quinta-feira, fevereiro 18, 2021

 Já é depois do carnaval. Estou tomando água com metade de um limão espremido nela. As escadas começaram a ser lavadas com um produto de limpeza com um cheiro muito forte e ruim. Os barulhos do quarteirão também entram aqui no terceiro andar. Também entrou pela janela uma abelha-cachorro. Veio do terreno baldio aqui ao lado, onde tem a venda abandonada embaixo da amendoeira que lembra um pedaço de Marapé.

Estou fazendo uma série de As Vizinhas de Trás – autorretrato:





sábado, fevereiro 13, 2021

 Eu sou do meu tamanho. Esse é o meu tamanho. E não causo nenhuma impressão. A quantidade de homens estranhos que me desafiam por nada na rua faz parecer que sou um moleque e que não sou capaz de revidar com muita porrada! Ontem mesmo me apressei pra pegar o 30 e o motorista no ônibus disse, quando parei esperando uma senhora achar o dinheiro da passagem para atravessar a roleta, ele disse assim: você estava com pressa e agora ficou parado aí, rapaz? Passa logo!

Eu queria ser maior!

quarta-feira, fevereiro 03, 2021

 Como todos sabem sou um dos que adora o verão. Às vezes, estou absolutamente dentro da situação, às vezes, completamente fora. Nada disso parece interferir no andar da carruagem, porque se estou dentro de sua penumbra ou fora, a céu aberto, seu andar parece ser por ela mesma, quer dizer, não posso pará-la.

Por exemplo, não se pode curtir a brisa que vem pela janela e atravessa o apezinho, se não estiver verão. Não se teria a lembrança deliciosa da sombra da árvore na beira da estrada beirando o morro. Muita delícia não haveria sem o verão.

Eu sei que parece sem sentido a relação entre eu adorar o verão e não conseguir parar sua carruagem. O que uma coisa tem a ver com a outra? Nada. Aliás, qual o sentido dessas minhas frases aqui? Nenhum! Nem mesmo que sou um cara de sorte!

Literatura em Tempos de Pandemias, por Anselmo Peres Alós (UFSM)

Di Holanda - “Maluca”

Maluca - Lucila e Monique Reis

Minha playlist de música nacional | Vitrolada Podcast #06

Quem ama faz lista! Qual é o seu Top 20 nacional de todos os tempos? O nosso você confere neste episódio. Apostamos que vai ter pelo menos uma música que você nunca ouviu! Então aproveita e abra a cabeça para novas oportunidades sonoras.

sábado, janeiro 30, 2021



Nessa foto que tirei de um vídeo que Pedro fez comigo para um clipe de uma música do Vitor Wutzki, Titanic, estou repetindo uma expressão de uma foto 3x4 que tirei para a identidade em 1978, talvez. Também, lembra outra foto de minha primeira comunhão, em Alegre, ES, quando eu tinha 7 anos, em 1969, quando ainda não era formado o peso nos olhos e nos cantos da boca que fazem o meu rosto, aí, agora, nessa foto que eu tirei do vídeo da Titanic do Vitor Wutzki e que Pedro filmou comigo.

 


 

sexta-feira, janeiro 29, 2021

Eu já contei aqui sobre a motivação de criar a Camisa de Apresentação, depois de Bruno Cosentino ter me chamado pra uma participação em show dele. Minha memória é ruim para que eu me localize no tempo – e isso é tão importante – mas, se não me engano comecei a fazê-la em 2015. Portanto são cinco anos de estórias coladas e contadas nela. Infelizmente, não tenho um registro disso e, por isso, minha memória é tão importante, quando eu quero descrevê-la. Então, não é apenas combinar os detalhes brilhantes no seu pano, numa proporção. Porque além dessa superfície que a gente vê com os olhos, tem uma vibração em seu entorno. E que formam sua estrutura e aura, sua carne de objetos brilhantes afetivos.

Seu nome, Camisa de Apresentação, é uma dobra do Manto de Apresentação do Arthur Bispo do Rosário e, como ele, sistematizado no conjunto embalsamado de suas peças, está sistematizada em muito do que faço, desde as outras coisas com que me apresento, o corpo sutil da músicas, os tótens, os livros e tudo o mais que vai se abrindo em ondas e que vão morrendo, depois.

É isso.

Veja:


 

quarta-feira, janeiro 27, 2021

sábado, janeiro 23, 2021

sexta-feira, janeiro 22, 2021

Saiu a primeira calçola de Crocodilo, de Túlio.
Interessados nas encomendas, um box!


 

quinta-feira, janeiro 21, 2021

 O Tulio borda. Quando estivemos em Limeira e Nova Odessa ele bordou nas camisas frases do meu repertório de músicas: A vida é livre, a transcendência da matéria, a substância da ilusão. E agora, ele tinha postado no Instagram o que ele chama de suas calçolas, que elogiei. Ele perguntou se eu queria uma. Então, leit@r, vêm aí, as calçolas de Crocodilo, de Tulio:




quinta-feira, janeiro 14, 2021

 Eu era criança e mamãe trabalhava na casa do Seu Eulâmpio e da Dona Dinalva, em Magalhães Bastos, muito perto da Vila Militar. Foi nessa época que aprendi a dizer oi para alguém que se aproximasse. Ou, pelo menos, que isso era o que as pessoas faziam. Seu Eulâmpio ou Dona Dinalva, tinha um irmão com filhos de minha idade que moravam na mesma rua, então, quando ía para lá brincar, ouvia o oi. Eu me lembro da primeira vez, uma menina, sobrinha do Seu Eulâmpio ou de Dona Dinalva, entrou na sala onde eu estava e disse: oi.

Ainda demorei muitos anos, muitos anos depois, é que disse meu primeiro oi, porque eu nunca dizia nada ao chegar perto de alguém. Ainda hoje não digo tanto o oi ou o bom dia. Não sou de dar bom dia com facilidade. Devo ser o tipo sisudo, talvez. Mas, não. Quer dizer, tenho algum juízo.

