quarta-feira, maio 02, 2018

Faz um tempo, dividi um show meu com o Bruno Cosentino, num lugar no centro do Rio que chamam Escritório. É um velho sobrado do Rio Antigo, que apertado no meio dos outros prédios velhos, é uma quitinete, na verdade. Já nos apresentamos lá umas duas ou três vezes e, para o que quero contar, acho que estavam comigo e as músicas o Vitor Wutzki, no baixo e o Tulio Freitas, na viola. O Escritório tava cheio. Dez pessoas e fica a impressão de lotação esgotada. É um lugar que as bandas se apresentam, acho que de quem faz rock and roll, então, o som é meio zoado, chiado, com um monte de interferência no embolo da quitinete, mas, fora isso, depois de ambientados no som, a gente se sente muito bem e tudo.
Eu achava que todos que estavam lá pra assistir à gente, eram amigos ou conhecidos do Bruno. Meus amigos, com exceção de alguns poucos, não vão me assistir. É aquela estória, santo de casa não faz milagre. Acho que um pouco da idéia de fazer esses De Casa em Casa é um pouco isso: então, amigo, já que você não vai às músicas, elas vão até você...rs... e foi assim que deus criou o mundo, cheio de amor, de ternura.
Mas o que eu quero dizer mesmo é que tinha um garoto rindo sozinho num sofá à nossa frente, enquanto nos escutva. Depois, a gente conversou e ele ficava dizendo que queria ler o meu livro de poemas. Eu repeti todas as vezes que eu eu não fiz poesia. E que os meus livros contavam estórias. Era o Ramon Nunes Mello. E ele me disse que, às vezes, ria sozinho mesmo. E não me importei com isso.
Depois, ele falou comigo se eu não teria uma poesia que falasse sobre o HIV. Eu disse que, não, diretamente, mas que minhas músicas e livros, falavam disso, dentro delas. E, agora, ele reuniu todas as poesias que recolheu, num mesmo livro: “Tente
entender o que tento dizer: poesia + hiv/aids”. E que vai ser lançado na Mostra Todos os Gêneros.
A minha é A Música do Sábado (Kali C Conchinha/luís capucho). E vamos tocar ela lá, na mesa:

“19/05/2018 SÁBADO - 16H
Visibilidade ou Não: Modos de Ocupar o Mundo + Performance Musical Poema Maldito
com Mirella Façanha, Neon Cunha, Rafael Bolacha [mesa] e Luís Capucho [pocket show] | mediação Marcio Caparica”
.
Eu, Vitor e Felipe Abou e Pedro.
Venham todos!
MAIO10
10 de maio – 20 de maioItaú Cultural (São Paulo)São Paulo
CarlosMarcio e 4 amigos
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segunda-feira, abril 30, 2018


Continuando a postagem de ontem, sobre a apresentação das músicas na casa do Paulo, As Vizinhas de Trás – o deus das coisas simples (a despeito de minha tentativa de explicar onde estávamos suspensamente localizados) foi sobre o que estávamos literalmente suspensos. Eu vejo isso na foto que Pedro fez delas, ladeadas pelo azul do tótem, que é o centro de nosso barco, mas que ali na arrumação, ficou meio na beira dele. O centro é a beira. Mas, dentro do show, eu não poderia ver. E não pude me situar.
Depois, na volta pra casa, surgiu o assunto da suspensão dos automóveis, um assunto da mecânica deles - A mecânica (em grego Μηχανική, em latim: mechanìca, ou arte de construir uma máquina) é o ramo da fisica que compreende o estudo e análise do movimento e repouso dos corpos, e sua evolução no tempo, seus deslocamentos, sob a ação de forças, e seus efeitos subsequentes sobre seu ambiente – e era isso que, pretensiosamente, eu queria falar, da mecânica dos shows De Casa em Casa, que é o barco que estamos a navegar, assim, de seu percurso afetuoso pelas salas dos amigos. Mas, aí, eu não soube ser objetivo ali, em meio à emoção das músicas, nas suas marolas e ondas vivas. Nesses assuntos, eu nunca soube ser.
Daí, sua melhor situação é a foto que Pedro fez.
Vejam:



domingo, abril 29, 2018

A Música do Sábado com Diário da Piscina por Paulo Barbeto.

Ontem, antes ou depois do De Casa
em Casa no Paulo, o Felipe disse, meio uma pergunta, meio afirmando, que ontem
seria o nosso último De Casa em Casa. Eu confirmei e deixou de ser uma pergunta
naquela hora. E eu me lembro de ter dito pra os-as meninas-os da Cabeça de
Porco, antes de eu começar a mostrar as músicas, da dificuldade que era
localizar aquele momento nosso ali, porque ele descendia de muitas situações e
isso, me fazia ficar na dúvida, inseguro, de como explicar ele. E eu queria
explicá-lo, sei lá, que era pra ter a sensação de que a gente se suspendia de
algum lugar, quer dizer, mesmo suspensos e vagando, a gente tava iluminando um
lugar, que é uma palavra que tem aparecido muito, desde que Vitor Wutzki trouxe
ela pra aqui, pro apezinho, de onde estou falando, se liga.
Então, a verdade é que, ontem,
não foi a última vez. Porque ainda temos dois choros pela frente. Um deles com
Vitor, em SP. E outro com o Fernando, em Itaipava. Mas é que esse é um momento
de dúvida, porque de todas as situações que ele decende, não sabemos qual delas
é a mais potente e qual vai prevalecer.
O Simon, que nos deu a alegria de
estar nos dois últimos De Casa em Casa, junto a outra alegria de tocar pra o
pessoal da Cabeça de Porco, disse numa hora, uma coisa sobre política do desejo
– e somente ele saberia falar disso melhor – mas de qualquer modo, considerando
o que ele falaria, não estamos localizados num final e  não é o último.
E escolhi A Música do Sábado
(Kali c/luís capucho) para subir no meu canal, porque no finalzinho dela, pedi
a Paulo Barbeto que lesse um dia do Diário da Piscina (É editora/2017). E
fiquei emocionado com isso, olhando agora. Quero guardar.


