quinta-feira, agosto 23, 2007

Ainda sobre os remédios que voltei a tomar, sobre as vaquinhas amordaçadas que me buscam, estou, aos poucos, tirando minhas conclusões, porque gostei das bichanas, tão coloridas, tão engraçadinhas e terríveis…
Tenho a sensação nostálgica delas, quando tomo os comprimidos, mas essa noite não vieram. Nem meu pensamento ganhou algum revestimento. Ficou a imaterialidade deles, comum em meu cérebro, sem nenhuma casca, despercebidos, mas protegidos.
Fiquei bem…
Somente perdura certa tontura e um desconforto estomacal e, explico melhor, o meu estômago e cabeça sempre tão discretos, começaram a fazer-se notar, ta se ligando?
Quanto às vaquinhas, não sei se fizeram-se revelar vindas das profundezas intergaláticas do cosmo infinito ou se são daqui mesmo, das entranhas sanguinolentas desse blogueiro contumaz que lhes fala, queridos leit@res.
Ontem, passeando na Net, achei uma outra resenha sobre o Rato, dessa vez, na G On Line. Veja:


Rato









Por Ferdinando Martins 17.08.07

Luis Capucho volta amadurecido em novo romance


Cinema Orly, de Luis Capucho, influenciou toda uma geração de gays – aquela que saía do armário na época em que as paradas começavam a surgir, e a livraria Futuro Infinito era ponto de encontro para os mais intelectualizados.

Agora, oito anos depois, ele enfrenta o medo do segundo romance. Com Rato, da Editora Rocco, Capucho mostra-se um autor mais amuderecido, sem os arroubos de Cinema Orly, mais denso e profundo. O estilo também melhorou. Agora, as frases correm soltas, mas unem-se em uma história coesa, com bom ritmo, agradável de ler.


A trama é singela. Em uma casa caindo aos pedaços, à sombra dos grandes edifícios do centro da cidade, alugam-se vagas para rapazes. Além dos hóspedes, moram lá Dona Creuza e seu filho, um rapaz calado, enrustido, que contempla à distância o corpo de outros homens. A chegada de Plínio, um novo morador, faz com que o rapaz seja tentado a sair do casulo que criou para si e se envolver, de verdade, em uma paixão por outro homem.
Enquanto Cinema Orly dirigia-se a um público específico, habituado à movimentação da cultura gay e ao circuito de pegação, Rato parte para um público maior. Indo além da questão da homossexualidade, revela a fragilidade de limites entre masculino e feminino. Volta-se para um público maior, mais amplo, indicando que a orientação sexual é tema para todos – gays ou não.


quarta-feira, agosto 22, 2007

Tive um sonho estilo Efavirenz.
Estava andando numa rua quando veio um rebuliço em minha direção. Perguntei pra alguém se acontecia alguma coisa. Alguém disse:
- Acontece.
Então, o povo começou a esconder-se entre os edifícios. O que acontecia era que um monte de vaquinhas amordaçadas vinha farejando o pessoal, por isso o rebuliço. No sonho, as vaquinhas amordaçadas também pareciam-se com copos de leite, aquelas flores, bondoso leit@r. E, no sonho, isso era algo muito temível.

Quando fui me esconder tinha uma menina no meu lugar. Dei um puxão nela tão violento que lancei a bichana longe e fiquei escondido, esperando que as vaquinhas amordaçadas- flores copos de leite me encontrassem, porque eu era o que procuravam. Isso tinha a ver com os comprimidos de Efavirenz, que haviam me dado consciência das vaquinhas e de sua busca, bom leit@r.
Que horror…

terça-feira, agosto 21, 2007

Sinto-me meio grogue depois de iniciar-me no Efavirenz. Meio uma tontura, uma pressão na cabeça, algo indefinível que me faz querer ficar parado, quieto num canto. E ontem, meus devaneios na cama, na hora de dormir, estavam revestidos de uma outra casca, outra cor. Estavam diferentes! Seus episódios eram outros também, incomuns, engraçados. Não sei explicar muito, eram evoluções espirituais, se liga…
Ao menos, não são como as ratazanas de Crixivan, o leit@r mais antigo, da época da blog rosa, há de se lembrar delas, das grotescas e infernais ratazanas de Crixivan afogadas e inchando-se enjoadas em meu estômago, mortas, mas físicas...
A única lembrança com elas foi que minha barriga estufou um pouquinho, depois que tomei o comprimido, bom leit@r. Mas estufada de uma nebulosa fina, delicada, indefinível, assim, um troço espiritual, ta se ligando, meu bondoso leit@r?
Então, é isso!

segunda-feira, agosto 20, 2007

Eu me lembro da primeira vez em que vi o Servio Tulio.
Éramos rapazinhos notívagos que gostávamos de andar enturmados nas noites de Nikity City. Um pedaço da turma encontrou o outro. Estávamos na praia do Saco de São Francisco naquela noite e foi quando vi o Sérvio pela primeira vez.
Ele foi quem eu vi entre os meninos e meninas do outro pedaço da turma que vinha em nossa direção.
Como eu, ele cantava e tocava, fui vendo sem surpresa e isso nos aproximou, se liga.
Tudo era somente de rua…
Hoje, recomecei com os remédios do coquetel.
Ele surpreendeu-me com um comentário, vejam:

Servio Tulio disse...

Oi Luis.Menino, outro dia eu estava conversando com a Nina. Lembro-me que alguns anos atrás, ela tinha uma mania maluca de falar que o coquetel era nocivo justamente porque dava a impressão ao paciente que ele estava mais prejudicado do que parecia. Pode até ser. A gente nunca sabe quando e como as coisas reagem em cada indivíduo porque cada ser é um único exemplar sobre este planeta. E isso é um milagre. Mas quando ela me falou isso, é que ela era ligada numa religião não sei das quantas, e estava numa fase estratosférica demais que achava que tudo era a tal da “energia”... E eu pensei, -“Energia é? Pois sim.....então enfia o seu dedo na tomada filha, e aprenda com o choque!”Enfim. Acabamos brigando feio naquela época porque achei uma postura irresponsável dela. Ainda mais sendo uma pessoa razoavelmente conhecida no mundo todo. Obviamente, o tempo passou, fizemos as pazes e ela sacou a besteira que estava dizendo. Eu, por exemplo, sou um cantor, vivo feliz porque consigo cantar, tenho minha voz. Você também tem a sua. O esforço que você disse que faz para cantar é o seu esforço. E que maravilha que você continue firme e forte! Eu também tenho lá minhas dificuldades. Assim como todos os cantores têm as suas. Dificuldades, limites....Todos nós que gostamos de cantar estamos sempre nos esforçando para passar o recado. O importante é passar o recado. O resto, creia-me, é bobagem. Tem gente que tem a maior facilidade do mundo para flutuar feito um rouxinol pelas escalas e não consegue passar recado algum. Vazio total. Pense nisso. O que eu quero dizer é, defenda-se! E não deixe de tomar os seus remédios. Pode ser que amanhã você não precise mais deles. Pode ser que precise. Cada um tem lá suas necessidades. E o mundo está sempre girando em torno de seu eixo. O importante é que estejamos passando o recado. AbraçãoST
3:35 AM

sábado, agosto 18, 2007

Enquanto estou a escrever e apenas para melhor situar meus silenciosos leit@res, a ninhada inteira de alguma cachorra da vizinhança chora. Silenciou-se…e outros cachorros latem ao longe, galos cantam em meu vale, pardais gritam. É uma manhã de sábado confortante, sei lá, sinto assim.
Eu adoro cantar, apesar de não ser um cantor que faça interpretação, adoro cantar. Tenho um jeito único(quero dizer que canto apenas de um jeito, se liga) e verdadeiro de cantar minhas músicas.
Depois que fiquei com essa voz que tenho hoje, essa voz velha e abrasante, para fazê-la é nessessário tanto esforço físico de meus músculos envolvidos na produção dos sons dela, que pode parecer, para alguém que nunca antes me tenha visto cantar, que eu esteja a fazer um esforço de interpretação, mas , eu garanto que o meu esforço não passa de um esforço físico, vocal de cantar, apenas isso. E, também, estou sempre muito envolvido com a emoção da música, por isso gosto tanto. Ontem, disse pra o Pedro:
- É muito louco que um cara que tenha voz como a minha tenha a pachorra de cantar, né? Bom, ao menos, é interessante…
- É, sim, Luís- ele disse.
E se eu gosto tanto de cantar, não é menor o meu prazer em ver uma outra pessoa a assumir a emoção de alguma música que eu tenha feito. A música fica mais bela, assim, acredito mais nela, que ganha outra emoção além da minha, não sou mais apenas eu que valido a canção, se ligou?...por isso, fica melhor.
Além de a música ganhar essa validade, ao ser cantada por outra pessoa, tem também a beleza singular de cada cantor que faz a gente sacar outras possibilidades pra bichana, que estavam lá latentes, mas que a gente, que inventou, não extraiu totalmente, deixou de sacar, ta ligado?
Então, é o máximo ser cantado!
Às vezes, o cantor não consegue chegar no ponto da música.
Isso já aconteceu.
De alguém não encontrar o lugar onde está a música e aí não consegue dar validade pra ela. Se não consegue a validade, não consegue mais nada além. Tem um ponto, onde é preciso chegar para que a partir dele eu reconheça minha música com todas as novidades de interpretação o cantor trouxe, ta se ligando?
É como fazer bolo ou doce…

sexta-feira, agosto 17, 2007

Esses são meu últimos dia sem remédios para o HIV.
O médico perguntou porque eu não queria voltar a eles, pediu que eu desabafasse. Eu disse:
- Não quero me sentir doente!
E ele falou umas coisas que eu não me lembro mais por não servirem em absoluto de conforto...
Começarei na segunda-feira.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Está um pouco de calor. A cidade, com seus recantos pitorescos, que vejo com Pedro, tem um quê de nostálgico, assim, de eternidade, uma coisa que a gente sente, mas não sabe explicar direito.
Às vezes, com ele, tento entrar por esse assunto e tal, mas não vamos muito longe, se liga, digo a mim mesmo, vamos ser objetivos e nos manter na superfície, que é onde as conversas são possíveis…
Ganhei um livro da Mathilda. O autor é um cara chamado Rainer Maria Rilke. Pedro fotografou, veja:


terça-feira, agosto 14, 2007

Ontem, tivemos consulta com o infectologista que monitora nosso vírus HIV. Ele disse que meu cd4 vem caindo e que preciso voltar aos remédios do coquetel. Receitou um esquema, que eu trouxe pra casa. E disse:
- Vou levar, mas só começarei com eles, na segunda-feira, tudo bem?
- Tudo certo- o infectologista respondeu e sorriu. Mas ele deu um sorriso tão lindo, tão lindo, mais lindo que o anoitecer da enseada de Botafogo e muito mais lindo que a Praia de Copacabana, bondoso leit@r! Ele estava feliz. Certamente, que não era pelo fato de ter me empurrado os remédios. Estava feliz.
Hoje, será o show de lançamento do disco de Clara Sandroni na Modern Sound, em Copa. Eu e Pedro iremos.
O programa que fizemos na sexta-feira vai ao ar pela TVE e chama Super Tudo. Passa no sábado e na quarta. Clara Sandroni falou sobre seu disco, as músicas, os compositores, os músicos, tudo. Estávamos eu, Mathilda e Paulo Baiano, que também foi gravado no disco. Estava Carlos Fuchs e Sacramento estava chegando da França e não foi.
O Super Tudo vai ao ar dia 22. Não sei o horário…

No blog da Clara, abaixo, tem uma crítica do cd:
http://blogdomauroferreira.blogspot.com/2007/08/clara-expe-meandros-do-amor-em-cd.html

quinta-feira, agosto 09, 2007

Amanhã irei numa reunião de divulgação do novo disco de Clara Sandroni!
Mathilda, que também foi um dos compositores escolhidos para estar no disco, escreveu:


“Queridos: minha amiga que dispensa apresentações, Clara Sandroni, vai lançar um CD (abaixo), que tem duas músicas de minha autoria, uma de Luís Capucho e outra, de Ivan Zigg. Fico duplamente feliz: por ter músicas interpretadas por esta que considero uma das maiores cantoras do planeta, com seu estilo inconfundível, seu timbre único, e seu jeito de conciliar técnica e emoção, raro, e por ela ter escolhido e colhido outras canções, presentes no CD O OVO, que dirigi, ao lado de Suely Mesquita, Pedro Luís e Arícia Mess. O que prova que ela é a Clara do Ovo. hi hi hi hi! Levei anos insistindo para que ela gravasse minhas criações pret a chantez e, finalmente, venci pela insistência. É mesmo um privilégio, uma felicidade, um luxo só, ser cantada pela Clara. Uma artista tão cuidadosa na escolha de seu repertório, pesquisado sempre com muito critério. De fato, a primeira vez que toquei "Mary Shelley", no violão, ela disse: "vou gravar esta música!" E me disse exatamente quando. Mulher de palavra! Verso! Som! E muito humor. Meu próximo passo será convencê-la a se tornar comediante de um roteiro de minha lavra, porque, além de cotovia ímpar, ela é perfomer magnética e histriônica. Então, corram pra vê-la. A moça tem pedigree, ainda por cima. Neta de Austregésilo de Athayde, ela será presidente, tenho certeza, da Academia Brasileira de Letras de Música, para a qual me candidato ao fardão, contanto que seja Chanel.
Clara é tradição, na melhor acepção da palavra. E é avant garde. É clássica. É moderna. É séculos XIX, XX e XXI. E eu realmente tirei bilhete premiado na loteria das artes e ciências. O CD é muito bonito mesmo! Já furei de tanto ouvir. E estarei lá, pra aplaudir, macaca de auditório desde os anos 80, esta que agora entrou para o meu repertório. Afe! Beijo grande e compareçam, porque a noite vai ser tão iluminada, que eu vou de óculos escuros. Mathilda Kóvak”

Também eu sinto-me orgulhoso por estar entre os escolhidos para o disco!
Clara Sandroni canta minha “O Amor é Sacanagem”.
Rapazinho, eu assistia Clara Sandroni cantar no famoso e saudoso Disco Voador e jamais iria imaginar que um dia, num contexto absolutamente outro de minha história, iria vê-la cantando música minha.
Ainda não vi, na verdade. Sinto-me ansioso pra vê-la cantando identificada com “O Amor é Sacanagem”, curtindo a idéia da música, assim, como quem tivesse encontrado uma turma.
Vejam o flyer:



terça-feira, agosto 07, 2007

Hoje, quando fechei o portão atrás de mim e estava indo no sacolão, Bob começou a latir em minha direção. Eu disse:
- Oi, Bob - e continuei meu caminho.
Ele deu mais alguns latidos, atravessei a rua, entrei no sacolão e deixei Bob pra lá.
No Rato, descrevo o cachorro Peri, que era, assim, um Bob também. Quando do lançamento do Rato, minha médica infectologista esteve no dia e comprou um livro. E depois, na primeira consulta que tive com ela, era seu assistente quem estava. Eu fui o terceiro a chegar, portanto deveria ter sido o terceiro a ser atendido.Vieram me avisar que a Dr Jaqueline queria falar comigo e que eu esperasse. E porque a doutora queria falar-me fiquei por último.
Fui atendido pelo assistente e quando de ir embora, ainda esperei por ela, que veio toda sorridente:
- Desculpa, Luís, pedi que esperasse porque queria dizer-lhe que já li seu livro. Eu adoro ler, e você é um bom escritor, queria te dizer. Adorei a história, lembra coisas que eu vivi. Só fiquei, ao final, com dó de Peri, coitado…bom, mas é um cachorro e a vida não é perfeita… coisas da vida – então, agradeci e quando já estava saindo, ela disse, porque ela é implicante:
- Só não precisava de tanta exclamação! Você coloca tanta exclamação! E não precisa, Luís – então, eu disse:
- Ta bom, vou prestar atenção nisso – mas eu não me lembrava das exclamações, bom leit@r. Não lembrava!
E quando eu conseguir reler meu livro, coisa que ainda não consegui fazer, prestarei atenção nelas…
É isso!

segunda-feira, agosto 06, 2007

Bob é um cão!
É um pudoll negro e simpatissíssimo, muito inteligente e educado.
Ficou conosco por três dias e não tivemos do que reclamar. Agora, que estamos amigos, vem aqui em casa mais comumente e, se fica alegre conosco, late pra caramba e abana o rabo veloz.
Mamãe, que é uma mulher sociável por excelência, também adora o Bob, que depois de entrar e de festejar estar em nossa casa, se refestela deitado de barriga em nossa sala, as pernas abertas, de trás. E fica, absorto, olhando pra rua…
Estive pensando em adotar o jeito de Bob para estar com as pessoas. Embora eu jamais quereria ser tratado como um cão, agir como um deles, pode ser em algumas circunstâncias uma boa pedida, generoso leit@r, e em outras pedidas, a melhor, ta ligado?
Me lembro agora que há um tempo atrás, esteve um cara aqui em casa a dizer-me sobre meu livro, Cinema Orly, que ele simplesmente amava as coisas que não eram ditas em meu livro, aquelas coisas que eu deixei de dizer, mas que estavam nele, ta se ligando, leit@r?
Esse pensamemto pode com perfeição aplicar-se ao cachorro Bob, meu leit@r, porque Bob tem um latido, digamos assim, sonoro e emocionado, mas mudo... e esse silêncio é o que eu deveria pensar em adotar.

Contudo, não sou assim. Digo tudo o que quero, e sem querer saber, minhas entrelinhas não são por minha conta, se liga…

sábado, agosto 04, 2007

Está um sábado lindo como um domingo, em Nikity!
Do sol da tarde, muito rapidamente, porque nesse horário tudo é muito rápido, sombras de luz atravessam a cortina ao vento da janela e se movem na parede de meu quarto. Que coisa!
Ouvimos os barulhos que vêm dos vizinhos.
Vem fumaça de churrasco, do vizinho de baixo.
Hoje será audição do disco de Glauco Lourenço, na casa de Mathilda Kóvak.
Marcos Sacramento está na França.
Claudia Maia está de namoro inter-estadual.
Kali C. foi pro Ceará.
Mamãe ta vendo novela na sala.
Fátima, minha vizinha de janela, aquela que é pintora de quadros com flores, foi pra Minas semana passada e o Bob ficou conosco. Em troca, trouxe de Minas muitas qualidades de doce.
Eu e Pedro acabamos de comer doces de todas as qualidades que Fátima trouxe de Minas.
Bob tornou-se nosso amigo.
Já anoiteceu…

terça-feira, julho 31, 2007

Tem uma rota de aviões sobre nosso vale.
De nossa área, se olho pro céu, sempre penso na profundidade onde estou.
Os aviões passam, vindos do Santos Dumont, na direção que imagino do centro do país. Então, penso nas pessoas lá dentro e relacionado a elas, meu vale se afunda mais no precipício, e nossa casa afundada abre-se para o céu, ali na área, que Pedro tem chamado de nossa lavanderia.
Mamãe acostumou as rolinhas virem comer canjiquinha aqui e, nesse inverno, nos dias chuvosos, depois de alimentadas, elas têm estado no telhado vizinho, esquentando-se umas às outras, no sol.
Pedro fotografou. Vejam as coitadas, bondoso leit@r:



sábado, julho 28, 2007

sexta-feira, julho 27, 2007

Quando me vi transformado nessa versão de artista que sou hoje em dia, comecei a recolher tudo o que era de minha versão antiga para guardar. Não quis perder, não gosto de perder, por isso guardei. E ultimamente, Pedro tem resgatado em forma de clipes, algumas dessas minhas produções antigas, na primeira versão de mim mesmo.
Eu já estava morando em Papucaia, e dava aulas de português numa escola estadual. Nos finais de semana era do meu costume ir encher a cara nos botecos. Freqüentava, dentre os botecos, um, maravillhoso, chamado Biriba. Eu estava no Biriba num sábado à noite, quando Sacramento apareceu na cidade e me encontrou lá. Ficamos bebendo na calçada. Numa hora em que fui no banheiro, que era um banheiro muito claustrofóbico e úmido, fétido e escuro, fiquei olhando por um buraco na parede, a noite lá fora. Quando voltei para beber na calçada escrevi num guardanapo “Os mundos são mais belos quando olhados pelas janelas”, no que Sacramento emendou um segundo verso: “E as colinas estão repletas de homens fortes”...e continuei: “E eu olho pra elas porque elas são o mundo inteiro”...e assim seguimos em zigue e zague ou em vice e versa fazendo toda a letra. No dia seguinte Sacramento já tinha voltado pro Rio, quando fui pro violão e coloquei a melodia.
Algum tempo depois, em Laranjeiras, na casa de Eleonora Falcone, e desse dia não me lembro, gravamos numa fita cassete com as palmas e vocaizinhos de Eleonora.
Pedro resgatou numa edição de fotos e colocou no Youtube. Aí está:

Homens Flores

quinta-feira, julho 26, 2007

Tenho estado um tanto perdido.
Pedro colocou uma música que me conduz. Me conduzirá por uns poucos três minutos.
Thomas Mann, n’A Montanha Mágica descreveu como no sanatório a música ajudava aos hóspedes atravessar o tempo. Machado de Assis conta, no romance Esaú e Jacó, como Flora escapa ao correr do tempo e, enquanto faz uma sonata no piano, recupera aquele tempo primeiro, único e eterno que perdemos por desobediência no Paraíso.
Daí, meu bom leit@r, seja atravessando o tempo ordinário, seja escapulindo para o tempo paradisíaco, a música é um excelente condutor de almas perdidas...
Pedro puxou outra música. Vamos ouvir...

terça-feira, julho 24, 2007

Pedro está, outra vez, às voltas com edição d’Os Gestos das Mulheres, quando do ensaio de A Revolta dos Mortos Vivos.
Estivemos com o Luke que nos presenteou com um editor de vídeo menos amador que o Vídeo Maker com o qual começamos a editar nossos vídeos. E Pedro está, literalmente, às voltas com o bichano.
Sacramento, no ensaio, numa das vezes em que cantou “Os Gestos...” não foi interrompido por nada e essa versão é que estamos burilando, pois queremos mostrar ao meu leit@r a música inteira, para que ele veja o quanto é lindo o fim. Eu adoro! E como gritou Mathilda, Sacramento arrasou!
Sacramento foi monstruoso, eu digo.
Para os que, como Dudu, se ligam em compassos, recomendo que não vejam essa versão, porque, nesse quesito, é a pior de todas as versões. Os compassos estão desencontrados, definitivamente. Esse é “Os Gestos das Mulheres”...
Pedro é minucioso e descobre os detalhes do programa a tempo de não desistirmos. Incrível! Depois, darei o link, só um pouco...

segunda-feira, julho 23, 2007

Os Gestos das Mulheres, ainda...

Preciso retrucar o implicante do Dudu, leit@r, que coisa...

Dudu disse...
Achei confus,Luis. E são 2 acordes.

Não é confuso, não, Dudu. As pessoas que viram até agora tão entendendo tudo e não tão achando confuso, não.

Tem que marcar mais o compasso no violão, véio.


Os compassos do violão estão marcados. Talvez, não estejam marcados dentro de sua lógica, e também não estão marcados dentro da lógica do Sacramento. O Sacramento não quis entender a lógica de meu violão e eu não tive tempo de ensaio suficientes pra encaixar-me n'alguma lógica que ele tivesse. Estamos em lógicas ritmicas diferentes, mas os compassos estão marcados, sim, pow!


O piano tá relax, mas tua base tá confusa.

Não ta confusa, não, Dudu.



E Pedro? Se saindo um ótimo camera e producer. Isso é do caralho na net msm. Não precisa de Faustão.

Pedro agradece e diz que está aprendendo...

Tb achei a melô cansativa.

Você é um implicante e não vou ficar discutindo, falou?...rsr.


Enfim...fala...Sou um chato msm!!hauauauaua.


É, sim...

Brax.Aprender a sentar de perna aberta? Nunca experimentou???? Brax e bj.

Brax e bj.

sábado, julho 21, 2007

Os Gestos das Mulheres

Pedro colocou no you tube o ensaio de Os Gestos das Mulheres. Editamos. O vídeo é todo lindo, mas as piadas mais pesadas foram recortadas. E no nosso início de aprendizagem de edição, não soubemos pegar a música lá na frente, se liga, meu leit@r, por isso ela ficou sem final...
Veja:


Os gestos das mulheres

Finalmente, o vídeo que Pedro fez de nosso ensaio, o melhor do show, veja, bondoso leit@r:

sexta-feira, julho 20, 2007

Desde aquela noite em que eu e Pedro editamos sob minha música antiga, “Velha”, aquelas fotos que eu tinha tirado de mamãe estirada no sofá pegando o sol da manhã, que tenho pensado em voltar a tocar “Velha”. Desde então venho tentando me ajeitar a sua melodia, embora não tenha conseguido ainda me encaixar na bichana. Esse prazer de voltar a ter domínio sobre coisas que, antes, eram dominadas por mim e que as seqüelas do coma me roubaram, era constante logo que saí do hospital. Eu vivia alegre, porque me recuperava em horas. Em horas ia reconstruindo coisas que eu havia perdido. Notava que me equilibrava melhor, que uma palavra qualquer tinha sido melhor pronunciada, que eu podia me virar melhor na cama...nos primeiros meses tive uma recuperação rápida, notável e com o tempo, seus detalhes foram se espaçando, percebia um avanço aqui, outro ali e tal. Quanto melhor eu estava, menos reparava nos meus saltos, ta se ligando, bondoso leit@r? Deixaram de ser amiúde, espontâneos, se liga...
Vou treinar “Velha”.
Vou mostrá-la novamente em minha versão antiga:

Velha

quinta-feira, julho 19, 2007

O Rolo de Luís Capucho e Mathilda Kóvak IV



Meus vizinhos e os pássaros de meu vale estão, hoje ao nosso acordar, como fosse final de semana. Mamãe acordou mais cedo, mas nós só saímos dela, da cama, agora, por volta de meio-dia. Talvez, essa impressão de acordar no final da semana se deva ao fato de termos acordado mais tarde, no meio do dia, se ligou, bondoso, leit@r? Contudo, ainda parece manhã, pois o dia está fresco, frio mesmo, e o sol fraco, de inverno.
Ou serei eu, magnífico leit@r, quem estou com astral de final de semana por ter acordado sem qualquer sinal de culpa, tarde assim?
O pessoal do Cronópios colocou no seu site o nosso clip “A Revolta dos Mortos Vivos”. Veja:


http://www.cronopios.com.br/tvcronopios/conteudo.asp?id=17

terça-feira, julho 17, 2007

Pedro está a caminho daqui. Irá resolver uns seus assuntos em Sampa e virá pra cá!
Mamãe e Ana começaram a descascar uma abóbora que eu trouxe do mercado e vão fazer doce para esperá-lo.
Ana está no lugar de Zenilda, que conseguiu um outro emprego melhor, na Tijuca, e não é mais diarista. Ana mora no morro esquerdo, que forma meu vale, é uma moça de 21 anos.
Nós estamos adorando a Ana e Zenilda, quando vem, fica de visita.
Outro dia em que Zenilda esteve aqui, pela primeira vez que viu Ana, começou a lhe ensinar fazer tapetes de saco de estopa com retalhos. Ana não se interessou muito, mas houve uma aproximação daí, se liga, bom leit@r, e ficaram amigas. Não que, com isso, ficassem ou se tornassem íntimas, mas se familiarizaram uma com outra e não se estranham. São amigas...
Vou comprar coco pro doce, leit@r. É isso...

segunda-feira, julho 16, 2007

Está um dia gostoso de frio em Nikity.
Estive no hospital.
Tive uma consulta fria, seca e grossa!
Por um segundo, veio-me à cabeça desafiar minha médica e exigir um outro tipo de tratamento, tipo, pedir que ela olhasse pra os meus gestos e visse tudo o que eles esclareciam nas minhas pobres palavras. Mas quando me veio esse pensamento, a consulta já tinha acabado e eu já estava no ônibus, de volta pra casa.
Às vezes, eu sinto raiva da minha docilidade, do meu jeito bocó, que merda!
Que merda!

domingo, julho 15, 2007

Fui na kali!
Vi editadas algumas das imagens de nosso show no Armazém Digital!
Foi ruim...
Mil coisas...
Não digo mais nada...
Bondoso leit@r...
Que coisa!

sábado, julho 14, 2007

Eu e Mathilda fizemos uma primeira versão de roteiro para nosso show.
Depois faremos ele em sua casa e iremos acertando as pontas do bichano.
Mathilda não quer chamar músicos, quer que eu segure a onda sozinho no meu violão.
Eu não quero!
Entendo Mathilda, mas prefiro que desça um músico dos céus e toque conosco.
Que seja uma harpa ou que venha do céu, mas não quero tocar sozinho, ta se ligando leit@r?
É isso...

sexta-feira, julho 13, 2007

inconscienteXmortosvivos


Não sei que importância tem a existência de coisas inconscientes pra vida da gente. Não sei qual a importância terá as coisas que não estão aqui no momento.
Se o inconsciente é apenas um lugar esquecido em que eu não esteja, portanto, um lugar livre da pressão de minha existência, então, também não sei qual a importância dele pra mim.
Seria, sim, de grande importância afetiva para esse cara que eu sou, se houvesse um outro mundo, que me é inconsciente agora e onde eu pudesse me encontrar, afinal, com aqueles que já morreram.
Se eu pudesse ter, afinal, desse mundo inconsciente onde estivessem vivos os que já morreram, pudesse ter, afinal, alguma passagem e comprovar as coisas que sempre me escaparam à compreensão, tipo, a eternidade da vida, a imortalidade da alma, essas coisas inconscientes aqui nesse momento de agora, embora não esquecidas e que são mesmo como é um nada pra vida, um nada, um escuro, um troço desconhecido pra vida que arde agora intensa...
A imortalidade é um nada pra vida que arde agora intensa.
A eternidade é um nada pra vida que arde agora intensa.
E digo que as coisas que me são inconscientes são nada pra mim e tudo...
E se para o nada a imagem é um buraco vazio, se o nada onde estão os mortos não existe, e por isso os mortos não existem, nem existem as coisas esquecidas e inconscientes, nem coisas eternas existem, então, o importante é apenas essa vida que arde agora intensa...
Por isso, vamos em frente...


PS: Pedro chega na quarta-feira.


quinta-feira, julho 12, 2007

Amanhã, me reunirei novamente com Mathilda para bolarmos um pouco mais o show que começamos a bolar, ontem. Estamos partindo do que fizemos sem rédeas no Armazém Digital. Colocaremos um cabresto no bichano, principalmente, e, talvez tão somente, o cabresto do tempo.
Com relação a mim, sou dócil quanto a ele, ao tempo, sou domesticado, resignei-me a sua pressão e tornei-me eterno mortal. Um mortal disciplinado e quase chato...rs.
Brinco com o bicho apenas no ritmo da música, driblo o monstro ou passeio com ele como se fosse a minha bola sem, no entanto, instigar-lhe alguma revolta. É sempre fluido e manso comigo...o coitado.
Mas Mathilda tem rebeldia, é arisca e complexada, tem o que chamamos ontem de o complexo de imortalidade, bom leit@r. É provocativa e quer bater e domar o louco.
Faz isso bem, neguinho nem se dá conta. Como Sherazade que dominava suas histórias das Mil e Uma Noites, Mathilda doma o tempo e neguinho nem se dá conta...nosso show durou duas horas em segundos, generoso leit@r!
É esse tempo que precisamos pensar costurado às músicas, porque Mathilda é extensa, silencioso leit@r. Quem foi no show, viu.
Que complexo! Que coisa!
Amanhã e já teremos matado um pouco mais dele...

quarta-feira, julho 11, 2007

Hoje irei conversar com Mathilda sobre nosso próximo show.
Iremos com os nossos olhos muito envolvidos, porque vimos de dentro, se liga, bom leit@r, pensar em como aparar as arestas que são muitas e tornar o bichano mais redondo. Algumas idéias que não foram postas em prática no primeiro, algumas outras que surgiram durante ele, equilibrar o bichano no que for possível pra suspender bem o toldo e podermos voar tranqüilos, sem tormenta sob seu céu, na medida de nós dois, os doces que somos nós...
Idéias...idéias...idéias...
Música...música...música...
Um show de música, um show de idéias...
Equilibrar o bichano, os doces que são as músicas e as idéias, enfim, curtir e fazer...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

terça-feira, julho 10, 2007


Leo-poeta colocou no youtube minha música com Mathilda “Algo Assim”.
Era uma tarde de nuvens pesadas( ou seria manhã?) e ele estava na varanda, para o edifícios da Tijuca, com um violão de 12 cordas.
Ao fim, ele recita uma de suas poesias sobre o não existir.
Veja, bom leit@r:


http://br.youtube.com/watch?v=hu8evIiWMTk&mode=related&search=

segunda-feira, julho 09, 2007

Kali me disse que tem mais ou menos meia hora de registro de meu show com Mathilda Kóvak, porque ela levou a câmera do Beto, mas o Beto saberia filmar e ela, não, porque se enrolou e não conseguiu registrar tudo. Pedro registrou outro pouco de show, então, quando ele voltar de Sta Rita iremos organizar melhor isso e decidir o que colocaremos no youtube para, assim, meus silenciosos leit@res poderem fazer apreciação...
Então, eu tou virando um cara que diz que vai fazer, que demora e tal, mas é que as coisas estão mesmo enroladas. Não pense o meu bom leit@r que me esqueci daquele ensaio do Sacramento cantando Os Gestos das Mulheres, porque não esqueci...muitas cousas...estarei de olho em tudo o que se registrou e avisarei para meu
leit@r...cousas lindas, cousas passadas, loucas cousas...
Eu e Mathilda nos encontraremos nessa semana para pensar juntos sobre esse show que fizemos. Faremos outro...
Vou colocar aqui no meu blog, hoje, minha foto com meu namorado, pra eu ficar olhando, porque tou com muita saudade!

domingo, julho 08, 2007

Deixemos mais pra frente o ensaio dOs gestos das Mulheres, pois o rolo de Mathilda Kóvak e Luís Capucho é imenso e deixo aqui de numerá-lo. Deixo também de nomeá-lo. Entretanto, ainda vou colocar no you tube, assim que possível, além desse, outros registros off. Preciso mais tempo...
O que será um pouco bom, porque as coisas em suspense ganham um outro valor, por ficarem mais leves e, finalmente, aliviadas. Se liga...

sexta-feira, julho 06, 2007

O rolo de Mathilda Kóvak e Luis Capucho IV





Ainda não consegui que se liberasse o rolo do ensaio de nosso show que ficou mais lindo: Sacramento cantando, eu e Baiano tocando Os Gestos das Mulheres, composição minha com Mathilda Kóvak. Então, temos que esperar para que Pedro consiga editar o bichano, ta se ligando, bom leit@r?

Só um pouco...

quinta-feira, julho 05, 2007

O rolo de Mathilda Kóvak e Luis Capucho III






Eu e Mathilda ensaiando Auréola, no Cobaia, estúdio do Baiano.
Pedro fez outros registros, mas tou negociando com os meus amigos para poder colocar no youtube, porque clandestinas cousas...
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhh!


quarta-feira, julho 04, 2007

O rolo de Mathilda Kóvak e Luís Capucho II




Achei meu show com Mathilda lindo e louco!
Ninguém parece ter gostado, mas todos, educadamente, ficaram até o final.
Nossos convidados e Pedro, na produção, arrebentaram, mas nós, estivemos às cegas e, às cegas, fiquei ligado ás músicas, enquanto Mathilda tateava, buscava, ia indo na levada da brisa, na levada do tempo, tentando encontrar algum apoio, algum ritmo, alguma coisa que desse sustentação ao troço, e os deuses, cruéis, não vieram em nosso socorro.
A gente quase que brigou no palco, porque eu queria tocar e ela queria falar. Foi um horror, bom leit@r! Nosso respeitável público tem toda razão em não se agradar, pow!
E nosso próximo show terá de ser melhor bolado para que o bichano fique com alguma direção e não sem rédea, como deixamos dessa vez. Que coisa!
Nessa manhã, nos falamos pelo telefone para resolver essas coisas. Eu disse:
- Acho, Mathilda, que tenho de entrar mais na sua onda e você entrar mais na minha onda! Juntos, o troço fica com mais direção!
- Sim, eu sou roteirista e não fiz um roteiro pro show, Luís!
- Então...- eu disse.

terça-feira, julho 03, 2007

O rolo de Luís Capucho e Mathilda Kóvak

Quase dois séculos depois de sua realização, o notável filme dos pais de Sigmund Freud, os compositores e escritores, Mathilda Kóvak e Luís Capucho, é encontrado, como prova cabal de sua ressurreição e imortalidade, malgrado os esforços do filho, vítima do complexo de Édipo, para exterminá-los. Freud acreditava que sua mãe fosse uma deusa grega, radicada na Ilha de Lesbos, enquanto seu pai seria, em sua imaginação doentia, um bardo renascentista e bichona. Eis aqui momentos comoventes vividos por esta helênica família judaico-austriáca de Niterói, antes da formulação do hediondo "A interpretação dos sonhos", cunhado pelo médico com o intuito de agredir os genitores, que, como é possível notar pela película, devotaram-lhe todo o seu amor, a ponto de o acolher no leito, nas noites frias de Viena.

sexta-feira, junho 29, 2007

Falei com Sávio do “Desculpe, Eu Sou Chique” e Pedro falou com a Lili Câmara, do “Berrante”. O “Desculpe, Eu Sou Chique”, antigo “Passado Me Condena”, fica na Rua Alice, 75, em Laranjeiras, e vai nos emprestar a roupa para o show “A Revolta dos Mortos Vivos”.
E o “Berrante”, que fica no Rio Design Center, Leblon, vai nos emprestar umas peças de sua loja para o palco do Armazém Digital.
Quem comprar o Rato, no Armazém, terá direito ao show e quem não, pagará 10 reais. Será às 19 horas da terça-feira, dia 3.
Mary Fê entrou na programação, vai cantar nossa parceria “O Amor É Uma Bomba-Relógio”.
Esperamos meus generosos leit@res!

quinta-feira, junho 28, 2007

Eu me lembro bem. Tinha chegado da Áustria e mamãe estava de cama. Estava com uma máquina fotográfica. Então, pedi que ela se sentasse e comecei uma sessão de fotos a que chamei de Vênus Sentada. Mamãe não gostou nada. Estava de camisola e um xale brancos. Disse que estava feia, mas ficaram lindas as fotos. Na época, eu escrevia no antigo Blog Azul e registrei tudo lá.
Nessa manhã, com a máquina de Pedro, fiz outra série de fotos de mamãe pegando o sol sob a janela da sala. Dessa, vez o registro não será como no antigo Blog Azul, apenas com essas palavras a que me dirijo ao bom leit@r. Pedro editou as fotos sobre uma de minhas músicas antigas. Ele colocou no YouTube, veja:

"Velha" Composição de Luís Capucho.

quarta-feira, junho 27, 2007

Ainda sobre cabeças fora do lugar, quando estudante, nos trabalhos escolares de grupo, sempre me vinha a terrível sensação de estar perdido, sem direção. Não sabia nunca o que dizer.
Ainda hoje, no meio das pessoas, se não tenho muito o que dizer, fico quieto.
Naquela época, então, pensava que para viver nesse mundo cheio de gente era preciso ter a cabeça no lugar, assim, um guia que nos desse sentido. Eu poderia me deixar guiar ou poderia tomar a direção pra mim e ser eu o guia. Alternava essas duas decisões e poderia alterná-las mesmo quando eu quisesse estar sozinho.
Sim, eu sei, generoso leit@r, que para estar sozinho não é preciso ter a cabeça no lugar nem é necessário ter guia para ser só, se liga...para ser só nada é necessário, nem sentido, nem direção, bom
leit@r...
Eu é que gosto de fazer sentido, ta se ligando? he he he

terça-feira, junho 26, 2007

Parado Aqui - Luís Capucho

Não pensei que ao me soltar ao sabor da vida que eu próprio escolhi, que fosse estranhar, sentir descontrole. E que fosse sentir que estou sem o meu juízo. Acontece que a vida é mesmo muito maluca.
Nesse final de semana, estivemos envolvidos na construção de nosso Pocket Show “A revolta dos Mortos Vivos”.
Depois de ter dado uma passada nas músicas e resolver as possibilidades que temos para cada uma delas, fomos visitar o Armazém Digital, onde será realizado o bichano.
Em perfeito estado de juízo, claro, ele terá nossa cara. Eu, quieto, e Mathilda, tímida, mas espirituosa.
Sobre esse nome “A Revolta dos Mortos Vivos”, ele apareceu na cabeça da Mathilda e foi assimilado por mim sem dificuldade, como uma carapuça que caísse.
Nossos convidados ainda se surpreenderão, pois não sabem do nome que está se apoderando deles há há há...
Vou propor que em nosso próximo show, seu nome passe para “A Revolta dos Mortos Vivos Convida”...isso vai aliviar a todos da possessão.
O show ainda está em processo de construção.
Sábado, no Cobaia, estúdio de Baiano, faremos um ensaio geral com a presença dos convidados, quando, enfim, colocaremos todos nossas cabeças nos devidos lugares...
Pedro envolveu-se, entrou de cabeça, bom
leit@r!
Fez um novo clipe para Parado Aqui, vejam:

sábado, junho 23, 2007

Tínhamos entre 23 e 25 anos quando fizemos Terça-feira. Eu me lembro de ter decidido pelos acordes iniciais e que levei um tempo para decidir a melodia dos dois monossílabos com que começa a letra: Nós não. Depois que decidi por isso, como disse uma vez Nana Caymmi, o resto veio na urina.
Marcos Sacramento tinha me deixado com a letra e foi embora. Noutras vezes, ele ficava e fazia a melodia comigo, mas daquela vez foi embora e fiquei sozinho com a bichana. Algumas letras que ele me deixou (usar esse verbo assim como usei, no tempo passado, pode parecer que o Sacramento já morreu, que merda, mas ele ta vivíssimo, fazendo sucesso no samba, gênero musical que abraçou e canta como ninguém) então, às vezes, quando me deixava sozinho com uma letra, ao ler a bichana, antes de pegar o violão, enquanto da leitura ainda, me vinha à cabeça a idéia de uma melodia para algum verso. Essa melodia que imaginava, poderia me vir para o último verso da letra e com o violão, ia compondo todo o resto da melodia, assim, de trás pra frente, se ligou?
Nunca tinha por onde começar a melodia para uma letra. O verso que me inspirava a melodia poderia estar em qualquer posição, se liga, mas Terça-feira comecei logo do início, bom leit@r.
De vez em quando, ao visitar Suely Mesquita deixava gravadas, em fita cassete, essas músicas. E quando minha amiga Regina, de Papucaia, foi embora para Londres, em 95, transformou minha fitinha cassete em CD e mandou de volta para mim.Eu já não tinha mais aquela voz juvenil. O coma havia passado mais de 300 anos de sua crosta de tempo sobre ela. E ela começou a arder debaixo do seu peso.
Agora, Pedro trouxe imagem de sua vizinha dos fundos, de sua casa, a Célia. Quando estive em Santa Rita, conheci Célia e sua casa. Foi tão emocionante, porque é como as casas em que já vivi.
Pedro colocou o MP3 de Terça-feira, juvenil e antigo, na casa da Célia, ficou lindo. Veja:

Moral da história: Quem casa quer casa, quer casa.

Terça-feira (Luís Capucho e Marcos Sacramento)

Moral da história: Quem casa quer casa, quer casa.

quinta-feira, junho 21, 2007

Pedro escreveu melhor sobre o encontro com Nilson penna, veja, bondoso leit@r:
http://pedropaz1966.blogspot.com/
Estranhei esse blog novo, assim, com essa cara. Mas aos poucos vou tornando ele mais parecido com o outro. É que esse me dá mais possibilidades, silencioso leit@r.
Ontem, estivemos na casa do Nilson Penna, uma grande figura, vejam:



terça-feira, junho 19, 2007

Ficou pronto!
Depois que nadei e comprei meus remédios, era detardinha, encontrei Pedro em Icaraí e fomos para Jurujuba. Ele estava munido de sua máquina de retrato que filma e de meu violão.
Ficamos perto dos pescadores, que costuravam suas redes e eles foram super gentis conosco e começamos a filmar “Máquinas me Respeitem”, outra de minhas músicas com Mathilda Kóvak.
Pedro colocou no Youtube, veja, bondoso leit@r:
http://www.youtube.com/watch?v=lm4xrPvmG4E&mode=related&search=

segunda-feira, junho 18, 2007

Estamos pensando fazer outros vídeos, sim.
Pedro teve uma idéia muito legal para filmar-me cantando Eu Quero Ser Sua Mãe.
É uma idéia que exige produção, então, estamos deixando-a mais pra frente e, por enquanto, pensamos fazer filmes mais simples, como o da Máquina de Escrever, que adorei.
Kali C. também ta produzindo nossa música “Faço Amor Comigo Mesmo”, ela e Beto fazem a Freak-vídeo...também tão produzindo uma parceria deles com Leminski, tudo para o you tube, silencioso leit@r! Estou louco pra ver, vai ter a guitarra do Cláudio Bezz.
Faremos, eu e Pedro, Máquinas Me Respeitem, outra minha parceria com Máthilda Kóvak. Quando estiver pronto, aviso.
É isso...

sábado, junho 16, 2007

Máquina de Escrever II

Adorei esse vídeo que Pedro fez de Máquina de Escrever, no link do post abaixo!
Nós demoramos a decidir que iríamos filmar em meu quarto. Estávamos com a intenção de fazer na área, que ele tem chamado de lavanderia. Então, iríamos fazer na lavanderia. Mas não sei o que houve, acompanhando o movimento que fazemos em nossa casa, em que os acontecimentos vão se sucedendo sem que prestemos muita atenção e que, de repente, estávamos em meu quarto, frente a meu computer e lembro de Pedro sorrir do jeito que sorrimos quando vemos algo muito engraçado, mas não gargalhamos nem abrimos o sorriso, apenas esboçamos o sorriso sem sorrir, ta ligado, bom leit@r, talvez, em respeito ao que nos é engraçado, se liga, e Pedro sorriu desse jeito e perguntou:
- Quer que filme com esse chapéu?
- Sim. E acho melhor você ficar guiando a câmera, ao invés de deixar a bichana parada - eu disse.
- Quando acender a luz vermelha, pode começar – e começamos.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Ele fez um blog:
http://pedropaz1966.blogspot.com/

quinta-feira, junho 14, 2007

Máquina de Escrever

Pedro me filmou outra vez cantando máquina de escrever. Dessa vez a voz ficou combinando com a imagem. Ele colocou no youtube, veja:

http://www.youtube.com/watch?v=auhsRnPSpz0

quarta-feira, junho 13, 2007

Pedro

Pedro chega hoje!
Mamãe disse que sem ele a casa fica vazia, porque eu sou muito quieto, na minha, em meu canto. Ela disse pra Ana:
- Pedro não pára, cada hora ta vendo uma coisa, gosta de conversar. Não é como o Luís, que a gente tem de pagar pra ouvir ele dizer alguma coisa. Você vai gostar dele...Pedro enche a casa!
O meu bom leit@r pode ver que a minha adorável mãezinha, às vezes, é injusta comigo, pow. Não sou tão, assim, um morto-vivo...rs...também sou participante, caralho, embora Mathilda tenha dado como um dos títulos de nosso show “A Revolta dos Mortos-vivos”...rs...e embora eu ame o silêncio.
Gosto de não participar das coisas e vivê-las como expectador, adoro. A vida como a dança são também para os olhos, bom leit@r.
Em se tratando de seu neto Rodrigo, então, mamãe não me dá chance alguma! Aí, eu brigo.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Pedro ta vindo...

terça-feira, junho 12, 2007

segunda-feira, junho 11, 2007

Eduardo

Na noite de autógrafos do Rato, o Eduardo foi o terceiro da fila.
Eu estive enrolado com os autógrafos, não sabia muito bem o que escrever, a mãe de Mathilda até reclamou:
- Você está demorando muito, a fila ta crescendo...
Então, quando chegou a vez do Eduardo, sintetizei tudo n’algo, mais ou menos, assim:
“Para o Eduardo um beijo do Rato.” E disse:
- Acabo de me assumir um Rato!
- Ainda bem que é comigo – ele disse e se apresentou, disse que gostava muito do Cinema Orly e pegou meu e-mail pra me escrever sobre o que achou do rato. Hoje escreveu. Vou mostrar para meus silenciosos leit@res, vejam:
“Olá Luis, terminei de ler o livro. Bom, eu já tinha gostado antes de começar a ler...
Achei um belo trabalho. A história é simples, mas possui grande envolvimento de sua parte, o que faz tudo o que está sendo contado um fato notório e peculiar.A descrição da casa no início do livro é linda. A comparação da casa antiga com o frescor das coisas que nascem como as igrejas e bolos de casamento é de uma sensibilidade inesquecível. Também achei muito interessante o lance da atmosfera lilás. Como isso funcionou na imaginação daquele espaço, parecia que estava lá, vivenciando aquilo tudo, somente pelo fato de você ter escrito dessa forma.
Os personagens foram muito bem explorados. Que saco o tal do Valdir heim! O Peri me tocou muito.E os tais artistas que pareciam ser de circo? Ótimo isso! As aventuras com o Plínio foram muito estimulantes. Dava um certo receio ao ler quando vocês estavam no mato ou na casa do alistamento, parecia que ia chegar alguém sempre.
Você as vezes me parece um hétero quando se refere ao mundo gay, apesar de toda sua sinceridade ao narrar os fatos. Talvez seja por alguns termos que você usa. Sua auto crítica da um tempero interessante ao livro, deixando o leitor a vontade para poder pensar sobre suas atitudes, se você estava certo ou errado, se você merecia ou não o Valdir reagir daquela forma.Para escrever assim tem que estar muito certo de si mesmo e ter coragem.
Bom Luis,estes são meus comentários.Não leio tanto como deveria, por isso não posso falar mais sobre aspectos literários do seu trabalho. Falo pelo coração. Mais uma vez parabéns...
OBS:
- Isto tudo aconteceu com você mesmo? - E o filme que você estava assistindo sobre gene de cobra, por acaso era "O Homem Cobra"?
Bom, como podemos marcar para nos conhecermos? Você pode vir aqui ou podemos marcar em algum lugar, posso ir na sua casa, sei lá, sugira algo. Um abraço”

sábado, junho 09, 2007

Ontem, estive ensaiando Os Gestos das Mulheres com sacramento, minha música com Mathilda. Quando cheguei, pedi um café... para fazer cocô tomando café. Sacramento disse:
- A água ta no fogo, o cocô pode esperar um pouco?
- Pode – e esperei o café ficar pronto.
Fiz, então, meu cocô tomando seu café.
Eu estive imaginando aquele momento desde que havia chegado no centro da cidade, antes mesmo de chegar no ponto do ônibus que sobe o morro de Santa Teresa. Então, meu bom leit@r pode imaginar a delícia com que fiz meu cocô, tomando a delícia do café do Sacramento.
Depois ensaiamos a música.
Durante o tempo em que ficamos passando a música, estava me lembrando de nós dois adolescentes, fazendo aquilo mesmo, eu tocando e ele cantando. Então, me enchi de ternura. Foi rápido. Sacramento é um cantor, se liga...
Tomamos café com pão e leite em sua varanda, olhando a trilha de pássaros que todas as tardes segue para a ilha Cagarras. É um momento lindo de sua varanda, essa hora com a luz do entardecer e a estrada de pássaros brotando no horizonte. Sacramento disse:
- Agora é minha hora de cagar, espere um momento- e foi. O vasculhante do banheiro dá para a varanda. Fica exatamente acima da mesa de café. Fiquei olhando o centrão do Rio, um pedaço de Nikity do outro lado da baía que se vê de sua varanda. Sacramento veio do banheiro. Perguntou, olhando pro vasculhante:
- Meu cocô ta fedendo aqui?
- Está – respondi.
E ele sorriu, como que não acreditasse em minha resposta.
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!

sexta-feira, junho 08, 2007

Meu bom leit@r me perdoe, mas o horário do programa é 20 horas e não 20:30, como avisei ante-ontem.Vi a reapresentação à meia-noite. Meu dia será hoje!
Mathilda estava retropicalista e, finalmente, quase entendi o que é o troço: é, e não é, uma estratégia de divulgação da gente...rs.
Eu, para minha grande decepção, apareço rapidamente na edição de ontem. Não pensava me frustrar tanto com minha imagem na tevê. Como sou diferente do que imagino que eu seja, ai, meu Deus! Tentarei acostumar-me com minha figura...
Depois de muito muitos dias, logo que almoce, irei nadar.
E, terminando de nadar, irei tocar minha parceria com Mathilda Os Gestos Das Mulheres na casa do Sacramento, que vai cantar a bichana pra gente. Irei tocar meu violão rude de dois acordes pra ele cantar. Que lindo!
Vejam-me com Pedro, que saudade:

http://www.youtube.com/watch?v=eEGaegfTI1c&mode=related&search=

http://www.youtube.com/watch?v=FrcdfBz2GXg&mode=related&search=

http://www.youtube.com/watch?v=p4ucsL_NWwM&mode=related&search=

quinta-feira, junho 07, 2007

música gravada por Rita de Cassia

Bicho Doméstico
(Luis capucho)
Sou bicho doméstico
Não sei me cuidar direito
Não sei ser bravo
Não sei ser cruel
Sou pequeno, sou frágil, sou manso
Se não te pegava pela camisa
Se não te levantava do chão
E arrebentava a sua cara

Eu queria partir pra violência
Subir montanhas
descer à lama da baixaria
cobras e lagartos
E arrebentar a sua cara
Mas sou bicho doméstico
Rondo camas, casas e pratos de comida
Um dia ainda largo essa vida
E arrebento a sua cara

quarta-feira, junho 06, 2007

Hoje é níver de mamãe, bom leit@r!
Ela esteve hospitalizada por três dias. Hospital público, mas se salvou!
Meu bondoso leit@r sabe que o que tem de ser, é.
Voltei a pensar em meu showzinho com Mathilda. Está se aprumando.
Será no Armazém Digital, no Leblon, dia 3 de julho.
Confirmamos as participações de:
Kali C. cantando Tesão de Escritora e Você é Muito Lindo
Marcos Sacramento cantando Os Gestos da Mulheres.
Glauco Lourenço cantando Mamãe me Adora.
Paulo Baiano com o teclado n’algumas músicas.
Betina no saxofone.
Eu e Mathilda no violão e voz.
Pedro, de calouro, cantará Eu Quero Ser Sua Mãe.
E amanhã, dia 7, Mathilda aparecerá numa entrevista com o Michel Melamed, às 20:30h, no canal 2, TVE Rede Brasil. Eu aparecerei dia 8, no mesmo horário, com reapresentação à meia-noite.
É isso.

segunda-feira, junho 04, 2007

Tenho um livro de Jean genet na minha estante.
É um livro velho, vagabundo, comprado em banca de jornal, folhas amarelas e tal.
Pedro adorou e começou a ler.
Perguntei o que estava acontecendo no livro.
Pedro disse “ah, minha memória” e pegou o livro pra encontrar a história....começou a ler em voz alta pra eu ouvir.
Jean Genet falava sobre o roubo. Que no ato de roubar existe tanto acontecimento, a intensidade do ato é tão grande que o ladrão acha que está a fazer seu último roubo. Mas não porque ele, o ladrão, tenha desistido e não pensa mais em cometer o crime. Não é por isso.
É que roubar é tanto, é tão muito, entenda, silencioso leit@r, que o ladrão vai para o outro lado, se liga, o roubo o faz ultrapassar os limites que a vida naturalmente tem e ele diz isso em outras palavras, mas é o que ele disse, que roubar é maior que a vida e tal.
Então, a experiência do roubo torna-se por isso, uma experiência divina, um lance religioso, mais que humano, se liga outra vez...
E eu, sem ter esse alcance que o Jean Genet teve, sem ser um herói que roubasse o fogo dos deuses, também, modestamente, sinto, quando faço minhas músicas, que fiz a última e q ue a fonte acabou. E, assim, não irei mais conseguir outra.
Fico pensando nos artistas que somem, que não conseguem mais criar, muito comum, entre compositores, e minha impressão de fonte seca se confirma, ta se ligando, bom leit@r?
Que coisa!
Então, voltando ao ladrão Jean Genet, seu grande roubo foi escrever...

sábado, junho 02, 2007

Minha parceira Kali C. e Beto, a Freak.Vídeo, fez um mini-documentário sobre minha música Maluca. Pedro colocou no Youtube, veja, bom leit@r:

http://www.youtube.com/watch?v=eVeClv97wz0

quarta-feira, maio 30, 2007

Ficamos, eu e mamãe, sentados numa arrumação de mesas preparada, especialmente, para eu ficar autografando os livros. Ao lado de nós, muitos, muitos Ratos expostos, enfileirados pela vitrine. Do outro lado e ganhando nossa frente, as mesinhas, onde os convidados ficaram conversando e os garçons vinham oferecer refrigerante, vinho, água ou torradinhas com patê de fígado de ganso. Pedro sacava tudo e ficou dando atenção aos convidados.
Sacramento disse, quando elogiei o patê:
- Os ecologistas são contra o patê por causa do sacrifício dos gansos...
- Mas não matam os gansos para retirar seu fígado? – perguntei.
- Sim, matam. E sacrificam...- ele respondeu.
Além de Sacramento, que me fez rir, vieram muitos outros leit@res engraçados e inteligentes para que eu autografasse seus Ratos. Vieram também leit@res mais sérios e eu mesmo estava seriíssimo, concentrado e responsável autografando os bichanos.
Veio o Paulo, meu bondoso leit@r desse blog Azul.
Veio o Lobo.
Veio a Ruth.
Dona Maria José.
Tia Mabel.
Baiano.
A Carola.
O Edil.
A minha Drª Jaqueline.
O Lugarinho.
O Robalinho.
Dudu.
Gustavo.
Bruno.
João Bosco.
João Coelho.
Ciro.
Kali C.
Lissa e Claudia.
Sergio e Joseh.
Enfim, muitos amigos, gente conhecida e gente desconhecida, gente amiga.
Marcio foi quem nos levou sob a chuva ouvindo música alto no carro e estava feliz.
Pedro estava feliz e fotografou o lançamento com uma máquina da Claudia Neves. Quando ela mandar as fotos, mostrarei.
Estávamos todos felizes, Claudia Neves, Mathilda feliz!
Terminamos num restaurante italiano no Flamengo e mamãe e Pedro eram os mais lindos, bom leit@r!
Hoje, li no site do re corte cultural:
"No quadro Debatedeira, Michel recebe na segunda, 4, o grupo Rio Maracatu; na terça, 5, e quarta, 6, o ator e diretor Caco Coelho; na quinta, 7, a cantora Mathilda Kovac; e na sexta, 8, o cantor e compositor Luis Capucho."

terça-feira, maio 29, 2007

Então, é hoje!
O Shiraga fez um lance lindo sobre nosso Pocket Show. Vejam no blog dele:
http://www.the-nowhere-man.blogspot.com/
Círia também fez:
http://about.blank.zip.net/index.html
Pedro fez um mapa de palco, vejam:

segunda-feira, maio 28, 2007

Então, leit@r, amanhã lançaremos o Rato!
Muitos perguntam se estou nervoso:
- Não estou nervoso - digo - o livro já está pronto! Se fosse um show, estaria – e fico tranqüilo.
Mas acontece que estou começando a ficar nervoso, sim. O prazer sempre enerva a gente, sou um homem apaixonado.
Mamãe disse pra meu irmão, hoje, no telefone:
- Ajudei Luís a escrever esse livro também! Sou dona também. Meu nome está em todas as páginas. Pode ler, não é pouca vergonha, não!
E no dia das mães, ela disse:
- Seu livro vai vender muito hoje, Luís! Quando virem o nome de mamãe escrito, irão comprar - eu fiquei quieto, não entendi muito bem.Ouvi mamãe com respeito e não tive coragem de pensar que seja um absurdo o que disse ou que seja delirante, débil, algo do tipo, afinal, a vida é mesmo louca, certo?
Não se esqueçam, será às 19:30, na livraria do Arteplex, na praia de Botafogo, 316 loja D/E. Telefone: (21) 2559-8776.

sábado, maio 26, 2007

Ontem, concluímos o miolo de nosso Pocket Show.
Tínhamos já alinhavado seu contorno, mas, ontem, fomos mais longe e conseguimos definir melhor o bichano.
Por exemplo:
A deusa grega, Afrodite ou Vênus, que se encarnaria na pessoa de minha parceira querida Mathilda Kóvak, no divã de Freud, encarnado na pessoa desse tímido blogueiro, parece ter subido definitivamente para o Olimpo, isso, bondoso leit@r, se entendi bem...também, se minha compreensão não me falhou, ficou adiada a dança da prisão de ventre que a minha mesma querida Mathilda Kóvak irá apresentar a meus silenciosos leit@res.
Quanto a Freud, acho que ficou transformado no marinheiro Querele, raquítico e franzino, isso há de se entender, bom leit@r, e tal....( tive que parar a feitura desse post para almoçar com mamãe e Pedro, então, qualquer impressão de desalinhavo será compreendida, isso rola mesmo, se liga....)
No fim, tudo será compreendido, Claro!
Pensamos convidar o Dado e Celão, do Boato, para dizer poesias, e para cantar nossas parcerias Kali C., Glauco Lourenço e Marcos Sacramento, além de Baiano.
Tudo isso ficou tempo demais pra ser, finalmente, filtrado, mas ficou...
Sobre o rato, todos ao lançamento do Rato, na terça, não se esqueçam...

sexta-feira, maio 25, 2007

Marcia Romano confirmou a data de nosso Pocket Show e relançamento do Rato!
Será dia 3 de julho no Armazém Digital.
Faremos eu, Mathilda e Baiano. Quero Chamar Kali C. para apresentar uma parceria comigo, outra com Mathilda.
Hoje, mais à tardinha, irei pra Mathilda para combinarmos outras coisas. Pedro está ajudando também. E temos idéia de chamar outros amigos artistas. Temos de combinar direito.
Vou levar-lhe um Cinema Orly e um Rato para o Cronópios.
Li um trechinho do Rato. Que enlevo, que delícia!.
Ai, ai!

quinta-feira, maio 24, 2007

O meu bom e silencioso leit@r há de achar engraçado que a vida seja louca e que eu, novamente, esteja, no dia frio de hoje, a tomar café com biscoito, de sobremesa. É o meu regime de engorda, disse Pedro.
Não é, Shiraga, biscoito especial, não.
É um biscoito recheado que Pedro encontrou no mercado por 0,70 centavos.
E, o café, é o delicioso café de mamãe, feito com pó fervido.
Embora os Ratos já estejam distribuídos pelas livrarias do Brasil, faltam 5 dias pra seu lançamento oficial.
Estou começando a ficar ansioso.
Ante-ontem, o Fernando, do Diário de São Paulo, me telefonou pra me perguntar coisas do livro e como me sinto, assim, se dizem que faço literatura gay. O Fernando tem vindo em meu blog, é o neurastênico, sacaram?
Eu disse-lhe que o Rato é muito mais gay que o Cinema Orly e expliquei-lhe o motivo, mas que, embora eu não me importe, se dizem que faço literatura gay, isso é um equívoco de quem diz, porque qualquer um que goste de ler vai gostar de meus livros. Não precisa ser gay pra curtir...
Depois, fiquei pensando, se realmente não me importo, porque o tom de minha voz ficou diferente ao dizer isso, se liga...
Sei lá...

quarta-feira, maio 23, 2007

Está chuvoso e frio em Nikity City!
Bom pra ficar em casa e é o que iremos fazer.
Fui buscar um café e tou tomando café e comendo biscoito, como sobremesa. Nunca antes comi dessa sobremesa e meu bom leit@r, num dia frio de sua cidade, pode, garantidamente, experimentar a sugestão. É delicioso!
Devo estar comendo assim, porque andaram reparando que estou muito magro!
Então, quando fui comprar salsinha desidratada, que o Pedro me pediu para o almoço, fiquei olhando meu rosto nas pilastras espelhadas que sustentam o teto do supermercado. E fiquei muito sério olhando para meu rosto magro.
Eu fiquei com raiva das pessoas que ficam colocando na minha cabeça, com um tom de crítica, que tou muito magro.
Eu tou muito magro, pow!
Depois, fiquei triste e vim embora pra casa, com a salsinha.
Trouxe um vinho pro almoço, porque ontem, como hoje, tava frio!
Que merda!

terça-feira, maio 22, 2007

Como já disse pra os meus silenciosos leit@res, minha vizinha, que dá janela com a minha, é pintora de flores. E eu também disse que em sua janela, essa que dá para a minha, tem sempre um vaso real, bem cuidado e brilhante, assim, tipo um quebra mal-olhado.
Não que meus olhos, ao olhar para o ateliê de minha vizinha, sejam maus. Mas, caso fossem, o vaso em flor atrairia os olhos maus para ele, se liga bom leit@r, entenda...
Dessa vez é uma begônia que está lá. Está robusta, com folhas abundantes, muito verdes e vivas, mas ainda não floriu. Espera pelas flores na janela.
Entrando com os olhos além da janela, para a sombra muito fresca, gostosa, do quarto, está um cavalete, onde minha vizinha ainda não completou o que será uma ave do paraíso, uma flor, que está pintando cheia de cor na tela branca.
E atrás, na parede, sempre coloca um dos quadros novos, que terminou ainda há pouco. Pintou uma cadeira de praia no pasto!
Imagine, meu bom e silencioso leitor, a cadeira de praia no pasto, sem bois pra pastar e tosar a mato crescido, a cadeira no meio do sol, no centro do pasto!
Pois lá está ela e a vejo daqui, de meu computer.
Que bobo parece viver! Que coisa! Que graça!

segunda-feira, maio 21, 2007

Mamãe está com uma crise de labirintite.
Isso deixou tudo desorganizado, porque mamãe ouviu uma zoeira em sua cabeça, ficou enjoada, tonta, e fomos ao pronto socorro, passamos pela máquina de triturar que é o pronto socorro e mamãe saiu medicada, mas reclamando, desorganizada.
Sua labirintite instaurou o desequilíbrio em nosso lar. Porque é preciso que ela esteja bem, quer dizer, que ela esteja o melhor que possa, pois como Pedro costuma dizer, de repente, referindo-se a mamãe:
- Vou estender as roupas para a rainha! – então, se a rainha borga, se ela passa o dia amuada, reclamando, não há paz que se propague em meu reino e nenhuma belaza nas roupas ao vento do varal.
Começou a chuviscar em meu vale...

sábado, maio 19, 2007

Pedro, além de uma comunidade, criou um orkut para o Rato. E saiu adicionando os amigos, uma forma de divulgar meu livro, se liga, silencioso leit@r!
Mathilda disse que sou um grande escritor e, também parte da divulgação, me entrevistou para o site onde escreve. É um site literário e chama-se Cronópios. Quando ela colocar minha entrevista lá, aviso. Mas podem dar uma olhada no site, aí:
www.cronopios.com.br
Voltando a Pedro, fomos, os dois, até à livraria onde será lançado o Rato.
Pedro fez com que uma moça muito simpática colocasse o bichano na vitrine e, quando estávamos saindo, apareceu a editora do Cinema Orly, a Isabela, com o jornalista Joaquim, que tem uma coluna de cultura no jornal O Globo.
Adorei rever a Isabela, as pessoas de que gosto, acho lindas e a Isabela estava linda.
E foi me foi perguntando cheia de surpresa:
- O que está fazendo aqui, Luís, veio ver um filme ou ver o seu livro?
- Vim ver meu livro, veja! – e apontei a vitrine – Acabaram de colocar aí! – e o Joaquim achou engraçado e riu em silêncio.
Apresentei-os a Pedro e viemos embora felizes...

sexta-feira, maio 18, 2007

Eu e Mathilda começamos a bolar nosso showzinho.
Tínhamos pensado em fazer na livraria Travessa de Ipanema, porque Mathilda conhece, mora perto e conhece, se liga, silencioso leit@r!
Mas, quando eu e Pedro estávamos indo pra casa dela um dia desses, encontramos Márcia Romano que está produzindo shows no Armazém Digital, no Leblon, e Márcia nos ofereceu uma data em julho, porque uma das bandas que tava marcada, não vai poder ir mais.
Depois disso, Márcia telefonou e falou com Pedro que ela tinha acabado de fazer contato com a Rocco e que poderíamos fazer um relançamento do Rato lá, tipo, compre um livro e assista ao show. Mas não sei, não sei, se isso vai vingar, porque essas coisas são apenas idéia, como muita coisa que até os dias de hoje não aconteceu ainda, se liga, silencioso leit@r.
Mesmo assim, telefonei para Paulo Baiano e convidei pra fazer o show conosco e ele topou! De noite, encontrarei Mathilda e combinaremos mais, adiantaremos mais coisas sobre isso.
Mathilda fez um release, vejam:



DOIS SERES DO FUTURO DISCUTEM O PRESENTE NO PASSADO
Ou
A revolta dos mortos-vivos
Ou
Se Clarice Lispector e Lucio Cardoso cantassem



- o encontro dos compositores e escritores Luís Capucho e Mathilda Kóvak,
autores da canção “Máquina de escrever”.


O coração de ambos é uma máquina de escrever, como proclama a canção da dupla gravada por Pedro Luís e A parede e por Patrícia Ahmaral, que figurou entre as mais tocadas nas
chamadas FMs adultas do Brasil.
Luís Capucho acaba de lançar o romance “Rato”, pela editora Rocco, e já foi gravado por nomes como Cássia Eller, enquanto Mathilda Kóvak, autora de seis livros infantis, dos quais já vendeu 75 mil exemplares, e um sétimo, que sai também pela Rocco, em outubro, já foi gravada por Rita Lee, Luís Melodia, Fernanda Abreu, Marina, Zeca Baleiro e mais um sem-número de mavericks da música brasileira. Ambos assinam ainda seus respectivos CDs: “Lua Singela” e “Mahamathilda: a evolução de minha espécie.”
Donos, portanto, do que Clarice Lispector - de quem Mathilda é sósia no semblante, e Luís, no sobressalto - chamou de um coração inteligente, que escreve canções, livros, roteiros e congêneres, estes dois autores resolveram se encontrar neste fim dos tempos, para celebrar a sobrevivência, arte na qual são bastante versados, num show lítero-musical, para comentar a paisagem contemporânea, observada de suas lunetas fincadas num futuro de quem já experimentou a destruição e sobreviveu.

O show prevê a execução de suas parcerias
musicais, entremeada por considerações sobre o tempo e
a loucura, numa brincadeira com a psicanálise, uma vez que Luís Capucho já foi comparado a Freud, em tese de mestrado da PUC, por seu primeiro romance “Cinema Orly”, ed. Ficções do Interlúdio. O show musical, de densa veia literária, distribuída no sistema vascular desses dois decanos de um movimento artístico, confirma o vaticínio de Nietzsche: “no futuro, os filósofos cantarão e dançarão.” São eles os pensadores do futuro, cujo pensamento ganha terreno no território da literatura e da música.
Disse ainda Clarice que “o futuro da
tecnologia ameaça destruir tudo o que é humano no
homem, mas a tecnologia não atinge a loucura: e nela
então o humano do homem se refugia.” E Luís, por sua vez, em “Rato”, define “louco” como um adjetivo que damos àquilo que não compreendemos.
Este será, pois, o encontro de dois “loucos” ,
que preservaram no reduto insano de seu pensamento
a centelha agonizante da humanidade.
Já que ninguém está entendendo nada do presente, eles vieram do futuro para explicar, numa mostra que coaduna suas vozes, seus violões, sua performance de autores-personagens.

Quem quiser sobreviver, verá.


Repertório:

- Auréola (Luís Capucho – Mathilda Kóvak)
- Bengalinha (Luís Capucho – Mathilda Kóvak)
- Sucesso com sexo (Luís Capucho – Mathilda Kóvak)
- Cuco (Luís Capucho – Mathilda Kóvak)
- Algo assim (Luís Capucho – Mathilda Kóvak)
- Os gestos das mulheres (Luís Capucho – Mathilda Kóvak)
- Vai querer (Luís Capucho – Suely Mesquita)
- Maluca (Luís Capucho)
- Americana (Betti Albano – Mathilda Kóvak)
- Quero ser sua mãe (Luís Capucho)
- Todos (Mathilda Kóvak)
- Bichinhos (Luís Capucho)
- Máquinas me respeitem (Luís Capucho – Mathilda Kóvak)
- Máquina de escrever (Luís Capucho – Mathilda Kóvak)

Tópicos:

- A sobrevivência do mais fraco
- A piscina e seus pecados capitais
- O controle do tempo
- A loucura e o tempo
- O sexo dos anjos





quarta-feira, maio 16, 2007

Coloquei pra ouvir O Amor é Sacanagem, com Clara Sandroni!
É muito legal ouvir, porque me vêm à memória um monte de lances: eu fazendo a música na varanda em Papucaia, eu achando as frases, eu com minha agenda, os meus cachorros, o quintal e Norma entrando na casa e me pegando com a boca na botija de fazer a música, me pegando ela fresquinha, surpresa pra mim, fiquei sem jeito e parei. Ela ficou na dela, não disse nada e ficou conversando com mamãe...além disso outros lances: O Cinema Orly, em que coloquei a letra como um prólogo; Clara Sandroni, que eu quis ver cantando música minha, sou fã há muitos anos; a guitarra que ela colocou no arranjo da música que me faz lembrar os nordestinos na década de 70 chegando com música no Rio; Terezinha de Jesus, em quem busquei inspiração para a melodia dO Amor é Sacanagem; o meu coma, que ao acordar, Eleonora Falcone me trouxe O Amor é Sacanagem pra ouvir no disco do Ovo e abri a fisionomia com prazer; o disco do Ovo com as coisas que envolveram o bichano, tudo e tal e, agora, o enlevo da música, o deleite de ouvir a Clara cantando doce, me levando leve, que coisa, que gostoso, o amor é sacanagem, bom leit@r, é magia e , no final, ela termina, docemente:
- SOU VULGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRRRRR...

domingo, maio 13, 2007

Fiquei muito entusiamado com o comentário da Bia, sobre meu livro na livraria chic de Sampa! Já tenho o meu e estou bobo!
Na orelha ta dizendo que fui gravado por Arícia Mess!
Preciso dizer-lhe para gravar música minha com urgência e, então, justificar o que se diz na orelha do rato. Quem mora perto e diz?
-Aí, Arícia, gravaí, pow!

sexta-feira, maio 11, 2007

Só consegui arrumar uma das prateleiras da estante.
Eram muitos os papéis que tive que escolher, para não jogar fora nada que fosse importante pra mim. Consegui reduzir, na metade, o espaço livre na prateleira, com as coisas que joguei fora e com a nova disposição dos papéis reorganizados por Pedro. Faltam ainda cinco prateleiras pra mexer e, talvez, vá mais rápido, depois de ter experimentado a primeira.
Mamãe reclamou bastante, quando saí com a bolsa de papéis pra jogar fora, na lata do lixo.
Dona Maria, que mora, atualmente, no apartamento em que morava Dona Glorinha, veio nos trazer pra ver o rato enorme que seu cachorro caçou em seu guarda-roupa. E, ontem, o homem da Sucam, responsável pelo extermínio do mosquito da dengue, explicou-me o motivo porque os ratos estão aparecendo tão agressivamente no vale. É que construíram um conjunto de prédios sobre o riachinho no vértice dele e os ratos que moravam lá, tiveram que achar novo rumo, daí, espalharam-se pelos vãos de todo o casario do bairro.
Pois bem....Dona Maria jogou o rato morto na calçada e o bichano começou a putrefar, inchou, fedeu, enxameou-se de moscas, transformava-se em céu, bom leit@r, à vista de qualquer transeunte que passasse em minha rua, enfim, criou uma situação em meu vale, na calçada, que só Deus!
Então, Pedro entrou em casa, pegou muito jornal, voltou no rato, embrulhou-o e jogou o bichano fora, no lixo!
É isso aí!

quinta-feira, maio 10, 2007

Está frio, acordei tarde!
Ficarei todo o dia mexendo na estante de livros de meu quarto. Vou dar uma guaribada nela, limpar, rever, jogar livros inúteis fora.
Depois, se me animar, irei numa livraria ver, finalmente, meu livro, Rato, que ainda não vi, tê-lo nas mãos, ficar convencido de mim mesmo, ficar bobo, essas coisas que , para um tipo como eu, são sempre positivas, porque não sou de ficar tirando onda, então, não faz mal nenhum, se liga...
Quando eu lancei o Cinema Orly, não fiquei preocupado, mas observei um dia para a Mathilda, se eu não estava sendo, assim, imoral, sujo, tipo, muita besteira, besteira de besta, sabe como, bom leit@r?
Então, o Eduardo, que na época andava com ela, não com a besta, mas com ela, a Mathilda, disse pra mim:
- A moral não existe, Luís, fique tranqüilo!- é claro, que assim como o meu bondoso leit@r está fazendo agora, não fiquei pensando ser verdade ou não que ela, a besta da moral, não exista. Apenas acreditei, porque ele disse com tanta certeza que eu levei fé, se liga, a moral não existe, meu leit@r, estou tranquilo...
Vivaaaaaaaaaaaaaaaaa! Vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Vivaaaaaaaaaaaaaa!

quarta-feira, maio 09, 2007

O Rato já ta em algumas livrarias. bondoso leit@r. Veja:

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=1914930&ID=C924A1EF7D705091319240037
O trecho inicial de meu vale, entrada de minha rua, sem ser minha rua, se liga, bom leit@r, recebe outro nome. E de um de seus lados, não tem casas. A calçada desse lado sem casas, toda arborizada com árvores muito altas e antigas, é ladeada por um longo muro, um imenso muro, de uma velha e famosa escola da cidade direcionada por padres salesianos.
Gosto de entrar em minha rua, porque me faz lembrar da escola onde fui alfabetizado, aos sete anos. Lembro, porque para chegar até minha escola, também passava por ruas assim, com árvores velhas ladeando casas muradas e, quando chegava nela, dava com seu grande muro balaustrado e tal.
Só entro em minha rua por esse trecho, e somente lembro de minha escola, se venho pro meu vale a pé, porque ali é contra-mão para o trânsito de carros. Tenho feito isso com Pedro. Sempre passamos por ali com sacolas de alfaces que incremente nosso almoço em minha casa no final do vale.
Vimos olhando as casas e conversando. Às vezes, cachorros nos assustam latindo de súbito nas grades de portões que vão surgindo na calçada. Pedro curte os bichanos, mas não põe a mão.
A temperatura dos dias ta ótima esse mês. Que bom!

sexta-feira, maio 04, 2007

Pedro está chegando.
Daqui a pouco irei buscá-lo no rodoviária de Nikity City!
Na rodoviária de Sampa, entrou numa lun house e conversamos pelo Messenger. O leit@r pode imaginar a emoção, o prazer de ver o amor da gente vindo pra casa...
Vou descansar um pouco!

quinta-feira, maio 03, 2007

Eu disse pra editora, quando pensei no lançamento de meu livro, que eu também fazia música, era compositor, e que gostaria de fazer um showzinho aproveitando a divulgação do Rato para divulgar-me também enquanto músico. Entretanto a editora foi tomando iniciativas e direção que inviabilizaram fazer showzinho. Não quizeram...
Por fim, achei até legal não ter show, estava inseguro e eles tão certos, farei show depois...
Há muito tempo pensamos, eu e Mathilda, fazer showzinho juntos, e começamos a bolar e tal, mas não damos cabo da coisa. Vamos começar outra vez com a idéia, tomara que role até ao final.
Iremos apresentar, principalmente, nossas parcerias e vamos sentar pra bolar tudo...
1- Auréola
2- Máquina de Escrever
3- Algo Assim
4- Bengalinha
5- Máquinas me Respeitem
6- Os gestos das mulheres
7- Sucesso com Sexo
8- ...

quarta-feira, maio 02, 2007

Dormi à bessa! Estou descansado, que bom!
Meu livro, Rato, será lançado dia 29 de maio, no Artplex, uma galeria de cinemas que fica na Praia de Botafogo, às 19:30 h.
Hoje, essa galeria, onde estão os cinemas e onde colocaram uma livraria, está modernizada, atualizaram a bichana, mas há um tempo atrás, os cinemas estavam decadentes e rolava filme pornô e pegação.
Eu mesmo nunca entrei lá, mas soube que a proximidade com uma escola pública é que problematizou o lance...sabe como é...sexo decadente, adolescentes, cinema, fantasia, beleza, tudo isso se atrai mutuamente e, é o seguinte, higienizaram o troço.
Lancei meu primeiro livro, o Cinema Orly, numa outra galeria de cinemas, também em Botafogo, e que faz o mesmo circuito de cinemas modernos na cidade do Rio. Acho bacana que minha literatura cause interesse pra esse povo que está mais por cima da carne seca do que estão os ratos.
É claro que ratos também vão adorar o livro, pow!

Obs:quem quiser deixar o endereço preu mandar o convite, pode mandar, mas só até amanhã, falou?