Bom dia!

 

quarta-feira, janeiro 13, 2021

 Fazia um bom tempo que não ía ao centro da cidade. Fui fazer um exame de sangue para saber melhor sobre o meu rim. No laboratório fiquei um pouco na dúvida sobre qual das partes, se os clientes ou as atendentes, estavam a lidar melhor com o mau humor da manhã. Leit@r, fiquei na dúvida sobre qual das partes desarmava o mal humor da outra. No fim, cheguei a ter dúvida, se havia mal humor.

Moral da estória: É nóis!

terça-feira, janeiro 12, 2021

 Chegaram pra mim mais quatro dos Cadernos de Música, dos quais o número 4 – recebi desta vez os números 10, 11, 12, 13 - foi um presente pra mim, quer dizer, sou o seu assunto. Eu estava me lembrando nesta semana da vez em que morei com a tia Maria e com meus primos no Caiçara, em Cachoeiro do Itapemirim. Nós morávamos em nove pessoas, entre adultos e crianças, numa casa de um cômodo, um barraco de pau-a-pique, sem móvel algum, um fogão a lenha do lado de fora da casa – era uma casa – e me lembro de muitas coisas dessa época, mas o que eu estava me lembrando era o modo como eu olhava para a situação, o modo louquíssimo como eu olhava pra tudo aquilo, quer dizer, sem ver. Porque eu estava posicionado num lugar de fantasia, que era o olho de mamãe na minha vida. Então, eu estava ali na minha tia com meus primos, mas estava separado daquele lugar, porque eu tinha mamãe, que era de todos os meus primos e que era de minha tia. Mas a minha posição era mais poderosa, se liga, então, o poder que vinha de mamãe me subia na cabeça e eu não via mais nada. Porque minha mãe sempre me tinha numa posição protegida e eu não via mais nada. E era mesmo uma época de loucura cega, ninguém via aquilo, estávamos abandonados ali, na época do Pra Frente Brasil!

Então, essas lembranças têm a ver com ser o assunto, pra mim, de um dos Cadernos de Música em par com o Tom Zé, porque é a mesmo posição cega essa a minha de ser artista. Eu sempre falo assim nas vezes em que penso nisso, dessa posição cega e de fantasia em que estou, quer dizer, todas as coisas estão rodeadas de outros mundos possíveis.

Essa foto é da Ruth:



segunda-feira, janeiro 11, 2021

Triste

Engraçado, por todo esse tempo de covid-19 não apareceu mosquito aqui no apezinho para atrapalhar o sono. Sempre me lembro disso com alegria. Mas, agora, mais cedo o fumacê deu três voltas no quarteirão espirrando um líquido no ar com muito barulho. Tomara funcione!

Fora isso, a próxima música mais ouvida do Crocodilo, e que é a preferida de muitos, é a Triste. Foi produzida pelo Marcos Campello e fiquei surpreendido em ver como a melhorou tanto, modificando o acento dela no meu violão. Ele trocou esse meu acento colocando uma guitarra que faz ele em outro lugar, ausente leit@r, entre as outras coisas, a cigarra e a caixa de fósforo, o cavalo, charrete, floresta:

domingo, janeiro 10, 2021

Mais uma Canção do Sábado e Vai Querer? - luís capucho

Eu gosto muito de cantar e de ficar olhando, depois, nos vídeos que o Pedro fez, como é que ficou. Eu já pedi ao Sacramento, uma vez, pra que ele me ouvisse cantar e me dissesse no que ele achava que eu pudesse melhorar minha performance. Ele, então, me disse que era pra eu fazer exatamente como faço e não sei se me disse que era pra eu mesmo me assistir e olhar. Então, eu gosto de me ver.

Também, a Rubia, uma vez, quando eu lhe disse que gostava de me assistir, disse que achava bom que eu me visse, disse uma coisa assim, que bom que você se vê.

Gosto muito dessas duas canções que estão gravadas nesse registro do Pedro, a primeira em parceria com Alexandre Magno e a segunda com Suely mesquita. É de 2018 e estamos tocando, eu, Vitor Wutzki e Felipe Abou.

Quando a gente toca uma música outra e outra vez, isso vai melhorando-a. Então, quando a música já foi gravada, a impressão é de que ela fica melhor que no disco a cada apresentação. Isso de algum ponto de vista.

Eu gosto de me ver e sou bom comigo mesmo.

Essa apresentação foi na casa do Bruno Cosentino:

 

sábado, janeiro 09, 2021

Acalanto do Amor

A sexta música mais ouvida no youtube, do disco Crocodilo é a Acalanto do Amor, que é uma música, desde o início, cheia de estória. Sempre fico muito pensativo sobre contar as estórias, porque as pessoas gostam que falemos sobre elas, mas gostam que falemos delas, as coisas boas. Tem aquele chavão, ne, falem mal, mas falem de mim. Acho justo, assim. Embora é questão nem seja o mal, mas o bom.

De qualquer forma, não irei falar de ninguém para contar a estória dessa música, agora. A não ser que é a única parceria do disco, com Douglas Oliveira, e que foi construída por Bruno Cosentino, Pedro Fonte e Vovô Bebê. É uma das que eu mais gosto e chamei ao Rafael Saar e a Alira Silva pra fazermos um vídeo com ela!

sexta-feira, janeiro 08, 2021

Girafa

A quinta música mais ouvida do Crocodilo, no youtube, é a Girafa, que tem o classudo piano da Claudia Castelo Branco. Essa é uma música de que tenho recebido resposta de pessoas bem interessantes e sobre esse disco, que foi construído a muitas mãos, eu me lembro de ter dado pitacos na construção dos arranjos de algumas músicas e em outras já fui surpreendido com elas inteiras, sem mais nenhum vazio que eu quisesse sugerir recheio.