Vejam:

sábado, abril 28, 2018

 Sábado passado, depois que apresentamos as músicas em sua sala, a Kai me deu duas rosinhas brancas pra colocar na minha camisa de fazer shows. Disse que simbolizavam ela e a Pavão. Também para o De Casa em Casa hoje, nesse sábado, no Paulo, na Lapa do Rio, aprontei para o nosso barco a carranca As Vizinhas de Trás – o deus das coisas simples.
Vejam:

sexta-feira, abril 27, 2018

a música do sábado - luís capucho

Estamos chegando ao fim com os De Casa em Casa.
Desde o primeiro deles, em janeiro desse ano, que têm sido
muito especiais cada uma das salas dos amigos que visitamos. E que deixou o seu encanto, muito íntimo deles e particular na gente. No meio do caminho – eu já nem me lebro direito quando e parece que sempre foi, é assim - entrou para o nosso triste a gaiato navio das apresentações, o Felipe Abou, com sua bateria
mirim, vermelha.
Para o De Casa em Casa, amanhã, no apezinho do Paulo,
estaremos apenas eu e ele. Mas nos juntaremos ao Vitor Wutzki outra vez, dia 19, em SP, na Mostra Todos os Gêneros, do Itau Cultural, na Avenida Paulista. E no dia 26, o choro final, no 5.4 do Maurício. E, aí, é festa em Itaipava, quando nos ajeitaremos, eu e Fernando.
Ontem, ensaiamos aqui em casa “A Música do Sábado (kali
c/luís capucho)”. E pedi a Gabrielle que filmasse a gente no celular para mostrar. Porque ela vai estar no livro do Ramon Nunes Mello, a ser lançado em maio.
Vejam:
"Tente entender o que tento dizer: poesia / hiv
aids"
textos críticos de Alexandre Nunes de Souza, Eduardo Jardim e Denilson Lopes
imagem de capa de Leonilson, "34 com scars"
projeto gráfico e capa de Omar Salomão
editoras: Ana Cecilia Impellizieri Martins e Maria de Andrade

"Uma coletânea de poemas em torno do tema hiv/aids não deixa de ser uma radiografia da trajetória do vírus e suas repercussões no corpo, na sociedade e na própria poesia, desde os anos 1980, momento que marcou a explosão da epidemia, até as experiências da chamada “era pós-coquetel”. Os noventa e seis poetas reunidos na edição – organizada por Ramon Nunes Mello, com título
emprestado de uma crônica de Caio Fernando Abreu – rompem o silêncio a que essas siglas  ficaram confinadas pelo estigma, medo e preconceito, criando um novo imaginário e provocando novas expressões e reflexões sobre o vírus e a linguagem."

Vejam:

quinta-feira, abril 26, 2018


Aqui, quieto comigo mesmo, os De Casa em Casa encurvando para o final e abrindo caminho para outras coisas de que a gente não sabe ainda, o apezinho ainda de janelas fechadas, “As Vizinhas de Trás – o deus das coisas simples” pronta, para ser a carranca do nosso navio no apezinho do Paulo, sábado, agora, na Lapa, onde eu e Felipe Abou aportaremos com nossos apetrechos de música, enquanto o passarinho engaiolado do apartamento-térreo canta o hino do Flamengo, vou compondo esse parágrafo pra te avisar, pra você ir, pra você passar lá.... porque você não passa lá, por que você não passa lá? Você sabe onde ele mora, vou te dar o endereço, que é pra você passar lá!

ABR28

De Casa em Casa no Paulo


  • Sábado às 20:00 – 21:00
    Daqui a 2 dias
  • Rua dos Inválidos, 185, apto. 312, edifício Rio Assú, Lapa // Telefones: 97142-7193, 3923-5492

quarta-feira, abril 25, 2018

Lua Singela - luís capucho

Desde que o Cinema Orly foi publicado, em 1999, pela Ficções de Interludio, que eu sinto as maravilhas acontecerem pra mim. Então, depois disso, eu me pego pensando em qual maravilha virá, agora? Eu tou dizendo assim, mas eu sei que as maravilhas são resultado de uma vibração coletiva, uma energia em que neguinho vai chafurdando, eu também, junto, e, de repente, aparece o resultado disso que é uma maravilha pra mim.
Quando o Cinema Orly foi fechado e estivemos lá para filmar o Peixe - do Rafael Saar -, eu tive uma crise de choro de que eu não conseguia sair. Ver o cinema ali, aceso, apodrecendo sem ninguém, me deixou muito emocionado. Fiquei um tempo dentro daquilo, chorando, e foi uma coisa boa, no final. Nesse dia, conhecemos a Caroline Valansi, que foi quem tinha nos aberto o cinema em decomposição pra gente fazer o filme. E ela nos contou que tinha uma coisa muito forte ali dentro, ele tava vazio ali, mas a vibração existia, o assombro tava lá, a maravilha.
Depois do Diário da Piscina(É editora/2017), a maravilha foi os De Casa em Casa. Fizemos o primeiro no Sirineu Ciro, depois Claudia MaiaMárcio Caminha, Babel - Gilberto de AbreuLeonardo RiveraEraldo Brandão, Casa 46 – Madame Liza – Eduardo Nahum Ochs, Audio Rebel, Alexandre PortoBruno CosentinoKai Lani e, agora, que Vitor Wutzki precisou de um hiato, vamos chegando ao fim. Faremos um último no Paulo Barbeto, apenas eu e a bateria-mirim do Felipe Abou Mourad.
Cada um dos nomes que eu citei aqui, incluindo os músicos e Pedro Paz, abre para um coletivo inesquecível de pessoas que foram nos assitir em cada sala, varanda e quintal. E isso tudo é muito foda. Não tenho como agradecer. Eu nunca tenho como agradecer, porque é de minha natureza mais pedir do que dar. Também não vou chorar, porque essa maravilha, diferente do Cinema Orly, ela é real pra caramba, como vocês podem ver, a gente tocando Lua Singela no De Casa em Casa na Kai Lani. E o cinema, vocês sabem, é fantasia.
Também porque teremos dois choros finais: um dia 19 de maio, em SP, na Mostra Todos os Gêneros, do Itau Cultural. E depois, apenas eu com a sanfona do Fernando Bastos Trigo de Negreiros, em Itaipava, dia 26, no níver do Maurício Kiffer.


sábado, abril 21, 2018


Eu escrevia cartas pra o Edil no final dos anos 80 e começo dos anos 90. Também escrevia essas cartas pra o Ciro, pra o Sacramento, para a Claudia. Comecei com as cartas, logo que me alfabetizei, aos sete anos. Mamãe me ditava o que ela precisava dizer para o José Maria e, depois, colocava no correio.
Suas cartas, que ela me ditava, eram curtas, eu me lembro. E em primeiro lugar falavam de saudade. Diziam que desde que ela o vira pela última vez, que... e, aí, eu escrevia como escutava, em maiúscula: Deus que te vi pela última vez, que...
O Edil por três De Casa em Casa, leu essas cartas que lhe mandei na juventude. Eu fiquei com um pouco de vergonha, achando uma bobagem todo aquele meu assunto que eu criava nas cartas, ocos, só pelo prazer de escrever e, então, perder um pouco de minha tristeza jovem. Mas o Edil disse que eram cartas de poeta e leu de um modo muito emocionado, bonito, porque ele é um poeta e leu poeticamente e chorou, porque não há um outro modo de um poeta ler uma carta. Então, todos os amigos que escutaram a leitura, acharam minhas cartas muito bonitas. Eu que não consigo fazer ideia do que elas sejam, também, com eles, as achei bonitas, assim.
Estou dizendo isso, porque ele me deixou todas as cartas que lhe escrevi e nesta semana, li algumas. Uma delas, a que achei mais legal, falava de bolinhos que mamãe fazia e comíamos na cozinha, fritos na hora. Esse era o único assunto da carta e eu dizia de meu desejo de que comer aqueles bolinhos, fosse como aquela lembrança que eu tinha, de olhar para as rolinhas ciscando a palha de arroz, quando eu não era nem mesmo um menino ainda, era um bebê, e o sol era um sol branco, azul e dourado, inclinado sobre elas, as rolinhas.
Só, que o desejo não se realizou, não fosse a carta. As rolinhas estão até hoje pastando sob o sol branco, azul e dourado. Os bolinhos só estão na carta.

quinta-feira, abril 19, 2018

Inferno - luís capucho

Como eu disse aqui para meus silenciosos leitores, o showzin
na Kai Lani, no Choveu!, no sábado, seria apenas eu e Felipe Abou na sua
bateria-mirim. Mas para nossa alegria, Vitor Wutzki adiou sua passagem para
Campinas, e seremos os três, outra vez.
As nossas apresentações nos De Casa em Casa têm sido uma
maravilha pra gente que participa, pra mim, e têm deixado boas lembranças em
nós todos, das salas modificadas pelo nosso barco.
É certo que as lembranças são um lance subjetivo e que pode
haver de elas serem mais gostosas em nossa alma, do que foram gostosas na hora
em que estavam concretamente rolando nas casas dos amigos. E isso é pouco
importante.
Pedro registra o que a gente depois mistura de real e
fantasia, no seu celular. Eu amo esse que ele fez da Varanda do Alexandre.
Venham todos! É na Tijuca, é na Kai, é na Choveu, na Pavão.
É no céu, no vento, na nuvem. Vejam:



quarta-feira, abril 18, 2018

Eu acabo de ver aqui no facebook que o Rafael Saar fez checkin na Alemanha, rumo a esse Festival de cinema. E a Dilúvio Produções me emplacou no adjetivo fabuloso. Eu achei engraçado ficar junto desse adjetivo. Eu acho engraçado que eu me aproxime de qualquer adjetivo. Porque eles são decisivos, mas não decidem nada, porque a verdade é que não têm poder, são agregados, adjacentes e, por isso, ficam por pouco tempo, não esquentam cadeira, volúveis ou volateis que são.
Fora isso, eu peço para os amigos, como eu, focarem coisas boas pro Rafael lá, pro filme, pra tudo ir se desencadeando do jeito mais bonito, porque é isso que acaba valendo no fim. Mesmo que bonito seja também um frágil adjetivo...rs.
 
A boa notícia é o projeto Peixe - Fish selecionado pelo programa Lovers Goes Industry - Work In Progress, do Lovers Film Festival - Torino Lgbtqi Visions na Itália!
O filme é dirigido por Rafael Saar e traz o fabuloso Luís Capucho como protagonista.
Na imagem, still lindo da fotografia de Matheus Rocha.

terça-feira, abril 17, 2018

Mais uma Canção do Sábado e Vai Querer? - luís capucho

A Mais uma Canção do Sábado é uma poesia linda que o
Alexandre fez pra eu musicar. Ela fala de coisas que eu diria andando pela
cidade, como as coisas que eu disse em A Música do Sábado, que Kali C Conchinha
me ajudou a musicar e que abre meu disco Cinema Íris.
No Poema Maldito, a Mais uma Canção do Sábado está apenas na
voz e violão, registrada pelo Felipe Castro. Mas aqui, no De Casa em Casa, no
quintal do Bruno Cosentino, ela está pela segunda vez, além de meu violão e do
baixo do Vitor Wutzki, acompanhada pela bateria butô do Felipe Aboud.
A gente emendou a Mais uma Canção do Sábado com a minha
música Vai Querer? que fiz a partir de um poema da Suely Mesquita e que nos deu
muita alegria, quando o Wado gravou num dos seus discos. Eu contribuí no poema
da Suely, além da melodia, com o título e com o refrão, que eu descolei de uma
música do finado Luiz Melodia e também de minha época de vendedor de picolé,
quando eu gritava pra o infinito, andando pelas ruas do verão de Cachoeiro do
Itapemirim, o Aêêêêh, quem vai querer? Mas o Wado não curtiu, porque não canta
o refrão, no seu A Farsa do Samba Nublado. Também, ela aqui ganhou um coro do
Vitor.


Vejam:

Essa semana o navio De Casa em Casa vai estar sem um de seus marujos, porque o Vitor Wutzki precisa voltar a Campinas. E seremos eu e Felipe Abouna sua bateria-mirim, apenas. Nos juntaremos ao Vitor, outra vez, em maio, porque segundo as previsões que pudemos fazer, as correntes do mar e as posições dos astros no céu sem tamanho, estarão propícias de novo a essa junção, a nossa volta, e outra vez, cada um de nós de dentro de nossas próprias turbulências, pororocaremos juntos, onde o fluxo das coisas e nós, nos levarmos.
Nesse sábado, agora, nosso De Casa em Casa vai estar na Kai Lani, menor, mas não menos vibrante, forte, colorido e benfazejo. E estou muito contente, porque isto é meio um desenrolar para outra coisa de minha participação na peça Cabeça de Porco, dirigida pelo Diêgo Deleon, onde a Kai foi soldado, santa, cafetina, atriz.
Nosso De Casa em Casa vai abrir ou reabrir o Centro Cultural privativo dela e da Pavão – Choveu - e isso agora é um convite pra vocês, os amigos, virem nos ver. Traga seu come, seu bebe e seu fume. Vamos passar o chapéu pra contribuição livre. Kai vai fazer batida num preço camarada.
Venham todos!


domingo, abril 15, 2018

Ontem, o celular do Pedro tirou essa foto da gente, depois de uma tarde de sábado no estúdio do Martin, pra fazer um disco meu. Isso é uma coisa que vem de desdobrando dentro dela mesma e, ao mesmo tempo, vem se desdobrando em outras coisas, de modo que o disco que se pensou no início, vai ser outro e, antes disso, bem no início mesmo, como acontece nas células embrionárias, que pegam dois caminhos, duas direções, já havia acontecido de, desse mesmo tronco, ter se desdobrado também o disco Crocodilo, geminado a esse disco da foto, o Homens Machucados.
Eu tava dizendo para o Vitor, ante-ontem, enquanto caminhávamos para um dos ensaios, dizendo nas palavras de ante-ontem, mas agora em outras, que eu estava atento a esses desdobramentos e que eu os sentia a minha revelia e também, não. Isso, porque somos muitos. Nessa foto somos da esquerda pra direita e depois voltando por cima: Milosz, Bruno, Vitor, Hudson, Felippe, Pedro, eu, Mari e Martin.
Vejam:

sábado, abril 14, 2018


Desde que começamos os shows De Casa em Casa, a cada um deles, tem feito parte do cenário, além do tótem, que é um lance que vai revezando, modificando, sendo outras coisas e, hoje, tenho sentido ele como um mastro de navio – e isso faz sentido com o que descobrimos no programa Escuta, do Rafael Julião - https://www.youtube.com/watch?v=_mf1plY6_zg - quando relacionamos todas as faixas do meu Poema Maldito, com sua capa e também com sua primeira música “La Nave Va”, uma parceria minha com o finado Manoel Gomes. E, então, desde que começamos os De Casa em Casa, que é esse navio de porto em porto amigo, que temos, além de seus mastros, o tótem e o liquidificador que ganhamos, uma As Vizinhas de Trás, como carranca para nosso barco. Cada um dos amigos foi visitado com uma carranca diferente. E, ontem, terminei de fazer a carranca que usaremos no apê da kai Lani : As Vizinhas de Trás – A filha de Burger.
Fora isso, nesses últimos De Casa em Casa, seremos apenas eu no violão e Felipe Abou na sua bateria.
Vejam:


sexta-feira, abril 13, 2018


Tenho faltado um pouco aos treinos de natação, às aulas, por conta dos ensaios de musica que tenho feito. E, ontem, porque poderia ir, me planejei e tal. Por toda semana eu estava satisfeito, porque, ontem, eu poderia ir.
E, aí, aconteceu uma coisa incrível, ruim e boa.
Já tem um tempo que tenho pedido na piscina para correr um pouco na água. Porque, fora da água, eu tenho feito pequenas corridas para pegar o ônibus já de saída ou para atravessar a rua, quando tem trânsito. Então, pedi pra treinar na água, pra ir aperfeiçoando essas minhas pequenas corridas.
Só que, ontem, apesar de meu planejamento, me atrasei pra sair, o ônibus tava com defeito no lugar de fazer as digitais e parava longos minutos em cada ponto. Quando saltei, muito atrasado, pensei: vou correr.
E comecei.
Em vinte e dois anos, foi a primeira vez em que me dispus a correr de verdade, não pra atravessar a rua ou para pegar o ônibus.Me postei no lugar em que se posta quando vamos correr e dei o comando, corrida. Só que o corpo, como o de um velho cavalo, apenas trotava, enquanto eu dava o comando de velocidade pela segunda, pela terceira vez, ele apenas trotava. E acontecia, quando eu comndava maior velocidade, que as pernas fraquejavam e doíam, parecendo que eu não conseguiria. Aí, eu insisti e pensei, vou apenas trotar, não vou explodir. E avancei meio quarteirão. Andei um pouco e de novo repeti o trote de pernas bambas e fracas, mais meio quarteirão. O que ando, do ponto de ônibus até a piscina em 15 minutos, fiz em 8, correndo, trotando, meio cambo, mas firme no cambo.
Moral da estória: começando do zero, outra vez.


quinta-feira, abril 12, 2018

eu quero ser sua mãe - luís capucho

O Bruno Cosentino tem uma gravação muito linda de Eu Quero Ser Sua Mãe, no seu disco Corpos São Feitos pra Encaixar e Depois Morrer. E mostramos a música em seu jardim, em nosso último De Casa em Casa, do dia 7 de abril. No dia 20, a gente segue o barco e o porto da vez será o apezinho da Kai Lani, na Tijuca.
Tem umas coisas que vão se ligando, sem que a gente se dê conta de que estão acontecendo naquela direção. Vou explicar: faz tempo, mostrei Eu Quero Ser Sua mãe pra Ju Martins. E depois ela fez uma gravação linda dela em seu disco Heyô. Mas no dia em que lhe mostrei a música, ela me disse ser muito parecida com as músicas do Rogério Skylab. Embora eu não tivesse visto sentido nisso, um tempo depois o Rogério disse que adorava Eu Quero Ser Sua Mãe. E, daí, muitas outras pessoas, por isso, conheceram a música. A verdade é que há muitas ligações entre as coisas de que a gente não se dá conta. Ao mesmo tempo, a existência delas parece bobagem e milagre.
Vejam:

domingo, abril 08, 2018

a masculinidade - luís capucho

Ontem, fizemos o nosso décimo primeiro De Casa em Casa, no
Bruno. O próximo será na Kai Lani e a nossa alegria é sempre grande, esticando
o verão do Vitor, energizados pela bateria mirim do Felipe Abou, emocionados
nas cartas do Edil, filmados no celular do Pedro.


Vejam:

sexta-feira, abril 06, 2018

Víde Retrato #2 - Luís Capucho

Amanhã, faremos o nosso décimo segundo De Casa em Casa, no
quintalzinho do Bruno. E pela segunda vez, estaremos juntos à bateria mirim do
Felipe Abou. Eu vou dizer que é uma política muito feia, essa da justiça
brasileira, que mandou prender o Lula, um político que saiu e que chegou na
gente trabalhadora, porque a gente vê que, como são safados e com cara de
safados os políticos, ele não se safou. O mesmo eu penso de Dona Dilma.
Fora isso, eu conto com vocês pra assistirem a nossa
bandinha amanhã. Já combinamos que o Edil lerá as cartas dos anos 80-90 que
mandei pra ele. São cartas muito juvenis, dramáticas, com laivos de suavidade,
que à distância dos anos que se passaram, são pura bobagem, mas todos que
ouviram disseram haver poesia nelas. E o próprio Edil me disse que a poesia
delas são a despeito do sexo. Por isso são lindas! He he he” <3
Do Bruno eu só ganho presentes.
O último foi esse vídeo-retrato que Ana Rovati fez.
Vejam:


quinta-feira, abril 05, 2018

Víde Retrato #2 - Luís Capucho

Um episódio que me aconteceu na praia de Icaraí, enquanto
fazia hora para nadar e que, depois, contei pra o poeta espanhol Tive Martinez
– na edição ficou parecendo que contei a estória para o próprio louvadeus
sagrado – e que virou Poema Maldito dele, do Tive, depois virou música minha,
depois título de disco produzido pelo Felipe Castro, e que virou retrato,
agora, pela Ana e Bruno.
Agradecido demais por tantas voltas.
Vejam:


quarta-feira, abril 04, 2018

Inferno - luís capucho

À medida que minhas apresentações das músicas vão se
sucedendo – e umas acontecem muito importantes e dentro da situação de cada uma
das pessoas que vão nos assistir - embora haja aquelas pessoas importantes que
nunca pensam em nos assistir e, assim, as músicas não ganham importância alguma
para elas – e, por isso, vou concluindo coisas a seu respeito, a respeito das
apresentações... e primeiro de tudo sou grato demais, desde o início, onde tudo
começou, sou grato, porque tudo veio dar onde estamos agora, o tótem vermelho e
azul do Alan, como o mastro de um navio que tem ido de porto em porto, nas
salas dos amigos, eu, acompanhado de outros marujos-guerreiros, o Pedro, o
Vitor, o Abou.
Nosso navio só tem encontrado alegria por onde passou
liquidificando as vibrações, nóis navio, nóis cortejo, nóis amor. Desde o
primeiro deles, no Ciro. E o último, no Alexandre.


Vejam:

terça-feira, abril 03, 2018


Para abril temos três shows do De Casa em Casa confirmados. O último deles, seremos apenas eu e a bateria do Felipe Abou, porque Vitor já estará se preparando para Portugal, onde ficará por alguns meses.
Como vocês sabem, para nossa última apresentação, minha Camisa de Fazer Show ganhou um retalho de roupa da estrombólica Maria Bethânia. E gostei do modo em que na minha roupa, o também estrombolismo de sua roupa, passa meio batido e tudo.
Para o próximo show, o universo ainda não me encaminhou um enfeite. Mas logo ele despontará pra mim, eu sei. Sobre essa minha roupa, sempre os amigos têm aludido ao trabalho de embalsamamento do Arthur Bispo de Rosário, acho que pela ideia mesmo da roupa e por causa de seu aspecto de pobreza. Mas do que eu mais gostei foi da lembrança do Marcio, de que ela tem o mesmo fundamento das roupas dos cangaceiros de Lampião. Porque funcionavam como um brasão, um escudo, uma armadura, ao mesmo tempo física e espiritual. Uma coisa que blinda a gente.
Vejam:


segunda-feira, abril 02, 2018

O primeiro flyer que Lucía fez para esses nossos shows De Casa em Casa era uma estrada muito longa e deserta que no final levava a mim mesmo. Depois, Vitor atualizou ele colocando-me de janela aberta aqui na sala do apezinho e com As Vizinhas de Trás nas paredes. Agora, para as apresentações de abril, ele me colocou dentro do carro na estrada deserta da Lucía, com um espelho que olha para trás. De verdade olharei muito ainda para esses shows que os amigos estão me dando de presente em suas salas, varandas, terraços e quintal. Que venham muitos mais. Eu preciso aprender. Eu é nóis!

sábado, março 31, 2018

Inferno - luís capucho

A apresentação das músicas na casa do ale, ontem, foi muito
singela, comparada à capelinha do Audio Rebel. Porque eu senti na Rebel, com a
amplificação do som, que eu meio não estava montado direito no cavalo da
bateria a baixo portentosos. Na varanda do ale, voltamos a nossa bateria
infantil do Felipe e ao nosso baixo do Vitor no volume de nossa caixinha. Eu
disse que quero subir no cavalo poderoso da amplificação, mas um cavalo menos banzé,
acho mais fácil pra mim, agora.
Nas apresentações das músicas nas salas dos amigos, tenho
começado com a Inferno(luís capucho/marcos sacramento) e, aí, conto a estória
dela, os muitos detalhes de ela ter sido a primeira música que fiz, após ter
conseguido, outra vez, tirar um acorde de meu violão.
Não ficou muito aparente o detalhe da roupa de Maria
Bethânia em minha camisa de fazer show e até gostei de seu espalhafato ter
ficado mínimo.
Pedro filmou.


Vejam:

sexta-feira, março 30, 2018

O De Casa em Casa hoje será no Alexandre, aqui, em Niterói, e os amigos que quiserem se chegar, vai ser um prazer pra gente. Ontem, pela primeira vez, tocamos com o Felipe Abou, na bateria, no Audio Rebel. O nosso tronco engrossou e acordei hoje pensando sobre isso... que aos poucos o desenho inteiro das apresentações vai se acomodar a esse tronco, que é uma coisa lenta, que a gente vai desenhando devagar, ficando mais forte, duro, grande e grosso, tudo junto num mesmo movimento e tudo, na bateria de criança do Felipe.
É que fiquei muitos anos, desde sempre, na verdade, sem a pedreira de uma bateria e precisamos entender isso direitinho, quer dizer, as músicas levaram o maior jeito e precisamos subir nesse cavalo.
Para o De Casa em Casa no Alexandre, minha Camisa de Fazer Show vai ganhar um pedaço do pano da calça de Maria Bethânia. É que o Atelier de Indumentária teve acesso a sua costureira, que ta fazendo a roupa do próximo show dela. E Pedro pediu um retalho. Eu tenho um pedaço da roupa do Prince, que Ruth me deu, um pedaço da roupa do Ney, dado pelo próprio, e agora, um pedaço conseguido às escusas, da roupa de Maria Bethânia. Caramba!
O De Casa em Casa saiu n’O Globo Niterói, hoje.
Vejam:

quinta-feira, março 29, 2018

poema maldito

Hoje, tocaremos a Música Poema Maldito (luís capucho/Tive
Martinez) no show de logo mais no Audio Rebel - https://www.facebook.com/events/1920816307970884/
Independente disso, subi no youtube, os acordes dela no meu
violão, para os que queiram tocá-la ou me acompanhar tocando com seu
instrumento. Eu sempre conto a estória dessa música, cujo episódio me aconteceu
em Icaraí e que, ao contá-la pra o Tive, ele me devolveu ela reinventada num
poema. O que se ouve no fim, é distante muitas e muitas vezes do que realmente
aconteceu. Porque tem a fantasia que herdei de mamãe para contar uma estória em
português, tem a tradução de minha fantasia para a fantasia do Tive e sua
língua espanhola. E, outra vez, o Poema Maldito de volta ao português de
Icaraí.
Amanhã, tocaremos na varanda do alexandre - https://www.facebook.com/events/172040043593245/
- e depois de amanhã, participamos do show do Bruno – https://www.facebook.com/events/1896988137002340/

Vejam:




quarta-feira, março 28, 2018

Nessa semana, o De Casa em Casa estará em 3 lugares, cada um a seu modo e ganhamos mais um integrande na bateria, o Felipe Abou. E amanhã, tocaremos nossas músicas no Audio Rebel. O Audio Rebel foi o primeiro lugar em que apresentamos o Poema Maldito e foi onde usei pela primeira vez minha camisa de fazer show. De lá pra cá, ela tem ganhado muito adorno e vou costurar umas fitas nela, para contrabalançar as fitas que costurei nela para o show em Rio das Ostras, para o De Casa em Casa no Eduardo.
Na sexta-feira faremos na varanda do Alexandre e esse é perto de casa, em Sta Rosa mesmo – Niterói. Nunca que minhas músicas foram apresentadas, antes, com um tronco, assim, de árvore grande, gorda e folhuda. Venham todos! No sábado, participaremos do show do Bruno.

segunda-feira, março 26, 2018

carta de luís capucho para o Edil

É muito bonito e emocionante pra mim, o modo como o Edil lê
as minhas cartas, nos show De Casa em Casa, afastados que estamos há quase 30
anos do assunto delas. Essa foi a segunda vez que ele as leu. Primeiro no
Márcio, nosso amigo comum e que é um dos assuntos da carta. Ante-ontem, porque
o Edil é muito amigo de um amigo do Eduardo, um ex-amigo heterossexual com quem
o Eduardo se desentendeu veramente, estivemos, outra vez, entre amigos. E
levamos as cartas pras leituras.
Antes, eu perguntei ao Edil se combinaria lê-las de novo.
Ele respondeu que não só combinava, como ele gostaria de lê-las. Eu não sei, se
há quase trinta anos, ele lia minhas cartas no tom em que as lê agora. É
possível que esse fosse realmente o tom delas, esse com que ele as leu. Mas eu não
sabia, ta ligado?


Vejam:

o camponês - luís capucho

Foi lindo demais o De Casa em Casa no Eduardo Nahum Ochs. A gente tocou no terraço e o Vitor Wutzki estava com efeitos da vacina contra a Febre Amarela, mas não atrapalhou. Durante todo o tempo do show, uma meia lua terminava o seu círculo no céu e vimos a hora em que ela desaparecia no horizonte. Subi no youtube O Camponês – no celular do Pedro Paz - que fiz em parceria com Sacramento nos anos 80, quando eu morava na Cabeça de Porco - Rato(Rocco/2007) - e que colocamos no disco Poema Maldito.
Eu já disse que cada um dos De Casa em Casa tem sido especial a seu modo. E na próxima quinta faremos no Audio Rebel - https://www.facebook.com/events/1920816307970884/ - na sexta faremos em Niterói, no Alexandre - https://www.facebook.com/events/172040043593245/ - e no Sábado participaremos de uma apresentação de músicas do Bruno Cosentino.
Vejam:



sexta-feira, março 23, 2018

The Rolling Stones - Sympathy For The Devil (Live) - OFFICIAL

Hoje é meu aniversário e acordei com um passarinho
engaiolado no Vizinho de Baixo cantando o coro de Sympathy For The Devil. Achei
muito lindo que o passarinho engaiolado do Vizinho de Baixo comemore meu níver
com essa música pela manhã.
Aproveito pra agradecer aos amigos que me felicitam o dia, a
vida e tudo.


Aceito todos os abraços e beijos de bom coração.

quinta-feira, março 22, 2018

Hoje o Bruno apresenta, na Casa de Francisca, em São Paulo, músicas que o ídolo Ney Matogrosso gravou. E tou cheio de graça, porque ele me disse que considera a minha Cinema Íris, parte do repertório do Ney e, por isso, vai cantá-la. Ela foi noticiada muitas vezes como parte de um disco com repertório dos compositores considerados malditos da MPB. Um disco apenas idealizado pelo Ney e de que apenas se tem notícia, nada mais.
O Bruno é foda! <3 br=""> O Ney Matogrosso também! <3 font="">

quarta-feira, março 21, 2018


Minha Camisa de Fazer Shows foi usada pela primeira vez no Audio Rebel, em abril de 2015, numa das primeiras apresentações que fiz do disco Poema Maldito - https://www.youtube.com/watch?v=tysZdshjz8c – e, desde então, a cada apresentação de músicas que fiz, ela ganhou um enfeite novo. Minha idéia sempre foi a de que a Camisa servisse assim como um escudo, algo que me blindasse a timidez e que fosse também bonita e tudo. Sempre tenho a ideia de que ela vai formando uma armadura bonita, poderosa, brilhante e perfeita de exército medieval, mas também tenho consciência do Exército de Brancaleone a que me filio.
Na show De Casa em Casa, no Marcio, ele me chamou a atenção para a semelhança de minha camisa com a vestimenta dos cangaceiros de lampião. Ele chamou minha camisa de Lampião Gay. Googuei e é isso mesmo - https://www.cartacapital.com.br/cultura/a-blindagem-do-cangaceiro-2 - minha camisa é cheia de misticismo que herdei de mamãe e que ela veio passsando do pessoal que veio de trás. Tanto, que a primeira coisa que costurei nela, foi o breve que ela me deixou. Depois, fui a cada show enfeitando mais com coisas que encontrei aqui nos meus guardados e perdidos e com coisas que ganhei também.
O Ney Matogrosso me deu uma escama de sua roupa de Netuno, que caiu no chão no dia da sua gravação do filme Peixe, do Rafael Saar. Rafael me deu uma patente, uma escama de Pirarucu, que trouxe do Pará. Ruth me patenteou com um pedaço que ela rasgou, arrancado da roupa do Prince. Hayge Mercúrio me deu um botão de marinheiro. Walter me deu um cristal de Cristalina exorcizado no Rock and Roll. Minha Vizinha de Baixo outro botão. Madame Liza uma libélula reluzente, Felipe Mourad uma concha de plástico,  Tulio uma licha de unha, Alan Lanzé uma franja, João uma chave, Sheyla um brinco, Gustavo um pedaço de cortina, Karla uma fitinha, a Câmara Municipal de Niterói uma medalha... muita coisa.
Pra o show no Eduardo, coloquei mais fitinhas - https://www.facebook.com/events/2003002259954888/ - e para o show da Audio Rebel, colocarei outras - https://www.facebook.com/events/1920816307970884/
Vejam:


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terça-feira, março 20, 2018

O De Casa em Casa, depois do Eduardo, em Rio das Ostras, passará pela capelinha do Audio Rebel, onde começamos esse fluxo, em 2015, de circular do jeito como temos feito, as músicas que faço. Foi a partir do Poema Maldito, produzido pelo Felipe Castro, que isso começou e estou feliz de voltar a me apresentar na sua igrejinha. É que meus discos anteriores foram arranjados pelo Paulo Baiano para que eu tivesse uma banda. E como o Poema Maldito foi um disco voz e violão, isso favoreceu a sua circulação. Dessa vez, no oratório do Audio Rebel, seremos eu, Vitor e Felipe Mourad. E tocaremos desde músicas do Lua Singela, Cinema Íris, Antigo, até ao Poema Maldito e inéditas. Venham todos! Estão convidadíssimos! É aqui!


Luís Capucho
quinta - 29/03 às 20h00 | Audio Rebel

Mais uma noite de música na Rebel
Descrição:
De sua seara de compositor, com músicas já gravadas por nomes como Cassia Eller, Pedro Luís e a Parede e por artistas da nova safra da MPB, como Gustavo Galo, Bruno Cosentino, Ju Martins e outros, Capucho se apresenta na Audio Rebel junto de Vitor Wutzki e toca as músicas do seu quinto disco, Crocodilo.

Atrações: Luís Capucho Vitor Wutzki Felipe Abou Mourad
Preços:
Ingressos: R$20
Observação:

Preços sujeitos a alteração sem aviso prévio.

Pontos de venda:
Audio Rebel
Endereço: Rua Visconde de Silva, 55 - Botafogo - Rio de Janeiro/RJ
Forma de pagamento: para o ingresso, apenas dinheiro; no bar, todos os cartões de crédito.
Horário de funcionamento da bilheteria: todos os dias, de 13h às 21h

segunda-feira, março 19, 2018

https://aboutlightblog.wordpress.com/…/luis-capucho-de-cas…/


Luís Capucho: de casa em casa, uma turnê afetiva e um novo disco
Luís Capucho tem feito um périplo de apresentações voz e violão pelas casas de amigos. Uma turnê afetiva, como ele diz, que aproveita a presença do guitarrista…
ABOUTLIGHTBLOG.WORDPRESS.COM


O próximo De Casa em Casa será no Eduardo Luna, que é um amigo-a que fiz a partir de meus livros e músicas. A primeira vez que ele-a veio em minha casa, ele-a me trouxe um seu livro em folhas digitadas. Depois me trouxe um livro, que era um livro mesmo, dele, “Falta misandria no movimento trans” – um livro que tenho aqui em sua primeira versão, de 2015.
Ele-a modificou a data do evento uma vez e quis modificá-la uma segunda vez, para que seus amigos do BDSM pudessem estar, mas, aí, eu e Vitor e Pedro já tínhamos as datas de final de semana agendadas.
Esse evento será em Rio das Ostras e quem estiver por lá, será muito benvindo.
https://www.facebook.com/events/2003002259954888/

domingo, março 18, 2018

Os shows De Casa em Casa têm sido muito importantes pra mim e, ontem, dividimos com a Lucia Santalices, que fez um show em que as sombras eram tão enormes quanto a luz, e isso deixou tudo muito bonito, o corpo pequeno dela piscando, pulsando na sombra, na luz, no movimento, no som. O pessoal tem que ver o teatro dela, visceral e cheio de pensamento.  Eu queria fazer...
Também foram lindos os momentos que Madame Liza cantou comigo em O Camponês(luís capucho/marcos sacramento). Caramba, como a música ganhou beleza. E quando o Ricardo, inesperado, cantou comigo Eu Quero Ser Sua Mãe. Tudo muito dentro de meu som e do Vitor, lustrando o som da gente, com os óleos deles, a luz, sei lá, eu que tenho a impressão sempre de deslocamento, me senti no meu lugar.
Também tinha o Milosz, que de quando em vez, vem registrar os meus lances e isso me enche de alegria. E os amigos, Ruth, Mônica e Eduardo.
No sábado que vem, enquanto os militares intervêm na cidade maravilhosa, na favela, faremos nossa intervenção na sala consentida do Eduardo Luna, em Rio das Ostras. E seremos apenas eu, Vitor e Pedro.

sexta-feira, março 16, 2018

Generosidade - luís capucho

De Casa em Casa, no Marcio:


Porque o Vitor está aqui, no verão, agendamos muitos De Casa em Casa. Os shows têm sido lindos, cheios de amor, e, por isso, importantes demais pra mim. Depois do Ciro, Claudia, Marcio, Babel, Leo, Eraldo, o próximo será na Casa 46, da Liza, que participa n’O Camponês (luís capucho/Marcos Sacramento) e Ricardo Richaid e Lucia Santalices que participam também. Depois, na mesma hora, Lucia Santalices mostrará seu disco “escolho de meu corpo” que, modestamente, penso ser de músicas próximas às minhas. Mas, não. É muito particular dela. E isto, vocês verão.
Na Semana que vem, faremos na casa do Eduardo, em Rio das Ostras, e na semana seguinte, numa quinta-feira, no Audio Rebel, depois na casa do Alexandre. Ainda faremos uma participação no show do Bruno Cosentino no Parque das Ruínas e na semana sequinte, faremos o De Casa em Casa no quintal dele. A ser confirmado, abriremos as boas energias na sala da Kai Lani também.
Agende o seu De Casa em Casa. Quando Vitor for embora, acaba.
Pedro é nóis!
Venham!
A Casa 46 é aqui:


segunda-feira, março 12, 2018

Cada um dos De Casa em Casa tem sido muito especial, ao jeito do anfitrião e ao nosso. Fizemos o 6º deles na casa do Eraldo Brandão, no Jardim Primavera, e não poderíamos ser mais felizes do que fomos, com a cordialidade com que nós e nossa música foram recebidas, ao vivo, na sala, no jardim, nos amigos. Tudo muito chique e sincero.
O próximo deles será na Casa 46. E, além do Vitor Wutzki, o Ricardo Richaid e Machado Liza e Lucía Santalices entrarão nas músicas. Depois, Lucía Santalices mostra suas canções.
Venham:

https://www.facebook.com/events/2049292195289441/


quinta-feira, março 08, 2018


O Tulio, quando esteve aqui com sua viola para os lançamentos do Diário da Piscina no Rio, como tinha já acontecido com o Gustavo, que tinha me dado um pedaço de cortina de plástico para colocar na Camisa de Fazer Shows, disse, com aquela cara le(a)vada que ele tem:
- Vou te dar essa lixa de unha pra você colocar na Camisa – e, aí, como na estória com o Gustavo, não consegui imaginar como. E aceitei agradecido, mas com essa cara que temos às vezes de, como assim?
E para o show de hoje, na Babel 08, Vitor resolveu a ideia. 
Disse:
- Coloca com se fosse a sua espinha. Depois, você vai acrescentando as coisas - e assim, vai ser.
Vejam:


quarta-feira, março 07, 2018

Nesta semana apresentaremos minhas músicas em três lugares seguidos, na quinta, sexta e sábado. A vez em que me apresentei assim, uma carreira de shows (enquanto o Vitor está aqui, faremos shows por todo mês de março até o meio de abril), eu me lembro que aconteceu na vez em que Rubia me chamou pra tocar na Austria. Então, foi um movimento parecido: enquanto o Vitor está aqui e enquanto eu estive na Austria, os shows se concentraram nesse tempo.

Amanhã, a gente vai apresentar o De Casa em Casa, na Babel 08, um centro cultural independente em Icaraí, que é resultado de uma tribo que vem brotando a semente em Niterói, desde os anos 70. E que também vem brotando a semente que estava antes dos 70 e de depois do agora.

Na sexta-feira a gente toca na Astronauta, na sala do Leonardo Rivera, que é quem entrou no movimento dos meus discos Lua Singela e Poema Maldito, fortalecendo eles. Isso vai ser um encontro bonito: https://www.facebook.com/events/170804457042671/

E sábado, a gente vai apresentar as músicas na casa do Eraldo Brandão, em Caxias. O Eraldo tem ido as minhas apresentações desde o Poema Maldito. Foi poucas vezes, uma ou três, mas tem dado atenção a meu movimento com a música. E estamos felizes demais em levar o De Casa em Casa na sua sala-varanda: https://www.facebook.com/events/345591779292399/

Amanhã é aqui, venham, gente!

https://www.facebook.com/events/157572901615570/

terça-feira, março 06, 2018


O pessoal aqui ta sabendo que no planeta, Niterói, não há lugar em que artistas como eu se apresentem. E, porque o Vitor, antes de ele vir pra cá, soube da Babel, a gente foi oferecer o De Casa em Casa. E não poderíamos fluir em melhor lugar, meio um Okupa paulista, mas um centro cultural independente, que nos ofereceu uma salinha que é o lance mais lindo!  Venham todos, é aqui, gente!
Nesta quinta:

segunda-feira, março 05, 2018


Tem sido uma maravilha que o Vitor Wutzki esteja aqui e que estejamos fazendo essas apresentações “De casa em casa” a que o Edil está chamando de turnê afetiva. Na sala do Marcio, a mágica na sala do Ciro e na sala da Claudia, veio de novo com a acréscimo das fantasias que contei pro Edil em cartas que lhe enviei no início dos anos 90. E eu fico agradecido demais a esses meus velhos amigos. Eles foram os primeiros a oferecer suas salas pra gente ocupar, e nessa semana agora, isso continua na Babel 08(Gilberto de Abreu), no Leonardo Rivera e no Eraldo Brandão.
Por causa desse périplo que estamos fazendo pelas casas dos meus amigos, o Edil escolheu pra ler de surpresa, ontem, dentre as cartas antigas que lhe mandei, aquelas que tinham como assunto, a casa. E isso é uma coisa de que estou sempre falando. No Rato há uma descrição detalhadíssima de cada compartimento do Cabeça de Porco, quase como um lance supérfluo, mas que não é supérfluo, porque é onde eu moro com mamãe. Na Maluca, fica-se louca, com as rosas espalhadas pela casa e na Lua Singela, eu não tenho onde morar. Se for sair catando nas músicas e livros, vai ter sempre esse link com a casa, como um endereço.
Tá sendo muito especial esse movimento que a gente ta fazendo. E como já disse noutro post, mas de um jeito diferente, têm sido especiais esses encontros. Não sei nem dizer he he he!


sábado, março 03, 2018

Então, amanhã, apresentaremos na casa do Marcio, eu e Vitor Wutzki, as músicas do De Casa em Casa. Será a terceira vez disso, porque fizemos no Ciro e na Claudia e as lembranças são boas. Outro dia, eu e Vitor ficamos falando desse movimento nosso de nos oferecer pra casa das pessoas amigas e, porque a gente não conseguia abarcar a ideia toda, a gente começou a falar do volume das ondas, de ondas que se alimentam de outras pra ficar mais gordas e fortes, das ondas que morrem na praia, das submersas, das de superfície, porque a vida é livre e a gente, presos ou levados no movimento dela, também. Meio loucos.
O roteiro de músicas que estamos apresentando é basicamente o mesmo, com ajustes pequenos que vão se desenvolvendo de acordo com o que a gente vai sentindo dele mesmo e também do que a gente sente de como os amigos estão ouvindo ou ouvirão. Tem músicas de meus discos e inéditas.
Tem Diário da Piscina, como um oráculo. Façam seus pedidos. O próximo pode ser na sua sala... he he he! <3 font="">
Roteiro:
1-      O Camponês (luís capucho/marcos sacramento)
2-      Os Gatinhos de Pedro (luís capucho)
3-      Mais uma Canção do Sábado ( luís capucho/Alexandre Magno)
4-       Vai Querer? (luís capucho/suely mesquita)
5-      Poema Maldito (luís capucho/tive martinez)
6-      Lua Singela (luís capucho)
7-      A Masculinidade (luis capucho/kali c conchinha)
8-      Homens Machucados (luís capucho)
9-      Eu quero ser sua Mãe (luís capucho)
10-   Diário da Piscina (luís capucho)
11-   Camuflagem (luís capucho/tive martinez)

quinta-feira, março 01, 2018

o tótem, homens machucados e bruno cosentino

Na casa da Claudia, quando apresentávamos as músicas, quis
explicar pros amigos, ao mesmo tempo em que entendia pra mim, aquele momento
ali e tudo. Isso de eu querer falar e entender e explicar, é um grande desafio,
porque, naturalmente, sou um cara mais quieto e, naturalmente, de meu ponto de
vista, não dá pra entender e explicar o momento de todos nós que estávamos ali
e a explicação da Claudia ou do Vitor ou do Pedro, seria outra, bem diferente
da minha. E isso me deixa ansioso.
Mas, aí, era a minha vez, eu estava entre amigos e danei a
explicar. O Bruno Cosentino tinha ido, porque ele mora ali perto da Claudia, e,
aí, esse momento tinha tudo a ver com ele de um modo enviezado e ao mesmo tempo
muito direto, porque todo mundo sabe que as coisas todas giram de um oposto a
outro e isso foi mais ou menos o que eu tentei dizer quando, nesse vídeo,
expliquei as iniciativas que tenho tido de funcionamento do Tótem, que o Alan
nos deu, para cenário das apresentações das músicas.
Então, tentando situar tudo, esse movimento dos shows De
Casa em Casa tem a ver com o disco Poema Maldito, que é um disco Voz e Violão,
que fizemos eu e Felipe. E, por isso, por ser um disco mais simples, ficou mais
fácil de apresentá-lo. E isso coincidiu com conhecermos o Bruno Cosentino e,
aí, a nossa aproximação com onde ele orbita, nos levou ao loki bicho, embrião
desses shows, ao lançamento do Diário da Piscina e a todas as outras órbitas de
pessoas que compõe o caos em que habitamos, sem explicação.


Mas vejam ela, a explicação: