segunda-feira, setembro 21, 2009

Sensação estranha logo pela manhã, não sei do que se trata, talvez, parando pra pensar um pouco...bom, não sei o que é...
Vou fazer uma comidinha...

domingo, setembro 20, 2009

Minha casa foi, outra vez, invadida de formiguinhas.
Por sorte, não encontraram ainda minha cama e tenho podido dormir tranqüilo.
Ontem, à noite, fomos assistir à “Erva do Rato”, um filme muito sinistro e de amor, que me lembrou aquele filme japonês, “Império dos Sentidos”.
No caminho para o cinema passamos por uma igreja muito iluminada, na Miguel de Frias, lotada de convidados embecados que sobravam no átrio, feito as formiguinhas aqui em casa.
Então, me lembrei e contei pro Pedro:
- Há muitos anos, eu ainda era adolescente e tinha fumado um baseado. Quando passei por aqui, vi a igreja aberta, funcionando, e entrei. Nunca consigo me esquecer disso: as roupas das pessoas na missa eram tão pesadas que impediam que elas flutuassem, que subissem para o céu. Um horror! – e aí Pedro contou uma situação de paranóia que ele também teve depois de fumar um baseado.
Que coisa!

sábado, setembro 19, 2009

Enfim, estou a ouvir o show que fizemos na Tijuca em janeiro desse ano.
Eu estava com minha mãezinha no hospital e ela disse:
- Vá fazer o seu show na Tijuca, que vou dar o meu show aqui- e eu fui.
Ruth.
Pedro é muito esperto, conseguiu editar os arquivos que estavam num programa desconhecido. Não sei se uso a linguagem certa.
O show éramos eu e Marcolino, com participação do Baiano.
Sacramento.
Eu disse:
- éhhhhhhhhhhhhh....eu tou contextualizado num grupo de compositores do Rio que se caracteriza pela poesia das letras. Agora, vou fazer “Fonemas”, parceria com Marcos Sacramento. Essa de antes foi uma parceria com Suely Mesquita- ...e depois, além de minhas músicas comigo mesmo, fiz parcerias com Mathilda, com Kali...
O jornalista Tarik de Souza tinha dito, uma semana antes, no Jornal do Brasil, que eu faria uma rara aparição na Tijuca, naquela noite.
Então, eu estava como uma Nossa Senhora nervosa, com os anjos Baiano e Marcolino, no teclado e guitarra.
Minha mãezinha.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Se eu consigo organizar melhor, assim, arrumar melhor uma das coisas desarrumadas, dentre aquilo que preciso organizar, tenho a sensação de que todas as outras são bafejadas de frescor.
Como minha mãezinha diria, “apenas ficou arrumado o caminho do padre passar”.
Consegui encontrar um disco, um papel e uma foto que eu queria no meio de minha bagunça.
Consequentemente, a ordem se fez.
Agora, vou ler...depois do almoço, vou no Pedro.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quinta-feira, setembro 17, 2009

Daqui a pouco irei dar uma ensaiada nas músicas que iremos fazer em São Luis do Paraitinga.
Ante-ontem, fui dormir na casa da Claudia, porque estou fazendo um curso na beira de sua casa, que Sheyla chamou pra fazer. Aí, antes de dormir, mostrei o Cinema Íris no pé em que está. Ela e Cristina gostaram, ficaram dando notas pras músicas:
1º lugar: Céu
2º lugar: Eu Quero Ser Sua Mãe
3º lugar: Para Pegar

Desclassificadas: Romena
A Expressão da Boca

E Cristina disse que o cantor Luís Capucho desafina demais...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

terça-feira, setembro 15, 2009

Frequentemente, sonho com festas para receber minha mãezinha lindíssima de volta a nossa casa.
Essa noite, eu próprio assisti ao momento em que ela ressuscitou, a meu pedido, para incredulidade de todos.
Então, no meio da rua apareceram guitarristas e travestis com cabelos louros de boneca e fomos pro alto do morro festejar.
Pular carnaval!
Alguém pediu gelo.
Eu disse:
- Pode ir subindo que eu levo!

segunda-feira, setembro 14, 2009

Troquei as cordas do violão para me apresentar no coreto de São Luís do Paraitinga.
Minha apresentação ficou para o dia 26 de setembro, sábado. Iremos tocar, eu e Baiano, as músicas “Maluca”, “Céu” e “Eu Quero Ser Sua Mãe”.
No festival, a gente concorre com a obra da gente, e, não, com uma música.
Fora isso, Dorinha, quando veio arrumar a casa, colocou o viadinho que eu trouxe da Áustria, com a cabeça virada pra mim, sobre o computer.
O bom leit@r, deve estar lembrado de que minha mãezinha lindíssima, tinha colocado o viadinho com sua bundinha virada para o alto e para mim. Ela disse:
- É para dar sorte, Luís - mas agora ele olha para o alto, virado de cabeça pra mim.

domingo, setembro 13, 2009

Estou muito desanimado, silencioso leit@r!
Eu, que adoro dormir, tenho dormido 12 horas por dia e, mesmo assim, não acordo descansado.
O furúnculo continua e nasceu um gânglio dolorido na garganta. Que merda!
Mesmo assim, desanimado, comecei a ler um livro de um português, Jose Cardoso Pires, “O Delfim”, e vi no youtube que tem um filme desse livro.
Também lavei roupa e fiz uma comidinha, no capricho, pra mim.
Preciso voltar ao médico...

sábado, setembro 12, 2009

Há muito tempo, o Tarcísio trabalhou na São Roque Discos, em Salvador, quando conheceu o disco “Lua Singela”.
Agora, ele tem um blog, o “On The Rocks” em que fala de rock e literatura.
E, como o Lua Singela lhe voltou à cabeça, enquanto varria o quintal, então, ele fez esse Post, de que muito me orgulhei. Veja silencioso leit@r:
http://buenasrocks.blogspot.com/

sexta-feira, setembro 11, 2009

A médica pediu que eu tomasse antibióticos por sete dias, por causa do furúnculo. Fiquei com medo, achei que não fosse agüentar, porque, você sabe, antibiótico deixa a gente enjoado. Mas estou indo bem...
Preciso tomá-los até quarta-feira.
Esta semana não andamos nada com o “Cinema Íris”, mas semana que vem retomamos. Vamos ouvi-lo, outra vez, no pé em que está, e decidir sobre o que ainda podemos fazer de ajustes.
Depois de uma conversa que tive no telefone com Mathilda, decidi juntar meu Cinema Orly ao Blow Job de Andy Warhol.
Vou juntar. Depois mostro.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Aí estão os doze selecionados para o 3º Semana da Canção Brasileira de São Luis do Paraitinga, no qual me inscrevi:
1- Karina Buhr Magalhães
2- Luís Capucho
3- Leo Cavalcanti
4- Nicolas Farruggia
5- Arícia Mess
6- Mario Seve
7- Carlos Henrique Ralfsen Belda
8- Kristoff Silva
9- Daniel Espíndola Black
10- Marcelo Jeneci
11- Thomas Huszar
12- Bruno Silva de Moraes

terça-feira, setembro 01, 2009


Achei essa foto no blog da Clara Sandroni, em que Sacramento, eu e ela fazemos biquinho para a câmera, provavelmente, do Pedro.
A foto foi logo após a minha apresentação, com o Marcolino na guitarra, no Convés. Minha mãezinha lindíssima tinha ido, minha vizinha de janela, que pinta flores gigantes, Simone foi.
Foi um dia muito lindo!

segunda-feira, agosto 31, 2009

Veja Rio recomenda:

Marcos Sacramento. Dedicado há 25 anos às muitas possibilidades de repertório proporcionadas pela MPB, esse cantor de voz elegante resolveu radicalizar e acertou em cheio. No CD Na Cabeça, lançado há um mês, ele desfia sambas tendo como único acompanhamento percussivo o pandeiro de Netinho Albuquerque. Completam a formação três violões dedilhados por reconhecidas feras do instrumento: Luiz Flávio Alcofra, Zé Paulo Becker e Rogério Caetano. O mesmo time reunido no estúdio leva ao Sesc Ginástico, na terça (1º) e na quarta (2), um repertório que vai de Último Desejo, de Noel Rosa, e Sim, de Cartola e Oswaldo Martins, à faixa-título, parceria de Sacramento e Alcofra, passando por uma formidável interpretação para Cai Dentro, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro.

domingo, agosto 30, 2009

Cruz credo!
Vieram umas crentes me catequizar, agora, pela manhã.
Atendi-as da janela e dali mesmo despachei as fulanas sem abrir minha porta.
Vai ter bobó de camarão na minha vizinha de janela, porque ela faz aniversário!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sábado, agosto 29, 2009

Depois que comecei a não ir cortar meus cabelos na companhia de minha mãezinha lindíssima, deixei de ir no salão do Tony e corto, agora, no Osias, um barbeiro que tem aqui na Duque Estrada, onde se entra pra meu vale.
Quando cheguei na barbearia, Osias ligou o rádio bem baixinho e começou com atenção máxima em torno a minha pessoa, assim, como quem não enxergasse direito, mas ele enxerga bem, nem usa óculos, era atenção mesmo.
Colocou aquele manto me envolvendo o corpo, nos ombros, e começou.
Em torno a meus cabelos a sua tesoura me beliscava como uma mariposa em volta da lâmpada. E as mechas de cabelo castanho claro caíam sobre meus corpinho de homem miúdo.
- Você mora aqui na Martins Torres? – e fez algumas perguntas de reconhecimento. Era a segunda vez que eu ia lá – Qual é o seu nome?
- Luís – e antes que eu devolvesse a pergunta ele disse:
- O meu é Osias.
Depois, quando tudo terminou e ele colocou outro espelho às minhas costas para que eu dissesse se o seu trabalho tinha ficado bom, eu disse que tinha ficado legal.
- Ficou excelente! – eu falei, mas eu tinha dito assim, porque eu curti muito o Osias, mas tava me achando feio. Os cabelos cortados não tinham me renovado, eu continuava com minha mesma cara sem viço, não tinha ficado gostoso, como normalmente acontece, quando corto os cabelos e mudo o visual. Eu tava feio!
Mas saí da barbearia na boa, resignado, assumido, sem frustração porque não me achei bem. E quando cheguei no Pedro, interpretei seu primeiro olhar como de reprovação ao novo visual.
Mas, agora, passados dois dias, tou me achando bonito!
Moral da estória: Que coisa!
Vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sexta-feira, agosto 28, 2009

Comecei a fazer um curso de inglês na internet.
O primeiro módulo é gratuito, como forma de seduzir o aluno a comprar os módulos seguintes.
No Live Mocha pode-se aprender um monte de idiomas e o meu leit@r que queira começar a aprender alguma língua poderá ir no
http://www.livemocha.com/ e começar. Poderá me achar lá e me adicionar como amigo, porque o curso é como um site de relacionamento, mas com o objetivo de ensinar idiomas.
Fora isso, tenho comido coisas deliciosas no Pedro, porque ele é excelente na cozinha e, ontem, ele fez um X-Tudo que me estufou tanto a barriga que quando ele veio comigo até a metade do caminho até minha casa, olhou para a minha barriga e disse:
- Olhe sua barriga, luís! – e eu estava com a barriga enorme.
Aí, quando chegou no meio do caminho e ele voltou pra casa dele, vim sozinho pela rua, rindo de minha própria barrigona.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quinta-feira, agosto 27, 2009

Hoje acordei um pouco mais tarde que de costume e com a sensação de ter saído de um matagal espinhento, sem, no entanto, qualquer lembrança de matagal, apenas a sensação.
Decidi não fazer meu café, porque daqui a pouquinho, almoço.

quarta-feira, agosto 26, 2009

Devo cortar meus cabelos, finalmente, hoje.
Liguei para a Funarte e me disseram que o resultado do edital sai lá pelo dia 20 de setembro. Também me inscrevi num Festival de Música de São Luiz de Paraitinga, uma cidade do interior de São Paulo.
Vou fazer a barba...

terça-feira, agosto 25, 2009

No blog do Leo, aí ao lado, ele e Cecília estão num eterno namoro. Aí, eu e Pedro fomos namorar lá também, é verdade...

segunda-feira, agosto 24, 2009

Curto muito assistir, sentado na cadeira do 996, à algazarra silenciosa que os alunos surdos-mudos fazem rumo a sua escola em Laranjeiras. Eles ficam agrupados na parte dianteira do ônibus, entre o trocador e o motorista e o fato de não terem fluição oral, faz com que nunca, como nós, outros passageiros do ônibus, conservem o tom tranqüilo de uma conversa normal, mas estão sempre num tom muito acima, aflitos, talvez, por conta do silêncio interior que lhes é peculiar, e que é um grande obstáculo a ser transposto para a comunicação.
Por isso, ao assití-los, imagino tanto barulho, é tão alto o tom da conversa e, tudo sem um som, nada, só os sinais das mãos e as expressões do rosto. Uma zona!
Que coisa!

sábado, agosto 22, 2009

No post abaixo, Eleonora Falcone canta Michel Jackson usa batom, dela e de Luís Capucho.
Léo Meira na guitarra, Adriano Ismael no baixo e Gledson Meira na bateria.
Livraria Cultura de Recife, 01.08.2009.

Eleonora Falcone Michel Jackson usa batom

sexta-feira, agosto 21, 2009

Nada como o meu café puro para iniciar a manhã.
E nada como começar o dia dando os meus sinais no blog azul.
E quando me vi no espelho, lembrei-me de que preciso cortar os meus cabelos.
Vi que estão ficando como os de um coroa e me lembrei de quando rapazinho, que eu dava rabanadas com a franja, para tirá-la dos olhos, feito um cavalo espantando moscas das ancas com o rabo.
Meu cabelo agora é feito os cabelos das madames da zona sul, armado, parado, débil, como os de um coroa. Hein?
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quinta-feira, agosto 20, 2009

Meu vale amanheceu chuvoso e sem internet.
Depois, quando passou a manhã, acabou a luz.
Eu tinha pensado em não sair de casa, ficar lendo por aqui, mas aí, a energia voltou e tomei um banho quentinho e fui fazer ginástica.
Agora, estou pensando em fazer um guisado, assim, uma inovação do guisado que mamãe fazia, pra eu jantar com arroz, feijão e ovo frito, que adoro e é fácil de preparar. Ta tudo pronto, é só fazer o guisado e o ovo frito.
Fora isso, acho que vai chover, outra vez...

quarta-feira, agosto 19, 2009

Iremos no Cobaia Escritúdio, hoje, para que eu coloque o meu violão definitivo em “Para Pegar”, minha velha música.
Já havia adiantado para o meu bom leit@r, que Baiano utilizou, como partida para minha nova versão, uma gravação que fizemos, eu e Naldo Miranda, no extinto Café Laranjeiras, em 1994, o que fez com que ficasse ressaltada a grande diferença de estilo, quer dizer, a impossibilidade de eu, agora, encaixotar-me na primeira versão.
E esse meu contraste comigo mesmo, era o que Pedro queria, quando sugeriu colocar “Para Pegar” no “Cinema Íris”.
E tanto quanto na primeira versão, com o Naldo, mais limpa e enxuta, com tudo no lugar, nessa segunda forma, os vocais de Marcos Sacramento e Clara Sandroni junto ao arranjo do Baiano, a que Pedro dá o nome de Putz-putz, tornaram, para mim, o “Para Pegar” muito gostoso.
E não tem jeito, mesmo que eu tenha adquirido ou que sejam inseridos outros elementos em meu estilo, por conta de tudo o que singulariza minha pessooooooooa humaaaaaaana, meu fundamento é a MPB.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

terça-feira, agosto 18, 2009

Minha casa ficou um brinco! Tudo cheiroso e limpo!
Minha vizinha de janela gritou-me de sua janela para mostrar-me os papagaios em namoro, que ela acabou de pintar.
Estou com uma tela em branco para fazer minhas carinhas, mas faz tempo não decido começar.
Estava lendo um livro sobre o percurso de uma alma depois que ela desencarna.
Diz no livro que os animais que vivem muito próximos ao homem estão fazendo um caminho de evolução para chegar a ser almas humanas e que eles estarão prontos, assim que perderem o medo. Cachorros, gatos, porcos, papagaios, cavalos, todos precisam ser bem tratados para que, não tendo mais medo de nós, possam evoluir.
Bob, por exemplo, já é gente, bons leit@res, se liguem...
Daí, fiquei pensando no tipo de alma humana que seja a minha, de quem os animais não têm medo. Que tipo de alma humana é a minha de quem nenhum cachorro tem medo? Será que desando, ao invés de evoluir?
De qualquer forma, não me importo.

É isso.

segunda-feira, agosto 17, 2009

sábado, agosto 15, 2009

Sinto muita falta da companhia de minha linda mãezinha.
Agora, eu entendo melhor o sentido da esperança.
Nasceu-me um furúnculo na bunda.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Minha vizinha de janela, que pinta flores gigantes, ontem, convidou-nos para almoçar um bagre em sua casa. Era bagre, pirão e mandioca. Uma delícia!
- Você já comeu bagre, Luís? – ela me perguntou.
- Eu comi muito bagre de rio – respondi e contei-lhe minhas lembranças de garoto na beira do rio. Me lembrei também dos córregos de águas límpidas, de minha cidade natal, cheios de peixes e que as serrarias de mármore, depois que cresci, destruíram.
- Então, você vai conhecer o bagre do mar...- ela disse.
E falou que ela também viveu na beira do rio Paraíba e contou que pescava de anzol nas coroas dele. Eu pedi que me explicasse o que eram as coroas.
- Coroas são ilhas de areia que aparecem no rio, quando ele seca um pouco.
E arrumou as travessas cheirosas na mesa.
Bob também queria, porque rosnou chorando no chão, manhoso, e ficou quieto.
Antes do almoço, enquanto esperávamos por Pedro, fiquei observando Bob.
Ele é tão humano, bom leit@r, é assim, a família de minha vizinha de janela.
E tem uma presença que não a de um cachorro de apartamento. É uma pessoa. O Bob é uma pessoa! Fiquei olhando para os seus olhos de expressão humana que, de vez em quando, surgiam dentre os pêlos dele e sumiam outra vez.
Que coisa! É uma pessoa, educadíssimo!

quinta-feira, agosto 13, 2009

Ontem, eu li sobre um guru indiano que disse sobre “a teoria hindu da reencarnação das almas, que ela remonta a quatro mil anos, quando todas as pessoas – marajás, brâmanes, camponeses – todos viviam suas vidas inteiras num único lugar, numa única família, num castelo fixo. Não existia o conceito de mudança. Não havia nem mesmo a possibilidade de transição de status ou estilo de vida. Tudo estava predestinado, a única oportunidade de mudança era a morte. A transmigração da alma para aquelas pessoas era a única maneira que concebiam para alterar o destino.
Para um ocidental não é assim. Podemos movimentar o nosso corpo. Não temos que esperar até a morte para alterar a realidade.
E como os filósofos do passado não podiam migrar com os seus corpos, inventaram a teoria da migração das almas...”
Era mais ou menos assim que ele dizia, bom leit@r.
Então, e isso, o meu bom leit@r, outra vez, há de entender, eu fiquei triste com essa hipótese de morte absoluta, e quando me deitei para dormir, tive um surto desesperado de choro.
Eu fiquei desesperado, que coisa!
Hoje pela manhã, acordei bem, pensando que aquele guru é um idiota!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, agosto 12, 2009

Ontem, foi dia de médico.
Nossa Dra começou falando do bareback e eu fiquei um tempo falando com ela sobre isso.
Depois, enquanto ela nos mostrava nossos exames complementares, que segundo ela estão muito bons, eu comecei a tossir e fiquei tossindo até ao fim da consulta. Aí, ela me disse que assim que eu chegasse em casa, colocasse uma meia quentinha. E colocou o ar condicionado só pra ventilar.
A doutora gosta de sala gelada. Eu não gosto.
Hoje, está frio.
Preciso encarar a pia de louça suja e fazer uma comida pro almoço.
Que coisa!

segunda-feira, agosto 10, 2009

Fiz café pra mim.
Muita louça suja me esperando entulhada na pia.
As rolinhas de minha mãezinha esperando-me para lhes dar canjiquinha na varanda.
Minha vizinha de janela fazendo flores.
Vou me animar.
Hoje, é segunda-feira...

domingo, agosto 09, 2009

Manhã muito linda de domingo.
Tudo está lindo lá fora, entreolhei, através da janela da sala, o sol nas paredes do prédio, vi o movimento dominical no mercadinho em frente, os passarinhos assanhados na manhã, mas fiquei aqui dentro sem abrir nada nem sair...
A bomba da pequena fonte que agora tenho na sala, amanheceu paralisada.
Mexi, cutuquei, olhei, raciocinei, imaginei e nada, a bichana continua sem funcionar.
Fiz café pra mim...
Hein?

sábado, agosto 08, 2009

Sábado animador com lindo sol de inverno na manhã de Nikity!
De minha vinhança chega música de tudo que é lado, que alegria!
Tomarei um banho e vou ao mercadinho em frente a minha casa, comprar alguma coisa e fazer pra eu almoçar.
Tenho de lavar louça.
E roupa...
Não sei se farei tudo isso, mas vou fazer.
Fui...

sexta-feira, agosto 07, 2009

Inverno sem sol é o ó.
Marilu emprestou-me um livro de um homem que, nos anos 60, fez experiências com drogas alucinóginas na universidade americana de Harvard. O nome dele é Timothy Leary e fiquei intrigado com o fato de ele ter, depois de morto, sido congelado.
Ele arranjou que congelassem sua cabeça e que lançassem as cinzas do que restou de seu corpo no espaço sideral.
O que me intrigou é que imagino as experiências com drogas suporem maravilhas místicas, transcendência, eternidade, Deus, tudo e, por conseguinte, a imortalidade do espírito.
Daí, silencioso leit@r, qual terá sido o motivo de o velho Timothy querer, num futuro hipotético, seu cérebro de volta à ativa?
Hummm...

quinta-feira, agosto 06, 2009

Ontem, estivemos no Cobaia Escritúdio, onde Clara Sandroni, sob as batutas de Baiano e Sacramento( e Allan Kardec), engrossou o coro em algumas músicas do “Cinema Íris”.
O “Céu” ficou diabólico, porque, depois, elucubrando, viu-se que o coro tinha um intervalo de uma quinta e tinha algo que era uma segunda, vá se ligando, bom leit@r, e esses intervalos musicais, segundo a Clara disse, eram proibidos na Idade Média, por serem considerados intervalos do Demo.
Daí, que essas lembranças do inferno no “Céu”, onde o céu está instalado com a harpa da Cristina Braga, me agradaram muito, porque, meu bom leit@r sabe, o “Céu”, que é de amor, entrou, de vez, na tradição romântica.
Clara também colocou sua voz na muito romântica “Eu Quero Ser Sua Mãe” e a direção tinha o mesmo sentido religioso, porque, nessa música, o Sacramento conduziu o coro, como nas músicas de igreja crente americanas, o gospel.
Depois, foi a vez de “O Motorista do Ônibus”, mas aí, o coro desandou para o estilo profano dos sertanejos...
Ninguém é perfeito...mesmo assim, romântico...

...eu e Pedro assistíamos sentadinhos no sofá...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, agosto 05, 2009

Numa das vezes em que o Walter esteve no Rio e que eu, ele e Pedro, tomamos o café da manhã juntos, escrevi esse texto abaixo, num guardanapo, enquanto conversávamos, meio que nos despedindo.
E ele me mandou de volta, ontem, o texto, veja, silencioso leit@r, o clima:
“Possivelmente, Platão tenha expulsado os artistas de sua República por ela ser um sistema de idéias fechado o suficiente para que nele não coubesse a re-criação.Adão e Eva foram expulsos do Paraíso, quando descobriram em si próprios o possibilidade da pro-criação. O Paraíso também era um sistema fechado de coisas prontas, onde não caberia mais nada ser incluído.
Como na República de Platão, o Paraíso não poderia ser superado naquilo que era a sua primeira idéia. Ele já estava pronto e nada mais caberia nele.Criar é superar, assim, alargar os limites estabelecidos, da mesma forma que superar é transgredir.
A arte é fundamentalmente transgressora e modo de superação. Através da criação artística e transpostos de um estado para outro, um lugar para o outro, de um instante para o outro, superamos problemas, uma idéia ou um conhecimento.
Moral da estória: “Eva coou café na cueca de Adão”.

terça-feira, agosto 04, 2009

Consegui normalizar o horário em que comumente acordo por uma coincidência: recebi um telefonema às 8:30h da manhã. Era engano. Às 9h o telefone tocou novamente, outro engano. Como está uma manhã chocha, sem sol, pensei em voltar a dormir, mas meu senso de rotina me fez sair da cama.
Eu adoro a rotina, me organiza.
Outro dia estava conversando com um amigo que defendia as obras de arte caóticas, disse que elas representavam a si mesmo e que ele se distraía tentando colocar a bichana em ordem. Eu não gosto, tenho preguiça. Gosto do que me organiza, do que me estende à frente em evoluções concatenadas, porque me conforto com a matemática das coisas. Eu sei que chega uma hora em que a matemática não dá mais conta ou que ninguém mais alcança um cálculo, assim, que transcendeu demais e que, aí, fica uma lacuna, como fosse assim um defeito, tão se ligando, silenciosos leit@res? E eu até gosto e assumo os defeitos. Mas os defeitos não podem comprometer a compreensão, porque o prazer está na apreensão das coisas, no domínio, se liga!
Moral da estória: um pouquinho de defeito é humano, mas muito defeito é galhofa...

