em concordância com o que lhe disse sobre minha parede. Fiquei grilado.
De repente, minha vizinha de janela entrou na conversa. Falou sobre minha parede. Pronto: Seu Valmir se dispôs, como por encanto. Pensei: devo ter chegado na hora errada, apareci numa hora que não era pra ter aparecido, mas agora que minha Vizinha de Janela entrou também na situação, Seu Valmir se dispôs, quer dizer, no momento, Seu Valmir não me queria por ali a falar de minha parede. Voltei pra minha casa e fechei a porta.
Ignorei Bob.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Voltei a nadar, bom leit@r!
Tenho louça pra lavar, comida pra fazer, livros para ler, e, como dizia minha mãezinha, arrumar, ao menos, o caminho do padre passar, dentro de casa.
Mas cheguei da natação com um cansaço tão bom, que gostaria muito de me entregar a ele.
Ó, dúvida cruel!

terça-feira, agosto 10, 2010

Suely mandou e-mail:
"sexta-feira 13 de agosto vou comemorar meu aniversário de 50 anos com uma festa no EcoShow e o lançamento do livro


EcoShowRua Real Grandeza 170Botafogo - Rioprogramação da noite:19h - a casa abre com a venda do livro e a audição do CD encartado.20h - pocket show de Dio&Baco20h30min - canjas de parceiros convidados. Já confirmados: Fernanda Abreu, George Israel, Glauco Lourenço, Luís Capucho, Paulo Baiano, Bethi Albano."

segunda-feira, agosto 09, 2010

Ontem, ao passarmos pela Praça do Rink, ficamos olhando pras quatro estátuas, uma em cada canto do retângulo da praça, porque soube que elas foram colocadas ali, em 1913, para que cada uma delas representasse uma estação do ano. Não havia nenhuma indicação de qual fosse o verão, qual o inverno e tudo. E não pudemos descobrir, porque todas estão de ombros nus e uma túnica descendo sobre os peitos, quer dizer, quando reparei a primeira delas, disse:
- Essa é o verão! – mas, aí, todas tinham os mesmos ombros nus. E todas pintadas, recentemente, por uma tinta branca, tipo, cal.
Pedro disse:
- Nem mesmo o pessoal da prefeitura deve saber o que elas são, Luís! - e seguimos para o boteco em que costumamos comer.

sexta-feira, agosto 06, 2010

"Eu acho que nessa música Cristina braga é a voz de um peixe-sereia. Um peixe-sereia que às vezes está nadando no mar, outras vezes está nas águas de um rio caudaloso, outras num rio que é apenas um riacho, outras é um peixe-sereia dando mergulhos nas águas borbulhantes de uma cachoeira, e outras vezes (em outras canções) é um peixe-sereia nadando por entre gotas de poderosa chuva amazônica".

Jorge Mautner

Cristina Braga - Peixe

quinta-feira, agosto 05, 2010

Quando abri meus olhos, havia uns raios de sol na minha janela, mas sumiram. Deverão voltar outra vez. Digo isso por intuição, porque não abri a casa pra olhar o dia. Sou bom de intuição. Por exemplo, nunca fui assaltado. Não sei se Pedro já foi assaltado ou se ele é bom de intuição também. Se bem que os dois somos uns desmemoriados e podemos não nos lembrar do assalto. Quer dizer, o Pedro se lembraria ao menos da cara do assaltante, porque ele vê um filme com tal ator e quando vê outro filme com o mesmo ator, sabe tratar-se do mesmo, enquanto pra mim é como se visse o ator e o filme pela primeira vez. Então, não me lembraria nem mesmo do assaltante.
Hoje, é isso.

quarta-feira, agosto 04, 2010

Estivemos a ver ontem o show de Lui Coimbra e Nana Vascocelos no Sesc Ginástico. Foi incrível a vez em que o Nana regeu a platéia para que ela produzisse o som da chuva na floresta amazônica. Ele disse que não colocaria aquele som em disco e explicou o motivo, mas bom leit@r, esse blogueiro desmemoriado aqui não se recorda do que ele disse.
Entretanto, qualquer motivo que ele tenha dado, valeria o registro, porque é bonito demais quando chove na floresta amazônica e estamos sendo regidos pelo Nana Vasconcelos no conforto de um teatro.
E a hora em que o Luí Coimbra toca cantando aquelas músicas nordestinas!...

terça-feira, agosto 03, 2010

Dormi demais.
Estou meio entorpecido de ficar na cama.
Minha vizinha de janela me chamou pra um caldo verde, mas acabei de acordar.
A parede da sala já está com o buraco tapado. Tenho planos de depois de tê-la outra vez pintada, fazer carinhas nela.
Kali me disse ajudar com idéias para um up grade na área de trás e transformá-la numa varanda:
- Sua área é uma varanda, Luís! – ela me disse no telefone.
Preciso agir e sair do torpor...
Fui.

segunda-feira, agosto 02, 2010

Ontem, Pedro fez charutos de repolho pra gente comer.
Depois, colocamos pra assistir, um filme que Carola e Solange deixaram pra gente, mas aí, bom leit@r, não quisemos ver, porque era muito esquisito. Era a história de uns alienígenas favelados de Johannesburgo. Carola e Solange deixaram mais de 40 filmes pra que víssemos e escolhemos outro.
É isso.

domingo, agosto 01, 2010

Domingo lindo!
Estava olhando uma revista virtual com um anúncio de festival de música.
Me inscrevi:
http://www.abarata.com.br/