Sobre a Girafa, me encontrei algumas vezes com a Claudia e lhe disse o que eu imaginava pra música e fiquei feliz com a sua expressão ao me ouvir, eu senti ter sido entendido e tal. Mas aí, quando ela construiu a música, o que apareceu foi nada igual e muito superior ao que eu tinha imaginado. Ela construiu a maravilha, vejam:

quarta-feira, janeiro 06, 2021

 Eu me sinto feliz, a despeito de tudo mais, tenho me sentido estranhamente feliz. Teve um dia no mês passado que eu estava tão feliz por nada desde a manhã, uma alegria completa e cheia, e nem cabia fazer um post, nem cabia outra coisa qualquer. Era só aquela alegria sem motivo, aquela admiração dela, mas porque é que eu estou assim. De qualquer modo, em hoje tendo post, a alegria não é pior, só que não é tão cheia.

Quer dizer, eu gosto de tudo na vida, desde dormir de um sono só, até dormir de sono picado. Por exemplo, outro dia estava vendo os galos quando começam a cantar, acho que falei aqui, não me lembro ao certo. Mas vi que eles respondiam a um galo que cantava mais grave, mais choco, mais triste, mais agourento, e aí, antes que caísse uma tempestade na madrugada, esse canto de galo mais agourado e rouco foi o último que se ouviu. Depois só o barulho da chuva.

Também numa outra madrugada eu vi, quando os bem-te-vis começaram a gritar no céu, eu vi que as galinhas respondiam, com o seu canto mais baixo, mais embaixo, mais curto, mais fosco e rude, entretanto, igual e em resposta ao que os bentevis voavam mais acima, livres e rápidos no ar.

E a impressão é a de que esse entusiasmo meu, ta rolando com mais pessoas. Eu até estava falando pra o Pedro sobre as matérias das festas gays, de aglomeração nos cercadinhos dos clubes, de aglomeração sem máscaras nas festas da praia, a juventude masculina e forte, gay, sem máscara, festejando a epidemia. Eu disse pra o Pedro que eu estava adorando, porque parecia uma resposta à epidemia da AIDS, onde a gente foi tão estigmatizado e, agora, vai todo mundo pra rave na praia, como se todos precisassem, gritando junto em belford roxo, em piabetá e em Manguinhos: Chuuuuuuuuuuupa!

terça-feira, janeiro 05, 2021

Já contei, talvez, no Blog Azul, sobre o rolo de onde saiu a “Edson do Rock” Ela desenrolou-se do mesmo episódio de onde surgiu também a “Pessoas são seres do Mal”, que está no Cinema Íris, e que também já contei para o silencioso, aparentemente, ausente leit@r. É uma música bem fácil de tocar e no Crocodilo, foi aprontada pelo Vovô Bebê.

Pra tocar em casa:

 https://www.cifraclub.com.br/luis-capucho/edson-do-rock/


segunda-feira, janeiro 04, 2021

Lives

Como eu disse num post anterior fiz uma play list no youtube com a minha modesta retrospectiva do chocante 2020. Porém ficaram faltando duas lives que foram muito legais: uma musical, de um voz e violão pela Prefeitura de Niterói feita numa lona cultural do Horto do Barreto e uma entrevista, no programa Love Live, do Marcos fanz, no Intagram.

Mas hoje baixei a entrevista do Marcos Araujo e subi no meu canal. É um resumão muito bonito, através das perguntas dele.

Curtam e se inscrevam em meu canal para receber notificações das novidades que eu postar. Façam-me popular, o mundo é enorme!

Sim! 


domingo, janeiro 03, 2021

Cérebro Independente

A quarta música no youtube mais ouvida do disco Crocodilo e a Cérebro Independente. Ela é a segunda música do álbum e foi construída pelo Lucas de Paiva. Eu adorei muito o jeito como ficou essa versão, é uma das que mais gosto no disco. E tem uma outra coisa a respeito dessa música que também adorei. O leitor sabe que tem músicas que a gente não entende bem a letra e só muito tempo depois é que vai descobrir que cantamos a música errado. Aconteceu comigo uma vez com uma música do Chico Buarque que tocava demais no rádio quando eu tinha uns 17, talvez. Eu cantava “Miriam ensina o exemplo daquelas mulheres de Atenas” ao invés de “Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas”... há há há!

E quando eu fiz aquela live pro #artenasredes do governo do RJ, Flora falou que só naquele dia tinha entendido. Porque ela cantava “Sorte minha que nasci e o diabo morreu” ao invés de “Sorte a minha que nasci e que um dia vou morrer”. Quer dizer, a Flora melhorou demais a música... há há há!

sábado, janeiro 02, 2021

 Fiz uma playlist com os vídeos subidos no youtube e que foram importantes de serem visualizados para a construção do meu perfil de artista. Isso é uma coisa que vem se construindo na minha vida há muitos anos e começou mesmo a pegar pé, quando morava na Cabeça de Porco, no centro de Niterói, e pedi a mamãe um violão, que o Zequinha tinha pra vender. Mas a lista que fiz é apenas de 2020, uma retrospectiva desse ano chocante.

Obs: curtam o meu canal e recebam as notificações de novidades.

Veja:

https://www.youtube.com/watch?v=MdLwRqQxWqw&list=PLgKrU4qrSULrb4_GWclx8KsHygUqEHqvN

quarta-feira, dezembro 30, 2020

LUZ VERMELHA Amor + Som + Transgressão

Aqui em Niterói, da maneira como tenho sentido a pandemia, estamos numa segunda fase do isolamento. De primeiro, a sirene aqui de nossa comunidade fazia um pronunciamento pela manhã e outro à noite, sempre com uma autoridade local – o prefeito, um coronel, um agente de saúde – pedindo a população ao isolamento e fazendo os comunicados da política da cidade com relação ao vírus.

Nessa segunda fase, não há mais os comunicados diários na sirene e sair à rua é meio como estar dentro de um pesadelo, com as pessoas nadando de lá pra cá mascaradas. De algum modo, embora a sombra da morte pairando no pedaço, voltei à minha rotina. A piscina reabriu – a Alessandra me avisou que os produtos colocados para a higienização da água, mantem toda a atmosfera da piscina esterilizada – e o bar onde como o meu PF voltou a afuncionar. Esse negócio do bar é sempre intrigante, quer dizer, um bar sempre foi assim. Então, os senhores bebedores de cerveja continuam se reunindo lá pra os seus assuntos e os seus cigarros e, claro, sem medida alguma de segurança.

Como o bom leit@r sabe, tivemos que interromper as apresentações de minhas músicas e fiz umas lives que estou colocando em meu canal. Ante-ontem, postei uma entrevista para a Polivox e ontem, uma entrevista que o Claudio Salles fez comigo, Ney Matogrosso e o Claudio Ribeiro, um rapaz da UFF que estuda o movimento LGBTQI+.

Tenho mania de me organizar.

É isso.

terça-feira, dezembro 29, 2020

Entrevista Luís Capucho Polivox 18 08 2020

Nós fizemos essa entrevista em agosto desse ano e ela foi transcrita para a Revista Polivox, no mês seguinte, eu acho. Além de eu estar na minha casa e de ter comprado um vinho que me destravasse, os amigos entrevistadores também me deixaram muito à vontade e fiz isso, de verdade. Ao mesmo tempo em que há tensão no fluxo por conta dos limites, quer dizer, dos atritos que vão se desenvolvendo nele ora em um e ora em outro sentido. É uma entrevista longa pra quem se dispor a assistir, mesmo assim, postei:

https://www.youtube.com/watch?v=zXUPjAmCKr0

Obs: aproveite para se inscrever no meu canal e receber as notificações:

segunda-feira, dezembro 28, 2020

 Está uma tarde maravilhosa aqui no vale, em torno ao apezinho, com muitos passarinhos no céu, borboletas, cigarras gritando no ar muito brilhante da luz que vem das nuvens baixas, aqui. Tudo preparado para a chuva, se ela vier.



domingo, dezembro 27, 2020

As Vizinhas de Trás - rafael julião dividamente aloucadas no seu lar, no seu centro:

 

quinta-feira, dezembro 24, 2020

Dona Linda Evangelista foi a primeira a descobrir nossa árvore de Natal enfiando-se pela metade debaixo dela e, aí, fez a cara pro sol da foto. Aproveito para desejar para os amigos um melhor 2021, quer dizer, o palhaço com toda a sua corja na prisão e o vislumbre da Era de Aquário devorando tudo!!! 


 

quarta-feira, dezembro 23, 2020

Quando É Noite

A terceira música mais ouvida do disco Crocodilo é a “Quando é Noite”. Também é a de que eu mais gosto. Sempre faria ressalvas para as letras de minhas letras, que nunca ficaram de meu agrado, mas no fim, as melodias pegam e prendem de um jeito os sentidos delas, que me deixam satisfeito.

Eu me lembro de ter pensado nas melodias da Suely Costa pra fazer a Quando é Noite. Acabou que essa ideia ficou perdida um pouco por questões tecnicas, um pouco pelo apego na minha emoção também. O arranjo e os vocais do Vovô Bebê é o loosho!

Vejam:

sábado, dezembro 19, 2020

Crocodilo

Depois de um ano, e depois de Antigamente, a música mais ouvida do Crocodilo no youtube é a música-título do álbum – 749 visualizações. Esse é um título que não teria pensado nele. Foi ideia do Felipe Castro esse nome e, na verdade, a ideia do disco também. Foi a época em que saindo do Poema Maldito, o meu disco anterior, que fizemos eu e ele.

Então, o Crocodilo foi meio que continuando o Poema Maldito, mas só que, não, como dizem agora. Também essa capa do Crocodilo foi ele quem fez pra mim. A gente foi conversando e ela foi saindo, quer dizer, eu adoro ela, porque ela está no lugar de um sonho, no lugar onde as coisas são sonhadas, é essa a impressão que tenho dela.

Isso também é um pouco engraçado, onde as crianças brincam.

sexta-feira, dezembro 18, 2020

 Estou para terminar o segundo mês de tratamento de minha toxoplasmose ocular. O primeiro mês não funcionou e a médica repetiu o tratamento incluindo antibióticos. Essa toxoplasmose – uveíte – vem se repetindo já há um tempo, que eu me lembre, desde que filmamos pela primeira vez as cenas para o filme que Rafael Saar está fazendo comigo, não sei, talvez, desde 2015. E a cada vez, o olho sai da infecção enxergando menos. Daí, que se esse padrão se mantiver, serei um velhinho enxergando de um olho só.

Porque é, na verdade, natural que o corpo da gente vá se estragando, mesmo que tenhamos apenas idade, sem doença alguma. Então, a tendência é que a gente vá parando, ficando cada vez mais devagar, até ao ponto de apenas ficar esperando a morte chegar.

Quer dizer, é uma grande aventura!

quarta-feira, dezembro 16, 2020

 Faz um tempo, o Rafael Julião me falou de um texto sobre o masculino que ele tinha feito sobre a minha obra. E, aí, não me lembro ao certo porque surgiu a idéia dele, mas foi algo que eu disse e que fez ele se lembrar de uma letra do Cazuza, sem melodia, chamada Aula – o Rafael tem um livro sobre as letras do Cazuza.