domingo, agosto 02, 2009

Quando fui dormir, ontem, outra vez, estava acontecendo onde fomos àquele forró outro dia, uma festa com músicas, tipo, Calixto e de minha cama, imóvel, deitado de costas, com minhas mãos pousadas nas minhas coxas, os cobertores pousados sobre meu corpo, eu ouvia. E foi uma sensação muito gostosa dormir ouvindo as músicas ao longe e imaginar a festa sem precisar estar nela.
Depois, quando acordei de madrugada e fiquei sem sono deitado na mesma posição com os cobertores sobre mim, estava silêncio no meu vale. Eu tinha dormido pesado, gostoso, e fiquei esperando ter sono outra vez...
Moral da estória: acordei muito tarde, hoje.

sábado, agosto 01, 2009

Estou ouvindo o “Cinema Íris” no pé em que ele está.
O bichano vai aos poucos se ajustando de modo que uma ou duas músicas já consideramos, definitivamente, prontas.
Ainda tem bastante trabalho, mas tudo como fosse a última camada, o verniz final, em cima da massa bruta.
E também, de outro modo, o lance é ir ouvindo pra ir aparando, talhando, dando baixos e altos relevos no que vai ser, assim, como o perfil de cada música.
Sacramento, Baiano e Pedro ajudam nisso e eles têm sempre boas idéias, o que faz ir ficando bonito...
E naquela revista em que saiu um trecho do “Mamãe Me Adora” tinha uma matéria em que são mostradas fotos tiradas com máquinas fotográficas não de última geração e onde as fotos ficam aquém da possibilidade, ta se ligando?
Segundo aquela matéria, é lo-fi, quando se tenta tirar o máximo de beleza com poucos recursos.
Daí, acho que meu disco tem essa estética lo-fi...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sexta-feira, julho 31, 2009

Outro dia embruscado e terei de encarar a pia de louça suja.
Depois do almoço, faremos, no Cobaia, uma reunião para ouvir o “Cinema Íris” e decidir quais ajustes ainda teremos de fazer para finalizá-lo. Depois será mixar, masterizar e conseguir prensar e colocar no mercado...
Estou pensando em escolher uma de minhas carinhas para capa do disco...
Essa noite fez muito frio e foi ótimo para dormir...
Quando eu era adolescente, fiz parte de um grupo de dança que dançou uma peça chamada “Laços”.
Somente agora, pela manhã, depois de muito mais de uma década passada, me dei conta do sentido daquele título. Que coisa!
Naquela época, esse nome não tinha efeito nenhum sobre os meus sentidos, sim, porque a dança foi toda sentidos, mas o nome pairava sobre ela ao leo.
É isso aí!

quinta-feira, julho 30, 2009

Dia embruscado e muita louça pra lavar, mas não vou lavar com o frio. Vou esperar um dia de sol, como ontem, que foi bom pra lavar um pouco de roupa...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, julho 29, 2009

Pedro mandou um e-mail:
"Olá, Pessoa!
Votem no Lua Singela do Capucho na Garagem do Faustão, pls.
http://domingaodofaustao.globo.com/Domingao/Garagemdofaustao/0,,16989-p-V1090306,00.html
Vlw,
Pedro."
Ontem, estava a anoitecer, quando começou a chuva e uma forte ventania varreu o meu vale. Aí, fiquei sem luz e, como nunca aconteceu antes, fiquei à luz de velas até onze da noite.
Hoje, está sol e vou aproveitar para lavar roupa. Fui...

terça-feira, julho 28, 2009

Acordei muito tarde outra vez.
No domingo, eu já tinha acordado muito tarde, porque, no sábado, estive na festa do Muru.
E, ontem, outra vez, estive na festa do Sacramento, que foi uma festa maravilhosa, porque era para comer, silencioso leit@r.
E o Sacramento ficava me dizendo:
- Por que você está tão sério, Luís? – e eu estava mesmo muito sério, porque eu não sou muito de ficar conversando, eu gosto mais de ficar ouvindo e eu estava ouvindo.
E, na verdade, eu não consigo entender muito, porque quando as conversas passam de uma pessoa pra outra, quando as pessoas estão dialogando, o assunto muda tanto, porque as pessoas não têm muita preocupação com a “concatenagem”, nem mesmo eu tenho, mas aí, eu me sinto perdido, porque sou um imbecil e, bom leit@r, eu sei que não fico sofrendo por ser um imbecil...
E teve uma hora em que perguntei pro Sacramento se o vinho que tava no balcão era de grátis.
- Claro, claro! Você está no aniversário de Marcos Sacramento, meu amor! Meu amoooor? Meu amoooooooooooooooooooooooorrrrrrrrrrrrrrrrrrrr? – e aí, o garçon ficou vindo me servir.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

segunda-feira, julho 27, 2009


Um sol tímido em minha janela me animou a levantar essa manhã.
Minha casa está toda bagunçada, mas me oriento bem nela desse jeito.
Pessoas como eu, próximas dos 50 anos, já estão um pouco loucas, bom leit@r.
Descobri essa semana uma foto minha de muito tempo atrás no orkut do Muru, uma foto tirada na casa da Bia.
Então, me lembrei que naquela época tinha achado a foto esquisita, assim, meio espiritual, e não tinha reparado que pareci tão viadinho nela! Veja:

sábado, julho 25, 2009

Outro dia frio.
Estou ainda com a tosse, e, não sei, deve ser assim mesmo.
Ontem, iríamos nos reunir para ouvir o “Cinema Íris” no pé em que ele está e, assim, decidir pelos próximos passos, mas não deu certo, não houve reunião.
E estou muito curioso para ver como está ficando a “Para Pegar”, minha velha música.
Sabe, eu fico feliz demais, porque foi por um triz que eu não perdi a possibilidade de continuar conseguindo fazer músicas. O meu leit@r já sabe, eu fiquei em coma por um mês e o protozoário que me atacou o cérebro, instalou-se, justamente, na área relativa aos movimentos, daí eu não conseguir, por um tempo, articular nada, nem passos nem voz.
Então, se o bichano tivesse se distraído um pouco mais por essa área, eu poderia ter perdido os movimentos todos, bom leit@r, e ser hoje um pobre morto da silva, sem movimento algum, daí, tudo é maravilhoso e, ontem, nós falávamos sobre isso, eu, Pedro e Sacramento.
E todos ficamos contando as maravilhas ocorridas para cada um e foi maravilhoso, porque ficamos nos sentindo maravilhosos...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sexta-feira, julho 24, 2009

Amanheceu muito frio em Nikity City. Parece que vai chover...
Quase todos os dias, pela manhã, eu me recordo do sonho que sonhei com minha mãezinha.
Acho, bom leit@r, que todas as noites sonho com ela, mas se o sonho não acontecer na parte da manhã, não me recordo dele.
Para mim, que sempre adorei dormir, a cama tornou-se mais atraente, porque minha mãezinha é uma maravilha pra mim.
Eu e ela tivemos nossas questões resolvidas ou não chafurdávamos em nossa lama pra nos afogar, ao contrário, a gente pastava feliz na nossa sujeira, porque essa era a nossa liberdade.
Os sonhos é que são, às vezes, ruins, mas por conta da morte, que é, assim, uma maravilha às avessas, triste demais, como é a sujeira e a lama, um dia frio e a chuva...sei lá...

quinta-feira, julho 23, 2009

Estivemos em Papucaia por uns dias...
Quando cheguei em casa, ontem, estava tão cansado que dormi cedinho.
Hoje, pela manhã, sonhei ter ouvido uma música linda. Então, ainda sonhando levantei e fui até ao violão para ver se eu descobria os acordes dela e ver se eu não a esquecia. Mas, quando me vi diante do violão, na sala, eu ainda estava tão cansado que voltei pra cama sem memoriza-la.
Depois, quando acordei outra vez, de verdade, não pude saber se eu realmente tinha ido até ao violão, na sala, ou se o sonho tinha me enganado, tipo aqueles em que, ao contrário, você sonha que ta mijando e acorda com a cama toda mijada, ta se ligando, bom leit@r?

Moral da estória: É ou não é?

sexta-feira, julho 17, 2009

quinta-feira, julho 16, 2009

Não sei, acho que porque, nessas noites frias, um dos caixilhos de sobre minha janela, escondido sob a cortina, dormiu entreaberto, amanheci, há uns dois dias, com minha sinusite ardida. E eu já percebi que o frio da noite em contato com o calor que se forma em torno a meu corpo agasalhado pelas cobertas, entrando pelo meu nariz morno, não é bom. Deve acontecer algo como uma tempestade microscópica, o meu bom leit@r sabe, deve haver alguma explicação...
E, agora, o ardor do fundo do nariz desceu, afundou, e arde-me o peito.
De quando em vez, tusso, bom leit@r. Uma tosse seca, ardida...
E, aí, ontem, quando eu voltava pra casa, no 30, uma moça sentou-se a meu lado e quando vagou um lugar na poltrona da frente, ela saiu de meu lado e sentou lá, ficou olhando pras coisas na janela e eu, sem querer, tossi.
Um tufo de minha tosse deu uma baqueada nos cabelos negros de sua nuca, assim, um acidente de trânsito, rápido e fatal.
Não sei, acho que ela ficou puta, mas não disse nada. Uma puta educada, nem me olhou...
Só que passou a viagem inteira passando a mão nos cabelos da nuca.
Eu acho que não deve ter adiantado nada, porque os vírus não são limpáveis com a mão e, sei lá, ela não deveria ter saído de meu lado...

terça-feira, julho 14, 2009

Eu não me lembro do que tinha nessa moldura que encontrei abandonada aqui em casa. Sei que a encontrei pronta para colocar o desenho que Helio Braga me deu.
Cor e tamanho vieram justos para o desenho. Que coisa!
Passei a tarde de ontem ajeitando o desenho nela, pregando, colando, tudo. E, aí, pendurei.
No dia em que ganhei, um pouco depois, em Copacabana, encontrei um amigo e mostrei. Ele olhou o desenho e disse, imediatamente:
- Onde você vai colocar, Luís?
- No meu quarto – eu disse.
E, ontem, quando anoiteceu, ajeitamos a cama de minha mãezinha.
Pedro tinha um estrado, trouxe, serrou, e a cama ficou, outra vez, para usar.
Então, onde o bicho tinha comido no colchão, costurei um pano, que minha vizinha de janela me deu. Arrumei tudo e iria dormir nela, mas não consegui, silencioso leit@r.
Voltei pra minha cama!
Agora, vou fazer comida...

segunda-feira, julho 13, 2009

No show do Sacramento, na sexta, Baiano me deu a notícia entusiasmante:
- Terminei seu disco! – e aí explicou que, agora, somente ficaram faltando pequenos detalhes de acabamento, porque na semana passada, ele bolou o arranjo para a última das músicas que iremos incluir no bichano, a antiqüíssima “Para Pegar”, que o Pedro vindo de Sampa no dia das mães, teve a idéia de incluir entre as músicas do “Cinema Íris”.
E, quando Sacramento cantou a música do Cartola, foi o momento em que estive mais alto, o meu bom leit@r sabe, um monte de vibrações boas vêm na cabeça da gente e a massa de violões que vinha atrás era como a sensação do rock and roll, mas nada de pedras rolando, era suave e bom como o céu e sol dessa manhã de inverno que banha minha janela em meu vale, mesmo com o dramalhão da letra:
“ Deve haver o perdão para mim... lala lala lala lala la...
...
Porque é que eu, Senhor,
Que errei pela vez primeira
Passo tantos dissabores
E luto contra a humanidade inteira lala lala lala lala la...”

domingo, julho 12, 2009

Ola:

temos o prazer de informar que a música "Na Cabeça / Marcos Sacramento",
esta sendo divulgada em nosso site
www.karioca.com.br ,
o qual trabalhamos de graça a divulgação de Artistas Independentes
e assim que a mesma obtiver 50 votos,
ela entrará na programação da Rádio Virtual Karioca ok.

Abração e Sucesso !!!

quinta-feira, julho 09, 2009

Marcos Sacramento Na Cabeça


Dias 10 e 11 de julho, amanhã e depois, às 19h30, Marcos Sacramento estará lançando seu mais novo CD no teatro da Caixa - Avenida Almirante Barros, 25, centro do Rio.
Comecei a entrevistá-lo no meio de seus shows na Europa, os e-mails se perderam no éter da web, a gente recuperou os bichanos e aqui estão perguntas e respostas, como vieram ao mundo, desde os anos 80 do outro século, até agora, o fim, esse curto espaço de tempo de Blog Azul.
Eu me lembro bem, quando ainda dois rapazinhos, mostrei uma música que eu tinha feito, pra ele. Eu gostava da Ângela Rorô, que ouvia no rádio, e fiz a música naquele estilo. Sacramento disse:
- Vá lá em casa pra gente fazer música – eu peguei o violão e fui pro Fonseca. Mas nada aconteceu e Sacramento começou a ir na minha casa, no centro, onde começamos a fazer as músicas sob o olhar vigilante de minha mãezinha. Quando Sacramento colocava besteira nas letras, mamãe vetava, não podia. Mas era só de onda, porque mamãe deixava tudo e as músicas continuavam como eram.
Vejam:

1-Você começou, nos anos 80, com o grupo Cão Sem Dono, onde você interpretava, basicamente, suas composições com Paulo Baiano. Eu, particularmente, era fã do grupo, que considerava de qualidade tal qual ou melhor que aqueles grupos de rock que tomaram conta da mídia naquela época. O que você considera ter havido para que o Cão Sem Dono não tivesse passado do primeiro disco? Hoje, décadas depois, qual sua opinião sobre aquele trabalho de vocês?

Marcos Sacramento-
Eu era tão jovem e entusiasmado com o Cão sem Dono que não tinha a menor idéia da realidade.Éramos um grupo de garotos malucos fazendo uma música experimental, no meio de muitos grupos de garotos ricos fazendo músicas comerciais.Claro que não podia dar certo!Mas o Cão sem dono é minha base. Foi ali que comecei a ser profissional (deslumbrado é verdade) mas profissional.

2-Depois do disco Cão Sem dono você fez o Modernidade da Tradição? O que aconteceu entre um e outro? Você lembra? Como se construiu a idéia desse seu disco solo?

Marcos Sacramento-
Lembro de muito pouca coisa deste período. Estava sempre bêbado...rsrsrs...Entre 87 (que foi quando o Cão sem Dono acabou) e 94, ano de lançamento da “Modernidade...”, fiz algumas coisas bacanas. O Grupo FIGURAS, por exemplo. Shows esporádicos com Paulo Baiano, etc.Mas principalmente fiquei pensando no futuro. E o futuro era uma incógnita.Então, fiquei meio incógnito nesse período.


3- Você esqueceu a minha última parte da pergunta? Ou devo concluir que a ídeia do "Modernidade..." veio a partir desses pensamentos sobre o futuro? Ou que a construção do "Modernidade..." ainda seja uma incognita?

Marcos Sacramento -
A vida é um mistério.Pra mim, a vida sempre foi um mistério.Desde pequeno me pego pensando nisso. Por que o tempo? Como é isso de bilhões de anos?O ser humano? Por que o ser humano?O planejamento do “modernidade” foi resultado de encontros e acasos.Sérgio Natureza me apresentou a Mauricio Carrilho; fizemos muitos shows e resolvemos gravar o CD. Marcos Suzano apareceu e se ofereceu pra participar. Encontros, acasos, mistérios.

4- Outro dia estava pensando em como o acaso tem sempre um papel tão importante na construção artística, quer dizer, o acaso me parece ser um elemento primordial, é como se ele trouxesse o que está faltando para fechar uma unidade. Você está me entendendo? Então, foi a partir do "Modernidade..." que foi se criando o perfil do artista que você é hoje? O Cão Sem Dono é sua base, você disse, mas você começou a estruturar sua carreira com a "Modernidade", né? Foi com esse disco que você teve a atenção de quem entende de música no Brasil e no exterior?

Marcos Sacramento -
Sim, é exatamente isso. O “Modernidade” teve uma visibilidade muito boa no exterior. No Brasil passou quase em branco, mas abriu algumas frentes. Voltando ao acaso, creio que ele seja um elemento importantíssimo, mas talvez, não primordial. Acho que os elementos vão se complementando. O acaso, o talento, a sorte são elementos complementares.Quanto ao artista que sou hoje, não sei direito como é isso. Em mim, o artista e o cara normal que sou estão associados peremptóriamente. Amo a frugalidade, vou à feira, compro tomates, corro na Praça Paris, cuido do meu pequeno apartamento, compro ração pros meus gatinhos, faço meus shows, gravo meus discos. Entende? Tudo está no mesmo “vibe”.


5- Sim, você tem razão. O acaso não é primordial, é apenas mais um elemento, me expressei mal. E é importantíssimo, como a sorte e o talento. O que quis dizer é que sem o acaso uma obra como que não se completa, fica faltando um pedaço. E como uma coisa só começa a existir depois que se completa, daí pensei em primordial. Mas esqueçamos isso, porque isso é maluquice minha. Voltemos aos primórdios de Marcos Sacramento...então, o Marcos Sacramento de hoje e que tem sua base no Cão Sem Dono, começou a ficar visível primeiro no exterior com a "Modernidade da Tradição", que foi um disco por acaso, certo? Depois daí, você começou a ter uma agenda de shows super-engrenada e já está no quinto disco solo, né? Quais foram os discos que sobrevieram?