Então, esse texto do masculino em mim tem um filhote chamado Aula e que me tornou parceiro do finado  Cazuza. Ainda iremos aprontar a música direitinho e mostro no ano que vem:

https://amarello.com.br/2020/12/cultura/literatura/narciso-ao-espelho-a-masculinidade-em-luis-capucho/

terça-feira, dezembro 15, 2020

Antigamente

A Antigamente completou mil visualizações no youtube. Das músicas do Crocodilo é a mais ouvida nesta plataforma. Depois, a mais ouvida é Crocodilo. A terceira mais ouvida é Quando é Noite. Mas esta última é, no meu ver, a mais ouvida, assim, espontaneamente, porque as outras duas, uma é título do CD e a outra encabeça ele.

Vejo que os amigos gostaram bastante também da Triste.

E da Girafa! 

sábado, dezembro 12, 2020

Edson do Rock

Como os golfinhos ou os cachorros do mato que com o lockdown se sentiram à vontade pra entrar no espaços urbanos, também nessa semana entraram aqui no apezinho um beija-flor em volta da lâmpada e um morcego no meu quarto. Também – eu não disse no último post – uma rolinha que atravessou por minha janela e saiu do outro lado, pela janela do Pedro.

É, de verdade, curioso porque entraram aqui nesta semana. Simbolicamente, poderia dizer que céu e inferno vieram me visitar. Ou que vieram apenas um beija-flor e um morcego – a rolinha foi de passagem, apenas.

Depois, fiquei pensando na Edson do Rock, que vovô bebê arranjou pra mim:

sexta-feira, dezembro 11, 2020

 Nós últimos dias dois bichos entraram aqui no apezinho: um beija-flor que ficou voando em volta da luz nova que comprei pra sala, quer dizer, ele achou que era dia e achou que minha luz da sala era flor. Tivemos que fechar a Linda Evangelista no quarto, porque ela queria pegar.

Também um morcego que entrou pela janela de meu quarto. E que a Linda Evangelista ficou brincando com ele, quando vi. Então, eu a fechei no quarto e joguei ele pela janela.

Também tenho prestado atenção no canto de um galo muito sinistro, que acontece na madrugada do nosso vale. Quando ele começa o seu canto mortal é que os outros começam a cantar. Ele é o primeiro.

Ante-ontem, talvez, ele deu um canto e não deu tempo de haver resposta.

Caiu um toró!

Eis a Linda Evangelista:



quarta-feira, dezembro 09, 2020

 Agora, a observação de dormindo para acordado. Eu me lembro de o Valfredo ter perguntando uma vez assim, meio sabendo que não vai saber, quando a gente dorme pra onde que a gente vai, ne. Eu não sei, mas essa noite eu vi que, vindo desse lugar desconhecido, quando me aproximei de acordar, bem pertinho de acordar, entrei no lugar onde ficam os meus sonhos. Então, antes de acordar, sempre tenho de atravessar esse lugar onde estão os sonhos, bem na membrana entre um lugar e outro, entre o acordado e o dormindo. Fico ali bem pouco tempo, só mesmo de passagem. Quero acordar logo.

Sim, é isso.

sábado, dezembro 05, 2020

 Ontem, aconteceu outra vez. Sempre acontece de antes de eu entrar no sono e que o pensamento vai perdendo o encadeado, vai se esgarçando até sumir, acontece de aparecerem uns rostos de pessoas que não conheço e rostos independentes, muito definidos, que não fui eu quem criei, eles aparecem ali dentro dos meus olhos, da minha cabeça. Também ouço vozes que falam. Não é assim algo persecutório, ameaçador, não é isso. Essas vozes falam umas coisas, que como eu já vou para os braços de Morfeu, não dou atenção e, no outro dia, já não me lembro o que ouvi e vi, apenas sei que aconteceu.

Ontem, resolvi esperar pelo fenômeno, alerta na medida do possível, porque pra isso aparecer, você precisa já ter rachado com toda a atenção, você já tem de estar destruído, não tem mais que pensar nem sentir, pra que essas imagens e vozes independentes e desconhecidas entrem no lugar vazio da sua imaginação, se liga. Então, ontem me liguei. E elas vieram. É claro que elas vieram, foram vistas e ouvi. Mas não preciso dizer que não lembro mais nada. Depois, entrei num sono de que não me lembro também. Mas sei que vieram e que eu vi , e me lembro de ter pensado ainda vigilante, que não faziam sentido algum pra mim, palavras e visões.

É isso.



quinta-feira, dezembro 03, 2020

 

Hoje o google me avisou de uma lista muito linda de minhas músicas no youtube, feita pela Denise Gomes. Vale apenas ouvir:

 

https://www.youtube.com/playlist?list=PL-Zc82qfOy9TCX5-8Y5QV8BjiKklbt-5H

 

Vejam             que emocionante!

 

E faz pouco o Emmanuel Mirdad também colocou uma playlist maravilhosa de minhas músicas no youtube, por ocasião do lançamento de seu livro Oroboro Baobá:

 

 https://www.youtube.com/playlist?list=PLjBs-j59DWwdEdjD8D5tlTpxHwzXVZgHR&fbclid=IwAR2T_8BEQ2F7gZA48fw0GZRGMXgPieNysxj0Zb9jzsyEqYsXYYw_bSkkYB8

 

 

quarta-feira, dezembro 02, 2020

1999 Maluca

Muito legal a Glau Barros eleger a Maluca destaque para o 1999! E cantar a capella. Ela tem um canal de youtube onde elege e canta a música do ano desde os anos 80. É a série 50 sons da Glau.