Marcos Sacramento -
Insisto que “Modernidade...” não nasceu “só” por acaso. Houve também muito planejamento e conceituação, principalmente por parte de Mauricio Carrilho, que é um músico exigente e radical. Aprendi muito com ele, tivemos vários ensaios/encontros, conversamos bastante até chegarmos à idéia do CD. O acaso ficou por conta da adesão do Suzano e alguns outros detalhes.Depois de “Modernidade” vieram “Saravá, Baden Powell” (com Clara Sandroni) “Caracane”, “Memorável samba”, “Fossa nova” (com Carlos Fuchs), “Sacramentos” e o mais recente que está em fase de lançamento “Na cabeça”.


6- Você voltou da Europa faz uma semana, onde ficou por um mês, fazendo shows na França, Holanda e Itália. Você lançou o “Na Cabeça” primeiro no exterior? Conte um pouco de seus shows por lá? O Europeu continua te recebendo, quer dizer, te ouvindo melhor que o brasileiro ou isso não é bem assim? Qual a diferença nos dois ouvidos, o brasileiro e o estrangeiro? Como você sente isso?



Marcos Sacramento -
Minha carreira no exterior ainda é incipiente, aliás, aqui, de certa forma, também. Digo isso não sem uma certa ironia, é claro. Meus discos não tocam nas rádios, não apareço nas TVs, nas novelas e nem nas mídias mais badaladas, no entanto estou sempre trabalhando e conquistando cada vez mais espaço. Portanto, depois de 25 anos de carreira ainda sou, muitas vezes, considerado um iniciante ou simplesmente desconhecido. A desinformação causa esses aleijões. Convivo com isso há muito tempo e, ora entro em desespero, ora curto com bom humor e ironizo tudo. A tournée de shows na Europa foi bacana pra caramba. Fizemos shows maravilhosos em Amsterdam, Paris, Marselha, Anecy, Toulon e Bordeaux. O show novo foi um sucesso. Fiquei superfeliz porque fiz um disco mais radical, com a presença só de violões e levei esse show pra lá (exatamente o mesmo que estréia aqui no Rio, 10 de julho)Mas não vejo diferenças tão gritantes entre os públicos europeu e brasileiro. Claro que reagem diferentemente a determinados momentos ou têm intensidades também diferentes na efusividade da recepção, mas isso é uma questão cultural.


7- Esse seu disco novo, o “Na Cabeça”, que você estréia dia 10, no teatro da Caixa Econômica, no centro do Rio é um disco muito lindo, sabia? Eu adorei aquela música em que você cita a Billie holliday, acho que numa música do Cartola, e numa outra você faz uma citação à Tropicália do Caetano Veloso, tem uma outra em que você fala de Nelson Cavaquinho e tal, e deve ter muitas outras referências para as quais eu precisaria de mais informação para notar. E os violões também, formam uma unidade sonora muito cheia de detalhes para ouvir. Então, você que começou cantando o que você diz ter sido música experimental, firma sua carreira de cantor com uma música brasileira muito tradicional, não?


Marcos Sacramento -
Pois é, continua o lance da modernidade inserida nessa tradição.Já no Cão sem dono cantávamos Paulinho da Viola e herivelto Martins com arranjos “desconstrutivistas”. A música brasileira é muito rica nesse sentido. Temos um cancioneiro da pesada. Neste Cd, trago também composições próprias e inéditas, e estas peças estão, sem dúvida nenhuma, impregnadas das mais diversas influências. A música do Luiz Flávio, por exemplo, tem uma pegada meio Ataulfo. As citações são uma marca registrada. Tenho isso como uma forma de prestar homenagem aos que me antecederam. Aos que abriram os caminhos. Acho, sinceramente que continuo o mesmo experimentalista de sempre, talvez com mais maturidade.


8 – Além de cantor, seu veio de compositor sempre foi muito elogiado pelos que te conhecem, mas você tem sido comedido com ele nos discos e, consequentemente, nos shows, quer dizer, as suas composições sempre ficaram um pouco mais atrás.
Na Cabeça, que dá nome ao novo disco, é música de sua autoria com o Luiz Flavio. Esse disco abre o caminho para um trabalho mais autoral?


Marcos sacramento - Ainda não sei. Não faço planos nesse sentido. Gosto muito das músicas que faço com você, mas nos últimos tempos tenho me transformado numa pessoa muitíssimo exigente. Muitíssimo exigente, principalmente comigo! Não sei se um próximo disco será totalmente autoral ou se será uma volta às regravações. Tudo que escrevo acaba não passando pelo meu crivo forte de exigência. Mas adorei X-tudo. Adorei essa música que você fez com minha letra. Penso muito em fazer um disco só com nossas composições. Não sei quando. Sou um velho novo. Estou sempre pensando que nossos antecessores tipo Caetano, Chico, Gil, Milton, Bethânia, Gal, etc. Estão no apogeu do sucesso e da (boa) forma aos sessenta e tantos, então, nós que estamos chegando nos 50 ainda temos alguma chance, algum tempo para futuras realizações. Concorda? Além do mais, hoje em dia, pegamos leve. Eu, por exemplo não me drogo mais, não bebo mais, estou mais dentro da boa forma e curto isso, o que aumenta bastante minhas chances de chegar aos sessenta com energia para fazer discos autorais, regravações, e tudo que for pintando de excitante.Pretendo me excitar muito ainda com a música e com a criação.Mas vou ter que passar por essa fase (que não sei quanto tempo pode durar) de auto-crítica extrema. Quase doentia, com relação a compor, bem entendido.


9- Ontem, eu e Pedro depois de termos tirado sangue para checar a quantidade de HIV no nosso sangue e depois de tentarmos, sem conseguir, resolver alguns problemas nossos, pegamos um ônibus ao leo e saímos por aí.
Estávamos sentados próximos ao cobrador e eu ia dizendo pra o Pedro que já estou velho e que, por isso, se eu fosse um cara de mais decisão, eu me esqueceria de música e livros e me mudaria para o interior, onde eu teria mais qualidade de vida, um quintal, galinhas, rio, verde e tal. Aí, o trocador se meteu.
Ele disse:
- Velho? Você? – e começou a falar de minha juventude e do tanto tempo que ainda tenho pela frente. Então, como a voz do povo é a voz de Deus, concordo contigo que ainda temos alguma chance, algum tempo para futuras realizações.
Voltando ao Marcos Sacramento Na Cabeça, que já teve uma mostra de shows na Europa, por aqui, onde você já tem shows confirmados?

Marcos Sacramento - Faço o show de lançamento aqui no Rio nos dias 10 e 11 de julho. Depois, em agosto, vamos numa tournée pelo interior de São Paulo, nos Teatros do SESI, até novembro.Isso é o que já está confirmado.Estamos confirmando datas para levar o show para São Paulo (capital), Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília e Fortaleza, que são as capitais onde o povo já me conhece bem...rsrsrs...também não te acho velho. Você parece um garoto. É o que disse, me sinto um velho novo. A velhice também tem um começo. É onde me situo, e, com sua licença, você também.Estamos no começo da velhice, e com toda essa modernidade e ciência, vamos longe.Você, eu, Pedro, Baiano, vamos até o fim.no fim, espero, teremos realizado nossos sonhos, ou pelo menos, teremos sonhado bastante.


10 - Os amigos sempre me dizem mesmo que você não aparenta ter a sua idade, dizem que você é bem mais jovem. Hoje, parecemos mesmo mais jovens que nossos pais, quando na idade que temos. E as mulheres sempre dizem que você é um gato!
Você que aparece pra muita gente nos shows, é muito abordado, tipo assim, recebe muita cantada? E os homens, como chegam em você?


Marcos Sacramento -
Esqueci de falar do Valfredo. Mas ele é tão especial pra mim, que acabo sempre o deixando só para intimidade. E ele é mesmo muito tímido. Com ele, certamente, vou até o fim.As mulheres me abordam pra caramba. Os homens me ignoram. Não estou mais querendo saber de sexo.


11- He he he você é mesmo radical, palavra que usou por duas vezes nas respostas da minha curta entrevista. Sexo é bom!
Para terminar, você fez um especial muito elogiado para Carmen Miranda, nas comemorações do centenário dela. E o público gay? Como você penetra esse público?


Marcos Sacramento -
Penetro bem. É uma penetração delicada e crescente. O público gay gosta muito de mim e de Tia Carmem. Obrigado.
Descobri que o governo Lula deixou meu CPF irregular.
Que merda!
Se uma pessoa é isenta ela deveria passar ao largo da burocracia e não ter que todo o ano dizer no papel:
- Sou isento!
Que coisa!

quarta-feira, julho 08, 2009

Ontem, saímos cedo para tirar sangue e depois, estivemos tentando resolver umas coisas, o que acabou me trazendo de volta para casa já na hora de dormir.
Não resolvemos nada!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

segunda-feira, julho 06, 2009

E tinha umas negrinhas lindas dançando com uns paraibanos feiosos num espaço mínimo que restava entre a cadeira que ocupei e a parede. Então, pedi a Teresa que chegasse mais para perto da árvore e arrastamos mesa e cadeiras mais pra penumbra, dando mais espaço para eles dançarem na luz.
E a bichinha da minha rua também estava lá. Sorria sem parar, dançando.
Ela tinha uma blusinha vaporosa, umbigo pra fora e uma micro-saia branquinha, dentro do quê eu não conseguia deixar de supor seu caralho. E uma maquiagem pesada, pesadíssima, para matar.
E também tinha um negão, que se roçava numa mulher forte, madurona, e que dançava meio junto, meio sozinho e que eu achava estar olhando sempre pra mim, meio que se mostrando, sei lá, acho que era gay.
Aí, Pedro dançou com minha vizinha de janela e Teresa. Ciro também.
Eu fiquei só olhando.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

domingo, julho 05, 2009

E, ontem, estivemos num forró, no morro ao lado de minha casa.
Eu adorei. É sensual para caramba!

sábado, julho 04, 2009

Minha vizinha de janela guardou Bob em seu apartamento e veio até a entrada do quarto de mamãe, de onde entramos para a catinga, para ver se conseguia encontrar o bicho morto, porque além de um rato, será possível, bom leit@r, que seja uma dessas rolinhas que vêm até a área comer canjiquinha e que tenha entrado para morrer dentro de casa.
Ela entrou e começou.
E nada!
Eu também entrei e comecei.
Colocamos uma escada para subir e ver sobre o guarda-roupa, tiramos o colchão de mamãe do lugar, arrastamos a cama, tiramos o armarinho de mamãe do lugar, arrumamos, e de tudo onde aproximávamos nosso nariz o cheiro, a catinga, desaparecia.
Nada!
Ela estava na janela, no canto da cama, no outro canto, em cima da escada, tipo, maluca. Eu olhava pro teto, sem entender e cheio de horror, dizia por várias vezes:
- A catinga ta no meio do quarto, não é estranho? – e minha vizinha de janela, sem me dar ouvidos vasculhava tudo feito fosse o Bob.
E nada!
Eis, o mistério, silencioso leit@r!
Que coisa!

sexta-feira, julho 03, 2009

Obrigado ao senhor Mavinho e ao Fred pelo comentário de ontem.
E, hoje, o dia embruscou.
Não sei o que houve. Faz uns dois dias sinto que um cheiro de rato morto entra pela casa adentro, mas, ontem, achei que o cheiro, a catinga, estava aqui dentro, então, fiquei cheio de horror, porque eu não conseguia saber de onde vinha e o meu bom leit@r sabe o que o mistério faz com a gente, certo?
E, quando a Bella veio aqui em casa, disse:
- Será que não é alguma roupa molhada que mofou em algum canto? – mas não era. Tirei todas as roupas do quarto de mamãe e não era. Aí, ela disse:
- Você vai ter que esperar ele apodrecer mais, pra você acha-lo...
Que coisa!

quinta-feira, julho 02, 2009

Tem feito manhãs maravilhosas de inverno, em Nikity City.
Todos os dias, assim que me levanto, faço meu pote de café, que, como meu silencioso leit@r sabe, era feito, toda manhã, pela minha deliciosa mãezinha.
Um dia, quando a distância daqueles dias de hospital tiver diminuído o horror da lembrança, talvez, eu conte aqui, no blog azul, como tudo aconteceu. Mas, agora, o sofrimento ainda é grande e não conto.
Como eu tive que dominar minha cozinha, que antes era dela, e ali era um sítio que nunca me esforçava muito para entender, por conta da necessidade, fiz algumas modificações no seu funcionamento, e isso, fez sentir-me com culpa, porque eu deveria ter feito essas modificações para minha mãezinha e não fiz. Ou, pode ser, que apenas não tivesse tido tempo, sacou?
Mas isso, bom leit@r, é um leite derramado sobre o qual eu não devo continuar chorando, certo?
Então, por hoje, é isso.

quarta-feira, julho 01, 2009

Me inscrevi na Pauta Funarte de Música 2009.
Coloquei os documentos e as músicas que pediram para a inscrição, ontem, no correio.
Agora, será ficar torcendo para ser selecionado.
Tocar na Sala Funarte é bem legal, porque os equipamentos são bons e a sala fica numa boa localização, o centro da cidade, o que garante um pouco de público.
Estou com uma boa expectativa, porque, embora a competição seja grande, já fui selecionado daquela vez em que me inscrevi, em 2006.
Então, devo ter alguma chance...
Eu também, às vezes, quando estou sentado aqui na minha sala, fico pensando no motivo porque fico me atirando nessas oportunidades de show. Eu não morro de medo? Que coisa!
Mas aí, eu tenho as músicas e é muito gostoso cantar. E eu não estou com o disco quase pronto?
Então...

terça-feira, junho 30, 2009

Faz um sol da manhã delicioso em meu vale.
Assim, as plantas e os animais estão muito felizes.
Quanto ao mundo das pessoas, isso é uma outra coisa, mas as pessoas parecem estar contentes nessa manhã.
Fiz um pouco de café, tomei, e preciso lavar a louça, enquanto o sol vai secar a roupa que lavei ontem à tarde.
Também preciso cortar as unhas de meus pés, que ficaram grandes.
Minha vizinha de janela já se sentou em seu ateliê e trabalha.
Bob já deu sua volta para o xixi.
E, ontem, depois de muito tempo, peguei um pouco no violão...

segunda-feira, junho 29, 2009

Eu e Pedro voltamos, ontem, para ver Cristina Braga no Municipal de Niterói.
E eu fiquei chorando outra vez, porque quando a Cristina toca na harpa, acompanhada do acordeon, aquela música que se chama “O Canto do Cisne Negro”, uma música do Villa-Lobos, eu não resisto, porque meu bom leit@r sabe, ainda estou abalado com a partida de minha mãezinha linda.
E também, não sei por que motivo, o show ontem estava infinitamente melhor que o de ante-ontem, embora tenha sido exatamente o mesmo.
Reparamos nisso logo na primeira música e o show foi crescendo, crescendo e confirmando sua superioridade com relação ao da véspera. Um mistério...Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

domingo, junho 28, 2009

Ontem, estivemos no show de Cristina Braga, no Municipal de Niterói.
Hoje tem outra vez.
Fomos eu, Pedro, Simone e minha vizinha de janela. O show de Cristina combina muito com o teatro, eu até chorei...

sábado, junho 27, 2009

Acho que Michael Jackson era penetrado pelo Homem Elefante, porque o Pedro me disse ter visto na tevê que ele tinha comprado os restos mortais de Joseph Merrick. Eu fico me perguntando como isso pode acontecer, porque, se eu compro os restos mortais de alguém e sou seu dono, eu posso usufruir desses restos mortais da forma como eu queira, né, bom leit@r?
E também eu acho que rolava uma penetração, sim, porque o Michael Jackson, de uns tempos pra cá, escondia seu rosto num capucho e não se deixava ver, tipo, o Joseph. Mas, sei lá, porque aí, não acho que Michael tenha sido um monstro.
Nem acharia isso, se tivesse sido contemporâneo de Joseph, porque eu sei que sou sempre a mesma pessoa, por exemplo, sou igual agora, como era igual, na idade de três anos, igual agora ou em 1994, mesmo que minha voz não seja mais a mesma...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

sexta-feira, junho 26, 2009

Ontem, estivemos no Cobaia, o escritúdio do Baiano, que fica no charmoso prédio do Odeon, na Cinelândia, para iniciar a gravação da última música que falta para completar o Cinema Íris.
As outras músicas não estão prontas ainda, mas já estão num processo bem adiantado, bom leit@r.
Fizemos o “Para Pegar”.
A idéia foi do Pedro, que quando voltou de São Paulo, para o dia das mães, disse:
- Você poderia colocar essa música no Cinema Íris, ela é bem bacana – ele ouviu o “Para Pegar” numa gravação antiga, de 1994, num show que fiz com o Naldo Miranda no Café Laranjeiras. E aí, gostamos da idéia.
Bem, o meu bom leit@r sabe, a música, para desespero de alguns, ficará muito, muito, diferente do que era na minha voz e violão limpos de 1994.
Mas para alguns outros será um alívio ouvi-la na nova versão, a versão desse em que me transformei he he he!
Eu próprio demorei a vestir a carapuça do que sou agora.
E me completei, quer dizer, me penetrei a mim mesmo, generoso leit@r! há há!

quinta-feira, junho 25, 2009

O Fábio Serra mandou-me o “Mentiras Sinceras”, sua tese de mestrado em Letras, que ele fez para a Universidade Federal da Bahia, em 2005. E estou lendo em papel.
Sua tese está disponibilizada na internet e já coloquei o link aqui no blog, era dia 29 de abril, pra os meus silenciosos leit@res.
Estou adorando. Ele contextualiza Cazuza na tradição literária do Brasil, além do seu próprio contexto dele, do Cazuza, que é o da música popular. Na verdade, eu estou aprendendo um monte com a leitura, porque também estou vendo as relações que Cazuza fazia com as coisas que lia e gostava ou se identificava, tipo, a literatura beatnik
.
Ainda estou lendo, mas já estou orgulhoso de estar relacionado a esses ricos garotos do Brasil. E como bem diz o Valfredo, que curte brincar comigo: eu mamei numa tetona enorme, a de Dona Luzia, que de menos favorecida não tinha nada.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, junho 24, 2009

Feriado em Nikity, dia de São João.
Meu vizinho de baixo, de quem roubaram as gaiolas de passarinhos, voltou a tê-las penduradas pelo corredor.
Quando saí, hoje de manhã, perguntou:
- Ta indo trabalhar, Luís?
- Não, vou passear, hoje é feriado...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

terça-feira, junho 23, 2009

Meu vale amanheceu, hoje, coberto pela neblina.
Quando saí, pela manhã, vi minha Vizinha de Janela e Bob esmaecidos pelo cinza da fumaça saírem para a rua, porque Bob iria fazer xixi.
- Não está com frio? – ela perguntou, quando eu descia a escada, esfumaçado.
- Não – eu disse. Eu não estava com frio, silencioso leit@r.
Aí Bob latiu pro alto, feliz. Minha vizinha de janela falou:
- Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, tio luíííís! - e atravessaram a rua.
Fui pro ponto e peguei o 30 para o centro da cidade.

segunda-feira, junho 22, 2009

E nunca mais vi a taruirinha, depois que falei dela no blog.
Sobre as rolinhas, que mamãe alimentava em nossa varanda, quando lembro, coloco canjiquinha pra elas.
As plantas tão morrendo, mas acho que é o inverno, né, silencioso leit@r!
E o céu, o céu é lindo demais...

domingo, junho 21, 2009

Ontem, quando estávamos indo para Copacabana, entrou no ônibus o Hélio Braga, que estava carregando uns desenhos dele. Ficou conversando conosco e mostrou seus desenhos e disse:
- Escolha um pra você – e escolhi, cheio de surpresa e entusiasmo.
Veja que lindos os desenhos do Hélio, silencioso leit@r:
http://www.heliobraga.com/h/galeria_gallery.html

sábado, junho 20, 2009

Coloquei feijão para cozinhar.
Enquanto espero que ele cozinhe para fazer um pouco de arroz para o almoço, terei tempo de lavar a louça que ficou suja, empilhada dentro da pia. E pensar no que mais comer, porque é certo que não almoçarei apenas arroz e feijão, bom leit@r.
Depois, iremos a Copacabana, porque o Walter deixou pra gente garrafas de vodka que adoramos.
Como está um dia bonito, ficaremos no Leme e vamos andar até a direção da última estação do metrô, onde Walter deixou as garrafas.
E, ontem, à noitinha, minha vizinha de janela, que pinta flores gigantes, convidou-nos para um chocolate quente em sua casa. E vi uma nuvem que passou pelo céu escuro de nosso vale, iluminada pelas luzes do morro, até que ela se desmanchasse inteira. Eu estava bem próximo à janela e fiquei triste, mas logo me entretive com outros pensamentos e quando voltei para casa, vi um pouco de tevê, depois, dormi.
É isso.

sexta-feira, junho 19, 2009

Todos os dias a vida e a morte trazem você pra mim.
Sua presença entra pela luz de minha casa, pelas sombras, está nas roupas que estendo ao sol do varal, na comida que eu faço na minha cozinha.
Quando eu desço a escada e nas plantas que vicejam na janela.
Você está completamente em mim e continua, quando eu durmo...

quinta-feira, junho 18, 2009

Tem um filhote lindo de taruíra morando no meu banheiro.
Na entrada dele, mas antes, na copa, tem um folhudo pé de lírio, que Dona Matilde deu pra mamãe. A taruirinha transita entre esse pé de lírio e, entrando para o banheiro, gosta de ficar no box e quando eu me sento na privada para fazer cocô, ela fica me olhando paralizada. Que lindinha!

quarta-feira, junho 17, 2009


A revista em que saiu meu texto e o texto (clique na magem que aumenta, silencioso leit@r):

segunda-feira, junho 15, 2009



Eis as carinhas do Walter:

E saiu um trecho lindo de meu livro inédito "Mamãe Me Adora" na revista Junior, esse mês!

sábado, junho 13, 2009

Uma de minhas ex-alunas foi assassinada em Itaboraí.
Ela foi estrangulada e bateram um porrete em sua cabeça.
Era dia das mães, quando seu filho adolescente foi visitá-la encontrando-a morta.
O horror!
Fora isso, estou entrevistando Marcos Sacramento na França!

quinta-feira, junho 11, 2009

Na verdade, antes que Marilu me empreste o livro da Ultra, resolvi ler A Princesa, sobre o travesti brasileiro Perla, que estava preso na Italia. Daí, serei penetrado por Perla...
E essa noite, sonhei com Marcos Sacramento, que está na Europa, cantando pela França, Holanda e Itália!

terça-feira, junho 09, 2009

Acho que estou meio louco, porque acho que Andy Warhol me penetrou. E, depois, Ultra Violet deverá me penetrar, porque Marilu vai me emprestar o livro dela.

domingo, junho 07, 2009

Na sexta feira, dia 5 de junho, Ruth levou-nos para a área VIP do Lounge C, show patrocinado pela empresa OI, no Parque Lage, onde Cristina Braga estava tocando, porque o show era música clássica fundida à música eletrônica.
Eu e Pedro bebíamos champagne, que era-nos servido caudalosamente. E, quando apareceu a Cris, que conhecíamos, ela e Pedro começaram a falar da tragédia que houve com o avião da Air France, de como tinha sido um horror, e naquela versão de que as pessoas todas teriam sido mortas, surpreendentemente, desintegradas.
Então, eu disse:
- Mas as pessoas, quer morram de câncer, quer morram afogadas ou dormindo, todas quando morrem, se desintegram...- e eles continuaram o assunto indiferentes, sem concordar ou discordar comigo.
Nós estávamos num show chamado Lounge C, mas eu acho que estávamos na Lounge A, ou Lage A, porque estávamos no melhor lugar do Parque Lage.
E ontem, dia 6 de junho, foi o aniversário de mamãe.
Eu quis fazer uma comemoração e chamei o Walter, que está no Rio, a Simone, Fátima e Pedro.
Fizemos uma comida à moda de minha mãezinha: arroz, feijão, angu, giló e galinha.

Ficou tão delicioso, bom leit@r, e brindamos à paz de mamãe e, depois, eu fui pro meu quarto e fiquei chorando sozinho pra ninguém ver, mas Pedro entrou e me viu chorando e me abraçou.
Quando voltei pra área, onde estava a mesa do jantar, Pedro queria ouvir o disco do Evaldo Braga, que Valfredo me deu. E entrei no quarto de mamãe para procurar. E, aí, encontrei, numa caixinha, os sabonetes de mamãe, que Ruth deu-lhe de presente uma vez. E comecei a chorar de novo...
Ah, e como, nesse blog, escrevo as coisas que estão no meu íntimo, acho que Walter está resolvendo os problemas com sua mãe, porque levou-a para comemorar o aniversário dele no Buraco da Lacraia he he he!
E, também, no Buraco da Lacraia, não gostei de uma bicha pretinha que me serviu um copo de coca-cola e eu disse pra ela:
- Quero cerveja, não estou bêbado!
Então, ela respondeu de um modo enorme e irritante, mas não me lembro mais das palavras, que ela não estava dizendo que eu estivesse bêbado.
E eu estava bêbado.
E, no aniversário de mamãe, Simone e Fátima estavam ótimas!
E Bob!
E Pedro, eu e Walter!
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, abril 29, 2009