 Vale apenas dar uma espiada:

https://www.youtube.com/watch?v=QgGx2EIw8oM

terça-feira, dezembro 01, 2020

 Vindo de minha consulta oftalmológica, na Avenida Brasil, quando a molecada se espremeu aos montes para entrar no ônibus que ía pra Ipanema, felicíssimos e sem máscara. Eu fiquei olhando sem pensar em covid, sem pensar no palhaço dizendo que todos vão morrer, não pensava em nenhuma coisa desse tipo, nada de vírus, só na molecada sem camisa e calções grandes, entrando nos vãos pequeníssimos entre eles próprios nos degraus do ônibus. Só fui me dar conta da ausência de máscara, da ausência de camisa, de que se espremiam todos na porta de trás do ônibus, expelidos pra dentro dele, dos calções grandes, depois. Na hora, só o tumulto e a alegria. Só isso.

domingo, novembro 29, 2020

 Uma outra música que também tem a ver com o livro Cinema Orly, portanto com a música Savannah e o disco e música Cinema Íris, é a Cavalos, que está no meu disco Poema Maldito. É uma música cheia de links, quer dizer, lembranças, e embora seja muito antiga, há lembranças recentes dela, quando Gustavo Galo citou, referindo-se à Cavalos, a música Horses, da Patti Smith e também, quando o Eucanaã Ferraz lembrou dela nas alturas, imitando um pouco o jeito como eu grito ela no disco. Ainda o modo como o Felipe Castro editou o piano do Paulo Baiano no meio do meu voz e violão, e resolveu a música com isso.

Não vou desfiar todos os links.

Sim, curta o meu canal, vasculhe, comente, compartilhe fazendo seu próprio link e faça-me POPULAR, leit@r:

https://www.youtube.com/channel/UCadM7zbVb-HfOgv_9uaP3Rg?view_as=subscriber

sábado, novembro 28, 2020

 Distribuo meus discos através da Onerpm que os colocam nas várias plataformas. Na verdade, eu não recebo nada por conta disso. Na última vez em que me repassaram os direitos autorais, foram sete reais. Eu nem presto atenção nos trocados e como disse numa postagem de há pouco, lá atrás, sobre o meu número de chegadas na piscina, a plataforma em que gosto de ouvir música e que vejo as visualizações das minhas é o youtube.

A Onerpm não as distribue em meu canal, ela tem um modo de didtribuição no youtube a que dão o nome de topic, no meu caso, topic-luís capucho. E que eu puxei em listas organizadas no meu canal e que olho.

Uma coisa legal nas visualizações do Topic – luís capucho é que o meu disco mais visualizado é o Crocodilo. Então, é bom ver que meu disco mais novo é o mais olhado. Depois, vem o Cinema Íris. Depois o Antigo. Eu gosto de ver que o Cinema Íris seja mais olhado que o Antigo. Fico imaginando que, como eu, os amigos que me ouvem, assimilam bem a minha segunda versão.

Depois, vem o Poema Maldito, que já me disseram ser o meu melhor disco, mas que não tem visualização correspondente. E por último o Lua Singela.

Curtam minhas músicas, meu canal, comentem, explorem, façam-me POPULAR:

https://www.youtube.com/channel/UCadM7zbVb-HfOgv_9uaP3Rg?view_as=subscriber

 

sexta-feira, novembro 27, 2020

 Naquela entrevista que a Polivox arranjou, de eu ser entrevistado por amigos, o Rafael Saar fez uma pergunta sobre a repetição no que eu faço. Por exemplo, As Vizinhas de Trás, é sempre a repetição de rostos.

E, já falei disso aqui no Blog, mas dizenso de outro modo, o improviso das situações faz com que a mesma coisa seja sempre outra. Outra original como a primeira.

O Pedro tem pra ele a primeira do que veio ser minh’As Vizinhas de Trás”. E tirei essa foto mostrando-a junto a uma das últimas. Então, o leit@r poderá ver que a mesma coisa é outra.

Fora isso, outro dia vimos um filme em que um garotinho foi orientado a regar uma planta todos os dias. O motivo para isso é que através da repetição de regar, haveria uma mudança na paisagem, que se tornaria sombreada e haveria outras mudanças advindas disso.

Quem quiser ver a entrevista, ela está aqui: http://revistapolivox.com/index.php/portfolio/luis-capucho/



quinta-feira, novembro 26, 2020

 

Tem umas coisas de que saberemos mais tarde ou, então, nunca. Por exemplo, aquele fio de cabelo que foi colocado num pote de vidro com água e que se transformou num verme finíssimo e insinuante. Ou, então, resultado de uma aula de matemática que tive na adolescência, onde concluí que retas não existem, nem em abstração, nem em linha têxtil traçada entre uma árvore e outra. Porque o que existem são linhas circulares e, aí, um segmento de reta é um trecho de círculo maior ou menor, dependendo de até onde conseguimos ver a linha reta do fio têxtil, se liga.

Dito isto, esse é o motivo da expressão – circula! -  que é quando você está incomodando alguém e a pessoa diz isso pra você – circula! - pra que você seguindo em linha reta, mas circulando, sair de perto.

quarta-feira, novembro 25, 2020

 Quando comecei a nadar na By Training no ano 2000 e comecei a registrar o meu aprendizaado, no que depois virou o meu Diário da Piscina(editora É/2017), gostava de contar o meu número de chegadas. Depois, um pouco antes de ir para a Niterói Swimm, lembro de ouvir de Marcelina para o instrutor do dia, que a partir daquele ponto em que eu havia chegado, era só me deixar nadando, porque já era. Também a ouvi dizer que se eu me mantivesse nos 1.200 m, isso seria o suficiente, algo assim. E, aí, não contei mais minhas chegadas.

Eu também fico reparando no número de visualizações de minhas músicas no youtube. Não que eu tenha feito um gráfico disso, que pudesse alimentar alguma estratégia de expansão daqueles que me conhecem. Quer dizer, eu não tenho um escritório que se disponha a conhecer o meu trabalho de arte e pense estratégias de seu escoamento a partir da potência dele. Acontece que o seu fluxo fica por conta apenas de sua força e tamanho.

Daí, voltando às visualizações espontâneas de minhas músicas no youtube, já vi que tem uma lógica a ver com sexo, por exemplo, a Savannah de que falei ontem e outra música minha do Lua Singela, a Sucesso com Sexo, que comparada às outras é bem visualizada. O sexo é mesmo uma maravilha, todos sabemos disso e por isso tanta piada, tanto interdito, tanto interesse.

Também, sem esforço e no mesmo assunto, quero lhes falar da Poema Maldito, que é uma música sobre um episódio que, com sua força e tamanho, aconteceu, de novo por força, na beirinha. Um poema que Tive Martinez fez e que carrega, na verdade, onze músicas em seu nome.

Veja:

https://www.youtube.com/watch?v=bA0JwKQs-AM&list=PLgKrU4qrSULooi0ltagKfXUIVHWHaXMUN

terça-feira, novembro 24, 2020

Savannah

O youtube tirou do ar um vídeo que eu tinha feito para, além da música que fiz pra ela, homenagear Savannah. Não tinha nada demais, não aparecia suas partes baixas nas fotos que eram o vídeo, acho que aparecia seus peitos e ela de quatro, em posição de gatinha, mas não mais que isso. Eu tinha visto uma nota de jornal falando de seu suicídio e fui pro violão e fiz toda a melodia, que grita seu nome e, depois, pedi a Suely pra me ajudar em parte da letra, quando eu queria citar Savannah se despindo no seu streap. Era o video de meu canal que tinha mais vizualizações, tinha milhares, porque todo mundo curte pornografia, vocês sabem, e achava que teria, mas, não.

Essa música ficou no meu primeiro disco, de 95, mas que só foi lançado depois de eu já ter publicado o Lua Singela e o Cinema Íris.

Na apresentação do Cadernos de Música sobre mim, há esse trecho:

 

“O lugar único do qual se lança Capucho, porém, não se estabelece apenas a partir do que lhe é negado. O fato de um núcleo do artista que conhecemos hoje estar presente no álbum “Antigo”, resgistro anterior ao coma ( e a todas as suas consequências ) mostra que sua obra se assenta num olhar gauche, torto, deslocado, maldito, imperfeito antes mesmo que isso se impusesse como realidade física. Não é um acaso “Antigo” ser aberto por uma canção sobre a história real de uma atriz pornô que se matou com um tiro ( “Savannah”, parceria com Suely Mesquita). Assim como não é um acaso a doçura crua que atravessa a canção e todo o universo que Capucho ergueu desde então.”

 

Então, continuando, a Savannah prenuncia a música Cinema Íris, que deu título ao meu álbum de 2013 e que, por conta de o Ney Matogrosso ter adorado a música e ter falado dela algumas vezes, muita gente me conheceu e curtiu também.

 Vejam:

Vejam:

segunda-feira, novembro 23, 2020

 Além de uma mesa pequena e roxa pra eu colocar na minha casa, também quero colocar uma poltrona um pouco como aquela em que vi na casa de Genesis P Orridge em uma entrevista que deu para um doc. Fiquei olhando pra sala dele/a e vendo no que eu poderia ter como referência para a minha. Havia muita coisa pra se ver, embora a câmera estivesse parada num canto, onde ele/a sentou-se falando. Mas a poltrona, já estou pensando nela há um tempo. Pedro disse que era um sapato de salto alto, no que ele/a se sentava, mas minha imaginação não foi pra isso.

Estava dizendo no post de ante-ontem, que essas coisas que quero organizar em minha casa, mesas, objetos, poltronas, são para torná-la completa, mais ou menos como P Orridge colocou seios. O que quero dizer é que nossa imaginação vai por nossa vontade e que minha vontade vai pra isso, pra imaginar coisas.

É isso.

sábado, novembro 21, 2020

Minha Camisa de Apresentação começou a se formar com os shows que começamos a fazer para o disco Poema Maldito. Segundo me informou o google, o disco foi lançado em dezembro de 2014. Então, os primeiros registros fotográficos que tenho dela se formando são de 2015. Portanto, nesse ano de 2020 em que estamos, faz 5 anos em que ela vem se fazendo, se contruindo em seu escudo.

Cada coisa costurada nela tem uma estória inesquecível e muito querida. Eu não sei, se vou para sempre construir a sua pele de traje espiritual, possivelmente, sim, quer dizer, à medida de seu embalsamamento.

Vejam:


 

sexta-feira, novembro 20, 2020

O tempo frio me faz querer sair na rua e ver que todas as coisas estão incompletas como a minha sala. Como minha casa, onde preciso organizar as coisas que organizarei sobre a mesinha roxa, perto da porta, e que ainda não tenho. Nem a mesa, nem as coisas que organizarei sobre ela.

Fora isso, tenho prestado atenção nas modificações que acontecem na minha coluna, na direção de meu umbigo, quando ajeito melhor minha cabeça e equilibro-a, firmo-a sobre o meu pescoço. Também tenho percebido os estalos do apezinho na madrugada, que saem das paredes e dos móveis, da geladeira.

Isso, considerando a idade em que estou. E considerando a pandemia de Covid-19.

E Linda Evangelista, a gatinha do Pedro que está morando aqui no terceiro andar.

E os aviões que passam sobre o vale. 


 

sábado, novembro 14, 2020

Nessa resposta, tem-se a impressão de que a Linda é prisioneira e se tranca no armário emburrada. Mas, não. A Linda adora morar aqui. É só olhar pra ela, pra saber...

Rafael Julião – Luís, eu tô ouvindo um cachorro latir aí ao fundo, você tem até essa imagem do cachorro que latindo ao fundo é bonito, mas que de perto ninguém gosta; você já falou em castanheira, e de alguma forma esse mundo da pandemia abriu a casa da gente. Agora, a gente tá te entrevistando e vendo um pedacinho da sua casa. Eu queria que você me dissesse se esse cachorro é seu, se para além da castanheira aí fora, você tem plantas em casa; queria que você falasse um pouco da sua casa, o que tem na sua casa, quais são os objetos; cachorros, plantas, objetos – queria que você falasse dessas coisas, desses seres da casa. 

Edil Carvalho – Eu vou aproveitar e fazer um parênteses e perguntar se o galo que tá cantando é daí também.

Luís Capucho – Esse galo é lindo, né? Na verdade são dois galos. Eu tenho na verdade muita poeira na minha casa, poeira, muita, e eu fico olhando pra ela, assim, eu vou ter que limpar isso, mas eu nunca resolvo a situação; fica, vai sedimentando. O cachorro é da minha vizinha de baixo, é o Lorde, os galos são do lado, plantas eu não tenho, mas o Pedro mora… O meu prédio é um prédio de três andares e de dois apartamentos por andar. Eu moro no terceiro andar, nos fundos e o Pedro mora no apartamento da frente. O Pedro é quem tem as plantas e o Pedro tem também uma gatinha agora, que ele trouxe pra cá [a Linda Evangelista]; ela é uma gatinha superbacana, porque ela não desce a escada, morre de medo de descer a escada, não vai na janela, porque também tem medo; e ela deve estar dormindo, ela não sai do armário, ela fica dormindo muito.

 

 

·        entrevista para a revista Polivox (outubro-2020)

 




 

sexta-feira, novembro 06, 2020

Arte na rua - novo normal

Curti muito fazer a live para o Arte na Rua – Novo Normal, um programa da Prefeitura de Niterói. O Pedro se animou na produção do palco e armamos um cenário bem bonito pra apresentação das músicas na voz e violão.

O bom leit@r sabe que sempre amarelo pra tocar as músicas sozinho, porque, de verdade, outros músicos enriquecem muito o entorno e o meio das músicas, quer dizer, enriquece pra fora e pra dentro, de modo que a bola delas fica maior e mais densa. Mas eu gostei mesmo assim de tocar sozinho, porque a ampliação do som e o modo cuidado como foram colhidas as imagens, a edição, a luz, tudo o que a equipe de filmagem deu no truque de fazer ficar bonito, trouxe mais atenção pra o meu som.

Como é costume, agora: gratidão!

 

https://www.facebook.com/CulturaNiteroi/videos/393726398681970


 

segunda-feira, novembro 02, 2020

ALGO ASSIM - Luís Capucho

Me lembro de assim que meus amigos começaram a poder me visitar no hospital, que ficaram muito preocupados de eu deprimir, por conta da situação maluca em que eu estava e quiseram que eu já produzisse, que eu fizesse letras, me levaram um caderninho e caneta, que era também pra eu treinar a caligrafia, porque eu tinha tido sequela motora e não conseguia mais escrever. Só que eu tava meio abobado, não tinha nada dentro, nenhum pensamento, então, nem deprimir, eu podia.

Só depois que saí do hospital, com a cabeça mais organizada eu fiz Algo Assim, inspirado no filme Entrevista com Vampiro que eu tinha assistido um pouco antes de entrar em coma. O filme conta a estória de três vampiros, o Luís, a Claudia e o Lestat. A Claudia e o Lestat adoravam ser o que eram, vampiros. Mas o luís tinha problemas de consciência, por beber o sangue das pessoas. Então, eu queria dizer pros meus amigos que eu não estava mal, que eu estava mais Claudia e Lestat, que eu não estava luís.

Sim, eu só soube do vírus da Aids, quando saí do coma, foi o médico quem me disse. Então, eu me abracei nele e chorei muito. Deve ter sido difícil pra ele estar naquele papel. Eu acho que fui meio lestat e meio claudia. Eu só pensava em me livrar das sequelas, acho que vivi uns quinze anos em função disso. Ainda hoje sinto que melhoro, mas os detalhes das melhoras são cada vez mais sutis.

domingo, novembro 01, 2020

 O Marcos Araujo me chamou pra essa live dele no Instagram, ontem. Foi uma live bem legal, que depois me dei conta de que ele tinha partido do texto do Rogèrio Skylab, no Cadernos de Música, sobre mim, em minha homenagem. O Marcos disse que conheceu minha música há pouco, mas que já tinha lido o Cinema Orly lá atrás.

Ficou uma entrevista muito legal e quem tiver Instagram não perde por assistir. Aproveito pra agradecer ao Marcos, a entrevista!




quinta-feira, outubro 29, 2020

Nelson Cavaquinho Documentário 1969 Leon Hirszman

Faz muito tempo, desde que lancei o Lua Singela e mesmo antes, que minha música é referida a astros como Leonard Cohen, Lou Red, Tom Waits. Compositores que eu conheço apenas de fama e de uma música e outra, quer dizer, não sou um ouvinte desses artistas. Também não sou ouvinte de Nelson Cavaquinho, mas gosto quando minha música é referenciada a ele. É mais perto. Posso ouvi-lo e ver as proximidades, cada vez mais?

segunda-feira, outubro 12, 2020

Eu morava ainda na casa de trás do prediozinho em que moro hoje. Rafael Saar e Arthur Leite vieram aqui pra gente filmar. Se me lembro bem, quer dizer, não me lembro direito, mas participamos de um Festival de Cinema em Conservatória com esse curta. Agora, ele ta nessa página do in-edit TV: 


 

quinta-feira, outubro 08, 2020

Não é mole, não. Pedra Dura. Me sinto igualado, na Praia de Botafogo, ao Pão de Açúcar, na foto de Ana Rovati para a revista Polivox. Na entrevista, Ana Paula Simonaci, Bruno Cosentino, Edil Carvalho, Jackeline Figueiredo, Perola Mathias, Rafael Julião e Rafael Saar fazem rolar as pedras. Façam a onda bater, compartilhem! Deixem-me popular: